El Amor en su lecho de placer

El Amor en su lecho de placer

O Amor no seu leito de prazer

Novela de amor actual con el hilo conductor del erotismo, escrita por Pedro Sevylla de Juana, como versión última de su Novela Estela y Lázaro vertiginosamente. El inicio va en português y el resto en castellano.  http://margencero.es/almiar/placer-del-amor/

A quem habitam oásis de felicidade descobertos num espejismo.

Ouvir sereias…Análise crítico de Renata Bomfim

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/ Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,/ Que para ouvi-las, muita vez desperto/ E abro as janelas, pálido de espanto…”. Estes versos do poema “Ouvir estrelas”, do brasileiro Olavo Bilac, há décadas encantam os leitores. A novela O Amor no seu Leito de Prazer, escrita por Pedro Sevylla de Juana, é feita desta mesma matéria: beleza e assombro; mas, apenas o leitor desperto poderá escutar o canto que vem das profundezas do texto e ouvir as sereias. A obra põe em xeque o status do sujeito contemporâneo, esvaziado das verdades absolutas, de caráter teatral, sempre em busca, sempre em via; Ulisses vencido buscando a única verdade possível e capaz de salvá-lo, o amor; risco no que estão empenhados tanto quem ama quanto o objeto de amor, ou seja, o ser amado. O AMOR: de todos os mitos o mais belo, e de todas as realidades a mais certa.
A relação de casal aqui tratada, se revela real, embora seja virtual; e mostra o poder abrasivo da palavra: Aí destaca o efeito da palavra apaixonada, o brilho do desejo que impregna a palavra. O efeito supera a realidade, porque a imaginação multiplica e potência seu alcance e eficácia. Conhecer a intimidade alheia é um fetiche contemporâneo; basta observar a profusão de diários íntimos e epistolografias publicadas. Entretanto, penetrar na intimidade dos personagens da obra em questão, sondar seus sonhos e fantasias, bem como, ter ciência de suas fraquezas e potencialidades, é a possibilidade de ter uma aula sobre a autenticidade do amor, esse “não querer mais que bem querer”, “contentamento descontente” como cantou Camões.
O leitor deve se colocar num “para além”, tanto dos julgamentos morais, quanto das convenções sociais, pois, para penetrar os arcanos da paixão, do desejo, da sedução e do amor -senda da qual ninguém sai igual, ou incólume- é preciso aceitar a vulnerabilidade, é preciso transgredir normas regras e interditos. Pablo sabe que a divisão entre os sexos é algo cultural e pernicioso, e se orgulha pertencer a um pequeno grupo de pessoas no mundo que arrisca viver valentemente o cadinho de felicidade que lhe é devido: “Volto duma viagem muito longa. Sou Ulisses, e regresso a Ítaca procurando o amor de Penélope, minha apaixonada esposa Virginia, que espera meu regresso com esperança inextinguible. Virginia Boinder Sintes é Penelope e também é “a sirena que dirigia o coro, quando, atado ao pau maior de meu barco, escutei seu canto irresistível”. Metamorfoseada pelo desejo do amado, torna-se também “estrela polar, guia dos marinheiros em seu derrotero noturno””, a única mulher capaz de transformar Pablo nos heróis admiráveis das obras que ele traduziu. Para Virginia, Pablo, além de “Mestre do prazer”, é uma escuta amorosa, o apoio que ela necessitava, um porto no vasto oceano da solidão: “Gosto de sentir esse tom apacible de tua voz forte, quando me explicas o que estás escrevendo; e a atenção que pões ao te contar minhas coisas. Gosto que me assinales o que faço bem e como posso melhorar”. ”Quero que me digas o muito que te excita meu corpo e minha maneira mimosa de falar. Me diluo quando descreves os gestos lúbricos com os nomes obscenos enquanto nos acariciamos nus. Nossas camas distantes se convertem numa sozinha situada a metade do caminho”.
O erotismo na obra chega premente. Lubrificante ideal, é o hic et nunc, o aqui e agora do desejo mais exigente, do amor sem barreiras nem as dificuldades da realidade: “Não existe futuro para além do horizonte, e não deve nos preocupar. Alongaremos o presente todo o que dê de si mesmo. Nosso amor avançará pelo presente contínuo, sobre os trilhos unidos dos dias”. A busca da liberdade levou o casal virtual a criar um mundo muito particular: “Não te parece maravilhoso, cervatilla? […] temos uma casa virtual de espaço cambiante, somos um casal real assentado no virtual”: destaca Pablo: “O desejo nos enlouquece. Isso prova a enorme eficácia do virtual”. E Virginia confirma: “O sento extraordinariamente vivo e não mudá-lo-ia pela realidade nem por nada”. União fértil e imaginitiva que gerou uma criança virtual, a menina chamada Aurora.
VirginiaLibre é a residência do casal, “um terreno de liberdade onde cada um se pode expressar, tanto como é, como quanto deseja ser. Livres da “autocensura, sem preconceitos nim reproches”. Neste espaço tão privilegiado, “palpita um sentimento comum de admiração, respeito, desejo, estima, amor, amizade, atração”, E eles se sabem esposos eternos, “de uma eternidade que tem de durar enquanto o amor e o desejo durem”. São desemejantes e o aceitam: Meu campo de investigação é amplísimo, o cosmos em toda sua magnitude. O teu se centra no doméstico, no entorno mais próximo. Abarcas menos, sim; mas o percebes com uma precisão muito maior. Depois, abrindo o objectivo ao máximo, extrapolando e generalizando, chegas onde eu começo. Personalidades dissociadas: Se me dorme o pai e acorda o macho, o amante. Te pões asertiva e sai o maestro a te ensinar. Sou todos porque tu és todas. És todas porque eu sou todos.
Os amantes são enredados em um jogo de afetos denunciador de carências que demandam satisfação. Pablo ama sua esposa, Amanda Meira, a entranhável Maga: “herdeira de indígenas tupiniquim brasileiros e continuidade da vida. Fortaleza feita da soma inconcreta de debilidades, se sente parte da Natureza que integra de diversos modos: é animal, vegetal e mineral; é fogo e é ar, é o certo e o provável, o palpável e o etéreo […]quatro anos menos que eu e com traços indeléveis de mulata”.
Amanda é uma personagem intrigante. O seu silêncio na obra é ruidoso, especialmente quando sabemos acerca dos traumas de seu passado. A amizade íntima de Amanda com a pulcra Mona Baccio, indica a potência da obra, capaz de abarcar variadas formas de afeto, amizade e companheirismo; num único sentimento de tendência universal. Pablo encontra em Virginia o estímulo amoroso, o desejo forte e a acolhida sexual que não encontra na esposa: Sou tua menina e quero que me ensines a te querer melhor, porque querer-te mais já não posso: tenho enchida a capacidade do meu pequeno grande coração.
No jogo amoroso, o ser humano utiliza múltiplas máscaras e, mais que ocultar, revela sua posição precária, marcado pela finitud, ser que não possui atributos divinos, e que para ascender e tocar o infinito precisa o concurso de outro ser. “Ontem à noite, em minha solidão habitual, me abraçaste e mimaste; besaste meu colo e meu cabelo e, após gozar, dormi em teus braços”. Pedro Sevylla nos possibilita conhecer mundos que só os poetas são capazes de criar, mundos multidimensionales vinculados a humanidade, nos que a fraqueza humana se transforma em energia, e os valores de amizade e generosidade superam às mezquindades da vida cotidiana. Mona Bacio põe fim à correspondência amorosa entre Pablo e Virginia, motivada por “sentimentos fortes: amor, amizade, ciumes, raiva”.
Muitos outros personagens integram este imbricado texto: o pai e o esposo da Virginia, irmãos, filhos, amigos, políticos, cada um deles atuando estrategicamente na trama. Os lugares também são importantes. E eu, Renata Bomfim, autora destes apontamentos e admiradora da escrita do autor Pedro Sevylla de Juana; E o autor, o que não é simplesmente um elemento em um discurso, e que além de desempenhar um importante lugar enunciativo na obra, nos convida para embarcar no seu veleiro de papel para ouvir as sereias.

Professora Doutora Renata Bomfim
Docente de Letras na Universidade Federal do Espírito Santo/UFES
Escritora membro da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (cadeira nº 16) Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES). Poeta e ensaiista naciou em Vitória ES Brasil en 1972. Ativista socioambiental, terapeuta com larga experiência no campo da saúde mental. Diretora do Espaço Terapêutico ESTARTE (vitória/ES). Artista Plástica formada pela UFES, pesquisadora do CNPq desde 2007.

Carta de Remisson Aniceto, lector, escritor, poeta y editor

Caro Pedro, bom dia. Como vai?
Cheguei agora de manhã à última linha do seu livro. Ainda estou encantado. Com as cartas, com a paixão nelas contida, com o fluxo narrativo, com a incrível força deste romance que precisava ser transferido por você para o papel de forma tão magistral, com esta habilidade que você tem de, a partir de aparentemente corriqueiros e-mails de amor, criar um livro como este que não nos deixa desgrudar os olhos até o fim. Bendita hora em que lhe foi dada esta oportunidade de escrevê-lo. Com o meu parco conhecimento da vida cotidiana espanhola, consegui sem grandes dificuldades entrar na história, vivê-la em toda a sua plenitude. Fiz das páginas de “O Amor no seu Leito de Prazer” minha morada nestes últimos dias. Senti como se cada página fosse um cômodo de uma enorme casa e, virando-as, eu entrasse nos cômodos seguintes e descobrisse em cada um, outro novo mundo inserido num mesmo mundo maior que é a integralidade da história. Página por página, saboreei cada carta como se escritas para mim, como se fosse eu o Pablo e a Virginia alguém que tivesse passado pela minha vida e agora se reaproximasse, levando-me a paraísos jamais imaginados.
Na verdade, nem parece que este foi um livro encomendado, tal a sua beleza estrutural e cênica. Penetrando no apaixonado e febril corpo da obra, o leitor será levado ao delírio, ao clímax da leitura, um clímax que permanecerá durante todo o seu desenrolar. E até depois, no descanso da leitura. E na releitura, que sem dúvida valerá a pena.
Não sou crítico literário (bem que gostaria de ser) para sobrepor olhos mais criativos e mais observadores que os meus e dar-lhe a dimensão do impacto em mim desta sua obra.
Obrigado pela leitura.
Abraços
Remisson. São Paulo, 12 de março de 2015.

Nota bene do autor
Quando mona Baccio interveio na relação amorosa de Virginia e Pablo, interrompendo a continuidade; obrou guiada por sentimentos fortes: amor, amizade, ciumes, raiva. Longe estava de conhecer o alcance e a natureza do que rompia. Assim mo escreveu com letra miúda inclinada à esquerda, em carta datada na cidade de Roma. A assinatura levava uma rubrica harmônica. Era quase uma elipse cercando à inicial de seu nome, seguida dum ponto e o antigo apelido; cognome recebido do pai, natural de Florencia e originario da provincia di Napoli. Tive a tentação de analisar sua escritura, mas o deixei até precissar um conhecimiento mais detalhado.
+Al profundizar en las razones de los amantes, comprendió Mona que sería bueno publicar su historia amorosa, en cierto modo, ejemplar. Así que pensó poner las cartas cruzadas en manos de un escritor que les diera forma de novela. Nunca nos habíamos visto, pero conocía parte de mi obra y me consideraba experto en el mundo femenino, capaz de ordenar los diálogos y añadir el contenido más oportuno. Si aceptaba yo el compromiso debía dar a la estampa el resultado final. De ese modo, no solo reparaba el daño infligido, sino que ayudaba a otras personas, mostrándolas lo que el amor puede llegar a conseguir, puesto al servicio de la persona amada. Noble empeño, pensé al leerlo, poniéndome, sin darme cuenta o intencionadamente, de su lado, un lado, en cierto modo, justificable.
Iba a ser una historia de amor y sexualidad, pero también ejemplo de simbiosis vital. Mostraría al lector, la manera en que dos personas disímiles pueden acoplarse saboreando la vida. Escribí a ambos protagonistas: Virginia y Pablo. Hablé con ellos, y me pidieron que la novela no los denunciase en modo alguno. Ciertamente me esforcé; hube de modificar todas y cada una de las circunstancias principales.
Pensando en la excelente facilidad narrativa de Virginia, le propuse trabajar conmigo en este proyecto inusual. Su deseo de aceptar, aceptó; y ahí quedó la cosa, porque la buena voluntad de Virginia carece de tiempo. Trabajadora dentro y fuera de casa, apenas dispone de un minuto libre, Su capacidad reflexiva y la frescura formal, hubieran sido de gran importancia a la hora de ensanchar el atractivo de la trama y el argumento. No logré que iniciara la colaboración, y lo lamento: porque acaba todo lo que empieza, y todo lo que hace lo hace bien. Una vez concluido mi trabajo, lo sometí a la consideración de ambos, y puedo decir que tanto Pablo como Virginia, aceptando la transformación y los muchos añadidos, quedaron conformes y hasta satisfechos.
Debo decir, que Renata Bomfim, autora del juicio crítico de la introducción, es, además y sobre todo, una gran poeta vocacional “agitada e mexida por seu tempo”. Sirva de ejemplo esta perla universalista sin mácula:
O meu poema
é desejo, ânsia…
Vontade louca
de unir a minha boca
à boca do mundo
num beijo.

Es ya la hora cierta de la verdad desnuda y, sin dilación, procedo a levantar o correr el telón que cubre el escenario. Da comienzo la representación de la obra. La floreciente Talía, y la melodiosa Molpómene, me asisten. Así que, le voilà qui arrive:

1-Los protagonistas

De rostro armónico y ojos verde mar, su nombre es Virginia Boinder Sintes. Rubia natural aclarada con camomila, de signo Aries y ascendente Cáncer, nació el 9 de abril de 1966 en Cala Blanca, Ciutadella, próspera y luminosa Menorca, ardiente Nura de los fenicios. Su estatura alcanza los ciento sesenta y nueve centímetros, es extremadamente sensible, emotiva y romántica; le atrae todo tipo de aventuras y rebosa fantasía y erotismo. Me cuenta, además, que fue engendrada a medias por un militar aventurero descendiente de ingleses, y una dama menorquina de rancia alcurnia. Los destinos del padre marcaron el itinerario familiar, y el cambiante lugar de nacimiento de los hijos. Vivió en Ibiza, Girona y Barcelona; y reside en la ciudad de Palma de Mallorca. Cursó sus estudios en colegios públicos e institutos de las diversas ciudades donde transcurrieron su niñez y adolescencia; titulándose en Ciencias de la Información, rama de Publicidad, en el campus de Bellaterra, Barcelona.
Le chifla el mar: esa palabra usa: chifla. Le gusta abarcarlo con la mirada desde los acantilados, sumergirse hondo, hacerse una con él, navegarlo y entregarse, dejándose cautivar. Hubiera sido vigía enrolada en un velero que recorriera las aguas todas: dulces y saladas. Quizá el antiguo barco pirata de Espronceda, porque persigue la libertad más alta, más amplia, más profunda. Nada como las sirenas y practica el submarinismo fotográfico. “Modestia aparte”, me dice, “poseo una cierta facilidad para el arte y la literatura”. El deseo de aprender las técnicas narrativas para usarlas en la redacción publicitaria, la llevó hasta Pablo Céspedes, poeta y novelista de larga trayectoria, que dirigía cursos de escritura en Zaragoza. Se consideraban los alumnos unos afortunados, y se reunieron allí los fines de semana de cinco meses.
Joven y recién licenciada, acababa Virginia de entrar en “El hilo de Ariadna“, un proyecto publicitario ilusionante, que habían emprendido cuatro locos; uno de ellos era Joan, el mallorquín compañero de facultad, con quien, después de practicar el sexo en toda su deliciosa variedad formal, se casó. No, no admitía a cualquiera Pablo en su clase. Hubo una entrevista previa en un saloncito del hotel Sarriá, a la que asistieron los interesados de Cataluña y Baleares. La fluidez verbal de Virginia, su desbordante poder de imaginación, el renovado optimismo y la firmeza de las convicciones recién rectificadas; le permitieron pasar la primera criba. Se trataba de mostrar a Pablo el arraigo de la pasión narradora. No quiso ver los trabajos que llevaban, una selección personal que les había costado días decidir. Quedaron dos más de la mitad, el resto podía dedicarse a otra actividad con más razón. Hubiera eliminado Virginia a algún otro, aceptando a varios de los excluidos; aunque, bien mirado ¿quién era ella? Ella era la joven ejecutiva de cuentas, de una agencia ambiciosa, de tan solo seis clientes ambiciosos, dotados con presupuestos minúsculos. Ah!, pero Virginia, en ese santuario de la sublime ambición, era la más ambiciosa, porque deseaba ser redactora en Sumum, la agencia de moda.
Joan y Miquel, galantes y considerados compañeros de trabajo, la satisfacían amorosamente en aquel tiempo: lo cuenta sin pelos en la lengua. El uno y el otro por separado, hasta que los unió en su cama para realizar una compleja serie de pruebas carnales. Podía haber ganado el serio Miquel, pero Ganó Joan, el perpetuo sonriente. Miquel, león en la sabana, cambió de empresa y mudó de bando, haciéndose jefe de publicidad en el anunciante, una cadena corta de tiendas de ropa. Virginia siguió trabajando en el piso acogedor de la Rambla de Catalunya transformado en oficina, y viviendo en el nido de amor del carrer d´Aribau. Día y noche con Joan, inseparables en el trabajo y en el ocio, sin diferenciarlos en ocasiones, producían roces que auguraban un choque brutal, y no lo querían de esa forma. “Prince Communication“, fue la nueva empresa: ejecutiva de cuentas, publicidad y relaciones públicas, para los contados distribuidores catalanes de una importadora de vehículos asiáticos. Su relación con Joan quedó a salvo, y la trabajosa carrera publicitaria no había hecho más que arrancar. Avidez se llama ese estímulo que la empujaba con ímpetu hacia adelante y arriba. En pocos meses se apoderó del puesto y, en ese instante, afloró imparable la vieja intención de trabajar de redactora en Sumum. Leía manuales y artículos que pretendían enseñar redacción, ensayaba argumentos de ventas, titulares, cierres, eslóganes. Aprovechaba el silencio de las madrugadas de sábados y domingos para reescribir aburridos textos técnicos hasta hacerlos atractivos. A las once en punto de la mañana, para que desayunara Joan al levantarse, exprimía unas naranjas y hervía el café. De manera tan sencilla se hizo ama de casa. “¡Eso sí que es progreso!”: exclama Virginia con recado de trastienda. Luego, mientras Joan leía la prensa, ella hacía las camas y ordenaba el salón. Era el ama de casa; bien cierto. ¿Y Joan, en ese supuesto, qué era? Al instante me responde: “Era el amo de casa; un hombre bien preparado. Sabía de política, de economía, de fútbol; y hasta de cultura. La cultura venía en el sesudo suplemento dominical”.
“Una vecina joven y moderna, me dijo en voz muy baja, que nosotras disponíamos del sexo para hacerles pasar por el aro. Pura y simple teoría. Ganar el concurso amoroso y dormirse en los laureles, fue todo uno para Joan. El deseo tan bien probado fue disminuyendo de manera considerable, y mi necesidad iba en aumento. De modo que dispuso del sexo para hacerme pasar por el aro”. Fue entonces, cuando apareció Pablo. Tenía Virginia ilusión, superó los exámenes, saloncito del hotel Sarriá, y se inscribió en el curso.
Zaragoza, los fines de semana, era un lugar ciertamente agradable. Aunque de día apenas lo disfrutaban. Un hotel junto al aeropuerto y, en él, un salón convertido en aula, el comedor y las habitaciones. No, no resultaba barato: en esos cinco meses se gastó Virginia todo lo ahorrado. Dinero suyo y bien suyo, pues Joan no aportó una peseta. Llegaban el viernes a las cinco y media, porque de siete a diez tenían clase. Nuevas sesiones en la mañana del sábado, la tarde íntegra y el domingo hasta las dos. Sí, agotador. La noche estaba pensada para relajarse. Era fácil comprender que se trataba de un aspecto relativamente importante para la formación; pues hasta quienes vivían en la ciudad se alojaban en el hotel. Comentarios malintencionados hablaban de un buen arreglo de Pablo para obtener algún tipo de descuento. Aquellos que los iniciaban, transcurrido un mes, se encargaban de desmentirlos. No se podía prescindir de la agradable actividad nocturna. Veintidós alumnos provenientes de la publicidad, del periodismo, de las relaciones públicas; guionistas de cine, poetas y novelistas en ciernes; iban de antro en antro mordidos por la mucha hambre de diversión. Surgieron amores, y el sexo se dio espontaneo al regresar de madrugada al hotel. “En lo que concierne a mi humilde persona, propicié un triángulo con dos amigos íntimos, Pachi y César. Rechazando a la buena de Roser, una bella tortosina dulcísima, la chica más atractiva del curso. Mantuvimos una pelea de besos carnívoros, lamimos toda la geografía corporal y, luego, ardiendo, la obligué a marcharse de la habitación”.
Decir que Pablo, de cuarenta y siete años, quedaba por voluntad al margen de la francachela, es procedente; porque siendo de mediana estatura disponía de un cuerpo de atleta bien proporcionado. Y conversación entusiasta. Su decir era cálido, melifluo, convincente. Es bien cierto, la personalidad de Pablo, indiscutiblemente original, cautivaba a Virginia. Estuvo dispuesta a quedarse con él cuando los demás se divirtieran. Cenar juntos, hablar de los asuntos personales, actualizar el conocimiento mutuo; y hasta seguirlo a la cama si se presentaba la ocasión. “Siempre me atrajeron los uniformes castrenses y la voz de mando; realidad incomprensible si mi padre tiene relación con ello”. No llevaba uniforme Pablo, pero la palabra justa, ineludible y concluyente, invitaba a obedecer tanto como una guerrera de gala y cuatro condecoraciones. Un año después de todo aquello, casada y sin hijos, tuvo la suerte de encontrarlo de nuevo. “Había cumplido yo los treinta, y cruzaba la plenitud corporal y anímica. Diecisiete años podían retraernos; pero la manera de ser nos acercaba. Hubo gestos, pero gestos míos; de él hacia mí no vi ninguno: disimulaba, estoy convencida. En Sant Jordi de ese año le había regalado el famoso libro de Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre, Pablo y Virginia. Un modo, como otro cualquiera, de unirnos ante el pasado, y propiciar la posibilidad futura. Mi dedicatoria, muy sugerente y estratégicamente pensada, decía: La vida, una historia de amor. Lo había leído con antelación, estoy convencida; pero lo leería de nuevo relacionando, aunque no me lo dijo”.
Pablo es un intelectual, un pensador; y había publicado ya una decena de libros entre poesía y relatos. ¿Qué buscaba Virginia?, ¿qué quería conseguir? Aún no lo sabe. En una de sus visitas a Barcelona para seleccionar a otro grupo, vio el anuncio en la prensa y lo llamó. Quedaron en su habitación del hotel a una hora algo tardía. Hablaron del trabajo, de los compañeros de curso, de la vida, de sus vidas. Salieron a cenar, y comieron algo cocinado por ellos en un restaurante japonés de la calle Numancia. Regresaron al hotel charlando; y todo para descubrir que, juntos, se encontraban a gusto. “Relaté mi vida amorosa, mi iniciación al sexo, las aventuras juveniles, casi adolescentes. Vamos, que si no pretendía nada, le puse en bandeja la ocasión de entrar en materia. La mirada plena de deseo sorprendida en sus ojos, y el cuaderno negro de apuntes, con el que ocultaba la espontánea inflamación aparecida en la ingle, contradecían sus palabras neutras”. Se separaron a eso de la una y tres cuartos de la madrugada. “Jugosa y dilatada yo, en modo alguno pude sentirme despechada, porque aprecié sus ganas envueltas en disimulo. Había pasado unas horas agradables y la calentura podían calmarla mi marido o mi mano, diestra en todos los sentidos. Los dedos, desde casi niña, han sido mis constantes aliados en tales menesteres: caricias de lo más fervorosas”.
Quince años después, Virginia Boinder era directora de arte en Sumum, la prestigiosa agencia publicitaria en la que entró como redactora gracias a las enseñanzas de Pablo. Mantenía contactos con algunos de los antiguos compañeros, y propuso a dos de ellos, César y Pachi, con los que seguía formando el peculiar trío amoroso a espaldas del marido; reunir a cuantos pudieran, para pasar juntos un atractivo fin de semana. Pensaba en algunos con los que tuvo más amistad, pero sobre todo en Pablo. En ese tiempo no le había llegado de él ni la menor noticia. ¿Qué sería de su voz cargada de seducción, tierno e imperativo según las ocasiones; qué sería de su decir sabroso, pan recién cocido, carne asada, néctar de miel? Bastón de mando con forma de varita mágica cuando pedía un favor imposible. Supo que a los cincuenta y dos años dejó de trabajar, para dedicarse en exclusiva a la literatura. “De modo que habría seguido escribiendo poemas de amor en la piel de sus amores: lengua en vez de pluma”. Pero ella no lo sabía a ciencia cierta, y quería, necesitaba, saberlo. Cuando le llegaron las primeras confirmaciones de asistencia, puso a los compañeros en la busca y captura del escondido maestro.
Joan, amado esposo de Virginia, de padre balear y madre valenciana residentes en Palma de Mallorca, abandonó un buen día el proyecto empresarial puesto en marcha, para convertirse en funcionario del Estado, más que nada por la estabilidad. “Ha gobernado mi vida adulta, a él me supedité ya en la facultad”. En los primeros años de matrimonio, sin hijos porque lo quisieron de ese modo; fueron libres para ir y venir, y viajaron a capricho. Al mes de intentarlo, se quedó preñada de los gemelos y, siendo propensa a los embarazos múltiples, decidió él someterse a una operación de vasectomía. La tímida y desatendida opinión de Virginia carecía de importancia. “Cuando los achaques de sus padres, hijo único para esos efectos: el hermano vive en la Córdoba de Argentina; cuando la incapacidad paterna fue reclamando la presencia activa de Joan en Palma, encontré la oportunidad de traslado, alzamos la casa y nos vinimos desde Barcelona, donde estaban nuestra vida y la incipiente existencia de los niños”. Palma es una ciudad bien distinta, pero le atraía el proyecto encomendado por los superiores, y fue añadiendo alicientes de todo tipo. “Conozco un montón de cosas, de temas variados y distantes. Se aprende la intemerata al documentarse a conciencia sobre los productos de los clientes, los mercados, los medios y el perseguido público objetivo. No todo es inútil. Me veo obligada a disimular: ¿Quién quiere relacionarse con una mujer superior? Es broma. Pero no del todo”.
Pablo Céspedes Arjona está al corriente de la diversidad de las prácticas amorosas, y conoce que el hombre es el único animal, el único primate, que sufre y disfruta de manera íntegra ese sentimiento errático llamado amor. Amor con mayúscula o con minúscula, dependiendo del temperamento de cada cual. Pablo nació en Teruel el día 16 de marzo de 1949. El padre era artesano de la harina, la masa y la cocción: pan en diversas presentaciones, pastelería exquisita, cereales para el desayuno: despacho de delicatesen. “Nuestra madre, frustrada maestra de escuela, pues no llegó a ejercer; murió cuando hacía la primera comunión mi hermana Mariluz, Luz para la familia, tres años menor que yo. Nuestro padre, se sintió incapaz de atender a dos hijos casi adolescentes, así que se emparejó enseguida”. Muchacho activo, inteligente y hábil, estudió Pablo en Zaragoza la carrera de Filosofía y Letras y, en esa su ciudad, se dedicó a la docencia: formación empresarial, enseñanza de lengua y literatura; a leer con fruición durante el tiempo libre y a escribir con resultados más que decorosos. Dejó el trabajo a una edad temprana, para dedicarse por entero a la escritura; y ese abandono le dio el argumento de una novela; la primera. La segunda obtuvo un premio importante. Lleva diez publicadas, veintiún libros en total, de ellos tres poemarios que le demuestran poeta de fibra sensible. El atractivo de la mujer reside en la mente del hombre: dijo en una conferencia.“Me casé hace una eternidad larga, y Amanda Meira, mi querida esposa, de origen brasileño: mulata según todos los indicios visibles: labios, nariz, ojos y frente; me trajo a la antigua Roma desde la no menos antigua ciudad de Lisboa. A ella me había arrastrado desde la adorada Zaragoza, siguiendo a nuestro hijo Isaac, a la nuera Alba y a los nietos Beatriz y Rodrigo”. Raúl, el hijo soltero, reside en Madrid, aunque recorre todos los cielos y los suelos todos, dedicado al fomento del turismo.
“Puedo decirlo ahora, tranquilizados ya los sentimientos. Virginia fue una ex alumna más hasta el regalo del libro. Algo pretendía. Acaso pagarme el buen trato, en nada distinto al que recibieron los demás. O la enseñanza del uso del idioma, que la permitió mejorar profesionalmente y dedicarse a lo que quería. En el hotel donde nos encontramos aquella noche, la hubiera amado con todas las ganas, pues me puso muy duro y tuve que ocultar la rigidez de una forma graciosa: un cuaderno vino, como siempre, en mi ayuda”. Pensó en las consecuencias. Virginia no era una impúdica que buscase la variante sexual de alguien mayor. Virginia era una mujer ya hecha, de personalidad sólida, que merecía cierta continuidad. Eso le frenó; porque descubría un cuerpazo envuelto en un halo de erotismo, prometedor de una noche gozosa.
Quince años más tarde, tras una búsqueda exhaustiva de los antiguos alumnos, una de entre ellos, la mejor informada según parece, encontró a Pablo, el viejo profesor. En el romano Trastevere habitaba un apartamento alquilado, su esposa vivía volcada en los nietos, y él acababa de publicar la mejor de sus novelas. Decidió dedicar un ejemplar a Virginia en la reunión conmemorativa: simple correspondencia con aquel regalo de Sant Jordi. “Eso es todo, de verdad verdadera; c´est tout, that´s all”. Después de la copiosa comida, ellos irían a divertirse como en los buenos tiempos; y Pablo, acompañado de Luz, su única hermana, volvería al aeropuerto y a ineludibles compromisos. “Lo ignoraba entonces, pero la cariñosa dedicatoria de mi libro, fue entendida por Virginia como el pistoletazo de salida de una maratón de emociones. Corredora de fondo, salió sin prisas; iniciando conmigo la correspondencia-río que desembocaría en un océano de erotismo y entrega”.
Inevitable conexión con la célebre novela, de Jaques-Henri Bernardin de Sain-Pierre. Ambos la habían leído: Pablo a su debido tiempo, por razones puramente literarias; y Virginia cuanto conoció a Pablo y unió en la cabeza y en el corazón sus nombres. Pablo y Virginia, sí. Podía tratarse de una simple coincidencia o de un pequeño juego del destino. Virginia Boinder Sintes cree en el destino como una de las formas adoptada por la superstición, y ha prometido no subir nunca con Pablo al mismo barco. Pablo Céspedes Arjona, compara ambos tiempos, tan distantes, finales del siglo XVIII y principios del XXI, y entiende que las situaciones sociales guardan un cierto y desesperanzador paralelismo. El amor, apenas ha cambiado: “Pronuncio su nombre, Virginia, y aún se me desborda la boca al nombrarla, aún se ensancha la nariz al recordar su aroma de hembra, la feminidad que desprende, su energía impulsora, la estimulante y renovada voluptuosidad”.

2-Amanecer de los días

De: Virginia63@hotmail.com A: todos 03/07/09
Asunto: Busca y captura
Chicos y chicas, desde que expliqué a César y Pachi mi idea de reunirnos, nos hemos dedicado a localizaros. Hay varios compis con recursos de búsqueda en el trabajo, y el número de contactados no deja de aumentar. Estamos a 15 años de la separación, y si era difícil encontrar a los compañeros de curso, imaginaos a Pablo, el profesor y creador del magnífico grupo que fuimos; nuestro alma mater. Pues asunto resuelto…. Roser…la bella Roser, encontró su email en internet y yo he hablado con él. Vive en Roma. Su esposa y él llegaron allí desde Lisboa siguiendo a uno de sus hijos, el casado. Es ingeniero y pertenece a una multinacional de telefonía que lo traslada cada dos por tres. La nuera, economista de un banco español de los grandes, hubo de solicitar el cambio para seguirlo, y ahora trabaja en una sucursal romana. Dos hijos, niño y niña, necesitan a los abuelos tanto como a los padres. Pablo pudo jubilarse de manera anticipada, y cultiva una enfermedad crónica como si fuera un bonsái. Es diabético. Eso y más sé: me lo ha dicho él mismo. Confirmado…el treinta de septiembre tenemos la cita en Zaragoza, y Pablo, que tiene allí una hermana, ha prometido estar. Os pondré al corriente.
Salu2 a tod@s Virginia

De: Virginia63@hotmail.com A: PCespedes@hotmail.com
09/07/09
Hola Pablo!!! Es jueves, el mejor día de la semana. En nada vacaciones, y poco después el 30 S, nuestro día. Roma, preciosa ciudad donde me gustaría vivir una temporada larga. De niña deseaba, para cuando fuera mayor, vivir un año en cada región del mundo… y Roma es la suma de muchas ciudades. Me agradó hablar contigo…tu voz… casi no la reconocía… ha ganado en hondura y cuerpo… podías ser locutor de radio. Me casé con Joan, un compañero de la uni; y tengo dos hijos: Ricard, el mayor; y Mireia, la petita, un sueño de nena. Son gemelos, pero salieron de mí en ese orden. Estuve en dos agencias como ejecutiva: la primera ensayo para la segunda, y la segunda olvidando la experiencia anterior. Lo sabes, tus enseñanzas me sirvieron para entrar de redactora en Sumum, la prestigiosa Sumum. Probé el diseño gráfico… recuerdas qeu pintaba? El esfuerzo y la buena fortuna me pusieron de directora de arte con algunos premios. Las cosas iban bien, se ganaban cuentas, varias en Baleares; donde se hablaba de abrir oficina. En esas, los padres de Joan, residentes en Palma, ancianos y enfermos, necesitaron a su hijo. Él propuso la mudanza. Yo me ofrecí a mis jefes para desarrollar el proyecto de una oficina balear… y aquí estoy, creando la estructura y conociendo a los clientes. Me dijiste qeu escribes poemas y relatos en catalán. Además traduces. Me brindo voluntaria a revisarte lo que quieras. No hay problema… yo te lo miro en un pispás encantada. En el encuentro hablaremos de las muchas cosas qeu nos han pasado en estos años. Recordaremos las gamberradas nocturnas del curso, los amores qeu tuvimos… de lo que te enterarás… jajajaja…Qué ganitas de verte.
Un beso tierno, Virginia

De: Pablo A: Virginia 24/07/09
Lo que creí un error sin importancia, tus qeu, ya son una constante, una peculiaridad de tu escritura. Los estoy tomando cariño. Estimada Virginia: Si vienes serás mi invitada. Yo debo mantener la rutina por causa de las enfermedades, pero salgo del Trastevere, mi barrio, más de lo que quisiera. Asuntos profesionales y afectivos. Agradezco tu ofrecimiento, porque mi catalán era solo hablado hasta hace cosa de un año. No es que escriba, no; me atrevo a traducir poemas y algún relato breve: simple higiene mental. También los paso al portugués y al italiano. Te envío una muestra; si no te causa mucho trastorno te mandaré más. Guardo buen recuerdo de lo trabajadora que eras, de tu enorme capacidad creativa, del dominio de las relaciones personales, de la forma convincente de utilizar el idioma castellano. Te auguré un futuro estupendo cuando terminaste el curso y, según dices, sucedió así. Eres artista global y no me sorprende que hayas pasado por redacción y arte; vi esas capacidades entonces. Supongo que pintas y escribes poemas y relatos. De no ser así, debieras hacerlo; ya lo hablaremos. Debes explicarme como organizas la nueva oficina y si estás satisfecha. Te abraza, Pablo

De: Virginia A: todos 02/10/09
Han pasado 15 años y parecía…era… como si acabáramos de estar juntos!! Me emocionó veros de nuevo en esa mesa rectangular, esperando a que hablara Pablo… jajaja. Quien, por cierto, parece más joven que alguno de los chicos. Su abundante pelo negro y la barba blanca, le dan un aire intelectual y distinguido. Habló muy bien, quitándose importancia para dársela al grupo… y la armonía conseguida fue obra suya. Le hubiera gustado hablar con cada uno de vosotros un ratito largo, pero en Madrid le entrevistaban y luego regresaba a Roma.
Hay chispa… y cuando nos encontremos de nuevo, será eso… como si no hubiéramos dejados de vernos. Ya sabéis donde estoy… y pretendo organizar la quedada próxima. Nos hemos localizado y será más fácil. Tengo fotos para enviar…os irán llegando poco a poco…no me sobra tiempo.
PS: Gracias a los dieciocho presentes… y pena por los que no pudieron estar. Agradezco vuestra respuesta a mi llamada y el compromiso con el grupo y los recuerdos. Con gente así, de día y de noche, el viernes 30E fue redondo!!! Fotos y más fotos.
Petonets des de Palma per a tots, Virginia.

De: Virginia A: Pablo 16/10/09
Hola Pablo. Tienes razón con los qeu, ya lo s he visto, tendré que esforzarme más en lo sucesivo. Éramos tan distintos…y nos ajustaste …fue fácil verlo…. Recibiste suficientes muestras de afecto. Algunos recordaron la leyenda qeu circulaba en el hotel sobre los tiempos en que dabas cursos. Conquistador sigiloso. Por mí no tardaría un año en encontrarnos de nuevo. Avui marxo d’hora a casa que tinc a la petita Mireia refredada i no l’hem deixat anar al cole. La cuida una canguro, pero tengo ganas de estar a su lado. He hablado con César y Pachi… cada día nos enviamos emails. Me cuesta escribir en catalán, no creas. Hasta llegar al instituto solo lo hablaba. Vull parlar amb tu. Puc telefonar-te? T’envio des de aquí una forta abraçada molt llarga. Virginia

De: Pablo A: Virginia 21/10/09
Estimada Virginia: Creí que eras bilingüe también en la escritura. Me parecía lo razonable. Ya veo que no. De todas formas, aunque te cueste, no dejes de escribir en català. Lo escrito sirve para fijar el habla a las normas del idioma, para unificar la diversidad y entendernos con más gente. La evolución de una lengua se da en la forma oral, mucho más libre. El freno, el control, viene de la escritura. Las dos juntas consiguen la evolución ordenada. Perdona, en cuanto me descuido escapa la faceta didáctica, que resulta algo imperativa. Llámame cuando quieras. Me gusta tu voz de niña mimosa. La leyenda, sí; qué gracia! Cada cinco meses, los fines de semana impartía un curso a veintitantas personas. De martes a jueves, cada tres meses, en horario nocturno, daba la murga a un grupo local menos numeroso. Y ellos tan contentos; no me lo explico. En el hotel disponía de una habitación permanente, donde guardaba libros, apuntes y material de escritorio. También los regalos de despedida. Algunas noches me quedaba a dormir y, a veces, no estaba solo. Jamás, puedo decírtelo, intimé con nadie del grupo vigente. Otra cosa era después de terminado. Ya ves, que poca base tiene la leyenda. Y así se escribe la historia. Simples conjeturas. Un abrazo

3-El tiempo avanza a su paso desigual

De: Virginia A: Pablo 22/10/09
ENHORABUENA, Pablo. He visto en la prensa que vienes a Barcelona para dar una conferencia… “Posibilidades del Federalismo aquí y ahora”. Ya sé, debiera felicitar a los oyentes…ellos lo disfrutarán… Iría… todo y que Barcelona se vestirá de fiesta para recibirte… pero tendrás excelente compañía. Tengo curiosidad, siempre la he tenido, sobre la veracidad de tus amores con una pareja de mujeres que vivían juntas. Triángulo isósceles. Imaginarlo me resulta excitante. Hace un día estupendo y desde mi casa puedo oler el mar. Te envío un poquito de ese olor salino. Un beso húmedo y hasta pronto. Sé que tengo pendiente una corrección de texto, la tendrás… Ya te dije por teléfono que el trabajo me gusta porque tengo cierta independencia, pero todavía no estoy centrada. Joan simplemente cambió de Delegación de Gobierno y las formas de hacer son las mismas. Me ayuda en lo que puede a integrarme, ya vamos encajando. Su padre, dejó de trabajar hace tiempo y ha perdido las relaciones. De todas formas no tengo horas libres. Además me ocupo de la casa. Todo y que la la tinc brillant com la llum del sol. Si, resplandeciente como una sonrisa… Me iré adaptando!!!

De: Pablo A: Virginia 26/10/09
Estimada Virginia: Me gusta que saques adelante esa tarea tan compleja, porque estás preparada de sobra. Es como si tu trayectoria laboral te hubiera ido guiando hasta llegar a lo de ahora. Recibo tus llamadas complacido; lo sabes. No quiero que el costo sea un problema en la empresa. Supongo que conoces Skype y lo usas. Yo hablo así con Francia, España y Portugal desde Roma; también con Gran Bretaña, Brasil y Argentina: cómo podría si no! De palabra se explican mejor los sentimientos. Tu voz es encantadora. Te haces niña y me levantas el ánimo. Siempre hablas así? Con esa facilidad de palabra y la miel en los labios convencerás a clientes y proveedores. Ten confianza en tus muchas posibilidades. Envíame alguno de tus poemas y relatos. Asoma el maestro, y dice: socialmente hablando, amor es el afecto cerrado y exclusivo; y amistad el afecto sin márgenes, el que se puede y se debe compartir. Error claro, existen las personas, y las relaciones afectivas son personales. Es cultural el prejuicio y la división por sexos. Pueden amarse las parejas formadas por macho y hembra. Entre machos o entre hembras sólo es posible la amistad. Y todo por separar el amor del sexo. Y todo porque el sexo, salvo en circunstancias muy concretas, fue considerado, por la religión, pecaminoso. Yo inventé una palabra que te explicará mi posición: sexamor. Te lo digo para quitar morbo a la relación de mis amigas. Isósceles significa en griego piernas iguales. Ellas eran los lados iguales del triángulo. Ah!, ya te dije, se llamaban, se seguirán llamando, creo: Sonia y Sara. Poetisas amantes, se escribían versos y se querían mucho. Terminó el curso y de poesía se había hablado poco. Me invitaron a un recital poético. Iba a tener la dicha de presenciar una representación genuina. Nos encontramos en el hotel, oí, vi y sentí. Me invitaron a participar en sus juegos, y participé enseguida. Tenían nombres para la geografía corporal. Los pechos eran montes: Kilimanjaro resulta difícil de olvidar. Te haré una confidencia, la visión de dos mujeres bellas, amándose, me parece de un erotismo sublime. Un fuerte abrazo.

De: Virginia A: Pablo 2/11/09
Hola Pablo, espero que estés muy bien… Jo pas molts dies pensant en tu… y hoy he decidido escribirte. Tema teléfono. He mirado Skype y es interesante. Lo usaré tanto en casa como en el trabajo. La verdad es que no hago muchas llamadas al extranjero, a más de las pocas tuyas. Llevo zapatos nuevos y me están… me oprimen los dedos. La oficina de Palma no es una agencia aún, pero sigue ese camino. Somos tres mujeres. La creatividad y la planificación de los anunciantes locales, es cosa nuestra, con frilancer por lo general; todo lo demás nos vienen de Barcelona. Voy dos veces al mes. Tengo una persona en cuentas, Áurea, que resuelve también bocetos y presentaciones. Yo me encargo de todo, pero más de las relaciones públicas…clientes actuales y prospección de nuevos. La otra es secretaria y recepcionista, su nombre es Conxita, se ocupa de la administración, atiende al teléfono, prepara dossiers, busca datos en internet y me ayuda una enormidad. Estos zapatos…me los quito! Al poco de llegar estuve a punto de conseguir una cuenta nueva, un Hipermercado, pero Barcelona dijo que no era compatible con la cadena nacional que llevan ellos. El horario es irregular y lo adapto a mi gusto si puedo. El sueldo… una parte pequeña fija y otra ligada a la facturación. Me encantaría volver a verte. Sigo en contacto con Pachi y César, y si no estuviera trabajando me escaparía para verlos, para veros…a Ti en especial…a ellos los tengo muy vistos… Explícame algo… tuyo…. Te reservo una sorpresa. El día veinte estaré en Blanquerna cuando des la conferencia. Ya lo dije, se me escapó. Un súper beso. No sabes cuánto ansío la llegada del futuro!

De: Pablo A: Virginia 21/11/09
Estimada Virginia: Prefiero hablar por teléfono, pero el correo conserva constancia de lo tratado, y permite volver sobre ello para usarlo como punto de apoyo. No crees? Quiero agradecerte tu presencia y los aplausos en la charla. Federalismo sí, aunque la sociedad aún no esté preparada. Beso testimonial que me supo a gloria. No te presenté a la Maga, bueno Amanda, mi esposa; y me pareció que escapabas del encuentro. Ocultábamos algo? Sobre el futuro, siento desilusionarte: los Reyes Magos son los padres y los niños, ni los trae la cigüeña ni vienen de Paris. De ser cierto, este mundo sería Jauja y, todos nosotros, tendríamos un pico largo y hablaríamos francés. No; el futuro no existe.
Conocer la inexistencia del futuro me ha descargado de nihilismo cargándome de fuerza. El futuro es lo que intuiste en el Fin de la Tierra, Fisterra, en Galicia. Más allá, no hay nada. Non plus ultra. Sin embargo, debemos continuar. Sin tierra ni carretera, agua todo lo que alcanzan la vista y la deducción; debemos aprender a nadar, y a resistir nadando. Por añadidura, sin saber si sirve para algo el esfuerzo. Mi querida amiga, te digo que el futuro es el tramo de escalera que nos falta para subir al tejado y coger la pelota encolada de niños. El futuro es el brazo que falta a la muñeca guardada en el baúl del desván cuando dejaste de ser niña. Te lo puedo decir, pues sé que vas a resistirlo. El futuro es carencia, el futuro es lo que no tenemos para ser lo que queremos ser y, si me apuras un poco, para ser lo que fuimos. Mi exalumna predilecta, el futuro es una ventana, por donde los días claros, mirando detenidamente, se ve el presente. Lo escribí un día en que estaba inspirado. Ergo, ya sospechaba que el futuro no existe. Nuestros antepasados encontraron la manera de afrontar la situación. Ellos no se planteaban la ausencia de futuro, porque estaban luchando contra la carencia de presente. El presente no existe y eso lo sabían nuestros mayores, se iban arreglando a fuerza de ir estirando el pasado, haciéndolo más grande pero más fino, cada vez más fino hasta que se rompía. El presente no existe y, lo mismo que harás en el futuro, caminas sobre las aguas sin hundirte, sobre el aire sin caer. Yo sé, que nuestro pasado, en el que vivimos deseando hacernos mayores, no fue más que el futuro aquel, al que nunca llegaron nuestros antepasados porque no existía. Nuestro pasado no ha existido, puedes creerme. Ni pasado, ni presente, ni futuro; hemos caminado sin suelo donde apoyarnos, por eso nos costaba tanto avanzar. Avanzaste; con mucho esfuerzo, pero avanzaste. Avanzas; con mucho esfuerzo, pero avanzas. Lo entiendes, ya no eres la nena ingenua que creía en todo, incluso en el futuro. Sabes bracear, agitarte, mover las piernas, nadar, flotar, imaginar, soñar. Y así seguirás en este futuro inexistente que ahora comienza. Alcanzarás tus metas, con ilusión y esfuerzo, porque con ilusión y esfuerzo, que no haya suelo para apoyar los pies y tomar impulso, es lo de menos. Ilusión y esfuerzo componen el vehículo espacial en el que alcanzarás los inexistentes confines del Universo. Y darás la vuelta para contarnos lo que has visto, en los intensos poemas que escribirás entonces, en la magnífica prosa que escribirás entonces. Un abrazo muy, muy fuerte.

De: Virginia A: Pablo 07/12/09
No sabes lo que has hecho escribiéndome así, me has roto por dentro y me has cosido de nuevo de otra manera mejor. Qué feliz me siento! Querido Pablo, espero que estés bien. Pienso en ti cada día y creo que sí, en la conferencia ocultábamos algo… La Maga, je,je; ya me dirás. No me la presentaste, y temía la presentación. Bella, fina y elegante…morena, exótica y atractiva. Y esa mirada suya, tan penetrante…Entre nosotros hubo un beso de ojos por encima del cumplido. Estuviste tentado a llevarme a la sala de oradores… te vi observar el entorno y al fin no te atreviste. No vas a hablarme más de ellas?, Sonia y Sara, digo. Estoy en el despacho, esperando una llamada importante qeu puede ponerme en el camino de un cliente nuevo. Un beso larguííísimo.

De: Virginia A: Pablo : 08/12/09
Me alegraría saber lo que piensas de mí. Contigo temo tanto no llegar como pasarme. Me sigues tratando de Estimada Virginia, y siento que merezco más.

De: Pablo A: Virginia. 9/12/ 2009
Estimada Virginia: Entiendo que buscas el equilibrio en todos los órdenes de la vida: familiar, profesional y personal. Seguro que pliegas la servilleta en triángulo perfecto. Ese intento resulta positivo para ti y enriquecedor. Pero piensa en mis circunstancias y en las tuyas; tan dispares. ¡Qué más puedo hacer? Estimada en catalán, lo sabes, es amada. Lo entiendes.
Paso el tiempo en el Trastevere pero me muevo por toda la urbe y algunas ciudades, Ostia, Tívoli, Pisa, Florencia, Milán, Nápoles. Tengo buenos amigos italianos y me defiendo bien con el idioma; incluso se me pega el acento. Estoy traduciendo poemas de un magnífico poeta florentino al español. A él, que habla nuestro idioma, le parece bien el resultado conseguido y así lo publica. Sonia y Sara me ofrecieron amistad y cariño, y un placer que no había disfrutado nunca. Todo era nuevo, y con ellas el sexo ofrecía insospechadas posibilidades. Imagina variantes y te convencerás. Un abrazo sincero de Pablo

De: Virginia A: Pablo 17/12/09
Pablo, amigo: Hoy Ricard y Mireia cumplen 12 años. Besos, abrazos y mil perdones. Ya … no es buena fecha para plantear problemas. Estoy agobiada y tengo que explicártelo. Mi marido me engaña… Sí, se llama Anna y la conozco. Soltera, de buena presencia pero algo sosa. He llorado al ver el mensaje en el móvil de Joan: “Tengo que decirte un secreto que te gustará”. Sí!, se lo reviso; soy celosa… mucho! Hay otros mensajes… ni se molesta en borrarlos. Anna trabajó con Joan en la agencia de publicidad. Cuando el proyecto falló, hizo las oposiciones con él y entraron juntos en el Estado. También ha venido a Palma. Tienen mucho en común…demasiado… no estás de acuerdo??? Si trabajan en el mismo edificio podrán verse cuando quieran. Gracias por aceptarme…estoy un poco loca; gracias… por estar tan cerca… Todos mis buenos deseos anudados con un abrazo para Ti, en estas fechas previas a la navidad… cuando resulta más fácil sincerarse. Te imagino con S y S en esas variaciones amorosas y no me preguntes lo que siento… Un beso íntimo mientras espero tu respuesta. La necesito para tranquilizarme.

De: Pablo A: Virginia 18/12/09
Querida Virginia: Lo de Joan no es nada, convéncete. Conversaciones normales con una vieja conocida. No pienses que le sigue, será cuestión de oportunidad. Todo lo más, amiga. Lee tus últimos mensajes enviados a otros, si fueran del móvil de tu marido pensarías que te engaña. No es así? Lo engañas tú? Recapacita.

De: Virginia A: Pablo 25/01/10 16:04
Amigo Pablo. Lo engañaba en las noches del curso con César y Pachi. Sí, con los dos. Deseaba acostarme con César… y Pachi quería hacerlo conmigo. Eran los mayores amigos. Juntos a todas parte, y se rumoreaba de ellos. Conmigo lo desmentían, pero yo no pude desmentirlo sin acusarme. Les propuse un triángulo como figura geométrica… y lo aceptaron. Así tuve a César… y así me tuvo Pachi. Después de aquello, solían llegar a Barcelona juntos y yo iba a su hotel. Ahora, desde Palma, cuesta algo más. Hoy es el día de la publicidad. Tenías razón en los mensajes entre Anna y Joan, pueden ser inocentes, pero no quita para que siga atenta, nunca se sabe. Te llamé en Noche Vieja para felicitarte el año, descolgó Amanda; sí, la Maga, como tú la dices; y colgué. Pasé las fiestas disfrutando de la familia, suegros incluidos…jajaja. En Cap d´Any fuimos a la playita que está cerca de casa, y metimos los pies en el agua para empezar bien el año. Es una superstición. Mireia tiene mucho carácter, como yo… aunque consigue de mí lo que quiere. Ricard es más dócil… Si no está su padre… todavía se deja besar. Necesito esos mimos. Me gustaría estar un ratito contigo, abrazados… No me inquietan las dificultades de ahora, lo vivo como una aventura. Me enfrento con los ojos bien abiertos…con ilusión… Pubertad de los hijos…La veo y es la mía… alguna que otra mentira, el pesar de no tener a mi madre todo lo deseable… trabajaba fuera y me cuidaba la abuela… estricta… demasiado. Me vienen a la memoria el primer amor… la desilusión…y la curiosidad de saberlo y probarlo todo. Sí, un poco complicada esa etapa, pero al recordarla me parece genial. Te iré informando y espero verte pronto. Algo sucederá en Barcelona que te permita ir, porque venir a Palma… impensable. Tengo ese deseo. Cuídate y escríbeme cosas bellas y excitantes. Estamos cada vez más cerca y me gusta tenerte así. Mordisquitos de Virginia.

De: Pablo A: Virginia 25/01/10 20:37
Querida Virginia: Eres como el buen tiempo. Vienes y me alegro. Te quedas unos días y me confío; luego te vas dejándome a la espera. Cómo andan tus contactos de alto nivel? Alguna posibilidad de nuevos negocios? No me encuentro bien, he adelgazado seis kilos desde Navidad, y eso que pasamos la Maga y yo unos días en casa de mi hermana. En Zaragoza nos cebaron y comí de todo. No obstante mantengo el ritmo de trabajo, el optimismo y el empuje. Veo a los nietos menos, y es buena señal, no enferman tanto. La Maga salió de Rayuela; ya sabes, la gran novela de Cortázar. En cierto modo me la recuerda, o eso creo. Es magnífica: conoce conjuros y sabe preparar pócimas para mejorar la salud de las personas que ama. Bate productos sanos, y consigue dar un buen sabor a la mezcla. Intenta curarme la diabetes desde hace tiempo. No lo consigue ,pero eleva mi optimismo. Sí, la Maga es mágica. Preguntas cómo terminó mi relación con S y S, mis amigas del alma y del cuerpo. Prometo contártelo todo, porque merece la pena. Recibe un fortísimo abrazo y un beso hondo.

De: Virginia A: Pablo 27/01/10
Frío miércoles, Pablo, leo tus mail, los releo y me llenan de paz. Cuando pienso en ti siento un burbujeo interior. Tengo el ansia de escribirte, aunque el trabajo me impide concentrarme, pero lo hago para que sepas de mí. Me has preocupado con lo de tu salud, perder 6 quilos es mucho…. aunque ya me gustaría perderlos a mí… jejeje. Si el cariño de la Maga te mejora…yo te lo enviaré en cada palabra de cada mail. Me alegra tu buen momento creativo y celebro qeu escribas poesía… me gusta… me emociona. No sé si soy fuerte, pero lucho por serlo. Necesito muestras de afecto… y de amor, como todos. Tuyas especialmente. Varias interrupciones. Luego te escribo un poquito más. Cuídate y cuídame!! Los besos abiertos me ayudan, y tus confidencias. Te acuerdas de Roser…yo sí. A domani, caro. ¿Se dice así?

De: Virginia A: Pablo Enviado: 28/01/10 09:48
Me llamaste y me sentí feliç. He abierto una pestaña con tu nombre en mayúsculas. El saludo de Joan al despertar… roncaste toda la noche. Estoy con fuerte faringitis y muy resfriada. Ahora te escribo junto a la taza de té caliente y miel disfrutando del momento… y tú lo compartes conmigo. Eres el Sol que nace del mar, te oigo decirme al oído mientras me besas en sueños. Sucede en una montaña… una cabaña en la ladera…
Gracias por esas palabras tan bellas. Sigo abrazada a Ti mientras resbalan las lágrimas de emoción. Virginia

De: Pablo A: Virginia 28/01/10 17:37:
Querida Virginia: De la cotidianeidad escrita en prosa, casi nadie se libra. No soy la excepción. Y todo por no tener tiempo para mirar a través de la ventana. Y todo porque cuando se mira, la ventana no da a un parque, sino a un patio de vecinos en el que se oyen voces. Voces como las nuestras, que dicen lo mismo. Porque las voces de nuestros vecinos son el eco de nuestras voces. Giramos en círculo y el paisaje es gris. De vez en cuando los poderes, tanto religiosos como políticos o económicos, nos ofrecen una salida. Y los más necesitados corremos hacia esa salida. Y los que llegamos antes, los que nos consideramos más listos, descubrimos muy pronto en qué consiste la salida. Es la entrada a un cercado de tapias altas y una sola puerta, por la que nos impide salir el empuje de los que entran. Hoy es uno de esos días. Espero que entres porque te quiero; espero que no entres porque te quiero. El beso del despertar endulza el comentario del vecino, el empujón recibido en el autobús, la prisa de los otros, el café de máquina, el mal tono del jefe, el exceso de trabajo. Recibirás un beso mío en cada uno de tus despertares, vida adelante hasta que la mía acabe. Ya ves, me encuentro sentimental. Caricias. Roser? Sí, me acuerdo.

De. Virginia A: Pablo 01/02/10
Lunes y empieza febrero, mi Pablo. Estoy en Barcelona, y mucho mejor del resfriado. Se incorporaba al trabajo mi hermana Júlia, de su baja maternal, y he venido a animarla y a ver a mi sobrinita. El fin de semana sin salir apenas de casa… pero tranquila. El viernes me ingresaron la nómina y de golpe me vine abajo… poco dinero. La parte fija y poco más. Tendré que aumentar el volumen de negocio. Un sentimiento de frustración se apoderó de mí. Tuve momentos de dolor y rabia, porque Joan no me animó mucho. Al revés, me dijo: ya sabes lo que hay, espabílate!!! Y me lo dice él, que entra a las 8:30, sale a las 16:30, se toma una hora larga a medio día y come en restaurante… y me lo dice a mí, que trabajo el triple que él…Con el alquiler del piso de Barcelona pagamos el de aquí y sobra. Ese sobrante compensa que Joan gane menos. Me alegrará saber que tu salud va bien… que recuperas quilos, cuando tengas los resultados de los análisis me informas. Necesito que me mimes y me abraces. No pares. S y S, por qué y cómo. Roser y tú. Te encontró y no extraña a nadie. ¿Me dirás?

De: Pablo A: Virginia 05/02/10
Querida Virginia: Siento que la nómina te haya sorprendido. Se irá incrementando en los meses próximos. El dinero, ahora, te es menos necesario que la ilusión. Basta con lo justo para satisfacer las necesidades; y esas dependen de vosotros en gran medida. Es preferible prescindir de lo superfluo. Sí, niebla; densa pero niebla. Sonia y Sara querían ser madres, las dos al tiempo y del mismo padre. Te imaginas de quién? Me pusieron en un aprieto, y a partir de entonces a mi gozo le pudo el temor a derramarme en su interior. Me ofrecían una especie de contrato, librándome de cualquier responsabilidad; pero aún así, me pareció trascendente y sentí miedo. He recuperado dos kilos y medio. Espero que sean de los tuyos. Trabajé todo el fin de semana, pero me encuentro descansado y satisfecho. Roser, bellísima, poco después de terminar el curso se presentó en Zaragoza. En una hora de confidencias me desgranó su frustrada vida amorosa: muchas conquistas, pero el verdadero amor se la iba. Me lo dijo su sinceridad culpable: yo era un capricho para ella. Por eso fui generoso la única vez. En los otros intentos no quise ahondar en su herida. Pobre Roser, con lo rica que estaba. Me encuentro bien contigo y espero estar en ti. Pablo

De: Pablo A: Virginia 6 /02/10
Querida Virginia: Estoy convidado al acto en que Fernando Nobre presenta su candidatura a la Presidencia de la República Portuguesa. Será el día 19 a las 20:00, en el Padrão dos Descobrimentos, en Lisboa. Su currículum es sobre todo filantrópico, y está reconocido internacionalmente como benefactor de la humanidad. Sí, es el fundador y presidente de la AMI, una asociación de asistencia médica internacional. He decidido apoyarlo como voluntario desde Roma; es bueno para Portugal, y Portugal aún me tira con fuerza. No sé, nostalgia.
Anoche escuché tus palabras angustiosas con ansiedad. Otra vez Joan y Anna. Me preocupó mucho tu estado y hubiera querido llegar ahí para animarte. Tus lágrimas. Sé que al instante puedes reír, y el mundo da un vuelco improvisado. Lo sé, pero las tomo muy en serio y no me acostumbro. Te lo dije: A veces el hecho de saber que lo sabes, termina con la aventura. Investiga si quieres, pero sin intención de vengarte, solo de arreglarlo. Sé adulta, deja la adolescente a un lado. Las sospechas, cuando se actúa emocionalmente, se agrandan, haciéndose realidad en sus efectos. Comprueba, asegúrate, no sufras en vano. Luego valora el alcance. Sé fría; como si no fuera contigo, como si se tratara de una amiga. Después prepara la conversación. No improvises, no te excites, no respondas si te ataca; suaviza la tensión, lleva las riendas. Un momento: qué fue de los zapatos nuevos que te apretaban? Sí, recuerdo, los devolviste a la zapatería. Bien hecho. Una conversación reposada es difícil, pero resulta imprescindible; conciliación de los contrarios. Ha habido otras veces, pero no es necesario mirar atrás. Sumar empeora. Míralo así: si te importa el futuro elige el teatro de operaciones y negocia sin límites. No se deben ignorar los comportamientos erróneos, hay que aclarar el origen, porque se hacen costumbre. Descubre lo que busca fuera. Si es riesgo, emoción, conquista; trata de teñir de azul y blanco el terrible día a día. Complicado. Pero inténtalo, merece la pena; por él y por ti. Quedo a tu disposición. Mis casi sesenta y un años y todo lo que he aprendido creando personajes, viviendo sus vidas, están a tu disposición. Recibe el ánimo preciso y el entusiasmo imprescindible en un abrazo apretado,
de Pablo.

De: Virginia A: Pablo 8/02/10
Mi Pablo, estoy en Barcelona, anoche, en la cena de amigos, no pude evitar la tristeza por la situación de las 8 personas que me acompañaban… 4 están trabajando en agencias, el resto en el paro o en suplencias varias. Les hablé de mí, y sintieron envidia. Tienes razón, soy afortunada. Llegué a casa de Júlia a las 3:15, y muerta de frío me metí en la cama. Recordé la última vez que Joan salió con amigos, fumadores entre ellos, y llegó a casa sin olor a humo…perfumado de Guerlain. Mi cabeza empezó a ligar hechos que hasta entonces carecían de sentido. Igual no lo tienen… como tú me dices. Creí que debía dormir y no pensar en nada, creí que me abrazaban tus brazos. Me decías lo qeu debo hacer… En otras ocasiones se ha tratado de algo pasajero. Será así. Te haré caso, hablaré sosegada, racional… porque se puede arreglar. Ayer en la cena, supe que en un año he cambiado y me siento diferente. Tú me ayudas y te lo agradezco. Me escuecen las lágrimas al salir para resbalar por la cara. Vale ya!!, se acabaron. Dime…¿dudaste?… la oferta no te tentó?..dos hijos con Sara y Sonia sin responsabilidad…. Lo sé, tuviste miedo y saliste corriendo. Conozco los caprichos de Roser. Yo también lo fui… libramos una guerra de besos qeu ganamos las dos… nos comimos literalmente… bocas, cuellos, pechos…, me sentía al borde del abismo cuando llegaron los prejuicios… la rechacé y… y siempre me ha pesado. Regreso a Palma…recibe en mis ojos la sonrisa que recibe la tuya, besándola… Virginia

De: Virginia A: Pablo 11/02/10
Te llamé esta mañana y no estabas. Luego me llamaste. Eres un cielo. Vi su móvil en el sofá mientras se duchaba. Debió de caerlo. Muchos mensajes y llamadas a un mismo número de teléfono, el de Anna. Los mensajes que leía, amorosos pero cursis, si te digo la verdad, me parecieron infantiles, propios de Ricard. Concluida la investigación, conocidos los hechos, qué hago para reconquistarlo? Ahora, más que nunca… necesito sentirte un poco más cerca…lloro y me calmo, me calmo y lloro. Bueno ya ves… ni soy tan fuerte ni me gusta ver que los mimos… los recibe otra. Me sigue enamorando su sonrisa, y solo con pensar en sus caricias se me eriza la piel. Perdona la rabia, la pena… todo. ¿Qué hice mal? Me voy a la calle, a caminar sin rumbo. Me gustaría encontrarte. Te buscaré para entregarte lo que desees de mí. Lloro.
Virginia

De: Pablo A: Virginia 15/02/10
Virginia querida: De tu llamada de ayer, me he quedado con el gesto de las velas, y me parece poco efectivo. Penumbra en el entorno de la mesa, tonos céreos, intimidad ficticia. Cuando funciona, su eficacia resulta muy limitada. Y la repetición lo rebaja. Macho activo y hembra pasiva: ese estereotipo ya hace aguas. Tú misma te alejas del patrón atribuido. Llueve, creo. Sí, llueve: oigo el repiqueteo en los cristales. Qué pasa con Joan? Joan, tú lo sabes, es un macho poco evolucionado. La universidad fue su campo de batalla. Me equivoco? Noooo! Te conquistó en dura lid; ya eras suya. El libro de familia es un verdadero certificado de propiedad. Podría dedicarse a otros asedios: ascensos en el trabajo, estatus social, posesiones, relaciones personales, amantes. Pero es muy cómodo y si el intento requiere esfuerzo, abandona. Habéis mitificado el romanticismo masculino y no es más que un conjunto de técnicas de las que algunos nos ayudamos. Joan no es romántico. Desengáñate: quizá tampoco con Anna. Entendido esto, y sabiendo que el amor es un sentimiento y el matrimonio una institución social, queda mucho terreno habitable. La ternura, el compañerismo, el amor visto como sacrificio y entrega, el proyecto común: los hijos sobre todo. En la relación de pareja hay que mantener activo el equilibrio, un equilibrio inestable. Aprecio, valoración, admiración incluso; amistad entre los esposos. Como ves, es un teatro de operaciones, cuya estrategia debe ser redefinida a menudo, porque cada uno evoluciona a su manera. Si se quiere confluir; ya que la mayor parte no quiere: es el caso de Joan?; si se quiere confluir, y tú quieres, es necesario observar el camino del otro para adaptarse y encauzar. Eres hábil, y de eso también entiendes. Me alegra ver que no renuncias a la reconquista. Ese es el principio; después, a observar y actuar. Aún llueve, y tengo que salir con Amanda: mi entrañable Maga está mimosa. Recibe mil besos, la mitad castos y la mitad impuros.

De: Virginia A:Pablo 16/02/10
He repetido alguna vez lo de las velas, pero el 14 estaba muy justificado. Era el día de los enamorados, y ni se inmutó…no iba con él: fiesta comercial. Dinero, felicidad y equilibrio. Ya… espero escapar de la angustia de no llegar a fin de mes. Puedo afirmar que en el trabajo lo paso bien. Las compañeras, así llamo a las chicas que me ayudan, son animadas. Mi despacho hace pared con el de ellas y nos separan mamparas de doble cristal; con la puerta cerrada no nos oímos aunque nos vemos. Conxita, la secretaria, lo ocupa generalmente, pero en las horas de llamadas o visitas está en la mesa de recepción. Áurea, la de cuentas, sale bastante… y a veces vamos juntas. Tenemos una sala de reuniones que también es de clientes y proveedores, y un comedor para el almuerzo. Ayer, en el coche, mientras esperaba a que llegara el autocar del entreno de Ricard, estuve escribiendo… poesía ???… no sé. Era sobre Joan, sobre mis sentimientos, sobre los ataques de celos, sobre su indiferencia ante el pescado con langostinos y la botella de vino blanco, sobre las velas en la mesa con servilletas y mantel de hilo, día de San Valentín. Pensé en ti, y en cómo la lluvia me calma y me excita. Ahí llegó el autocar de donde bajaron niños y a tres los fui dejando ante sus porterías, para llegar a casa con Ricard y dedicarme a la cena y labores pendientes. Mi esencia… la tendrás… prometo escribirte un poema atrevido. Del resfriado, qeu va y viene, estoy mucho mejor… Hoy es de los días en que me siento bien, el sol me ayuda y cenaría contigo. Te parece bien el Cuba Colonial? Además de la comida te agradará el edifico… y la decoración. Tendrías que pagar tú. Soy pobre.
Petonets petits i molts. Virginia

De: Virginia A: Pablo 22/02/10
Querido Pablo, echo en falta tus cartas, aunque mi alma está tranquila. Gracias por los consejos. Ya cambié el chip y mostré mi lado más tranquilo, comprensivo, tierno. Y él supo verlo. Un beso juguetón. Virginia

De: Virginia A: Pablo 23/02/10
Sigo sin carta y la necesito. Acabo de llegar al trabajo. Hace frío fuera y se agradece estar caliente delante del ordenador, buscándote. En casa bien por ahora, no he hablado con Joan, sigo observando y mostrando ese corazón tierno que tengo… y que a él tanto le gusta. Mireia y Ricard no se dan cuenta de las aproximaciones y alejamientos de sus padres. Espero que estés bien de salud…de azúcares… y que recuperes tu peso anterior. Estos días sin carta he pensado mucho en Ti, sé que el exceso de trabajo te impide escribir… o no… Un abrazo cálido y un té con miel. Puedes? Quieres? Piquitos, Virginia.

De: Virginia A: Pablo 25/02/10
Te llamé y no debí de ser muy oportuna, porque estabas tenso y frío. Te escribo y no tengo respuesta. Llego a casa cuando sale Joan, que va donde sus padres a llevarles medicamentos. Te escribo. Internet, bendito internet, pues me sirve para charlar contigo y acercarme a Ti. Sopla el aire y lo oigo silbar desde la habitación. Hoy no huele a mar como otras veces. Los geranios fucsias de la ventana se agitan. Te espero inquieta. Virginia

De: Pablo A: Virginia 26/02/10 22:01:
Calma niña, no corras tanto que te vas a caer. No he podido escribirte debido a mis obligaciones. Me llamaste cuando estaba en Piazza Navona, en el Caffe Bernini, con una editora de libros y revistas digitales; apenas pude hablarte. Recuerda que eres una mujer casada y Joan es tu marido. Recurre a él si tanta urgencia tienes. Yo soy un simple profesor que durante cinco meses te dio clase los fines de semana. Mantenemos una correspondencia fluida cuando es posible, no puedes pedirme más. Entiendo que nos explorábamos para ver donde podíamos llegar; creo que ya lo sabemos: aquí hemos llegado.

De: Virginia A:Pablo 27/02/10 09:05
Queridísimo Pablo, siento haberme puesto pesada reclamando tu atención. Llevaba unos días sin recibir carta tuya, y cuando te llamé por teléfono me pareciste distante. Es verdad, no tengo derecho alguno sobre ti, como tú no lo tienes sobre mí. Pero el afecto que te tengo, ese cariño que va aumentando, me lleva a preocuparme por tu salud… todo y que estás enfermo y debes cuidarte. Te pido perdón por los inconvenientes causados, pero sigue a mi lado. Te necesito y lo sabes. Llegas más allá que Joan al atenderme. Debes saberlo, teniéndoos a la misma distancia, recurriré a ti. Joan vendrá, si es que viene, más despacio. Por favor, no te vayas. Supongo que lo dices en un momento de enfado. Pero ni así. Quizá no me necesites, y lo entiendo… pero yo te necesito a mi costado, no puedo luchar sin tu fuerza, sin tu optimismo, sin tus cartas. Te quiere mucho… tu Virginia

De: Pablo A: Virginia 27/02/10 19:27
Querida Virginia: Sería insensible si no me conmoviera tu carta.
Sería cruel si tardara en decírtelo. Creo que el afecto que sientes es correspondido. El lunes hablamos.

De: Pablo A: Virginia 1/03/10 07:07:38
Querida niña: A mi declaración de indiferencia respondes con una declaración de amor, puro amor. Me ganas y lo reconozco. Yo puedo dar, pero necesito recibir. Tú necesitas recibir, pero puedes dar. Creo que es un buen punto de partida. Por eso te voy a proponer crear un espacio común. Un terreno de libertad donde cada uno se exprese como es, o como quiere ser. Sin autocensura, sin prejuicios ni reproches. Eso sí, la intención ha de estar puesta en el beneficio de ambos. Una casa donde se entre y se salga cuando se desee, cuando se sienta el deseo y se dé la oportunidad. No lo hice antes, ignoro los peligros que encierra, pero imagino las ventajas. Se trata de que abras una dirección electrónica nueva con un nombre nuevo, VirginiaLibre por ejemplo. Tendrá una contraseña que sabremos los dos. En esa dirección dejaremos lo que queramos compartir: pensamientos propios o adoptados, reflexiones, tanteos de relatos y poemas, un diario, cartas dirigidas al otro, peticiones de ayuda, ayudas, recomendaciones de conducta, preguntas, respuestas. Lo que se nos ocurra. La experiencia termina de mutuo acuerdo o cuando uno desee terminarla. No sé qué te parece. Yo no veo inconvenientes, si surgen los resolvemos. Piénsalo. TQ Pablo

4-Los primeros días de la Creación

De: Virginia A: Pablo 1/03/10 09/15
Querido Pablo: Estoy de acuerdo en abrir una dirección de correo tuya y mía… lo intento luego…”VirginiaLibre” me parece genial… y de contraseña… si tú quieres… ponemos la fecha de hoy 01032010. A la tarde iré a la pelu…tinte para cubrir canas y un corte más actual. El fin de semana lo pasamos preparando cava con unos amigos que lo elaboran ellos mismos… éramos muchos para echar una mano. El domingo ayudando a Ricard y Mireia en los deberes y estudios, y casi sin darme cuenta llega el lunes. Un lunes ventoso y primaveral que recordaremos .Un Beso de lengua húmeda, Virginia

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 02/03/10 12:56
Querida niña: Aprendiz de demiurgo, así te amasé en el obrador familiar, panadería y pastelería de mi ciudad de Teruel: harina de trigo candeal, huevos de dos yemas de un amarillo tostado, miel de espliego, tomillo y romero; aceite de oliva virgen. Horno del alfarero Gener en la menorquina Ciutadella para dorarte al fuego. Eras un cuerpo de pan tierno con olor a hembra recién cocida. La vida se inició en el agua del mar. En brazos te sumergí en el Mediterráneo, y de él recibiste el don de la vida. Ya eres Virginia, y Virginia es una mujer madura recién nacida. Mi niña, mi querida niña, ya estás en casa, ya te tengo conmigo. Te hice libre para darte la oportunidad de quererme o dejarme. Y los tuyos, tu marido Joan, tus hijos Ricard y Mireia, tu hermana Júlia, Joaquim, tu hermano; nunca sabrán que siendo la misma eres nueva.
13:24
Queridísimo Pablo: Nuestra casa es amplia y luminosa…por fuera y por dentro maravillosa. Estoy muy contenta… Tanto que gritaría Tu nombre a los vientos para qeu lo llevaran allá donde lleguen. Pondré una música que he traído a propósito. Es el dúo de Adán y Eva de “La creación”, oratorio de Haydn. Mi alma grita emocionada y el grito se me hace poema:

Dits entrellaçats,
les nostres boques juntes,
les voluntats foses,
sendera que va i ens porta.

Mar i cel tocant-se en l’horitzó
línia viva de temors i esperances.
La nostra mirada arriba a l’altre costat,
on un nou horitzó s’albira.

Te amo Pablo. Te quiero, y quiero que me digas que me quieres como yo te quiero. Qué bonito me ha salido!!!

De: Virginia Libre A: VirginiaLibre 3/03/10 15:16
Te quiero así Virginia, con esa mirada limpia y optimista, red tendida sobre el mundo para captarlo. Belleza, poesía, amor. Preciosa la música, nos vi nacer al amor oyéndola. Dejo “La respuesta está en el viento”, de Bob Dylan, humano él, muy humano. Fue uno de los himnos de mi juventud. Cuando era yo un idealista capaz de cualquier sacrificio por el bien de la humanidad. Dime de ti, cuéntame tus cosas. En el trabajo te defiendes bien? Sacas adelante la oficina, consigues más clientes? Debo decirte que nuestra casa tiene una particularidad: se puede trasladar de un lugar a otro. Y una limitación que no resta: estará siempre al borde del mar. El paseo llega desde la portada a la arena de la playa o a las rocas de los acantilados.
Dedos entrelazados/ nuestras bocas juntas/ las voluntades fundidas,/ sendero que va y nos lleva./ Mar y cielo tocándose en el horizonte/ línea viva de temores y esperanzas./ Nuestra mirada llega al otro lado,/ donde un nuevo horizonte se divisa.
Me gusta mucho tu poema escrito para la ocasión. Vibrante, emotivo; qué alma más grande tienes! Nos amamos ayer en nuestra cama amplia; luego fue en la playa, verano austral. Aún se ve la espuma lamiendo el hueco que dejaron nuestros cuerpos abrazados sobre la arena húmeda. TQM.
19:10
Querido: Te escribo desde el Hotmail del trabajo… porque lo tengo abierto y me es más fácil. El día ha ido tranquilo … pero ayer fue francamente lioso. A pesar de ello hice todo bien. Me gusta tenerte cerca… Me gusta que nos encontremos en nuestro hogar. Veo qué prefieres una cama en lugar de dos. Yo también prefiero una sola para jugar a nuestros juegos de persecución. Me buscas y me escapo, me persigues y me dejo alcanzar. Te abrazo y te zafas, me ofrezco y me posees. He leído en internet tu Oda al Mar, veo que amas al mar tanto como yo. Estoy tan contenta!!! No lo sabes, pero aunque me correspondía por raíces, nací en Menorca casi de casualidad. Procedemos de una familia acomodada venida a menos. Muy a menos… jajaja. La historia empieza con mi abuelo, un abogado de buena familia que se aficionó a la política, conspiró contra el gobierno y, para escapar de la muerte, hubo de marchar a América dejando a mi abuela casada y viuda. También he oído que mató en un duelo al contrario, un militar de alta graduación, y hubo de escapar con lo puesto a lo lejos. Así que escoge la versión que más te guste, mi vida. Quieres qeu te llame mi vida? No… es muy cursi. Mi abuela se había educado en buenos colegios: Mallorca, Barcelona y Ginebra… Pero se enamoró del rebelde rico, oveja negra que despreciaba el dinero de su familia…el abuelo Sintes, padre de mi madre. Así que estropeó su futuro, el de su hija, el mío y el de mis hijos. Luego viene mi madre y repite la jugada… Las mujeres de mi familia siempre hemos sido caprichosas en los amores. Mírame a mí!!! Estudiaba mi madre en Palma cuando conoció a mi padre… teniente de Infantería de Marina, y se casó con él a escondidas de la familia. Un Boinder, ya ves; un don nadie. Aunque un poco romántico, ¿no te parece? En Palma nacieron Joaquim y Júlia, pero cuando iba a parirme se reconcilió con mi abuela y me nació en Menorca. He vivido en cuarteles y casas militares y siempre cerca del mar. En Barcelona me posé hace muchos años procedente de Girona… pero mis veranos transcurrían entre Palma, Ciutadella e Ibiza. Hay una zona de Menorca que se llama Cala Blanca… es preciosa. Se ve desde la casa que heredamos tras la muerte de mi madre. Esa casa qeu destroza mi padre alquilando habitaciones a mala gente para obtener algo de dinero… Mi padre es un golfo, quiero decírtelo…hizo mucho daño a mi madre….Mi padre conocía a mujeres, amigas de mi madre, mujeres de sus amigos… es igual, todas tenían… como tenemos ahora… nuestros problemas. El problema sexual estaba incluido… y él las ayudaba sexualmente… Duele ser una niña despierta y ver que tu madre sufre y es humillada… y a los días ves que vuelven juntos… mi padre sabía utilizar el discurso perfecto para que ella se entregara de nuevo. He oído tantas veces en boca de mi padre: ” es que fulanita tiene un problema y la estoy ayudando…vale tanto!… Así y peor era mi padre en vida de mi madre…y ahora va a destrozar lo que queda. Ya conoces la historia. No toda, porque hay algo que todavía no me atrevo a contarte. A la menor ocasión me desahogaré….te lo prometo. Creo haber perdonado a mi padre, pero jamás compartiría voluntariamente mi vida con él. Amo el mar, siento el mar, vivo el mar. Me gusta la piel salada. Me gustar sentirla y lamerla… Dormirme mojada en la sombra de la cala, nadar desnuda y amar en el mar. Necesito que me abraces en el agua salada y me muerdas para sentirme viva. Hoy me encuentro bien. Estoy ovulando y lo noto. Me gusta vivir cada momento de mi ciclo como mujer y te lo explico a Ti, amigo, compañero, amante en esta casa.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 4/3/10 11:13
Ciao, cara; bon giorno. Estamos en nuestra cama grande con olor a lavanda, ese espliego de mi infancia cuyo aroma inconfundible recobro en tu piel. Ahora puedo decirte lo que sentí al tomar tu mano para cruzar el umbral. Enlazamos los dedos con una timidez enfrentada a la osadía. Luego las palmas se abrazaron, se dieron un beso íntimo, intenso, como si se hubieran estado buscando desde la semana de la creación. Sentí una descarga eléctrica de baja intensidad; un calor agradable recorrió todo el cuerpo. Mis ojos vieron en ti una reacción semejante. Unidas las manos iniciamos el recorrido hasta el interior, fue entonces cuando supe que juntos superaríamos todos los obstáculos, esos inconvenientes de la vida que por separado nos harían daño. Una luz que tornaba todo transparente inundó el vestíbulo. El espejo del fondo tuvo la amabilidad de mostrarme el origen de esa luz especial. Procedía de tu sonrisa, la sonrisa ingenua y traviesa, tierna y generosa que mi cerebro lleva grabada a buril junto al hipotálamo. En nuestra cama te ofreciste, pasiva al principio, activa luego. El pelo; me gusta tu nuevo corte, tus cabellos de seda unidos unos a otros en mechón; sueltos, independientes, temblorosos. Descubrí la sensibilidad de la piel bajo el pelo. La piel bajo el pelo esperaba a mis dedos que abrían senderos de dedos. Rutas que se cerraban nada más pasar, guardando la intimidad y el misterio. Teníamos tiempo y lo derrochamos. Mis dedos y tu pelo, mis yemas y la piel bajo tu pelo. Dije tu nombre en un susurro cuando mis labios entraron en acción, cuando se adentraron en el trigal maduro para besarlo, para quererlo, para decirte que puedo amar cada uno de tus cabellos de manera individual, con sus características diferenciadas, con sus cabellos amigos, con su cabello amante del que no se quiere separar. Repetí tu nombre disfrutándolo, saboreándolo, cuando mi nariz y mi boca abrieron surco en tu cabello para recibir tu aroma marino, tu sabor a sal. Tu nombre milenario dije. Dije tu nombre cuando mi cara quería esconderse en tu cabello, y esperar allí, en el juego del escondite, a que tu rostro la buscara celebrando encontrarla. Mis manos, mis dedos, mi boca, mis besos, mi nariz, mi rostro, tomaron posesión de ese territorio selvático dejándolo revuelto. Se quedaron un buen rato, jugaron con tu sensibilidad extrema, con tu sensibilísima sensualidad, hasta que, milagro de tu naturaleza, notaron satisfechos el seísmo provocado, un estremecimiento que tenía allí el epicentro pero te agitaba toda, abriendo una grieta inguinal que no quería cerrarse, derramando fluidos que no podían cesar.
11:28
Estaba dentro, leyéndote a medida que escribías. Pablo, mi amigo del alma, y del cuerpo…eres… maravilloso.. me estás dejando sin palabras…continua… tu relato.. me está gustando… mucho, mucho… me dejo en tus manos, me entrego a Ti…
Gozo…gozo…
hazme
sentir más.
11:32
Querida niña: Es cierto que lo conseguiste? Llegaste al final sin ayuda? mi palabra y tu imaginación te bastaron? Me gustaría que así fuera, que poseyeras esa capacidad maravillosa. Puedo decirte que tu renglón interrumpido a intervalos, parece tan real, está tan bien compuesto, que cierto o simulado, real o virtual, a mi me ha subido a las estrellas, me ha erguido, me ha puesto vertical. Ya me contarás tu técnica de autocomplacencia, yo sé unas cuantas. Quiero que tu placer gane en intensidad y duración; quiero que tengas una recuperación más placentera y que las ganas de gozar vuelvan enseguida. Pero también quiero que describas las sensaciones y las guardes en la carpeta de Estimulantes para releerlos cuando estemos solos y excitados. Trato de conseguir que aprecies el goce profundo, el goce pausado, ese que excita todos los sentidos y todas las zonas, el que te desborda y se renueva. En la vida corriente se muestra esquivo. El erotismo es la lírica sexual. El día que necesites el amor primitivo me lo dices, mientras, tendrás el evolucionado. Tu botón del gusto no conoce a la punta de mi lengua, no sabe lo experta que es. Tenemos que presentarlos y dejarlos solos durante un buen rato. TQM
15:22
Sí, Pablo, la foto que encontraste es Cala Blanca. Iremos, irás conmigo…Estaremos un tiempo allí, pero no demasiado… el suficiente para saborear un amanecer luminoso, una puesta de sol trágica. El tiempo de enseñarte el lugar donde aprendí a nadar. Donde viví romances de adolescente. Muy precoz… La casa de mi madre, que heredamos tras su muerte, pertenece a los 3 hermanos. Cuando yo tenía 8 años, Júlia 12 y Joaquim 14… mi padre nos abandonó. Mi madre, era atractiva, te mandaré fotos… y aún no había llegado a los cuarenta. El bandido se fue de casa, comandancia militar de Marina de Barcelona, siguiendo a una desvergonzada que no llegaba a la suela de los zapatos a la esposa legítima. Nos acabamos enterando, él lo dijo: se juntó con una sueca que andaba a la caza del macho ibérico. Primero fue destinado a Cartagena a petición suya; y luego dejó el servicio para dedicarse a hacer lo que le daba la gana. Mi madre pidió la separación y se quedó en la calle con los hijos. En el ejército contaba él, y nos echaron de la casa. Fuimos de realquilados a un piso de la calle Avinyó. Allí vivimos casi diez años. En ese tiempo Joaquim se puso a trabajar, Mamá también. Y Júlia me cuidaba. Tenía yo 18 cuando volvió mi padre, y aunque ninguno de nosotros quería verlo, nuestra madre no nos hizo el menor caso. Pensaba que volvía el joven militar guapo y alto del que se enamoró. Desde entonces todo estuvo mal. Fueron tiempos de engaños del macho, de sablazos a los conocidos para pagar los gastos de sus amores. Cuando se jubiló mi madre, se fueron a vivir a Ciutadella. Un año después, en un accidente de coche, conduciendo él, murió mi madre. Me rompió en pedazos el mundo… la vida injusta. El bandido no quiso volver a Barcelona, porque allí lo controlábamos. Vendimos el piso de la calle Gavá, que habíamos pagado entre todos, porque entrar en él era entrar en el dolor de los recuerdos. Se llama Heribert y en Cala Blanca está… aún vive. Cobra la viudedad de mi madre y lo que le quedó de la Marina, y para colmo alquila habitaciones a mujerzuelas, acaso por nada, por algún rato de sexo. Se lo gasta todo en el juego y en viagra para estar con extranjeras, porque aún tiene buena presencia a los 74 años. En julio hablé con él para interesarme por su salud desperdiciada. Vuelve a Barcelona por Navidad porque Joaquim y yo le pagamos el viaje. Con Júlia no habla, ni conoce a sus hijas….. Todo eso, su existencia dañina, me ha marcado a la que más, estoy llorando. Sorbe mis lágrimas, quiéreme mucho, mucho, mucho…
16:19
Cala Blanca te produce aún daño, y será así mientras viva tu padre esa vida desordenada. No obstante, le cedéis la casa y, para verlo, le pagáis el viaje. Podéis estar orgullosos de vuestro comportamiento. Quiero conocer todo lo tuyo, alegre y triste. Estaremos en los territorios de la niñez el tiempo que quieras, lo mismo en los de tu juventud y madurez. Voy conociendo las coordenadas de tu vida. Me parece muy rica… Recoge experiencias variadas, útiles de una manera o de otra. Es bueno que entres en lo doloroso si ese es tu deseo, los sicólogos lo recomendamos. Sabes?, me diplomé en sicología. Dos años a tres horas diarias. Excelentes profesores que me abrieron los recovecos de la mente. Practico sin proponérmelo. Mi mujer, mis hijos y los amigos siguen siendo cobayas. Cuéntame si quieres; pero elige tú el cómo y el cuándo. Estaré a tu lado para beber las lágrimas, para cambiarlas por sonrisas. Me contaste tus primeros amores aquella noche en el hotel. Tu lenguaje espontaneo expresaba lo mismo, una cierta precocidad de la que estabas orgullosa. Acaso te gane yo en anticipación, por eso me interesaba lo que decías. Fue casual, me lo has dicho, aunque pretendieras calentarme. Te dije lo que me frenó. Hay una época y un lugar que me gustaría conocer con más detalle, si es que la recuerdas con agrado, es la época de la calle Avinyó. A mí siempre me interesó ese barrio, lo recorrí mucho, y escribí un poema imaginando una historia ocurrida en él. Te iba a proponer que redactáramos juntos, poniendo cada uno lo suyo, esa época. Tú cuentas, redactas tu manera de verlo, y yo la mía; luego confrontamos y fundimos. Entre los dos podemos hacerlo. Piénsalo y si estás de acuerdo empezamos ahora. Uno de los personajes que quisieras vivir es el de escritora. En el cursillo de Zaragoza te interesaba la redacción publicitaria y, en publicidad, las metáforas no caben. Sin embargo, tus poemas tienen hondura y son bellos. Te he dicho que escribes muy bien cuando pones intención, cuando tienes tiempo. Vamos a intentarlo. TQM
17:43
Ámame, poséeme, toma mis pechos, quiérelos, muerde los pezones. Móntame, dame placer, recíbelo de mí. Te explicaré todo lo mío. No me da miedo. Confío en Ti plenamente. Te hablaré de mis penas… y de mis alegrías. En la comandancia de Marina yo era muy feliz. Está en les Drassanes de Barcelona, justo delante del rascacielos y cerca del mar, encabezando un barrio humilde y bohemio. La Rambla de Santa Mónica, la calle Montserrat, Atarazanas, Calle Conde del Asalto… el paralelo algo más lejos. Vivir allí y ser hija de un militar era una suerte y me sentía orgullosa de ello… pero no duró mucho. El orgullo me lo comí cuando nos tuvimos que ir a Avinyó. Lloré y me mordí la lengua muchas veces. Pero era mejor que aguantar discusiones y peleas de mis padres. Acompañé un día a la comisaría de la calle Conde de Asalto a mi madre para denunciar los malos tratos. La respuesta del policía fue: Vaya y lo arregla tranquila con el señor Heribert. Recuerdo los golpes y el jersey rojo roto… yo tendría 7 años. Ahora no puedo continuar…caen mis lágrimas sobre el teclado…pero prometo escribirte más… En los tiempos malos vi como mi madre crecía y se hacía fuerte… y eso me hacía sentir fuerte. Jugar con la bici, dando vueltas a la manzana por la comandancia, era lo mejor. Las verbenas de sant Joan en la calle. Perseguir a mi hermana… cuando estaba con algún noviete… Un beso a escondidas.. una tarde de lluvia en las puertas del Liceo. Mi primer orgasmo. Y después mi primera penetración…también temprana… o creías que no la hubo?… Mi primera escapada… jeje que mal lo pasé…Mi vida… dura sí, pero… no tanto… o sí. He intentado verlo por el lado positivo… y creo que lo llevo bastante bien… quizá de ahí vienen mi sensualidad y mi manera de percibir las cosas. Estar atenta…y ser observadora. Abrázame…ámame… siempre.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 05/03/10 7:52
Pedías más, mi cervatilla en celo, y aquí lo tienes. Me desperté de madrugada y mi pensamiento se fue contigo o te trajo a mí. Así que me levanté y me puse a escribir al hilo de aquel párrafo sobre el cabello que tanto te gustó. Pensé continuarlo con el título: “De cómo fuimos progresando en el amor”. Y es así:
Era el pelo mi aliado y el pelo me avisó de la maravilla que escondía. Se alzó, se hizo a un lado, y me mostró la piel más suave que se puede acariciar. La piel de tu cuello, como había sucedido con la piel bajo el cabello, me esperaba. La profecía se lo dijo: un día vendrá otra piel a unirse, a entregarnos su tacto y recibir el nuestro; y ya nada será igual. Era la delicadeza del roce, era la inocencia del color, era el misterio de lo oculto, era el cuello entero y las felices circunstancias del cuello: su elegancia, su timidez, el largo tiempo de espera, los sueños acumulados, la realidad esquiva; y se entregó confiado y tembloroso a la indagación de mi rostro: tacto, olfato, vista; hasta que el gusto y el oído se sumaron y estuvieron allí los cinco sentidos cargados de sensualidad. Tuvo lugar el encuentro de mis cinco sentidos y la piel de tu cuello, el cuello íntegro, con su temperatura justa, su calidez de nido de gorriones, de aprisco de corderos; su delicado olor a flores silvestres y a besos recién nacidos. El amor los indujo a amarse y se amaron. Los labios dieron besos sin descanso, la punta de la lengua marcó senderos húmedos, los dientes llevaron el cosquilleo en la levedad de su mordisco; y la piel del cuello se entregó al placer que recibía, temerosa de no poder aceptar durante mucho tiempo tanto estímulo. La palabra dijo mi felicidad a tus oídos, tus oídos fueron con el mensaje a tu cerebro, y tu cerebro se lleno de dicha. Fue entonces cuando sucedió el milagro: toda tú te hiciste surco para recibir la reja de mi arado, el fluido seminal que lleva la esencia de la vida. Gozaste y gocé; y gocé porque gozabas con mi goce. Amén
8:11
Pablo querido… me vas a tener todo el día excitada. Cuando recuerde tu relato, tus descripciones, mi cuerpo reaccionará. Mis labios se abrirán para dejarte paso. Mi piel se erizará, mi botón sensible va a crecer al imaginarme gozando. Quiero responderte y no puedo, quiero tenerte y no puedo … Joan me estorba las intenciones. Ha ido a llevar a los niños al colegio, ahí al lado y estoy nerviosa. Pero quería decirte qeu tu escrito me ha encendido por dentro. La luz debe verse en todo el barrio. Esta noche, mientras Joan dormía, pensando en ti, me acaricié. Suavemente, delicadamente…como me has enseñado. Quiero tenerte dentro, dentro, dentro.
9:47
Querida niña, por teléfono me dijiste lo mal que lo pasas cuando no puedes leerme ni escribirme, sabiendo que mi carta está en el ordenador esperándote. No me gusta el fútbol, pero ahora me fijo en el horario del Barça. Joan y los niños estarán absortos ante el televisor y podremos escribirnos. Te lo dije: prefiero no tener respuesta a que te arriesgues. Quiero confirmar la fecha de tu cumpleaños: yo tengo escrito el día 9. Te estoy preparando un regalo especial que a lo mejor esperas. No quiero equivocar el día. El mío es el dieciséis; lo digo por si no te acuerdas, ya que te lo adelanté por teléfono.
10:17
Pablo, el tuyo es el 16 de marzo y el mío el 9, pero de abril. Me resulta difícil escribir en casa. En el trabajo depende de la faena que tenga…la adapto a mi necesidad de estar contigo. A mí me gusta el fútbol. La fiesta de ir a ver un partido. Me gusta porque Joan jugaba y Ricard también, antes de decidirse por el baloncesto. Acaba de llamarme mi marido, se encarga de recoger a los niños del colegio. Suerte que pueden ir al mismo. Hemos discutido. Me reprocha que me acostumbre al trabajo de ahora, donde gano poco. Dice que debo preocuparme de los ingresos. Le he contestado que ahora dependo de mí y estoy preparando el futuro. Me ha llamado “ignorante” y me ha dolido el alma. Le he dicho que habla por él, un funcionario que se siente importante porque está rodeado de gente sin estudios y sin iniciativa. De hecho me refería a Anna, que está en otro departamento pero para el caso es lo mismo. La envía mensajes a las 8:30 de la mañana y a las 23:30. He soñado contigo y no sé si me lo hacías como me gusta, o es que me gusta como me lo hacías…estabas inspirado… ahora estoy caliente… te escribo y mi pelvis se mueve…. gimo… chillaría tu nombre… mis pezones… empiezan a endurecerse…me iré al cuarto de baño… quiero alcanzar uno, dos… los necesarios … pensaré en ti…creo que me seguirás amando… como quiero… voy a mirar tus fotos y te imaginaré …. dentro de mí…te deseo… tanto…. Tengo una cámara en el trabajo, para los comprobantes de los clientes, y te envío esta foto hecha mientras me acariciaba… me he hecho más … pero algunas no han quedado bien… esta no está mal estéticamente… y decido ponerla en casa. Te quiero cada vez más. Tiempo desapacible en Palma. En Roma no sé…
supongo que mejor. ¿Sabes? en mi imagen, Roma es una ciudad perfecta, claro, desde qeu “vivo” contigo. Quieres que comamos juntos? Un beso juguetón envuelto en el amor de Virginia
11: 36
Ignorante tú?, mi niña… Sabes tanto, que puedes llevar una conversación de cualquier tema. Con Joan debes tener un ten con ten que te permita encarrilar el matrimonio cuando todo se aclare. El insulto no lo tomes en general, se refería a un tema concreto; lo creíste así pero al instante supiste rectificar. Me molesta, sin embargo, que hable de tu sueldo escaso, cuando has estado años aportando el doble que él, y sin tener en cuenta el régimen de separación de bienes. Lava la ropa acaso cuando vuelve del trabajo? Plancha, prepara la cena?, hace los deberes con los niños? Anna es solo una posibilidad. Es tu mente quien la concreta. Y la concreta porque no te miras al espejo y te ves entera, interior y exterior; ambos magníficos. Recuerda como es Anna: aburrida y superficial. Crees que puede competir contigo en algún terreno?, no puede si no la ayudas infravalorándote. Piénsalo. Sé la que quieres ser, no la que quieren que seas. Vamos a hacer una cosa. Algo que en cualquier otro momento hubiera considerado ridículo. Se trata de una ilusión compartida. Vamos a jugar a Euromillones, el sueño de los pobres para hacerse ricos, comprar la empresa donde trabajan y despedir al jefe. No sé si tienes algo parecido a una hucha. Irás echando monedas cuando vuelvas de la compra. Poco: unos euros a la semana. Yo haré otro tanto. Rellenaremos una apuesta cada uno, y el dinero saldrá y volverá a esa hucha. Si ganamos, será poco. Existe la remota posibilidad de conseguir un premio grande; pero tendremos suerte, no nos tocará. Llegará suficiente para tu peluquería, para comprarte ropa alegre, para pagar el planchado a una señora, la limpieza a fondo. Bien, ya tenemos un proyecto común. Llenaremos el jarrón de monedas, lo verás. Mi niña, lleva el timón de tu vida, que yo remaré mientras quieras.

5-El invierno más ardiente que se recuerda

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 05/03/10 12:23
Dices: Mi niña, lleva el timón de tu vida, que yo remaré mientras quieras. Digo: Oh! mi vida, qué frase!!… la llevaré mientras camine grabada en el corazón. Lo pienso y estoy de acuerdo. Seré yo quien mande… Barreré a Anna, la echaré con el recogedor al cubo de la basura…no!, no!, pobrecilla. Dices frases de oro, mi amado Pablo. A propósito del fin del mundo, anunciado para el día 15 de este mes, víspera de tu cumpleaños, escéptico dijiste: El fin del mundo será, para mí, cuando me olvides. Oh! mi amor…vivirás siempre…nunca, nunca…te olvidaré. Tengo un jarrón que servirá de hucha. Lo haremos, quien sabe….Hace unos días vi con Joan unos pisos nuevos, cerquita de aquí. Enseguida pensamos en los gemelos. Si nos tocara un millón de euros tan solo…le daría a Joan el dinero diciendo: toma, lo ha conseguido esta “ignorante”. Quiero desvelarte el mayor secreto de mi padre. Es de su época de Cartagena. Valora la confianza que debo tener en ti para hacerte tal confidencia. Nadie la oirá de mi boca. Joan no lo supo por mí, fue Joaquim quien tuvo la debilidad. Hoy no es buen momento… solo el anuncio del momento. El paso es muy largo.
13:01
Al hilo de la historia de tu padre, la relación con tu marido y mi experiencia, te envío, para dejar en Pensamientos, una teoría del amor que nos vendrá bien tener en cuenta. El monje tibetano que a veces soy, llamado Pablo como yo, de casi sesenta y un años bien vividos, investiga acerca del amor desde hace veinte. Ha llegado a conclusiones contrastadas con datos tan dispares como la curva de nacimientos y suicidios, los mal llamados crímenes pasionales y el fuerte descenso de las vocaciones religiosas. Bibliotecas, hemerotecas y las manifiestas facilidades de Internet, le han servido en su concienzudo estudio. Y aquí está, recién traducida, su teoría:
En lo que respecta al amor, las personas se dividen en activas e inactivas. El individuo inactivo es el más corriente: representa tres cuartos de la población adulta del planeta. Los inactivos copulan, planifican, procrean, cuidan de su prole, no se dejan arrastrar por los cantos de sirena del amor, están anclados a sus vidas pequeñas y si se divorcian rehacen pronto su vida anterior. Ignoran lo que es la felicidad, pero la estabilidad de sus vidas les produce escasos sufrimientos. Forman la gran reserva del capitalismo imperante, consumen a buen ritmo, votan conservador cada cuatro años, creen en la otra vida y pagan sus impuestos para no ser incluidos en alguna lista de morosos que puedan leer sus vecinos. El individuo activo puebla el otro cuarto de la población adulta mundial. Es una persona capaz de luchar por el amor, que se deja arrastrar por las pasiones, comete locuras de cuando en cuando y, de cuando en cuando, renueva el entorno. Los activos llegan a ser felices en breves periodos que se alternan con otros de sufrimiento. Son sensibles y viven su vida de manera valiente. El individuo activo, una de dos, o forma parte de una cadena amorosa o integra un círculo. Muchos de los individuos activos forman parte de una cadena amorosa: noventa y nueve centésimos del cuarto activo. Su situación resulta inestable aunque sea duradera, y sufren altibajos que los hacen fluctuar entre la felicidad y el desasosiego. Asaltados por temores inciertos, se sienten vivos y piensan que su incertidumbre merece la pena. Te explicaré el concepto de cadena amorosa con un ejemplo sencillo: una amiga de mi esposa ama en silencio a mi esposa, mi esposa lo ignora y me quiere a mí; yo quiero a una mujer extraordinaria llamada Virginia, esa mujer extraordinaria quiere a su marido, Joan; su marido tontea con otra, llamada Anna, que a su vez quiere a un vecino, amante de una compañera de oficina enamorada del director de la empresa, individuo inactivo. No es nada fácil la posición, por lo que un buen número de individuos se cansa, sale de la cadena y pasa a integrar el grupo de los inactivos. El número de integrados en círculos amorosos es muy pequeño, no sobrepasa los diez millones de personas. El círculo amoroso se caracteriza, porque quienes lo forman aman con pasión y apasionadamente son amados. Los círculos más frecuentes son los de dos individuos, pero en otras culturas el número de integrantes puede aumentar, y aquí ya no son tan raros los de tres miembros, dos mujeres y un hombre por lo general. Estos individuos persiguen el amor por encima de todo, gozan pasiones arrebatadoras durante períodos variables, a veces durante toda la vida. Son capaces de los mayores sacrificios y darían la vida por la persona amada. Si el círculo que ayudan a formar se rompe, fundan otro en cuanto encuentran el complemento adecuado. Rara vez llegan a incrementar el número de los inactivos. Espero que sepas a qué atenerte y que veas los celos como un sentimiento anacrónico. A la tarde, cuando Amanda esté en misa, te llamo. Podría decirte que tengo muchas ganas de ti, pero ya lo sabes.
Ara tinc moltes ganes de tu, la meva nena adorada.
13:49
A días prefiero hablar, a días escribirte. Tu voz, amado mío, suena a jardín botánico: araucaria y baobab; a cimas de montaña y a profundidades marinas. Tu voz abraza mi voz y la canta al oído. Escribes teorías del amor y me haces desear la práctica. Ven conmigo, avanza por el hilo telefónico. Sal del auricular en el hueco de mi oreja. Deslízate por el cuello, desciende lamiendo mi cuerpo…genio mío… quiero que lo hagas. Estoy ansiosa, quiero que me acaricies los senos, y los mordisquees. Mi mente desea un encuentro real, una noche y dejarme en tus manos para sentirme amada, viva. He imaginado un pañuelo de seda resbalando por mi cuerpo, y tú ese amante poeta dedicándome unas horas de placer. Goces multiplicados para sentir tú y yo. Experiencia, deseo y vida. Te escribo, me lo imagino y vuelvo a excitarme. Siento que acaricias mis ingles. Noto tu deseo… rosado y suave, duro y sensible… conocedor del movimiento sensual, maestro del placer, paseando suave por mi humedad abierta, jugando con mi botoncito del gusto. Tu excitación y la mía. Esa cama grande y blanca. También te imagino escribiendo en nuestro hogar, cuando llego cargada de cariño a abrazarte… Bajo las manos despacio… hasta notar tu excitación. Desnuda…. te acarician mis pechos, froto el cuerpo contra el tuyo y te pido una explosión más. Juega a describirme tus imaginaciones que las haré mías, pídeme lo que no te pueda conceder y será tuyo, pídeme lo que se te ocurra, pero no olvides que quiero comulgarte bajo las dos especies. Tienes ganas de mi?, ya me tienes… Ven a nuestra cama cuando puedas, te espero… Entro a ratos. Conxita y Áurea no saben lo que se cuece en mi horno. Te voy a imaginar un rato… voy al baño para comprobar el grado humedad y la suavidad de la abertura. Yo también tengo ganas de Ti. Instintivamente estiro el cuello para recibir tus caricias. Abro las piernas, muevo la pelvis con movimientos descoordinados, buscando tu verticalidad, tus dedos… deslizándose hacia la boca inferior. No temas, mi marido no va a estorbarnos. Te imagino… penetrándome suave e intensamente… gozando de cada segundo. Mi respiración se acelera hasta temblar contigo en mi interior. Di al monje tibetano que hoy no lo necesito…ni a sus teorías. Te quiero a ti, Pablo, real y verdadero, práctico en todas las prácticas. Pablo, mi bien, ven…ámame….
14:03
Eres mi hetaira virgen, la piú bella ragazza, y estás desbocada. Consigues erguirme y ponerme a punto de la explosión. Mi voluntad se resquebraja. Acordamos tener un encuentro real; pero ahora pienso que podemos acordar lo contrario. Qué añadiría lo real a lo virtual? No sé, pero Príapo, un dios menor, hijo de Afrodita, lo calibra y piensa que mucho: la locura, la maravillosa locura. Qué añadiría?: y Príapo dice: unos cuantos centímetros; humedad, solidez y hondura. Te siento viva, corazón palpitando, sístoles y diástoles. Me pregunto si el teléfono es real? Sí, lo es; pero a la vez es límite, muro y barrera. Un encuentro esporádico nos serviría de poco, querríamos más y acabaríamos poniéndonos en peligro. Te mando unas fotos de hace tiempo. Ese soy, así fui. Barba negra muy poblada; me la hizo una amiga después de participar en una manifestación ilegal. Quería cambiar al mundo y me reunía con subversivos en la clandestinidad. En la de 1983, seguía siendo el mismo idealista, pero ya creía en el poder de la palabra y escribía artículos incendiarios. Sabes que en internet puedo ser el de entonces, incluso mejor. Sube alguna foto tuya y déjala para mi disfrute. El domingo es el cumpleaños de mi mujer. No podemos celebrarlo porque nuestro hijo Isaac y su esposa Alba llevan a los niños a il Giardino degli Aranci, para presenciar una obrita de teatro infantil al aire libre. Amanda y yo comeremos en un restaurante del barrio, vendrán amigos a felicitarla, y buscaré a cada rato tus mensajes en el ordenador. Il mio cuore giovine, io ti amo.
14:26
No tengo muchas fotos sola. En casa soy yo la que se dedica a fotografiar al resto… Subo tres y las dejo en Domésticas. Escanearé alguna antigua de papel para que veas mi recorrido… Dos con mis hijos el pasado verano. Otra en una fiesta de un amigo. Era su cumple… y me pillaron desprevenida…jejejeje. Buscaré más. Sólo tengo un momento. Ahora…. quiero decir. Fui al baño y resultó muy satisfactoria la visita…El temor a ser interrumpida me excita, es cierto… resbalé mis dedos y jugué con mi sensibilidad extrema, de pie contra la pared. Entraste ya desnudo, y tus golpes de cadera, primero lentos, luego con más brío me hicieron clamar tu nombre. Aproveché mi excitación… los muslos húmedos. Fue más intenso que otras veces?, sí, sí, afirmativo, muy afirmativo. Hoy quiero erotismo del fino, ese evolucionado que llamas… plumas de marabú sobre la piel interior, seda excitando los pezones… Llueve… y la lluvia me hace sentirme más sexi. Ámame… lentamente. Juega con mi pelo y acerca tu arado a mi tierra fecunda, que responderá orgullosa y se dejará surcar. Pero nada de cosecha, eh!….mi amor…

De: VirginiaLibre A: Virginia Libre 06/03/10 7:43
Sábado y la espera, el temor. Entro, leo, me pierdo en los borradores y descubro respuestas que no había visto. Encuentro tus fotos. Estás preciosa en todas, y no lo dicen solo mis ojos, lo dicen la razón y el corazón. En la segunda, con Mireia, eres más tú; dejas traslucir tu interior. Terminaré los trabajos que me encargó la revista: tercera crítica de las iniciales: A poesía, câmara de ecos do silêncio: Orlando Neves; la selección de las cuarenta novelas que más me gustaron del siglo XX: Rayuela la primera, laberinto de varias salidas; una de las mías, la última; y las respuestas a las preguntas de una entrevista seria. Oh! mi dulce pájaro de juventud, mi gacela en la sabana, mi tórtola, mi mariposa inquieta, la flor que polinizo y me hace vivir, mi compañera virtual. Al levantarme, desnudo, me he mirado en el espejo; y te aseguro que el apéndice del amor ha crecido desde que te conoce: longitud y anchura. Ahora estamos juntos por que el dios de Abrahán nos ha dado la posibilidad de elegir el premio merecido por nuestras buenas obras. Nos dijo esa voz de trueno que habla a las montañas: la vida eterna en el cielo viendo mi rostro enorme o tres días enteros con sus tres noches para vosotros. Los dos con una sola voz elegimos los tres días del pájaro en mano y despreciamos la eternidad del pájaro volando. Estás destinada a sobrevivirme y a recordarme con alegría. Oh!, mi ángel guardián; en esta entrega de “Como fuimos progresando en el amor”, parto del cuello donde me quedé en la exploración de tu cuerpo cuando la vida de cada día, enemiga de nuestra vida, me interrumpió. Parto del cuello y tengo la barbilla y las orejas al alcance de los dedos y de la lengua. Juego con los lóbulos hasta que te ablandas y te tensas, hasta que te esponjas y te exprimes. Entro en el pabellón del oído y derramo el rocío que impregna mi lengua. Nerviaciones que conectan con todos los tejidos, con todas las glándulas. Me respondes con un beso de ave que bebe en la fuente un verano de sed, me respondes con cien besos que recorren mi rostro sembrando cariño. El rostro es el terreno de la verdad, por eso los mentirosos se ponen máscaras. El rostro es la última y definitiva conquista. Están las mejillas niñas a las que no se debe engañar, está la frente donde los padres besan a sus hijas, están los ojos por donde se llega al alma, y está la boca que hasta las mujeres públicas reservan a su enamorado. La boca es el santuario de la lengua, de las lenguas, donde las lenguas de los que se buscan se encuentran. Hay que estar muy seguro de lo que se siente para entrar en una boca y tomar posesión de ella izando la bandera patria. No sé si estás preparada para culminar la batalla de lenguas en el desfiladero de la boca. De modo que el rostro será el escenario final. Por la senda marcada en los mapas, desde el cuello se llega a la espalda. La espalda es el territorio del tacto. En la espalda está el desierto de la piel cruzado por la cordillera vertebral. Ahí es donde los dedos y las manos se expresan mejor, suaves o enérgicos. Estamos en nuestra casa de la Costa Azul, junto a los pueblos altos de la orilla, cercanos a Niza, donde las gentes ofrecen sus fragancias en frasquitos pequeños, que allí son innecesarios porque los aromas se enseñorean de las calles y del ambiente todo. Estamos en nuestra casa y estamos en nuestro tálamo nupcial, nos acaba de casar el Preste de la Indias, ayudado por un Pope griego. Has dado un sí tembloroso y has bajado la mirada púdica mientras una leve sonrisa inundaba nuestro mundo pequeño, nuestra residencia de esposos eternos, de una eternidad que ha de durar mientras el amor y el deseo duren. Nos casaron en nuestra alcoba como un favor especial destinado al ahorro de tiempo. Estás desnuda. Siempre estás desnuda bajo la ropa, yo lo sé y, en las fotos, vestida, te miro con esa mirada que te descubre ninfa griega de movimientos gráciles. Tu desnudez es la única cosa clara que he sacado de mis estudios del mundo, de mis búsquedas místicas en los monasterios budistas del Himalaya. Tu espalda es del tacto, y la cubro de pétalos de rosa y camelias. Soplo un viento amigo, el viento que inflama las velas de los veleros y los lleva a buen puerto. Soplo un viento amigo y los pétalos van de un lado a otro recorriendo tu espalda, abriendo millones de poros, haciéndolos receptivos de millones de lenguas minúsculas, adaptadas a la capacidad que han de llenar, al deseo que han de satisfacer. Tu espalda se agita cuando los pétalos se van y viene la seda, miles de capullos originarios de China, ropa interior de las huríes más sensuales. La seda en tu espalda vuelve a abrir los poros, y las lenguas dejan en ellos el rocío de mi saliva tibia. Tu espalda acaba allá donde la entrada del infierno se muestra oscura, oscurecida; donde mi espada suave y cálida, resistente y húmeda buscará su vaina cien veces, en un rito perseguido por los puritanos de todos los tiempos. Ida la seda vendrán las plumas a tu espalda, y la recorrerán descargando una brisa tenue, una caricia de ángeles impúdicos, aquellos que se rebelaron contra la tiranía del creador y fueron arrojados a los abismos. Las plumas te llevan al punto de no retorno en la excitación. y me pides un gesto que te libere de la tensión acumulada. Lo hago con plena consciencia de mi ventura, y las fuentes de tu interior se abren en cascada inundándome cuando te inundo. Manantiales, fuentes, regatos, arroyos, ríos afluentes y principales: Mar. Evaporación, lluvia, y vuelta a empezar. Amén. Amada mía. Así sea.

De: VirginiaLibre A:Virginia Libre 07/03/10 8:12
Tu relato es mío y lo saboreo. Me he levantado antes para leerte, porque ayer solo pude ver el enunciado. Duermen. Joan tiene aún dos horas y media de sueño pendientes. Estoy imaginando… intentando recordar cada movimiento descrito, cada caricia, cada mimo… Tu miembro erguido al levantarme … cariñoso atacante en la ducha… abrazados y desabrazados tú y yo bajo la lluvia templada. Las palabras crudas, tus dedos ágiles, mi descarga de jugos íntimos… La sensualidad avivada ha hecho qeu vuelva a desearte y separe los labios con el lomo de “Ad memoriam” que me regalaste, rozando el botón y contrayendo las paredes de mi gruta jugosa. Voy escribiendo y se van acentuando mis movimientos. Entrecierro los ojos pensando en tus manos cuando masajean la espalda sobre la humedad que ha dejado la lengua activa. Flojean mis piernas, mi cintura, mis brazos… mis dedos sobre el teclado. Ahora, en estos momentos… gritaría tu nombre y te pediría que me ayudaras a tocar el cielo…. creo que estoy a punto de estallar, la respiración se corta con mis gritos sordos…Pablo … ámame… por favor … quiero tu fuerza en mi interior… quiero tu lengua en mi flor íntima.

De: VirginiaLibre A:Virginia Libre 08/03/10 7:43
Ahí destaca el efecto de la palabra enamorada, el brillo del deseo que impregna la palabra. El efecto supera la realidad, porque la imaginación multiplica y potencia alcance y eficacia. Subo a casa una foto antigua muy mala, 17 o 18 años. Estudiante yo en Zaragoza, incipiente bigote, pensión de doña Amparo. Allí, el amor de la chica que hacía las camas y servía la comida, unos años mayor que yo, la impulsó a alimentarme y a sobrealimentarme, hasta que doña Amparo lo descubrió y nos echó a la calle. Íbamos al cine y allí nos metíamos mano. Gozábamos los dos y volvíamos a la pensión por separado, ella ya sin ropa interior. Espero que la foto te diga algo de mí, ahora que estoy dispuesto a confesarme. Ayer, como te dije, era el cumpleaños de mi esposa. La Maga canturreaba una canción de Satmo, que a los dos nos gusta. Comimos fuera y nos acompañó Mona. Mona es guapa y, además, escribe poemas. De poesía hablamos durante la comida y, en los postres, forcé el recitado de los versos que recordara. Alabé la doble vertiente de poeta y rapsoda. Solos ya, al acostarnos, quise hacer a la bella y deseable Amanda, cuatro años menos que yo y con indelebles rasgos exóticos, el mejor de los regalos. La Maga cantarolava una canción de Ella Fitzgerald, que a los dos nos gusta. En las primeras caricias me rechazó acusándome de haber sido menos complaciente con ella que con la amiga. Mi castigo fue dormir en el cuarto de invitados. Por eso mi noche ha sido tuya y tu mano ha servido a mi mano de escudero, de guía; la ha llevado de la mano aconsejándola los movimientos de máximo interés. Oh! La Maga, si me abriera las `puertas cada vez que necesito entrar…Sigue enfadada y, sin embargo, ha vuelto a salir con la amiga. Así que puedes echar toda la leña que quieras a nuestra hoguera. Me gusta provocarte descargas de esas que te inundan como una marea. Me encanta que grites mi nombre en el momento del clímax. Tras cada “sexión” telefónica deseo entrar en la ducha contigo cuando te oigo bajo el agua después de orinar. Si estuviéramos en Moorea, la isla de mis sueños, nos bañaría una cascada natural. Mi isla las tiene abundantes. A veces temo perderte; y si ha de suceder, quiero que nuestro último encuentro ocurra en Moorea. No lo olvidaríamos. Sería un magnífico colofón a todo lo nuestro; y lo evocaríamos el resto de la vida con nostalgia. Tu boca fresca; me acordaría de tu boca, de tu palabra, de tu mirada, de tu forma natural de darte, de esa entrega virginal sin reservas, sin miedos, sin condiciones. Serías mi cervatilla en celo, mi colegiala impúdica, mi virgen ardiente, mi hetaira intocada, mi hurí virginal. Sabes a dátil, me suenas a jazz. Te quiero; y tengo mil razones, de las que solo te he dicho diez o doce. En Moorea nos amaríamos sin restricciones.
9:22
Pablo, ¿de verdad te merezco? ¿Todo lo que me entregas es por mí y para mí? Temo que te canses y me dejes por Mona. Sí, tengo celos de ella… como los tendrá Amanda. De otras… poetisas…o no… de Roma, de Lisboa…de Brasil…háblame de esa Rosina para saber la manera de defenderme. Quiero que seas feliz conmigo… siempre… y no sé la manera de hacerlo… Tengo que aprender mucho todavía…enséñame Pablo…a conservarte
10:16
Mi querida niña, la felicidad es esa arena seca que recogemos en el cuenco de las manos. Tarda unos segundos en escapar y no podemos impedirlo. Si quieres que la arena de la felicidad te dure, recógela mojada; esa de la playa que recibe una y otra vez las olas terminales. Envuélvela en un pañuelo; y consérvala húmeda, siempre húmeda. La felicidad que permanece en las manos, sin escapar por las rendijas de los dedos, es la arena que regamos a diario. Sei mia e sarai sempre umida.
12:26
Estoy llorando… y no estoy triste. Te leo y quiero bajar ahora a la playa…. para recoger la arena de la orilla. La mojaré cada día y la mantendré viva. Esa arena es mi amor por Ti…y nunca se me escapará por entre los dedos. Lo juro!!!. Estoy pensando que no me has hablado apenas de tu hermana. Quiero que me la expliques. Gracias por las flores, me gustan mucho.
Camelias ¿verdad?
13:11
Sí, camelias; las reales son mis preferidas. Pero las virtuales tienen la particularidad de permanecer siempre frescas. El amor es el soplo con el que hinchamos el globo, si paramos queda flojo, y si seguimos estalla. No jures, no te comprometas, no te obligues. Los días van en fila, unos detrás de otros, déjalos que se expresen a su gusto. Mi hermana Luz y yo, estuvimos muy unidos de jóvenes; también ahora, pero menos. Nos contábamos todo, hasta las intimidades. Tengo tres años más que ella; por eso pude enseñarla a besar y acariciarse. Se casó muy enamorada con un ciclista de los buenos, de los que ganaban carreras con honestidad. Viven aún en Zaragoza del beneficio del taller y la tienda de bicicletas. Sus tres hijos, mis únicos verdaderos sobrinos, consiguieron buenas profesiones y trabajan en Madrid, Bilbao y Sevilla; cada uno por un lado. Los vi en sus bodas y en algunos bautizos. Sienten veneración por mí, y no acierto a explicármelo.
16:08
¿Qué dices? ¿Qué la enseñaste a QUÉ…Te leo y me sorprendo… ya me explicarás… Ahora me estoy poniendo nerviosa. Es Increíble… cae un diluvio en Palma y el viento sopla muy fuerte. No estoy acostumbrada. Aunque está cerca no sé cómo llegaré a casa…He mandado marchar a mis compañeras. Qué pare de lloverrr!!! Qué se calme el viento!!! Tengo miedo!!! Ven!!!
16:33
Mi niña, queda tranquila. El ayuntamiento lo tiene todo previsto.
Els serveis municipals de manteniment estan retirant les cornises i les branques caigudes. Davant la possibilitat que es donin ratxes de vent puntuals de fins a 100 km/h, s’activa el Pla per ventades a la ciutat de Palma en fase de prealerta. Es recomana als ciutadans extremar les precaucions en elements exteriors i limitar l’accés a les zones directament afectades per l’emergència. Por teléfono no han añadido nada, pues ignoro el recorrido que debes hacer. Aseguran que durará media hora. Espera ahí a que se calme el viento, el agua disminuirá poco a poco. Joan recoge a los niños ¿no? Ten confianza, estás en Palma y ya es el siglo XXI. Aunque no sé si lo del siglo es garantía. Recibimos pruebas a diario que lo niegan. Su disculpa suena a disculpa: es joven, sólo tiene diez años.
16:44
Gracias por esa respuesta rápida. La oficina está en la calle Aragó y vivo muy cerca, en Sant Llàtzer. Te haré caso, me has tranquilizado… sin pensarlo te he llamado a ti, que estás tan lejos…en vez de llamar a Joan. Espero que te sirva para sacar conclusiones. Debo acabar un trabajo urgente, espero qeu no se vaya la luz de nuevo. Con tu gesto de amor logras excitarme… dime qué me haría tu lengua si la dejaran escoger el objetivo y la ocupación. Ven y arrópame con tu pecho fuerte y los brazos protectores…, nuestra casa está en Niza y cae una lluvia suave. Hazme entrar en calor. Exploras mi cuello, mis oídos, mi cara. Te ofrezco mi boca. Te ofrezco mi lengua. Dime si te gusto y porqué…

A:Virginia Libre De: Virginia Libre 09/03/10 7:54
Mi dulce pájaro de juventud, me atraes por motivos distintos. Nuestras inteligencias se entienden con pocas palabras. Tu sensualidad es mi mayor imán, acaso porque es un reflejo de la mía. Lo nuestro se trata de un juego, lo hemos hablado por teléfono; un juego muy serio, que durará lo que dure la voluntad de ambos. Y tu voluntad juega al juego porque es virtual; porque nunca se va a concretar; porque los años y el cuerpo pasan a segundo plano. Y sucede que este juego pone un punto de ilusión en el día a día, un punto de interés por el minuto siguiente, por la hora siguiente, por la carta siguiente. No sé distinguir el amor de la amistad, ni falta que hace, porque si no son la misma cosa, debieran serlo. El concepto de infidelidad no existiría. Eres una madre que daría la vida por sus hijos y una esposa enamorada del marido, que llama su atención para ocupar el puesto que la corresponde. Una esposa a la que trato de elevar su autoestima. La sensualidad, incluso la sexualidad, la tuya y, también, la mía, se han exacerbado desde que nos escribimos. Nuestra excitación es buena: obtenemos y damos placer. Mi mujer y tu marido se benefician de ella. Cuando lo necesitemos vamos a ayudarnos más allá de las fuerzas. Jamás seré egoísta contigo, y tu bien es mi bien. Palabras, hasta llegar el momento de demostrarlo. Hace muy poco descubrí ese interior tuyo, de complejidad tan sencilla, y una serie de coincidencias que por ser poco habituales: la agudeza, el hedonismo, la capacidad de aceptación y de entrega, me movieron a llegar allí donde podía. Es decir, al plano inclinado e intangible de las emociones y de los sentimientos, incluso al plano vertical del intelecto; porque tienes facilidad para las artes y la redacción, y quería pulsar los resortes e impulsarte. Enamorarme de ti en condiciones de igualdad, ya te he dicho, hubiera sido muy fácil. Ahora ya tengo el corazón gastado. Abrazos, besos y clavadas. AByC.
16:53
Querido Pablo, cuando te pones trascendente me das un poco de miedo. He pasado la mañana con Mireia que se levantó acatarrada y con fiebre. Ahora está Joan con ella. He leído tu carta varias veces y ahora… tranquila en la oficina, donde estoy sola, he decidido escribirte. Me importa y mucho que tu mujer se enfadara el domingo…. Me pareció mal qeu no le hicieras suficiente caso siendo su cumpleaños, en beneficio de Mona. Estoy cogiendo manía a Mona. Soltera dices… peor me lo pones…Lo sé, prefieres hacer el amor con casadas; pero no haces ascos a un cuerpo armónico y duro. ¿Tiene el cuerpo duro?… De todas maneras me sentí honrada porque, luego, me hiciste el amor a mí. Un poco egoísta sí me estoy volviendo. Nuestra relación es virtual, aunque en momentos de excitación desee tenerte a mi lado y notar tus manos sobre mi cuerpo. No estás jugando ni yo tampoco… por que en nuestro castillo, hogar de encuentro y libertad… palpita un sentimiento común de admiración, respeto, deseo, estima, amor, amistad, atracción… sí, hay sentimientos. Esa es la base. No pretendo más, compartir escritos contigo, momentos íntimos y cuidarnos el uno al otro. Cuando te escribo no pienso en la edad, ni en tu físico siquiera, pienso en un hombre que me adula, me hace sentir bien conmigo misma y con el mundo. Un hombre que me enseña y del que quiero aprender. La boca, la lengua ocupan una zona muy íntima, más probablemente que el propio sexo. Pero gustosa te entregaría mi boca para notar la tuya… para sentir el calor, el sabor de los labios, las cosquillas de la barba y tu alma entregada en ese beso…Pablo, ven; ven y hazme tuya verdaderamente!!! Debo decírtelo…y no sé porqué, ahora… Heribert, mi padre, …vivió una historia desenfrenada con una sueca del estilo de Anita Ekbert, aquella miss Suecia y actriz en la “Dolce vita”. Seguro que la recuerdas. Pechos inmensos…mi padre…militar muy vistoso y lleno de energía sexual…tal para cual….Debió durar cerca de dos años la relación tempestuosa. Mi padre es infiel por naturaleza y le haría sufrir… pero volvería a ella una y otra vez…no es de extrañar…un cuerpo así… Joaquim es muy pudoroso y hube de tirar del hilo de su relato para acercarme a lo que mi padre le contó….Debía de ser una buena mujer, pues estaba dispuesta a casarse…Ojalá lo hubiera hecho…Otro día sigo… ahora no me encuentro con fuerzas suficientes…solo decirte que ella quiso que la preñara…

De: VirginiaLibre A VirginiaLibre 10/03/10 15:21
Y me dejas así, con la intriga, hasta que te venga en gana: eres cruel. Mi niña, mi querida niña, hablas de hacer el amor; y tiene lógica, el amor no se nos da hecho, es cosa nuestra. Hacer el amor es avanzar juntos, reír juntos, resistir juntos, soñar juntos, sufrir y gozar juntos. Hacer el amor es ocupar el espacio mínimo en la vida, y no solo en el sofá o en la cama. Hacer el amor es mucho más que estar juntos; es ser juntos. Mi gacela en la sabana: Estuve fuera, ayer me llamó mi amiga Assunta Bari. Ella y su marido, son escritores y personas muy cordiales. Comunistas que no acaban de encajar en un partido del que son críticos. Nos preocupa el presente económico, político y social. Cultura y democracia retroceden. De eso hablamos. Pasamos una velada entretenida contando anécdotas, exponiendo ideas y proyectos. Viven en Tívoli y se me hizo tarde para volver. Así que, sabiendo a Amanda con Alba y los niños porque viajaba nuestro hijo, me ofrecieron una habitación que abre ventana a la piazza Trento. He venido corriendo en cuanto supe que algunas cartas de VirginiaLibre se habían perdido. Por fortuna las has encontrado. Dejaste palabras amorosas flotando en el aire y tus palabras encendidas me encendieron. Sabes bien lo que has de hacer para que me inflame de lujuria. Para que te desee con ardor. Quieres que me quede contigo, pero no es posible. Eres demasiado joven, tienes 17 años menos que yo, mi hijo mayor tiene casi tu edad. É brincadeira. Es broma. Me gustas, porque me gusta la mujer madura, la de piel sedosa, la que ha vivido una vida y le queda otra. Hembra segura de sí misma, camina con la mirada puesta en el horizonte lejano. Así te veo y así me gustas. Llegó al barrio de noche con un baúl de misterio. Nadie sabe quién es ni donde ha nacido. Sofisticada y elegante, en su rostro reposa el rictus agridulce de quien superó el sufrimiento. En los cócteles toma los aperitivos con delicadeza, y se ruboriza si oye palabras atrevidas. De edad incierta, su voz me llama mimosa: Pablo mío! Virginia es su nombre y la quiero por debajo y por encima de todo. Il mondo non è piccolo, ma lei lo riempie.

6-La foto en la cartera del soldado

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 11/03/10 9:06
Déjate de bromas… estaba muy enfada, por eso la llamada de socorro. Perdóname, no sabía nada de ti y me inventé la pérdida de cartas. Las dejé en spam. Es guapa tu amiga escritora?, es inteligente?….más inteligente y más guapa que yo…De verdad estaba el marido? Dormiste con ella? Te dio mucho placer? No me respondas…me mentirías…o no… A vegades creo que eres conmigo como mi padre con mi madre…Sabes?, llegas, me dices unas tonterías graciosas y ya me tienes contigo. Pero no… tú sabes hacer el amor verdadero; y me enseñas. Llego a nuestra casa y la temperatura interior me acaricia. Dejo la chaqueta sobre la cama, y corro las cortinas malva de los ventanales para que entren los últimos rayos de luz. Con timidez me atrevo a quitarme los zapatos, ya sabes lo qeu me gusta caminar descalza. Cuando vengo cansada como hoy… voy a nuestra habitación y me deshago de la presión del sujetados. La espalda libre, los hombros…, mientras me miro en el espejo y me arreglo el pelo veo tu imagen reflejada… giro para abrazarte, pero es solo mi deseo…no estás. El sofá, tu recuerdo y algo de música. Além da vida, de Paula Fernandes… Una brasileña que oíste cantar en Roma. Tiene voz, mucho sentimiento, y es bella…más que yo… Oigo abrir la puerta… vienes de un viaje. Cierro los ojos con fuerza y se me escapa una sonrisa pícara… y un Bien!! ya está aquí. No sabes qué huecos llenas… No solo esos…Te alegra verme y sentirme… y me abrazas con toda la fuerza, con toda la intención. Tenemos tiempo para charlar y explicarnos las cosas vividas por separado. Me acurruco en tu pecho y besas mi cuello. Has traído la eternidad contigo. Ahora siento que somos eternos, no sabría decirte la razón… es como si fuéramos trascendentes, como si lo nuestro fuera a permanecer más allá de nosotros…no sé, tengo la esperanza de poder estar contigo luego, después…si es que lo hay….
17:32
Vuelvo de un viaje muy largo. Soy Ulises, y regreso a Ítaca buscando el amor de Penélope, la enamorada esposa Virginia, que espera mi regreso con esperanza inextinguible. Teje y desteje su peplo, porque cuando lo acabe deberá elegir marido entre los pretendientes. Vuelvo, y sabiendo lo que eres capaz de hacer por mi amor, me deshago de todo lo ajeno que te acosa y prometo no volver a embarcar sin ti. Recibí un email de la candidatura de Fernando Nobre a la Presidencia de Portugal. El sábado, día trece, se celebra en Lisboa el primer encuentro de colaboradores con presencia del candidato. No emprenderé nueva aventura sin ti, en esta te llevaré en el corazón. El video amplía lo que te dije sobre quién es, adonde quiere ir y por qué voy a ayudarlo. Es un humanista al margen de los partidos políticos y de cualquier forma de poder. Médico altruista, ha pasado el tiempo sirviendo a los desheredados de muchos países con su medicina gratuita. No creo que tenga posibilidades, pero va a representar una esperanza para muchos y una corriente de aire fresco en el país. Extranjero, mi tarea estará aquí, con los portugueses de Roma. Me ha aceptado Vicente, mandatario nacional y el responsable de los apoiantes; así que alguna utilidad me verán. Leo sujetadós: lapsus calami, y me río contigo. Dos y de buen tamaño: preciosos, envanecidos y estimulantes.

De: VirginiaLibre A VirginiaLibre 12/3/10 16:13
Iré contigo donde quieras llevarme, cualquier mar tenebroso, cualquier desierto abandonado. Nobre, por lo que veo, no pertenece a esa clase política que se sirve del pueblo, pretende servir al pueblo. Ojalá sea cierto mi Ulises querido, por ti y por los demás. Abro la foto recibida. Es el despacho de formador en la empresa?…siempre has tenido barba? Tan joven y ya eras padre de 2 hijos?… Correspondo con una mía. Sí, esa niña de primera comunión, soy yo. Comulgué en junio de 1970 en Santa Mónica. Ahora creo que mantienen la iglesia pero además es un centro de exposiciones. Quiero acercarme un día de los que esté en Barcelona, hace mucho qeu no voy, y te enseñaré todo… En las instalaciones antiguas asistía de peque a la guardería… Olor a humedad y mala ventilación. Recién llegados a la calle Avinyó, corta y estrecha. Cerca había un cine, que pasó a ser de películas X. Nuestra casa tenía portón de madera con picaporte. Ocupábamos un piso que me parecía grande, en la tercera planta, cuarta de verdad. Baldosas rojas pequeñas, techos altos y retrete común en la galería. Cerca, un Tablao Flamenco sonaba sus cantes hasta la madrugada… Recuerdo haber visto a la policía lanzando bolas de goma para dispersar a los manifestantes. Trataban de escapar metiéndose en las callejuelas y era divertido verlos desde el balcón…Corrían a esconderse en los portales. Lo tomaba por el juego del escondite. Viví una manifestación, no recuerdo el día pero era verano. Paseábamos por la Rambla de Santa Mónica. Íbamos Joaquim, Júlia y yo… Llevábamos zuecos y mi hermano nos hizo descalzar para correr más y salir del río de gente que nos atropellaba. Miedo poco, más diversión que otra cosa… por la novedad. Quizá eras uno de los manifestantes… buscaré una foto de la época. Durante ese tiempo agitado nos alegrábamos de no vivir en la Comandancia. Era más seguro y tranquilo vivir fuera de cualquier zona militar. Joaquim alguna vez estuvo en las algaradas, y llevó una bola de goma como testimonio de las persecuciones. Luz se llama tu hermana y me dejaste intrigadísima: me vas a explicar??? A cambio te diré que mi padre dejó preñada a su novia sueca. Si te portas bien sabrás qué ocurrió…Jejeje.

De:VirginiaLibre A: Virginia Libre 13/03/10 22:37
La mia cara moglie, sábado en Lisboa. Las reuniones han sido de gran cordialidad y optimismo. Hay ilusión entre los que dirigen la campaña electoral, y eso se traslada a voluntarios y cooperantes. Me gusta Fernando Nobre. Voy a encargarme de rastrear en internet las referencias al candidato, las páginas que hablen de él y su proyecto. En el intermedio he charlado con Delia Abrantes; me trata con deferencia, como si fuera un gran escritor. Acaso lo soy, y no lo sé. Ha publicado mi colaboración última en su revista digital, una revista de prestigio muy leída, tanto en Portugal como en Brasil. A la salida había quedado con Catarina Santos, amiga de Amanda cuando vivíamos en Alfama. Vinimos a saludar a su familia y al fin he cenado aquí, en casa de sus padres; voy a dormir en el cuarto de invitados. Mañana regreso a Roma. La niña de la foto de comunión llevaba una sombra de melancolía en la mirada. La joven del retrato ya se había deshecho de aquellos posos apenados de la niña. No te alarmes, las cartas que recogen nuestro primer disgusto, están en la carpeta Superados, abierta en previsión de más desavenencias y otras reconciliaciones. Luz quería aprender mañas para encandilar a los chicos. Yo le enseñé lo que sabía. Teoría y un poco de práctica: baile suelto y agarrado, distintos tipos de besos, las caricias más elementales de ella y en ella. Siempre como hermano y maestro, te lo aseguro. Primero con un dibujo médico, luego a lo vivo. Mañana o pasado te llegará “De cómo fuimos progresando en el amor”. Tú, mi arpa holística, dormitabas en el ángulo oscuro, y has despertado entregándome arpegios cargados de dinamismo y armonía. Me gusta lo que has escrito, continuación de lo enviado hace unos días. Este es el estilo espontáneo y fluido que servirá a tus memorias. Estos párrafos y los anteriores pueden darte la pauta. Sabía que podías. Sabía que querías. TQM
22:41
Imaginé que estabas en nuestra casa. Quise ir hacia el ordenador, pero una pared invisible me lo impedía. No sabes cuánto he sufrido!!! He pagado caros mis celos sin sentido. Ayer, mientras te escribía, dudaba si me ibas a contestar, pero sabía que tarde o temprano tendría noticias tuyas porque necesitas amarme a diario. Lo ves?, me escribes desde Lisboa. No pretendía emocionarte, pero deseaba que supieras lo difícil que fue mi infancia y cómo la superé. Ahora tengo un ratito de libertad, Joan y los niños ante el televisor… me gustaría estar contigo escuchando tus cosas del día, contándote mis cosillas en el sofá, amándonos luego y durmiendo abrazados hasta la madrugada. Queridísimo Pablo, podré esperar el próximo texto? La promesa sola ya me abre y me humedece. Tus cartas, todas tus cartas, me excitan… Luz y tú…como hermano y maestro, besos, caricias íntimas…dibujos…dedos… y lengua. Avanza porfa… Entrar en nuestra casa me pone caliente. Pensar en ti me enciende y me inspira. Escribiré mis memorias…y las escribiré aunque me duelan. Sin orden, claro. Tal como se me vayan ocurriendo. Esta noche asaltaré a Joan, y si no se deja, me invadiré yo. Le daré a elegir o su pene o el pene suplente, la salchicha metida en un preservativo. Pablo querido, espera un momento de nada, se me ocurre una diablura… A ver qué te parece. Joan y los niños siguen distraídos, entro en el cuarto de baño con la cámara.
No me llames cobarde nunca. Acabo de hacerme unas fotos para enviártelas antes de que acabe el partido. Talla: 100C. Desde todos los ángulos. Para que vayas presumiendo de novia, con la foto en la cartera. No!!!, no!!!; ni se te ocurra… era una forma de expresarme.

De: VirginiaLibre A:VirginiaLibre14/03/10 16:31
Roma di nuovo, ancora una volta il Tevere. Amanda, la Maga: me observa de cerca con esa dulce mirada posesiva; y espera a que termine de escribirte para dar un paseo conmigo. Ya ves que considerada. Acaso sospeche. Me gusta pasear con ella charlando, su belleza exótica atrae las miradas masculinas. Y alguna femenina. Me envidian. Mi niña, si no endureces a Joan es que no hay hembra que lo endurezca. Gracias, gracias; tus fotos son únicas. Qué decir de los pechos que no coincida con tu opinión sobre ellos. Una mujer que se cuida empieza cuidando sus pechos. Cuidas tus pechos, y yo te cuido para que los cuides. Tus pechos me desafían desde su posición privilegiada, y la mirada responde al reto y lo acepta. Mi mirada lame tus pechos porque tus pechos son erguidos, orondos y orgullosos, y están coronados por fresas carnosas y sensitivas, llenas de orgullo. Tus pechos son tajamar de barco, son quilla y mascarón de proa. Los adoraré como se adora a los dioses paganos, les ofreceré el sacrificio de mi savia fecunda. Quien duerme mucho vive poco. Quizá no duerma yo lo suficiente. Me desperté hace doce horas. Me puse a pensar en ti, en mi novia intemporal, y comencé a trabajar con toda la ilusión. Un relato de encargo. Acabo de entrar en casa. Tus fotos me esperaban, fotos mandadas al novio que está en la mili para que pueda calmar sus ardores. Espero que quieras conocer el efecto producido. Salgo con Amanda, mi amada Maga. Vienes? Iré en el centro de las dos. No te importa? A mí, que no soy orgulloso, me enorgullece. Todos me envidiarán. Sim, homens e mulheres invejar-me-ão.
17:57
Regresé, mi niña. Regresamos contentos. Ahora estoy en nuestra casa de la playa, esperándote. Desde el dos de marzo mi vida consiste en esperarte. Mi sueño de primavera, mi primavera temprana, quiero decirte la razón de la carta perdida, el motivo de hacerla de esa manera. Estabas escribiendo, y cuando vi aparecer las primeras letras en el encabezamiento, supe que era algo íntimo y privado; pero no pude reprimirme. Te dije que no tenía derecho a enamorarme. Y tú tenías escrito lo más bonito que he leído en los últimos tiempos: Ya estoy enamorada. Duró unos segundos, luego no estaba, la autocensura, la vuelta a la realidad, lo que quieras. Pero yo sé que lo escribiste, que durante unos segundos pude leerlo. Luego, tú o yo, tocamos un botón misterioso y la página voló al limbo de las páginas. Cuántos años he perdido por no sincronizarnos. Ahora conozco esa capacidad de entrega tuya, tan grande. Esa capacidad de aceptación tuya; ese deseo de hacer las cosas bien. Esa inteligencia, esa creatividad, esa modestia y esa discreción tuyas; ese tesón cuando algo quieres, esa capacidad de trabajo, esa capacidad de aguante, esa resistencia. Ojalá lo hubiera descubierto cuando aún era tiempo. Digo mi novia y digo hembra amada, sexo, pasión, amor, estímulo y goce. Quieres que seamos novios?, siempre novios, unos novios siderales que viajan por el espacio en su nave, con el piloto automático puesto mientras hacen el amor, y cuando ya lo han hecho vuelven a rehacerlo una y otra vez para mejorarlo? Unos novios que visitan todos los planetas habitables y vuelven a la casa de la playa, para decir: como en nuestra casa ni hablar. Quieres un noviazgo permanente que no espere nada más, un noviazgo de eterna primavera, en una casa que trasladamos a voluntad? Esta es una declaración de amor que ruega una respuesta. No estoy de rodillas mientras me declaro, estoy besando tus pechos. El derecho, Escila, un poco más grande. Te has arreglado a las mil maravillas, esta vez, para fotografiarlos. La foto de Caribdis solo, está muy bien conseguida. El pubis, tímido y sugerente, queda un poco en penumbra; pero sabe que en las próximas será el elegido por la iluminación. Ahí está la puerta del cielo, Portaceli, abierta de deseo; túnel encauzado hacia la culminante irradiación reproductora. Tus pechos, promontorios en la geografía marina de mi novia, navegante yo de las altas olas de Anfitrita, mi timón equidistante del atractivo de ambos, palomas que me colman de ambrosía. Fotografiaré mi vigorosa intimidad, les biyoux de famille. Te mandaré nuevas fotos a modo de credenciales. Necesito, y lo necesito tanto como el siguiente latido de mi corazón; necesito que escribas una sola palabra de respuesta, una sílaba, dos letras. Solo eso. Cervatilla en celo, quieres ser para siempre mi novia?
18:47
Sí!!!! Quiero ser tu novia eterna. Un día y otro… un mes y otro, un año y otro, sin final. Mi madre se llamaba María del Pilar, hoy tengo un día de acordarme. Llevo en el alma grabada la portada del periódico que publicó la noticia del accidente. Murió a los 68 años y me parezco mucho a ella. Siempre la querré y no hay día que no la tenga presente en algún momento. Pero hoy…más que nunca…y no sé porqué. No sé…Te ansío Pablo … tu voz, tus manos… tu cuerpo … te deseo tanto… Ámame muy dentro… Te quiero aquí, en las aurículas y los ventrículos del amoroso corazón…Luz, tu hermana, explícame lo que sentías con ella…me inquieta saberlo…¿te endurecías? ¿Y ella? Hay una idea que me ronda mucho… vivo cerca de la oficina, a medio día no hay nadie en casa. Cuando estés solo porque Amanda sale de paseo o visita…¿sabes lo que quiero decir? Sí, lo sabes y te gusta. Vengo a casa a comer, pico algo, entro en la cama ya desnuda, me llamas desde tu cama, dejo el ordenador en la mesita de noche, me pongo los auriculares, las manos quedan libres y la imaginación toma el mando….Es posible, y un avance considerable en nuestra relación….mi vida, ¿no te parece?…

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 15/03/10 9:01
Io sono felice. Me dijiste Sí; un Sí grande y separado de todo, muy importante. Y ese Sí me tendrá contento día y noche durante tiempo y tiempo. Somos novios, y ese estatus de privilegio me hace responsable de tu felicidad. Bendita cabeza la tuya, pues piensa muy recto cuando piensa en el amor. Mediodía gozoso. Sexiones diarias. Un sueño hecho realidad. Existe una conexión entre el sexo y la mente y nosotros vamos a reforzar ese vínculo. Gozaremos hasta la satisfacción total. Con las fotos de Príapo entero y el orgulloso señor Glande, te envío mis más preciadas prendas físicas, sabiendo que te servirán de inspiración, abriéndote húmeda y caliente, elevándote por encima de la realidad incierta. Te quiero entera, íntegra; y te quiero miembro a miembro, órgano a órgano. Los pies, por ejemplo; esos pies que desean ir descalzos por la vida.
Ellos son el pedestal de la estatua viva y flexible que eres, de esa efigie cálida y sensible que cinceló un maestro imaginero muy inspirado. Dediqué unas horas a tu espalda, y la dejé ahíta de placer, adormilada. Estás en nuestra cama, acostada de lado y semidesnuda: la sábana, púdica, cubre los pechos y el pubis. Ahora, tus pies no parecen hermanos, has roto la simetría que los ciñe y se mueven libres, encogidos, estirados. Acaricio la planta del pie derecho para saludarla, para volverla sensible, para desperezarla. En la planta del pie acaban las nerviaciones llegadas de todo el cuerpo. Estimularlas equivale a estimular la parte de donde proceden. Presiones medidas, estiramientos. Dedo a dedo, de menor a mayor, giros, rayas, presiones. El dedo gordo puede ser órgano macho llegado el caso, y adentrarse varios centímetros en una intimidad ansiosa o acariciar una sensibilidad extrema. Exempli gratia, de una joven japonesa que te mira con gula. El dedo gordo, y su hermano del otro pie, pueden asir mi explorador tieso y acariciarlo. Picoteo con las uñas en las palmas y te veo agitar, arquearte, tensarte. Continúo, y la sensación que recibes es agridulce: una pizca de dolor y dos cucharadas de deleite. Una sensación de descanso te invade. La flojera se apodera de ti. Tomo la pluma de marabú que siempre tengo a mano cuando estoy contigo, y escribo sobre la palma de tus pies una carta de amor. Querida Virginia: Espero que mi deseo excite en ti un deseo mayor de mí; y que ese deseo me lleve a superar el tuyo, que no quiere quedarse atrás y mejora el mío, ocupado en alcanzar al tuyo para superarlo. No puedo seguir, las cosquillas excitantes te mueven como la copa de los árboles en la tormenta. Tus pies son una perla en la ostra, una ostra en el mar; y terminado el aire de los pulmones por las pantorrilla subo a los muslos. Y en los muslos espero la descompresión.
9:39
Mis muslos; ah! mis muslos, los adoras y los describes con metáforas nacidas de su capacidad de movimiento. Se abren y se cierran. Las columnas del templo se separan, y todas las promesas que te hicieron en la pubertad se realizan. Se juntan, y el misterio se ilumina claro, prístino, como la luz oscura de los agujeros negros estelares. Los muslos se unen a las nalgas para redondear la oferta de sensualidad. Doble tentación, ellos son los porteros de las dos puertas, y pueden dejarte pasar o impedirte la entrada.
9:43
Me conoces y resulta difícil sorprendente. Por detrás protege y promete Portainferno, y por delante Portaceli; lugares a los que, viajero incansable, siempre deseo llegar. Tus muslos y tus nalgas se ofrecen en el altar del sacrificio. Las manos y mi bastón de mando se disputan el protagonismo de la acción. Finalmente deciden unir sus fuerzas para proporcionarte las caricias más activas. Las manos se pasean, oprimen, sueltan, pellizcan. Cuando se cansan del esfuerzo, toman la erección y, con ella, van descargando golpecitos continuados por tus muslos y tus nalgas. Una gota ardiente resbala de la punta y la punta la extiende por la piel afortunada. Gimes, lloras, ríes, te revuelves, quedas rígida, te encojes, suspiras, ruegas, ofreces, prometes, exiges; llegando un centímetro más allá de donde quieres ir, elevándote un grado más de lo que puedes soportar.
9:53
Después de lamer tu daga, ídolo de carne, mi Pablo, y de saborear ese glande adorado, gourmet mi boca deleitándose… después de comerte, caníbal relamiéndome… Sí, he leído y releído el relato en el que pones en mi boca esas palabras y el objeto de mi deseo fotografiado… En la relectura he caído en detalles no apreciados en la lectura, quizá por la intensidad y ansia del momento. Increíble… me estimulas como nadie. Me susurras y se abren mis oídos a los susurros…y mi boca se baña en saliva…Cuido mi cuerpo, lo sumerjo en agua de ríos subterráneos, la más pura. Extiendo sobre él aceites aromáticos…mis cabellos sueltos llaman a tus dedos, a tu nariz, a tu boca. Soñaré cada noche con esa comunión sexual y amorosa… mi amante experto, mi conocedor de las fuentes del río del placer… En el cuarto de baño, con el espejo de maquillarme, he querido ver mi cavidad, suave tras el placer gozado. Estaba húmeda y brillante, mis manos se han deslizado entre los labios, jugando los he llevado a mi boca y he saboreado mi jugo transparente y dulce, he imaginado tu rostro entre mis muslos y he vuelto a alcanzar el cielo. Tu simiente sabe a dátil y tu rosto se transfigura de placer al liberarlo.
10:04
Oh! mi niña, cómo me pones, dominas todos mis resortes, sabes que pieza activar. Una parte de mí quiere vivir en el interior de Portaceli; sin salir apenas, ver el mundo por el introito abierto: techo de tu habitación, cielo estrellado de la playa. Eres valiente; mucho cuando vas en moto. Pero la noticia del accidente sufrido por una chica como tú, fatal, me ha puesto en guardia. No te arriesgues más de lo imprescindible. Los arriesgados suelen tener placas de elogio en sus tumbas. Los cobardes ponen las placas en las tumbas de los arriesgados. No todos; solo los que quieren arriesgarse y no se atreven. Amanda, mi esposa querida, me ha dado lecciones de amor siempre; de tolerancia, de comprensión. En ese terreno, y en otros, es magnífica. Hace unos días me invitó a comer Mona para recordármelo. Tiene la vivienda en el rione de Campo Marzio, cerca de Piazza di Spagna. De la Maga, ella prefiere Amanda; de mi indiecita hablamos, y de su personalidad, de su capacidad para hacer y conservar amistades, de que se desvive por ayudar a quien sea. Baste decir que tiene invitaciones para pasar unos días en las casas de campo de cuatro amigas. Se sienten muy ofendidas porque no va, pero la perdonan. Mona, la más amiga, habla de la Maga maravillas que ni yo diría. Alabó sus mosaicos hechos a base de piedras de colores y cristalitos, de sus vitrales bucólicos, de las acuarelas llenas de sensibilidad. Y eso que no tiene tiempo, dije, pues lo entrega a los nietos; y a ti, estuve a punto de añadir. Callé que en cuanto me descuido tiende a ponerme a su servicio absorbente. Callé, porque la verdad es que paso el día hablándote y escribiéndote. Mona sabe que no están en mi manera de ser ni la obediencia ni la sumisión. Callé la escasa disposición sexual de mi esposa en la actualidad, que el sexo ya no tiene la misma importancia para ella después de mostrarse muy activa años y años. Lo sabe y creo que lo sabe bien. Pensé en tu presencia eficaz y dinámica, la vela del velero que soy, el viento que la impulsa en ocasiones.
10: 16
Te parecerá mentira, pero aprecio a Amanda… quizá porque tú la quieres. La valoro como mujer y como persona. Me gusta su forma de ser, su palabra calma, su entonación musical, su elegancia, su sensibilidad artística. Creo que los videos familiares que intercambiamos nos unen más, nos explican el cómo y el porqué de lo que hacemos o decimos.
10:21
Es cierto, disfruto cuando, hablando conmigo, dejas el móvil abierto al llegar a las tiendas del barrio, o cuando te encuentras con algún conocido. Eso nos permite sobrepasar lo imaginario, completándolo con lo palpable. No somos entes que habitan regiones etéreas, somos personas de carne y hueso. Recorremos las calles de nuestra existencia pequeña y nuestro giro forma parte del giro universal: estrellas y planetas, satélites y cometas. Nuestra agitación humana es el temblor de la existencia, sístoles y diástoles: entrega y aceptación, donación y acogida. Y con nosotros va todo lo nuestro, lo que amamos y lo que procuramos evitar.
10:29
Tus brazos de guerrero son mi refugio en muchas ocasiones: suaves, generosos, receptivos. Pero también son los brazos que protegen a los nietos y a la esposa. Por todo eso mis brazos quieren abrazarte, desnudez con desnudez fundirse y entregarse y recibirte. Quiero tus brazos fuertes de cargador de sacos de harina, los beso desde el hombro hasta las manos. Tus manos de amasar pasteles finos. Tus manos y mis manos. Mis manos conocen a tus manos, porque, asidas, enlazadas ellas, tú y yo penetramos en nuestra casa en la primera entrada. Mis manos se cierran pudorosas cuando las abrazan tus manos.
10: 33
Tus manos niñas, adolescentes, adultas; guardan infinitas caricias. Quiero la memoria de tus manos, quiero los recuerdos antiguos y las experiencias nuevas, quiero saber de ti lo que saben tus manos. Las palmas y los dedos se complementan para acariciarte. Te han dado placer y saben cómo lo recibes, cómo lo aceptas, cómo lo prefieres. Tus manos y tus dedos han aprendido a moldear tu cuerpo como escultores sensuales, a acariciarlo como masajistas lúbricos. Tus manos conocen el ángulo óptimo de los muslos abiertos, de los labios abiertos, el grado de presión que prefieren tus pezones, el suave movimiento sobre Sensitivo brillante. Mis manos y mis dedos escuchan la lección de tus manos y tus dedos, y aprenden. Aprenden y quieren poner en práctica lo aprendido sobre tu piel toda, externa e interna. Pero mis dedos sabios, pedirán ayuda a la lengua para darte placer, en su empeño de procurarte diez agonías pequeñas. Una, otra y otra, y tras un descanso, otra, otra y otra, y así, entre acción y pausa, llegar a las diez explosiones que dicen tus dedos que te han proporcionado en una sola sesión de caricias. Ay! mi cervatilla en celo, no sabes cuánto desean mis dedos enloquecerte de placer. Que la sumeria Inanna, la egipcia Hathor, y Rati, la indú; diosas del amor en sus variantes diversas; te protejan.
Gode mia ragazza, gode!
10:52
Amén. Así sea. Vas a matarme de placer… amado Pablo, con tus escritos. Lunes soleado, fin de semana de relaciones sociales. Partido de Ricard, reunión con amigos, calçotada en Andratx. Dormí mucho. La mañana del sábado, puntualmente, bajó mi período. Has estado conmigo, brazo en la cintura o sobre el hombro, besándome. He pensado en mi corazón, en mi sangre y en la tuya. Paseé por mi barrio. Me va gustando… Cercano al mar y de gente amable. Comiste con Mona… ¿Te has preguntado qué pretendía? Pregúntatelo…yo no lo tengo nada claro…solo sospecho. El viernes llamé al teléfono de Anna con mi móvil, a la hora en que Joan acostumbra a hacerlo. Colgué en cuanto lo abrió ella. Vino mi marido muy enfadado, probándome que lo sabía porque había hablado con ella…Por la noche, cuando los niños se fueron a la cama, estuve esperándolo en nuestra habitación… pero… no vino… Fui a buscarlo, y no quiso acostarse… al final vino y simplemente se durmió. Necesito que el sol me acaricie. Tú eres mi sol. Así se me pasará el dolor de ovarios que me hace sentir más sensual. Mañana es tu cumpleaños, y debemos prepararnos para la celebración. Sé que no te importa…besarme ahí, donde la sangre aún fluye y apenas se percibe. Creo que ha llegado el momento de hablarte de Àlvar. Nació en Cartagena por aquellos años nuestros de la calle Avinyó, y ahora andará por los treinta y seis. Es medio hermano tan sólo. Ignorábamos su existencia y un día de hace cinco años se presentó a Joaquim. Desde el Malmö de su madre sueca vino a España a los dieciocho, se puso en contacto con Heribert, su padre y el mío, estudió en la universidad de la calle y en alguna academia de idiomas. Joaquim se conmovió al oír historia tan sorprendente y lo acogió con los brazos abiertos, facilitando al recién llegado una reunión de hermanos. Quedamos en un bar de Vía Laietana y, aunque Júlia se negaba a ir, al fin fuimos cuatro los sentados alrededor de una mesa. Edades y rostros distintos, estaturas distantes, y los cuatro exhibiendo la nariz Boinder de nuestro padre: inconfundible. Se me saltan las lágrimas…si me lo permites continuaré otro día. Te quiero…sí…mucho, mucho, mucho.
11:37
Colegiala impúdica, cervatilla en celo, mi adorada mujer madura, mi novia virtual, la luz de mi vida; ya estoy en casa. Entro anhelante de hablar contigo, cargado de deseo. Te comprendo y acepto que me dejes con la miel en los labios. Tout à coup, un hermano a medias, con nariz boinder, marca de fábrica. Tu padre y la novia sueca, llevaron a feliz término el embarazo. Espero que te expliques cuando puedas. Ahora dime si lo pasaste bien en la calçotada de padres, y si te encontraste tan a gusto que no te acordaste de mí. Así lo quiero. Mona? Tú sospechas; y yo tampoco sé lo que pretende. El matrimonio es cosa de dos, y ella cree tener derecho a intervenir. Donde sustente ese derecho está la explicación. No lo dudes. Aprovecho para entregarte una frase que escribí hace tiempo: “El matrimonio es un relato escrito por dos personas, que tratan de corregir la parte del otro para mejorar la suya”. Bien; ahí queda. Mi mujer se muestra muy amable y cariñosa, tanto que mientras escribo me interrumpe para nada. Temo que me impida acostarme contigo a medio día. Luz, mi hermana, quería saber, me preguntó y la expliqué. Besos sencillos que acabaron al llegar a la boca y al roce de lenguas. Bueno un poquito de intercambio húmedo, para que sintiera. Caricias superficiales sobre la ropa que cubría las partes íntimas. Supo cuándo, dónde y cómo se hacía. El instante en que debía parar a los chicos, o la manera de darse placer ella misma. Acariciar, cómo, dónde y con qué. Didáctica pura. Excitación?: mutua y evidente. Sobre tu marido, debemos estudiar una estrategia que te eleve a sus ojos, y con esos ojos de mirada nueva te vea y te aprecie. Pensaré en ello, y escribiré una propuesta. Te espero en la terraza; aquí en Salamina, frente a El Pireo, hace un día de los que te gustan. Ven cuando puedas; me encontrarás deseoso.
12:14
Pienso en Luz recibiendo tus lecciones y me excito… tuvisteis que esforzaros mucho para frenar… Dime si gozó… El equipo de Ricard, aunque jugó bien, perdió de tres puntos. Mi pívot hace juego de equipo y ayuda mucho en defensa. Mireia domina los tiros largos, el pase y enceste. La calçotada, entretenida… casi como en Barcelona, ya sabes que me gusta hablar con los padres de los compañeros de mis hijos, conozco sus alegrías y dificultades y los aconsejo. No mencionas mi menstruación, pero eres la única persona a la que hablo de mi fisiología íntima. Yo lo vivo intensamente y sentiré dejar de gozarlo. Ser mujer y madre me parece genial. El embarazo y el parto fueron sentidos, mágicos, increíbles. Dilato rápido, desalojo rápido y me recupero rápido. Mañana quiero regalarte placer…lo haremos especial… si Amanda se fuera y nos hiciera el favor, alargaría el tiempo de comida en casa, comería rápido y nos acostaríamos juntos. Me gusta sentir ese tono apacible de tu voz fuerte, cuando me explicas lo que estás escribiendo; y la atención que pones al contarte yo mis cosas. Me gusta que me señales lo que hago bien y como puedo mejorar. Dime lo mucho que te excitan mi cuerpo y mi manera mimosa de hablar. Agonizo cuando describes los gestos lúbricos con los nombres obscenos mientras nos acariciamos desnudos. Nuestras camas distantes se convierten en una sola situada a mitad de camino.
Amado mío, iré a la terraza de nuestra casa en Salamina… Jugaré con el vello de tu pecho girando círculos en mi dedo, mientras apoyo la cabeza en tu hombro y me acaricias bajo el vestido azul turquesa que me regalaste. Nos diremos todos los secretos y los guardaremos juntos en un solo cofre. Te deseo. Te quiero. Y te tengo.
12:22
Claro que Luz y yo nos excitábamos; pero cada uno lo resolvía por su lado. Gozó y la oí gozar. Aprendida la lección no hubo más explicaciones. Confidencias, sí; todavía. Mi niña, mi querida niña, a lo largo de nuestras cartas hemos ido perfilando nuestro hogar. Un espacio de libertad donde podemos crecer y ser felices sin atenernos a reglas morales ni sociales. Eres esencialmente madre y esposa; y en ese espacio va a transcurrir tu vida. Ahí es donde interesa que seas feliz. Serás una buena madre, y yo te ayudaré si necesitas ayuda; acumulo experiencia didáctica. Te ayudaré a descubrir a tu marido que en méritos sobrepasas a todas. Joan debe saber que estás dispuesta a recibir, poco o mucho, lo que te entregue; pero que necesitas mucho y apenas recibes. Hay tres vertientes en las que se puede actuar: la sensualidad, la riqueza de tus experiencias y la facilidad para escribir y pintar. Hembra sensual y sexual, te diré que descubrí el sexo muy temprano, y empecé a practicarlo. Ahora me tienes caliente día y noche, despierto y dormido; y mi mujer no podría, aunque quisiera, con todo. Sexualidades tan pródigas, no hay compañeros normales que las sosieguen. Has de conseguir excitarle por vías indirectas y que sea él quien pida. Conseguirás que te valore escribiendo, pintando y publicando. Pero debes convencerte de lo que vales. Para que lo asumas has de verlo claro. Antes, te encontré escribiendo en borradores, entré en tu mensaje, te referías a mi mujer y empezabas una frase que me iba a gustar. Salí para que pudieras seguir, y cuando entré de nuevo, no estaba. Timidez?, Pudor? Deseo hablar contigo desde la cama sin prisas. Ya me las arreglaré para que La Maga deje el campo de operaciones libre mañana. Io sono un mago: lo farà.
15:36
Adolescència
Aquell estiu
durant les festes de la Verge
entràvem i entràvem
al
tren
de
la
bruixa
per a besar-nos.

En acabant agost
ens donaven molt riure
la bruixa, el fantasma,el mort
i fins la mateixa vida.

Ahí va, mi Pablo, el regalito poético recién acabado. Me preocupa el relato que mandamos al concurso. Ha sido seleccionado como finalista. Estancia en el hotel para dos personas. Joan no va a creer que lo he escrito yo. Todavía no!!! Me hice la tonta demasiado tiempo. Arréglalo, mi querido Pablo. Estoy muy caliente. Mi marido dice que cuando me ve tan excitada le doy miedo. Creo que lo dice en defensa propia, jejeje…No me considero demasiado exigente… dar placer y sentir placer… amar. Desde que hemos empezado a escribirnos voy caliente y húmeda, me pongo tanga… y cuando entra en mi ranura siento tu penetración. Penetrar quiere decir pene entrar, que graciosos los académicos!!! Me cuesta continuar la escritura porque los deseos están justo entre mis piernas…y debo calmarme. Conxita está ocupada y la mesa oculta mi vientre. Te siento al otro lado y noto tu entusiasmo. Empiezan mis movimientos y mi mano se despega del teclado para acariciarme, para ejercer esa presión que…mmm…Mis muslos te buscan… te quieren… mis bocas son tuyas…

7-De hoy en adelante sin mapas

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 16/03/10 9:10
Queridísimo Pablo, llegó el día tan esperado. FELICIDADES, mi amor, mi vida, mi hombre… Sesenta y un felices años, y sigues tan animado. Mi amor y el deseo que sientes por mí te ayudan, te reavivan cada día… Tengo otro regalo que te iré explicando poco a poco para que no crezca de golpe tu estremecimiento. Estamos en nuestra casa…la ventana nos muestra un mar agitado, pero solo tenemos ojos el uno para el otro. Te quiero, te deseo… Sensibilidad extrema en estos días del periodo, lo sabes… y sabes que hoy nos haremos felices si se da la ocasión. Piensa que nos recibe la cama amplia… El espejo del techo nos muestra abrazados. Recorro con mis dedos tu cara, tu barba, tu pecho firme, tu hombría…
Grazie tante per il poema, mi niña, lee en el borrador lo que aparece. Quien te interrumpe soy yo. Estoy escribiendo donde tú lo dejas. Te digo que puedo leerlo; me parece mágico que prolonguemos una línea entre los dos o terminemos la palabra empezada. Siento tu respiración, puedo tocarte…Mi querido Pablo, es cierto, escribe tú, te espero…Mi gacela en la sabana, me gusta el suave tacto de tu piel. Voy de un lado a otro recorriendo tus muslos, tus nalgas, subiendo a los pechos. Aún me intimidan, orgullosos y altivos. Mi mano izquierda descubre un sendero bajo el vestido y lo explora. No, mi mano derecha llega a tu virilidad… y la empuña…. Siento tu mano, cervatilla. Mi derecha goza en las colinas y va de una a la otra para no despertar celos en ninguna de las dos. No sé quién es más afortunada, si la izquierda entre los muslos o la derecha en los pechos. Se conceden tablas, y siguen con sus caricias llenas de entusiasmo. Agito tu excitación … y seguiré hasta un segundo antes de qeu te derrames. Hay humedad allí donde llega la izquierda, y una tibieza agradable.
Sí, la siento…continúa, sigue avanzando hacia los labios… son tímidos y se esconden a medias tras el triángulo del tanga… mis labios, voraces, devoran tu miembro viril… se lo tragan. Mi corza, tus pechos sonríen picaros, cómplices… Tiemblan, se agitan, ofrecen los pezones, se crecen, suplican a la mano derecha la continuidad que ellos necesitan. Los labios aceptan la exploración, pero solo permiten la entrada mínima. La mano negocia el ingreso de dos. Y se explica, el corazón es más largo y gusta al pasaje, pero el índice es más experto y gusta a Sensitivo. Sí, sí, mi semental, deciden por sí mismos… Pero no importa mi Estrella de Mar, porque… llegado el momento… entre espasmos enloquecedores alcanzamos el maravilloso estallido. Un millione di baci.
10:05
Perdona.. no puedo seguir el juego de escritura simultánea…mi cerebro puede explotar. Quiero que sepas más detalles del regalo…he dicho a Joan que hoy es dolorosa mi menstruación y voy a regresar a casa a media mañana. Podrás llamarme?
10:20
Así será, dolcissima Virginia, mi colegiala impúdica, porque Amanda, que se negaba a ir adonde nuestro hijo por no dejarme solo, está a punto de salir. La he convencido haciéndola ver que hoy es un día cualquiera. El sábado llegarán los hijos, también Raúl, y los amigos; con ellos celebraremos su cumpleaños, el mío y el añadido del día del padre. Te llamaré en cuanto se vaya. No regresará hasta la una, para comer juntos. He leído las bases del cuento presentado, y además del premio editarán un opúsculo con los cuentos seleccionados, Pienso que sería necesario retirarlo del concurso aprovechando que aún no ha sido fallado. Bastará con decirlo en un email que contenga los datos de la obra. Te he dejado en hotmail la dirección y el archivo. Si estás de acuerdo envíalos. Siento un poco de pena.
10:25
Hablaremos desde la cama. Mi macho erguido, la prueba de fuego será con fuego real, y lo haremos sublime… tierno, erótico, sensual… tus manos en mis pechos sin marcas de sol. Tu lengua y tus dientes en mis pezones rosados, elegantes y extremadamente sensibles. El derecho tiene la pequeña cicatriz de cuando me extirparon un lunar. Son capaces de hacerme gozar solo con caricias o presiones. Buscan tu lengua dura, tu glande rosado y brillante. Te pido que me muerdas apretando un poquito los dientes…me gusta el mordisqueo y nos fundimos en un beso suave y largo. Lo cortas, te separo, porque notamos subir la sacudida. Es un instante de pausa, vamos el uno contra el otro… como si se tratase de un baile, nuestros cuerpos se rozan, se presionan. Me necesita Áurea, te dejo, continúo desde casa. Puedes llamarme a las 10:45
10:48
Llevo el vestido azul mojado de deseo en la parte que cubre por detrás la unión de los muslos… Tu excitación…me gusta notarla potente cerca de mi pubis… mi manos bajan por tu pecho, acarician el torso y se apoderan de tu tallo duro, juegan a acariciarlo y mi boca se acerca para que la lengua repase cada poro, siento latir el corazón en los latidos de Sembrador y noto el maná caliente en mi boca llegado directamente del cielo…
Llegó el momento, el teléfono suena… mi amor, eres tú.
16:15
Il nostro amore non è fugace, non è mortale. Dos horas y cuarto en el Paraíso mi niña querida. Dos horas y cuarto y nos vino justo. Amanda llegó cuando debía, ni un momento antes. Oírte orinar y sentir correr el agua del bidet al lavarte, me produjo una impensable sensación de cercanía. Luego nos soltarnos. Me siento tan completo, tan dichoso, que no puedo parar de reír. Llevé a Amanda al restaurante, y mi dicha la hizo feliz.
16:40
Eres la mejor persona que he conocido… Tenías, teníamos unas ganas enormes de poseernos…y quisiste qeu habláramos y te contara mis cosas. Cuánto me gustó el detalle!!!. Te dije durante casi tres cuartos de horas. Me dejaste expresar… y es que lo necesitaba… me vacié y me sentí muy llena. Llegaron tus palabras de amor en un susurro. Eran plumas ligeras, dagas, llamas. Me esponjaron, abriéndome y tensándome. Eres el mejor amante del que tengo noticia. Guiabas mi mano llevando mi cerebro, y mi mano era tuya… y era la foto de tu espada de carne, y era el brillo rosado del glande lo que inundaba mi boca… Grité mi deseo imparable antes de cada estallido cuando la tensión me arqueaba, y me morí tres o cuatro veces musitando tu nombre: Pablo!!! Me esperaste, no llegaste al goce máximo hasta que hube llegado dos veces, y volviste a gozar conmigo cuando, tercera o cuarta vez, me faltaron las fuerzas adormecidas por el placer.

De: VirginiaLibre A VirginiaLibre17/03/10 8:46
De cada uno según su capacidad, a cada uno según su necesidad. La igualdad muchas veces es injusta. Partiendo de ese lema reflexiono sobre nuestra situación y elaboro una teoría. Excepto cuando estoy con los nietos, tengo más tiempo que tú y más libertad para escribir o hablar. Así que debo supeditarme a ti. Quieres mucho a tu marido, estás enamorada de él y él no te valora, desatendiendo tus necesidades emocionales y físicas. Corregir esa carencia será parte de mi tarea. Pero tienes que ayudarme. No debes agarrarte a mí con tanta fuerza. Y una última premisa, tienes facultades que no desarrollas del todo. Posees la gran riqueza de las experiencias vitales y una facilidad poco común para la redacción y la pintura. Procurar que lo admitas y lo desarrolles será, también, tarea mía. En las cuatro realidades unidas, esta la base de nuestra estrategia. Pero tómalo en serio, yo estoy de paso. Te preguntas la razón de Joan para tratarte como te trata. Y ese puede ser el quid de la cuestión. Los machos, por lo general, somos emocionalmente primitivos. Para los más, la hembra es un punto de referencia. Son superiores si la hembra es inferior. Tienen que ganarla en sueldo, en inteligencia, en deseo sexual, en fuerza y en todo. Una hembra que destaque en algún aspecto sobre el macho, lo humilla. Parecía superado, cosa de otro siglo, pero está ahí. Es un asunto emocional y ninguno lo confiesa. En el fondo es falta de confianza, miedo a la mujer. Si le aventaja en el aspecto sexual, lo castra, no le deja expresarse. Si ella tiene ganas a diario como es tu caso, no lo entiende; y antes de pensar que él no la satisface, piensa que ella está enferma. Además, león en la sabana, tiene instinto conquistador, toma lo que quiere y cuando quiere. Es una pena que apenas quiera. No puede aceptar que una hembra se ofrezca, que intente provocarlo. No valdría de nada explicarle tu punto de vista y hacerle ver que tiene una joya en tu sexualidad. Podría ser contraproducente. Por eso te recomiendo esta táctica: no ofrecerte tú. Cuando te busque, ponle algún inconveniente; sin exagerar, que no se vaya dejándote el horno encendido. Lo anterior vale de manera genérica; para conocer al individuo concreto puedes analizar a la madre. Ella lo educó. Y al padre. El padre vive con la madre y ha establecido el estatus quo que le permite convivir. Lo digo porque en ti el sexo es apremiante, pero tú, junto al sexo necesitas ternura, estima, cariño. Y verás si entre los padres se produce. Bueno, es solo una pincelada. Pero tenlo en cuenta.
10:05
Me falta tiempo; eso, Pablo, es verdad. No creo qeu pinte bien. Pero si tú, que eres un artista global… lo dices… tendré que creerte. En el instituto una profesora me dijo que tenía algo especial, intuición y destreza. Me compré carboncillo y pasteles para pintar en mis momentos “tiernos”. Dibujé Menorca y Cala Blanca: muchos atardeceres preciosos. Dedicaba a mis novios esquemas de algún encuentro. Dibujaba la habitación donde dormía,…. pero son dibujos a trazos sueltos que guardo sin más. En los primeros años de la uni, un compañero aficionado al jazz encontraba swing en las láminas donde yo mezclaba pigmentos vegetales y minerales; pero supuse que pretendía desbancar a Joan, que no las daba importancia. Estoy de acuerdo contigo en el diagnóstico y me convence el plan… espero que juntos podamos seguirlo. El exceso sexual, tuyo y mío, puede darnos mucho placer y servir a la estrategia; no lo voy a olvidar. Ayer en el trabajo imprimí el borrador de tu último libro, portada incluida. Hoy empezaré a leerlo. Puedo entrar en nuestra casa pero a ratos. Noto tu presencia, tu aroma. Quiero reír contigo. Tomemos un te juntos y charlemos. El sol sigue brillando con fuerza. Debo conseguir nuevos clientes para la Agencia o Joan tendrá razón. Tu precoz descubrimiento de la sexualidad me ha hecho pensar. Yo no recuerdo la edad pero fue temprana. No puedo pasar 2 días sin mi buena dosis de placer. En Sumum, cuando era redactora y esclava de mi responsabilidad… casi no tenía tiempo de pensar en sexo…pero había una hora…esa hora mágica tras la comida, en que me iba al baño a disfrutar a puerta cerrada y en silencio. Ahora lo sabes tú y…mi amiga Carme… que es parecida a mí y con la que compartía intimidades. Con anteriores parejas …casi siempre me ha pasado lo mismo…. supongo que doy miedo, alguno lo ha confesado. Te pongo el enlace de Viatge a Itaca, interpretación que hace Lluis Llach sobre el poema de Kavafis. Daré doblemente en el clavo, acertaré plenamente. Te sigo queriendo… y tú a mí?
12:11
Por partida triple, mi niña. Kavafis, Ítaca y Lluis Llach. Llach, era, acaso, el más grande. Me emocionas. Fui a muchos conciertos clandestinos de otros cantautores menos importantes. En Valls nos sacaron a golpes del salón de una casa, éramos veintitantos apretados. En Lleida, de un local junto a la Seo. Jamás pude llorar, nunca tuve lágrimas. En la boda de mi hijo, lloré al leer ante los invitados la carta que escribí. Lloramos casi todos. Hoy tengo las lágrimas bañando las pupilas. Mi sensibilidad se está haciendo algo femenina. Y me alegro. Sabes cómo calentarme y emocionarme. Conoces todos mis resortes. Esta noche soñaré la maravilla espacial de tus pechos planetarios. Esta noche viviré tus poemas de amor indisoluble. Esta noche nos rendiremos a las seis de la mañana.
17:31
Emocionarte… me gusta emocionarte y que me lo digas…Esta noche sueña con mis senos que yo soñaré con tu boca y tu cetro, tus lágrimas y tu alma; esa alma que dices no tener. Sueña mi poema de entrega, el que te declamé con voz de niña mimosa y te conmovió. Sueña que estoy contigo. Déjame beber tus lágrimas saladas, el mar de tu pecho abierto, sangre de tu corazón sensible. Deseo que estemos juntos hasta las 6, para sentir los límites más alejados, y compartir contigo la claridad del alba. Quiero que me expliques tus aventuras, tus conciertos, quiero que me quieras… y quiero quererte esta noche… y muchas noches más. Lloraré mientras nos besamos, lloraré en un abrazo… de felicidad, de dicha, en un día, en una noche, la primera de tu nuevo año. Me interrumpe el teléfono… y ansío más estar contigo. Música de fondo tuya y mía, cánticos…el tiempo nocturno, el rumor del mar, nuestros latidos, nuestras manos… y la entrega emocionada. Rozo la palma de mi mano con la tuya y el sentimiento florece luminoso. Me entrego en el mejor de los besos, el más fresco e intenso. Mis montes y mis valles te llaman. Nuestras miradas se dicen amor a escondidas. Oye el eco de su voz. Me rompo por dentro. Ven rápido, te espero rota para que me arregles cuando entres.
18:15
Mi cervatilla en celo: El día se desarrollaba tranquilo. Mi advertencia sobre tus excesos verbales iba haciendo efecto. Y de pronto se te ocurre ponerte romántica, te traes a Lluis LLac, me llegas a las emociones, se desencadenan, te haces caramelo, te muerdo, me gusta, me olvido de que soy diabético y ya sabes lo que pasa. Empecé a escribir poemas a los diez años acaso; no sé exactamente, pero muy pronto. Había en casa un libro titulado “Las mil mejores poesías de la lengua española” y entré en él para quedarme. Pude recitarlo entero de memoria. El día dos de marzo inauguramos esta casa. Imaginaba las ventajas, pero no encontraba inconvenientes. Y el inconveniente es la locura. Nos vamos a volver locos. Apasionante. Único. Pero peligroso. Tú no has podido controlarte. Yo tampoco. Confiaba en tu cabeza, en tu sensatez. Y no es solo erotismo. Hoy está presente porque siempre está. Pero hay poesía, ternura, cariño, entrega. Todo lo que hemos buscado a lo largo de la vida sin saberlo. Y yo tengo sesenta y un años. No sé lo que piensas, si es que puedes pensar. ¿Qué hacemos ahora?
19:39
Ya estoy en casa. Pienso en tus palabras. En esa locura, en esa entrega que me hace sentir bien cuando estoy en ella, porque soy quien quiero ser, te amo y sé qeu me correspondes. Es mi libertad, mi sueño, tiempo romántico y sincero, veo todo lo que soy capaz de dar. Contrasta con la realidad de mi casa, de mi marido. Con su frialdad, su ciega indiferencia. Lloro de impotencia ante ella y me preguntas ¿a dónde vamos? Por un momento ha vuelto a pasar por mi cabeza un encuentro real, pero dices que complicaría más las cosas, no lo sé. He intentado escribir en el trabajo. Me enfrentaba sola a la hoja en blanco. Empecé. El tiempo me abraza, y su abrazo me ahoga. Los pensamientos inundan mi cabeza. Inclinada sobre la mesa como una jarra de vino, voy llenando la copa. El papel se cubre de grafías: líneas onduladas de las eses, rectitud de las eles y redondeces de las emes. Oasis en la jornada laboral. El papel es mi confesor, el hombro del amigo. Me enfrento a la pereza: luchamos, nos zarandeamos, y mi voluntad vence. Me saludan algunas líneas iniciadas otro día, las releo, estoy a gusto con ellas y siento placer. Me ayuda saber que me leerás. Escribo en tu lengua, que también es una de las mías, y me siento satisfecha. Eso logré escribir. Eres mi puntal, y vivo ansiosa de vida, una vida que antes de tenerte no veía. No puedo pensar demasiado. Me das lo que tienes… y quieres que lo coja sin obligaciones. Estaré un ratito sola. Mi marido ha ido a visitar a sus padres con los niños. Estoy planchando y preparando la cena. Continuaré haciendo de ama de casa… me gusta, disfruto. Hasta planchando estoy bien. Quieres que contrate a una señora para esas tareas… sacaremos el dinero del jarrón de las apuestas. Quieres que lo pague diciendo a Joan que es de mi cuenta personal. Quieres que en ese tiempo escriba contando mi niñez. Quieres, quieres… me siento tan querida… Mañana presentamos campaña para un concurso.
23:54
Seguir así, de acuerdo; pero con sensatez, porque me olvido de cosas importantes. Ayer, por teléfono, en la cama, disfruté de tu cuerpo y de tu alma; disfruté como nunca antes y me derramé dos veces en tu interior. Todo era real; y la sensación, sublime. Podemos liberar nuestro amor; y ahora que has recorrido todo el camino, ya no temo tus excesos verbales. La llamada de Joan al fijo durante nuestra sobrecama, no tendrá consecuencias; telefónica no registra las llamadas entrantes. Medio dormida, perezosa, mimosa, pasaste de hablar conmigo a hablar con él. Oí lo rápido que te metiste en el papel de esposa seria que ha ido a casa a medio día aquejada de dolores menstruales. Pero esto tiene que acercarte a tu marido, no separarte. No hagas comparaciones, son falsas porque parten de premisas equivocadas. Tal como está planteada tu vida, lo único que has de hacer es mejorar el entorno, hacerlo como pretendes que sea. La estrategia tiene dos partes, la primera está en marcha. Que pida lo que quiera, pero que pida. Tú concederás. Estamos en eso. La segunda llena la carpeta Memorias de V. Había que prepararte, y ya estás preparada. Somos unos locos, te digo; y dices: bendita locura. Pessoa escribió: Amanhã é dos loucos de hoje. El mañana será nuestro si manejamos bien el presente, si consigues que Joan te valore y te trate como la esposa entregada que eres.

A: VirginiaLibre De: VirginiaLibre 18/03/10 9:53
Estoy en la oficina al lado de Conxita y Áurea. Joan entrará más tarde, ha ido a llevar el coche al taller. Forzaron la puerta del garaje y rompieron la ventanilla del acompañante a 20 coches…¿Te olvidas de cosas importantes? A veces se me olvida que estoy en el trabajo, tengo a mis compañeras un poco abandonadas porque apenas superviso su faena.. jejeje. Parece que delego y están muy contentas. Ya está todo listo para la presentación…una revisión última y nos vamos. Luego te cuento. No nos obsesionemos dices… aunque desde el trabajo te llamo y hablamos una hora…aunque entro en el correo varias veces… hasta encontrar tu mensaje. Estuviste conmigo en la cama el día de tu cumple. Disfrutamos de nuestros cuerpos, tu cetro, mi ídolo, estuvo en mi interior y se derramó dos veces; yo me morí con esa muerte pequeña en tres o cuatro ocasiones…lo leo, sonrío y cierro los ojos al sentirte en mí. Lo imaginaré a solas ahora y compartiré contigo mi excitación. Mi fiebre no se calma… Ayer… radiografía de Ricard, olvidé llamarlo después de hacérsela… sufre rotura de radio. Tiene para 15 días.
11:22
Querida, te envío aquel relato que corregiste al principio;
no lo utilicé nunca. Si la idea te parece bien, lo rehaces a tu modo y cambias el título. Si necesitas pasarlo a castellano te será fácil. Puedes presentarlo a algún concurso de microrelatos. Si quieres busco alguno abierto. Lo importante es que tu marido te vea en esa actividad, mientras avanzas en las memorias. Tienes que preservar la intimidad de Ricard en el ordenador. Asegúrate de que está convencido de compartirlo. No fuerces nada. Es grave la lesión? Cómo se lo ha tomado?
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la tua bocca fresca.
16:43
Gracias por tu relato. Llegué hace unos minutos al trabajo. Hemos presentado la campaña…el anunciante es local, un conjunto de hotel, restaurante y sala de fiestas. Ya te dije por teléfono que éramos tres agencias, dos de Palma y nosotros desde Barcelona con servicio aquí. No estoy segura de conseguir la cuenta, se conocen todos y puede haber compromiso. Áurea me acompañaba para ocuparse del ordenador y de las piezas sobre cartoncillo. Del comentario del powerpoint y responder a las preguntas me ocupé yo. Comimos con el cliente en su restaurante del paseo Marítimo. Áurea se sentía desplazada. En todo momento tuve a Andreu, el director comercial del cliente, pendiente de mí. Quisimos pagar pero no lo permitió; y con la excusa de mostrarme el conjunto quiso llevarme a la sala de fiesta, donde también se puede cenar. No supe rechazarlo, pero le salió mal la jugada, seremos cuatro, asistirán mi marido y su esposa. Ricard está preocupado porque el miércoles se va de convivencias. Tiene algún partido de baloncesto que no podrá jugar… y eso le fastidia. Hoy le ponen el yeso, su padre estará con él. Referente al ordenador… Es un chico bastante generoso… Estoy leyendo tu libro… esta noche espero avanzar. He visto la referencia que haces de mí sin nombrarme… ese guiño de la página 118 me ha gustado. Me agrada hablar contigo desde el trabajo. La tarea es variada y no necesita demasiada concentración, sabes que soy incansable y rápida, por eso puedo hablar y sacar todo adelante. Me siento tan bien contándote mis preocupaciones y lo que me alegra…Te pido consejo para todo, y además te hago caso porque tienes razón. Estoy pensando en las conversaciones en casa, desde la cama. Me da miedo…pero mi marido no llamará pensando que no hay nadie… y no es normal que regrese antes de tiempo. Ya me dirás lo que se te ocurre. Me pregunto si me amarías si yo no te amara. Me duele la cabeza…..con un dolor muy fuerte. Envíame unos mimos
17:03
El verdadero amor, es tan fuerte, que no necesita ser correspondido. Relájate mi niña, piensa en los Alpes nevados. La nieve ha sido copiosa este invierno. Están cubiertos los valles hondos y las cumbres elevadas. Vuela hacia Siberia: hay un manto blanco enorme de profundidad considerable. No tienes que caminar. Aprendiste a volar de pequeña y no te acuerdas. Pero sabes. Vuelas despacio, bajito, tres metros por encima de los obstáculos. Curiosa como eres, en tu mirada registras todo: la gente atareada y los niños que juegan. Vuelas y vuelas sin cansarte, asciendes y asciendes alcanzando el Himalaya, donde viven los dioses que reciben del frío la eterna juventud. Allí nacen los ríos más largos del mundo. Entras en un monasterio, es el llamado Galugpa de Likir. Hay muchos monjes, pero te fijas en uno que sonríe enigmático, se llama Pablo y ha cumplido sesenta y un años. Habláis lenguas distintas pero os entendéis a la perfección. Te dice que es feliz desde hace dos semanas, porque conoció a una mujer que se parece a ti, una mujer que entiende todas las lenguas y sabe volar. Te lleva a su lecho de tablas y te invita a acostarte. Sus manos son suaves y los dedos conocen el arte milenario de la dígito puntura. Comienza un masaje que consigue lo que nadie ha conseguido. Extraer el espíritu del cuerpo y resolver tus contradicciones. Va diciendo esos salmos que te suenan a arrullos de palomas, a nanas de madre: una madre cariñosa de ojos azules: tu madre. Transcurren unos minutos que te parecen años, y el cuerpo y el espíritu, que han resuelto sus problemas por separado, vuelven a unirse en la mayor armonía. Vuelas en viaje de regreso algo más rápida, pero fijándote en todo: en los animales de la tundra y de la sabana, en las gentes del trópico y en las del sur de Europa. Llegas a Palma, entras en el lugar de trabajo, te sientas ante el ordenador, las compañeras no han notado tu ausencia, pero a ti se te ha pasado el dolor de cabeza.
18:25
Querido Pablo…jejeje, increíble, la sonrisa y la risa se me han escapado mientras leía tu cuento. He recibido tus mimos como el agua fresca en verano. Me transformo en sensibilidad y ternura con solo oírte, con leerte, con tenerte. He ido rápido con el trabajo, para entrar en nuestro refugio. Desnuda usaré la bañera… agua y sales has preparado para relajarme…quiero gustarte cuando me ofrezca a Ti. Mi olor será el de las flores silvestres…y sal marina. Aún fresco el barniz sobre el óleo, he puesto tu retrato en nuestro salón. Ha quedado perfecto. Pintaré uno mío y lo pondremos al lado del tuyo. Marcos iguales, tonos suaves y pinceladas resueltas. Los veremos desde el sofá de piel de ternera cuando hablemos de futuro. Ven pronto…soy tu cervatilla en celo, tu mujer madura, la esposa que te desea. A Ricard le han puesto un vendaje y hasta dentro de 15 días no debe volver. Has de saber lo que pienso en política y religión. Voto izquierdas porque me considero progresista, y soy partidaria de la independencia en todos los niveles de la organización social. Creo en un Dios creador del universo, algo torpe es cierto, porque pienso que el mundo está mal hecho y no parece mejorar. Algunos días solo creo en Ti. Trato de ser solidaria con las personas y ecologista con el planeta, pero muchas veces no lo soy. Los actos continuados han de ser posibles sin deterioro. Quiero a mi familia y a mis amigos, a mi barrio de Palma, a Ciutadella donde nací y a Cala Blanca… a Catalunya, a Baleares y al Mundo. Defiendo el recuerdo de mi madre y de mi abuela, defiendo tu presencia a mi lado, y Te quiero y te defiendo a Ti, ese monje tibetano que me susurra colegiala impúdica y cervatilla en celo mientras nos amamos. Barba blanca y vello abundante, con tu cabeza en mi regazo me gustaría acariciarte suavemente y besarte con dulzura. Humedecería mis labios para que notaras mi amor, porque imagino mi amor por Ti, cálido y húmedo, quizá porque así está mi intimidad contigo. Empiezan a oírse las voces de Ella Fitzgerald y de Lluis Llach. Los acompañamos cantando… son estrofas que los dos sabemos. La luz de la sala no viene de ningún lado y sube y baja a voluntad. Tus manos, los dedos de tus manos que han recorrido mi anatomía… buscan mis labios, se pasean por ellos, provocando cosquillas. En cada rincón de nuestro hogar, a cada hora somos capaces de crear un ambiente de deseo, de paz, de amor… de esos que siempre hemos buscado y alguna vez nos ha parecido encontrar. Ámame de nuevo, ámame con el movimiento de las olas, enérgico y decidido al penetrar en mí… y reacio al retirarte. Susúrrame gacela en la sabana y potra de bella grupa que quiere ser montada, dulce pájaro de juventud, nubecilla empujada por el viento. Cierra con tus labios mis párpados y duerme mi sueño conmigo…Te… quiero….demasiado???
18:41
Mi querida niña, me levanto a las seis de la mañana y me acuesto pasada la media noche. A esas horas tardías suelo hacer recuento y arqueo. Necesito saber si el día ha ido en la dirección marcada o se ha desviado. Ayer estabas triste y preguntabas la razón. El monje tibetano lo supo nada más verte. Y te quiso ayudar porque desde ama a una mujer que se te acerca mucho, una mujer que entiende todas las lenguas porque es inteligente, una mujer a la que ha descubierto que tiene alas y sabe volar. El monje tibetano era yo en mi faceta de monje tibetano. Y el monje tibetano, conocedor de una cultura milenaria, dice: Nada se ha hecho en este mundo sin pasión. La pasión ha de ponerse al servicio de un objetivo, de un proyecto; de otro modo muere. Eres cuerpo y mente. Tu cuerpo y tu mente deben vivir en armonía. El monje Pablo los separó, los armonizó y luego volvió a unirlos, ¿recuerdas? En ti, cuerpo y mente se disocian con facilidad. Ayer estaban separados. Tu cuerpo tiene un proyecto y trata de ponerlo en práctica con todas sus fuerzas. El proyecto de tu mente es muy otro. Y luego vengo yo y te digo: Vive, ama, lee, pinta y escribe. Si lo haces tu marido te verá arriba y subirá hasta ti. Yo soy un medio, no el fin. Estaré contigo mientras te sea útil. Somos amantes, no podemos ser otra cosa. Somos una pareja asimétrica que solo tiene sentido si sirve para reforzar nuestra autoestima y proporcionarnos impulso. Tú me estimulas, me das ilusión, empuje y vida: Tú eres mi cervatilla en celo, y eso corresponde al cuerpo, a la sexualidad que tanta importancia tiene para nosotros; pero también quiero que seas mi adorada mujer madura, la que aporte sensatez a mi locura ilusionada. No se puede seguir ignorando la realidad, hay que hacer algo. No te adaptes a la situación, porque te sentirás triste, te dolerá la cabeza y pensarás que la tristeza nace del dolor. Yo quiero a una mujer que entiende todas las lenguas porque es inteligente, yo quiero a una mujer que ha visto sus alas y se lanza a volar. Yo quiero a una mujer que ama a su marido, y va a ser amada, muy amada, por él. Mille/ baci/ per te.
19:10
Y no quieres a una mujer marina, verde, azul y blanca, que eleve su marea nada más oírte, al leerte o pensando en Ti??? Hoy, sin tocarme, imaginándote, he subido al cielo. Luego con una presión mínima por encima del pantalón logré una segunda ascensión. La foto de cuerpo entero, desnudo, me ha gustado… y mucho…Está en íntimas con Príapo , el señor Glande solo, la bolsa seminal, la lengua, mis pechos y el pubis. Sé que estás dentro, leyéndome. Me aparto para que escribas…
Mi niña, siempre he deseado una mujer como tú: terrena, marina, celeste. Me he puesto duro al imaginarte abierta. Quiero que me ablandes y me endurezcas de nuevo. Eres fabulosa: sin tocarte, solo con el pensamiento. Gran parte del placer que recibo viene del placer que doy, de verlo en la cara, de notarlo en la agitación. No quiero excitarte cuando no puedes complacerte. Pronto llegaré a gozar sin tocarme, como tú, pensando en Escila y su compañero algo menor, Caribdis; en Sensitivo, en Portaceli y Portainferno. Los bautizaremos con una concha de ostra colmada de nuestros fluidos.
Me apunto a mi bautizo y al tuyo… yo regaré al señor Glande con mis jugos, y a tu cetro entero, el Sembrador. Estoy mojada nuevamente y muy, muy excitada… ahora no puedo gozar…
goza por mí….te deseo… me repites qeu no ocurrirá …pero me gustaría amarte en la realidad… y así podrías ver mis piernas rozándose, húmeda… muy húmeda esperando tus dedos y deseando tu lengua…Debo dejarte…me voy a casa, piensa en mí…Te quiero mucho…muchísimo.

8-Tenemos un objetivo impreciso

De VirginiaLibre A VirginiaLibre 19/03/10 7:46
Hoy me llamarán los hijos para felicitarme por haberlos ayudado a ser como son. Su madre y yo los llevamos de la mano, pero ellos aprendieron a andar. Al darte el beso de buenos días, quiero decirte que en los textos que escribes veo avance, progreso. Perfilas un estilo ágil y fresco que irás reforzando. Quieres utilizar la tercera persona para que no te atribuyan la acción. Creo que puede hacerse sin pérdida. La primera persona aporta más implicación personal, más inmediatez, más espontaneidad; y por tanto más atractivo. Puedes pasarlo a tercera persona en una segunda revisión. De acuerdo, escribir en casa como te proponía, resulta dificultoso: te falta tiempo y no puedes concentrarte. Escribes en la oficina al terminar la tarea. Después de cenar, lees. Me parece de perlas. Apenas cuento cosas mías; y las vivencias de uno y otro pueden estimular más recuerdos. A modo de brainstorming. Mi nieta dice: “Ya sé, el padre de mi padre es el abuelo, y su padre era mi bisabuelo; y así hasta el primer padre. Pero quién era el padre del primer padre?” Increíble, con cinco años. Y la estamos estropeando. Sus padres le cuentan el relato mosaico del Génesis: Dios creador del Universo, del primer hombre y de la primera mujer. Y yo le explico que la vida nació en el agua cuando se dieron las condiciones ambientales precisas. Le hablo de la evolución de las especies, de los saurios, de los primates, de los homínidos, del Neardental y el Homo sapiens. Yo la pido que piense; y los padres, que tenga fe. La fe y la razón ya luchan en ella. Lentejas al modo de tu madre y cordero asado el domingo: me gustaría compartirlo con vosotros: pasar un día entero siendo uno más de la familia, el asesor de la madre y esposa en asuntos varios, un orientador familiar.
Io bacio il sorriso
dalle tue labbra umide.
9:28
Pablo, el día 2 de abril es nuestro primer mesversario. Quieres que comamos juntos en nuestra casa? Siento una curiosidad reincidente. Cuando amas a tu esposa, disfruta mucho? Le das mucho placer? Más que a mí?… me gusta cuando dices que piensas en mí estando con ella. Ya sé que es mentira, pero me gusta oírtelo. Ahí va otra foto de mi primera comunión, esta de grupo, con mi madre y mis hermanos, Por suerte mi padre no estaba, así no hizo falta cortarlo. Ese paisaje es Cala Blanca. Mañana, sábado, será la cena con Andreu y su esposa. Joan no está nada animado. Ya te explicaré….
10:31
Di de mi parte a Joan: “Si no llevas ánimo a los sitios, los sitios pueden ser tristes. Tu mirada rebota en las cosas; no son las cosas las que recibes, es tu mirada reflejada en las cosas”. En la foto de primera comunión encuentro esa ingenuidad, ese candor del que te hablo. Lo traes de la niñez, no lo pierdas. Tus hermanos y tú, qué distintos! Júlia no se parece a ti, ni a Joaquim. Tienes razón, no había notado la falta de tu padre. Hoy te escribí un cuento, y lo dejo para que utilices la imaginación y busques más allá de la primera idea. Lo titulo “El sueño de mi vida”, y dice que siendo yo novicio de no sé que congregación, cuando había cumplido los diecisiete y la belleza femenina ocupaba mis pensamientos día y noche; durante las vacaciones te veía llegar al carrer Avinyó con la cesta del colmado. Debías andar por los trece y estabas bien desarrollada. Me enamoré insensatamente de ti, pero tu gesto de mujer que está de vuelta de todo frenó mis arranques. Lo que habías vivido, mi niña, con trece. Era yo un misionero en África –quise serlo y te lo contaré algún día- misionero en el área de los Grandes Lagos. A punto de cumplir los treinta y cinco, volví a Barcelona para curar unas fiebres que ningún médico sabía tratar. Fiel a los votos de castidad, no había probado mujer. En el aeropuerto de El Prat quiso la casualidad que despidieras a tu marido en viaje de trabajo. Verte, reconocerte y reverdecer mis recuerdos fue todo uno. Lo que no habían conseguido las nativas, lo lograste tú: te deseé al momento. El relato pertenece a un sueño y los sueños apartan los inconvenientes más sólidos. Una salita donde la tripulación de los aviones descansa entre vuelos, nos abrió su puerta cerrándola de nuevo con siete llaves. Allí me desnudé, y tú, casi. Pudorosa, te quedaste en ropa interior; una ropa interior de un blanco impoluto. Mi boca ávida mordía los pezones por encima del sujetador, trasladándose de uno a otro con gula y lujuria, mientras la mano buscaba entre tus piernas la rosada herida inguinal y el oscuro cráter. Mi deseo trataba de satisfacer un hambre de años en un solo momento; pero, pensando en ti, me contuve. En un perfecto 69 te llevé adonde siempre había deseado. Los pétalos de tu flor estaban al alcance de mi lengua; Príapo, el Sembrador, penetró en tu boca con la suavidad que los labios permitían. Húmedas las bragas, dejaban a mi lengua introducirse y alcanzar a Sensitivo. Durante un buen rato se empleó a fondo en la caricia íntima; y cuando un fogonazo tras otro se liberaron tus líquidos ardientes, los bebió mi boca con un placer extremo. Tus labios, trabajadores a tiempo completo sobre mi regla de medir túneles, se abrieron para recibir una ración bien cumplida de savia, acopio de los años de ayuno. Tras un descanso de veinte o veinticinco segundos, hicimos el amor al modo tradicional de los copuladores más avezados, hasta que forzaron la puerta de la habitación. Nos vistieron con los uniformes del armario y nos llevaron a un avión a punto de despegar hacia Salvador de Bahía, donde tú serías la sobrecargo y yo el piloto; o viceversa.
Mi niña, mi querida niña, menos mal que ese vuelo lo había hecho en sueños escapándome contigo cien veces.
12:15
Me encanta salir en un cuento. En el que escribo estos días, el protagonista eres tú. Te relato cosas mías en una especie de carta salpicada de amor. Te explico lo bien que me encuentro en la torre de Sant Elm, las complicadas relaciones con mis suegros, la estancada personalidad de Joan. Sant Elm, en Andratx, lo compraron los padres antes de casarme con su hijo. Quise que lo pagáramos nosotros y figurara a nuestro nombre. Yo ganaba tres veces más que Joan; así que la mayor parte es mío…pero no lo reconocen. Su madre, Empar, vino de Valencia en vacaciones; Marc, el padre, es de Palma. Se conocieron, se gustaron, y tras dos años de novios se casaron…poco más sé. Empar nació en el pueblecito de El Palmar junto a la Albufera, al que seguimos yendo en vacaciones con los niños. Mi suegro es buena persona, y nos tratamos bien. Empar es de otra clase… vive para su único hijo y yo se lo arrebaté. No tener hermanos imprime carácter, tanto en la madre como en el hijo. Para qué seguir, te envío el relato y lo lees… luego me dices.
Estimado poeta: Anoche coincidimos en la de cena anual de “Poesía y Vida”, aunque en mesas alejadas. Pude verlo, y a punto estuve de acercarme a usted y felicitarlo por sus “Poemas Rotos”, canto a la rebeldía y llamada a la solidaridad entre los pueblos y las personas, al margen de los dirigentes y de los intelectuales organizados en casta. Esta carta pretende expresarle la admiración que siento por su obra, cosa que sucede desde que leí en internet algunos de los poemas puestos a disposición de quien desee leerlos. Luego, buscándolos, hallé otros, también generosamente ofrecidos.
15:20
Mi niña, mi querida niña, me dejas maravillado. Este es el comienzo de tu cuento, quiero que lo leas desde fuera y te guste lo que has conseguido. Está muy bien, de verdad. Te diriges a mí con cierta veneración, pero el resto de la historia se desarrolla entre iguales. El argumento es sencillo: tu carta me llama y yo voy. Me seduces y respondo. Confías en mí, me cuentas tus cosas, tu vida diaria, y me pides consejo. Luego pretendes ataduras a las que no puedo llegar y nos separamos. Entiendo el mensaje. Mi cervatilla en celo, sabes que el amor es del todo emocional, producto de reacciones químicas y descargas eléctricas. Cuando eso se olvida, y se racionaliza, el amor no responde y las relaciones se complican. Racionalizarlo es buscar la simetría o la igualdad. Yo doy por valor de cuatro, y debo recibir por valor de cuatro. No se trata de eso; se trata, como ya te dije, de mantener el equilibrio entre la capacidad de dar y la necesidad de recibir. Yo soy más inclinado a dar, y tú más inclinada a recibir. Somos complementarios si no racionalizamos el amor. El sexo obedece a una necesidad instintiva, física; como el hambre o la sed. El amor pertenece al mundo de las emociones. No son la misma cosa, pero, sabiéndolo, se integran bien y se potencian. El deseo, que tantas veces se confunde con el amor, es un híbrido entre lo instintivo y lo hormonal. En muchas ocasiones se hace nexo de unión entre el amor y el sexo. Es el encargado de personalizar la necesidad abstracta del sexo. No obedece solo a cuestiones puramente físicas, atiende también a la parte intelectual. Y lo más importante, el orgasmo no es todo el placer. En la mujer es la culminación de cada una de las oleadas de placer. Con tu marido olvídate del orgasmo; es la meta y vendrá como consecuencia del camino recorrido. Disfruta desde la primera caricia. El placer, todo el placer, es el objetivo; el orgasmo llegará con Joan sin que te obsesione su búsqueda. Llegará si no te obsesiona. Conmigo es distinto: te dejas llevar y llegas. Tienes dos dioses: el marido y el orgasmo. Influyen el uno en el otro. El enorme deseo que te provoca tu marido, tendría que adelantar el goce y podrías llegar al clímax antes que él. Non insegui, amore mio, quello che ti cerca; aspetti il suo arrivo.
16:11
Pablo querido, de verdad es italiano lo que me escribes?… a mí me suena a la lengua que hablan en el cielo los ángeles. Voy a hacerte caso. Esperaré la llegada del orgasmo cuando esté con Joan, con la seguridad que tengo estando contigo…
16:13
Es idioma italiano, al menos como tal lo entiendo. Compruebo la ortografía en el diccionario. Tienes razón, el último consejo me ha quedado de fábula; hasta rima, cosa que no hace en castellano. No persigas, mi amor, aquello que te busca; espera su llegada. No pretenderás que se lo enseñe a Mona para que me dé su parecer, como hago con las traducciones. Aunque pienses que la intereso, está mucho más cerca de Amanda –hija de criollos brasileños, descendiente de indios tupí- que de mí. Respecto a Joan, con él eres pura emoción. Ejemplo: en un momento determinado te dice que no está enamorado de ti, que no te quiere; y sin apreciar el alcance de esa declaración, le pides que te dé besitos. Te haces pedestal para que él suba, y cuando se erige en estatua sobre ti, quieres que te trate como igual. Lo haces dios y luego buscas al marido. Mi consejo es muy simple, debes desmitificar a Joan y al orgasmo con Joan. Tus suegros lo son porque son sus padres, trátalos como él los trate; pero solo en lo cualitativo, lo cuantitativo será lo que tú sientas. En tu refugio de Sant Elm podrás escribir poemas. Te quiero y te quiero fuerte, crecida, subida a la peana donde subes a tu esposo, estatua de dos, monumento a la pareja.
17:03
Gracias monje budista …Ahí van más cosas mías… Mi padre fue un bandido con Linda Bjork, nacida en Malmö. Ella, prototipo de hembra sueca, y él, genuino macho hispánico, se encontraron en el sexo brutal y en la borrachera. Amanecían tirados en la playa y al despertar la pegaba. Se tranquilizarían, supongo, cuando decidieron vivir juntos en Cartagena. Se acabaron las coronas suecas, y al quedarse preñada los malos tratos volvieron. Nació el niño, y mi padre se negaría a alimentar las dos bocas que le separaban de sus correrías. Así que Linda escapó con Àlvar en brazos. Pobre mujer, víctima añadida a la lista de víctimas de mi padre.
17: 16
Terrible historia. El resultado: un medio hermano llovido del cielo. Me dirás? Voy a estudiar lo que has enviando, pero llega un segundo transporte con cuadros. Qué maravilla!, y lo tenías oculto. Me apena que no continuaras pintando. Ya sé quién va a dibujar la portada de mis libros. El de la barca de vela que el viento golpea contra el acantilado, me viene como anillo al dedo para el poemario que estoy editando. Qué idea; lo titularé: “Naufragio”. Llamo al editor y mañana envío las adaptaciones. Como tú dices: Genial! Sabes cuál es el único reproche que hago a la naturaleza? Pues que me haya nacido a mí tan pronto o a ti tan tarde. Te voy a dar una idea para un relato que viene al hilo de mi queja:
“Admiración, ternura, amor: alumna y profesor maduro se casaron. Las coincidencias unieron las edades. Pero murmuraban los envidiosos y ellos sufrían. En su buhardilla, un alquimista componía los elixires de la juventud y el opuesto. Mientras el esposo dormía; encargó ella un bebedizo. Subió él cuando la esposa trabajaba, y solicitó otra pócima. Celebrando su aniversario, antes de dormir, brindaron. Ella con un zumo rojo que él la ofreció; él con un jugo verde servido por ella.
El alba iluminó los rostros atónitos de un hombre veinte años más joven y una mujer veinte años mayor”.
No; no somos nosotros: eran dos personas como nosotros. Se amaban mucho y se amaban bien; sin pizca de egoísmo, en eso coincidimos con ellos.
18: 01
Mi barca rota es tuya…. puedes utilizarla como quieras. Me emociono leyendo tus palabras…. gracias, me alegro de que mis pinturas te gusten. Gracias por hacerme sentir especial. Gracias por valorarme. Gracias por decírmelo. Recibe el abrazo más cálido del día, me gusta que me conozcas….me siento muy bien contigo!!! La historia de los amantes me parece genial… jajajaja tú y yo creo que nos pondríamos de acuerdo antes… eh???
18:28
Hoy han cerrado la piscina y no he ido a nadar. Caminé un poco con Amanda y Mona. Luego haré bicicleta estática. Mona estudia español y lo practica con mi esposa. Se entienden a las mil maravillas. Salen de tiendas juntas, primero de compras y luego de cambios. No compran nada a la primera. Me enseña Mona sus versos y me pide parecer. No son ñoñerías, son sus intimidades; eso digo cuando se minimiza. Escribe lo que siente, y es sincera para quien sabe leer entre líneas. Un día verteré sus poemas al castellano, mejorándolos; para volverlos al italiano con mayor profundidad. Hay en ellos cierta ambigüedad sexual. Te mando las bases de dos concursos de microrelatos. El de los amantes necesita tu desarrollo, y lo harás muy bien. No sé si la idea es nueva, pero lo es el enfoque. Tu dibujo de la barca que choca contra el acantilado, me reafirma en mi opinión: tienes facilidad para el dibujo y los colores. Vales mucho. Me enseñas tu interior y lo veo. Joan no lo ve, a lo peor no se lo enseñas. No nos compares; puede que yo, en su lugar, actuara como él. Lo que ocurre es que he tenido más suerte. Le quieres y voy a defenderlo. Estás potenciando la creatividad de Mireia, vas a proporcionarle una autoestima sólida. Es la mejor herencia que puedes dejar. También a Ricard. Dime algo de él. Te dejo aquí un principio elemental que conviene tener presente: solo se educa con el ejemplo. Minha menina, vivo uma vida feliz com a felicidade que me presenteias.
19:11
A Ricard le gusta Nuria, una chica de su clase muy delgada, morena y movida. Habían salido a principios de curso… pero el guapo de la clase se encaprichó de ella… y se fue con el guapo. Ahora, que no está con nadie, mi hijo vuelve a insistir. Mañana la verá en natación sincronizada. Irá a una fiesta por que ella va. Me encanta cuando Ricard me explica sus cosas. Está guapo, muy guapo, ya mide 1.65… y además… responsable, es delegado de la clase y saca buenas notas…. Tiene una mirada soñadora y todavía se dejar mimar… No me cansaré de repetirle que lo quiero… De pequeño contestaba: Yo también. Ahora se deja querer y se ríe. Mireia me abraza para decirme que quiere ser como yo… Intentaré ser buen ejemplo y valorarme más por ellos. La niña de comunión aparece triste en las fotos, es cierto. La otra es del primer verano de la vuelta de mi padre a casa… trabajaban mi madre y mi hermano en Barcelona y pasé mes y medio en Cala Blanca con mi hermana y mi padre…. Conocí a un camarero italiano…20 años mayor que yo, bella persona, que decidió no aprovecharse de mi confusión. Me preparaba el desayuno cada mañana y me daba un beso en la frente… Era el verano previo a la facultad, tenía 18 años. Joan se va a cenar con un amigo, y no sabe el tiempo que estará …¿Anna?, puede ser. Cenaré con mis hijos pescado en una salsa recién inventada… y estaré con ellos … hasta que se vayan a la cama. Luego estaré sola… quizá hacia las 23:00 pueda entrar en casa… Quiero qeu me ames como tú sabes hacer… tu excitación me excita, imagino tus manos en mi cuerpo… Si no podemos estar juntos… mi mente tratará de recordar cada uno de los encuentros…para llegar a la máxima excitación. Soy muy pulcra… tú me lo dices. Me gustaría tu lengua en las dos puertas cercanas…
23:02
Oh! la mia ancella inamorata, oh! Mon ange érotique, la plus excitant création de la nature, no puedo aguantarme y entro. Mi esposa sigue tensa conmigo y dormirá en su habitación. Si pudieras hablar desde la cama te llamaría. Tus hijos van a salir reforzados de la niñez y adolescencia, tienen tu cariño, comprensión y guía. Cómo no voy a quererte! Te abrazaré y el beso será profundo y muy largo. Besar Portainferno? No sé, pero metido en faena no me importará; eres muy pulcra. Ahora necesitas cariño y caricias suaves hasta elevarte y alcanzar el tono. Entonces sí: el cuello, la espalda, el rostro, los hombros y los pechos. Tus pechos, los veo a diario y los sueño. Mi almohada ideal. Me fundiré con ellos, los amaré; mi Sembrador los separará, él los unirá; lo atraparán, le harán un pequeño homenaje de agradecimiento cuando reciban los masajes con el glande duro y la savia tibia.
Pablo, no quiero que me esperes más. Te daré lo que es tuyo, y te lo daré ahora. Puedes llamarme en un ratito… quiero asegurarme de que se han dormido. Mientras… cuéntame alguna aventura tuya.
Estoy impaciente y freno una media erección. No quiero ponerte celosa y a la defensiva, así que hablaré de episodios fallidos. Fue en un curso de perfeccionamiento en París. Una antillana mulata que me hubiera enseñado su cultura, a medias de América y a medias de África. me eligió entre varios que, a simple vista, iban a ganarme. Tuvo que irse con otro aquella tarde-noche en que me deseaba. Falta de confianza, como puedes ver. Me lo dijo al día siguiente y me dejó el pesar varios años. Hubo una francesa en Zaragoza, agregada ella en el colegio donde yo enseñaba, que perfeccionó mis besos probándome, y yo mis penetraciones probándola. Pasé el examen con la nota adecuada. El acuerdo iba a durar unos meses, lo mismo que su estancia en la empresa. Pero estaba casado, siempre he estado casado, y me lo pensé dos veces.
Llámame ya, en minutos estaré desnuda en la cama… con los auriculares puestos para tener las manos libres… necesito las dos… y serán las tuyas y tuyas sus caricias mías.
Ahí voy mi cervatilla en celo, mi yegua de hermosa grupa que quiere ser montada…

A: VirginiaLibre De: Virginia Libre 20/03/10 10:15
Entro en casa, todo lo urgente hecho. No sé si estás, creo que no. Anoche nos hicimos felices. Disculpa que me quedara dormida, ni me enteré de cuando llegó Joan…no me importaba saber si olía a Anna o no. Tengo una noticia que te gustará, el miércoles y jueves santo, 31 de marzo y 1 de abril, estaré sola en Palma. Trabajo, y la familia se va a El Palmar, pueblo de mi suegra. Yo iré el viernes por la mañana a Valencia en avión y allí me esperan. Volveremos los cuatro juntos el lunes de Pascua. Si encontraras una excusa para venir solo…ya sé que es imposible…pero??? Celebraríamos nuestra noche de bodas, te apetece mi vida?? Soy muy caliente, lo sabes.. y fui precoz, lo mismo que tú… tuve un amante, lo llamaba así … porque no lo quería como novio. Tenía yo 14 años. Era Adrià, mi vecino por pura casualidad, cuando dejamos de vivir en la calle Avinyó para irnos a un pisito nuevo del carrer de Gavá, junto a los jardines. Adrià vivía en el portal de al lado. Yo lo había conocido en una excursión de “Trobades de Joves a Montserrat”… Gastamos juntos la virginidad… tengo que dejarte… viene Joan y nos vamos a Sant Elm… a la noche volvemos, mañana si puedo te leo y te escribo…Besos en el glande…piensa en mí desnuda y mojada…Esta noche cenamos con Andreu y su esposa, me pondré guapa, estaré simpática, me juego mucho. Espero que Joan colabore…
10:28
Oh! mi colibrí invisible, mi gacela veloz, mi pluma de quetzal, mi mariposa etérea, la frágil florecilla que conmueve mi alma inexistente, la compañera de arrullos y gorjeos; a ti, del todo enamorado, quiero encaminarte por la senda de la felicidad. Me gustó que te durmieras después del estallido de placer. Creía que te recuperabas y comencé a susurrarte. Luego ronroneaste como una gatita. Lo de encontrarnos me tienta en ocasiones; anoche sin ir más lejos. Tierra de labor para ararte y sembrarte, mi niña; así te quiero. Puede que en momentos de excitación lo deseemos…pero sabiendo que no debe ocurrir. Se me lubrica el glande al leer tu oferta de la Semana Santa: nuestra noche de bodas nada menos. Sei la mia ancora di salvezza. He tenido amores, muchos, porque siempre he amado. Algún día te contaré mis conquistas, y mis rendiciones. Tú y yo estamos a 17 años de distancia y tenemos todo lo que podemos tener. A mí me parece mucho. Más de lo que nunca imaginé. En nuestro acuerdo debe primar la sinceridad. Nos haremos un favor confesándonos lo que nos molesta o nos agrada de manera inmediata. Amor o cariño, llámalo como quieras; y colaboración para desarrollar nuestras facultades. Del editor me llegó, ya compuesta, la portada de “Naufragio”, tu barca despedazada por el viento y las rocas. Ahí la tienes; quedaba alguna duda sobre la letra, pero quedará así. En el copyright de la ilustración irá tu nombre, el título, la fecha, el soporte y la técnica empleada. Ya me dirás. Me pones unas despedidas, mi querida niña, como para olvidarte. Ah!, creo que Mireia se apasionará por el arte. Si tiene esa facilidad tuya y es creativa, harás de ella una verdadera artista. En la cena de esta noche debe primar la moderación; te enfrentas a intereses de por sí enfrentados. Andreu quiere verte guapa y simpática, pero su esposa desconfiará de una mujer atractiva que es simpática con el marido de otra. Joan?, ignoro cuál va a ser la posición de tu marido. Ambiguo; sin saber a qué carta quedarse. Tenlo en cuenta: equilibrada siempre; pero esta noche más que nunca.
23:50
Mi adorada mujer madura, ya se han ido todos. Celebrábamos el cumple de Amanda, mi indiecita tupí de nariz ancha y boca carnosa, el mío y el día del padre. Diez personas. Comida en un restaurante típico de Trastevere, sin salir del barrio. Pensé en ti varias veces. Por la tarde, mi nieta Beatriz, mi ojo derecho, ha querido ayudarme a hacer el pan. Dio forma al suyo, le hizo marcas para no confundirlo y al sacarlo del horno lo puso en la ventana. Se lo lleva con unas nueces de las que yo como. Los nietos me adoran. Amanda los acompaña al coche, y entro en nuestra casa virtual para recorrer las habitaciones. Es asombroso lo que hay dentro. Tenemos testimonio escrito de la historia de amor más intensa y bonita de la que haya noticia. Encuentro cariño, no sé si amor, pero sí cariño, que es el amor doméstico. Aprecio tu progresión; y la mía. Me siento muy estimulado, pero prometo guardar la excitación para cuando estemos juntos. Tiene mérito, no creas. En Semana Santa pensaba ir con Amanda a Florencia, en casa de Rosina. Se está separando del marido y ejerzo de sicólogo con ella; también de masajista: sus pechos envidian a los tuyos y me lo dicen. Aunque tiene un pisito alquilado en Roma para los fines de semana culturales, vive en Florencia con su madre y su hija. Se encarga de la biblioteca del Instituto Camões. Es la amiga portuguesa que pasó la Navidad en Zaragoza. Debo encontrar una excusa que la convenza de nuestra imposibilidad de ir y convenza a Amanda. Estarás sola dos días y dos noches, y quiero amarte hasta tu completa satisfacción: noche de bodas con presencia física en el contacto telefónico. No he recorrido más que doce kilómetros de bicicleta estática, y ya me duermo. Soñaré contigo, te soñaré conmigo. Beso doble, húmedo y penetrante. Mi adorada mujer madura, creo que te adoro. Ya es domingo. Anoche, dormido, tardé en dormirme. Me acuso, cervatilla, vino Amanda a mi cama y te amé en su cuerpo duro. Debes de haber notado mi fluido bañándote. Tendrás que cambiar las sábanas. Espero impaciente el relato de vuestra cena con Andreu y su esposa. Llegaré el martes santo a Palma vestido de gala o con pantalón vaquero, como prefieras. Con la tarjeta oro más prestigiosa o con veinte euros en un billete arrugado. Esperaré a la puerta de tu trabajo a que las compañeras se hayan ido. Estarás escribiéndome cuando llegue a ti, y después de darte el abrazo de Ulises a Penélope en su regreso a Ítaca, y un mar de besos en varias oleadas, te llevaré de la mano al baño más próximo y allí pondremos en práctica todas las teorías amorosas formuladas desde que el mundo es mundo. No puedo esperar, pero si lo prefieres tendré habitación en el Valparaíso, y allí nos encerraremos hasta la mañana. También podemos quedar en Barcelona y cenar en La Dama. Tú harás la comanda y nos traerán muchos platillos, incluyendo ese foie tan delicado. Hay una trattoria en el Trastevere, donde quisiera cenar contigo alguna noche. Y un ristorante-palazzo en Venezia, con frescos en los techos y las vigas cubiertas de pan de oro. La Dama y su foie, y luego sí, a la suite nupcial del hotel más alto, desde donde veamos la ciudad entera y la ciudad nos vea y nos envidie. Quiero que hagas tu ejercicio de imaginación y me cuentes como desearías esos dos días, y quizá tres noches, del principio de la semana santa y nuestra noche de bodas. Activa te quiero; y te quiero vertiginosamente. Contigo a vertigem ocorre várias vezes ao dia, amor meu, minha querida menina saborosa.

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 22/03/10 8:01
Por fin puedo entrar en nuestra casa. Joan lleva los niños al colegio y pasa por el banco. Luego vamos al trabajo. No te preocupes por el semen derramado, cambiaremos las sábanas… y las limpias olerán al espliego de tu campo aragonés. Fuimos el sábado por la mañana hacia Sant Elm. A pesar de no hacer un sol radiante, el día respiraba primavera. Estuviste conmigo en la cama mientras Joan y los niños daban una vuelta por la playa. Imaginé tus manos y tu boca dándome ese placer que necesito… caímos rendidos después de un espasmo pleno. Comimos, tú no… con una sobrina de Marc, mi suegro. Vive en las afueras de Andratx …y sus niñas y los nuestros … tuyos no… se entienden bien. Llevamos una tortilla de gambas hecha por mí y, de postre, pastelitos comprados. A las 18,00 volvimos a Palma dejando a Mireia y Ricard contentos. Te hice caso en la cena. Elegante y sencilla. Sencilla y elegante. Joan se puso traje a la fuerza…pero sin corbata…Hablé lo justo, fui comedida. Joan estaba como es…pero algo rígido. La esposa de Andreu me pareció simpática y hasta habladora. Andreu, galante pero precavido. Lo que tú decías. Aiiissss…qué haría sin ti. Ahora, a esperar su decisión…El domingo recogimos a los niños de Andratx y volvimos a Palma sin pasar por Sant Elm. Tú has estado conmigo en cada momento en que necesitaba un abrazo… Imaginaba que venías para semana santa…. y celebrábamos nuestra noche de bodas …pero a ratos pensaba que tu razón me daría argumentos para justificar la ausencia. Dirías que vienes en vuelo directo para perder menos tiempo… Llegaba así al Hotel… uno cualquiera a la orilla del mar. Nerviosa, aparco la moto en la acera, entro y me dicen el número de la habitación. Pico a la puerta y estás ahí… con tejanos y una camisa. Mis manos y tus manos juntas… el mayor de los abrazos y el beso más profundo…imagino tu potencia, dura bajo el pantalón. …He soñado variantes… pero todas eran iguales…venías… chillaba de placer… compartíamos una y dos descargas, tres… la cena nos era igual…. Depilada?? Los labios pelados… la mariposa excitada y húmeda. Tu desnudez me gusta, tienes un cuerpo joven bien cuidado, de alguien que hace ejercicio y está fuerte, el pecho duro y sin nada de tripa, la escopeta cargada, muy ancha en la base… cabeza rosada y brillante…Mi Pablo, quiero comerte!!! Me interrumpo, avanzo las labores y entro de nuevo… tarda Joan, tarda!!…quiero que se retrase un rato …necesito tiempo para amarte… Soy tuya y eres mío. Estoy arreglando la casa y preparando el pescado para asar, y los pimientos. Cuando vuelva del trabajo, plancharé, encenderé el horno, pondré la mesa. Tengo deberes con Ricard. Joan también ayuda… recoge a Mireia del colegio y va al entreno con Ricard… es delegado del equipo de baloncesto del colegio y tiene faena. Llueve en Palma. Excitada… entro en el baño con la cámara. Es buen momento para que posen mis labios húmedos, tu mi Sensitivo está suave y erguido… Temo qeu Joan entre por la puerta y vea que no he avanzado en la labor … miedo a ponerme colorada.
12:33
Definitivamente, el temor a que te sorprenda tu marido te excita. Hiciste las fotos casi ante sus narices, y son las mejores. Al momento estabas arreglada y salías hacia la oficina.
Mi lengua se hace agua; mi tu Sensitivo es mi vida, mi tu botoncito tierno del gusto. Me pides que te hable de mí, y voy a hacerlo. He desarrollado en los últimos tiempos una gran capacidad de eludir el sufrimiento. Ya me servía de una filosofía un poco oriental, que me ayudaba en las situaciones complicadas. Te decía que soy casi feliz, por no exagerar. Pero mi vida está llena; bueno, un poco por debajo del borde. Nada más puedo pedir; sería injusto. A la vez he ido reduciendo las necesidades, así que con poco me basta para estar satisfecho. Trato de comprender a la gente, porque la gente es yo mismo en otro espacio, con otra mirada; y lo que ve la gente yo no puedo verlo. Así que entendiendo la mirada de la gente, entiendo a la gente y mejoro mi visión de las cosas. Me gusta tener en cuenta lo que dice la gente, incluso sabiendo que pinta de rosa lo suyo para mejorarse. Detrás de cada dicho hay una razón para decirlo; nada carece de sentido. Me gusta conocer por dentro los idiomas. Su origen y evolución. A los doce años ejercité, sin saberlo, la filología y la semántica. Estudiaba el habla de las vecinas que peor hablaban, y descubrí el proceso que habían seguido sus palabras. La lengua de mi barrio, en Teruel, no era la hablada en Zaragoza. Tuve que aprender las diferencias y, como me resistí a perder las mías, al hablar las nuevas o al leerlas, mentalmente hacía la traducción. Las he salvado; son mías. Las incluyo en mis escritos, la gente las busca en el diccionario y vienen casi todas. Me gustan el catalán y el portugués, el francés y el italiano. Me interesa el quechua; y en general las lenguas precolombinas de América. Estoy satisfecho de mi Sembrador. Lo considero hermoso, tanto en color como en forma. En los períodos de máximo furor, no era raro que acabara con heridas en la piel de tanto ajetreo. Sale muy bien en las fotos: insolente y orgulloso. Destaca el prepucio, por holgado; ese capuchón que cubre el glande, lo preserva de roces y lo mantiene tan sensible. Por fortuna no necesité operarme de fimosis, me hubieran quitado uno de mis mayores bienes. Cuando la erección descubre la cabeza y entra en el túnel vaginal, forma un anillo dérmico que roza la pared y produce a la hembra un placer intenso. Tú, mi amada Virginia, adoras por eso mi bastón de mando; por eso y por la ancha base, realmente eficaz. En semana santa, cuando llegues al hotel, estará en reposo como mandan las buenas costumbres orientales. Porque en el Oriente/ se considera de mala educación/ alcanzar la erección/ sin estar la dama presente. Pero en cuanto entres, tras el primer abrazo, mi bandera se izará. Y en el Oriente no pondrán pegas.
12:47
Tiene que haber algún lugar en el Universo, todo y que es grandísimo, donde podamos vivir sin obstáculos… amándonos en libertad, dando rienda a la imaginación… Una tierra donde el alimento cuelgue de los árboles y a nadie le extrañe nuestro amor… Te quiero.
12:52
Mi querida niña, existe. Ya lo tengo buscado y encontrado. Si te parece bien nos mudaremos a esa otra realidad sencilla. Se trata del exoplaneta Gliese 581g, el más acogedor del Universo. A él iremos. En él se vive eternamente y la felicidad es el estado natural de las personas. No hay fábricas, hay artesanos. No hay tecnología, hay manualidades. Su cielo es atmósfera de aire limpio y nubecillas formadas por minúsculas gotitas de maná. El aire las lleva en suspensión y alimentan a personas, animales y plantas. La vida no se crea ni se destruye: nació de la transformación parcial de la energía en materia y, simplemente, dura lo que la eternidad dura. Viviremos activos mientras queramos y si nos cansamos, pues a dormir un ratito y santas pascuas. Sueños de mil años son normales. Siempre voluntarios. Luego, se despierta, y a otra cosa, mariposa. Las enfermedades, generalmente producidas por la tristeza, curan con el optimismo y la alegría ambientales. Se puede ser niño o adulto o adolescente o anciano; a voluntad. Por eso, aunque ya no hay nacimientos, los parques están llenos de infantes que gritan su alegría en los juegos. Todo es común; también el saber. Los gliesenos se comunican entre sí mediante la trasmisión del pensamiento. Viajan mucho; la imaginación es su vehículo. Todo lo imaginado existe de manera virtual y, si son muchos a imaginarlo, pasa a ser realidad corriente y moliente. Nadie de fuera puede entrar sin superar el elevado listón imaginativo. Leí sobre su existencia en una revista científica; y lo imaginé tal como es. Utilizaremos el pensamiento para ir. Nos examinarán de imaginación y, dada nuestra práctica, nos admitirán sin reservas. El placer es una forma de la felicidad, pero están la satisfacción del trabajo bien hecho, de la ayuda a los demás, de la mejora del entorno, de la investigación, del compartir; y muchas otras. No existen inconvenientes si no se quieren. Sin propiedad privada, sin enfermedades y sin muerte; con el sueño cuando se desea, niño o anciano cuando da la gana; sin jefes, banqueros, políticos, soldados, guardaespaldas, policías; y sin moneda, porque se dispone de todo y no se posee nada: nadie padece intranquilidad o angustia, ni otros problemas propios de las sociedades competitivas. Adquiriremos las características de los gliesenos y seremos unos de tantos. Ahora que, si perdemos la enorme capacidad de la imaginación o despilfarramos los recursos, nos devolverán a la Tierra. Pero eso no va a ocurrir, verdad mi niña: tenemos imaginación para dar y tomar. Sabemos ajustarnos a lo disponible y disponer de lo necesario.TQM

9-Primavera a sangre y fuego

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 22/03/10 16:56
Mi deseado Pablo…sí, iré contigo a ese Paraíso. Viviremos a nuestro aire, sin interferencias. Pensaré en los niños y guiaré sus pasos con la imaginación. He tardado en escribirte porque avanzaba en mis memorias…para obedecerte. Esto que viene lo he escrito, de un tirón y sin corregir nada…
Cada domingo regresábamos de la playa casi de noche. Primero el seiscientos, luego el R6, los dos blancos. Tres hermanos…la pequeña siempre adormilada. Pedía dormirme al minuto de que el coche se pusiera en marcha, de esa manera podía viajar sin problemas. Si no, sufría mareos y vómitos que aprendí a controlar. Pedía que me dejaran salir la primera … y no era fácil… pues siempre iba sentada en el centro de los asientos traseros. Tardaba en recuperarme… creo que llegué a odiar las salidas de los domingos a Roses o Cadaqués. Tener un padre aficionado al submarinismo, quería decir llegar a la playa a las 7 de la mañana. Y seguir durmiendo tapada para no enfriarme en la arena. Debido a mis mareos, herencia de mi madre, subí tan solo una vez a la barca pesquera que llevaba a los intrépidos hombres vestidos de negro a mar abierto. Embarcaba Joaquim y yo me quedaba en tierra descansando con mi madre y Júlia. No sé si se dormía mi madre, pero recuerdo, en el sopor, sus caricias. El olor y el rumor del mar me acunaban, y despertaba cuando la playa se llenaba de domingueros, hacia las 11 de la mañana, hora en que regresaban las barcas y nos disponíamos a ver la pesca conseguida. Sopa, arroz, y pescado fresco no faltaban en casa. Eso cambió al igual que muchas cosas cuando él, Heribert, el truhán, se fue. A mí no me importó lo más mínimo. Todos los vómitos que me ahorraría. ¿Pescado? Me gustaba, pero a cambio comería coliflor con arenques, buenísimos, comprados en la parada central de la Boquería. Puntos positivos que ahora veo y que mi niñez ya notaba.
Recuerdo a Joaquim divertido, explicando chistes y haciendo la burla a los ocupantes del coche de al lado. Carrusel deportivo como hilo musical y un deseo de llegar pronto a casa. Mi padre me despertaba anunciando que ya se veía la casa de Virginia, mi casa, enorme y blanca comandancia de Marina, con bandera española grande, pero no era consciente de ello. Al llegar, bolsas, y para arriba en el ascensor. Nos recibía la señora Ramona, la portera, que tenía una perra vieja y fea, “Joya”. La Señora Ramona disponía de Dionisia. Era su criada y se encargaba de recoger las bolsas de basura de todos los vecinos. Siempre me dio pena Nisia. Recuerdo los tres escalones que estaban ante los ascensores. Todo y que me dificultaron, el día que entré por primera vez a las casas militares, con 4 años, el transporte de la cuna de mis muñecas. Cuna metálica con ruedas gastadas. Planta tercera. Y desde las ventanas de la escalera se divisaba el patio central, donde formaban los soldados y marineros de cada una de las nuevas hornadas. Chicos guapos y feos. Yo no alcanzaba a asomarme, pero Joaquim, después de insistir, accedía a levantarme para ver uniformes blancos o azules dependiendo de la estación del año.
Ya lo repasaré en otro rato… Ahora debo volver a los papeles: documentos, informes, bocetos, cartas, facturas… Un beso tierno… pensaré en Ti, en tu voz, en el anillo de tu cetro.

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 23/03/10 6:44
Mi colegiala impúdica, mi cervatilla en celo, mi golondrina inquieta, mi adorada mujer madura, mi stradivarius, la luz de mi vida, la mia sorgente d´acqua fredda in estate: Qué tal has dormido? Mi noche ha sido íntegra. Mi novicia voluptuosa, esta noche he tenido un sueño extraño, aunque muy bello. El despertar ha sido uno de esos despertares animadores del día que nos alcanza, y de los siguientes. Comenzó a representarse en el techo, arriba de nuestras cabezas. Llevábamos tiempo amándonos. La explosión final me alzó del lecho dos palmos; cayendo sobre ti, rendido, satisfecho. Pasamos a la sobrecama que tanto nos gusta, y hablábamos, aún abrazados, sin querer soltarnos. Imagino que yo te decía: Me has dado tu boca fresca de labios finísimos, tu cuello sensual, Portaceli y Portainferno; Sensitivo, Escila y Caribdis son solo míos; pero no te decides a entregarme del todo el corazón. Era solo una expresión anatómica para referirme al amor, una metonimia. Creo recordar que fue entonces cuando vino el gesto glorioso, el que define una personalidad amante y enamorada fuera de lo común. Sin palabras, con una sonrisa pícara, tu mano derecha, tus dedos cuidados y tu voluntad de entrega; penetraron despacio en el pecho seductor, junto el seno izquierdo, para extraer, chorreante de sangre, tu corazón enamorado. Toma mi corazón y no vuelvas a acusarme de no amarte lo suficiente; me parece que dijiste mimosa y comedida; como si pusieras un simple beso en mi mejilla. Era un órgano pequeño el gran corazón de mi niña. Latía con intensidad y cada latido producía una música distinta, saltitos de notas musicales, como los que atribuyo a una caja de música que había en mi casa de Teruel, donde bailaba una jovencita de la que estuve enamorado en secreto a los nueve años. Has de saber que por ella aprendí el arte de la danza, y luego fui, como has podido comprobar, un excelente bailarín de los bailes calientes. Toma mi corazón dijiste; y tu mano izquierda, tus dedos de la mano izquierda, cuidados, pulcros, y tu voluntad de entrega; abrieron del mismo modo suave mi costado izquierdo, aurículas y ventrículos cordiales, facilitando que tu mano derecha dejara, dentro del mío, tu pequeño gran corazón enamorado. Desde la amanecida, siento que tu corazón, el entregado corazón de mi amada, late dentro del mío; y los latidos de ambos contraen y expanden nuestros corazones con idéntico ritmo. Quería escribírtelo y te lo escribo. Hoy celebraremos nuestro mesversario porque el día dos estarás con la familia en el lugar valenciano de la madre de Joan. A mí me quedará el recuerdo de los días previos, y la nostalgia de tu manantial íntimo. Debo decirte que el acto de acariciarme dejaba un poso de insatisfacción, un sabor a tierra al final. Pero esta noche ha sido como estar dentro de ti, fundiéndonos. Lo he prolongado. Imaginando tus pechos y tus puertas, llegaba a lo sublime sin hacer cumbre. Reiniciaba el proceso, presentía el cenit sin lograrlo; y así, potenciado, lograba el desenlace y explotaba como los fuegos de artificio de la nit de foc o las fallas. Millones de gotitas de lluvia dulce, ecológica, habrán perlado tu cuerpo desnudo y abierto para mí. Hoy será nuestro día; vamos a celebrar el primer mes de amor. No pienses en el tiempo que llevamos consumido de los tres días que los dioses nos concedieron a cambio de la eternidad. No pensemos que lo nuestro va a tener fin porque es demasiado bonito para durar: flor de belleza efímera. Disfrutemos de cada millonésima de segundo juntos, midamos el tiempo en partes infinitamente pequeñas para que, alargado, nos enlace con lo eterno. Te amo, y en estos días de locura, mi adorada mujer madura, no puedo hacer otra cosa que amarte. Laissez faire, laissez passer; le monde va de lui même.
9:46
BUENOS DÍAS!! Pablo. Me halagas y me siento tan amada a tu lado…Pero hoy no podrá ser la celebración, Joan y yo nos hemos tomado la mañana para ir a su médico y pasear por la playa. Esta tarde tendré trabajo acumulado pero intentaré escribirte. Cuídate!! Te quiero.
18:37
Estoy atareada en la oficina. Todo la mañana con Joan, y he venido sin comer apenas. Tus besos me han sabido a miel… hago míos tus sueños.

A: VirginiaLibre De: VirginiaLibre 24/03/10 7:55
Cuando terminé de escribir la carta de ayer, quedé muy satisfecho. Tanto el aspecto sentimental como el literario estaban contemplados. Pero significaba un salto cualitativo. Tanto es así, que el monje tibetano encargado de la educación amorosa, lector de tu mente, te vio echar a correr a las diez de la mañana y no parar hasta las seis y media de la tarde. Has de reconocer que razones no le faltaron para pensar en una espantada. De nuevo la imagen de tu padre persiguiéndote. Mi sensualísima virgen, no quieres ser como él, heredaste su desbordante sexualidad y no respetas nada. Lo sé, otras veces ha pasado. De repente decidiste estar toda la mañana con tu marido. Te entiendo y acepto la reacción, pero, ha terminado ya la huída? Regresas? A tua marcha às nuvens altas ou às profundidades marinhas, peixe ou ave, me desassossegam.
9:14
Nada de eso, no fue la imagen de mi padre esta vez. Ayer por la mañana Joan olvidó su móvil al ir al trabajo… Lo vi…tenía una llamada perdida en la función silencio. La llamada era un número oculto…. Descubrí, mirando detalles, que ha puesto en su agenda el número de Anna con esa identificación. Así que cada llamada o mensaje de número oculto es de ella…y eran muchas. Sin querer me encendí por dentro… me dolía el alma. Había recibido tu carta encantadora, donde me expresabas tu amor y deseo… estaba flotando en nuestro sofá pensando en ti, cuando me di cuenta de esa cadena de amor que mi marido continúa. Pura realidad. Al darse cuenta volvió de la oficina a por el teléfono, y como excusa me dijo que se encontraba mal. Pues vete al médico. Fue capaz de ir, y yo de acompañarlo. Ya sabes la razón de mi enfriamiento momentáneo, de esa situación de pararlo todo un momento. Por la noche, en la cama, sola… Joan estaba en el ordenador a ratos o viendo el básquet. Te llamé mentalmente, viniste y nos amamos…Imaginé tu boca, y tu Sembrador…. Susurré tu nombre… mis piernas se movían y mis dedos… índice y corazón… ayudaban a que el caudal de deseo y placer fluyera humedeciendo hasta mi Portainferno celosa. Minutos de éxtasis y relajación total. Después de amarnos me dormí serena y tranquila. No sé cuando se acostó Joan. El monje Tibetano conoce lo que siento por ti y por mi marido. Ahora te deseo más a ti, es cierto… y te lo voy demostrando. A las 13:20 me llamas. Vas a ver lo que es bueno.
11:11
Qué suerte tenemos al tenernos. Se dan matrimonios que temen estar solos y enfrentarse a su amor. Lo qué hacemos con la vida! El amor es una sucesión de ecuaciones que deben resolverse entre dos para llegar a la siguiente. Algo larga la frase; pero redonda; no te parece? Por eso ves a tanta gente retrasada en el momento afectivo. Hay demasiadas mujeres, incapaces de resolver las ecuaciones por sí mismas, que carecen de ayuda. Si alguno llega a ellas y las satisface, se entregan en cuerpo y alma. Los cuarenta y tantos son un vivero de esposas desencantadas del macho. Mira alrededor y verás. Esperan novedades. Algunas salen y buscan. Cuando encuentran, se lían la manta a la cabeza y tiran por la calle del medio. Poco tiempo después la historia puede repetirse, y haber dado con otro macho negado para el álgebra. El monje tibetano conoce las dificultades de pasar de la cadena amorosa al grupo. Forman grupo menos de diez millones de los adultos actuales. Sabe el monje que tu osadía ha llegado al máximo, y por ahora debes seguir en la cadena. Has de luchar por liberarte de obligaciones domésticas, por alcanzar una posición de equilibrio con Joan. Al paso, educa a tus hijos en la igualdad de derechos y deberes, en la complementariedad de actos, en la responsabilidad compartida. Algún día te contaré la etapa infantil. Cuando me dediqué con intensidad a difundir entre las niñas la buena nueva aprendida viendo copular a los animales. La penosa conclusión del acoplamiento de los perros, y la espectacularidad plástica y erótica del caballo montando a la yegua. Pretendo que puedas oír mi voz si lo deseas. Dejo en la etiqueta Músicas la grabación de un poema declamado para difundirse a través de internet. Se hizo un libro virtual; creo que llegó a imprimirse en papel, pero no lo sé. Trata de las crecientes diferencias sociales; la peor pesadilla del mundo actual. Mi mundo es el mundo del libro; prefiero el libro usado, el ya leído, de lance: creo habértelo dicho. Buscar en el tótum revolútum, y hallar ejemplares de interés a buen precio, es uno de mis mayores placeres. Bueno, el cuarto o el quinto, no te rías. En Zaragoza está aún la plaza de San Bruno. En Barcelona compraba en el carrer Diputació; ignoro si siguen allí las casetas.
11:20
Hola amor. Oiré tu voz … espero poder hacerlo cuando esté calmada. Jajaja que bueno…seguro que me excitaba la copulación de caballos y yeguas… ya me lo explicarás…Tengo ganas de estar a solas contigo… deseo que llegue ese miércoles que viene tan despacito… Te escribo y me llaman de Barcelona para pedir unos datos urgentes…Quiero huir a nuestra casa….Quiero explicarte y verte y acariciar tu cara con mis manos tibias; tu barba, y pasar mis pulgares por tus labios y besarlos con ternura. Quiero notar tu cariño, tu amor.
¿Vienes a casa? ABC.
16:40
Llegamos ahora de la consulta. He ido rápido; me he colado por primera vez en mi vida, o la segunda. Y he vuelto ligero por si entrabas antes. Quiero decirte que puedes fantasear conmigo cuanto quieras, porque el cuerpo entero de las fotos enviadas es mío y bien mío, y de ayer mismo. Es un cuerpo de sesenta y un años que guarda gran parte de la armonía de antes. Sabes el secreto: alimentación y ejercicio, querida niña. Entramos y lo primero que hago es encender el ordenador. Mi mujer se cambia de ropa en la alcoba, y comenta las recomendaciones del médico. Yo miro la pantalla y contesto sin saber lo que digo. Estás ahí, me buscas, me has encontrado y te molesta todo lo que nos separa. Mi mujer sale; vuelve, se aquieta, me habla, se muestra amable y me impide volver contigo. Ya estamos otra vez en el vértigo. Qué felices seríamos si nos dieran dos horas al día o cuatro para estar solos, o seis. Te llevaré a algún sitio donde haya una parada militar, o a una yeguada cuando la cubran caballos. Sé que estás dentro, siento los latidos de tu corazón. Quiero seguir escribiendo y que me leas y contestes cuanto antes para contestarte. Es una contradicción y lo sé.
Estoy aquí, mi Pablo. Entro en tu borrador y te escribo. Si quieres nos alternamos. Es fatigoso aunque me produce la sensación de tenerte, de vivir ahí contigo….
De acuerdo mi niña. Pero ahora no; la Maga canta una canción brasileña preciosa. Garota de Ipanema. Escucha, bueno lee: Olla que coisa mais linda / mais cheia de graça / É ella menina que vem e que passa / Num doce balanço, camino do mar. Nació de un poema. Quiere dejarme trabajar. Por fin solos y juntos tu y yo. Es el viaje de novios, es la luna de miel. Y más allá del techo y las paredes de la habitación no vemos nada. Al regreso preguntaremos en que ciudad estuvimos. Si es que regresamos, que no creo.
Ayer recibí un video, que puede ser de los sitios de ribera donde hemos tenido nuestra casa…La casa es distinta por fuera en cada isla y son mil islas lo menos. No he querido verlo sola. Deseaba hacerlo a tu lado.
Lo veremos en el sofá del salón, si te parece bien. Con la mano izquierda en el cuello, modelándolo, perdiéndose en el pelo que lo cubre; y la derecha saludando a Escila y Caribdis, apretándolos, mordiéndolos con los dedos. Las fresas, esas cumbres rosadas tan sensibles; y mi lengua, sienten mucho placer al encontrase, al besarse, al fundirse.
Quiero que pases la lengua por la cicatriz de Escila, recuerdo del lunar que también te hubiera gustado lamer.
Mi esposa está empeñada en que vengan los nietos a casa esos días nuestros de la semana santa, para dejar libres a Isaac y Alba, los padres, que quieren viajar a Cuba aprovechando un oferta económica que les ha conseguido Raúl.
No se atreverá…hablaré con ella…de mujer a mujer.
Se atreverá. No la conoces. Ya tengo un ejemplar de “Alea jacta est”. No está mal de imprenta y, como lo paginé yo, está bien paginado. La portada es como me temía, los añadidos de la diseñadora la han empeorado: me cambió la letra, el color de la tinta, y mi foto esta desenfocada. Lo de la foto me da igual. No creo que se venda mucho porque es ensayo, hay pocos lectores y la oferta de los investigadores es grande. Ya te iré contando. El próximo es “Naufragio”, el poemario que lleva tu portada.
Esperaba impaciente en la puerta del borrador, Pablo mío. Quieres enfriarme… lo noto. Nos damos miedo así, tan sin pensar… es ese vértigo del que hablas…No quiero ser como mi padre, y no lo soy ¿verdad? Tampoco, tú. Nos queremos. Gracias por estar ahí… me contradigo y mucho. Soy toda una contradicción.
Las contradicciones nacen en la persona, de las necesidades no cubiertas. Además, cuando se cubren las necesidades de forma imperfecta se produce la dependencia. Primero es la necesidad, y todo lo demás es la carne con la que cubrimos el hueso de la necesidad. Por sus necesidades los conoceréis.
Ya sé, pero me gustaría qeu lo nuestro fuera directo y pudiéramos hablar cara a cara… y que me llevaras a ver esa yegua… con el caballo encima…no sabes cuánto busco la puerta de nuestra casa para sentirte dentro… Deseo tanto estar contigo del todo…y no puede ser…mis hijos y mi marido. Debo hacerte caso…esa es mi vida. Y tú…y tú qué…si eres más que mi vida… Imagino… entro en casa sin llamar… estás con el ordenador portátil, pero al oír mis pasos giras y me abrazas… he dejado el bolso en el suelo… y mis brazos reclaman tu cuerpo, tu amor… tu comprensión sobre lo ocurrido en un largo día de nervios. Te cuento mientras nos besamos…te cuento y nos dejamos llevar río abajo…
Espera un momento, por favor; la Maga ha dejado de cantar y viene muy decidida, hablándome, contándome no sé qué problema.
Mi escritor, mi poeta, desabróchame la camisa y el pantalón… te ayudo y nos liberamos de estorbos.. te cuento cuerpo a cuerpo… mi vientre y el tuyo… me conduces hacia la mesa del salón, me subes…y dejo de contarte.. me sientas, retiras la ropa. Ya no sé que somos…ya no sé quien soy… Me pides que respire hondo, que llene los pulmones para que el oxígeno llegue a todas las células y el goce sea más largo…más intenso. Es cierto…la lujuria se aproxima al cenit… veo el placer en tu cara y gozo de nuevo. No estás, la Maga te ha raptado. He intentado hacerme alguna foto esta mañana pero no me han parecido dignas de ti. Duérmete, mi amor… duerme sin salirte de mí…puerto de tu barco, atracadero…
Sí, la Maga me rapta en las urgencias más extrañas. La cremallera de su bolso nuevo no habría; guardó ella las recetas del médico. Había pillado la piel doblada. Casi la rompo del tirón; pero quedó bien. Está contenta, ahora habla con Mona. Tienen para horas. Quiero ir a Palma para que me la enseñes, quiero ir a Ciutadella para que me la enseñes; a Ibiza, a Girona, al carrer Avinyó de Barcelona, a Sant Elm de Andratx, para que me los enseñes. Y quiero ir a Cala Blanca, y ver la casa de tu madre que tu padre alquila a extranjeras a cambio de placer. Quiero conocer a tu padre y hablarle de nosotros, quiero entender sus razones vitales cuando me las explique, quiero decirle que con sus golferías, huecas de cariño, se está perdiendo a una hija repleta de amor, a una Virginia que quisiera tener un padre corriente de esos que tienen las niñas corrientes. Pero me temo que tus lugares no caben en un viaje, que tu padre no cabe en una simple conversación.
Pablo mío, te entregaré mi mundo cuando vengas; pero mi padre…no puedes entender lo que siento por mi padre!….no es pena, no es odio, no es cariño, no es lástima…Hay situaciones que, por mucho que me esfuerce, no van a cambiar.
20:08
Mi querida niña, conoces bien el valor del esfuerzo. Y sabes que en el esfuerzo hay grados. Creo que acercarte a tu padre vale la pena; no por él, por ti. Aunque no lo consigas. La sociedad actual, competitiva, materialista y economicista, solo considera esfuerzo el intento que obtiene resultados. Hay una fórmula física que la mayoría no tiene en cuenta, afortunadamente. Es la fórmula del trabajo. Trabajo igual a fuerza por espacio. Terrible, descorazonadora. Solo hay trabajo si, empujando algo, se mueve. Fuerza por el espacio recorrido. Empujar lo inamovible no es trabajo. Pero con tu padre, para evitar remordimientos, debes intentarlo. Tuve una tía segunda, soltera y casi monja, que para mí fue primera. Lo recuerdo ahora, y no sé porqué. Es gracioso. Me guardaba una estima alta y un cariño inusual; y todo ello sin razón aparente. Puede que me considerara el hijo que no tuvo. De cuando en cuando me invitaba a pasar unos días en su casa. Falleció temprano, virgen, y mártir de la pasión religiosa. Ella me descubrió el placer obtenido en la lectura de la Biblia. Eran vacaciones y el tiempo transcurría lánguido. Más allá de la media noche quise ir al cuarto de baño. Al pasar ante su habitación oí gemidos, algo así como una queja. Llamé, entré rápido, y la sorprendí leyendo la Biblia con mucho sofoco. Sujetaba el grueso ejemplar con la mano izquierda, siendo ella diestra. Me intrigó la escena y en cuanto me quedaba solo iba al libro de libros a saber. Jacob, Raquel y su hermana mayor Lía, en el Génesis, estaban señalados por un papelito con media receta de cocina. En las páginas que tratan de David y todas sus mujeres, en especial Betsabé, encontré la otra mitad del papelito roto. El Cantar de los Cantares me abría su puerta sin esfuerzo. Supe así, y en esas historias amorosas se inspiró mi mente para procurarme solaz.

10-El Placer a horcajadas del Amor

De: VirginiaLibre A: Virginia Libre 25/3/10 7:39
El Universo es inacabable; y nosotros formamos parte de él. Una parte insignificante. Cada persona una mota de polvo, poco más. Motas de polvo y, en contra del pensamiento de Pascal, a veces no pensamos. Lo imagino antropomórfico. Una cabeza humana con un rostro humano. De un tamaño imposible de imaginar. Ojos de miríadas de kilómetros que abarcan la infinitud. Y una boca que puede tragar millones de planetas como confites. Imagina el reloj; el reloj del Universo marca la cadencia de los sucesos galácticos. Es un gigantesco reloj de arena que también se cuida de nuestro acontecer. Y mientras, nosotros navegando en la zozobra. Ayer por la tarde, a eso de las ocho, cuando tenía yo en la pantalla del ordenador nuestras cartas enlazadas, llamaron al portero automático: era Mona Baccio. Normalmente la recibe Amanda y yo salgo del despacho para estar un momento con ellas en el comedor. Así que continué en lo mío. Solo cuando la oí en el vestíbulo me dispuse a cerrar la página. Se bloqueó y quedó abierta. Salí para saludarla; no recibía señal de internet y necesitaba enviar unos documentos por email con urgencia. Mantuve la sangre fría, me acerqué con ella al ordenador, traté de cerrar la página salpicada de palabras eróticas. Tardé un momento larguísimo y Mona pendiente de la pantalla. Por fin la apagué. Qué vió?, qué leyó?…, no lo sé. Su sonrisa pícara pudo ser una forma de respuesta. Me asusté de veras. Ante mi esposa puedo salir del apuro de diversos modos. Pero Mona se maneja muy bien en lo virtual y puede llegar a conclusiones con muy pocos datos. Añade a eso la queja constante de Amanda: Te pasas el santo día ante el ordenador. No va a denunciarme, creo; pero quedará con la mosca detrás de la oreja. Me he puesto en peligro y, por confiado, he caído en él. Hace dos días te pedía ese cuidado que no he tenido. El deseo nos enloquece. Nos tenemos en la cabeza el uno al otro constantemente. Eso prueba la enorme eficacia de lo virtual. Lo siento tan vivo que no lo cambiaría por la realidad. Te llamo en cuanto te quedas sola y me lo dices; me llamas en cuanto avanzas en el trabajo. A medio día gozamos enormemente. Joan y Amanda solo van a pillarnos si bajamos la guardia. Si fuéramos personas corrientes nos hablaríamos al oído para decirnos lo que nos necesitamos en cuatro cursiladas; pero no lo somos y acabamos gritando de placer al gozarnos. Y nos gozamos tanto… Te pido lo que no puedo darte, seguridad, tranquilidad, reposo, calma. Ayer estuve en el médico y ni siquiera hemos hablado de ello. Ni tú ni yo. Los análisis están muy bien y me ha bajado la dosis de las dos medicinas principales. Se me olvidó decírtelo. Se te olvidó preguntármelo. Te hablé de tu dibujo y la próxima portada y no lo comentaste. Sabemos cuánto nos estimulamos y cuánto bien nos hacemos. Pero no es excusa para actuar sin control. Te quiero y te deseo; y ya no sé si te deseo más que te quiero o te quiero más que te deseo.
8:10
Me dormí acurrucada en tus brazos y el calor de la noche me ha despertado. A las 6 ya estaba despierta, pensando… y a las 7 he decidido levantarme. Ahora estoy sola un ratito. Pronto vendrá Joan de llevar a los niños y nos iremos a trabajar. Tienes razón, fui a la dietista… y no te expliqué…he perdido 5 quilos en algo más de dos meses y estoy contenta. Me preocupa que Mona haya visto algo del mail…. Vigila tú también. Yo lo intento aunque a veces llega Joan y cierro con los segundos justos. Me gusta estar contigo y realmente lo ansío tanto que me cuesta controlarme. Prometo concentrarme en leer y escribir…porque amar ya amo como nunca amé, como no amaré nunca. Tu enfermedad mejora… la mejora el placer, y eso es que la mejoro yo. Contigo tengo más fuerza de voluntad y me cuido mejor, adelgazo y me siento muy viva. Ven, aunque sea un momento… respiraré la serenidad de este bello día gris a tu lado. Mi marido volverá en minutos. Le noto alterado por la carta del hermano. Anuncia su viaje desde Argentina. Quiere ver a los padres. Teme que se mueran sin verlos. Tiene una zapatería y apenas saca para ir tirando. Te lo voy a ir diciendo. Mi amante deseado…cuanto te ansío!!!
8:42
Me has pasado los kilos a mí, seis son los que he recuperado de los diez que perdí. No sé qué parte de mí es la tuya, pero voy a tratar muy bien a mi cuerpo porque en él hay cinco kilos del tuyo. Lo de las glándulas suprarrenales viene muy bien tratado en la Wikipedia. No te preocupes, ahora tengo muchas ganas de vivir y con tu amor lo superaré todo. Es importante que escribas, porque conquistarás tu posición y tus libertades. Los pasos iniciales serán los más difíciles; luego irá todo rodado. Sé que aún no te atreves a luchar cada día, pero te vas haciendo fuerte, estás segura de ti y sabes cómo conseguir el objetivo sin enfrentamientos. Girando y girando en torno a sus palabras, creo que ambas, Amanda y Mona, Mona y Amanda, sospechan de Rosina Ramires; creen que tengo algo con ella. Si desvío por ahí la sospecha se irá desmontando sola con el paso del tiempo. Mientras, las tengo ocupadas. No volveré a ir solo a casa de Rosina en Roma; quien evita la tentación evita el pecado. Han sido dos sexiones nada más, y no habrá otras. Masajes en el cuello, cervicales, espalda; y se acaba en la cama buscando el punto G. Me iré distanciando paulatinamente de ella; quiero que sea amiga de la familia y no mía. Podemos capear el temporal, pero debemos cuidarnos. Ho bisogno di te. Tu sei il sole che illumina la mia vita.
9:16
Jueves, el mejor día de la semana. El pasado no compromete al presente, ni el presente al futuro. En nuestra casa es así. Me lo dijiste al principio. Te das cuenta? Así debiera ser la sociedad que nos rodea… libre. Nunca seremos esclavos de las palabras, dijiste. Cambiar de opinión es un derecho inalienable. Estuve de acuerdo contigo… y los dos hemos ejercido ese derecho. Pero no me pidas qeu frene mi deseo de tenerte… sencillamente, no puedo. Dejo mi qeu típica como me has pedido.
15:19
Estoy satisfecho del artículo que me acaban de publicar en Internet, un tanto filosófico, pero muy revelador. Me aprovecha la experiencia digital que estamos viviendo: lo siento, lo pienso, reflexiono y llego a la teoría que te escribo aquí:
En los tiempos remotos existía la realidad, y la realidad era dueña y señora de todo. “Dura realitas, sed realitas”. El hombre la sufría o la gozaba, con un determinismo que hacía la rebelión impensable. La realidad se medía en tres dimensiones puramente físicas: altura, profundidad y anchura. El hombre vio que esa realidad tridimensional era estática, y para darle movimiento añadió una cuarta dimensión: el tiempo. “Tempus fugit”, se dijo; no es exacto pero da idea de movilidad, de cambio. El tiempo no es físico ni real, es impalpable e inasible. El tiempo quieto, detenido, no existe. Lo que existe es la evolución, la caída de la arena en el reloj. La sucesión de fotos fijas. A esa sucesión de estadios, es a lo que llamamos tiempo. Su marcha es de percepción variable para las personas, por eso hizo falta un convenio universal que unificara la medida del tiempo y la denominación de los lapsos. Día: una vuelta en la rotación de la tierra. Semana: una fase de la luna. Año: un giro en la traslación alrededor del Sol. Y de ahí todo lo demás: múltiplos, divisiones. Estamos en el siglo XXI, y la tecnología facilita la posibilidad de añadir lo virtual, es decir lo imaginario, a lo real. Se trata de una revolución poco valorada, pero nos permite vivir en plenitud, incorporando a lo que tenemos lo que deseamos. Ese logro equivale a añadir una nueva dimensión, la quinta, a las cuatro anteriores. Se trata de la imaginación; que no es una realidad física como las tres primeras, y no es convencional como la cuarta, el tiempo. La quinta dimensión ya es humana. La imaginación es la facultad más prometedora de la persona. El siglo veintiuno nos proporciona, a través de la tecnología, la posibilidad de incorporar a la realidad propia, los deseos de cambio y de mejora, los proyectos y los sueños. No lo crees maravilloso, mia gazella nella savana? Tú y yo lo sabemos. Lo vivimos a diario, tenemos una casa virtual, formamos una pareja virtual. Somos pioneros en la incorporación de la quinta dimensión.
15:34
Me he asomado a la terraza para verte llegar por el camino de las palabras…pero no vienes. Hace calor para el tiempo que es… Quiero hablar contigo y explicarte mis cosas, lo que siento y cómo lo siento. Te pones trascendente… y yo sigo siendo doméstica. Escribes literatura y quizá desconfíe de tu sinceridad. Somos estímulo el uno del otro… y el placer que tenemos es maravilloso…Pero cuando más feliz me haces, mi mente mira hacia atrás, ve la realidad y se bloquea. Complicado todo ello… porque eres demasiado importante para mí. Jamás imaginé que pudiera crear una casa contigo, que respondieras y nos entregáramos de manera tan desbocada. Escribir, leer, vivir….o los trabajos domésticos. Tienes razón… La edad de los hijos, la agencia y la situación económica… mi marido… Me doy cuenta de que he avanzado gracias a ti en todos los frentes. Me sentí satisfecha el sábado porque entre los cuatro hicimos la casa… y la comida. Lo que me pides… pintar…conquistar a Joan… repartir tareas, priorizar… sí… quizá sea una ilusa… me va pareciendo posible… y lo quiero. Escribo y las palabras surgen… el sol se ha escondido entre las nubes… Me has amado a medio día y te susurraba al oído todo lo que eres para mí… mientras… jugaba con tu pelo fino, suave y despeinado. El mar está tranquilo. Las olas pequeñas mojan la arena suave ante nuestra casa. Quiero tu abrazo, oír los latidos pausados de tu corazón. Mi Pablo, tu niña está menos desorientada cada día que pasa contigo…
15:43
A veces pienso que el sexo es alienante. El sexo debe ser el estribo, nunca el caballo. Me gustaría estar contigo en la cama, abrazados, escuchando tu voz mimosa, que alcanza así la verdadera profundidad. Hay literatura en lo que escribimos; y eso puede engañarnos. Los poetas somos el centro del cosmos, y desde ahí lo vemos todo, y lo explicamos. En mi caso, además, la novela me tiene rastreando como investigador, analizando como sicólogo, trabajando al pie de los hechos como sociólogo, y hurgando en el pasado como arqueólogo. El cosmos es el centro y los novelistas mariposas, abejas, soldados al asalto de la muralla. Dónde acaba la literatura, si es que acaba? Quieres tenerme a tu lado en cada momento. La ternura que rezumas me alimenta, me vigoriza. Y eso puede engañarnos. Debemos escribir con el corazón en la mano. Hay que desbrozar, quitar los adornos y dejar los puros sentimientos. Debemos revisar la función del placer; origen de tu primera contradicción. Tu necesidad sexual ocupa el primer plano, y satisfacerla conmigo a diario te produce remordimiento. Me comparas con tu marido y, además, temes que nos parezcamos a tu padre. Te gano en posibilidades de acción: son parte de los diecisiete años que llevo de delantera; pero tu vida enriquece la mía. Jamás me he sentido viejo contigo, y tú eres quien me rejuvenece. Tú quien ha facilitado mi osadía amorosa.
16:00
Crees en mi bisexualidad… y pretendes que disfrute todos los recursos a mi alcance, sin remordimiento. La plenitud sexual me llevará a la plenitud vital, dices. Tendrás razón, debo aprovechar este tiempo de felicidad. Ni ha sido así siempre, ni lo será. Como decía mi madre…la vida es una partida de brisca: unes vegades pinten bastos i et vénen els pals sense saber, o espases que són ferides profundes. I de vegades pinten copes i t’ho passes genial, o oros i nedes en l’abundància
16:23
Más veces pintan bastos y espadas; recibimos más palos y heridas que regalos de las copas y los oros. Días de mucho, vísperas de nada, se dice en mi pueblo. Es el Carpe diem, de los romanos. Sí, mi niña aprovechemos. No desconfíes del aventurero y libérrimo Pablo, porque, si le ves tan entregado, puedes tranquilizarte. Al margen de las circunstancias que nos impiden estar juntos, podemos vivir una vida propia que internet permite, de la que sacamos fuerzas para la otra, la que tenemos por separado. Espero que esta elucubración te aclare lo turbio, y nos ayude a tomar una decisión sobre el futuro.
16:59
La otra noche soñé que estábamos en Cuba. Hacía calor. Nos encontrábamos en una especie de bar donde debías dar una charla. Había mucha gente y casi no podíamos hablar… te abracé besándote… y me dijiste que no volvíamos a Europa, que nos necesitaban más allí. Yo me quedaba sin saber que decir ¿y nuestros hijos? ¿y tus nietos? Colaboraríamos en escuelas… y ellos vendrían en las vacaciones. Se oía música muy movida… y nos pusimos a bailar con los demás. Me desperté agitada…A lo mejor lo que soñé es una de las posibilidades del futuro.… Entra la tranquil·la tarda/ pel fosc camí de la mirada. Escribe Espriu y canta Raimon.
17:25
Emocional y racional a un tiempo. Esa es una de las salidas que nos quedan; pero no estás convencida. Solo es un sueño. Nunca te pediré tanto. No me lo darías. El amor, el cariño, la ternura, ese querer estar juntos y contarnos nuestras cosas, ese sentirnos ahí, al lado, sabiéndonos dispuestos al consuelo, a la ayuda, al sacrificio; ese sentimiento de entrega y aceptación, es nuestro espacio de partida y nuestra suelo firme. Sabemos que nos queremos, y no vamos a cuestionarlo cada día. La seguridad en el amor del otro, hará de punto de apoyo para nuestra palanca; y nos elevaremos juntos. Lo otro, a más de un sueño, sería una equivocación muy grande. Ha habido errores. Errores míos de los que has ido avisándome. El ya contemplado de hacer literatura. Cuando escribo sirvo a mi ética y a mi estética. Quiero esforzarme en la forma por respeto a mí, y por respeto a ti. Nuestra relación no sería la misma si no fuera intelectual y cuidada. Con una escritura vulgar, nuestra relación sería vulgar. Y no somos vulgares. Trato de ser didáctico contigo, trato de aprender de ti. Lees literatura al leerme y eso te ayuda a escribir mejor, a pensar mejor, a sentirte mejor. Tenemos aspiraciones, queremos progresar, llegar a la excelencia. La forma literaria aporta eso que te digo, incluso dignidad. Ahora bien, si la forma es literaria, el fondo debe ser sincero, sensible, entregado, amoroso, nuestro. Soy intelectual, quiero serlo; pienso, analizo, deduzco y me equivoco. A veces acierto. Seré como soy, y me ayudará tu sinceridad a ver mis errores y corregirlos. No tuve en cuenta que la Virginia de antes es la que evoluciona tu personalidad a lo largo del tiempo. Ocupado en la que querías ser, la separé de la que eres. Me acerqué poco a tu mundo doméstico, y es tu realidad palpable, el empedrado que pisas. Debemos elevar el techo, pero el suelo está ahí sustentando las paredes. Serviré de complemento en tu matrimonio, pero de manera natural, no forzada. Nuestro amor no debe estar supeditado a nada ni a nadie, pero quiere tu bien y te ayuda a conseguirlo en lo posible. Eso incluye la deseada complementariedad. Nuestro amor ha de tener vida propia, aspiraciones propias, ser autónomo. Siendo así te ayudará en la vida familiar y será complementario. No quieres que sea el segundo, detrás de Joan; ni el otro. Soy Pablo. Eso tengo que ser porque eso es lo que quieres y porque yo lo quiero.
18:19
Ya me iba. Me ha llamado Júlia. Problemas con mi padre ….
Niña, qué ocurre?, ha hecho otra de las suyas?, le pasa algo?, ha cantado un bingo rico o ha perdido a la ruleta?
Aiiissssss, no!!!…pues que a Joaquim, mi hermano, le dijo que quiere reconocer a Àlvar, el hijo que tuvo con la sueca cuando nos abandonó. Se lo llevó la madre a su país al poco de nacer, y a los doce años le habló de su padre español. Ocultaría la locura del verano, empezando la historia en el tiempo de Cartagena. Es sorprendente… Linda se acordaba de mi padre con nostalgia. ¿Puedes creerlo?…Me voy, dormiré contigo…
Entonces no dormirás mi corza alada; no dormiremos.
Volvía para decirte que la moto no me arranca… lleva conmigo 10 años… la tengo cariño porque mi madre ayudó a pagarla…. Mañana, al taller. La traigo cuando voy a moverme por la ciudad, porque a casa voy y vengo andando. Saco el coche cuando me desplazo por la Isla. También he vuelto para pedirte que me cuides esta noche con mimos… en mí estoy triste. Fruta de cena…y algo de pescado. Luego nos comeremos el uno al otro… y si al despertar de nuestro sueño me acurruco en tu vientre, abrázame fuerte y susúrrame algo dulce, endulzado con ese azúcar que te sobra. Aunque nuestro sueño sea imposible… déjame soñarlo… porque soñándolo me siento muy bien!!!!! Te quiero como Virginia quiso a Pablo, repetición del suyo el amor nuestro. Pero con un final lejano y feliz.

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 26/03/10 11:28
Cervatilla, me trataste con una deferencia conmovedora; y dos veces seguidas. La primera, nada más hablar con tu hermana, me contaste la decisión de tu padre. La segunda, cuando no arrancó la moto. Eras consciente de la distancia que nos separa en kilómetros, y lo supe antes que Joan. Me alegra y me da confianza, ahora que la necesito. Perdona, pero sigo pensando en las cartas de ayer. El sexo nos domina y nos desborda. Pero si nos basamos solo en el sexo caeremos en la rutina de los matrimonios, y poco a poco dejaremos de excitarnos y de escribirnos. Por eso resulta necesario un proyecto global. El cuerpo y la mente deben alcanzar el equilibrio. Percibo los peligros cuando no estás, y trato de evitarlos. Porque cuando estás, ya no pienso. Sobre la Semana Santa y nuestra noche de bodas no tengo buenas noticias: los niños, Beatriz y Rodrigo, es ya un hecho, se quedan con nosotros toda la semana. Los padres van a Cuba, en el viaje que les ha facilitado Raúl. No tendré un momento de soledad. Así que nuestro gozo en un pozo. No me resigno y, miércoles o jueves, aunque sea de madrugada, te llamo y nos amamos. Te amo, digo, y puedo asegurarte que te amaré hasta el fin del mundo, porque la fine del mondo sarà per me, quando tu mi avrai dimenticato. Te llamo a las 13:20
15:43
Mi Pigmalión, mi monje budista, mi maestro, mi amante genial, esa parte de alma que me calma espiritualmente. ¡Qué bello lo dices! ¡Qué bello lo haces! ¿Ha sido especial o es que me lo ha parecido? Borrachera de endorfinas. No te olvidaré aunque el mundo ya no exista. El amor nos hace eternos. Sí, es verdad…te avisé a ti primero. Fue un acto reflejo. Después envié un mensaje a mi marido, pero no tuve contestación… A veces pienso que le importo muy poco… pero da la vuelta a los hechos y dice que soy autosuficiente… y tendrá razón… claro!! jeje. Referente a lo de mi padre, lo que te dije…quiere reconocer a Àlvar, darle su apellido. Sí… va a resultar un sentimental… increíble. Ya me dirá mi hermano. Joan dijo… con su pan se lo coma ese ser despreciable. No estoy de acuerdo, aceptar a Àlvar lo cambia todo. El miércoles santo… en cuanto me levante me hago las fotos… varias series largas desde todos los lados…y te las mando al momento…. para que estés muy caliente al hablarnos. ¿Será como hoy?…Te ansío tanto…
16:40
Sí, como hoy: inefable, inenarrable. Quiero escribirlo para que quede constancia y no lo borre el olvido. Eran las trece y veinte cuando entré en tu casa. Quería que comieras; tengo la sensación de que no te alimentas bien. Me recibiste como esposa que toma un bocado antes del ejercicio amoroso. Sofá primero; ese sofá que tanto sabe de ti y tanto me cuenta. Te llevé a la cama a empujoncitos que no resistías, y te sentaste al borde. Quería quitarte los zapatos y la ropa. Y ya dentro, íntimamente abrazados, hablabas a mis oídos y mis oídos escuchaban a tu boca fresca. Tenías tanto que contarme…! Te creo dijiste: perdóname si aún no lo has hecho. Y esa voz dulce y mimosa lo hacía todo eminente. Cosas del trabajo, de tu vida de pareja, de tus expectativas. Me interesaba mucho lo que decías, estaba tan satisfecho, que me hubiera bastado dormirnos abrazados como estábamos. Te pregunté si lo dejábamos así o jugábamos un rato. Tu respuesta fue, la recordaré siempre, ya que estamos aquí…Y empezamos y seguimos, y todo fue nuevo y viejo, y llegaron las risas, y la alegría global, y la felicidad, y la estancia en el paraíso, y las caricias alegres, juguetonas, y los besos y mordiscos entre risas y palabras ininteligibles. Comíamos el micrófono para comernos, decíamos tonterías maravillosas, nos agitábamos, nos abríamos, nos cerrábamos; y en esto llegó tu primer estallido. Yo te esperaba como hago siempre, gozando del tuyo, recuperándome del tuyo. Me hago uno contigo en el regreso, sorbiendo tu sonrisa feliz. Vuelves en ti; resucitas, despiertas. Y de nuevo tu voz preguntando lo que quiero que me hagas. Y tu boca recibe lo que te señalo. Y hablas con la boca llena porque virtualmente es posible. Tu voz dulce y mimosa de niña ingenua y traviesa, el candor de mi hetaira virgen, de mi amante adorada; me transforma en todos los héroes de leyenda que he admirado, Ulises a la cabeza. Odisea traducida por mí. Soy Eneas en la Eneida traducida por mí. Y tú eres Virginia Libre cuando canto a tus pechos. Te digo mi niña y dices mi nombre inventándome sobre ti, dentro de ti, disolviéndome en ti. La segunda explosión y mi descarga caminan abrazadas por el sendero del placer. Van lentamente, morosamente, recogiendo flores en la orilla, viendo volar mariposas. Y cuando llegamos al punto desde el que ya no es posible retroceder, nos morimos juntos.
Me lavaste, y te lavé.
16:57
Mis ojos brillan porque las lágrimas los lubrican … qué bonita tu carta … qué bien me saben tus palabras y qué cerca te tengo. Escribiré, pintaré, amaré… y me haré un hueco sin alejarme de Ti. Tengo ganas de hablar contigo… deseo qeu el miércoles podamos subir de nuevo a lo más alto… Lucharé y estarás a mi lado y te gozaré, y me gozarás cada noche, cada tarde, cada mañana si tú quieres. Dime que sí y llámame Niña con esa dulzura tuya… Estamos en esta casa nuestra rodeada de mar … saboreo la manzana de la merienda mientras te escribo. Pensar en ti tiene una doble reacción, a veces mi cuerpo responde excitado entregándose del todo, anhelándote… otras me da calma el placer de escuchar tus palabras tranquilizadoras… Ahora… qué variable es la vida.. .debo continuar un trabajo de introducción de datos.
17:20
Lo que nos decimos en los momentos de paroxismo sexual, es reflejo del sexamor que se siente en esos momentos. Lo sabes tan bien como yo. Cuando se concluye bien, se da una comunión, una identidad, en las que la entrega y la recepción se unifican. No sabes distinguir lo que das de lo que recibes. Ese es el placer que me interesa. Ese es el placer que suma. En nuestra luna de miel me gustaría aprovechar tu bisexualidad, doblarías tus posibilidades de satisfacción a lo largo del mundo. No quiero que me mitifiques. Soy un filósofo y un idealista. Pero no soy nada práctico, no saco ventaja de mis facultades, no puedo a veces y, sobre todo, no quiero. Si fuera práctico tendría arreglado y florido mi huerto, y no lo tengo. Y si quisiera convertir en ventajas mis facultades no sería yo. Soy virtual, una burbuja que puede evaporarse en cualquier momento. Acaso tenga el don de la palabra, el don del pensamiento y el de la lógica; equiparables a esos dones que he descubierto en ti e intento mostrarte cada día. Eso es lo que puedo poner a tú disposición, y no sé durante cuánto tiempo. Si de algo puedo servirte, es de soporte. Has visto, en las pistas de atletismo, esos topes donde los que corren ponen los pies para tomar impulso?, pues eso puedo ser para ti. El resto de la carrera es cosa tuya. Y si tú quieres que esté en la meta, cuando llegues cansada habiendo dado todo tu esfuerzo; allí estaré para entregarte en un beso mi felicitación.
Aspettami dove io ti aspetto,
ed aspetterò quello che tu aspetti.
22:06
Leo tu carta. He dejado a cada niño en una tele… mal, lo sé… pero cada uno quería ver un programa y así están. Joan de cena…¿con un amigo?, ¿Anna de nuevo?… Acabo de tomar un café para aguantar la sesión de plancha que me espera… además de tender más ropa y preparar la bolsa de mañana. Nos vamos a la Sant Elm. Estaremos sábado y domingo. No sé si podré escribirte mañana, por eso aprovecho ahora. Me gusta tanto oír tu voz… El recuerdo de tu voz en el curso, es de una cierta autoridad… no la sabía cariñosa, ni tierna… era la voz del profesor, del guía… y luego del ex compañero, pero no la recordaba tan suave… tampoco me había susurrado antes y enviado mimos. Me siento contenta, feliz, orgullosa. He llegado a casa un poco más tarde de lo habitual. Ahora me pondré cómoda para planchar. Gracias por dejarme ser como soy y por ayudarme con ese empujón que cada día me das. Me gustan tus besos y los recibo con los ojos cerrados. Voy a subir una foto de Sant Elm y algunas nuevas de Escila y Caribdis…. Lámelos mil veces y recibe de ellos mil besos.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 27/03/10 5:49
Son las cinco y cuarto de la mañana. He despertado a las cinco, me he puesto a pensar en ti, mi novia intemporal, y he querido decirte cuánto deseo estar contigo. Recibí nuevas fotos mandadas al novio que está en la mili para que, mirándolas, pueda calmar sus ardores. Espero que esta mañana de sábado quieras conocer el efecto que me han producido. Son los escollos de mi novia sirena, navegante yo con los argonautas, huyendo de uno al acercarme al otro, sorteándolos equidistantes. Tus pechos sueñan en el interior de mis ojos, dentro de mis manos arqueadas, en mi boca. Los pechos de mi novia son perfectos. Tienen su sitio en el mundo, errantes esferas planetarias. Son autónomos y amamantan mi pasión. Rezuman erotismo, mi apasionada amante virginal, mi yegua de hermosa grupa que quiere ser montada. Te preñaré y viviremos juntos hasta el parto. Nacerá una niña rosada que atenderemos ambos con mimo. Esbelta como la madre, bella como la madre, inteligente como la madre, ágil, enérgica y sensual como la madre; independiente y libre como el padre. Podemos olvidarnos de todo y vivir una historia de amor al margen de los demás, que empiece y acabe en nosotros. Sin reservas ni tabúes. Sin miedo. Con la niñita llamada Aurora, hija nuestra, comienzo de un tiempo nuevo. Son casi las seis de la mañana y sigo trabajando, con la esperanza de que luego entres para preguntar qué me han parecido los nuevos retratos de tus pechos, qué sentimientos me ha suscitado.
8:16
Me acosté tarde y emocionada… pensando en lo qué pensarías si pensabas en mí. Me he despertado a las 8:00, y entro en nuestra casa desperezándome antes de que se levanten. Una hija nuestra? No puedo decirte, he sufrido un shock…el corazón me ha dado un vuelco. Me alegra que te gusten tanto mis pechos… Mi puerta del cielo el miércoles se abrirá para Ti.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 28/03/10 21:45
El sábado vinieron unos amigos y vimos las mil diapositivas que hice durante aquellos años en que me aficioné a la fotografía. Algunas eran muy buenas, te lo aseguro. Pasó ante nuestros ojos una parte esencial de la vida con los hijos. Subo unas fotos de las callejas de Trastevere y de nuestro piso, ahí es donde trabajo y te escribo, donde te excito y me excitas. Tú y yo somos más sexuales que la mayoría; y nos complementamos bien porque nuestras circunstancias se complementan. Es esencial el respeto mutuo; eso lo sabes; y la capacidad de donación. Hace falta amor; bueno, eso que llamamos amor; es decir, un sentimiento irracional e ilógico, que nos obliga a actuar en favor del otro con el costo personal que sea. No sé lo que tú necesitas, pero yo necesito ese sentimiento que se alimenta del progreso que consigues, y del cariño que me muestras. En el placer, podemos distinguir cantidad de calidad. La cantidad, deficitaria en tu caso, es cosa de Joan. Pero la calidad es cosa tuya. Si cuando estás con él te excitas más y logras más placer pensando en otras situaciones y personas, derecho tienes a hacerlo. No le quitas nada a él, en todo caso le das más estímulo. Este es el análisis que mi mente racional hace de la situación. Si sucede que soy didáctico es porque lo requiere mi tarea. Si utilizo el imperativo en mis escritos, lo hago con intención de enfatizar lo que digo, reforzando ese papel didáctico. Soy el profesor diciendo: mañana me traen ustedes, bien aprendida…y lo dice sabiendo que no se lo van a traer. Jamás impuse nada a mis hijos, tampoco a mi esposa. Jamás te impondré nada a ti. Ya tengo pensado lo que haré el miércoles en nuestra noche de bodas. Será al acostarme, a la hora que me digas, cuando te venga bien. Dormiré solo y tendré el ordenador a mano; desnudo en la cama te llamaré lo mismo que a medio día. Pero estará Amanda, mi Maga, en la habitación de al lado y te hablaré flojito, en un susurro, para que solo tú me oigas. Podrás decir lo que quieras, tan alto como quieras. Podrás avisarme cuando goces el gozo grande, y pregonarlo a la noche. Quiero oír el grito de tus estallidos para incrementar la fuerza de los míos, seísmos los tuyos y los míos por encima del grado siete. Mi adorada mujer madura, qué despacio viene el miércoles!
22:05
Se me olvidó introducir en el sobre de la carta de antes, estos versos, escritos para ti:
Nada me da tanta pena, como verte marchar,
cuesta abajo y sola,
camino del mar.
Nada me da tanta pena, como verte llegar,
cuesta arriba y sola,
por el camino del mar.
Siempre te vas, al amanecer, al mar.
Cada tarde regresas,
de ese mar que te trae, de ese mar que te lleva.
Mañana iré, contigo a pescar, al amanecer.
Regresaremos juntos al atardecer,
con todos los peces,
que tu mar nos dé.

11-La nada y el todo, de la mano

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 29/03/07 8:05
Precioso el poema que me dejaste anoche. Me hace llorar. De verdad pensaste en mí al escribirlo? Pescadora yo… Sí, pensabas en mí, estoy segura… Pescadora contigo en mi mar. Juntos doblaríamos, y más, triplicaríamos, la pesca. Qué feliz me haces…Todavía me emociono cuando hablo contigo…. y me doy fuerzas a mi misma cada día. Hoy me he despertado con excelente humor. Joan está raro, su hermano retrasa el viaje hasta mayo; le han surgido dificultades en la zapatería. Ya ves, se han visto tan poco…alguna carta… ni fu ni fa. Ayer por la tarde pensé, y al meterme en la cama, en todo lo que me aportas; y no solo sexualmente. Me aportas la dulzura que suaviza las formas, la visión coloreada de lo gris, coraje… fuerza…y sensibilidad. El sábado soñé que vas a venir a Palma. Dices a Amanda que vas a Zaragoza a ver a tu hermana… explicas a Luz que vienes a verme… y ella, que sabe lo nuestro, imagino… te encubre. El corazón se alegró tanto… y esa sensación… tan viva… hizo que estuviera alegre todo el día. No puedo negar sentimientos y deseos. Soy feliz contigo y deseo serlo siempre. Escribo y paro… pienso y sonrío, sé que estás ahí y te noto, me alegro. Acaricio el teclado del ordenador antes de presionar las letras.
9:10
Tienes que pintar de colores vivos el muro de mi cerca, la pared gris de mi cárcel. Píntame paisajes abiertos, mi pintora amada; pinta ríos que discurran por laderas y valles, píntame nubes blancas cruzando cielos azules, píntame la libertad que no tengo. Píntame escalas para subir desde dentro y bajar hasta afuera. Hazme libre, mi amada pintora. O salgo o entras. No puedo estar sin ti, no puedo. Ven a mi celda, duerme conmigo, y al clarear el día nos vamos volando. Campos y ciudades lejanas nos verán novios enamorados. Volando, volando, volando, hasta llegar a la tierra de la leche y de la miel, donde los árboles regalan su fruto a quienes se aman como nos amamos, donde los arroyos llevan aguas frescas y puras para que bebamos de bruces. Amada mía, cuánto espero tus cartas, cuánto espero tus besos, cuánto tus caricias! Mi proveedora de dátiles y leche de camella, estoy hambriento de ti, dame tus pechos perfectos para que los quiera, dame tu grupa hermosa para que la monte, dame la puerta del infierno para que la penetre, dame tu puerta del paraíso para fecundarte de nuestra niña Aurora. Amada mía, mi novia frutal, mi mujer completa, contigo de la mano qué alegre es el camino! Mi pintora inspirada, coloreas la prosa de mi vida con tus acuarelas. Este fin de semana estuve ayudando a mi amiga Assunta Bari en la traducción de dos poemas de un mexicano al italiano. Creo que la fui útil, más que por resolver sus dudas, porque le di enlaces que la van a servir en el futuro. Me asombran su capacidad de trabajo, su entrega a la escritura, su pasión cultural. Ella y Ambrogio perdieron al único hijo y, ahora, la escritura comprometida es la vida de ambos. Estuve en la presentación de su último libro, escrito entre los dos, en la Universitá La Sapienza; y Assunta ocultaba la tristeza detrás de unas gafas negras. Anoche vinieron Rodrigo y Beatriz. El niño tose, tendré cuidado para que no me contagie, porque el miércoles debo tener la voz clara para amar a mi novia en la cama. En la cama: qué bien suena, qué tentador. Voy a guardarte las ganas de dos o tres días para regarte. Te quiero abierta de par en par, te quiero abierta para fundirme contigo en un abrazo profundo. Noche de bodas ideal. Y sueño cuando sueño que sueño con un sueño que quiero hacer realidad, sueño que vamos a dormir abrazados después del último éxtasis, el que abarca todo el cuerpo y explota en la mente.
10:06
Buenos días Novio Mío, tengo el tiempo justo para rodearte con mis brazos y besarte. He sentido tu deseo y tu amor en las dos cartas anteriores. Que pasen pronto el lunes y el martes!!! Pienso en ti a cada momento… y en nuestro encuentro de enamorados del miércoles…. Deseo tanto que me susurres palabras de amor mientras me amas… Tendrás más fotos íntimas…Portaceli y Sensitivo si se prestan a posar sin falsos pudores…Preciosas las fotos de tu casa…precioso el barrio, quiero ir…contigo…Estoy en camisón negro de tirantes… Los niños duermen y Joan ha salido un rato. Todos de vacaciones, menos yo, pero me alegro…No llevo ropa interior… Preparo los zumos para cuando se levanten y me arreglo para ir a trabajar. Pienso en ti… y un sin fin de escenas románticas… desarrolladas en nuestra casa… bombardean mi mente y hacen que mi cuerpo reaccione a esos pensamientos y note la humedad. Me gustaría tenerte bajo esta mesa del ordenador… me gustaría notar tu beso ardiente y tu lengua de fuego jugar con mis labios y mi Sensitivo… me gustaría saborear tus besos con sabor a mí… y que me hicieras tuya durante un largo rato. Pablo…cómo te deseo…. No quiero actuar como mi padre, y no lo hago… Pablo, dime que no lo hago!!! De repente me notas fría contigo, y es por eso, porque la calentura me domina y pienso que es la herencia. También mi madre era caliente. Pero yo te quiero y tú me quieres. Eso nos salva. Àlvar Bjork, Boinder Bjork, es un hombre guapo, muy guapo. Alto como mi padre. Llama la atención. Ahora es vendedor. Vende de todo. Las mujeres le compran lo que venda…y a él se lo rifan… No sé, parece buena persona… tiene algo de víctima…y algo de verdugo. Es una versión nueva de mi padre…mejorada. Su madre debe de ser una buena mujer. Quiso salir de la monotonía de su ciudad y de su vida, juntó dinero y se vino a la locura de un verano alargado. Volvió golpeada y con un hijo, acaso querido por ella, clavo ardiendo al que se fue agarrando con ilusión. El hijo decidió buscar a su padre, y aquí se quedó. Ignoro la suerte de Linda, Àlvar no lo contó.
11:33
Tienes que incorporar a tu vida la parte de vida que proviene de tu padre. Hazlo. Tú eres esa historia también. Yo te quiero, aún más, por esa parte de tu vida que no te ha dañado, que te ha hecho mejor. Mi amada Virginia, mi esposa soñada, parece que fue ayer, pero llevamos veinticuatro años casados, un chamán de la selva brasileña bendijo nuestra unión cuando estabas a punto de parir una hija nuestra. Al mes siguiente, en Salvador de Bahía, la Bahía mulata y alegre, erótica y vital, nos nació Aurora, la hija que hicimos libre para que nos superara a ambos. Hoy recibes carta de ella:
Querida mare: Soy Aurora, tu hija. Tengo veintitrés años y desde que dejé los colegios viajo por todo el mundo. Lo sabes por mis cartas. Pertenezco a organizaciones sociales que se desviven por los demás, y dono cuadros a personas que los venden para seguir sus tareas altruistas. Participo en coloquios defendiendo la redistribución de la riqueza, la progresión de los impuestos y el término del hambre. Me manifesté delante de la Casa Blanca pidiendo el cese de las guerras y la reducción de las crecientes diferencias sociales. Por mi actitud anticapitalista me expulsaron de Estados Unidos y no puedo volver. Tampoco lo deseo. Guardo un buen recuerdo de Bahía y de Brasil. Mi niñez fue feliz, pues os tuve a ambos. Tú, la meva mare, me hablabas en catalá; o pai, en castellano; el portugués lo aprendí en la calle y en la escuela primaria. Después llegaron los internados de señoritas y en ellos pude añadir inglés y francés a los idiomas hablados. Conocí, por añadidura, las satisfacciones que proporcionan el amor y el sexo. Tú me enseñaste los preliminares y aprender el resto fue tarea mía. En cuanto me licencié en arte e idiomas, empecé a vivir por mi cuenta. Traducía textos literarios y pintaba retratos de gente interesante. Ganaba para seguir mi camino. Durante estos años os escribí. O pai contestaba enseguida diciéndome lo feliz que es contigo; fue él quien me entregó la llave de vuestra casa, VirginiaLibre. Conozco por ello la intensidad de vuestra relación de pareja, la fortaleza de vuestro amor, el enorme placer sexual que os dais. Deseo para mí un amor como el que vivís vosotros. Soy hija del amor, y ahora lo sé. Ignoro si me quieres menos que Pablo, aunque lo parece. O pai asegura que eres víctima de un conflicto de intereses emocionales: amas a Ricard y Mireia, los hijos reales de tu matrimonio con Joan; y amarme a mí, virtual como soy, de igual modo, se te hace difícil. Pero está convencido de que, racionalmente, me amas tanto como él. Encuentro bien ao pai; está en un buen momento de su vida: incluso física y emocionalmente. Es un hombre lleno de juventud y entusiasmo. Me parezco tanto a ti… He visto tus fotos, las íntimas incluso, y tus rasgos son los míos. Los pechos son copia de los tuyos, incluso el derecho es algo más grande y tiene un lunarcito. Mi sensualidad es la tuya, mi inteligencia, mi energía, mi entrega al trabajo. Me propongo con esta carta esbozarte mi vida; y la escribo a prisa, para decirte que el próximo fin de semana estaré en Barcelona, sumándome a las protestas por la llegada del portaaviones Enterprise. Trato de convencer ao pai para que me acompañe y nos veamos los tres. A ti no te cuesta nada desplazarte desde Palma. Cenaríamos en el restaurante la Cúpula, donde tenéis una cena pendiente, y sería una jornada inolvidable. Habrá más cartas, y sé que llegarás a valorarme como Pablo. Escríbeme a este email, porque será el cordón umbilical que me una a ti. Te quiero, siempre te he querido; eres la meva mare y si me aceptas como hija y nos escribimos, me harás muy feliz. Recibe los abrazos más fuertes y los besos más dulces de tu hija, Aurora
17:22
Mi querido Pablo, por qué me haces esto? No sé si enfadarme o llorar de felicidad. Una hija nuestra de veintitrés años, un sueño de mi deseo de estar contigo de verdad, de amarte en la cama de un hotel. Una hija tuya y un sabor agridulce llena mi boca; el corazón late agitado. Sí, me sorprendió y no supe aceptarlo cuando me lo propusiste; creí que era broma. Pensé en Ricard y Mireia, mis mellizos, mis hijos de verdad; les quitaba algo al darles una hermana y quererla. Lo que dices de la salchicha sustituyendo a la zanahoria… de acuerdo. Me compraré para mi régimen…y te explicaré. Lo de la ayuda en casa… la he tenido hasta hace poco… pero… hay demasiados gastos…en verano aviso a una señora que me ayuda… bueno señora… es más joven qeu yo. Aquí hace buena temperatura, llevo tejanos, una camiseta de tirantes y chaqueta de punto muy larga en tonos morados. La ropa interior es blanca y me encuentro la mujer más sexy del mundo… Preparada para estar contigo y gozar del momento… húmeda, esperándote. Me sorprende a mí misma el deseo que siento por ti y las ganas de oírte la noche del miércoles cuando te acoja en mi alcoba y nos amemos. Te quiero dentro de mí…. tu hombría en mi interior hasta que la apacigüe…hasta que vuelva a excitarla e inunde mi canal… Cuando venía hacia el trabajo me he acordado de mi madre, de cosas que me dijo. Estaba embarazada de mí, iba al hospital con una monja muy cariñosa que la atendía en las visitas. Yo nací por cesárea…La monja qeu tanto quería mi madre se llamaba Portaceli… y en su honor a mi madre se le pasó por la cabeza llamarme así….jejeje. Pusiste ese nombre a mi Monte de Venus y a mi Introito, y pudo ser mi nombre. Me he reído sola y luego he pensado en una premonición o algo más. Con mi madre, que era Piscis como tú, y un poco bruja como tú, tengo en el cielo, tenemos, alguien que mueve mis hilos y se ocupa de mí, de nosotros. Lo crees también y me lo dices. ¿Te imaginas? Portaceli… ya es coincidencia. Paralelismos o vasos comunicantes. Imposible dejar de estar excitada… de mojar mi ropa interior. Me interrumpe el teléfono y pienso qeu eres… Tú. Ya sé, hemos hablado… pero???
18:12
Mi niña, te emocionas aún cuando hablas conmigo, eso me dices; y eso es lo más bonito que me han dicho nunca. A medio día estuve observando las marcas de ropa en la piel de tus fotos, te lamentabas y resulta ventajoso. Es como si llevaras ropa invisible. La braguita hecha de tu piel está ahí, puedo verla, puedo lamerla, es de una seducción asombrosa. Va a humedecerla mi lengua hasta que el algodón originario sea transparente. Hasta que se hunda en la grieta sagrada y tome su forma. Una hora si es necesario lameré. Una hora larga, hasta que goces y te beba, te disuelvas y me grites tu goce como harás el miércoles. Lameré a Escila y Caribdis, lameré sus fresas hasta que digan mi nombre como tú lo dices, con un deseo que ni tú ni yo nos explicamos. Lo nuestro es imposible, pero es. Contra todas las leyes de la naturaleza, pero es. Vamos a intentar que no te hayas puesto tan sexy en vano. En este momento me convertiría en cinco, uno por cada sentido: un Pablo gusto, un Pablo tacto, uno oído, otro vista y un quinto Pablo, olfato; todos ellos deseosos de satisfacerte. Te imaginas un Pablo tan imaginativo como yo, dedicado a excitar cada sentido? Te imaginas que la vista tuviera todo lo que quisiera tener, en una visión que abarcara todos los tiempos, tuyos y míos, desde el descubrimiento del sexo hasta la satisfacción actual? Pasando por el primer orgasmo, la primera penetración, todas las penetraciones, cualquiera que fuera la puerta de entrada. Así cada sentido mostrándote lo suyo recogido de todo tiempo y lugar. Imaginas? Imaginas lo que sería la acumulación de placer, y tenerlo todo de todos los sentidos, unido esta tarde, proporcionado por cinco Pablos, para una Virginia?
18:22
Lo imagino… y Vulcano está en mi fragua atizando el fuego. Conxita… en el despacho de al lado… y tal como me has puesto… podría gozar sin tocarme… moviéndome y contrayendo los músculos. Me duele la espalda y Júlia me cuida con piedras… y me dejo cuidar. … además acostumbran a ser bonitas… ahora llevo una entre amarilla y blanca… y me dará otra que se llama Calcedonia… Las cuelgo del cuello con un cordón negro… medio hippie. Estoy segura de que te gustarían. El día de mañana…Debo tener confianza… lo sé… ni pizca de miedo… Estoy de suerte …y saldré victoriosa de todo… aunque sea la más cobarde del mundo… jajajajaja. Soy Virginia Libre … y según me dices.. sé muy bien adonde voy. Te quiero y quiero decírtelo al oído… T’estimo molt…i et desitjo encara més.
22:01
Volvía a casa cuando me llamaste. Ahora me he puesto un rato en el portátil mientras Ricard y Joan ven un programa de deportes. Te has reído a carcajadas con mi carta. Dices que soy graciosísima… y me comerías a besos. Sí, Calcedonia con un cordón negro; te la enseñaré en una foto. Quiero ver esa tira de cuero y la concha de cefalópodo de boca aplastada que semejaba una concha de mujer. Y la llevabas al cuello como si tal cosa…Fuiste hippie… creo que todavía lo eres. Quiero ir contigo donde vayas. Nos atraemos tanto que no podemos despegarnos. Si hace quince años me gustabas y te tenía estima, ahora me vuelves loca. Durante la excitación digo cosas que son ciertas……lo sé, lo sabes… Recuperar a mi marido… lo intentaremos si quieres, pero sé que es tarea imposible. En el intento… inútil… ganaré en amor, en conocimientos, en sensaciones, en superación….Me olvido de Joan y quiero que te olvides…me entrego a ti y me haces feliz. Tú te entregas a mí y eso me basta. Lamento si en casa has tenido problemas. Lo siento. Si sufres yo también sufro. No quiero que me ayude mi marido a acariciarme…y que me dijeras eso quizá no me ha gustado…. pero no le he dado mayor importancia…. Llevo muchas noches acariciándome pensando en ti…y él no se ha dado cuenta…o disimula. Debo dejarte… temo que entren en la habitación. Temo que sorprendan la doble vida que llevo… la de casa y la universal, como tú dices…contigo

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 30/03/10 7:59
De cuando en cuando frenas tu marcha y me frenas. Haces que lo note y, cuando me enfado y pregunto, respondes con una carta de amor. Lo has hecho varias veces; y una de ellas facilitó que te invitara a abrir nuestra casa. El asunto del hotel, cerca de Plaça España, con tu chaqueta de cuero negro sobre aquel cuerpo potente que descubrí, un cuerpazo excitante, está poco explicado. Te intereso desde hace quince años, y no sé en qué medida. Sigues temiendo que tu sensualidad, tan valorada por mí, me cause una impresión equivocada? A veces tienes la sensación de ser ninfómana, me dices. Puedo darte la réplica y hasta llegar más lejos. Dirías de mí que soy ninfómano? Sé lo que me ha costado conquistarte, milímetro a milímetro, y lo poco que he conseguido, todo está prendido con alfileres. Te descubro virginal a cada paso, y veo facetas en ti que ni tú sospechabas. Entraste en nuestra casa sin saber lo que iba a ocurrir, pero con voluntad de entrar y avanzar. Del sexo hemos llegado a los sentimientos más profundos. Nos hemos comprometido tanto, que la duda en estos momentos no tiene sentido. No existe futuro más allá del horizonte, y no debe preocuparnos. Alargaremos el presente todo lo que dé de sí. Nuestro amor avanzará por un presente continuo sobre los carriles unidos de los días. Quise ser un medio para recuperar a tu marido, pero creo que me consideras un fin. Y no es fácil que yo me haga a la idea: tengo 17 años más que tú, y hasta que te mandé la primera foto desnudo, me atribuías un cuerpo más viejo. Con el símil de la yegua y el caballo, te hablé de una potrilla. Aurora te escribió una carta llena de cariño; y la aceptaste. Aún estamos en edad fértil, sabiendo que es posible, pero que no va a suceder, al margen de todos los obstáculos, te gustaría tener un hijo conmigo?
Anda, di; te gustaría?
Venga, dilo, valiente. La verdad, solo la verdad.
9:42
La verdad verdadera. Pensé tener un hijo juntos, de hecho vi en una carta tuya que me lo preguntabas así… pero luego lo debiste borrar. Desde entonces me lo estuve planteando y he pensado en ese hijo nuestro, he pensado en cómo me cuidarías…que lo tendríamos en nuestra casa…que me ayudarías en el parto y que si a ti te parecía bien sería una niña, una niña preciosa, llena de amor y hecha de amor. Sensual, inteligente, con carácter. Amaría el mar. Le pondrías ese nombre… Aurora. Sí, acepto y quiero a Aurora. Se te olvida qeu mi marido se hizo la vasectomía… ¿cómo iba a explicárselo?…. Eso me descolocó. Me gustaría tener un hijo tuyo, buscarlo… porque sería fruto de noches y días de deseo y amor. Sabes que me gusta estar embarazada… que ni mi embarazo doble ni el parto de los gemelos me hicieron retroceder. Otro embarazo… sería algo tan natural y bello que la idea me parece fantástica. Lo ves?…yo separo lo mío de mí, y lo tuyo de ti. Haz lo mismo, mi vida. Sólo nos quedan unas horas… para poder estar juntos… mañana hacia las 10:00 se irán… voy a ir a la peluquería para recibirte preciosa. Esta mañana he llegado antes a la oficina y me he hecho algunas fotos… pero… no me han gustado nada. Faltaba estímulo, así en frío Portaceli se retrae. Preferiría que fueras tú mi fotógrafo, me pondrías como quieres. Estoy viendo las tuyas en Domésticas. Pelo despeinado… sin tirar atrás… y me gusta. La foto de Sitges la he visto y es curiosa… estás con un niño, tu hijo quizás. Me gustas… vestido de verano y short. Despeinado me gustas más…la de la cámara de fotos…genial… ven a fotografiarme… No te miento, nunca te he mentido. Hasta pronto novio mío, mi sueño cumplido a la perfección. Te quiero mucho…y te lo voy demostrando aunque no lo necesites.
10:06
Cervatilla en celo: nuevas fotos de Portaceli y Sensitivo: no las hagas solo por satisfacerme. Si no te convencen a ti, no las mandes. En tu intimidad, en tu ética y estética no debe mandar nadie más que tú. Tu vida va a ser larga: ciento cinco años según los últimos estudios; y no me tendrás a mí. Fíjate metas parciales; pero sabiendo que vienen otras donde lo aprendido en las anteriores sirve. Bueno, ya estoy lanzado; ahora puedo escribir mil páginas sobre cómo afrontar tu vida. Falta que sea capaz de escribir cuatro líneas sobre cómo afrontar la mía. Me has mentido cuando no me has dicho la verdad entera. Ya lo aclaramos por teléfono. Pero con independencia de eso, siempre que te pida una aclaración y me la des, tu aclaración será mi verdad. La foto de Sitges; aprecias continuidad entre aquel cuerpo y el de ahora? El niño es mi hijo Raúl: treinta y seis años, casi como tú. La foto del espejo es de mi época de fotógrafo, con la Nikon en ristre. Te mando una de mi esposa sola, para que la compares con la que viste en Blanquerna. Voy a la exposición retrospectiva del fotógrafo Mimmo Jodice, con Mona Baccio; no he podido escaparme. Coincide con otra de Giorgio de Chirico. Si nos da tiempo veremos las dos. La Maga se queda con los niños. Deseo besarte hasta el dolor de lengua y de labios. Ya no reservo nada a Joan, ni a nadie. TQM.
16:06
Estoy en el trabajo esperando a que me llames… Ibas a la exposición con Mona… He anulado una cita con un proveedor de vallas por si me llamas. Pienso en mañana por la noche y temo qeu algo lo impida. Las fotos que quieres, abierta y húmeda, del todo excitada… me dan un poco de vergüenza…no te negaré que hay morbo… porque imagino que me las estás haciendo tú… Creo que al final saldrán a mi gusto… y al tuyo… Te dedico la noche, la mañana y la tarde… pienso en ti y me gusta. Tengo muchas respuestas que darte. Duermo siempre con Joan, estemos contentos o enfadados, no tengo espacio en otra habitación… está el comedor… que alguna vez lo uso por no poder dormir al estar preocupada …En el sofá, mirando el cielo y las luces del barrio…acabo conciliando el sueño. Puedo darme gusto con él durmiendo al lado…no hay problema… a veces está en el despacho ante el ordenador. Creo que ve pornografía. Qué penita…Ayer, antes de que se acostara, me abracé a la almohada…imaginé qeu era tu pecho… apoyé mi cabeza y te expliqué en pensamientos que estaba triste porque no venías… Deseo hablarte … Me gusta que recuerdes la ropa que llevaba puesta el día del hotel, y que te pareciera potente mi cuerpo. ¿De verdad te fijaste tanto? me haces sonrojar… Tengo ganas de oírte. Pienso que, a lo peor, no estás en la exposición con Mona…sino en su casa….Amanda es muy confiada….
17:54
Menos mal que has llamado, aunque haya sido un momento. Me ha alegrado tanto oírte…Claro, si estuvisteis en las dos….se explica la tardanza. No, no estaba fría; de verdad. Creo que Mona te busca. Si leyó una carta sexual dirigida a mí, quizá quiera comprobar lo fiel que eres a tu esposa. Debes estar atento y no salir con ella a solas. Tienes que pensar en Amanda; es inocentona y no merece que la engañes con su mejor amiga. Sí, Joan me ha sentido acariciarme y gozar a su lado a veces; y su reacción…te lo digo…darse la vuelta y seguir durmiendo como un tronco. Es un ser extremadamente egoísta. Tendré alguna foto más del señor glande rosado y brillante?
18:11
La tendrás, pero no esa que quieres de Polifemo llorando lágrimas blanquecinas. Te diré que Mona tiene opiniones muy curiosas. La homosexualidad vista como método anticonceptivo. Nunca lo hubiera pensado. Relaciona superpoblación y hambre. Por eso le extraña la oposición a los homosexuales de algunos sectores de la sociedad. Hay comida para todos, la dije, es la rapiña de los menos, la que quita lo imprescindible a los más. Hoy he sabido que ella y la Maga hablan de cuestiones sexuales. Amanda conoce, allá en la tierra de los suyos, un matrimonio de tres. Escucha: Una niña maltratada por el padre y los hermanos, ante la pasividad de la madre -tristemente, no es raro- va rechazando al macho a medida que crece. Una amiga casada la consuela en todos los espacios. La presenta a un hombre algunos años mayor, comprensivo y servicial, que al poco la quiere con el amor de un esposo-padre bueno y tolerante. Los tres se saben unidos en un triángulo de lados resistentes y ángulos flexibles. Admirable. La bisexualidad es algo natural. La cama de la foto es la cama en que duermo cuando duermo solo. Por desavenencias, generalmente. Es la cama en que te hago el amor, y lo repito hasta que me sale a tu gusto. Ves la habitación entera y el cuarto de baño. En él me hago las fotos. Ahí estaremos mañana y pasado, en esa cama pasaremos nuestra noche de bodas, ahí escucharé tu placer y oirás el mío. La segunda foto es la primera que te mandé, creí que la había borrado del todo, pero estaba en la cámara y la rescaté. Príapo es el dios de la fertilidad doméstica, de la casa rural y su entorno. Te noto dentro; acabo y te dejo escribir.
18 16
Mona…ya te digo!!! Vi las fotos de tu casa… me gusta la habitación donde duermes… yo te enviaré las del cielo azul de Palma visto desde mi habitación y el salón.. Mi cama… aprovecharé la libertad de mañana y pasado mañana. Te escribiré en cuanto esté sola. Que ganas tengo de que sea mañana!!! Quiero que me digas cómo quieres que te espere…a qué quieres que huela… y la luz que tendremos… quieres que tenga un pañuelo de seda… para acariciarnos? Te quiero mío.
18:25
La foto de tu cama es mejor que la hagas el jueves, nada más levantarte, tal como la hayas dejado después de la batalla. No la toques, Que vea tu excitación en su desorden! El camisón negro te gusta más que a mí. Tratándose de nuestra primera noche, el blanco se impone, mi virgen intocada. Perfume?, el surgido de Portaceli nos bastará. Luz, preguntas? Esta noche hay luna llena, deja que entre toda por la ventana. Pálida y rosada aparecerá tu desnudez a mis ojos, y las formas destacarán suavemente entre las sombras tenues.
18: 33
Camisón blanco… bien, improvisaré algo… quizá una camisa blanca o una camiseta de tirantes ajustada… El camisón negro es negro pero poco adecuado… la camisa blanca es escotada y lleva una lazada en la cintura…creo qeu te gustará porque deja mis pechos algo visibles y algo ocultos…con la lazada larga podremos jugar … te enviaré foto. La luz de la luna será perfecta… disimulará las imperfecciones, tendré la persiana levantada.
18:40
Pienso que cuando te llamé y dije que te encontraba fría, apareció en tu mente Mona Baccio, no supiste qué decir, te pusiste nerviosa y, como te pasa en esas ocasiones, cada vez que dabas una excusa lo empeorabas. Pero en realidad era como decías. Me acogiste cálida, con ganas de oírme. No quiero que te pongas nerviosa conmigo. Eso es esencial. Yo te creeré siempre, creeré todo lo que me digas porque nunca me mientes, aunque corrijas la realidad. Desharemos los malentendidos nada más producirse. No tendremos ni sombra de duda sobre nuestros sentimientos. Cuando el sexo pierda intensidad ganará intensidad el cariño, el amor, la devoción y la entrega. Me preguntarás todo lo que quieras saber.
19:09
Te preguntaré todo y tú a mí también… hasta lo más íntimo… Jejeje… te responderé e intentaré lucirme…y te haré las preguntas más difíciles….pero no será hoy ni mañana…voy a tomar tiempo…Me gusta tanto oír tu voz…. qué bonita noche de bodas…preciosa… Mi entrega … novio mío…será total. Estoy nerviosa… y ansiosa de dejarme llevar… tus dedos, la boca, el glande…y notar la savia dentro…será maravilloso.
19:15
Estas nerviosa, todas las novias lo están, te habló tu madre, te han contado las amigas casadas. Duele un poco al principio, pero seré muy cuidadoso y no habrá ningún daño. Déjate llevar, yo te guiaré. Todo muy suave. La primera hora la dedicaremos a hablar y a acariciarte. Cuando estés dispuesta será. Sin prisa. Primero los juegos y cuando los juegos te exciten, el glande se mostrará descubierto, como quieres verlo, sin capuchón de fraile. Conocerá tus labios, les hará mimos y caricias, y al centinela que erguido espera en la confluencia. Los acaramelará con su jugo lubricante, y cuando estén confiados y se sientan capaces, hablarán al himen para que sepa que espera a un amigo. El desgarro, mínimo, es ley de vida; pero te convertirá en mi esposa, la que gozó mis primicias al gozar yo las suyas. Entre los dos lo haremos hermoso, entre los dos lo haremos placentero, y cuando cuentes a Aurora como es este trance, se lo contarás así, tan sensual y bonito como lo viviste. Mi niña, mi querida niña, tendrás que preparar su marcha: maletas y bolsas. Nos separamos, pero será una separación muy breve.
Durarà un sospir, la meva núvia impacient.

20:33
La ilusión de estos momentos me lleva a pensar en mi sexualidad… Tengo el recuerdo de gozar cada noche antes de dormir…utilizando la almohada… o a veces nada… simplemente la fuerza de los músculos hasta llegar a un placer inmenso y dormirme. Era pequeña… pero no sé la edad. No dormí en la cuna de hierro hasta los 5 años… no porque fuera pequeña, creo que fue un problema económico. Cuando compraron el mueble para mi hermano, pude dormir en una cama de mayor. Pasé a ocupar el hueco que dejó él en la habitación de mi hermana…. antes dormía en la de mis padres. Sobre ese carácter independiente mío, ponían de ejemplo que jamás quise dormir en la cama con ellos… Mis hermanos discutían por eso… a mí me parecía una verdadera incomodidad. Acariciarme… desde muy pequeña… de manera inconsciente… pero cuando supe…lo continué practicando casi cada noche. Con 12 años me divertía en verano jugando en la piscina municipal, besándome con los chicos de mi edad… me gustaba Joan… y fue el primero en tocar mis pechitos. Nos besábamos… con los labios me rozaba los pezones… una tarde, escondidos en la cabaña, nos enseñamos la desnudez… pero no nos atrevimos a más. Jordi, su hermano, me pidió que de mayores nos casáramos. Me llevaba en su moto… una montesa cota 45…me encantaba como conducía… Muchas veces me quedaba a dormir en casa de Itziar y Jordi… Joan y yo dormíamos juntos…nos abrazábamos y nos besábamos…En aquella época adopté a su padre como mío… le confesé que de mayor sería su nuera… y me dijo que le haría el hombre más feliz del mundo. Me gustaba mucho tener esa familia… no era perfecta pero estaba unida…. Recuerdo los abrazos de Joan padre…hasta ponerme roja… primero nerviosa… luego me relajaba… Me hizo de padre… y se lo agradecí… se reía con mis chistes… me dejaba llorar… en su hombro. Huía de mi casa… en busca de un lugar mejor… Los viernes por la tarde cogía sola el tren, me bajaba en la estación de su barrio… caminaba unos 2 quilómetros hasta la casa… y allí encontraba lo que me hacía tan feliz.

12-Culminación del abismo

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 31/03/10 8:19
Mi colegiala impúdica, mi adorada mujer madura, mi novia virginal; te mando unas fotos para darte los buenos días. Hoy, precisamente, cuando vamos a celebrar nuestra placentera e intensa noche de bodas.
8:56
Respondo a tus fotos con unas mías… Sola en casa, he leído tus cartas. No he podido resistirme y con la cámara pequeña… la grande se la han llevado de vacaciones… me he fotografiado… Estoy escribiendo desnuda de cintura para abajo y jugosa… Esta noche es nuestra noche de bodas… y voy a esperarte algo alterada… muy ansiosa. Las fotos no son buenas… pero ahí van. Dame tu opinión.
9:20
Pablo, entiendo que no te has podido conectar…Tengo que salir a hacer recados. Luego me conecto cuando regrese.
10:32
Espero una respuesta …. te gustan las fotos??
10:49
Tengo que ir a la peluquería. …Quiero estar radiante para ti.
12:34
Acabo de llegar al despacho… Traigo algo para comer…
15:47
Sabes si tienen de nosotros,
de ti y de mí,
en las lejanas galaxias,
la menor noticia?
Cabe todo mi amor, mi amor entero,
en tu corazón de niña?
Cuánto me deseas a las cuatro menos cuarto
al devolverme la sonrisa?

Si no fuera por el granito, qué sería
del cuarzo,
del feldespato y de la mica?

Si no existieran la belleza
el equilibrio y la armonía,
qué sería de la pintura, del grabado
del canto y de la poesía?

Si no existiera la música
qué sería del oboe, de la dulzaina y del banjo?
Qué sería de nuestra casa escrita
de no habernos encontrado
en el centro de la vida?
Qué sería a las cuatro menos cuarto,
de tu felicidad y de la mía?

Estás preciosa! Y ese rubor? Los nietos y Amanda me llevaron al parque. He dado de comer a la niña y la he dormido con dos cuentos. Lo mismo que hacen con nosotros los políticos. Mi dulce pájaro de juventud, mi novia virginal, mi impúdica doncella, mi pudorosa libertina: Apenas has comido; esta tarde toma algo sano de la tienda de abajo. Alimentarte mal engorda. Acabo de ver las fotos. Nunca te agradeceré bastante el esfuerzo realizado. Escila resulta ser mi deseo de pecho hecho pecho; la serie es progresiva. Fresa, otra fresa, Caribdis entero, dos visiones: lateral y frontal. Caribdis de perfil es de revista profesional. Cómo te las has arreglado? La serie Sensitivo está bien iluminada, y salvo una, desenfocada, el resto está para lamerlo durante toda la tarde. Tus labios quiero, la mariposa de tus pliegues, esa finísima piel de los muslos. Cuarenta y tres años dices? Casi cuarenta y cuatro? Pocas de treinta se atreverían a competir contigo. Madurez en plena sazón; puedes estar orgullosa. Tendrás trabajo acumulado, así que no me contestes si no puedes. Me conformaré con saber que me lees.
16:07
Aiiisss…te esperaba tanto…Y tan impaciente… trabajando con cuidado y sin parar… pero mirando al reloj… Soy metódica en casi todo… y más en estos días…Con ganas de irme ya… pero queda faena… He comido palitos integrales, ensalada y una manzana. Noto tu lengua en Sensitivo… Deseo qeu me despiertes cuando estés libre… y entregarme a ti entera. Te esperaré desnuda… con una camisa blanca abierta… y la luz tierna de la luna…como tú quieres…
16:32
Lo ves? Y las proteínas? Hasta la noche, cuando te bebas mi savia, debes comer algo más. Te envío lomo ibérico en lonchas y algo de queso. Mi mujer fuerte, mi trabajadora incansable, mi adorada mujer madura, voy a llevar al niño a la Casa di Cura porque está inapetente, tose sin parar y tiene calor. Hasta la noche. Todo mi amor para ti: mucho menos de lo que mereces.
16:33
Hasta la noche, novio mío… te beberé para alimentarme bien.
18:15
Me has dicho que te ibas. .. pero estás???
Sólo unas líneas para decirte lo excitada qeu estoy desde el despertar… pensando en ti, en hoy, en nuestra noche… No te importe llamarme tarde… así no temeré que me llame la familia… y me pille comunicando… Aunque… puedo decir que hablaba con una amiga… Realmente te parezco atractiva, te parece atractivo mi Portaceli??? Y mi Sensitivo??? Y Escila???
19:43
No estabas, era un espejismo. Estoy en casa… he puesto el hervidor de agua y voy a prepararme un té con miel… tengo molestias en el cuello y me aliviará. He trabajado mucho, intentando no equivocarme y sacando todo el trabajo posible.de esta mañana. Has estado con tu nieto en el pediatra. Será un resfriado con alguna complicación… lo corriente en niños. Dijiste qeu Amanda es casi enfermera, ella sabrá. No te preocupes si tiene algo de fiebre. Aquí el sol se está escondiendo… significa que llegará la noche… y cuando sea noche profunda entrarás en mi dormitorio por la ventana y te recibiré con los brazos abiertos…Qué abrazo va a ser, Pablo…el abrazo de la Tierra y el Sol…quiero abrazarte y mirarte a los ojos…. Voy a preparar la camisa blanca de esta noche… y encenderé un incienso… si quieres… una vela roja que dibuje agitada nuestra silueta en la pared. Sí, solo al principio… luego la apago Esta tarde surgían temores en mi cabeza…. y si no te hago feliz? y si no logras alcanzar el cielo? y si no lo logro yo? nervios, temor???… confío en Ti, en tu experiencia, en nuestro erotismo y sensualidad. ¿A ti también se te ha pasado por la cabeza algún fallo? Pienso en mi ídolo de carne…agitado, tembloroso, ancho y lo he deseado tanto en mi interior… hoy lo sentiré. Por un momento me he imaginado una copia de silicona con la medida exacta de tu Sembrador… pero es mejor tener el de verdad acariciándome la piel de los muslos… al llegar. Hoy, es casi seguro, me preñarías. Y sería maravilloso… Creo que no debo pensar en nuestra noche porque de seguir así acabaré acariciándome… y quiero estar necesitada …
20:14
Suavemente cae la noche, nos abraza y nos oculta con su abrazo de todas las miradas. Acabo de entrar, Beatriz quiere jugar conmigo, Rodrigo tiene anginas y otitis. Total, diez días de antibióticos y semana y media sin ir a clase; jarabe para bajar la fiebre, tenías razón. Es curioso, Amanda, con los nietos, parece olvidar todo lo que sabe de medicina. Trabajó siempre con adultos, pero tratándose de la familia cercana es pura emoción. Me cuesta separarme del ordenador, porque separarme del ordenador es separarme de ti. Yo no tengo esos temores, y sería más lógico que los tuviera, pero sé que contigo nada puede salir mal. Posees un cuerpo que me cautiva, y un alma, nunca he dicho alma porque es un concepto religioso, pero tienes una personalidad seductora y una mente ágil; y si tu cuerpo me enamora tu personalidad y tu mente me atraen con una fuerza irresistible. Tranquila niña, unas veces avanzarás tú y otras yo. No tengo ningún plan preconcebido, sucederá lo que suceda y siempre será bonito. Estar contigo en la cama, abrazados, hablándote al oído ya me pone en las nubes. Imagina lo que será entrar dentro de ti. A ti te pasará lo mismo. Todo lo que nos demos, además, vendrá por añadidura. Seremos felices de una manera o de otra, nos enamoraremos más, y estaremos juntos mientras el cuerpo aguante. Vencedora de la inercia, eres mi hetaira virgen y no tengo ninguna prisa por romper tu himen; no eres un trofeo, eres mi novia, te quiero y estoy para darte placer y hacerte feliz. Mientras escribo, tres llamadas de teléfono, y mi mujer diciéndome y diciéndome desde la cocina, la niña queriendo jugar y yo intentando componer una carta de las más importantes de mi vida, la que trata de tranquilizar a mi amada, a mi yegua de hermosa grupa antes de ser montada.
20:31
Fotos de mi habitación, mi patio de vecinos, mi espera, mi preparativo. Puedes hacerte una idea casi exacta, todo es real…Azul mi alcoba… Será aquí; así lo quiero. He encendido la calefacción para que no tengas frio. La noche es fresca y ventosa. Desde el piso se oye cantar al viento; es una canción alegre porque es nuestra noche. Camisa blanca y nada más. Detalles… Lámina de Cala Blanca con fotos de niños. Trastos varios encima de una cómoda… a la entrada del baño. Un poco de mi intimidad que hoy compartimos. Me acuerdo de la noche de bodas con Joan. Llevé la iniciativa desde el principio… y esta noche tiemblo siguiéndote. Quiero que lo sepas!!!
21:15
Escucho jazz mientras escribo. Esa música me mueve, me conmueve, me ilusiona y me inspira. El enlace es de John Coltrane. Escúchalo esperando mi llamada; soy yo que llego ansioso. Si todo esto no es un sueño, es porque es un sueño vivido por dos, y un sueño compartido tiene mucho de real. Soy el hombre más afortunado de la tierra, porque estoy enamorado de mi enamorada. Amada mía, el río nos lleva y desembocamos en el Mediterráneo nuestro. Me gusta todo lo tuyo, ciudad, barrio, edificio, casa, habitación azul y lecho de sábanas azules. Eres mi novia azul en nuestra noche de bodas celeste.
21:16
Gracias por contestar.. no tengas prisa… ya me llamarás.. no sufras por mí… que yo te esperaré oyendo ese enlace de jazz.
He cerrado con llave la puerta… y solo tú podrás entrar…porque utilizas la ventana.
22: 12
Los nietos en la cama dormidos como angelitos. He dado el jarabe de la fiebre a Rodrigo y ahora tiene poco calor. Borré las fotos de la cámara, y las del ordenador, vaciando la papelera. Mañana, cuando te levantes, mira en la pestaña Historial; yo lo acabo de hacer y están nuestras fotos. Si es así vete a herramientas y borra todo, historial, pestañas, cookies, etc. No quiero que se me olvide advertirte. Ya ves lo que son las cosas, tú preparando el ambiente y yo cuidándome de la seguridad. Quizá sea ese el papel del macho actual. La Maga dice que está cansada y se irá pronto a dormir. No te fíes: entre lo que dice y lo que hace suele haber pocas coincidencias. Miro tus fotos para ir haciendo calentamientos. Portaceli tiene tanto encanto como una noche de verano en Teruel, cuando iba enseñando los secretos de la vida. Jugábamos los chavales al escondite mientras esperábamos la hora de cenar. Sentadas en sillas de anea en la portalada del obrador, las mujeres hablaban de sus cosas y de las cosas de otras. Nosotros, chicos y chicas, nos buscábamos en los alrededores hasta encontrarnos. Portaceli es tan excitante como las tardes de otoño, dominio de los ocres, cuando íbamos tras las chicas para demostrarles nuestro deseo con una caricia bajo la ropa, carne pálida, tibia y receptiva. Portaceli guarda erotismo en la mariposa de sus pliegues; encierra la lujuria de la monta del caballo a la yegua. Portaceli posee la belleza de lo oculto, de lo que apenas se muestra: la perla dentro de la ostra, la ostra en el mar. Su sabor es salino, su color lleva trazos de coral y se abre en unos instantes, como el capullo de la flor, para mostrar toda la belleza de su excitación contagiosa. Solo los jardines marinos dan flores como Portaceli. Portaceli solo hay uno, y esta noche se abrirá para mí.
23:29
Estoy dentro…y tú? …voy repasando y borrando mis fotos enviadas. Hubiera sido muchacha contigo en las calles oscuras, y me habría dejado encontrar por ti. Nos palparíamos hasta dar con los secretos mejor guardados. Me gustaría enviarte una foto cuando esté completamente mojada después de gozar… pero no sé si podré. Creo que cuando estoy muy excitada los labios encojen porque el túnel se dilata para albergar tu glande… tu bastón de mando entero…me gustaría que me fotografiaras … que me comieras, me gustaría dormirme en tus brazos… y que me despertara tu lengua lamiendo a Sensitivo. Ya no te escribo más… Cuando suene el teléfono, cierro el ordenador y me voy a la cama. He visto el fútbol… y tras la alegría de dos goles del Barça, ha empatado el Arsenal….pero no está mal del todo…he cenado y luego me he preparado una copa de frangélico con hielo…voy a estar un rato por la casa… descansando… y esperándote. Insisto, no tengas prisa. Estoy…muy nerviosa. Me lavaré con cuidado para que ni un ápice de olor ajeno al sexo pueda molestarte. Me desmaquillaré del poco maquillaje que hoy llevaba. Hilo dental y pasta para limpiar mi boca y recibir la tuya… y cuando decida irme a la cama… encenderé la vela y te haré señales. Espero… confiada y algo inquieta…mi alma asoma sonriente para ver si llegas por el camino de los enamorados. Ya suena el teléfono, cierro y apago.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 1/04/10 8:00
Lo siento Virginia. Oíste la urgencia de la llamada de Amanda. Un rayo me hirió, y el trueno inmediato de una tormenta pasmosa. Me quité los auriculares, cerré el ordenador, dije adiós a Skype, me puse el pijama y salí. Menos mal que la erección se había evaporado. La razón de todo: Rodrigo tenía 39,5º de temperatura. Tranquilicé a mi esposa, le dimos el jarabe, baño templado, y la fiebre bajó. Total, dos horas al pie de la cuna. Beatriz siguió durmiendo; menos mal. Lo siento, mi querida niña, no llegamos del todo a ese lugar placentero al que íbamos.
9:35
Tranquilo, fue lo qeu fue, y no fue poco…Habíamos hablado más de media hora de nuestras cosas… del trabajo, de la familia de nosotros. Nos habíamos besado abrazados… me habías dicho y me habías hecho todos los preliminares… llegué a la excitación previa al orgasmo, empujaste y gocé suavemente con un placer tranquilo. Me recuperaba en silencio cuando oí a tu esposa llamarte. Nada de disculpas. Te quedaste sin tu ración de placer. La luna me ha despertado, se ha colado en mi cama iluminando toda la habitación. En ese momento te he vuelto a echar de menos. Antes de dormirme más, soñé que me amabas dulce, tierno y efusivo. Me dormí y me despertó la luz del día. Estoy en la oficina, hoy debo dar los datos de marzo a Barcelona, antes tendré que terminar de sacarlos. Me imagino que no vas a poder conectarte…Te escribiré cuando pueda y entraré en este hogar nuestro donde soy libre, donde soy lo que soy y puedo comportarme como soy, sin censuras. A la noche continuaremos donde lo dejamos. Te quiero aún más.
13:46
He entrado un montón de veces para buscarte. No has podido conectarte…lo imagino…con lo absorbente que es Amanda no te dejará un minuto libre. Quieres que hable con ella y le diga que debemos compartir tu tiempo como buenas amigas??? He comido una ensalada y fruta. Hubiera saboreado… ya sabes… la bolsa de la vida… he visto las fotos y he tenido esa ilusión… Tengo una duda que tendrás que resolverme. Las explosiones eróticas me quitan energía o me la dan?
14:48
Te la dan, mi gacela; tú debes saberlo. Los niños ya duermen la siesta. Beatriz está preocupada por su hermano. Rodrigo solo tiene décimas, pero se muestra apático y le molesta todo. Con los ojos entornados veo el azul de tu habitación: sábana y pared; el de la pared un poco más claro. Tú eres azul. Estoy sentimental. Aitana, uno de mis grandes amores, también era azul. Le escribí un libro con la cubierta azul. La ilustración era mía porque aún no te conocía, ni sabía nada de tus pinturas tan bellas. Aitana era mi secretaria en la editorial donde trabajaba de corrector de estilo y editor. Salíamos a la hora de la comida. Íbamos en su coche por la carretera general. Yo conducía. Ella tocaba la guitarra. Mi mano izquierda en el volante; la derecha, entre sus muslos, la acariciaba. Con el ritmo de la guitarra dirigía el ritmo de mis dedos y la velocidad del coche. Cuando iba a gozar, el ritmo de la guitarra era frenético y el coche iba a mil. Luego se detenía poco a poco y gritaba a mi mano: así, sigue así, así…. Dos veces estuvimos a punto de tener un accidente grave. Luego nos amábamos, sobre su asiento reclinado, en cualquier sitio oculto de alguna carretera secundaria. Volvíamos al trabajo muertos de hambre. Todo terminó unos días antes de casarse. Su novio era ingeniero en una central nuclear. No volvimos a vernos. Al principio la escribía mensajes en un periódico local. Nunca supe si los leyó. Antes fue compañera de Amanda, enfermera y secretaria de dirección. Compañera y amiga, Aitana contó, a quien después sería mi novia y luego mi esposa, todos los detalles. Aitana era azul, como tú; tú, asidero de mis días. TQTanto, Tanto…
16:20
Mi Pablo del alma. Tus amores me dan envidia. Quisiera ser todas las mujeres qeu has amado…actriz representando uno de esos papeles cada temporada. Mi precocidad dio para esos cinco o seis enamorados que te he dicho. Esta noche no haremos planes… pero estaré desnuda en la cama esperando tu llamada. Por la tarde iré al cine con Carme…, nos llevamos muy bien porque es tan sensual como yo y nos contamos nuestras cosillas. No voy a hablarla de ti, aunque me gustaría… pero pienso que lo nuestro es de cristal y si lo cuento puede romperse. Superstición, sí, ya sé. Hasta la noche… mi vida. Ojalá puedas.
22:43
No, lo siento…no puedo; La Maga va a dormir conmigo: cariño o sospecha, vete a saber. En mi lugar envío un relato erótico que lleva la intención de completar tu placer. Mi querida Virginia, este escrito está destinado a ti, para que seas feliz a través del sexamor, y sepa aprovechar todo lo que el sexamor tiene de placentero y creativo, mente y cuerpo, desde el primer deleite hasta la última explosión. El Big Bang originario del universo, no fue más que el doble orgasmo producido en la cópula de la energía con la materia. Son las doce de la noche del día 1 de abril de 2010, y soy el amante que entra por la ventana tras escalar la pared de la casa por el patio de vecinos. No paro a observar lo que interrumpo en mi ascenso, alpinista urbano que sorprende escenas eróticas de lo más corrientes. Llego a tu piso y la ventana abre la habitación conyugal. Ededrón de rayas horizontales y sábana azul, pared pintada de azul. Allí estás, Virginia; desnuda en todo tu esplendor. Los escollos me reciben con alborozo. Portaceli se activa. Se interesa por Priapo y se abre golosa al mostrárselo. Al lado está tu marido, el hombre más afortunado del mundo. La Naturaleza, en 1966, creó a la mujer real y verdadera: sesenta por ciento cuerpo, cuarenta por ciento mente, una mente poderosa que puede invertir la proporción a voluntad. Y le dotó de unos pechos esféricos que tienen vida propia. Se ensancha la cama, se acolcha de azul la pared azul. Tú, Virginia del alma que no tengo, ocupas el centro, sentada entre tu marido, el adorado Joan; y yo, tu amante, el adorable Pablo. Tus pechos, Virginia, son dos esferas rosadas de piel suave, y su esfericidad se rompe en el lugar donde florecen los pezones. Unas fresas erguidas, rosadas y mimosas, que poco a poco se excitan al verse miradas y admiradas. Las manos de tu marido y las mías se acercan a ti, se ocupan de ti. Tus pechos reciben las caricias de ambos. Joan y yo nos miramos y con la mirada nos decimos que los celos son un mal humano, que lo importante en ese momento eres tú, que él y yo nos vamos a complementar para darte placer. Empezaremos dándote gusto. El gusto es un placer niño, inicial, que va creciendo hasta hacerse adolescente y adulto y llamarse placer, extendido ya y con raíces profundas. Joan se demora una eternidad en los preliminares al igual que yo, y nos repartimos las parcelas de tu cuerpo con el acuerdo de una simple mirada. Una eternidad subiendo tu modulación, dedicados los dos a prepararte para el gozo real y progresivo. Te vas abriendo. Tus orificios se abren como flor en trance de ser polinizada. Nuestras armas van penetrando una tras otra en todas las heridas. Portaceli es de él. Portainferno mía. Luego nos relevamos. La boca, tu boca lúbrica, la que se alimenta de simiente llegada a enviones, recibe su daga primero y luego la mía. Agradece la deferencia Joan, lo real antes, lo virtual después, corrigiendo errores, haciéndose la guinda del pastel. Gozas, te vemos gozar y ese goce es nuestro goce. El placer te vuelve suave y rosada, y tu cuerpo, abierto y rosado, recibe múltiples explosiones orgásmicas; y tu mente lúbrica y creativa se siente feliz. Todo tu cuerpo está siendo amado por los dos hombres que deseas, puestos de acuerdo para elevarte a lo más alto, demorándose para que sientas explosiones de placer en cada centímetro de tu piel, en cada tejido, en cada glándula, en cada célula. Progresivo proceso amoroso al que te sometes voluntaria y eróticamente satisfecha. Han pasado dos horas y tu canal está lleno de semen cuya procedencia se confunde. De Joan o mío, qué más da. Sin prisas, ni tuyas ni nuestras, hemos ido dando forma a la felicidad que inunda tu rostro agradecido. Han sido quince estallidos? Uno solo larguísimo e intensísimo? Quién va a saberlo; y a quién le importa. Te vemos radiante. Con el acuerdo tácito de Joan, tú y yo, solos, Virginia del alma que no tengo, bajamos a la calle desde el piso en la madrugada del día segundo de abril de 2010. Joan nos dice adiós por la ventana alta. Un taxi nos traslada al puerto. Allí espera un barco de los que hacen cruceros, lo menos seis cubiertas de alto. La particularidad de este consiste en que la puerta reproduce con gran fidelidad una vulva abierta al túnel del amor. Una hembra de enorme tamaño, acostada desnuda y con las piernas en ángulo recto respecto a la vertical y a la horizontal, presenta la entrada del paraíso ofrecido de par en par. Allí está el abultado Monte de Venus. Allí están los pliegues de los Labios Mayores reproducidos a escala, el clítoris, rojizo de la sangre que lo exalta; los Labios Menores, orgullosos de su posición estratégica. El Vestíbulo, Sancta Sanctorum del sexo, espacio en que se abre el Introito, ese orifico penetrado por Príapo cuando busca el canal vaginal; y además las importantes glándulas que lubrifican y previenen infecciones. Allí están, por último, los restos de lo que fue un tenso himen intacto. Una vez dentro, algunos carteles señalan la disposición del íntegro aparato reproductor femenino. Por la Vagina se llega al Útero: cuello, cuerpo y fondo; a los dos Ovarios y a las Trompas. Desde allí se llega a la escalerilla del barco y a todos los servicios que el barco ofrece en su papel de santuario sexual. Como en el Arca de Noé, solo se admiten parejas; pero, a diferencia del Arca, las parejas pueden estar formadas por dos machos, dos hembras o por macho y hembra. El barco entero está dispuesto para el disfrute del sexo en todas sus variantes. Somos los últimos en llegar y, en cuanto cierra las piernas la mujer para ocultar su sexo satisfecho, retiran la escalerilla y el barco zarpa con una lentitud pasmosa. Mi niña, mi querida niña, nosotros iniciamos en ese momento el viaje de novios de nuestra luna de miel: el destino es el que tu elegiste: la antigua república de Venecia: la del famoso carnaval, patria de Giacomo Casanova.
Dolce amata, bambina innamorata, la più tenera donna matura, a Venezia faremo l’amore con tutta la nostra saggezza.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 02/04/10 8:19
Eres un mago, mi Pablo. Un bendito demonio. Todo fue bien…, me hiciste gozar varias veces. Pensaba y sentía lo que el relato iba describiendo, estaba entre los dos, me sentí amada, deseada; y la salchicha alemana, entrando y saliendo, hizo el resto. Te mando un video que grabé. Lástima que la parte real, la que se refiere a mi marido, no sea creíble. Esta mañana después del zumo y el café, he comido la salchicha a lametones y mordisquitos. Era tu apéndice del amor y habrás sentido dolor y gusto. Ya estamos casados. Nos vamos juntos de luna de miel. En unos momentos salgo hacia el aeropuerto. Pero la realidad me lleva a Valencia, aunque estaré con los míos, y los niños me habrán echado de menos. Hasta el martes, mi imaginativo amante. ¿Se lo hiciste a Amanda?, ¿gozó?, ¿cuántas veces?, ¿gozaste mucho?, ¿más que conmigo?
19:07
Me encanta el video. Repetido varias veces da tiempo al placer. Duermen mi esposa y los nietos, estoy contigo y entiendo que lo virtual va siendo cada día más real. Sí, se lo hice a Amanda con ganas, pero en algunos momentos Amanda eras tú. Tenía mi deseo de ti intacto, todo mi ardor y mi verticalidad. Pensando en cada centímetro de tu piel, en tus puertas entornadas, en tus pechos esféricos; se lo di: ración crecida, y lo recibió gozosa. Te lo hice haciéndoselo. Sé que no lo crees. Sé que no estabas en ella, que no lo sentiste así. Me has preguntado y mi deber es decirte en tu idioma como lo viví:

L’estímul;
i tot la resta,
després:
les roques i els arbres,
les paraules i l’acció.

I aquí, en aquest terreny
tan copiosament abonat de l’estímul,
la meva egua de precioses anques,
la meva cérvola en zel
tu, destaques.

Aquí brilles, la meva marinera intrèpida,
centelleges aquí, sensual adolescent,
en l’estímul enlluernes,
la meva adorada dona madura.

La teva passió agita el calendari,
posa els dies en fila i els fa córrer al seu ritme,
estimula la meva imaginació,
accelera els processos evolutius,
agita les meves hormones,
força la voluntat fins al punt de ruptura,
i dissenya,
ajustada a la intensitat dels meus desitjos,
una nova escala per mesurar la felicitat.

Ets la brisa en el desert,
la rosada en el desert,
l’aigua en el desert,
el palmerar en el desert.
Ets l’oasi en el desert,
i el desert convertit en un enorme oasi.

Oh!, la meva proveïdora de dàtils i llet de camella,
d’ombra fresca i aigua cristal·lina;
oh!, la meva poetessa inspirada,
la meva dolça flautista,
sense tu,
que trist seria el món, que lletja la vida.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 6/04/10 9:53
Eres un demonio disfrazado de ángel. Ya da igual… te lo he perdonado todo… lo que me has mentido hasta ahora y las mentiras futuras. Creo en tu modificación de la verdad, como tú crees en la mía. Llegamos anoche y no te pude escribir. Estoy en el trabajo y he tenido reunión con mis chicas. Joan está resfriado en la cama. Yo pidiendo hora para dermatólogo, dentista…y taller de la moto… La realidad, ya ves…Día perezoso. El saldo de la cuenta bajo mínimos. Me duele el cuello pero intentaré superarlo con esas infusiones y miel. Esta tarde quitan a Ricard el vendaje y a las 19:15 iré a buscar a Mireia. En El Palmar, viernes y sábado bien… vi a gente de la que no sabía nada desde el verano…y se hizo agradable… El tercer día apenas salí, fui a pasear con una amiga. Enfadada contigo… lo que me correspondía se lo diste a tu esposa. Triste y pensativa me acordaba de ti… Melancolía… La superación y la fuerza, ¿dónde estaban?… ¿dónde estaba el ánimo? Buscaba esa chispa sin encontrarla… Estaba en ti, en nuestra casa, en tus palabras, en tus versos… en tu presencia virtual. Pero no estaba en mi ilusión olvidada, ni en mi sueño dormido. Pablo, no te apartes de mí… Eres …eres mi vida!!!
10:54
Ayer vinieron los padres y los niños se fueron. La realidad te esperaba. Os amé a mi esposa y a ti en su cuerpo, a la vez, juntas, y fue mucho mejor. Trato de que estés bien con Joan Escribo consejos. No puedes esperar que cambie si no es como consecuencia de tu cambio. Aún te queda rabia; pero mucho menos. El orgullo, hijo de la baja autoestima, ha descendido al aumentar el reconocimiento de tu valía. A más autoestima menos orgullo y menor daño. Ante todo no te agobies. Separa los problemas uno de otro: divide y vencerás. Uno a uno no son nada; es la suma la que los crece y los hace dañinos. Anota en un papel todas las tareas que tienes pendientes para hoy. Al lado escribes los teléfonos para no tener que buscarlos cada vez; tacha las acciones que vas realizando, añade las nuevas. Ten el papel escrito a mano mientras no estén resueltas. Escríbeme en cuanto te surja una duda. No guardes todo en la cabeza dando vueltas porque no resolverás nada bien. Voy a estar pendiente de ti todo el tiempo. En cuanto pueda te llamo por teléfono para orientarte. El domingo tuve tu número marcado para hacerte una llamada perdida y que tú entendieras. Al final lo dejé, porque te pondrías nerviosa y él lo notaría. Voglio vedere la scintila nei tuoi occhi. Ese fulgor de tu mirada, quiero verlo cuando te mire a los ojos, mi luchadora valiente.

13-Adónde va la vida?

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 6/04/10 11:34
Además del mejor amante, eres el mejor maestro. Te hago caso hasta en las cosas del trabajo. Joan en casa… no sé si está enfermo o es que no quiere ir a trabajar. Yo, en mi despacho, lloro mientras leo tu mensaje. Estás ahí dándome ese abrazo qeu necesito…La moto… no tiene arreglo. El resto casi todo hecho. Qué diferencia!… y sin comparar. Gracias por la fuerza que me das… Sí, a momentos pensabas en mí al gozarla… pero Amanda gozó contigo mi placer….Me gusta y no me gusta, pero me dejo engatusar porque te sigo queriendo mucho…
12:35
Parece que la eficacia laboral te ha servido. Debes tomarte la resolución de los problemas propios como tareas del trabajo; uno tras otro hasta resolverlos. La implicación personal profunda no favorece, obstaculiza. Desde medio día estaré fuera; así que voy a decirte algo metafórico sobre esa dicotomía tuya entre Joan y yo. Hay sobre mi mesa de trabajo un reloj que dejó de funcionar en La Habana, al girar y girar dentro de una lavadora, ocupante del bolsillo monedero de un pantalón confeccionado en lona azul. Fue compañero de olvido de un deslucido billete de tres pesos convertibles con la efigie del Che. Ese reloj marca las cinco y siete minutos pase lo que pase en Afganistán o en el Parlamento inglés, se queden o no embarazadas las hermanas Sylvester, que, en Alburquerque, Nuevo México, compiten por concebir un varón una antes que la otra. De la pared cuelga otro reloj, regalo éste de mi nuera. De un gran valor sentimental, porque lo hizo ella misma cuando tenía siete años. Un reloj de maquinaria precisa, que cambia de opinión a cada instante sobre la hora exacta. Tu duda consiste en saber a qué reloj has de prestar atención, al que insiste en las cinco y siete minutos, o al que ve la realidad temporal cada vez de una manera. Al firme o al tornadizo. Quizá a los dos mi niña; el uno es el contrapunto del otro. Quizá a ninguno; porque sumados se anulan. Noto tus avances en la escritura, pero estás atrapada en una tela de araña y va a ser muy difícil liberarte. Hacerte un hueco en casa, compartir responsabilidades y tareas; esa es la primera de tus luchas. Estás convencida, y voy a dar golpes en el yunque mientras el hierro esté al rojo vivo. En la carta anterior no te hablaba del saldo de las cuentas. Estamos a primeros de mes y esa situación es alarmante: condiciona todo. El saldo es una consecuencia clara de ingresos y gastos. Cuando es negativo, o se aumentan los ingresos o se reducen los gastos. O las dos cosas. Me maravilla: la mujer fuerte, el sostén de la casa, la que trabaja día y noche en silencio, también tiene que resolver los problemas económicos. Eres admirable y por eso te admiro. Pero tu marido tiene mucho que decir al respecto. Tenéis que ver juntos las áreas en las que se puede actuar. No calles una vez más para que las cosas sigan como están. Habla, di, sugiere, insinúa, exige; lo que quieras; pero no cargues más peso sobre tus hombros. Ahora debo salir. Piensa que pienso en ti, y pensando en mí atrévete a decir lo que piensas. Sin herir; ejerciendo tu derecho con cautela. Sin enfadarte; que te enfadas poco, pero cuando te enfadas, al menos conmigo, no calculas los resultados. Yo, contigo, hasta donde me dejes llegar.
16:20
Es cierto, te lo dije, llegué enfadadísima al trabajo. Este mes he cobrado 950€. En Sumum Cataluña cobraba 2.500. Ahora dependo del volumen de negocio que consiga. Sumum Balear es cosa mía. Todo va a mejorar, lo sé…Pero hipoteca, gastos de colegio, seguro médico… y cien cosas más…total que nos queda menos de nada… anoche me anunció Joan el saldo… y dijo: TU SALDO… y le corregí diciendo: NUESTRO SALDO. Lo dije flojito, pero ahí quedó… aunque yo me enfadé por dentro y sigo preocupada. La moto … ya he dicho que la demos de baja. Él no quiere…pero soy yo, porque era mía, la que paga el seguro y los gastos… Vamos, que sí… me hago cargo de todo… me canso, me agobio y en la oficina pienso… qué hago en este trabajo de menos de mil euros mensuales… ??? Él gana parecido… 1.300… pero jamás se ha esforzado en nada. No le gusta trabajar…y lo anuncia a voces… siempre he sido yo la sacrificada. Cuando acepté este trabajo lo hice por él, por sus padres…. pensé que cargaría las pilas, pero no reacciona más que para echarme la culpa…Te necesito…Me llaman al teléfono… Continuaré….
Continúo. Esta noche será difícil hablar con Joan… Te explico su horario para que lo entiendas mejor… habitualmente de 8 a 15 y algunos días de 13 a 20,00… no te parece cómodo?…ya ves, y encima me arrea para que rinda más. Es uno de los temas que hemos de tratar… teniendo claro qeu no pienso cambiar a los niños de colegio para ahorrar…. que se esfuerce más él… aunque no te miento… se me ha pasado por la cabeza buscarme otro trabajo… no sé ni cual…La casa de Sant Elm en Andratx, es de sus padres; y una solución era alquilarla. Aunque no sé hasta que punto se puede volver contra mí. Su madre y él. A lo mejor es el momento de decir que sí. Tengo un enfado fuerte pero se me pasará rápido. De mal genio, sí, pero en el fondo soy una romántica, sensible, que necesita mucho cariño… y en casa no acostumbro a tenerlo. Desde que estoy contigo, el cariño lo tengo de ti… y no comparo porque me dices que no debo comparar….
Gràcies. Moltes gràcies. Et faré cas.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 7/04/10 7:59
Sabes lo poco que me interesa el futbol, pero me alegró el resultado del Barcelona, porque habrá supuesto una alegría para ti, en estos momentos tan necesitada de alegrías. Hablar con Joan parece lo obligado. No es una charla más. Debes prepararla bien. De otro modo, entre tu apocamiento cuando hablas con él, y su machismo cuando habla contigo, puede zanjarla con un desplante. Ya me dirás. Mi mes se fue al poco de llegar la primavera. Entonces vino el tuyo. Tu mes es el de la apertura de la naturaleza. Aperire: abrir. En abril se abren las flores y las muchachas. Tú eres una muchacha de abril, de las que llevan la primavera allá donde van. Tu sonrisa y tu risa, no son más que los pétalos abiertos de la flor de tus labios. Y cuando digo labios, quiero abrir tu flor con mi lengua. Quiero libar tu polen y beber tu rocío. Quiero llevarte los libros cuando vayamos juntos al colegio. Es un colegio de monjas, y yo estudio en el colegio de frailes de al lado. Nos acariciamos en el retrete a la misma hora, de común acuerdo, pensando el uno en el otro. Está el portal de tu casa, con las puertas grandes y el suelo de tarima; unas tablas anchas que crujen al pisarlas. Y está el hueco debajo de la escalera, donde te meto mano y liberas a Sembrador. Oímos ruido y nos colocamos bien la ropa; es uno de los tuyos, quizá Júlia; y subes corriendo mientras yo alcanzo la calle. Te hago una llamada mental y nos decimos lo calientes que quedamos, y como vamos a solucionarlo. Clítoris es una palabra griega; dura por esdrújula. Prefiero una llana: Sensitivo le define muy bien. Bueno, más sensible es tu corazón, que está dentro del mío y laten juntos al unísono. Estoy poético y melancólico. Llueve. Tengo nostalgia de mi barrio, de la plaza del Torico, de los amigos, de las chicas; vienes conmigo? La semana pasada había una Luna enorme, parecía más cercana que nunca. Quise guardarla por si un día me pides la Luna. Pero cuando estaba a unos centímetros con los brazos abiertos, pensé que no tenía lunario donde guardarla. Y si no tengo alma es porque me falta el almario. Así que siguen allá arriba, el alma observándome estupefacta, y la Luna regulando las mareas y tu menstruación. En la conversación con Joan actúa como si fuera un asunto de la Agencia. Prepara una propuesta razonada. Hazte un guión sencillo. Habla despacio, sin alterarte. No dejes ningún resquicio y llega hasta el final. No cedas al chantaje de las emociones. Más que marido parece un hijo mayor dominante. Recuerda: en el trabajo las cosas van a mejorar muy pronto, tienes esperanzas fundadas. Él está al tanto. Necesitas tiempo y debe salir de la casa; la casa es cosa de todos. El déficit sexual sigue ahí, pero no se puede negociar. Yo trato de ayudarte en ese terreno al paso que obtengo una enorme satisfacción. Las noches del 31 y el 1, todo se desmoronó. Aún así te mandé las fotos de mi erección vertical hechas esa noche. Quería hacerte saber que también había puesto mucho deseo. No te ha merecido ningún comentario y eso prueba tu propio enfriamiento. Ayer creí que se habían perdido, no estaban en íntimas, y después de buscarlas las encontré en spam: ya había pasado eso con una carta importante. Luego las borré. Me resultó difícil hacerlas solo; no era cuestión de pedir a la Maga que me las hiciera. Ahora mismo después de todo lo que se rompió esa noche, pienso en ti con enorme deseo.
11:34
El comentario que hice y te hirió, culpándote…fue un pronto. No le des importancia. Me has cantado las cuarenta y veinte en bastos…palabras tuyas. Al final lo suavizas, pero has sido duro. Y aquí sigo. Esta mañana de buen humor… aunque con esa ilusión de que pase lo que pase… yo soy yo y voy a ser feliz… y en la medida que pueda intentaré hacer feliz a los que me rodean..palabras tuyas. Amanda se pone tus calzoncillos… bueno no está mal… yo me pongo la colonia de Joan para estar más cerca…míralo así. Ayer tras unas radiografías le quitaron el vendaje a Ricard. Mireia me esperaba en la puerta del colegio a las 19:35. Toda la ciudad de Palma se preparaba para el partido del Barça. Llegamos a casa las primeras. Ricard llegó con Joan. Yo preparé pizzas…y algo de pasta hervida… Noche de fútbol. Mireia se fue a su habitación a hablar con amigas, a cantar y pintar. En el descanso Ricard chateaba con Nuria. Yo recogí los platos y me fui al sofá con Joan. Al terminar, preparé la ropa de Mireia, me fui al baño y directamente a la habitación. No vi la ocasión de hablar. Estoy totalmente abstraída y pensando en todo: Situaciones económica, sentimental y sexual. Me estoy situando emocional y racionalmente, y valorándome. Al venir he ido a mi control de peso… y como era de esperar, en estas dos semanas no he adelgazado nada… las fiestas han influido. Pero lo superaré. He pasado por la charcutería y los congelados, y he comprado para la semana. Ya en el trabajo he leído tu mail. Mucha razón tienes y se qeu sólo quieres ayudarme… te quiero cerca…juntos lo conseguiremos. Tengo hecho un guión en sucio, que pasaré al ordenador para hablar con Joan. Quiero quedar en el día y la hora y aclarar los temas. En lo que se refiere al trabajo, está claro que me gusta el que tengo, y que lo puedo desarrollar a plena satisfacción. Pero no sé cuanto tardaré en ganar más dinero. Tú eres muy optimista respecto a la decisión de Andreu. Necesito más tiempo. Tiempo, tiempo… Voy a dejar de hacer cosas en la casa…. dejaré que él se encargue. Si plancho… que guarde la ropa, por ejemplo… voy a intentarlo. A partir de esta noche…si preparo la cena… que él recoja la mesa y la cocina, por ejemplo… me va a costar pero lo intentaré. Aiiissss, sin ti no podría, no me dejes nunca… Referente a tus fotos… las miré ayer más de 5 veces… si estaban en spam es porque cierro el ordenador rápido para que no me pillen…y no sé lo que hago. Me gustaron…y me excitaron…al imaginar el grosor de la base en mi canal… y el glande rosado como golosina…hasta hacerte gemir de placer. Ayer estuve releyendo nuestros encuentros… y deseé tanto tenerte, notar tus manos, tus dedos… sobre mi piel en esa cama nuestra ancha… Te sentí amasar mis pechos, panadero y pastelero en tu horno de Teruel…y eché de menos tu lengua culebreando, lamiendo mi cuello…tu boca en mi boca, respirándonos, alimentándonos el uno de la otra y la otra del uno… saliva dulce la tuya y la mía salada. La noche que debía ser de nuestra boda me rasuré el pubis para Ti. Pensé enviarte la foto que me haría… Era mi sorpresa. Quise que Sensitivo quedara libre para sentirte mejor… Pablo, te sigo deseando, te quiero mío del todo, en mí y para mí. Tu cuerpo abraza a mi alma y mi alma te abraza entero. Vamos a tu pueblo, vamos bajo la escalera de mi portal, Soy tu niña y quiero que me enseñes a quererte mejor…porque quererte más ya no puedo, he alcanzado la cumbre que mi pequeño gran corazón permite.

12:23
He ido al taller a buscar la moto que no pueden arreglar. Yo soy partidaria de darla de baja. Esta noche lo decidiremos. El seguro de este año lo acabo de pagar. Eso se soluciona anulándolo. Antes he notado que estabas…. ahora no sé… Esperaba un mensaje tuyo. Envíame en gotas de miel tu deseo. Te quiero
12:57
Rodrigo sigue enfermo; está peor ahora que la semana pasada. Lo hemos traído otra vez. Mi mujer es muy pesimista y piensa que se va a morir si no le ingresan rápido en un hospital. Llora y me angustia: mi carácter positivo choca con el suyo a cada paso. Aunque es cierto que está mal. Los padres deben decidir algo y enseguida.
Pero Pablo, no te pongas en lo peor… tenía unas anginas, no? Lo normal es que lo lleven de urgencia o al ambulatorio y el médico diga. No sé ahí…Yo no soy pesimista…no me lo permito. No podría vivir siendo pesimista….Quizá mi problema es que destaco lo positivo pero veo también lo negativo, por eso a veces me quedo parada… jajaja que caso!! Perdona, te he interrumpido mientras escribías. Te dejo un rato y me explicas… vale? Voy a escanear unos originales de la competencia… jajajaja
13:28
Nosotros lo llevamos el martes a la Casa di Cura, lo vio la puericultora. Garganta roja y tos. El miércoles lo vieron en el centro que le corresponde, y ya tenía anginas y otitis. Antibiótico. Nosotros se lo dimos cada ocho horas. Y el jarabe para la fiebre. No sabemos lo que han hecho sus padres, pero ayer empezó la colitis. Lo hemos traído con nosotros, y otra vez a la puericultora. Gastroenteritis. Sigue sin comer. No está deshidratado. Gastroenteritis vírica, mañana análisis de orina y heces. El niño ni se tiene. Heces con sangre. El optimismo engrasa la rueda, el pesimismo echa arena en el engranaje. Pero el optimismo activo, no el pasivo como el de Joan y, a veces, el tuyo.
Carai!!! Sí que lo siento…Que duro estás.. no?? Ya noté algo por teléfono. Bien, quizá lo merezca. Ves que con Joan digo y no hago. Explícate un poco mejor. Me has comentado la situación de tu nieto. Seguidamente has tratado el optimismo diferenciando entre activo y pasivo. Quizá tengas razón y sea así mi optimismo. Tu respuesta ha sido fría y dura, la he recibido como un reproche, solo eso. No sé si lo merezco o no… quizá quieras apartarme de ti… o busques que reaccione… no sé lo que pretendes. Pero no te muestres tan seco… no te puedo imagina así, no quiero qeu te distancies…
Perdona mi niña. Te estaba hablando de un problema serio de mi nieto. Tu reacción ha sido la que quiero: en el momento hay que deshacer el malentendido. Quizá mi problema sea que destaco lo positivo pero veo también lo negativo, por eso a veces me quedo parada… jajaja que caso!! Esto es lo que leí. De ahí mi interpretación de tu optimismo como pasivo, el que se queda expectante y no actúa. Poco útil.
Mientras utilizabas el tono áspero… yo escribía estas líneas… En el avión de camino a Valencia, lágrimas y soledad. Se te ha olvidado lo que ocurrió. Me esperabas en el aeropuerto de Palma. Llegué como si encontrarte allí fuera lo habitual. Vestía una falda de tablas escocesas abierta por el lado derecho, y un chaquetón de cuadritos marrones. Un beso en los labios de quienes se vieron ayer y se ven todos los días. Nos acomodamos en el lado izquierdo; y en la antepenúltima fila. Yo ocupaba el asiento de la ventanilla, y tú el del pasillo. Pensaba ir a medio día, pero fuimos en el nocturno para estar más tiempo juntos y tener mayor intimidad. Al salir de Palma apagaron las luces interiores para que los pasajeros pudiéramos dormir. Tú y yo cerramos los ojos. Ya nada había en el mundo más allá de nosotros. Mi chaquetón descansaba doblado sobre el regazo; la chaqueta de pana cubría tus rodillas. Tu mano derecha buscaba el camino que va a Portaceli mientras me besabas y mordías el cuello. Sigue tú Pablo… que me llama Conxita.
Llevabas falda porque sabes que los pantalones son muy incómodos en la investigación. Entorpecen todo. Mi colonia era esa esencia cara, regalo tuyo, que me puse en nuestra noche de bodas. Te estimula. Mis recuerdos del viaje virtual a Valencia, son muy claros. Nos acariciamos íntimamente durante todo el vuelo y alcanzaste las estrellas en un par de ocasiones. Terminamos en el hotel que hay junto al aeropuerto. Allí nos amamos hasta el agotamiento; media hora antes de tu cita familiar. Mi viaje de regreso a Roma estuvo lleno de los recuerdos más recientes. No me lavé la mano derecha para olerte, para gustarte. Me pones muy duro. Antes creí que te referías a esa dureza, la única que puedo tener contigo. Un día te explicaré como aprendí a lamer “sensitivos”. Fue un ejercicio muy delicado.
Pablo… haces que me humedezca… y te desee de forma inmediata. Quiero tenerte dentro… quiero tu semilla..tu fuerza…tu deseo. Mi vida…no te apartes…no me apartes. Lamer sensitivos… por favor, me lo explicarás???
Tu Sensitivo es un pétalo de rosa de los que yo lamía para practicar. Sensitivo es un capullo de seda de los que yo lamía en las clases que me dio una inglesa del carrer Tuset. Sensitivo es una uva a la que yo quitaba la piel con la lengua para ejercitarme. No podía romper la piel, ni abrir la seda, ni arrugar los pétalos. La delicadeza era esencial. Si notaba mi rudeza debía repetir. Así aprendí. Las clases prácticas sobre el botoncito real no voy a contártelas por innecesario. Aunque podría darte un masaje de los que aprendí entonces.
Aiiisss que bello es el amor y cómo me gusta hacerlo contigo. Quiero ese masaje cuando tengas tiempo. Mucho, mucho tiempo.
15:33
Ahora tengo tiempo y, masajista instintivo, llego a ti por el sendero de las sensaciones. Piénsalo. Imagínalo. Las partes y el conjunto, el progreso, el contraste: ahí voy. Pasión, mimo, exploración. La piel tiene vida y es inteligente; también mis dedos y mis palmas. Estás sentada en una cheslón muy cómoda. La ropa de abrigo ha volado; una bata de seda blanca, impoluta, te cubre hasta la mitad de los muslos. La mía es gris perla. Un cíngulo suelto la une a la piel en la cintura. Tus manos y, después, tú toda; los brazos y los hombros, el cuello, la cabeza, el tronco, el vientre, las piernas, los pies. Cabello: esos ríos que me gusta abrir con los dedos separados; todo el pelo limpio, con olor a nube del séptimo cielo. Tu pelo, mi niña, y mis manos: imagina, siente. Cuero cabelludo, presionado con suavidad, despacio, sin prisa. Repitiendo, cubriendo y descubriendo centímetro a centímetro. Orejas y sus terminales nerviosas. La concha y los dedos calientes; los bordes, el lóbulo, los pliegues, los cartílagos, el conducto auditivo. Dedos, mano entera y punta de la lengua formando equipo de trabajo en fila. Mi vida, te vas creciendo? Asciendes? Palabras de vapor cálido y fresco alternativamente. Un poema dedicado a la belleza, improvisando; mi vida, improvisando. Te quiero, mi amor, te quiero; estás en el paraíso y estamos solos; los ángeles quieren imitarnos pero temen caer en la tentación y el pecado. Nosotros, no; buscamos la tentación y el pecado relleno de placer, una crema dulcísima que no daña a los diabéticos: los cura. Mi niña, a ti te lo digo, criatura sensual. Lo sabes, mi masajista erótica, el cuerpo que masajeas da información, dice si lo haces bien y como se siente. Yo estoy atento a esas señales para modificar o continuar mi paso. Progresas. Progreso. Caricias suaves en el cuello, relajantes; aumentando paulatinamente el vigor. Pellizcos blandos y amplios; sujeción y liberación. Avance continuo, placentero, motivador, excitante; para luego volver a la calma y a la distensión. Alcanzo los montículos. Por encima de la seda primero. Escila y Caribdis, son firmes, tiesos: reciben ejercicios de endurecimiento, masajes de agua en el spa. Introduzco las manos por dentro y se activan como saben hacerlo, presiones justas en las zonas, en los puntos erógenos. Pezones de enorme sensibilidad, mi hermosa niña, mi hetaira virgen. Un cuarto de hora puede durar esta fase; y entregar dos explosiones. Luego es la cama el campo de maniobra; y el vuelo esquivo de la bata. La mía oculta una erección que crece y sube; no hay que acortar etapas. Imagínate, siéntelo, gózalo. Cambio de posición y de táctica; la piel y los músculos tienen memoria y enseguida se ponen a tono. La zona lumbar es delicada y agradecida. Plumas en la espalda. Vuelo rasante de la mano sobre la piel, sin tocarla apenas. Se eriza el bello. Qué sensación! Lo sientes, te transporta. Plumas en varias sendas. Giras: el vientre se ofrece quedando a mi disposición; el suavísimo interior de los muslos y la confluencia. Dedos y lengua colaborando. No resistes más. No resisto más, mi bata vuela. Me elevo sobre ti, a horcajadas, arco de triunfo para tus pechos. Desciendo. Mi sembrador busca tu boca abierta, entra despacio, se agita en vaivén persiguiendo el derrame inminente e irremediable. Y al primer aviso de emergencia, sale y descarga su carga en el rostro. Tu mano lo extiende, meticulosamente, por la cara. Lo dejas secar y, luego, una toallita perfumada lo retira con los epitelios muertos. Secreto de muchas bellezas públicas. Besos, besos, besos, después sobre la cara tersa. Deja atrás los prejuicios y repite mañana, mi vida.

14-Cerca estoy de creer en lo absoluto

De:VirginiaLibre A.VirginiaLibre 8/04/10 7:49
Estoy contento de lo que ocurrió ayer tarde. Masaje senxual que nos llevó al paroxismo. Hubiera querido que imaginaras a Àlvar en mi lugar. Luego el deseo se precipitó en ambos y no hizo falta. Incluso el malentendido vino bien. Porque lo hablamos al momento y al momento se aclaró. Temes que te deje. No hay razón para pensar eso. Cuando suceda estarás conforme, seguro. Habré terminado mi tarea y no me necesitarás. Eso depende de ti. También puedes dejarme tú, no crees? Es lo más lógico. Debemos comprometernos a no herirnos en la despedida. Eres egoísta, y pienso que lo eres en defensa propia. Me empeño en enseñarte a amar sexualmente. Sexamar. Amar es encontrar bien propio en el bien del otro. Y ayer estuviste a punto. Hiciste cosas por mí, te importó mi placer. Aún me río con ganas. Describías el viaje a Valencia, y cuando ya llevabas un rato y yo te leía en directo, como si me estuvieras viendo, escribiste: sigue tú, me llama mi compi. Me río cada vez que lo leo; es graciosísimo. Te voy a contar un detalle de tu forma un poco primitiva de buscar el placer. Cuando estábamos en el avión en tu relato del viaje. Contabas lo que hizo mi mano y mi mano fue a saludar antes que a nadie a Portaceli. Mi mano hubiera tardado en llegar al foco del deleite. Primero, en esa situación, detrás de los muslos hubiera ido a los pechos. En la búsqueda del placer sensorial hay que ir de lo menos excitante a lo mas, de lo menos placentero a lo más. Del sabor suave a los sabores fuertes, de lo frío a lo tibio y a lo caliente, de lo natural a lo elaborado, de lo seco a lo húmedo. Tenlo en cuenta. El aprendizaje de lamer con delicadeza, sirve también para un glande protegido, tan sensible como el que disfruto. Aquella inglesa de Tuset me lo demostró. Me preguntas por el tiempo de recuperación masculina tras cada eyaculación, y te digo que depende del estímulo. El estímulo, ya te lo he dicho es esencial. Y tú eres estímulo puro. Tengo que confesarte un error importante, releyendo mis versos de amor a Aitana, descubrí que a Aitana le decía “mi cervatilla en celo”. Discúlpame, no lo recordaba. Mi fidelidad empieza por usar distintas expresiones amorosas con cada una, cualquiera que sea el tiempo transcurrido. Eres mi corza alígera, mi hetaira virgen, y las que vaya inventando. El editor me envía pruebas de “Naufragio”, mi libro de poemas con tu portada de la barca herida en el acantilado. Qué bien va todo hasta que te encuentras una disyuntiva. Bueno, ayudarte a resolver las disyuntivas es mi tarea contigo. Cruïllas, dejad a mi niña en paz. Necesita caminos largos, difíciles; con curvas, con altibajos si así son. Pero no le deis encrucijadas; en las encrucijadas no sabe qué camino tomar. En los cruces de caminos me necesita. Soy un experto en cruces de caminos. No sé lo que nos traerá el día de mañana, pero la felicidad conquistada nadie nos la va a quitar. La mia donna, dì perché vola il tempo felice, perché scappano i giorni gioiosi. Dímelo, esposa mía, si lo sabes: por qué pasan tan rápido los momentos de dicha?
11:04
Precioso!!! Precioso!!! Mi dibujo de portada y tu libro. Em fas feliç… i dejo de pensar en mis problemas. Estas muestras de amor y cariño me llenan y me ayudan a seguir adelante. En el sexo soy egoísta… Busco el placer como nada en el mundo. Antes que la comida. Después del aire, el placer. Joan llega al final normalmente antes que yo…. y en muchas ocasiones me quedo sin nada… bueno…antes me quedaba sin nada… ahora le pido entre gemidos que me haga gozar… o me rozo yo con su pierna, su pie… no dejo pasar un orgasmo cerca… Creo que me he acostumbrado a que llegue antes… y no sé qué haría él si me adelantara. Contigo… todo es distinto…siempre me esperas y no llegas hasta que he gozado un par de veces…
17:25
Supongo que trabajas en la novela. He terminado la tarea más urgente. Ahora ordeno y envío todo a Barcelona. He vuelto a hablar con Verònica. Es mi amiga… hace 10 años le detectaron cáncer de vejiga. Vuelve a su empresa después de 4 meses de baja… la operaron de nuevos tumores. Ahora, recuperada y con ánimos. Se declara de izquierdas…pero sin partido. Tiene mi edad y está separada, cuida a un hijo biológico y a otro adoptado. El mayor jugó con Ricard a baloncesto y lo aprecia mucho. Cada 6 meses Verònica se pone a prueba y se supera. Ante ella y su fuerza cualquier problema se hace pequeño. Tenía ganas de explicártelo. No me da miedo que me dejes. No lo harás…o quizá sí. Te quiero cerca. Te necesito sexual y emocionalmente. Siempre voy a necesitarte. Quiero necesitarte, entiéndelo!. Necesitarte forma parte de mi amor. No me da miedo necesitarte, tú me haces valiente.
17:46
Buscando un jersey en el maletero he visto que conservo la chaqueta de piel negra que llevé en nuestra cita de aquel hotel… Lo puedo incluir en la historia que escribo. O en el cuento que me enviaste para que lo adopte y adapte…. Los recuerdos qué acumulo contigo me servirán. Y vamos a cometer locuras. He visto el arco iris, y al final estabas tú. Te quiero MM
18:00
Trato de que no me necesites, haré todo lo posible para que seas autónoma y libre. Cometeremos verdaderas locuras, porque solo se vive una vez. Y la vida eterna se hará muy larga si no tienes nada interesante que recordar. El ejemplo de Verònica sirve a todos. Fuerza de voluntad, aguante y deseos de vivir. No estaba; me arrancó Mona de casa para llevarme con Amanda a un recital poético. Había un grupo de poetas que no conocía. Amanda leyó varios poemas y fue muy aplaudida. Aprovechó para presentarme en público y me pidió que subiera al estrado. Recité “El poder de la palabra”, y se lo dediqué a dos mujeres. Aunque las nombré a ellas, en mi corazón erais tú y tú madre. Sabes?, cuando pienso en tu madre, le pongo la cara de la mía; la persona que más me quiso, la que vivió mi vida antes que la suya. Al final hubo un convite y una tertulia. El arcoiris tiene la entrada donde tú estás, y la salida allá donde yo esté. Pero es reversible. Se sube y se baja con la misma suavidad; con rapidez inusitada. La difracción de la luz se produce al cruzar los ojos tus lágrimas de alegría. Los colores se separan armónicos, embelleciendo el cielo.
Estoy aquí y te necesito ahora. Llámame si puedes. Hubiera ido al recital, pero no quepo…ya erais tres. Me conformo con leerte. Cuando tocas temas de sexo… me sonrojo y a veces me acaricio por encima… con miedo a ser descubierta. Estoy enfadada con Joan. Quiera o no va a colaborar.
Bien, así te quiero, enérgica. Solo tienes que ordenar tu vida. Priorizar. En casa debes imponerte y repartir las tareas entre cuatro. En el trabajo puedes encargar a las chicas parte de tu labor de oficina y limitarte a supervisar. Relaciones con clientes y nuevos negocios han de ser tus tareas principales. Creatividad como reposo. Y yo, lo mío; cuando lo creas conveniente.
Dicho así, mi vida, como tú lo dices…. parece sencillo y posible. Eres lo primero y me pides que te deje para el final, los ratos libres. Suena el teléfono, eres tú…te dejo… te cojo…

De: VirginiaLibre A:VirginiaLibre 9/04/10 7:26
Neste dia de sentimentos firmes
nesta noite de paixão libidinosa
um desejo me assalta irresistível
de fazer contigo o amor sobre as ondas,
cadência apressada dos impulsos
membros enlaçados e fundidas bocas.

Uma ânsia
me chega desbocada
de invadir teu ventre a meia-noite
e redobrar às três da madrugada;
uma avidez de peitos e mamilos
de coxas densas e de nádegas.

Desejo fincar a cabritada verga
na cratera escura, na rosada ferida
greta ventral úmida e terna
rachadura inguinal de polpa tíbia.

Lábios beijo e abro lábios,
lá vai a temperada ponta
lá a sensível glande
lá a rígida coluna
lá a larga base
que tampona a abertura.

Quero navegar-te no vaivém marinho
compassada agitação de sístoles e diástoles
ondas que marcam nosso ritmo
transbordando o desejo transbordante.

Quero entregar-te em cem cravadas
as caricias que te abrem
e o esperma que te estala.

Neste dia de amor tão veemente
nesta noite de paixão desenfreada,
libertando o dulçor dos prazeres
quero apagar as labaredas
de tua carnalidade ardente
com a minha incandescência.

Felice compleanno. Congratulazioni per la mia brava ragazza.
Yo también nací a las once treinta de la mañana. Mi presente y, ojalá sea mi futuro, es un poema en portugués dedicado a ti, que publica hoy la revista Olimpo dos deuses. Una foto y un himno; tres videos de felicitación para mi niña en el día de su cumpleaños. Ayer hablamos y nos dijimos bien. Cuando hablo contigo y te sale esa voz mimosa, me derrito. Lo sabes y me quieres derretido. Se me duerme el padre y despierta el macho, el amante. Te pones asertiva y sale el maestro a enseñarte. Soy todos porque tú eres todas. Eres todas porque yo soy todos. Y si eso fuera lo que debe ser? Mi hetaira virgen, eres una contradicción viviente. Pero, no lo soy yo contigo?, no lo somos todos?, no es así la naturaleza humana? Por fortuna no somos monolitos rígidos. Poseemos diversas facetas cambiantes que, con frecuencia, se contradicen, dañándonos cuando no sabemos conjugarlas equilibrándolas. Equilibrio inestable. Feliz día con los tuyos, mi corza alígera, la alegre juventud de mi vejez. Al caer la noche llegaremos a Venecia.
9:15
Con los míos dices…Se les ha olvidado por completo…a Joan y a Ricard. Mireia me ha abrazado, feliz cuarenta y cuatro mami. Lo ha gritado y Ricard se ha sumado al abrazo. Cuidado niños, dijo Joan, que no le gusta cumplir años, por eso no la he felicitado. Ahora abro tu carta y te digo… llévame a Venecia nos quedamos allí…Me gusta tanto tu poema… que lo representaría ahora…me gusta tanto la canción que será nuestra canción… amor y pasión, cuánto bien me haces…me haces tanto bien…Los videos son de una belleza poética inigualable. Me llaman mis hermanos, mis amigas…me felicitan Conxita y Áurea….todos…él no quiere recordarme que tengo un año más…ni acordarse, qué penita….he llorado, aún lloro…
12:21
Me rompen el alma que no tengo, tu tristeza y tu llanto. Si pudiera decirte lo que quiero decirte te diría todo esto: Yo me beberé tus lágrimas y las transformaré en sonrisas. Vamos a comer juntos esa ensalada que has preparado para ti, y compartiremos la fruta. También el filete empanado que aporto yo; y una salsa de verduras muy sabrosa que hace la Maga, de su Brasil mestizo. Luego dirás a las chicas que vas a estar conmigo toda la tarde. Que vamos a abrazarnos y a besarnos y a reírnos y a contarnos cosas graciosas y a perfilar proyectos de lo más ambicioso. Y cuando quieras, haremos el amor de una manera pausada, y luego rápida y otra vez lenta, como a ti te gusta. Estamos juntos, y estamos juntos de una manera que nada ni nadie puede destruir, porque lo virtual, que tiene muchas desventajas, tiene la ventaja de lo inasible, de lo que existiendo con todos los efectos de la existencia, no se ve y no se puede impedir. Vamos a querernos esta tarde, vamos a querernos siempre. No puedo decirte lo que quiero decirte y te digo lo que debo: Vamos a olvidar el olvido de Joan. A veces pasa, forzamos la memoria días antes, y llegado el momento, relajada la tensión, lo que teníamos tan presente, vuela. Eso le pasó. Sé feliz con ellos, hazles felices contigo.
15:11
Es lo que quiero… tú me lo dices, y lo intento. Intento ser feliz con él, hacerle feliz conmigo. Aunque ya ves que es inútil. No traje comida, la dejé preparada para comer con Joan. Bajé al banco y me acerqué a casa. Esperé y no vino…llamó para decir que comía en el chino de al lado con no sé quién. Comí sola, me acosté en el sofá…necesitaba por lo menos 1/2 hora para acariciarme… para estar contigo. Hice que durara como tú me dices, duró tres cuartos y logré gozar 3 veces… y tú estuviste conmigo ayudándome. Joan no vino…pero bebiste mis lágrimas y me diste la felicidad de hoy… Al acabar me duché rápido… me maquillé y me perfumé… estabas en el fondo del espejo mientras me secaba y me vestía. Siempre nos amaremos. Volví al trabajo. No quieres que os compare, y es imposible. Lo disculpas…y yo no?…yo, también.
16:27
A mí me vas a tener, pero eso no es lo importante, lo importante es que lo tengas a él. Si no lo tienes, yo no puedo ser complementario. Sin él no tengo sentido; sería un sucedáneo y no quiero serlo. Tu lucha no es de un día, tienes que ser firme. Pero no te muestres enfadada; herida sí, pero no enfadada. Porque tu enfado le enfada contigo, y tu herida sin enfado le enfada con él mismo. Y así una vez y otra, hasta que te vea superior, adulta y fuerte. Hasta que se rinda y ganes. Me alegra tu progreso en el goce. Aguantaste y lograste tres y, acaso, de mejor calidad. Seguiste mi método? Te he mandado mi cetro de nuevo, vertical y pegando al vientre, llegando casi al ombligo. Estaba muy duro, y eso que en los preparativos de la cámara se aflojó un poco. Bueno, de esa erección y de las de todos los días, tu cuerpo y tu desbordante sensualidad tienen el mérito. Me alegro de que te guste, yo le tengo cariño y quiero que lo uses hasta que se ablande, para que luego lo pongas duro y lo uses de nuevo, mi virgen ardiente y pudorosa.
18:49
En mis pensamientos de estar contigo….creo que debo tomar anticonceptivos… de cara al verano… que volveré a estar sola si trabajo en vacaciones. Me gustaría hablarlo contigo…. Pienso que cuando estemos juntos debe ser sin miedo… y sin preservativo como a ti te gusta…quiero tenerte y recibir tu semilla en mí… y quiero que me preñes como deseas…me frena la vasectomía de Joan… sé que lo entiendes….
A punto de irme… y he vuelto a entrar por si te encuentro… me duelen mucho los ojos… pero aguantaré… he puesto la cámara a cargar… y espero qeu alguna foto quede bien para enviártela…
He estado mirando un viaje a Venecia… llegaremos… y la recorreremos…. juntos… con nuestro amor…No puedo quitarme de la cabeza tu poema … el mejor regalo.
22:55
Palabras dictadas por el corazón ilógico y la cabeza racional, puestos de acuerdo para la ocasión. Apenas dormí anoche. Busqué una música que nos dijera algo a los dos, apropiada para tu cumpleaños y para el futuro. Estuve tentado de recurrir a Rosina Ramires, ella tiene todas las músicas cultas en la cabeza, sobre todo las que hablan de amor. Quise ser yo quien la eligiera porque es para ti, porque es para mí. A la una y cuarto de la madrugada, ya hoy, día feliz de tu cumpleaños, la encontré. Te habrá gustado, te habrá excitado, pues quieres que sea nuestra canción. La oigo, y eres tú quien me la canta. Me haces tanto bien… Estaba empeñado en que esta carta y la felicitación del cumpleaños fueran cosas distintas, y debían ir por separado. A la una de la mañana no tenía nada, solo la música; y ya era incapaz de pensar. El día se fue precipitando de la cumbre al abismo, y volviendo a la cumbre. Ahora, cuando te estás acostando, hago recuento de mi vida y veo que siempre he sido como soy ahora. Llegué a Cesaraugusta a los dieciocho años y empecé a trabajar para ayudar a mi familia en el pago de los estudios de Filosofía. En la oficina encontré a más de cincuenta mecanógrafas jóvenes. Estudiar no he estudiado nunca, he sido incapaz de leer dos veces la misma lección. Pero en clase de filosofía estaba la única amistad femenina que he tenido, una vikinga entrañable que era feliz en el campo, subida a lomos de su caballo de ojos azules. Inventé un abecedario en clave, y lo aprendimos para comunicarnos en medio de las clases, y cuando estábamos cada uno en una ciudad. Un lenguaje cifrado que ahora me parece absurdo. En el trabajo fui confidente de, al menos, veinte de las chicas; confesor y consejero. Me enamoré de una, cinco años mayor, que me trataba como a un hermano pequeño. Había una sobrina de la otra rama del familiar que me puso allí. Era una chica optimista y vital, un sueño de mujer compañera. Estaba comprometida por la familia con un novio al que jamás quiso. Comíamos juntos, nos reíamos, nos besábamos y nos acariciábamos en el parque; volvíamos tarde al trabajo y nos quisimos con un amor verdadero. Mari Carmen, un alma de artista, me daba clases de inglés y tenía pechos de adolescente que me gustaban. Hablábamos durante horas por teléfono y quería casarse conmigo. Ayudé a muchas en sus problemas amorosos y familiares; deshice el infundio que ligaba a una con uno de los jefes, y tuve amores profundos que terminaron en noviazgos. Ellas me introdujeron en el universo femenino. Pude haberme casado con cualquiera de ellas, pero debía estar destinado a Amanda Meira. Quería hacerte esta confidencia porque me explica, y hoy es el mejor día. Te quiero como no creí volver a querer cuando mi historia de amor con la golondrina de Euskadi tuvo fin. Noto que vas entregándote más cada día. No a mí, a todo lo que hemos construido entre los dos, a las circunstancias que nos envuelven. Soy creativo, ayudo a crear ambientes de convivencia, pequeños mundos que son islas y oasis. Ahora, tú, mi adorada Virginia, eres capaz de arriesgarte; te importan menos las consecuencias. Juntos tenemos el poder de la palabra y de la imaginación. Pasamos más tiempo en nuestra casa que en las casas respectivas. Nos amamos por teléfono de manera más que satisfactoria. Sabes que nos arrancaríamos la ropa en el ascensor parado entre dos pisos para fornicar a mil por hora. Tenemos que desengancharnos. El síndrome de abstinencia va a ser doloroso. Nos lo contaremos. Pero tenemos que ayudarnos a volver a la lucidez, al amor reposado de los esposos que se aman desde hace siglos. Las llamadas de teléfono tienen un efecto sedante. Llamadas de más de una hora que nos funden en uno. Las llamadas de teléfono tienen un efecto devastador. Nos abren un mundo de intimidad y deseo lleno de posibilidades, de tentaciones y peligros. Tengo que calmarme o haré saltar toda mi vida por los aires. Tienes que calmarte o te pasará lo mismo. Seguir así es peligroso. Tienes una vida que vas a reconducir porque te lo pido y me quieres. Una vida familiar que vas a endulzar cada día, porque cada día eres más dulce. Vas estar bonita para ti y para ellos. Divertida, ocurrente. Lo mismo en la oficina: confiada, optimista. Buscarás clientes tal como eres: eficaz, trabajadora y, además, apacible y bonita. Había, y habrá aún, una colonia de Armani que me arrastraba tras su rastro; era la que usaba mi golondrina de Andoaín. Una de esas te pondrás en adelante: poco corriente, como tú; que te defina y te anuncie. Eres seductora: no vas a disimularlo. Tienes un cuerpo poderoso y no lo vas a ocultar. Ternura, inteligencia, creatividad, buen gusto; y no debes esconderlos. Sé cómo eres, sé siempre la que eres; no te empeñes en dar una imagen más pobre. Ricard y su padre pueden formar un eje en el que debes entrar, el deporte os une a los cuatro y los cuatro estaréis juntos en el deporte. Tú entiendes su alma adolescente, eres una madre comprensiva y te pones de su lado en el amor incipiente. Lo haces bien, sé su mejor amiga, la que le descubre lo femenino, la que le ayuda en sus amores y desamores, la que aconseja y consuela, la que guarda sus secretos y no se los cuenta a nadie. Esa faceta tan importante es tuya y solo tuya. El padre sabe menos de eso. Eres el ejemplo de Mireia, sé como quieres que Mireia sea. Mireia está en esa adolescencia adelantada respecto a tú generación, y con ella harás lo mismo: confidencias sin alarmarte, conduciendo, reconduciendo. Serás su diario, la amiga a quien cuenta los sentimientos más profundos porque sabe que estarán siempre a salvo, y además tendrá la mejor ayuda, la ayuda que no tuviste. Sabes de los muchachos mucho, porque lo sabes de primera mano, y por lo que irás aprendiendo con Ricard. Procura educar a tus hijos en la igualdad entre sexos, en la tolerancia con las opiniones de los demás, en la búsqueda de la verdad y de la felicidad. Trata de hacerlos libres. Ser libres es tener pocas necesidades, no dejes que se hagan consumistas en un mundo de desigualdades crecientes. Seguiremos contándonos todo y ayudándonos, seguiremos amándonos, incrementando la calidad de nuestro amor. Nuestra amor será el vino gran reserva que está ganando bouquet en la bodega. En el verano examinaremos nuestro amor. Si pasa la prueba, durante una semana iremos convirtiendo en placer todas y cada una de las fantasías que nuestra imaginación haya sido capaz de acumular. Si resulta que se ha enfriado, como parece natural, nadie nos quitará el recuerdo de esta aventura de amor y sexo, de sexamor.
TQM

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 10/04/10 9:39
Te leí anoche. No me importaba que Joan me pillara…. Mejor!, que aprenda!!! Te leí anoche y me dejaste enamorada y tranquila. Me acosté, se acostó a mi lado y al instante se durmió. Yo pensé en ti y me acaricié sin disimulos. Creo que se despertó… pero se hizo el dormido. Te leí, y tu carta me lleva a amarte más. Cuanto más te conozco más te quiero, quieres que corra el aire entre nosotros y te prometo intentarlo, serenarme para serenarte…volver a lo mío…Esta mañana, tras dejar a los niños en el cole, hemos desayunado en una cafetería para hablar. Se han aclarado temas de economía doméstica, de intimidad, de libertad, de dependencia, de tareas de casa y de sentimientos. Nos ha venido bien a los dos, y hemos salido con ganas de que todo funcione. La vida es como es… corta, difícil a ratos, alegre en otros. Renovados votos y confianza… empezamos o seguimos un nuevo camino, será difícil pero ambos lo hemos querido y queremos así…Joan y yo…como tú me pides…Pablo mío. Estoy contenta… ¿tú cómo estás? ¿tu nieta mejora? Anoche en mi soledad habitual me abrazaste y mimaste, besaste mi cuello y mi pelo y después de gozar me dormí en tus brazos. Hoy Conxita se irá temprano, Aura está con un cliente… y me quedaré sola. Espero tu llamada si puedes. Te explicaré mis progresos en la dirección que quieres. El sol calienta y el cielo de Palma está limpio…claro, de película. No es Venecia, pero si me llamas esta tarde…lo será. Amarnos a medio día… hoy, me da cosa. Me comprendes…Hasta luego… ¿tu nieta?..ya me dirás…Petonets càlids, dolços i humits.
17:53
Me alegra tu conversación con Joan. Espero que no sea una de tantas. Ahora debes ser consecuente: fidelidad por fidelidad. Estamos en casa de la nieta, esperando al niño y a sus padres. Fuimos a su pediatra, y debe continuar el tratamiento aunque se encuentra mejor. Esta tarde vamos a ver a Mona Baccio, la amiga de Amanda, que convalece de una caída en el mercado de Campo dei Fiori. Así que no podré llamarte. Empezaremos el ejercicio de enfriamiento. Si consiguieras tiempo para ti, y libertad para escribir y pintar, me daría por satisfecho. La Maga me habla de la tierra de los suyos. Tiene un pariente algo filósofo, y la primera vez que fuimos me dijo: “Esto que ves, tan complejo, tan exuberante, tan variado, tan pobre, tan rico, tan oscuro, tan colorido, tan árido, tan fértil, tan fuerte, tan débil, tan violento, tan tierno; esto y más, que debes apreciar por ti mismo; todo ello y mucho más, que no vas a entender nunca, es Brasil” Por un momento pensé que estaba definiendo a mi amada indiecita sacada de allí. Fui entrando en Brasil, haciéndolo mío, a través de sus poetas, de sus intelectuales, de la gente que empuja y de la que se deja llevar. Todos los avances, cualquier descubierta, me llevaban en Brasil al ciclo vital de los seres vivos: nacen, crecen, se reproducen y mueren. Ansiedad puesta en cada una de las fases: deseo, intención, estímulo, sacrificio y fuerza. Leyendo la literatura apretada de Brasil, me descubrí poeta brasileiro. Y contrastando lo encontrado con lo propio, desplegué mi pasión de traductor, que no es nada distinta a la de hortelano o jardinero. Traducir es llevar a otra tierra la planta para aumentar sus posibilidades vitales, su desarrollo y ramificación. Traducir, para mí, es escribir en castellano el poema que el poeta hubiera escrito de expresarse en este idioma. Hay que saber mucho del poeta y de la obra para atreverse a trasplantar, y yo aprendí lo suficiente para atreverme. Y lo hago bien; eso dicen allí. Empezaremos el enfriamiento, te digo. Pero viendo el collage hecho con retazos de tu vida, parece que no he existido. Falta una foto mía en algún rincón del conjunto dedicado a Joan. Llamaría mucho la atención y tu marido se haría preguntas. Recapacitaría acerca de los errores cometidos, que son los mismos que los maridos de todas las épocas venimos cometiendo, porque ignoramos que tú, Virginia, como todas las mujeres, soñaste un día que podías soñar. Y en ese sueño soñado querías ser tú. Mi sueño es el sueño de todos los maridos de todas las épocas: la permanencia, la continuidad. La constancia de mi sueño está asegurada, y en él quedará siempre Virginia a resguardo.

15-Con el alma de mi niña al hombro

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 10/03/10 18:20
Tras la conversación con mi marido… todo y que yo me he quedado contenta, ha habido momentos que para Joan y para mi han sido dolorosos. Está enfadado conmigo por mi carácter áspero…y por lo enganchada que estoy de él. Es lo que tú me dices… Necesitamos nuestro espacio, así hemos quedado… y nuestro tiempo. Por eso las labores de casa, el cuidado de los niños y las responsabilidades serán cosas de los dos, de los cuatro. A nivel sexual él me conoce… y sabe que me enfado porque no me hace caso. No me hace caso sexualmente, cuando me enfado, dice él. Es esa manera de ser decidida, él lo dice de otra manera: tires de front. Económicamente vamos a hacer cuentas, y si es necesario alquilaremos la casa de Sant Elm mientras no consigamos más ingresos. Le he pedido que me ayude a conseguir clientes, se le da bien hacerlo. Hemos definido nuestros intereses y nuestras prioridades. El no está enamorado de mí… lo ha confesado. Que lo siente pero es así… y quizá por ello no aguanta cosas de mi carácter que antes no veía. Yo no le he podido decir que no estaba enamorada. Le he comentado que quería solucionar las cosas y que la idea de estar con él me ilusiona, pero necesito un respeto. Nada de decirme, inculta o faltarme a la dignidad. Necesito muestras de cariño, esos besos que le pido antes de dormir…que deje ese aspecto duro qeu en el fondo no es de verdad. No sé qué más…. Sobre el “lio” o no con Anna, me ha dicho que no pasó nada de nada, que la ayudaba en una presentación del trabajo porque ella no tiene ordenador y… me lo voy a creer, quizá haya pensado mal. Le he pedido que si en algún momento duda como yo, y pregunta o pregunto… que, por favor, seamos sinceros y contestemos claramente. Júlia nos regala un fin de semana solos en un hotel por mi cumple… se lo he comentado a Joan y no se ha definido, pero estaba serio. Luego me ha llamado para decirme que un regalo es un regalo, y que se debe aceptar cuando te lo dan, pero que tras la conversación de esta mañana cree que no es lo más adecuado… parece que no he entendido nada. Ahí me ha dejado un poco tocada…pero esta noche ya hemos quedado en tratar el tema. Mi alegría era de haber podido hablar con él… estamos en el camino y pienso que los dos lo queremos arreglar. Soy demasiado rápida y el mucho más lento en este caso. Ya me conectaré si puedo un rato para ver tus mensajes. Un beso y un abrazo… flojitos. ¿Es eso lo que quieres?
21:52
Con Joan, te lo he dicho otras veces, el placer, todo el placer es el objetivo. El orgasmo llegará si no te obsesiona su búsqueda. Llegarás a Venecia, pero atravesando Francia y recorriendo antes media Italia, descubriendo preciosos lugares llenos de encanto que te irán preparando la llegada al puente Rialto. La mayor parte de la población no tiene resuelta su sexualidad. De ella dependen aspectos tan importantes como el equilibrio personal y, en última instancia, la felicidad. La otra tarde estuvimos excitándonos de una manera muy agradable. Me pediste mi semilla en la boca. Sentí tus labios en el glande, y un tiempo después me derramé. Mi mujer estaba cerca y eso actuaba de acicate: el riesgo, el miedo a ser descubierto. Te fuiste muy excitada al cuarto de baño, estimulaste a Sensitivo, introdujiste los dedos del placer, y gozaste enseguida. Tengo en la mente tu imagen erótica, que solo es una de las facetas de tu personalidad. Mujer de compleja sencillez, aún completándose. Hablando de Joan, qué contento debe de estar por tener una mujer tan inocentona. Te confiesa que no está enamorado de ti, que no te quiere; y tú ni te inmutas. Te engañe o no, no veo mucha diferencia. El caso es que esos pechos que a mí me enloquecen, esa grupa y todo lo demás que puede atraer a cualquiera, a él le dicen muy poco. Es que tiene pocas necesidades? Piensa en esa posibilidad. La vasectomía, a corto plazo aumenta las posibilidades de cópula, pero a medio y largo plazo puede producir una rebaja en la libido. Es una reacción natural para el macho. No poder tener hijos inhibe. Pasa cuando quitan la matriz a la mujer. Ya no puede quedarse embarazada, y atrae menos sexualmente. Debemos profundizar en cada uno de los análisis. Nos conviene tener una idea clara de por qué ocurren las cosas, eso nos ayudará a afrontarlas. Sobre el mal carácter del que te acusa poco puedo decir. Te encuentro maravillosa salvo en esas ocasiones que me hieren. La última, te lo dije por teléfono, me hizo mucho daño. Lo que avanzas en tres días en el afecto, lo retrocedes en un momento fuera de la lógica. Hieres sin aparente objetivo, y sin conciencia de hacerlo. Y ese círculo vicioso que dibuja, parece de broma. Te enfadas con él porque no te acepta sexualmente. Él dice que no te busca sexualmente porque te enfadas. Agárrame esa mosca por el rabo. Sometimiento y rebelión por tu parte. Tu rebeldía momentánea, esa aspereza que dice, tirar de frente, parece una forma de protesta, una llamada de atención. Tú tienes que conocerte; sabrás la causa. Seguramente no puedes evitarlo, porque si pudieras, con Joan lo evitarías. En mi comportamiento encuentro excesiva implicación. No debo marcarte senderos. Has de ser tú quien elija adonde quieres ir y los ritmos. Enfermera en un hospital donde me trataron, pude formar sexualmente a mi mujer. Dirigí su sensualidad y la acomodé a la mía. De novios, las salas de cine eran el refugio de los hambrientos. Allí nos devorábamos por parejas en las filas de atrás previa propina al acomodador. En una sesión doble provocaba a mi novia hasta diez orgasmos, y no me iba a casa con menos de tres. Nos casamos, y las posibilidades crecieron; y por tanto el ejercicio. Una tarde de sábado en que yo forraba un armario al lado de la cama -es un hito que a veces me recuerda con nostalgia- me vertí en su interior seis veces. Ahí verás el tiempo de recuperación: media hora. Nos entendimos bien en la cama hasta hace unos años, cuando su necesidad disminuyó hasta quedar en una o dos veces por semana. Yo estaba entonces en las dos veces al día. Así que calcula. Estando con ella no la fui infiel. Otra cosa eran los viajes de trabajo, en Barcelona hasta tres semanas seguidas. Tuset estaba entonces de moda, y sus alrededores. Me gustaba lo exótico, lo distinto, lo lejano; y allí se reunían. Mi gran época del Jazz. Tete Montoliu y la sala Satmo, en la Diagonal. Iconoclasta hasta la médula. Ignoro cómo será mi sexualidad futura, pero sin ti va a decaer, sin tu estímulo perderá empuje y vigor.
O meu deseio por ti, cresce e se eleva

De: VirginiaLibre A:VirginiaLibre 12/4/10 10:39
Lunes de vuelta a la rutina. Te leí pero no pude responderte. Del fin de semana estuvimos fuera el sábado. Ricard tenía partido. Fué genial… contra los mejores, ellos un año mayores y a 92 empataron. Ricard hizo un partidazo en ataque y muy buena defensa. Luego fuimos todos los padres, niños y entrenador a comer… ¿te he hablado del entrenador?…es un gigantón de dos metros y fue pívot en un equipo nacional…es amigo de Joan, y me dan ganas de intentarlo… tiene que ser genial. Por la noche partido del Barça…El domingo por la mañana vino el padrino de Ricard con la mona… una semana más tarde pero estuvimos a gusto. Vimos diapositivas familiares y fotos del baúl de los recuerdos… y se volvió a Barcelona. No pude tener mi parcela de internet… Quería contestarte…pero??? De todas maneras llámame cuando puedas y lo hablamos. No me obsesiona la búsqueda del orgasmo, o al menos eso creo…quizá me deba relajar más. Contigo no me pasa… lo sabes. Con Joan… voy caliente y él está frío… me toca excitarlo y me aguanto… y luego…. acaba pronto….Me gustaría alargar ese placer previo al orgasmo…y entonces alcanzarlo plenamente… No siempre es igual… Cómo no voy a desear estar en tus brazos… ????
16:39
Muy bonito, te controlas para no llegar antes que él, y luego le suplicas que siga, frotándote con su rodilla o su pie. Eso dijiste. Qué mal me sentó; me pareció degradante. Habéis cambiado los papeles. Macho tú, y él hembra. Tienes que gozar en cuanto puedas, luego irás a la busca de una segunda vez, pero la primera no te la quita nadie. Sabes lo que siente él cuando le suplicas que te haga gozar?…desprecio?….miedo, dices. Sabe que no has llegado al orgasmo. Yo, en su lugar, presentaría la dimisión. Perdona, he comparado y no se debe hacer. Hablando de manera global, la mujer tarda más en excitarse que el varón, y puede gozar varias veces. El macho se excita antes, y difícilmente acaba bien más de una o dos veces. Tan clara contradicción tiene que resolverla el varón, él debe excitar y relajarse hasta que ha conseguido satisfacer por completo a la mujer. A los niños de sueño cambiado se les normaliza. Tú puedes reeducarte como hembra. Yo creo que el problema fundamental es la adoración que sientes por él, la parte de relación de madre que tienes con él. El cuidado amoroso que le dispensas. Que se digne tener una conversación seria contigo, ya lo consideras un triunfo y una demostración de cariño. Aunque no sirva luego de nada.
16:47
Me dijo que no estaba enamorado de mi, que no me quería… no me lo creo y cada noche le doy un beso y le pido otro… ahora, desde que hablamos, no le pido un beso… si le apetece me lo da y si no…. pues no. El domingo me dio él un beso de buenas noches cuando se lo daba yo a los niños.
Mi geisha balear, estoy aquí, te leo y me río con algo de pena. Tres hijos tienes, los gemelos y uno mayor llamado Joan.
Pablo, no lo entiendes, no puedes entenderlo. Joan me gusta… y más que gustarme me atrae de una forma visceral. Es un imán para mí. ¿Cómo está tu nieta? Entiendo qeu no puedes llamarme; ya sabes que lo necesito. Dime rara…mujer difícil… lo que quieras… pero te confieso que estoy caliente y que me gustaría estar contigo, notarte …excitarte… o si no.. quedarme pasiva sobre la mesa…desnuda abajo… con la camisa blanca abierta, y que me hicieras de todo, notar tu deseo, tus ganas de llevarme por Francia y recorrer Italia hasta llegar a Venecia.
Pero tú te lees?, te oyes cuando hablas? Me voy; mi nieta tenía un principio de deshidratación pero no la ingresaron. Toma suero a poquitos; luego dieta blanda hasta ver. ABC

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 13/04/10 9:03
Mi niña, deseo que tengas sexo del bueno al acostarte, un sueño apacible y el despertar alegre. Compartimos alegrías y desvelos; nos damos energía y optimismo. A veces, estando con la Maga, me figuro que estoy contigo. Su placer es distinto, menos intenso y más prolongado. Pero responde como tú a mis estímulos, porque tenéis en común mucho. Ahora me tiene preocupado. La suma de pequeñas enfermedades puede agravarse si no trata de poner remedio. Duran poco sus buenas intenciones. La vista, el corazón, el aparato digestivo; cosillas de poca importancia bajo control. Citas a consultas pospuestas cinco o seis veces. Tiene suerte, convence y se hace perdonar los incumplimientos. Inestable emocionalmente, pasa de la depresión a la euforia. Dejó de trabajar en el hospital aunque no quería hacerlo. Era feliz: activa, amigable. Estaba bien considerada y brillaba con luz propia. Le quedó el entorno doméstico. A mí nunca me poseyó completamente como ella quería; pero no ha desistido. El mundo resiste su intento de dirigirle la órbita. Es así, pretende que la fiesta baile a su ritmo. Hijos y nietos son sus más fuertes asideros a la vida. Pero tiene otros. Se da del todo, es servicial y considerada. La iglesia: primera fila, cestilla de limosnas, lecturas cortas en su italiano aún en progreso; le hace popular. Bien arreglada y elegante, también ahí brilla. Está contra la jerarquía eclesiástica, cree en un ser superior y vota a la izquierda. Si los hijos no llaman o no puede hablar con ellos; si no puede ver a los nietos, sufre y se deprime. Entonces descubre que dedico más tiempo al ordenador que a ella y se enfada. El ordenador en el fondo eres tú, lo que sabe de ti y lo que imagina. Dura unos días la depresión, luego las aguas familiares vuelven a su cauce y ya la tienes flotando entre nubes. La rabia: si no os la pasáis la una a la otra, lo parece. Cuando el mundo se resiste a vuestros deseos y aspiraciones, llega la rabia como arma y herramienta. Mi niña, te tengo en casa, vivo contigo a ratos, y ni puedo ni quiero olvidarte. Fui portero del equipo alevín de balonmano en mi colegio. Tenía fama de pararlo todo, un David Barrufet Bofil adelantado en el tiempo. A los diez años paré un tiro de una bestia: doce años y sesenta y cinco kilos. Penalti, solo ante el peligro, osadía. Los espectadores rezaban, los unos y los otros, todos: favorables y contrarios. Goliat contra David, y Goliat tenía la honda. Saqué la mano derecha y el dedo pulgar desvió el disparo. No fue gol, pero desde entonces el dedo dislocado muestra una bola en el hueso de unión con la mano.
9:18
Buenos Días. De verdad?… somos iguales??? …luego estaré contigo. Balonmano… portero… qué bueno! Me gusta ese deporte, me parece de lo más viril… Me alegra qeu Beatriz esté mejor. Te entiendo, estamos un poco locas, tú nos vuelves locas
11:15
Te veo con los ojos de la imaginación y guardo la imagen en el interior del alma que no tengo. Loca o cuerda tú, me atraes. Cuerda o loca, te quiero. Portero sí, como Sensitivo: que no me deja pasar sin recibir las caricias de mi lengua.
11:38
¿Llamo a Andreu para saber si ha hecho ya la selección de agencia…? Pero no, tú me dirás que espere…él será quien llame si al final nos acepta. Mi trabajo está hecho y debo dejar que haga con tranquilidad el suyo. Mi vida, ya me adelanto a tus consejos… y me los doy yo misma. Sé como piensas y lo que harías en cada ocasión. La vida que vivo es, en parte, tuya…. Pienso en ti y me abro húmeda. Quiero que me imagines acariciándome en la mesa del despacho sin importarme qeu Conxita me vea…aunque…sí, me importa…y tanto…
12:51
Suavecito. Llamará Andreu interesado. En estos momentos te conmueves y me conmueves a mí; vasos comunicantes, gozaremos juntos cuantas veces goces. Estamos en nuestra casa de la Polinesia, azul líquido acunando playas, arena húmeda y seca bordeando islas; ajenos a las obligaciones cotidianas, bañándonos desnudos, frutas y pescado como alimento, leche de coco. La vida a bocados, a mordiscos; como si fuera un manjar escaso y prohibido: la manzana del árbol del Paraíso. Te veo complacerte. Me encanta asistir a la transformación de tu rostro: ese rictus feliz, los ojos entrecerrados y la boca entreabierta. La dicha te invade, y sonríes con esa sonrisa tuya pícara e ingenua, que guardo desde la tarde noche del Hotel que no supe aprovechar. Te llamo en veinte minutos.
15:26
Comí gelatina con sabor a limón…y una pechuga de pavo a la plancha. Macedonia de frutas. Todo y que pienso alimentarme mejor. Lo traigo en fiambreras por la mañana para disimular…y lo llevo luego. Vienen vacías después de comer y las llevo sucias por la tarde. Qué trajín!….ya ves lo precavida que soy…Como hago cuando me llamas desde la calle porque Amanda está en casa, estuve echada en el sofá mientras me ponías a tono con tus atractivas descripciones…. quería que te llegaran mis gemidos al estallar del todo…. quedé empapada. Ya te dije, Joan se queda hasta las tantas en el ordenador. Llega a la cama, me despierta sin querer y se duerme. Preocupante.
15:39
Nos estábamos contando el día a día en tu casa. Diciéndonos las cosas que nos explican en buena medida. Pero la actitud de Joan se convirtió en el eje de la cuestión, aunque no lo era. La actitud de Joan es el cristal que te corta un dedo; pasa a ser lo prioritario. Estuve viendo una parte de la Sirenita en inglés con mi nieta. Ella la ha visto diez o quince veces en cada idioma. No sé si sabe de qué trata, pero la encanta. Es una sencilla historia de amor, seguro que la conoces. Aún no tiene cuatro años, cambia el idioma según su voluntad y me explica los personajes nuevos que aparecen en escena. Del Hotel; sí, con mayúscula, poco puedo decirte. Solía alojarme por entonces en el Sarriá, Los restaurantes japoneses me gustaban mucho. En Zaragoza había uno y no muy bueno. En Barcelona conocía dos: el de la calle Numancia y otro en Aribau. Detesto comer solo en un restaurante. Nunca hubiera ida a ese Hotel, me lo debieron reservar por algo que no recuerdo. Hace muy poco vi una página Web que muestra el interior. Entré en recepción y subí a las plantas. Al ver la habitación, una idéntica, aunque han cambiado la decoración, recordé todo de pronto. La primera parte apenas, porque la conversación debió de engancharse a la actualidad y en las personas del curso. La cena ya fue otra cosa más animada. Preparamos la comida nosotros, tenía parrilla la mesa y podían cocinarse el marisco y las lonchas de pescado. Llevabas la voz cantante, de verdad. Cuando volvíamos a la habitación, me contabas como perdiste la virginidad con Adriá a los catorce años. Empleábamos, ambos, un lenguaje procaz. Fue así aunque no lo creas. De nuevo en la habitación, te quitaste la chaqueta de cuero negro y vi un cuerpo que me gustó mucho. No te deshagas de esa chaqueta nunca. Puede recordarte a mí cuando la veas. Me preguntaste si yo engañaba a mi mujer. Ese fue el momento clave. Se alió en mí lo racional con lo emocional. Nos hubiéramos enseñado un poco de lo que sabíamos. Esos pechos aún no serían así; son un milagro de la naturaleza y necesitan tiempo para hacerse. Nunca vi ninguno como ellos, perfectas esferas. Cuídalos mucho, no dejes que pierdan la forma, la tersura. Llena nuestra casa con fotos desde todos los ángulos posibles. Ellos serán mi Estrella Polar cuando esté perdido y busque el Norte. No tenías hijos entonces, tardaste en tenerlos. Por qué? Llevabas preservativo? Esa pregunta es clave. Tomabas la píldora, seguro. No te hubiera preñado. Me gusta la palabra preñar. Los eufemismos son más feos. Llenar el vientre de vida, fecundar; eso es preñar. Me dirás tu record de entradas en nuestra casa buscando mi carta? Yo te diré el mío, hasta ocho veces he podido entrar para leer una carta que aún no habías escrito. Acuérdate de contarme tus fantasías, quiero hacerlas realidad. Portainferno es la rosa de los vientos; muestra las treinta y dos direcciones que llevan a tu interior. El plegado es perfecto. Se cierra en círculo, en espira. Es una flor. La noche del uno de abril, impoluta y oliendo nada más que a sexo, le hubiera dado mi lengua húmeda, para avisarla de la llegada del señor Glande con una gota de fluido lubricante en la abertura. Delicado e insistente iría, como tú lo quieres al comienzo.
16:46
Joan, por una cosa o por otra, acaba entrando en nuestra conversación. Si lo supiera se sentiría muy contento. Cómo me ha gustado tenerte… cómo te deseo y cómo me has hecho recordar. Quiero caminar pisando los charcos de lluvia en primavera…y hacerte saltar para escapar de las salpicaduras. Quiero escribir frases obscenas en las aceras del Passeig Marítim. Quiero ir a buscarte sin ropa interior, con un hilillo de deseo bajando por los muslos, para que lo reciba tu lengua cuando nos encontremos. No soy muy presumida… lo sé, no mires las fotos de la comida de Zaragoza… que yo no me gusto… Ahora, desde que estoy contigo, estoy más guapa y me cuido más. Seguramente llevaría un pantalón claro y una camiseta blanca…. quizá botas. ¿te pregunté si eras infiel?… quería oírte decir que no… pero conmigo sí… no lo sé… aunque hubieras podido arriesgar. No me acuerdo de la excusa que di para llegar a más de las dos de la madrugada. Claro que podía llegar más tarde… nunca ha habido control por su parte… desinterés creo…le dije que tenía una cena de trabajo. En Zaragoza podíamos haber compartido habitación… lo pensé… pero eras tú quien debía dar el primer paso. Yo te hubiera seguido sin pensarlo. Me gustó muchísimo que me regalaras tu libro. Te dejo un rato… pero te avanzo que siempre he tomado anticonceptivos… me sentaban bien y me hacían sentir genial. Mis pechos eran increíblemente bellos entonces… pues mis pezones apuntaban al cielo, ahora también, tú lo sabes, pero con cierta caída. Aquel cuerpo era mejor, más delgado, más duro. Tardé en tener hijos porque no deseaba tenerlos…. quería viajar, gozar… vivir… A los 25 me casé… después de vivir un año con Joan, de 30. Ricard y Mireia nacieron cinco años después, deseosa yo de un hijo varón que llegó acompañado… tras un embarazo buscado que se produjo al segundo mes de retirar la prevención… sin vómitos… guapísima. Me hice la prueba el día de mi cumpleaños, y me sentí feliz. Poco después del parto, Joan se hizo la vasectomía…dos hijos eran suficientes para él, a mí no me hubiera importado seguir…pero mi opinión…daba igual. No podría enseñar a mi maestro en el Hotel…pero me hubiera entregado a ti en cuerpo y alma… ahora sé qeu me habrías hecho feliz. Fantasías?… me gustaría que me acariciaran tiempo y tiempo con la lengua, qeu chuparan cada rincón de mi cuerpo…también el oscuro. Me gustaría hacer el amor de noche en una playa del Caribe, oyendo el murmullo de las olas y mirando las estrellas, y participar en una orgía. Me gustaría alcanzar un orgasmo con otra mujer… Creo que al final lo que me gusta es que me amen… Ahora… mi fantasía es que vengas el día X a la X hora…. Mi fantasía de ahora, es una cita contigo y amarnos… y entregarme. Y que me demuestres tu deseo lentamente a ratos… y más rápido a otros. Puedes proponerme todo…porque lo que imagines me va a gustar. Te pienso ensalivando la puerta del infierno mientras acaricias la del cielo, y noto el fluir del deseo… Cómo me gustaría que me saborearas… y te gustara mi sabor…Cuánto sueño…cuánto deseo entregarme a Ti…!!!
18:11
Te leo y se me emocionan los sentidos. Y el alma que no tengo. La última facultad que he descubierto en ti, planeta en constante observación para mí, es la clarividencia; esa profundidad de la mirada, ese acercamiento ajustado a la realidad, esa manera de acertar en los juicios sobre las situaciones cambiantes. Llego a las mismas conclusiones que tú, pero más tarde. Hay en mí una tendencia a la fabulación que fuerza la realidad; una realidad que tú ves en términos más ajustados que yo. Soy un investigador, un filósofo, un buscador de la verdad, pero una verdad a mi medida. Mi campo de investigación es amplísimo, el cosmos en toda su enorme magnitud. El tuyo se centra en lo doméstico, en el entorno cercano. Abarcas menos, pero lo percibes con mayor precisión. Luego extrapolas, generalizas. Somos distintos. Inteligentes los dos; pero tú con una inteligencia más práctica. Teórico teorizante, debo ir primero descubriendo mundos nuevos; tú detrás, colonizándolos. En nuestro ámbito, los humanos somos planetas regidos por la ley de la gravitación universal. Siete mil millones de círculos que rotan y se trasladan, que se expanden y se concentran; buscando la utilidad y la sencillez, generalmente por caminos equivocados. Qué bonitos son los días contigo!, cómo restalla la vida!
18:29
Hablas de mí y me pones a tu altura. Pero ahora quiero que me pongas debajo… y notarte dentro de mí…. quiero amarte…Nos veamos cuando nos veamos, sabes que te cautivaré… sabes que me cautivarás. Porque la vida es bella, maravillosa… y así me has hecho verla….Como te escribí aquel Sant Jordi: la vida es una bonita historia de amor. Puedes llamarme?
19:29
Dime insistente y cabezota, pero sé que nuestro encuentro, hecho realidad, sería bello, intenso, precioso. Yo cumpliría mi sueño más profundo de ahora…Húmeda mientras me hablabas, me he abierto de par en par, te siento entrando, penetrando. Te deseo Pablo, te deseo y quiero besarte, morderte, comerte…quiero complacerte también…darme, dormirme en tus brazos….despertar en tus brazos…

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 14/04/10 7:26
Feliz, muy feliz, ayer tarde cuando hablamos. Tienes razón, yo deseo lo mismo, pero habría que estar muy seguros de nuestro amor, para que el amor superara los fallos del encuentro, para que los fallos del encuentro no dañaran nuestro amor. Recuerda nuestra noche de bodas. Tras el coitus interruptus, la desilusión, un mensaje comprensivo y, a continuación, tu enfado. La necesidad de placer primaba sobre lo demás. Te haces menos ilusiones que en aquellos momentos, eres más realista y estás mejor preparada. Saldría bien si ese amor que tenemos se mantuviera arriba. Mi niña, no puedo dejar de pensar en ti, en lo bonito que sería el abrazo que deseamos. Y cuando me hablas así de convencida es que ya tienes fecha. Me despierto, sea la hora que sea, y pienso en ti. Es el tiempo de la agudeza: mi mejor hora; la hora del amor, del sexo y la creatividad. Soy otro. Apenas te he hablado de mí. Quiero que me conozcas. Hay tres facetas mías que han dirigido mi voluntad. La íntima, la que solo yo conozco. Mi inteligencia: 141 de coeficiente intelectual cuando estudié sicología, uno de los cuatro más inteligentes de la región militar en la batería de test de la mili; la inteligencia me ha llevado siempre a la precocidad, a la invención, a la solución de problemas. El origen también me ha marcado. Mis dos familias, en el entorno provinciano, eran buenas familias. Había médicos, boticarios, ingenieros, inventores, gente inquieta y despierta. Eso, que hoy no es nada, entonces y allí me abría todas las puertas. No estoy orgulloso de ello, y debo contártelo. La tercera razón de mi vida es el sexo, acaso ayudado por las otras dos. Lo descubrí en la niñez, y desde entonces fue mi verdadera religión. Era un convencido y traté de ampliar el círculo de adeptas. La maestra me pilló desnudo en el retrete, mostrando a dos niñas desnudas las diferencias de nuestras anatomías. En la escuela de párvulos tuve novias a las que explicaba lo que sabía e intuía del sexo. Me interesaban las mayores. La hija del carpintero, ocho o nueve años, yo siete; se aficionó tanto a mis enseñanzas que me buscaba por el barrio. En el taller de su padre había rincones ocultos, y una temperatura muy agradable en invierno. Entre los sacos de serrín gozó ella más que yo. A mí no me importaba tanto el placer obtenido como la extensión de la devoción. No era un caso raro, los niños formábamos un mundo opuesto al de los mayores. Vivíamos una doble vida. Estando solos decíamos palabrotas, nos masturbábamos en círculo de diez o doce, sabíamos en que parte del proceso estaba cada uno. Corríamos tras las niñas, y al alcanzarlas las registrábamos, hasta que de ellas sabíamos tanto como de nosotros. El mundo de los niños era abierto, comunal, primitivo, animal. No hablábamos con los adultos, pertenecían a otro planeta. Cambiábamos el idioma al llegar a casa. En las vacaciones y días festivos ayudaba en las tareas del obrador: amasado y horneado de los diversos panes, de los pasteles variados, despacho de la tienda. Para la gente yo era distinto; las chicas querían un novio fino que las sacara del ambiente rural, y no éramos muchos. En mi casa siempre hubo sirvientas. Tanto en vida de mi madre como con la madrastra. Nides tenía trece años cuando llegó a casa para hacer los recados y ayudar a la mujer de las labores. Yo tenía quince, y ella, como todas las niñas, ya sabía. Estaba en casa desde la mañana a la noche, y de hecho era su verdadera vivienda; comía cuanto quería y el trato era familiar, los padres se quitaban una boca de casa y además aprendía a trabajar añadiendo algo de dinero. La recuerdo preciosa, sus muslos rosados y suaves; su pubis cubierto de un bello rubio; vi crecer sus pechos y los ayudé. Lo hicimos de manera natural, día a día; y ella no esperaba nada, no pedía nada. Y me dio todo. Estaba orgullosa de que fuera yo, su familia, de saberlo, también lo hubiera estado. Yo era una especie de señorito. Cuando, ya casada, la encontré en el barrio y me presentó al marido con enorme alegría, supe que ella seguía tan orgullosa de lo que vivió conmigo, que hasta al marido se lo había contado. Ahora me avergüenzo de todo aquello, de mi posición preponderante. Terminé el bachillerato y llegué a Zaragoza. Diecisiete años, la pensión de doña Amparo, los libros de estudio, las aficiones artísticas, la escritura, el sexo, los museos, las tiendas de libros de ocasión y la ciudad entera con todos sus peligros y posibilidades. Cómo no voy a quererte!, resumen de todas las mujeres a las que he amado, compendio de todo el amor y todo el sexo sufrido y disfrutado. Te quiero tanto, que daría mi vida por ti si mi vida salvara la tuya. Me crees? No habrá oportunidad y lo siento. Ama a Joan, pero sin hacerle rey ni hacerte sierva.
16:15
No tengo fecha, te lo aseguro. Porque cualquier fecha es válida. Lo ideal sería poder estar juntos toda las noches de una semana… y no estaré sola una semana hasta el verano…en el verano es posible. No, no lo haríamos en mi cama…o sí??…qué tentación!!! Doy vueltas.., pero lo único que aparece en mi mente eres tú…seguiré pensando en ti y en la realidad maravillosa del encuentro, cuando lluevan pétalos de rosa y suenen músicas celestiales. Cuánto daría por haber sido Nides contigo…siendo lo que soy contigo ahora. Releyendo la segunda entrega de Viaje a Venecia, me pregunto… gozarías al verme gozar con otros hombres… con varios a la vez…sería sublime, demasiado atrevido… pero creo que me gustaría mucho. Lo imagino…Estamos en verano en mi cama… cuánto morbo!!! Tiemblo entera y me ofrezco a tus ojos y a tu lengua. Pablo mío, te enamorarás de Sensitivo a primera vista. Un centímetro bien erguido, me has dicho. Tu lengua lo lamerá contenta y sabrá su sabor. Me dirás que sabe a agua profunda del océano Pacífico rociada con minúsculas gotas de limón caribeño:..ya me lo has dicho sin saberlo.
Te lo repito mi niña. Sabe a palabras de amor en las noches de luna llena del Malecón de la Habana. Sabe a boca fresca, sabe a Monte de Venus de mulata, sabe a hurí del paraíso y a hetaira griega, sabe a mujer que ha hecho el amor miles de veces y sigue siendo virgen. Sabe a doncella tímida que se siente seducida y seductora cuando entrega el resorte del placer a las caricias del amado. Sabe a ostras recién sacadas del mar en Isla Margarita por una pescadora núbil. Así te lo dirá mi voz al oído cuando nos amemos profundamente en el verano.
Me enloqueces, Pablo, mi vida… porque sumas a tu sabiduría amorosa la poesía de tus palabras. Te quiero tanto, que espero ganarme el infierno y pasar en él la eternidad contigo.
Amada mía, te dije que debemos aceptar todo de la persona querida; incluso lo que no nos gusta o no encaja en nosotros. Amar es creer lo increíble y aceptar lo inaceptable; y amasarlos hasta volverlos pastel. No hablo de fe; hablo de aprecio. Los defectos que otros ven en la persona amada y nosotros positivamos: cuerpo, mente, voluntad y conducta; cada uno tiene su importancia relativa. Damos valor supremo a los hechos. Y la voluntad es la responsable directa de los hechos. Ah!, los actos fallidos, la imposibilidad de los sueños imposibles. Qué hacemos con ellos y de ellos?
Filósofo mío… me gusta tanto lo que me dices de nosotros y de la vida… vivamos los sueños, los sueños son el espejo en el que nos miramos. Me encanta la frase, parece tuya… y a lo mejor te la he oído a ti. Porfa…si puedes… llámame!!!

De: VirginiaLibre A:VirginiaLibre 15:04/10 7:49
La que lié ayer tarde. No me lo podía imaginar. Dos horas fuera de casa, un largo paseo por Roma, diez kilómetros marcados en el podómetro. Hablando y hablando contigo; feliz y enamorado, como decía una canción de mi juventud. Y al colgar, no veas: una llamada de mi mujer alarmada, y llamadas perdidas de ella, de Isaac y de Alba, la nuera. Nuestro hijo intentó hacer el mismo recorrido para encontrarme. Me había tenido que pasar algo por fuerza, y el móvil sin dejar de comunicar. Y yo diciéndote que mis actos no tenían repercusión. Soy injusto con ellos. Importo a mucha gente: Beatriz llorando, por si le había pasado algo a su abuelo, y Rodrigo porque veía llorar a su hermana. No estoy acostumbrado a mentir y no sé hacerlo. Así que no he dado explicación y nadie la ha pedido. Distracciones de un poeta que vive en su mundo, dijeron. Teléfono inactivo. En eso quedó.
11:53
Lo siento, siento el percance!!! Pero ahora te vas a alegrar…ha llamado Andreu y… SOMOS LOS ELEGIDOS. Mañana presentamos de nuevo ante toda la dirección y los mandos superiores: veintitantas personas. Sólo exhibición, pero debemos conquistar a todos, tenemos que ilusionarlos, me lo ha pedido Andreu. Ya te contaré como ha ido; no voy a tener un minuto libre preparando y ensayando con las chicas. Así que hasta el sábado, si es que no vamos a Sant Elm. Te quiero, te quiero…te quiero…y te querré siempre, siempre, siempre…

De:Virginia A:Virginia 17/04/10 9:15
Es sábado y esperaba algunas palabras tuyas de ayer, mi vida…algo así como la alfombra roja ….pero la tendré el lunes seguro…Nueva etapa, nuevos aires y tu apoyo. Tu amor también. Un beso largo y tierno de buenos días. Lo sabes, lo imaginas…ayer cené… con Andreu a solas. Entiéndelo… no podía negarme. Sí, en un reservado. No fue lo que piensas, no le permití apenas nada…Besos y caricias, ya lo hablaremos. Tengo complejo de culpa ante ti… pero no te engaño porque te lo digo…y lo estoy pagando. Me arrepiento Pablo, le daré largas hasta que tenga la cuenta afianzada…Te lo prometo…te lo juro… La educación… mi padre….todo….
11:24
He entrado cinco veces…ya. Sé que acordamos entrar solo una vez al día. Perdona pero no lo he podido resistir. Te hice daño…estoy arrepentida, no habrá más aunque pierda la Cuenta recién ganada, te lo juro! A las 16:30 iremos a ver a Mireia cantar con un montón de niños de Palma y distintas corales. Joan se ha ido a un partido de baloncesto… yo estoy en casa con Ricard estudiando… ahora voy a preparar un tiramisú para mañana, que celebraré lo del nuevo cliente con Júlia. Viene sola, su marido se queda con las niñas. También estarán mis suegros. Hasta pronto… esta mañana me han despertado tus caricias en el vientre y tu abrazo me ha dado todo el empuje para hoy. Besos. ¿No estás ahí?
12:34
Nada, no das señales de vida. Me dejaste en Venecia sola. Te pongo el enlace con la canción de Aznavour, Que c’est triste Venise/. Qué triste es Venecia sin ti…
21:10
Sigo aquí…sigo triste.
22:59
¿Estás ahí? Cuánto te echo de menos!!!!

16-Virginia y Pablo eternizándose

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 19/04/10 8:15
No podía escribirte, no podía llamarte. Estuve todo el día acompañando a la Maga. Mi querida esposa Amanda elaboró un cuadro precioso y quiso que fuera testigo de principio a fin. A mirada triste da Amazonia, lo tituló. Valiente, reivindicativo. Disfruté mucho viéndola artista crecida, ecologista en acción. Celos, no, mi querida niña. No, no eran celos, yo estoy seguro de mí. No puedo enfadarme por eso. Es tu trabajo y sabrás ser fiel a ti misma. Nadie te va a comprar porque no te vas a vender. Trato de deshabituarme de ti; lo sabes. Me imagino que Mireia cantó muy bien y estuvo contenta. Estoy tratando de distanciarme y he conseguido aguantar. Con tu ayuda lo conseguiré. Mi próximo objetivo será resistir un día más. El sábado lo viví intensamente, porque tus lágrimas eran gotas de plomo derretido cayendo sobre mí. Duró un rato, luego te las bebiste y regresaste a la realidad, a su lado más positivo, Me digas lo que me digas de Joan, siempre creeré en su valía. Tiene el mérito de despertar en ti un amor inmenso. No le dijiste nada de Andreu para no preocuparlo. Te encontró triste y se preguntó la razón, seguro. Ayer pasé el tiempo escribiendo poesía, y tratando de recuperar las amistades puestas en peligro por la plena dedicación a ti. He mandado un video de Edith Piaff a Rosina. A ella le gustan los amores extraordinarios, heroicos. Trabajo en un poema que se titula, “Oda a los pechos de Virginia”. Cuando esté a mi gusto, aunque pase un mes, te lo enviaré. La idea, hecha poema imperfecto, sin acabar, la leí ayer a quien pudo oírme, subido al puente Rialto de Venecia. Allí estaban, en la cuarta entrega del viaje, el monje tibetano y una novicia de edad imprecisa, muy joven en cualquier caso, venida para la sexión amorosa contigo; sexión que al fin no se produjo. Hacer el amor en un confesionario de la basílica de San Marcos, era otra de las acciones previstas. El guión te llevaba a ti, Virginia virtual, a Lasa, siguiendo la sabiduría amorosa del monje. Mi yo virtual quedaba en Venecia con la novicia, avanzada seguidora de una secta dedicada a la práctica constante del amor carnal, sexamor en nuestro lenguaje. Sobre el asunto de los anticonceptivos, no recuerdo la antelación precisa para que surtan efecto, pero es suficiente como para que te descubran. Bueno, para regular la regla, dirías. Creo que antes servían también para eso. Puede que no te creyeran. En mi opinión, como la necesidad de ellos depende de una hipótesis muy escurridiza, y lo más probable es que no se necesiten, pues no los tomes y listo. Ya, piensas que es una trampa para preñarte. Un poco de eso hay. O un mucho. Aunque lo mismo que a ti, me frena la vasectomía de Joan. Un desorden médico llamativo sería. Dejé que se fuera de Venecia la novicia, porque no podía sustituirte en ningún terreno. Volví a la basílica de San Marcos, entré, me dirigí al confesionario donde te sentaste abierta sobre mí erección. No estaba la mujer que oímos en confesión mientras gozábamos. Recuerdas?; la animamos a seguir con el pecado de lujuria en que estaba metida, y la absolvimos en medio de un orgasmo terrible.
12:02
Ya decidiré… creo que resulta fácil comprarlos y usarlos… y nadie se enterará…quiero que me riegues… Te deseo con ansia…Te ansío y Te amo. Te ansiamo. Dejo esta palabra nueva en nuestro diccionario. Hoy soy muy feliz, porque has vuelto conmigo o no te fuiste. Tu comprensión, tu confianza en mí, me obligan más que todos los enfados o todos los sermones. Sí… Joan, respecto a mí, siempre está en el limbo. En el limbo que ha escogido estar…Me replanteo todo…¿cómo puedo vivir con alguien que aparta sus pies en la cama al acercar yo los míos?¿Cómo puedo vivir con un hombre que no desea mi placer…? ¿Cómo vivir con alguien que no valora nada de lo mío? Que no desea ir conmigo de vacaciones…¿Debo darle tiempo? ¿Ser paciente?, o me debo entregar del todo a un hombre que me ama…y me desea… ¿debo perder la oportunidad de ser feliz? Es mi vida y quiero vivirla llena, gozarla y agotarla…Quiero a un hombre que me ama y me lo dice en la mirada, usando palabras muy bellas, voz de sentimientos. Quiero un hombre cuyo deseo me busca y sus manos acarician mis pechos, y los cantan…cuya voz me impulsa y su lengua enjuga mis lágrimas. Que sabe el sabor de mi sexo…le gusta… y conoce palmo a palmo mi alma…Necesito cariño, mimos y halagos. Soy mujer, soy hembra…y no sólo ama de casa. Quiero amar y sentirme amada, amada en todas las facetas de mi vida…una vida que quiero completa. A que me entiendes….
16:35
Pablo mío, llámame o te llamo…por favor. Has creado, hemos creado un mundo nuestro y no puedo salir de él porque me llena más que mi mundo real. Estás ahí, te veo, tu silencio me duele. Miro tus fotos desnudo y el deseo aparece al momento. No quiero irme de esta vida sin estar contigo, sin tenerte muy dentro…quiero sentirte en el fondo en todos los sentidos.
19:26
Mi niña, mi gacela querida, mi corza alígera; nunca quise ser el tercero en discordia, nunca quise sustituir a nadie. Nunca vi un hueco que ocupar, que abrir o cerrar. Hasta ahora estaba contento con el resultado. He sufrido contigo tu sufrimiento, pero mi sufrimiento no evita el tuyo. Me estarás leyendo mientras escribo, es lo natural, yo también lo haría en un momento tan trascendente. Cuando quieres hacerte oír, me escribes a todas las direcciones; como ahora. Siempre acudo a la herida, soy la sangre. Hemos hablado y, enjugadas las lágrimas, hemos pasado una tarde de novios. Huyo de las comparaciones, porque además de ser odiosas para uno de los dos, llegan a conclusiones falsas. Nada hay comparable: personas, momentos y situaciones distintas. Soy un filósofo y pienso. Me gusta pensar, llegar a conclusiones. Analizo, utilizo todo lo que sé, la sicología en primer lugar; empleo la lógica y la intuición; todo. A veces acierto. Y yo estaba tranquilo hasta esta tarde. Algo disimula tu marido cuando merece un amor tan grande como el que yo he visto. Día tras día insatisfecha tú, y día tras día amante enamorada. Son muchos años viviendo esa relación para que sea yo el revulsivo. No quiero serlo. Si yo tuviera quince años menos, y un futuro ampliable donde cupieran otros proyectos, una salud de hierro, y fuera todo lo que ya no soy; si te hubiera encontrado en cualquier otro momento de mi vida joven. Pero ahora, mi colibrí intangible, mi yegua de hermosa grupa que quiere ser montada, yo solo puedo ser un amor virtual y por poco tiempo. Qué decirte, que consejo darte. Tu vida está en Palma, con los tuyos, con tu amor imposible, el amor de ese marido llamado Joan, que solo tiene que mirar al abismo y sonreír para sacarte de él. No sonríe, imaginas que ha sonreído y sales tú sola. Esa es tu vida; ese es tu hombre; yo, la lluvia de otoño en los cristales, el fuego de la chimenea, el rayo de sol que evapora el rocío, y el general que grita a su tropa: Adelante! Y su tropa va.
19:35
Sigo todavía aquí. Dime qué hago con Andreu; es insistente y acabará gustándome.

De:VirginiaLibre A.VirginiaLibre 20/04/10 9.39
Andreu, sí; si eso es lo que quieres. Pero decide tú, no el interés por la cuenta. La inmoralidad no está en que te acuestes con él, la inmoralidad es que te entregues a cambio de la cuenta. Querida Virginia: Acabo de regresar de un largo viaje. Durante mes y medio residí en distintos lugares de la costa mediterránea, pueblecitos pequeños y calas deshabitadas. Desde Valencia a Venecia. Lo que iba a ser una cura de reposo se convirtió en una cura de acción. Dormía poco, escribía mucho y amaba durante horas. No era ninguna terapia probada, pero mi salud se renovó. Estuve en la mejor compañía que podía imaginar. No, no la conoces; es rica en matices y sorprendente en su conjunto. La he ido descubriendo poco a poco, y te diré que hasta el 9 de abril, día de su cumpleaños y de mi regreso, no comprendí su enorme capacidad de amar. No, por desgracia no es a mí a quien ama. Pero he sido muy feliz. También tuve algún disgusto serio. No quiero engañarte, no fue un camino cuesta abajo. Tuve que conquistarla y sorprenderla cada día. Y aún así, me temo que me olvidará pronto. Lo tiene todo: físicamente es atractiva, y muy estimulante, te lo aseguro. Además es trabajadora, sensual, inteligente, sufrida, modesta, sacrificada y mucho más. Tiene una sonrisa entre pícara e ingenua que me somete a su voluntad. Ella también escribe. No podrás leer nada, escribíamos el uno para el otro y todo quedó en los lugares donde estuvimos. Literatura efímera que nos dejó satisfechos. Cosas bellísimas, excitantes, llenas de buenas ideas. También pinta; y tiene facilidad para la fotografía. Qué bodegones de naturaleza viva! Sincera, sí. Algunas mentirillas ingenuas para proteger a su amor; y yo se las perdonaba con gusto. Un poco egoísta quizá, pero es que el tiempo apremiaba, y yo en su lugar hubiera actuado del mismo modo. Con ella llegué a olvidarme de mi mismo inclusive. Vivía para amarla, para hacerle feliz. No sé si lo conseguí, pero me esforcé al máximo y de mi conducta con ella estoy satisfecho. Permanecerá en mi corazón junto a los mejores recuerdos durante el resto de mi vida. Todo ha sido muy intenso; una vida concentrada en semanas. Ahora, trato de volver a la normalidad pero me está costando. Te hago esta confidencia que nadie conoce, contando con la discreción que te caracteriza. Para todos los amigos estuve documentando mi próxima novela en los pueblos ribereños del Lago Bracciano. Lo mismo cree la familia. Recibe un fuerte abrazo, de Pablo
10:06
Estimado Pablo, me alegro de tu viaje y de todas las experiencias que te ha dado. Yo he conocido durante este mes a un hombre encantador, seductor y creativo que ha hecho que estuviera las 24 horas del día pendiente de mi sensualidad y de él. Ama mucho: ama a su esposa en cada una de las mujeres que ama. Me ha enseñado, me ha dado fuerza y si no supiera que es real pensaría que ha sido un sueño. Yo quiero un hombre así, que me respeta y me ama como siempre he pensado que amaba un hombre a una mujer. He sido correspondida tanto y tan bien, que me llego a excitar solo recordándolo. La duda aparece ahora… cuando en casa tengo al padre de mis hijos huyendo de mí y yo empiezo a estar cansada de correr tras él… Estoy rodeada de amor, del amor que ESE macho me ha dado estos días. Estoy deseosa de estar con Él. Lo ansío, lo sueño, me abraza… me ayuda en todo y me hace reír. Hombre culto, amante perfecto. Quizá el único que me hace pensar y me lleva adonde quiero ir. Ya ves, un tiempo movido en el que me he cuestionado muchas cosas…Ahora llevo unos días sin poder hablar con Él, pero no sin amarlo. Me miro al espejo y lo veo, me acaricio el vientre y es Él… me besan y son sus labios. Me siento tan amada por Él !!! No sé qué hacer… aunque sé lo que haría….si siguiera el ritmo del corazón y de la lujuria. ¿es la primavera?… Envidio a su esposa adorada; inteligente, bella, exótica, elegante, atractiva, sensual y seductora. He pensado ir a verlo en verano y hablar con Él, vive en un barrio popular de Roma que se llama Trastevere, aunque su casa huele a mar y a fruta fresca. Me alegro mucho de saber de Ti. Qué hago???…Te amo.
10:32
Querida Virginia: He vuelto a los amigos y a los compromisos. Tengo que traducir siete poemas de un poeta boliviano al idioma portugués para una revista brasileña. Me alegra lo que sientes por ese amigo con el que llevas una relación tan breve y tan intensa. Me disgusta que pongas en cuestión el matrimonio. Llevas muchos años con tu marido, para que un simple afecto llegado de fuera te haga plantear cambios drásticos. Oyes los cantos de sirena de un desconocido; melifluos, seguro; acaso de un poeta que pinta el mundo con una paleta muy variada, y puedes dar con tu barca en el acantilado. Naufragio: tu pintura premonitoria. Estás viviendo la prosa diaria, y es natural que unas palabras bellas dichas al oído te encandilen, y creas estar en la antesala del paraíso. Te ama, dices. Cuidado!, esos poetas aman la vida, tienen un corazón generoso y persiguen la belleza y el amor. Posees virtudes y facultades que habrá descubierto, y es natural que te lo diga. No des más importancia a los hechos. Eso sí, aprovecha el impulso que recibes para cambiar lo que debas cambiar y afirmar lo que deba seguir en su sitio. Ese es mi consejo. ABC de Pablo
10:55
Día de primavera. Me siento feliz. Desperté pensando en Ti… y me vestí pensando en Ti.. .ropa interior sugerente… de encaje color verde manzana. Tanga ajustado, ceñido. Día de frutas y verduras… de Coltrane, Armstrong y Ella, la música que nos acompaña. Feliz martes contigo, feliz martes de ambos. A medio día puedo tomarme más rato, si estás solo comeremos, nos amaremos y dormiremos la siesta juntos. Andreu, quizá sí. Pero cuando tenga la cuenta afianzada. Cuando nada le deba. Sólo por gusto. Pensaré que lo hago contigo…no!, te enfadarías…pensaré que debo gozar porque me gusta… sin pensar en nada…AByC tuyos a tu niña.
11:12
Ese tanga verde manzana te lo regalé. Recuerdas? Hablaba contigo cuando lo pediste en la tienda, cuando entraste en el probador para acariciarte con él, haciéndolo cordón que subía y bajaba dentro de los labios. Me decías y yo te iba guiando. Encaje, sí; siempre encaje. Las marcas de la ropa interior sobre tu carne desnuda; he ahí la perfección en ropa interior. Tiende a esa perfección: tejidos suaves, prendas ligeras, escuetas, voluptuosas, colores sugerentes; deben ser rara excepción el negro y los tonos fuertes. Ese tono verde manzana de hoy es precioso sobre el encaje, y está pidiendo ayuda a los dientes para desprenderse. Sí, eso, espera a no deberle nada. Luego, disfrútalo. Pero a él, no a mí en él. Cuando los nietos están bien, van al cole; cuando las amigas llaman a Amanda y los niños van al cole, Amanda sale con las amigas; cuando la Maga sale, me quedo solo: cuando estoy solo, estoy contigo. Antesdeayer tuve sexo doméstico, y anoche repetimos; debe de estar creciendo mi encanto porque dos días seguidos ya es extraño para ella. Aún así, mi glande lleva toda la mañana pensando en la hora de la comida. No quiero ilusionarme, porque cuando fantaseamos, algún santo aburrido estropea las expectativas. Poesía dices que escribo. No; soy jardinero recolectando. La poesía está en tus pechos magníficos, en tu hermosa grupa, en tu introito, y en el rosado canal. Poesía es el beso que se quieren dar a diario el señor Glande y Portaceli. Mi hetaira virgen, a la hora de la comida nos fusionaremos.
16:39
Ves qué cerca anida la felicidad…y qué fácil resulta llegar a su nido?…basta con saber volar….y tú, mi vida, me has enseñado a volar. Esta vez fui yo a tu casa de Trastevere, en Roma. Amanda estaba con Mona Baccio… cuidado con Mona que te busca Pablo. No la busques tú, que os encontraréis. Aunque si te apetece mucho…te dejo que la disfrutes una vez…A lo que iba…fui adonde estabas. Llegué a tu edificio por intuición… porque mi instinto me guía. Estabas solo y lo aprovechamos. Tu colibrí entró por el hueco de la correa de la persiana. Dentro me crecí, me hice mujer de pechos esféricos y puertas hospitalarias. Escribías un poema a mis pechos y algo de Blue Train te acariciaba. Lazy bird, creo…Apartaste los auriculares, te pusiste en pie y nos fundimos en el mejor de los abrazos… tus manos me acariciaron…recorrieron mi cuerpo de mujer madura y…sin saber cómo… te llevé a la habitación donde duermes. Sonreímos… y nos volvimos a abrazar, la ropa se marchó hacia el galán de noche, ocultándolo…besos de amor y deseo… besos soñados tantas noches… El resto forma parte del misterio de la comunión amorosa y sexual. Endorfinas… las endorfinas se hicieron con nosotros y no paramos de reír.
20:51
Me creía yo en la gloria cuando sonó insistente el timbre. Por la forma de llamar y por la hora, tenía que ser la Maga. Estuvo por ahí con Mona Baccio y volvían. Llamó porque la llave, puesta dentro, le impedía abrir con la suya. Me encontraba tan a gusto, tan feliz; y me sorprendió recién aliviado de la carga de savia. Acaso un rubor apareció en la parte de piel que deja libre la barba. Una sonrisa pícara creí ver en los labios piamonteses de Mona. Ignoro si lo notaste, pero estando abrazados en la cama, yo dentro de ti y queriéndome tú aún más dentro, llegamos a levitar más de dos palmos. Eso acababa de ocurrir, y Mona debió entenderlo. El teléfono supera a la escritura en casi todo. No queda constancia en nuestra casa; inconveniente único. Lo del viernes aún no lo tengo seguro, pero trato de encauzarlo. Si Joan cena con amigos, haré lo que sea para dormir solo. Te vas reír -te das cuenta de lo que nos reímos juntos?-, te vas a reír, digo; porque cuando sonó el timbre y llegó mi esposa, lo primero que se me ocurrió fue esconderte en el armario. Tan convencido estaba de tenerte abrazada. Mi cervatilla en celo, que esto, sea lo que sea, no se acabe.

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 21/04/10 8:51
Así qeu en el armario me hubieras guardado… casi me alegro de haber volado a Palma momentos antes. Graciosísimo… qué penita no poder contarlo…El resultado de anoche con el Inter no fue bueno…. en el partido de vuelta, 2-0 creo que bastará… pero no sé. Un beso de buenos días y unas camelias frescas para tu despacho, mi vida. Unas camelias que besarás cada mañana pensado que son la mariposa de mi sexo. Quiero que mi sexo sea el lugar más hospitalario de la Tierra para ti. No sé que tienes pensado para el día de Sant Jordi, pero seguro que algo piensas…Me haces tanto bien!…
12:36
Quiero regalarte un libro que me gusta desde que lo leí por primera vez a los 14 años. Se trata de “El hombre que fue Jueves”, de Chesterton. Te mandaría uno que tengo en tapa dura, leído y releído por mí, si encontrara la manera de enviarlo sin comprometerte. La dedicatoria es importante, esas palabras que expresan los sentimientos de quien lo envía. No tendremos eso. Mi propuesta es que compres ese libro y yo compro aquí el que tú me regales. Mi rosa te llegará por correo urgente a la oficina. Tengo médico a las cuatro y diez, cuando salga te digo.
16:09
Llevo un día fatal… la nueva cuenta… ya sabes. Me llama Andreu a diario, pero le he cortado cualquier esperanza. Así sabe a qué atenerse. Lo del viernes en la cena fue todo. Aperitivo y postre… jejeje. Haré lo que dices, cuando ya no me pida, entonces se lo daré. Una vez solamente, te lo juro!!…o dos. Me parece bien tu idea para los libros. SEDA… de Alessandro Baricco… si aún no la has leído, es perfecta. Una historia de amor como la nuestra. Mi amigo Carles empieza mañana a dar clase de Taichí ahí cerquita, a la orilla del mar. No cobra y se suma el que desea. Ha puesto un aviso en las tiendas y en las farolas y quiere que vaya para animar a los que pasen. No me viene bien… pero iré…es homosexual, un artista en todos los campos y buenísima persona…algunos días comemos juntos y me cuenta sus arrebatadoras historias de amor…sus orgías… qué envidia…tantas vergas…Pero la tuya… el glande rosado… la base que me hace soñar…la tuya es… excitante.
17:28
Acabo de llegar del médico. Te explico. Diabetes controlada. Hemoglobina Glicosilada 4,85. Cortisol, casi controlado. 548. ACTH, 15,03. Sigo con la misma dosis de Dexametasona: 1mg, que es baja. No tengo ninguno de los síntomas del hipercorticismo, y si sigo así no los tendré. Me encuentro fuerte, lleno de optimismo y vitalidad. Mucho del mérito es tuyo. Qué tal estás?. No te agobies, vete a tu ritmo. Encontré L´home qui fou dijous, de Chesterton en la red. Te lo envío. Esta semana me ha salido un pan buenísimo, con harina integral, huevo y semillas de sésamo. Cierro los ojos, te veo comer y verte comer me excita. Te veo beber, y verte beber me excita. Te alimentas con una sensualidad excitante. Cuando comes en el trabajo la manzana o el kiwi, con esa fruición tuya tan primitiva, te siento disfrutar de los jugosos mordiscos con un placer casi sexual. Imagino el avance del jugo en la boca, esa boca que quiero morder desde hace una eternidad concentrada en dos meses. Cuando, acabada la contienda, levantamos el campo de operaciones en tu casa, y el móvil abierto me entrega el rumor del agua en la ducha, acariciando la piel que acabo de acariciar, pienso que eres la mujer completa, la compañera ideal, el regalo que los dioses griegos me hacen cada día y yo trato de merecer. Me ocupo en lo que me gusta. Escucho Jazz. Trabajas a mi lado. Reinventamos el amor todos los días. Voy a fijar el tiempo y el espacio a esta escena. Que el ahora se haga eterno.
18:44
Bien, por mi Pablo!!! Fuerte y sano como te quiero. Me agrada que el libro esté en català. Lo imprimiré para leerlo cuando tenga algún rato libre. Que el ahora se haga eterno!!! Te amo como no he amado a nadie. Créeme!! Acaríciame el pelo… está muy limpio y suave. Por el recibo de Euromillones me dieron un décimo de lotería de 6 euros y 2,53 euros en metálico. El número es el 67983 para el sorteo próximo. Llenaremos el jarrón? No me cambiaría por nadie. Quiero vivir despacio cada uno de los minutos que vivo contigo, pero también deseo vivir los siguientes, porque serán nuevos y harán horas atractivas, días cargados de interés. Ahora mismo estoy a gusto… escribiéndote, pero también quiero que llegue mañana y me traiga noticias tuyas. Esta noche vamos a dormir juntos y hablaremos hasta que nos venza el sueño. SEDA

17-Tan cerca y tan lejos

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 22/04/10 6:58
Me despierto y lo veo. Joan es mi límite. Puedo crecer hasta llegar a un palmo de Joan. Puedo brillar a cien lumens de la luminancia de Joan. Puedo ser joven, pero sin acercarme a la juventud de Joan. Me puedes amar y desear, pero cinco grados menos que a Joan. Mi margen de maniobra es muy estrecho. Porque si ante el resto de los mortales has crecido; ante Joan sigues siendo la gatita que lame sus manos buscando caricias. Enfadada, sacas las uñas, las muestras, y las guardas para no herirlo en un descuido. Mis recomendaciones te irás situando en la igualdad. Igualdad de derechos y deberes; igualdad de trato.
9:30
Sin comentarios. Acepto. Ya redacté la estrategia para Club de Mar… así se llama el grupo de empresas de Andreu y sus socios. También el pliego de condiciones. Esos documentos deberían dárnoslos ellos…pero???…los hemos tenido que preparar nosotras. Debo corregir el plan de medios que me mandan desde Barcelona. También pido modificaciones a la creatividad. No sé para qué sirven… menos mal que soy una Agencia de Servicios Plenos ambulante…
12:01
Tendrás lo que quieres, si quieres lo que tienes: recuérdalo tanto en casa como en el trabajo. Ya sabes: o Sidney o los matorrales. El camino de Sidney es duro, pero no lo abandones; los matorrales te irían anulando. Ahora está justificada tu presencia en Palma. Contratarás una persona más, si es que te dejan, señora directora. Te mando la dedicatoria del libro manuscrita, puedes ponerla en la portada. Va en portugués y en catalán, para que escojas.
Baixo os cálidos e esféricos peitos da Virginia
há um coração sensível que procura a beleza e o amor,
há um coração de mãe e de esposa que luta pelos seus
um coração de fêmea necessitado d´independência
um coração de artista que quer se expressar sem censuras.

Sota els càlids i esfèrics pits d´Virginia
hi ha un cor sensible que estima la bellesa i l’amor
hi ha un cor de mare i d’esposa que lluita pels seus
un cor de femella necessitat d´independència
un cor d’artista que vol expressar-se sense censures.
O este otro, por si prefieres algo más suave:
Per a tu, Virginia, aquest magnífic llibre, pàl·lid símbol de l’amor que et tinc.
Como te fue la clase de taichí? Vas a seguir? Gracias por llamarme, aunque fuera tan breve la llamada. Recibo email de Diana, la mandataria de las comunidades para la Campaña de Nobre a las presidenciales. Ya te expliqué.. Debo contactar con la colonia portuguesa, recoger las assinaturas, formar un equipo de trabajo y, si veo posibilidades de llenar un salón de actos en Roma, el candidato vendrá. He remitido mi plan de trabajo. Comeré con Amanda. Luego, cuando me digas, salgo a la calle y hablamos durante el paseo. Iremos abrazados y de cuando en cuando nos besaremos con esos besos largos que tanto nos gustan. La foto que te mando está hecha al salir de la piscina, con ella te puedes hacer una idea aproximada de quien es este mendigo extranjero, al que solo tus pechos reconocen; el que quiso ser Ulises y llegó muy tarde, el que se enamoró de ti y parece que llegó a tu vida en el momento justo. Claro que ese momento es el idóneo porque lo elegiste tú.
15:04
Está a punto de llover…. Palma sabe y huele a mar. Palma pinta las fachadas con persianas verdes que jamás deberían dejar de fabricarse, y con pomos dorados en los balcones. Palma abre las manos y te las tiende. Palma huele a horno de ensaimadas y a helado dulce. Palma és sorra suau i blanca. Sandàlies i carrers amb escales. Olor a cafè mòlt. Carrer Sindicat, sa Catedral, Baluart, Port, Vistes espléndides des del Baluart de Sant Pere. Sobrasades i camallot, cocs de verdures…fregits boníssims. Palma es rumor de isla. Sabes que la lluvia me serena, me desnuda, me humedece. La lluvia, mientras estoy en la arena fina, justo donde la ola pequeña se deshace… allí en la orilla espumosa, me produce una sensación indescriptible. Trabajando y buscando tu carta. Viendo tu foto despeinado y sonriendo, torso desnudo…pectorales fuertes. Podías haber llegado mucho antes, te esperaba…pero logré que llegaras cuando te necesitaba más. Trabajando y comiendo ahora… Mis chicas son muy torpes para algunas cosas. Así que lo de delegar… difícil. No te burles… aunque no me viene nada mal reírme. Me gusta la dedicatoria… pero la escribes directamente cuando vengas. Necesito hablar contigo…estaré más tranquila a las 18,00.
19:20
Espero haberte relajado con mis palabras, estabas muy tensa. Acostúmbrate a la responsabilidad de dirección. Lo haces muy bien y te gusta. Afianza la cuenta Club de Mar, ya vendrá el momento de aceptar otro cliente o de buscarlo. Ahora te será más fácil sumar. Avanza paso a paso, con sencillez, sin euforia. Cuida los gastos fijos: en cuanto te descuidas se disparan. El viaje de novios durará un año; los fines de semana de todo un año. Dovrebbe, amore mio, vivere con passione il tempo che viviamo, per farle rivivere dopo. Mi colibrí incansable, mi virginal doncella, mi corza alada; vive intensamente nuestro presente juntos, para revivirlo más tarde. El viernes por la noche estaremos en Madrid. Dejo un video en Hotmail. Lo puedes ver a trozos en ratos de descanso. La ciudad será nuestra. Dime lo que te gustaría hacer y lo añado al plan de viaje. Cada fin de semana redactaré una entrega; cada semana estaremos en un lugar distinto. No te preocupes por el dinero: llovido del cielo virtual, nos llegó virtual cuando menos lo esperábamos; y durará un año, tanto como la luna de miel. Luego ya veremos. TQM
19:35
Mi querido Pablo… tu novia está contenta…La has serenado y conoce el camino que debe seguir. Tranquilidad y buenos alimentos. Sin nervios, sin pausas. Soy la directora por algo…y domino la situación. Soñaremos los fines de semana. Eres genial. Te quiero cerca…muy cerca…y siempre, muy siempre. En verano, cuando vengas….repetiremos la noche de bodas…Las veces necesarias…como tú me dices…hasta que nos salga bien. Iremos a Menorca… alquilaremos un coche para enseñarte mi isla……Me gustará tanto viajar contigo… y pasar el camino hablando… cantando… Te recitaré a Maria Beneyto: les teulades, la pluja, la veu grisa… y me leerás a Tagore: escucha, amor mío, los suspiros del mundo que te ama…Cuando nos cansemos pararemos para amarnos…Jamás hice el amor en un coche… me han acariciado… pero nunca me han penetrado en un coche. Tampoco creo que sea demasiado cómodo, jejeje… pero contigo lo probaré y me encantará… Adéu, la meva vida, em vaig a casa, un petó molt gran…
00:03
Dormirás, y mañana, cuando despiertes, será 23 de abril; un día hecho de muchos días. El día de Joan, primero. Confío en que mejore su trato contigo y os intercambiéis, con los libros, los afectos. El 23 de abril es un día para el progreso. Progreso conyugal y de trabajo. Cada paso dado ha de afianzarse. Nosotros caminamos hacia alguna parte, pero lo nuestro es el camino. Ese trillo oculto, esa senda perdida que hacemos juntos para descubrir adonde llevan. Lo intuyes: el sendero que seguimos, subidas y bajadas, lleva al mar, como todos los senderos. El último trecho ya es río deseoso de llegar al agua madre. La conversación íntima es lo más cercano a la presencia. Si respondemos bien, si nuestra charla es fluida, emocional y sexualmente satisfactoria, estaremos avanzando, no te quepa duda. Los diecisiete años de diferencia no están en el cuerpo ni en la mente, están en el rostro. El verano en Menorca, haciendo palpable y penetrable lo virtual; los fines de semana recorriendo el mundo en luna de miel; tu día a día necesitado de respaldo, tu enorme necesidad de cariño; ese es nuestro sendero mi alígera corza. Qué será el mar para nosotros? Tú dices que amistad de amantes apasionados, y será eso, pero eso y más. El mar es un espacio inmenso y cambiante, lleno de vida; con senderos que son corrientes y llevan y traen. Seguro que encontramos el nuestro; pero, entretanto, aprovechando que mañana es Sant Jordi y el día del libro, vamos a seguir progresando en esa simbiosis que tanto bien puede hacernos. Me haces tanto bien…Nos hacemos tanto bien…Quiero seguir subiendo tu autoestima, haciendo que te valores tanto como te valoro yo, dándote fuerzas y empuje para seguir adelante con optimismo y alegría de vivir. Quiero que te gustes y gustes a todo el mundo, que tu simpatía provoque empatía en los demás y los obstáculos sean menores. Quiero conseguir que tu sexualidad no sea un lastre sino la bendición de los dioses. Mi niña, mi querida niña, ya cruzamos el umbral del nuevo día, ya es 23, ya es Sant Jordi; pero, sobre todo, es viernes y al anochecer de este día reiniciamos nuestra luna de miel. SEDA, L´home que fou dijous, tu rosa y mi camelia. Ahí vamos.

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 23/04/10 7:50
Te escribo un momentito. Mi primer beso de hoy, día de besos, es tuyo… después está el de Joan. Anoche miré tu foto despeinado… no eres vagabundo… eres aventurero, bohemio, artista, marinero, novelista, poeta. Mi Ulises del alma. Es Sant Jordi. Voy vestida de blanco. Parece que no lloverá. Dame tus labios… deseo besarlos todo el día. Te quiere, tu Virginia
9:55
Llega a Ítaca un héroe errante. Desde la marcha de Ulises, el trono permanece vacío. Penélope, la reina, lleva años esperando el regreso del marido aventurero. Viendo crecer a Telémaco, el hijo, un muchacho valiente, diestro en el manejo de las armas y aficionado a las artes; Penélope va haciéndose arquetipo de confianza en el futuro. El vagabundo incógnito escucha lo que el pueblo murmura: la reina debe volver a casarse. Han ido llegando pretendientes, príncipes intrusos que tomaron como propio el reino sin encontrar suficiente resistencia. Buscan apoderarse de todo esposando a Penélope. Banquetes y fiestas se suceden consumiendo la fortuna cuantiosa del rey ausente. El errabundo lo ve. Ulises volverá, aunque solo sea para justificar la fe de la esposa. Su perro Argos sabe que ya ha vuelto. Penélope promete elegir a uno de ellos cuando acabe de tejer el peplo para desposarse. Trabajaba de día en el telar, y de noche deshace lo hecho. Una criada traidora descubre a los príncipes la causa del retraso. La reina viuda debe elegir. Lo hará en los juegos anuales. Llegada la hora de la verdad, promete casarse con aquel que tense el arco de Ulises. Ninguno de los príncipes puede. Desolación. El vagabundo encapuchado, pide el favor de intentarlo. Solo como burla, los príncipes se lo permiten. A su lado están, Argos, el perro; y el joven Telémaco. El arco cede su resistencia a milímetros, el vagabundo logra estirarlo. Sorpresa y desasosiego en los príncipes. Deberá pasar una flecha por los ojos alineados de doce hachas. Nadie lo hizo desde la marcha del rey. El vagabundo lo consigue. Cae la capucha y la real cabeza de Ulises aparece. Telémaco, armado para la prueba –si ganara, libraría a su madre de los indeseados esponsales- Telémaco defiende a su padre del ataque enfurecido de los pretendientes. Son dos contra quince. Penélope observa la escena henchida de gozo, dolida de temor. Los príncipes van cayendo atravesados por las flechas unidas de Ulises y Telémaco. El abrazo de los esposos es uno de los grandes abrazos de la literatura. Lo cuenta Homero en La Odisea. Traduciéndola en el curso Preuniversitario aprendí el griego que ya tengo olvidado. Te lo cuento, porque Ulises es el héroe que más admiro. Pero Ulises no hubiera sido nadie sin Penélope. Quieres ser mi amada Penélope?
11:34
Precioso nuestro abrazo, mi marinero errante sin religión ni bandera. Quiero ser tu patria y tu puerto de atraque…para que vuelvas a mí después de cada navegación… Luego estaré sola en el trabajo. Podrás llamarme???
14:45
Lo siento mi corza. No comiste. Fue culpa mía. Debí avisarte; pero en el cielo del placer no hay relojes.
No es culpa tuya mi héroe… pensé que eran las 13:30. Fue todo tan especial…y tan corto… Acabo de comer una ensalada, y de tomar un café con dos galletas de chocolate. Tengo una manzana… la comeré luego. Llegó Conxita y no me he lavado. Las manos sí… digo abajo… me gusta notar los restos del placer de haber estado contigo. Tu savia más reciente…
19:46
Ya estamos en Madrid. Recién llegado de Roma, te recogí en el Aeropuerto de Barajas y vinimos al hotel. La boutique de Serrano, trajo a tiempo la ropa que pediste. Está todo en el vestidor. Ellos se encargaron de los complementos: bolsos, zapatos y todo lo que las mujeres creéis necesitar para estar guapas. El baño. Tú haces de la liturgia del baño un rito casi religioso. Pero a diario tienes que ducharte rápido y salir corriendo. En nuestra luna de miel hemos suprimido las prisas. Tu desnudo resulta deslumbrante, es una lástima que debas ir vestida por la calle. Qué equilibrio de formas, qué armonía en el conjunto. Lo que consideras excesivo, está perfectamente ajustado. No sé tus medidas, ni me importan; veo un cuerpo que al instante deseo fotografiar, dibujar, pintar, guardar en mi cerebro para recordarlo cuando no estés. Veo un cuerpo que me inspira cien poemas. Entras en el agua y eres Afrodita sumergiéndose en el mar para nacer al instante, eres la sirena que dirigía el coro, cuando, atado al palo mayor de mi barco, escuché su canto irresistible. Tu cuerpo, imán poderoso, me llama; y en dos movimientos y medio me desnudo y te sigo. El jacuzzi es amplio, y la acción relajante de los chorros líquidos nos pone en disposición de iniciar algunos juegos eróticos. Veo en tu mirada una invitación a la delicadeza. El inicio corresponde a los dedos, a los labios, a la piel húmeda. La boca te muerde a poquitos, los labios te oprimen con ternura, la lengua se da en roce suave. Tu nueva sonrisa se deshace al llegar mi boca, y saborearla con una lentitud excitante. Las esferas de tus pechos se yerguen, buscan mis labios para las fresas sensibles, para perfilar su forma rotunda. El pubis desnudo sale al encuentro del glande desnudo. No, aún no: el erotismo va a poder al sexo intenso en esta hora temprana. Después seremos esos amantes que tratan de agotar una pasión inagotable. El roce de las bocas ávidas, irá de la delicadeza asiática a la urgencia africana. Rompemos el beso con la ilusión de quienes reservan un manjar exquisito para alargar el goce. El baño, higiénico y relajante, da paso a los juegos. Sentada en el borde, de rodillas yo, te adoro. La horizontalidad de mis labios busca la verticalidad de los tuyos. Iniciamos una batalla de labios que luchan por la posesión de los otros, por establecer su dominio. Los mayores tuyos absorben a los míos, que continúan la batalla con los hermanos menores convencidos de que a esos los van a ganar. Error claro: la suavidad de los labios pequeños derrite a los míos; y por si fuera poco, llega Sensitivo en ayuda de sus compañeros. Mis labios no quieren salir de allí dentro, quieren rendirse luchando. Quieren que la lengua combata con ellos. La saliva y el flujo lubricante se mezclan en una lucha de sabores que gana tu flujo algo acre. El introito se traga a los míos, labios y lengua y les enseña el sendero que va al centro ígneo. Allí todo arde. El canal es de fuego líquido en las paredes rosadas. Tu fuego amoroso está allí, desde los tiempos primeros de la creación, pidiendo su ración diaria de placer extintor. Varios espasmos seguidos estremecen tu cuerpo aún brillante. Sin fuerzas, resbalas hasta el fondo para apoyar la espalda en la pared del baño. Allí te quedas durante largos minutos, en un silencio roto por el respiro sin compás. Cuando te rehaces, recuerdas que solo tú has disfrutado. Me ordenas con gestos de reina que me siente donde tú estabas, y te ocupas de mi bandera a media asta. Muerdes con presión ajustada las bolsas que forman la bolsa común de los seminarios y los propios seminarios, a los que nunca antes habías atendido. Es preciso dejar así el tablero de las damas, las sesenta y cuatro casillas del ajedrez, el marcador del partido: ganas uno cero, y te prometo que siempre vas a ir por delante. Debemos prepararnos para salir. Observo tus gestos mientras te vistes, y veo la creación de una pintura que va tomando forma paulatinamente y, a su término, es una obra maestra. Me gusta tanto la ropa que elegiste para la cena, que solo por eso no te desnudo de nuevo. Un taxi nos lleva al restaurante donde reservé la mesa del centro para que todos te vean y me envidien. Recomendaciones del chef y caprichos tuyos, de la exquisitez de los manjares exóticos llegamos a las bagatelas del postre. Despreciando el champagne que nos traen, pides un cava menorquín poco conocido. Van a Sant Lluis y llega a la temperatura justa. Cinco minutos tardan, ya te hablé del buen servicio que prestan. Taxi al hotel y regreso a la suite. Empieza la noche, y de la noche, nuestra noche de amor perfecta, reinicio de la luna de miel, nada diremos. Cada cual imagine. 3-2 anunciaba el marcador al término, pero me animaste reconociendo que la lucha estuvo muy igualada.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 26/04/10 9:20
Estás dentro, mi vida. Te noto…¿Sabes que ni Joan ni los niños me echaron en falta? Por un lado me favorece que así sea. Pero por el otro… dos noches y dos días en Madrid… y no me han necesitado…ya es extraño… Ricard y Mireia jugaron sus partidos de baloncesto ….fueron al cine para ver “Alicia en el país de las maravillas” en·3D. Cociné un pastel de queso y lo cenamos los cuatro. Ya no sé qué pensar… Estoy por contarles lo bien que lo pasamos tú y yo…para ver cómo reaccionan. Aunque mejor no….Podría ser un mal ejemplo para ellos…o bueno…según se mire.
Estoy leyéndote. No sé lo que ocurre, mi niña; Amanda cree que no me ausenté. Parece ser que el sábado acompañamos a Mona en la celebración de su cumpleaños. Cenamos en un apartamento particular de amplia terraza, cerca de San Juan de Letrán. Hay que encargarlo con tiempo y se puede pedir lo que se desee; incluso una decoración distinta. Mona lo había reservado. Al llegar todo estaba dispuesto. La señora y dos doncellas eran todo el servicio. Finalizó con música de violines que tocan las tres mujeres. Parece ser que disfrutamos de lo lindo. Y el domingo, solos en casa: leyendo y escuchando música. Pues vale; allá ellos. Nosotros estuvimos juntos en el Paraíso.
Quizá lo nuestro sea un sueño, mi novio…. Un sueño que vamos haciendo realidad a fuerza de repetirlo…Porque vamos a repetirlo cada fin de semana. Todas las semanas de todos los meses de un año entero viviremos la luna de miel… dando la vuelta al mundo. ¿Nos estaremos volviendo locos?..
Lo ignoro, mi corza alígera, mi colibrí incansable. Pero yo tenía un objetivo claro que te ponía a ti por encima de todo. Lo importante era tu desarrollo personal y matrimonial, tu felicidad presente y futura. Y ahora, sin resolver tu contradicción, sumamos la mía. El sexamor era un medio y se va convirtiendo en fin. Con cariño, con ternura, maravilloso, lleno de verdadero amor; pero en el fin inmediato.
El sexo puede atraparnos…lo sé, mi semental, a mí me atrapa… En cuanto estoy sola pienso en ti, en tu pecho, en tus brazos, en tu abrazo…
Mi niña, sé que lo haríamos: luna de miel permanente. Tu atractivo y tu estímulo son muy grandes. Quiero que entiendas el sentido de mis cartas serias porque poco a poco van perdiendo fuerza.
Lo entiendo, Pablo. Hay que llegar el equilibrio. Un equilibrio inestable que debemos renovar cada día. Me lo has dicho…tanto…
Mi potrilla en celo, mi amada mujer madura, mi virgen sexual, mi inteligente esposa, la madre de nuestra hija Aurora, la incansable, la comprensiva, la que se entrega sin reservas y pide lo mismo; la que sueña otra realidad y se aferra a la que tiene, la de personalidad compleja y alma sencilla, la luz que me ciega; mi amada: te lo ruego: medita sobre lo que hemos escrito.
12:22
“El aprecio del mundo femenino hace a los varones superiores”, dijo Baudelaire en una de las conferencias dadas en Bruselas en 1864, a la que no pude asistir por evidentes motivos personales. Buscar en el otro para conocer lo que llevas dentro. Ya sabes lo que es ser poeta, sabes que eres poeta, el mundo está en ti, y sacas destellos y desgarros. Solo sale lo que se agita dentro; lo que has ido recogiendo y guardando. Un poeta se vacía en los poemas, se llena en los poemas, se dibuja en sus poemas. Pero en sus poemas el ser se contamina del querer ser. Eso me sucede. Las personas se definen de verdad en sus contradicciones. Las contradicciones marcan los límites. Ahí nos encontraremos. Mi dulce pájaro de juventud, gracias por las fotos. En el autoretrato, ante un fondo de dibujos, no te reconozco. Has logrado una evolución seductora desde septiembre. Más fina, más elegante, más sofisticada. El año pasado vi un destello que aparece difuminado. Los dientes perfectos no se ven. El pelo: finísimos cabellos de ángel. La mirada, llena de esperanza, busca el futuro. La composition est bonne, le cadrage, le balancement de masses et l’harmonie de tons. Charme, majesté, exuberánce et beauté. Magnifique! Con tantas fotos llegadas, no me habías enviado una del rostro. Intimas: están perfectas, como de estudio, bien iluminadas. La lengua se me va a todas ellas. Sensitivo, en su salsa; como él es, atrevido, orgulloso. Me gustan los dedos que abren y dicen mira, así es tu Virginia por dentro; las uñas bien cuidadas. Mi territorio de esperanza, la tierra prometida, está ahí donde se juntan los muslos. Aprecio la delicadeza de la piel, el color, el tono. Te iba a pedir la del dedo corazón colándose así, con sutileza, pero lo has adivinado. En resumen, puedes estar orgullosa de lo visible y lo oculto. El retrato rondará la perfección cuando traiga una sonrisa tímida y pícara que muestre algo los dientes. Hasta la noche no podremos gozarnos. En el fin de semana del 1 y 2 de mayo, puedes venir a Roma. Conocerás a la Maga, heredera de indígenas tupiniquim brasileños y continuidad de la vida. Fortaleza hecha de la suma inconcreta de debilidades, ama a la Naturaleza que integra de diversos modos: es animal, vegetal y mineral; es fuego y es aire. Es lo cierto y lo probable, lo palpable y lo etéreo.
Verás a Mona Baccio, su amiga del alma: se besan y lo hacen efusivamente al separarse y al encontrarse. Te llevaré a Florencia con Rosina, y a Pisa. Mi dulce pájaro de juventud, perdóname, recuerdo que esos días estaré en Lisboa para los actos del día del trabajo.
15:06
Rondaré la perfección… sí…y seré como tu Maga…jejeje…no me hace gracia. Ilumina el sol entrando por la terraza. Tengo los dientes equilibrados y solo se ven cuando río. Llevo las uñas cortas pero arregladas. Me contenta que te guste… Anoche dormí y me abrazaste… esta mañana seguías conmigo y me has escoltado. Hemos hecho la compra juntos y me han dicho que estaba guapa. En ese momento me has apretado la mano, y te he sonreído. Hemos comido una ensalada y yo jugaba con mi pelo. Lo enredaba en el dedo como una cinta. He notado tus dedos en mi cuero cabelludo y te he mirado a los ojos. Me has abrazado y no he podido resistirme al imán de tus labios. Te he besado y tu lengua ha jugado con la mía. Esta noche nos acoplaremos a la perfección. Tú sobre mí…o de lado como te gusta…y yo encima en algunos momentos. ..¿depilada del todo?… Te llamaré para oír tu risa y reírme contigo; será un momentito… Hablaremos del primero de mayo en Lisboa, y de un viaje relámpago mío a una agencia publicitaria de Roma que lleve alguna cuenta de hostelería. Vería a Amanda…¿qué la explicarías de mí?…¿me lo dirás? Mona Baccio iba a saber cómo las gasto cuando se me provoca… pasearíamos por las calles céntricas de la mano…besándonos. Esta noche pensaré en ti al acostarme… y soñaré con tu lengua revoltosa…
18:27
En el archivo adjunto va un concurso de cuentos. Es lo ideal: se presenta, lo fallan y premian en Barcelona. Piden una historia de solidaridad humana. Son tres páginas como mínimo y cinco el máximo. Queda mes y medio de plazo y el premio es dinero en metálico: mil quinientos euros. Lo recogerías con Joan y los niños. Podíais dormir donde tu hermana. Si lo mío no es amor, es que el amor no existe.
18:31
No puedo negarme. Lo empezaré a escribir y lo terminaré aunque deba robar horas al sueño…Mucho mejor que el del Hotel. Te quise entonces, te quiero ahora y te querré siempre…

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 27/04/10 9:58
Vi el cuadro precioso de la mujer con los pechos jóvenes. Sí, es cierto…. se parecen a los míos. Para ti Escila y Caribdis son mejores. Los pintaré… y los expondremos también en el Louvre, junto a los otros. Que la gente decida. Mireia se va mañana de convivencias. A la noche haré un bizcocho que le gusta. Me dormí esta mañana.. .. y no pude ducharme .. .me puse unas mallas y una camiseta de tirantes… el tanga negro y el sujetador transparente a juego… mientras me vestía rápido he pensado en Ti. Siempre pienso en Ti cuando me visto o me desnudo. He pensado que estabas conmigo y me impedías qeu me vistiera…porque tu lengua y tus abrazos me invitaban a un desayuno especial, a un desayuno de placer y delicadeza. Quiero hablar contigo para que me expliques los atractivos de esa Diana Rodrigues de la campaña de Nobre. Porque me hablas de ella en un tono que me hace recelar. La primera vez que os visteis había demasiada confianza. Joan ha llevado la moto a otro taller, pues cree que tiene arreglo. La verdad es que Palma con su temperatura invita a ir en moto… es genial recibir el aire en la cara….Anoche pensaste en mí???…. o solo en mis pechos? Ya te dije que mis pechos son así porque no amamanté a mis hijos. Dos a chupar me hubieran dejado seca. Mis hijos se han criado muy sanos. Mireia y ese carácter tan suyo; Ricard con algunas otitis hasta el primer año, pero luego nada. Te amo y te deseo más cada día que pasa. Ojito con Diana. Y con Mona. Y con Rosina. Ojito, Ojito!! Amanda i prou…
19:40
Casi un día sin ti. Mañana espero llegar antes. Estuve con Diana. También con Sónia y Erika. Con otra gente de Roma y un estudiante de Florencia para la recogida de assinaturas. Diana es majilla y se debe mover bien en la cama; tiene al marido en Angola y se aman como tú y yo, por teléfono. Bendito Skype. Es partidaria do sexo na banheira. Me resulta fácil intimar con las mujeres, lo sabes, y con Diana intimé desde la primera conversación. No debes estar celosa de ella ni de tus pechos, ellos son resumen, compendio, y símbolo. Eres mi musa, mi colibrí, mi flor de los Alpes, mi corza alígera, mi dulce pájaro de juventud. Sin ti, mi primavera perpetua, los días son grises y fríos. Deseo tu cuerpo íntegro: cabeza, tronco y extremidades; esos labios superiores tan finos, el cuello acogedor, la hermosa grupa, el nuevo rostro. Y más que nada la suavidad de la piel allí donde se encuentran los muslos. Sé de tus besos, te he tenido abrazada durante horas, estuve dentro de ti mil veces, entré por detrás, me he derretido en tu boca. Nos hemos dado el uno al otro, hemos tenido nuestra noche de bodas, recibí tus virginidades más preciadas. Había deseo de hacerlo, había voluntad sobrante. Nos pervertimos el uno al otro, traspasando todas las barreras para llegar donde muy pocos han llegado. Porque tú y yo somos complementarios y perseguimos la felicidad de una manera parecida. Así que de engañarte con otra, mi hetaira virgen, nada de nada. Cuánta ilusión me haría que volvieras a pintar. Paisajes, bodegones, retratos. Tiempo. Necesitas tiempo. El resto te vendrá por añadidura. Y ahora que ya tienes dos objetivos conseguidos, ese tercero requiere todo el esfuerzo. Tu teoría de la alimentación infantil no coincide con la científica: partidaria de la leche materna. Pero a la vista está que no erraste. Tus dos cachorros, y tus pechos, lo confirman.
No lo dudes, tus pechos, llenos, rebosantes, de matrona romana, hubieran sido adorados en cualquier religión antigua.

De: VirginiaLibre A: VirginiaLibre 28/04/10 10:22
Dice Conxita que huelo a vainilla, también Áurea…., dicen que los hombres van comerme. La crema hidratante huele a vainilla. Así que no te duermas en los laureles mi Pablo. He hablado con Barcelona y no ven conveniente que haga vacaciones en agosto, en plena temporada turística. Sabes lo que significa. Los míos irán a El Palmar y…salvo los fines de semana…estaré sola…Esperándote, dándome y recibiéndote… mi amado Pablo. Lo sabes el primero. Ahora se lo diré a Joan y a Júlia.
10:43
Deseaba que tuvieras vacaciones, por ti y por ellos. Veinte días al menos en El Palmar. Levantarte tarde, descansar, hablar, vivir, disfrutar. Vosotros cuatro juntos: el mundo al completo. Has querido darme la noticia el primero, pero no me importa nada ser el segundo, si eso significa que la ayuda eficaz e inmediata te llega de Joan. Y así va siendo, lo de la moto solo es una pequeña muestra. Qué nada te distraiga de tu principal objetivo. Crees que lo digo con la boca pequeña? Quantos portugueses vivem hoje em Roma? Ocho mil, quizá? Seis mil? No lo sé. Bien, doy por concluida a recolha das assinaturas. Via dei Portoghesi, A Igreja e o Hospital da Nação Portuguesa: lugares de encuentro con los residentes de aquí, y con los que están de paso. Gracias a Sónia, que lleva años viviendo en la via dei Maroniti, cerca de la Fontana de Trevi, he podido contactar con algunos grupos. Ahora, a trabajar desde casa: ordenador para pasar los datos a los impresos e imprimirlos. Se las entregaré en mano a Federico, el Coordinador nacional en Lisboa. Mañana me hacen la revisión anual de la vista. Te diré algo al salir. Agosto y los cielos abiertos para ti y para mí. Haremos planes a partir de mañana. Soñaremos con un agosto de charlas, besos y abrazos, de dedos y lenguas, de entradas y derrames. Estaremos juntos, tu alma y el alma que no tengo estarán juntas; macho y hembra unidos, acoplados, entrantes y salientes encajados a la perfección. Rebosarás savia y placer, alcanzaremos la dichosa felicidad. Todos lo verán en tu cara. Compartiremos una porción de vida que no es de nadie; y la haremos nuestra, porque si no la gozamos se marchitará.

18-Las alas de mi corza

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 29/04/10 9:47
Esta mañana… tras la ducha… abrí la puerta corredera que permite al día entrar en mi habitación. Es un día hermoso, fresco y soleado. El aire me acerca el mar e imagino que las olas me salpican, olas de mar azul acariciando mis pies. Cierro los ojos y ladeo la cabeza, me acurruco en tu pecho y sin hablar me abrazas… no te pido más. Déjame oír tu corazón y sentir tu olor, notar tu fuerza y energía. Ya ves si soy tonta, podías estar con Diana, y yo te escribía un poema de amor:

Retira la hojarasca en Sant Elm un vientecillo
fresco, una lluvia fina cae sobre el césped,
la hierba húmeda luce el brillo de los días festivos.

Tu mirada reconoce en los poros de mi piel
miles y miles de amigos
innumerables trofeos conquistados,
y el espacio ocupado por los que caerán rendidos.

Siento tu lengua culebreando en mi envanecida boca,
vistiendo mi Sensitivo con un fino manto de saliva,
agitando, excitando mis Fresas jubilosas,
penetrando en las fértiles profundidades de la vida.

Soy tu corza alígera, tu adorada mujer madura,
y mi placer estalla al recibir al Sembrador
cuando su ánfora rebosa de dulzura.

16:43
Tengo las pupilas aún dilatadas y la luz del día me molesta. Pero te leo y el orgullo hincha mi pecho. Mi corazón tiembla emocionado. Sabes, quieres y puedes. Qué lírica, mi querida niña. Qué sentimientos, qué metáforas suavizando. No tienes perdón si no escribes con esa capacidad de expresarte. Te diré que mi visión está bien. De cerca, es total sin gafas. De lejos, con las gafas, buena. Bien el fondo del ojo, bien la tensión ocular. Bien la retina. La retina es a lo primero que afecta la diabetes. Ninguna medicación y volver dentro de un año. Me estás dando vida. Tengo ganas de oírte recitar el poema, mi arcángel erótico; te llamo en un rato.

De:VirginiaLibre A:Virginiabre 30/04/10 11:10
Ya ves como cambia la carga que nos trae los días, ayer felicidad por todos los lados y hoy tengo motivos para estar triste… Ricard, supuestamente, estuvo haciendo deberes después del cole. Hacia las 20:00 llegué a casa. Me pidió que le comprara una libreta, y le dije que bajara él; así podía elegir la más adecuada. Lo hizo. Mientras preparaba yo el pescado de la cena, él me hacía preguntas de ángulos… y otros temas… hasta que llegó la hora del partido y le dije que lo viera. Al acabar se fue a dormir. Yo ignoraba que debía acabar un dibujo y no sé qué más para hoy. Lo hemos levantado temprano, porque así nos lo pidió… pero no se hizo la bolsa de deporte. Eran las 8:15 y todavía no había acabado. A su padre le dijo que le mandé ver el partido…. jajajaja que narices tiene….por no decir otra cosa…A todo esto, Joan se enfada conmigo… y deja de hablarme… Estaba tan dolida que las 10:00 he dejado todo para bajar a taichí. No he podido entrar en nuestra casa hasta ahora. No hay carta tuya, he releído otras anteriores y me siento mejor. No estoy triste, de verdad… estoy pensativa y tierna. Me gustaría acurrucarme a tu lado y dormirme soñando que me abrazas besándome, protegiéndome, relajándome…
12:02
Entras en casa. En casa hay estímulos. Alegría de vivir, optimismo, solidaridad, arte, música, literatura, amor y erotismo. Toma un poco de cada cosa; es el equilibrio el que proporciona la felicidad. Quiero que me lo cuentes de palabra, eso y más, todo lo que te preocupe. En una hora hablamos, si puedes. Mañana por la mañana salgo para Lisboa. Te lo explicaré de viva voz. Estoy solo. Acurrúcate y, mientras te lleno la cara de besos y te doy mordiscos de vampiro en el cuello, me hablas. Si Ricard encuentra una fisura entre Joan y tú, la va a utilizar. Os tenéis que poner de acuerdo los padres sobre eso. Si no, os ganará; y os enfadaréis entre vosotros. Ricard es responsable de sus tareas, y el único culpable de no hacerlas. Si os gana ahora, los abusos crecerán. Tiene la edad justa para asumir responsabilidades; todas, no solo las del deporte. Habla con Joan sobre eso, y ponlo sobre aviso de lo que os espera si no actuáis unidos. Eres más madura y tienes que tomar la iniciativa, porque él no va a hacerlo. Qué tal un masaje relajante? Conozco algunos de los puntos esenciales en la digitopuntura. Bien tratados te proporcionarán un sueño placentero. Eso sí, cuando despiertes tendrás una enorme necesidad de placer. Pantalón o falda?, tanga o encaje?, Blanco o verde manzana? Decide y me lo dices. Ya no puedo pasar sin oírte. Abarcas una parte importante de mi vida. Te amo, te llamo.
15:56
Te agradezco que hayamos hablado de mis cosas… antes de amarnos… Ya sabes cómo me encuentro…cómo me encontraba… porque ahora estoy tranquila. Cansada sí, pero satisfecha. Me hubiera venido bien dormirme después de gozar. Aún podemos repetirlo. Si me quitas el pantalón… aparecerá el tanga blanco, un poco mojado en la zona que oculta los labios. Ricard ya es un hombrecito y debe ser responsable…tienes razón. Le sorprendí masturbándose, y aunque no le dije nada, en su cuarto he dejado toallitas húmedas, pañuelos de papel y una advertencia sobre el cuidado para no manchar la colcha. Ahora habla más de sexo conmigo que con su padre….Soy su confidente… pero siempre que estemos a buenas y a solas… si no, se hace el machito… Mireia también se masturba, lo sé… la encuentro sofocada a veces… cuando le doy el beso de buenas noches en la cama… No hemos hablado todavía… pero una de las veces, puse mi mano cariñosa sobre la ropa que ocultaba la suya… y la dije con mi sonrisa pícara: sigue… Creo que siguió. En casa no somos vergonzosos… todavía… Podemos ir desnudos… que nadie se ofende. Tengo mucho sueño…cuando acabe el trabajo urgente, me escapo…

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 1/05/10 9:45
Como te avancé, llegué anoche a Lisboa, invitado por la candidatura de Fernando Nobre; y te escribo desde un ordenador de su sede. A las doce estaré en la plaza Luís de Camões, primero en la concentración de MayDay Roma, y en la manifestación después. Hablaré con los distintos grupos para conocer el alcance de la precariedad laboral en plena crisis económica. Permanece aún tu voz en el pabellón de los oídos. Te quiero tan hedonista como eres; tan capaz de sacrificio. Te quiero positiva y sensual, virginal y seductora. Mi niña insegura y desconfiada, mi amada, mi amante, mi enamorada; la que cambiaría su pequeño mundo para hacerlo como es. Detallitos de nada en el esposo, y en los hijos tal cual. Al trabajo le quitaría el agobio que a nadie favorece con su daño; y a la gente que la rodea le pondría un poco más de sensatez. A mí me abrazaría a ratos, me comería a ratos, se entregaría del todo a ratos. No todo el tiempo, a ratitos diarios; porque soy aperitivo y postre, la sal de su vida; porque soy la luz que ilumina los puntos oscuros y el calor que mejora el invierno. Puede prescindir de mí, porque puede prescindir de lo imprescindible, pero, no quiere prescindir de mí para siempre. He leído tres veces tu carta previa a la charla, porque la necesitaba. Eres mi amante esposa, la que goza del don de la ubicuidad. Estás ahí y estás aquí al mismo tiempo. Ayer a medio día te noté a gusto, por encima del tiempo y del espacio, vaciando tu depósito de inquietudes. El relato que te mando describe un episodio de la matanza de los Albigenses o Cátaros perpetrada por los soldados del Rey de Francia y los del Papa de Roma. Asistí a la boda de la novia que se siente unida a los cátaros, sus antecesores. Ahora el relato es tuyo. Si te gusta y lo aceptas me darás una gran alegría. Uso tu dibujo de la barca y mezclamos fluidos corporales. Los poemas, los relatos, los dibujos, los pensamientos, los escritos; forman nuestro patrimonio de esposos virtuales. Míralo así. Eres generosa al aceptarme. Delia Abrantes publica dos poemas míos que traduje al portugués. Son mis pequeños goces literarios. Te quiero hasta traspasar lo razonable, más allá de lo emocional; y tú lo sabes bien.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 2/05/10 18:33
En algún lugar del globo está amaneciendo ahora, en el opuesto anochece. Segundo a segundo el día avanza y retrocede la noche. Segundo a segundo avanza la noche y el día se repliega. Depende del lugar desde donde el observador observe. Todo es relativo. Mi dulce pájaro de juventud, ayer viví un buen día. Lisboa era una fiesta. Alegría, solidaridad obrera, grupos laborales tras las pancartas, música, canciones, lemas coreados, vistosidad de las banderas agitadas. Estuve con MayDay a medio día, Largo Camões, y allí concentração, almoço, performances. MayDay es una protesta de los trabajadores precarios el día del trabajo. Empezó en Milán en 2001 y aquí, en Roma en 2007. Hubo una invasión pacífica de Almacenes del Chiado, coreando lemas y entregando octavillas. Se hicieron pintadas en muros vacíos: dá a volta à precariedade! escrito al revés. No vamos a pagar la crisis! Viví su imaginación y su entusiasmo. A las dos de la tarde iniciamos el desfile que se unió a la manifestación general de todos los grupos. Desfile, sí; colorista y festivo. Puramente testimonial. Los patronos pueden estar tranquilos. Estuve con Diana. Comimos juntos repartiéndonos con otros las viandas que llevábamos. Al terminar me condujo a su casa. Sí, nos besamos. Te besé, la besó su marido. Llamó a su marido y se dijeron todo, luego empezamos a amarnos los cuatro. Yo te hacía a ti, en ella, lo que su marido decía que le hacía. Duró un buen rato el ejercicio amoroso, y gozamos los tres, el marido porque creía provocar los gemidos de ella, y yo porque creía provocar tus gemidos. Diana gozó como nunca, con su marido representado por mí. Mi corza alada, esta noche dormirás conmigo. Velaré tu sueño, sabré porqué sonríes dormida. Besaré el rictus mimoso de tus labios, tus párpados cerrados, tu frente despejada, tus cabellos más próximos, tus rosadas mejillas, el mentón firme y decidido, la suavidad de los lóbulos, el pabellón auricular y la piel que ocultan las orejas. Pasearé mis labios por tu cuello hospitalario, mi lengua humedecida, y lo haré suavemente, para que sientas gusto sin despertarte. Tu sonrisa ingenua y pícara se abrirá en los labios como un capullo de camelia. Yo la sorberé etérea e intangible. Me sientes, sabes que estoy contigo y vigilo tu sueño para que nada lo perturbe. Cuando despiertes a las tantas, descansada, contenta; te esperará una taza de chocolate negro y espeso, con dos esferas de nata dulce y un pedazo de ese pastel que tiene parte de bizcocho y tantas veces te he visto hacer. Tras el desayuno, Palma se irá abriendo a nuestro paso. Me la mostrarás tal como la sientes, tal como la quieres. Tengo tantas cosas qué decirte, y hasta mañana lunes no te las podré decir. Me acuerdo de repente de algo que no te dije y siento la necesidad de decírtelo. A veces me río solo, pensando en alguna salida graciosa tuya. Sabes? No creo en la reencarnación, pero, si creyera, en la próxima iba a estar siempre a tus pies. Serías la directora de una cadena de periódicos imparciales, y yo tu podólogo.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 3/05/10 9:12
Estás muy equivocado si piensas que con tanta palabrería voy a olvidar que has amado a Diana. Tres gozando…y yo, qué…Sé que debo enfadarme, lo sé… pero te perdono por lo bien que lo cuentas. Te leo y ya me noto húmeda…es inmediato.. Aseguras que la mujer recibe diecinueve veces más placer que el hombre. También Diana, ¿no?. Eso explica mis frecuentes humedades y la subida diaria a los cielos. Pero como tú dices, lo importante no es lo que recibes… sino lo que das. Ayer, día de la madre, me encontré tan a gusto con los niños… y hasta con Joan. Tuve presente a mi madre… y la felicité en tu nombre como me dijiste. Ella, en la gloria de las madres buenas, bendice nuestro amor… idea tuya qeu comparto. Pensé en nuestra estancia en Madrid de luna de miel, en la ópera del Teatro real. No lo sabes, pero al verte deseoso de llevarme… te lo pedí. Estaba espléndida con el traje largo rojo sangre. Bajo el vestido llevaba el conjunto de ropa interior color perla de encaje fino. Lo supiste, y en tus labios apareció una sonrisa prometedora. Nuestro palco estaba frente al palco real, y todas las miradas venían a mí. La Reina de Saba preguntó a Salomón sobre mi identidad. El jefe de la guardia hizo averiguaciones, y al recibir respuestas contradictorias, mientras estaba yo en el lavabo, te preguntó a ti. Escribió tus palabras, y entregó una nota que me definía como princesa rusa en el exilio. Ignoro si lo creyeron… pero sorprendí fijos en mí sus impertinentes. I Puritani nos agradó mucho… y aplaudimos con discreción. Te enamoraste aún más de mí, Pablo mío; y en el carruaje tirado por cuatro caballos blancos regresamos al hotel para cambiar de atuendo, cenar en el restaurante y tomar una copa sentados en una mesa cercana a la barra del bar. A las 23,30, cuando yo quise, volvimos a la suite. Antes de quitarme el vestido buscaste mi excitación en los pezones, insolentes bajo el crepé satinado. Me desvistió la doncella, y aún no había salido… cuando tu mano derecha abría la bata de algodón silvestre para separar mis muslos y medir el grado de excitación alcanzado. Dejamos de ser la princesa rusa en el exilio y el torero de cuatro heridas mortales, para ser simplemente Pablo y Virginia, dos enamorados del amor furtivo, decididos a alcanzar, en las dos horas próximas, los confines de la Vía Láctea, renovando el sendero de esperma.
16:23
Magnífico!, Bravo!, Bravo!, Bravo!, Genial! Mi escritora elegante, qué bien te ha quedado la descripción. Has logrado emocionarme y, emocionado como estoy, me gustaría entregarte ahora mismo toda mi erguida emoción. Leo SEDA, y hay pasajes que me gustan tanto como a ti. Lee con atención porque voy a adaptar este a nuestra necesidad. Simulo ser el buscador de huevos de gusano, y tú eres la esposa que simula ser la japonesa con cara de niña. “Te quiero mirar Pablo; te he mirado tanto, tanto… qeu ahora ya eres para mí. Tenemos una noche nuestra, y quiero verte gozar. El teléfono me entrega tus gemidos de placer, pero me hurta el reflejo del gozo en el rostro, la vista de tu cuerpo, el color de tu piel. Piensa en mí, cierra los ojos y acaríciate, te lo ruego: eso dices en el papel de Madame Blanche, incluida tu qeu característica; y yo, Hervé Joncour, escucho: no abras los ojos, y acaríciate. Son tan bellas tus manos cuando se agitan sobre tu sensibilidad… las he soñado tanto… qeu ahora las quiero ver deslizarse sobre tu piel. Sigue, sigue, sigue; te lo ruego. No abras los ojos, piensa en mis turgencias y en mis cavidades, soy tu Virginia y estoy dispuesta para ti, acaríciate Pablo, amado mío, te lo ruego, despacio. Se calla tu voz cálida, acariciadora; y digo: Continúa, por favor. Dices: amado mío, estoy aquí, puedo rozarte con la seda del vestido, ¿la sientes?, es la seda de las mangas; no abras los ojos, tendrás mi piel, tendrás mis labios, me tendrás toda. Cuando te toque, el tacto de mis labios te estremecerá. Cuando mi lengua llegue a ti, notaras deslizarse su estimulante rocío sin aviso previo. Será en tu frente, tal vez en tus ojos, o sobre el sexo. Sí, posaré mis labios en el prepucio protector; los abriré abriéndolo y descenderán poco a poco acariciando el glande. Dejaré que tu Sembrador llene a medias mi boca, llegando al paladar, atacando y defendiéndose de mi lengua activa y ensalivada. Mi boca, amorosa vaina para tu espada de placer, penetrará con sus dientes tu pecho…beso hambriento… apoderándose del palpitante corazón. Morderé los latidos, sístoles y diástoles que impulsan la sangre vital; y tu corazón será mío, como el mío fue tuyo en los días siguientes a la creación universal. Estas palabras ardientes me dices, Virginia, y sigo escuchándote: Tus dedos en mi sexo deseoso de tus dedos, tu lengua en mi lengua deseosa de tu lengua, tu Sembrador en mi sexo deseoso de él. Te deslizas, penetras, tomas mis colinas, mis valles, resbalas, subes, bajas, entras, sales; soy tuya y tú eres mi dueño. Podrás olvidar esto? Preguntaste. Estás en mi interior, acaricias los órganos que me dan la vida y la prolongan, bebes mis fluidos corporales, te alimentas a través del cordón umbilical, estás en mi vientre, eres mi hijo, llevas nueve meses ahí, ya es la hora, voy a parirte con placer. Mi sexo se abre y goza el mayor de los orgasmos. Te escucho asombrado de tu exuberante imaginación, te oigo decir: me preñaste de ti mismo y te parí amante maternal, mi hijo esposo, mi señor, parí tu hijo nuestro con dolor y placer. Mi señor, amado mío, mi Pablo, no hay fin, nuestro amor no finalizará. ¿Lo ves?, nadie podrá borrar este fragmento de eternidad. Dijiste; y yo estuve de acuerdo: nadie podrá arrebatarnos la eternidad que nuestro amor entrega y conquista todos los días. Oh!, mi amada Virginia, la de los pies perfectos, la de hermosa grupa, la de cuello hospitalario y pechos esféricos; la gozadora insaciable, la que se sacrifica siempre y mantiene viva la esperanza. El libro de Baricco será siempre nuestro libro, y nuestra palabra común, el frágil acero que nos une, SEDA.
18:23
Has recreado la escena de SEDA… la has hecho nuestra de verdad. He gozado al leerla con solo deslizar el bolígrafo en el lugar exacto… sobre el pantalón. Amado mío, lo haremos así. Pero no habrá dueños como tú deseas, ni tú ni yo.

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 4/05/10 9:42
Mi alígera corza, ahora estoy en nuestra casa esperándote, vienes directamente. Te veo llegar, tu rostro entero sonríe, sabes que te espero. Abro la puerta y te tiendo la mano para acercarte a mí, para recibir tus labios. Hablamos un lenguaje corporal sencillísimo; inventado por los primates que nos precedieron. Gestos que están en el origen de la procreación y dan continuidad a la vida. Tus ojos hablan a los míos. Nuestros ojos brillan de felicidad y se entienden. Después de la tensión soportada necesitas abrazos íntimos, besos: una siembra de besos por toda la piel. Desnudo tus pies y los acaricio. Las terminales nerviosas están a la espera de lo que hagan mis dedos. Mis dedos bailan sobre tus pies; saltan, oprimen, punzan, acarician. Entretanto te explico lo que me gusta de ti. Tu inteligencia. Captas todo el sentido de lo que oyes, hasta el más sutil de los pensamientos expresados, las palabras de humor, las dobles intenciones. Tu erotismo virginal. No abunda; te lo puedo asegurar. Es tu contradicción más atractiva; no la vas a perder porque está en tu esencia. Tu fuerza, tu energía, tu empuje; en algunos momentos los dejas salir al exterior y te llevan. Esos labios finísimos, mimosos en los besos. Tus esféricos pechos de mujer madura. Tan sensibles, tan receptivos, tan osados. Tu cuello, cálido y acogedor. Territorio de exploración de mis labios, de mi lengua, junto a las orejas y el cabello. Esa dulzura tuya de cuando te haces fruta tropical, pastelito tierno. La suavidad de tu piel en los espacios protegidos que han recorrido mi lengua y las yemas de mis dedos; belleza y música táctiles. El tono rosado de tu epidermis más fina; esa piel tratada por ti con pulcritud y cariño. Añadiría, tu ingenuidad pícara, segunda de las contradicciones en grado de atractivo, relacionada, sin duda, con el erotismo virginal. Consigue que Joan te vea así, desnúdate de prejuicios, quítate la coraza que a veces le opones. Sé tierna con él, dulce, femenina. Defiende tus posiciones suavemente sin ceder ni un ápice. Saca a la niña que llevas dentro, entrégasela. Haz con él lo que has hecho conmigo, dale lo que a mí me has dado; y tan machista como es, se derretirá como yo me derrito. Je peux t´aimer sous le ciel de n’importe quel pays, dans n’importe quel idiome.
13:02
Vaya manera de recibirme!!! Esta mañana no pude entrar, pero habías puesto la alfombra de flores. Se agradece, porque la tarea de estos días está siendo exhaustiva. Cansada pero satisfecha… la campaña de Club de Mar está en marcha. Empiezo a facturar y me permiten contratar una persona. Algo transitorio, contrato de obra a través de una empresa de trabajo temporal. Apenas te escribo estos días, resulta más sencillo hablarte mientras trabajo. Los auriculares y el micrófono dejan las manos libres. Si me confundo, corrijo. Martes y sigue lloviendo. Estoy en casa. Acabo de llegar. He venido porque estaba nerviosa… y necesito hablar contigo… Ayer mandé al concurso el relato acabado de madrugada. Desde el martes de la semana pasada no he tenido sexo doméstico… Anoche… en la cama… esperando a que Joan se acostara…. me acaricié dulcemente pensando en Ti… no sé el tiempo que estuve… pero alcancé el placer en dos ocasiones… y me gustó mucho sentirme arropada por ti…. amada… deseada y deseable. Joan anda preocupado, su padre no hace buena cara… Àlvar, en estos días me llama con más frecuencia. Se ha quedado sin trabajo. No se angustia… pero pienso…no sé qué te parece…contratarlo a él mientras encuentra otra cosa. Si me llamas ahora podremos amarnos, luego me voy. A las 15:50 tengo una reunión con las chicas. Te espero comiendo ensalada y pechuga de pollo con salsa barbacoa…. Un beso larguísimo, semental mío. Pícaro, me estabas leyendo, porque ya llamas….
17:34
Al fin te lo he contado al oído, en un susurro. Tu voz mimosa, y ese Aiiisss que es la palabra clave del hipnotizador, me decidieron, mérito tuyo. Sí, la Maga, mi querida Amanda, cuando pasaba una temporada con sus primos en Bahia, adolescente aún, sufrió abusos de un cuñado del padre: el bandido forzó su intimidad en varias ocasiones. Creo que has llorado al oírme. Imaginas y te duele: violencia, amenazas, silencio, sentimiento de culpa. Hasta viajar conmigo ya casados, no quiso volver a Brasil y nadie supo la causa. Vivió desconfiando del macho, ya te lo he dicho. Con la dificultad añadida de su atractivo creciente, y una sensualidad visible. Hubo de rechazar acercamientos de todo tipo, muchos honestos. Así la encontré, pegada a una amiga íntima que no quería soltarla. Fue un trabajo lento y largo de aproximación, dos pasos hacia adelante y uno atrás. Padre, hermano, amigo, novio, prometido, esposo y amante. Y cada etapa un largo recorrido: cinco años en total. Cuando logré desatar el nudo, su erotismo, su sexualidad desbordante, parecida a la tuya, fue mi premio, nuestro premio. Tras la tensión de la confidencia ha venido el disfrute mutuo, te he oído gozar y reírte gozando. Endorfinas y euforia, borrachera de placer. Aún me río. Me hubiera quedado contigo en la cama otra hora. Abrazados. Ese tiempo que tienen recobrándose a los que acaban de salir del quirófano. He oído campanas, ruiseñores, el encontronazo de una manada de bisontes con el expreso de Lugo a toda máquina. Puedes pedirme cualquier cosa; porque no soy capaz de negarte nada. La satisfacción que deja el amor bien hecho es inigualable. Llueve aún? En tu ventana oía el repiqueteo de las gotas. Aquí hace viento. Me llamó Diana, ha venido a Roma y quiere verme mañana. He quedado en el barrio; le gusta el Trastevere.
Estoy dentro y te leo aún maravillada. Primero la confidencia y luego el efecto de las endorfinas. Vaya reunión con las chicas, creen que ha bebido en la comida. Te lo dije, Pablo, ni la menor intimidad con Diana; ya la has gozado. Ese cuento de que en ella me dabas placer a mí, se lo cuentas a Amanda o a otra inocente.
La meva marinera intrèpida, tienes mi palabra: con Diana, nada de nada. Sobre contratar a Àlvar: que sea la ETT quien lo valore. Si lo recomienda, bien. De otro modo, te perjudicarías sin ayudarlo. Ahora soy yo quien te avisa, cuidado con Àlvar, creo que te alegra la vista También el oído. Incluso puede que el tacto y el gusto.
Pablo, no digas burradas… eso sería incesto.
No tanto, cara moglie, mia studentessa lasciva, solo medio incesto. El monje tibetano te lo podría perdonar.
Muy gracioso…. medio hermano, medio incesto… jejeje. Mi semental, tu yegua se siente muy bien después de haber estado contigo….me ha gustado que te vaciaras en mí… dentro de mí…dos?, tres veces? Deseo pasar días enteros medio desnuda a tu lado… o amándonos todo un fin de semana…

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 5/05/10 7:48
Esta madrugada de insomnio traté de definirte, de resumir tu amplitud personal y concretarte. Me levanté, y escribí esto:
Virginia es el sí y el no unidos. Aunque no exactamente. Es el sí, pero… y el no, pero…Virginia es relativa y cambiante. Olas que van y vienen y marea que sube y baja. Virginia es el mar. Pero hay algo más constante que el mar? El movimiento de las olas y las mareas se viene repitiendo millones de millones de veces. Virginia es el cambio constante. Virginia es flexible e inflexible. Dice no y es no. Sin embargo, háblala con voz meliflua y consigues de ella lo que quieras. Intenta obligarla y verás. Virginia; digo Virginia y ya está todo dicho. La compleja simplicidad de Virginia, y su simple complejidad, me tienen ocupado en descifrarlas. Virginia es el nombre que la sirve para entregarse en una sola palabra. Virginia es la vecina entrañable, la amiga asequible, accesible y humana. Virginia es egoísta unas veces y entregada otras. Llegó Virginia a mí, ya publicitaria, a mejorar su escritura donde yo enseñaba a mejorarla. Y no sé cuantos años después, me hizo confidencias que, a partir de entonces: asumida su niñez agridulce como algo natural, punto de partida de luchas y progreso; contaba sin escamoteos. Tuve esa suerte, pero no supe que era suerte lo que tenía, y cuando se me dio sencilla y abierta, natural y tímida, orgullosa y modesta; acepté esa donación sin valorarla en toda su valía. Empecé a llamarle mi niña, y ella se hizo más niña conmigo, y me trajo a la niña que fue y que era; porque quería que yo enseñara a la niña a ser mayor. La niña que era mi niña quería que la llevara de la mano a los lugares a los que iban las personas mayores. Le expliqué que las personas mayores, sin saberlo o sabiéndolo, solo tenían una meta: viajar a la niñez. Hora tras hora fue creciendo, hasta que se vio arriba de los pájaros. Dejándose llevar desde allí por las corrientes de aire, que el cóndor andino y las rapaces mesetarias en peligro de extinción, aprovechan para planear en busca de alimento. Vuelo muy alto dijo elevando la voz hace unos días. Cuidado!, pensé al oírla; y dije a modo de consejo: vuela por encima de las cuerdas de tender la ropa para que no te frenen, por encima de los cables de la luz para que no te enredes, por encima de las nubes para que no te mojes, por encima de la atmósfera para que la gravedad no te haga caer. Pero no llegues más arriba porque ya es territorio del Sol. El Sol te ilumina, luego te deslumbra y, por último, te derrite y te consume. Apréndelo antes del punto en que lo hizo Ícaro, porque cuando Ícaro lo supo, la cera que unía las plumas de sus alas ya se había fundido. Virginia es tímida y osada, dependiendo del momento y del interlocutor. Le gusta presumir, pero no quiere relumbrar si la luz ha de ser ajena. Prefiere brillar con luz propia, abriendo en la oscuridad el camino por donde sus hijos van al encuentro del futuro. Cuenta con una enorme capacidad de aprendizaje y trata de llenarla. Desea estar en primera fila, pero no pasa nada si está en la séptima o en la novena. Virginia puede ser humilde si quiere, porque sabe muy bien donde está con relación a los demás. Por eso le gusta que los demás sepan donde están respecto a ella. Virginia es constante; una línea recta con intervalos huecos. Huecos de los intervalos que, en paralelo forman otra línea recta discontinua. Es tal su ansia de llegar al objetivo que abre más de un frente de ataque y se dispersa. No parece metódica, pero lo es. Utiliza un método personal ya experimentado. Una fuente importante de información para conocer a Virginia está en los demás. Los mundos de su mundo fueron muy bien delimitados; las fronteras entre unos y otros son montañas altas o valles profundos. Ella es ella; y como es natural en cada persona de este planeta, se coloca en el centro: cumbre o sima. Círculos concéntricos los demás. En el primero, los hijos. Todo lo que quiere para ella de la vida lo quiere para sus gemelos. Su egoísmo natural hace un paréntesis al llegar a los hijos; y lo cierra cerrándolos con ella. El marido, Joan, está solo en un anillo flotante que cambia de lugar a temporadas. Si los gemelos son acicate, Joan es referencia, mojón, acantilado que las olas de Virginia tratan de penetrar. Los hermanos: Júlia en primer plano, Joaquim un paso más atrás; forman una línea curva, un arco sólido defensivo. Cien amigos, que pueden ser mil porque Virginia tiene esa capacidad; forman el círculo siguiente de paredes permeables. De él se sale o se entra por ósmosis. Lo catalán y lo balear ocupan el círculo siguiente, personas, historia y geografía. Suelas de plomo en los zapatos, ella lo sabe y lo acepta, porque lo catalán y lo balear le proporcionan conciencia de ser en lo universal, identidad de origen y pertenencia. Y dentro de lo balear, hay un anillo entrañable donde lleva siempre a Ciutadella con Cala Blanca, Ibiza, y Palma. El resto del mundo, en revoltijo cambiante, va y viene en el exterior de todos los círculos. Sensible ante las desgracias ajenas, es ella la que sale con frecuencia al encuentro de la humanidad dolorida. Heribert, el padre que no lo fue más que a ratos: mujeriego, libertino, jugador, farsante; ocupa un círculo vertical perpendicular a los otros. Y yo, Pablo Céspedes Arjona? Yo, solo soy su cronista.
9:50
Creí que era indefinible, impredecible…lo dijiste… y me gustaba así. Ahora me dices que soy de otra manera, y me gusta que me digas qeu soy de esta manera… complejidad sencilla. Gracias, cronista mío, por ocupar tu noche en estudiarme y escribírmelo. Día 5 ..mi aliado… !! miércoles. Joan recogió la moto antes de ir a trabajar, y la dejó en el garaje. Parece que no llueve… pero está gris el horizonte… tregua de lluvia quizá hasta el viernes. La moto me proporciona una agradable sensación de libertad, pero con lluvia…tú no quieres que la coja. El Barça ganó…estoy contenta… seguimos el partido juntos y nos abrazamos en cada gol. Te llamaré cuando pueda. Me doy prisa para estar disponible. Voy a mirar el hotmail…SEDA. Cuando piensas en seda, qué color ves? Amarillo, ocre, rojo… ??? Te quiero… y te quiero mucho, muchísimo, todo…y más.

19-El maná de tus jugos

De:VirginiaLibre A: VirginiaLibre 6/05/10 11:01
La vida y tú, de la mano; pero tú la llevas. Debes ser tu mejor aliada. Hoy lo serás. Todo está a tu favor si lo sabes y lo crees. Los días amanecen propicios, llenos de posibilidades; somos nosotros quienes los estropeamos. El amante entra por la ventana, pero sale por la puerta. Esta frase, recién escrita, condensa y resume todo lo que he aprendido en estos años de sexamor. Con ella quiero decir que los inicios amorosos entre amantes son trasgresores, ilusionantes e inspirados. Luego la vida doméstica va impregnando de rutina la relación, y el amante se convierte en segundo esposo. Entonces la relación se rompe, y quien fue amante sale por la puerta como esposo añadido y sobrante. El amante ha de ser complementario, no sustituto del esposo. Los dos son necesarios, y está bien que no se conozcan aunque se intuyan; porque esa sensación de engaño, de caza furtiva, es el gran aliciente. Ex amante y amante, sin embargo, pueden entenderse y colaborar. Siento que los goles no fueran más, para que recibieras más abrazos de Joan. Por ahí debes ir. No te desanimes, es una carrera de fondo; y en las carreras de fondo quien resiste gana. Que te bautizara Virginia Libre no fue casual. Persigues la libertad y asumes el riesgo. Eso me gusta de ti, así que acepto todas tus inquietudes, todas tus búsquedas. SEDA es de color siena tostado, o un ocre muy cálido. SEDA es tu piel en esos lugares donde la piel gana a la seda en suavidad y frescura. Almuerzo con Diana ahí cerca, en la Hostaria Da Corrado, trattoria típica del Trastevere. Ya sabes: la diana a la que no quieres que lleve mi dardo. Hoy se ha presentado a las presidenciales el escritor Manuel Alegre, socialista apoyado por el Bloco de Esquerda, una especie de Izquierda Unida pero con solo 11 años de vida y muchos grupúsculos. Rosina apoia a Manuel Alegre. Por suerte viví las elecciones de octubre de 2009, y conozco el ambiente.
17:19
Siempre entras por la ventana; espero que nunca salgas por la puerta. Marido ya tengo… Te hablé de mis defectos, mis estrías … mi celulitis… jejeje.. es verdad.. porque mirando las fotos que te envío, me veo bella, me gusto…Destacan partes bellas mías… pero hay imperfecciones… qué soy de carne y hueso…caray!!!… y aunque has hecho que me sienta bella… hay momentos … y detalles que me gustaría mejorar para ti… Pero sé que me quieres .. y que en Marrakech me gozarás… besarás mis estrías… y disfrutarás de mi muslos amplios. Supongo que regresaste de comer enseguida; ya me dirás. Termino lo urgente y te llamo… No he parado ni un momento…Qué tonto…, me abrazaba contigo en los goles….Un beso rápido, fugaz… pero caliente e intenso…Dime como será nuestra estancia en Marrakech por si no vamos…
19:10
He de decirte que si pretendías desanimarme, no lo has conseguido. Te seguiré tomando por detrás con celulitis o sin celulitis; y por delante, haya o no estrías. Mis ganas de ti no disminuyen y en Marrakech, te lo demostraré dos veces diarias. Pasaremos una noche en el Hotel La Mamounia. La última de nuestra estancia. Elegiste la Suite Al Mamoun, y amarse en ella resulta una experiencia reservada a muy pocos. Imagina, pues, que ya estamos en Marrakech, diez y media de la mañana de un miércoles soleado. Salimos del riad donde moramos, y vamos paseando por la Medina hacia el zoco. Viste ayer una tetera de plata, puro adorno alejado del uso corriente, y te gustó tanto que quiero comprártela. Ni un capricho sin satisfacer: me digo: Mi amada merece todo. Voy cantándote al oído un romance que aprendí en el colegio: Tres morillas / me enamoran / en Jaén / Aixa,/ Fátima/ y Mariel. Sonríes con esa sonrisa tuya, tan mía; exclamas ese aiiiissss que me enamora, y te beso en la mejilla como al vuelo. Llegamos a una tienda que es un milagro de oferta. Todo el abigarrado colorido de los zocos árabes está allí presente, todo el surtido que unos compradores como nosotros desean observar. Qué maravilla!: dices contenta, y yo me alegro al instante de haberte traído, al saber que te sientes feliz como una chiquilla. Eres la Alicia de Carrol, y estamos juntos en Wonderland. Te quiero Virginia, te quiero; y doy gracias a los dioses del Olimpo por haberme concedido el privilegio de hacer de guía en este mundo de ensueño. Nos recibe una morilla preciosa, la Sherezade de Las mil y una noche; la exquisitez de las formas femeninas. Se llama Fátima y la ayuda su hermana Mariel. Son gemelas y tienen veinte años. Pensaba su padre recibir tres morillas, pero no había tanta perfección. Cuando saben que buscamos objetos de valor alto, nos pasan a las habitaciones reservadas y cierran la tienda. Lo veo en tus ojos, en tus labios: te gustan. Sé que en tu mente aparece Roser, la belleza tortosina que quiso poseerte y no pudo, que deseaste tener y no te atreviste. Y yo quiero añadir este capricho a los caprichos ya satisfechos, y quiero entregártelas cubiertas con un velo finísimo sobre almohadas mullidas, sobre tapices que representan escenas de amor de un erotismo contagioso. Quieren desnudarte porque las gustas también. Cuatro manos muy suaves, de dos morillas sensuales y delicadas, hacen desaparecer tu ropa europea en unos instantes, y aparece ante ellas tu escultórica desnudez. Perfumes embriagadores, elixires en tazas de té, caricias de pluma de una piel oscura, de unos pechos duros, de unos pezones altos y prietos, que recibieron el color de la noche iluminada por la luna. Esa atmósfera sensualísima, te lleva a desear ser amada por ellas en la cueva de Alíbabá, antesala del Paraíso de las bellas huríes. Saben usar las manos las mellizas, y las lenguas. Toda tu piel recibe la visita del placer sublimado, sensaciones nunca sentidas. Te veo excitada en exceso, todas tus cavidades abiertas, todos los poros. El aceite embriagador, oloroso de una mezcla de flores silvestres difíciles de conseguir en el desierto; un olio excepcional cubre tus pechos y los agita de placer. Estás gozando como nunca gozaste, cuando cuatro pechos perfectos se ofrecen a tu boca, a tus manos, a tu deseo desbordante. Tus muslos gozan de sus manos, de sus bocas, del roce etéreo de los pezones duros. Su juego sensual está bien estudiado, las morillas saben enloquecerte y enloqueces. Te quiero Virginia, porque tu capacidad de goce te engrandece como hembra, y me hace ser el macho que te desea, te ama y te llena. Portaceli espera y desespera deseando que se ocupen de ella. Y las morillas se ocupan sin disimular lo que disfrutan al hacerte disfrutar. Se ocupan de Sensitivo y te llevan a una explosión brutal del deseo satisfecho. Tu estallido es enloquecedor y duradero, riadas de lava salen de tu canal y lo inundan todo con su aroma. Entonces mando retirar a las gemelas, que se resisten a dejarte, y mi dureza se ocupa de Portainferno, receptivo, entreabierto, lubricado de ungüentos y saliva. Nunca ha sido tan bien abordado: mi erección entra y sale con beligerancia cariñosa, y en una de esas entradas y salidas no puede retrasar más el derrame y se derrama. Ves en mi cara la dicha recién conquistada, y en ese momento, estimulada por el placer que me das, gozas de nuevo suavemente, dichosamente, amorosamente, con la lentitud de la noche apoderándose del día. Mi egoísmo se arrepiente y llama de nuevo a las morillas, que se demoran morosas en tu excitante geografía, hasta que tu urgencia excita su urgencia, y una urgencia de tres urgencias juntas estalla en múltiples luces de colores. Cualquier descripción previa se quedará pobre respecto a la realidad que vas a vivir en Marrakech. Sensaciones nunca sentidas te irán elevando sobre las ciudades y los campos, sobre las nubes más altas. El éxtasis final te situará en el Séptimo Cielo. Ya ves lo que me frenan tus estrías o tu celulitis. Eres para mí, como tus pechos, absenta de 90 grados. Soy adicto a tu conversación inteligente, a tu risa franca y abierta, a tu espontaneidad, a ese aiiiisss que me cautiva. Llevamos juntos una eternidad tan intensa que no se puede medir con los relojes ni los calendarios vigentes. Cambias, progresas; añades madurez a todas las virtudes que te atribuyo. La comida con Diana estuvo animada. La acompañaba Erica, una lisboeta que trabaja en Roma dando clases de portugués, y va a formar parte de mi equipo. Con los datos del otro día ya tienen aprobada la organización local y definido mi trabajo. Debo formar un grupo de apoyo de cinco personas como mínimo. El candidato designará un mandatario con sede en Roma, y dependeré directamente de él. Vendrás conmigo: te llevaré al antiguo Egipto, época de Ransés II, donde el sexo era la actividad más importante de la vida. Pero eso, será mucho después de haber estado en Marrakech

De: VirginiaLibre A:VirginiaLibre 7/05/10 9:19
Llevo el vestido corto rojo… pendientes azules con corazones rojos que me regaló Júlia. He soñado contigo. Mi madre nos bendecía. Os amáis…dijo…y lo demás no importa. Me gusta que trates con tanto mimo a Amanda, pero sabes que tiende a apoderarse de ti… y de eso nada, monada…eres mío… perdona… eres tuyo. Ensalada de lentejas para comer, y gelatina con sabor a limón. Te reservo una porción para cuando llames…Pienso en cómo será Andreu en la cama. Si al final me entrego voy a necesitar tus consejos.
9:36
Cuando nada le debas, no será pago. Cuando nada quieras de él, no será compra. El consejero sexual, el monje budista que tanto sabe de las pasiones humanas, va a aconsejarte. Recomendación previa: olvídate de la opinión de Joan sobre la anchura de tu vagina; es opinión interesada que le libera de responsabilidad. Haz caso de la mía; tengo elementos de juicio suficientes para saberte dentro de la normalidad. Si Andreu sabe y quiere; todo irá bien. Pero si no es así, toma tú el timón y llévalo adonde quieres que vaya para que te lleve. Entretenlo en el juego de calentamiento, porque para ti es fundamental. Que se solace cuanto quiera besándote, comiéndote los labios y la lengua encharcada. Que siga por las orejas y el cuello. Que se divierta en las fresas, y en los pechos erguidos; que descendiendo por el ombligo llegue a Sensitivo y lo adore, lamiéndolo primero con suavidad y luego con algo de firmeza. Como si estuviera separando en la boca las pepitas de la sandía con la lengua ayudándose de los labios. No te importe gozar enseguida la primera vez, ni la segunda, ni la tercera. Pídele que use bien la lengua, que se olvide de su Sembrador hasta que te dediques a él. Y cuando te dediques, hazlo con mesura, caricias suficientes para endurecerlo sin llevarlo a la verticalidad, y cuando notes que se yergue más, cambias de lugar sin olvidarlo, manteniéndolo siempre interesado. Sabes que la penetración es secundaria o terciaria. Haz que ocurra en el momento oportuno, alcanzada la dureza máxima, poco antes del punto de no retorno. En unos cuantos envites sentirás su savia y su goce, y volverás a sentir otro orgasmo, simultáneo o no, qué más da. Dosifícalo si él no se dosifica, que lo hará porque sabe. Pero si se agota, tranquila, la penetración sigue siendo accesoria y a falta de una pica dura, siguen estando la lengua y los dedos. Si es capaz de derramarse dos veces, que acaso el deseo le lleve a tres; y le diriges bien, puedes quedar satisfecha, que es lo que él necesita para quedar satisfecho. El tiempo de recuperación es importante también para ti; hasta que no estés dispuesta no des señales de vida, que te crea dormida con la sonrisa de felicidad en los labios. Eso le hará enternecerse y enamorarse del todo. Se recuperará porque te sigue deseando, porque te desea aún más. Tu vocecita debe actuar en los momentos clave, suave, cálida, acariciadora. Que tu exterior huela a tu interior. Música celestial. Una sexión no es un examen, ni una carrera de obstáculos, tampoco una maratón. Si no está tranquilo tranquilízalo con tu tranquilidad. Sois dos gourmets en la mesa que degustan cada bocado de los aperitivos, del primero y del segundo platos, saborean el vino a sorbitos y se complacen hasta la satisfacción en el postre.
12:50
Qué bien te explicas mi monje tibetano!!!…qué bien me conoces. Sí, confiaré en Andreu; pero si no es tan experto como tú, tomaré las riendas y haré todo lo que he aprendido contigo. Aunque aún no sé si va a ocurrir. Pedí hora al endocrino para las 15:30 horas. Me lo recomendó Júlia. Júlia me pregunta cuántos novios he tenido… y no se lo digo…Sólo ha estado con su marido… y lo dice con orgullo…ya ves.. Toma pastillas anticonceptivas para bajar la libido… por lo visto debe ser genético lo de querer gozar cada día. Un secreto… Mi madre también era así. Yo nunca lloraba a mi madre. No podía. He sido la fuerte, la guapa… la estudiosa, junto con Joaquim. Júlia era la “pobre Júlia”. Me dolía cuando de pequeña oía a mi madre decir: ojalá me muera!!… Oír a mi madre pedir la muerte en momentos críticos me hacía llorar. A pesar de todo siempre tuvo fuerza… según ella… la que le dábamos nosotros. Lloro, me desahogo y me gustaría tenerte a mi lado… sí, claro…estás a mi lado, pero me encantaría poder explicarte tantas cosas… mientras me abrazas con un abrazo real de tus brazos reales!!! Debo secarme las lágrimas porque vienes a comer conmigo. Llámame….y vas a ver cuánto te deseo, cuánto te amo…
16:43
Hemos dado un repaso a tu actualidad, hemos comido juntos charlando, nos hemos amado con pasión y has echado una cabezadita. No consiste en eso la felicidad? Preguntas quién soy. Mi querida niña: yo soy lo que tú creas que soy. Seré lo que quieras que sea. Eres la continuidad de mis días, el devenir. En ocasiones, hieren mi orgullo. Entonces, sé que debo disminuir el orgullo: enemigo interno. Disminuyo el orgullo, amor propio como eufemismo; y el efecto dañino del orgullo disminuye. Cada uno es responsable de sus actos. No sufro por lo que los demás me hacen. Y su actuación no condiciona la mía. Gran intuición, vitalidad desbordante, amante de la belleza y del sexo. Nada humano me es ajeno. Solidario con el Universo íntegro: animales, vegetales y minerales. Hospitalario y generoso, me doy por entero. Jamás perseguí el dinero ni la propiedad. No busco beneficio propio en lo que hago. Los regalos recibidos los entrego también. Austero y sobrio, me basta con poco y no atesoro el resto. No despilfarro porque el despilfarro es un crimen social. Estoy contra el poder que no sirve al pueblo. Soy lo que va quedando del deterioro sufrido desde los veinte años, mi momento de mayor preocupación y ocupación de los demás. Envejecía tranquilo cuando llegaste tú como en broma, y te quedaste conmigo un tiempo que se va alargando. La mujer es hito y mojón en mi camino, obelisco en la plaza de mis desvelos. Mujer y amor y sexo, mujer y poesía, mujer e inquietud social, mujer y escritura. Me mueven la búsqueda y el análisis. Tú formas mi contradicción más flagrante. Me enamora esa niña que ayudo a madurar, sabiendo que, cuando se haga adulta, habré terminado mi tarea.
18:17
Mi Pablo, intuía lo que confiesas, pero sin tenerlo claro. Soy como soy, y trato de ser como dices que soy. Poseo ideas, conocimientos, puntos de vista y opiniones…: aseguras: Puedo afrontar cualquier discusión con garantías de éxito. Sin duda, tu idea de mí es el molde que me forma. Eres como el jengibre, como la trufa silvestre, unas limaduras tuyas bastan para dar aroma y sabor a mi vida. Te mando una carta importante recibida hace años…quiero que la analices… Júlia ha cerrado con el hotel la noche de su regalo por mi cumpleaños. En cuanto Joan estuvo de acuerdo lo confirmó. Salimos mañana a las 16:30 de casa, y el hotel es el Simbad de Ibiza, muy cerca de la ciudad. Por la mañana tengo que ultimar unos informes que necesitan en Barcelona para enviar a Londres. Procuraré venir muy pronto. Y en cuanto acabe estaré dispuesta para ti. Será poco tiempo, porque me esperarán con la mesa puesta. ¡Me haces tanto bien!, recuerda la letra y la música… y la tarareas. SEDA

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 8/05/10 7:56
Es peligrosa nuestra amistad? No sé, acaso; pero nos hacemos tanto bien…Un beso de sábado para mi directora incansable que trabaja este sábado. La Maga, con mis cuidados, curó el catarro y se irá con su amada Mona Baccio. Enamora de nuevo a Joan en el Hotel, y cuando regreses para anunciarme tu éxito, te premiaré haciéndote gozar, satisfaciendo tus más ocultos deseos. Prometo amarte de noche en la playa, acostada en la arena húmeda, mientras cuentas las estrellas. Te amaré, lo prometo, hasta que acabes de contar las estrellas. Empiezo por estudiar tu carta anónima. El autor, varón joven, es una persona abierta y sencilla, algo primitiva, que ofrece pocos resquicios de disimulo más allá del juego pícaro. Egoísmo y comodidad, con ciertos trazos que lo contradicen. Hay desinterés por las cosas, y algunos matices contrarios. Tanto las facetas positivas como las negativas están corregidas en pinceladas opuestas. Por un lado intenta mejorar y por el otro desiste. La persona que escribió la carta y, en ese preciso momento, muestra una personalidad contradictoria. Se desmienten, la redacción: conseguida, madura, evolucionada; y la escritura: fluctuante, insegura. Es como si hubiera dos personas, una dictando la carta a la otra. Podía creerse así, porque dibuja adornos y florituras en algunas letras, y al lado deja otras en meras rayas. Hay contradicción en el tono: conciliador y lastimero a veces, en contraste con expresiones chulescas que representan el puñetazo sobre la mesa, la advertencia y la amenaza. Ignoro lo que el tiempo habrá hecho de él; pero intuyo que las características esenciales de entonces estarán asentadas y los deseos de mejora se habrán diluido. La idea que se hizo de ti, es una idea muy hecha, difícil de modificar. No responde a una foto tuya, sino a una caricatura que él cree foto de estudio. Si es quien me imagino, en estos momentos espera que te adaptes a él, y no tiene ningún interés en acomodarse a ti. En mi opinión, debiste romper la caricatura y ayudarle a componer una foto real, para que te viera con otra mirada. Es la carta de un pretendiente orgulloso, que se considera dueño de tu voluntad.
10:16
Sí, se trata de la carta de felicitación que me dio el Joan perdedor, tercero en discordia y pescador furtivo, con el encargo de entregarla al que era mi novio y lo iba seguir siendo, el Miquel orgulloso de conservar la posición… Ya ves, al final ganó el intruso, y la carta tuvo mucho que ver…Datos enviados y tarea cumplida. Mi deseo te desea… mi cuerpo te ansía… mi boca llama a la tuya…Tensión… relajación… éxtasis…tres fogonazos míos.. y dos tuyos por lo menos. Acabaremos cansados… pero satisfechos…ya empiezo a lubricar… ya estoy preparada, mi hombre, mi semental erecto… de verga preciosa, viva y activa… Llevo falda… y me la quito. Pongo una toalla sobre el cojín… te imagino en la cama a punto de llamarme. Me quito el sujetador y tendré libertad de movimientos como si estuviera desnuda….
10:23
Pero niña, mi querida niña, careces del menor sentido de la oportunidad. Te espera una noche de amor de las que hacen época, y quieres que te llame para amarnos. Con Joan tendrás placer, satisfacción, sentimiento de plenitud. Joan es tu territorio de conquista, debes estar atenta y descansada; nada debe distraerte. Dar, y recibir al dar. Sí soy especialista en Virginia y sus evoluciones. Incluso en la escritura. Leo entre líneas y te oigo respirar y hasta pensar. Conozco tus resortes y su reacción ante los estímulos. Sé lo que te detiene y lo que te empuja. Antes de producirse imagino tus reacciones; tus pensamientos, tus deseos, tus búsquedas y tus descartes. Nada conozco mejor. Por eso me creo con derecho a pedirte cordura. La dicha, una felicidad elemental, me mantiene relajado y tranquilo. Vas a ser feliz y le harás feliz. Las endorfinas te tendrán alegre, sonrisa próxima a la risa, risa abierta. Tienes la mejor oportunidad de los últimos tiempos para reconquistarlo. Por favor, mírame a los ojos y prométeme que no la vas a desaprovechar.
10:44
Me dará placer… mucho, muchísimo. Me sentiré llena hasta cuando salga de mí. Nos amaremos hasta saciarnos…y debo decirte que seré feliz… demasiado. Es eso lo que quieres oírme…No quiero pensar, ni comparar… ya he aprendido a no hacerlo…sois tan distintos… Estoy a gusto contigo… estoy dichosa. Saber qeu estás a mi lado me ayuda a seguir la estrategia que ideaste para hacerme respetar y valorar, para hacerme querer. Te he sentido tan cerca de mí como lo estoy de ti; tan entregado como yo. No sucederá, pero aunque que te disguste oírlo… te digo que quisiera tenerte a ti en el hotel esta noche. Me quieres, me mimas y me cuidas… Con Amanda podrías haber encontrado la armonía de pareja, pero a costa de perder tu esencia, absorbido… Si lo miras con detenimiento tú y yo nos compenetramos todo lo que es humanamente posible. Tengo calor…sofoco. Soy constante, tozuda, ya lo vas viendo. Soy trabajadora… demasiado… Siempre me han apreciado los anunciantes… pero los jefes no, curiosamente… o al menos esa es la impresión que me ha quedado a través del tiempo. Quiero estar contigo un ratito más. Te quiere mucho, tu Virginia.
11: 01
Imagino que estoy paseando por tu alma. Un alma acogedora pintada en tonos pastel, tranquila, sosegada, al borde abrupto del mar; península de clima benigno. Es una explanada con abundante tierra de labor. Canteros de verduras, almendros en floración permanente, manzanos ofreciendo frutas doradas, olorosos membrillos. Hay una iglesia románica y un pequeño caserío de viviendas rústicas; gentes atareadas en lo suyo. Apartada de las otras veo una casita de cuento de hadas. En ella vives con Mireia, Ricard y Joan. Recibís amigos casi a diario. Cantáis canciones o declamáis poemas al son de una flauta que tañe uno de tus hijos. Del interior de vuestra casa, oculta a la vista, parte una escalera que solo tú conoces: cordón umbilical unido a una cavidad subterránea con entrada desde el mar. Bóveda de temperatura y humedad agradables, iluminada por el espejo del agua, silencio roto por el arrullo plácido de las olas. Claustro materno donde la vida del mar hace posible la vida del hombre. Teniéndolo todo, me quieres ahí, bajo vuestra casa, para descender o llamarme. De acuerdo, ahí estaré; pero cuando tu situación familiar mejore, en ello estamos, me iré. Yo también soy constante, también tozudo, también trabajador. Ya lo vas viendo. Y así te quiero: te quiero en la ciudad de Palma, al frente de una agencia próspera, con unos gemelos hechos a medida de tu deseo y un marido que se desviva por ti. Hablas de mi amor a la Maga y te diré que la quiero con afecto y ternura, que la amo con amor de amante, y la conozco bien. Por la música que pone sé lo que puedo esperar de ella. Con Mozart todo correcto. También con Haendel y JSBach. Cuando escucha esos ritmos calientes de su tierra ancestral, saudade, nostalgia; se quedará en casa. Con Berlioz y Shubert, se irá. Saber por anticipado, deducir, intuir; eso es genial, como tú dices. Me alegra mucho lo que escribes. Quiero que me quieras, pero sin quitar cariño a nadie; al revés, aportando sentimientos, mejoras, progreso. Tu vida entra en fases que, tal como te implicas, van a resultar apasionantes. Jugarás un papel esencial en el trabajo, y en la formación de los niños. En cuanto a Joan, progresas, es evidente. Ya no eres la esposa sumisa que tuvo, la que dependía en todo de la actitud del marido. Ahora eres más fuerte que él, y es él quien deberá buscar tu apoyo, tu compañía. Puedes mucho; y ahora lo sabes. Nada es como antes. Dominas la situación y vas a llevar la relación matrimonial a tu ritmo. Insiste, esta noche pasarás una noche de ensueño. Es Ibiza, pero será la Toscana si quieres. El viaje es para gozarlo en toda su intensidad. Cuenta a tu marido todo lo que tengas que contarle, de ayer y de mañana, háblale de tus sueños, pídele que trate de hacerlos realidad aunque no lo consiga, que con ello ya cuentas, es lo humano. Va a intentarlo, y tú vas a agradecerle de corazón el intento. El jarrón de las monedas no se llenará aún, pero la suerte anda cerca. 2+1 en Euromillones, total 8,35 euros de premio. Es solo un anticipo. Nunca me tocó nada en un sorteo. Ahora será. Esta noche, tú estarás con Joan en Italia.
11: 23
Sí, imaginaré que estoy en la Toscana con Joan. He visto los enlaces que me mandaste, las fotos, los videos…y me gusta mucho. Ir a Ibiza es como no salir, tienes razón…Estaré en la Toscana. Pero…no lo comprendes??’?.. él estará en Ibiza. Hace sol este sábado extraño… me llevaré el vestido nuevo… y unas espardenyas ibicencas… que me encantan… típicas… las utilizan allí las mujeres cuando bailan. Todas de cuerda con nudos…. son carísimas, pues se hacen a mano… Las últimas me las compró mi madre… y las conservo. Estoy nerviosa, quiero que todo sea perfecto. Te dejo mi amor. SEDA

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 10/05/10 10:46
Mis reflexiones del fin de semana se disolvieron como azucarillo en el café, en cuanto me pediste que te acariciara el pelo. Ya ves de qué sirven mis reflexiones y mis resoluciones. Llegaste de tu viaje, un viaje que yo deseaba maravilloso. Por eso fuiste a una tierra que lo tiene todo si pones la ilusión. Y tú la llevabas. Al volver, nada más regresar, me has llamado para decirme: pensé en ti. No sé, quizá fue un pensamiento aislado, sin miga. Sin embargo, tengo la impresión de que no te estoy siendo útil: solo mi egoísmo me hace creer que ayudo. Como prueba evidente quedó el eco de tus palabras. Tu relato del fin de semana, le quiero leer. Quiero conocer los detalles; lo espero.
11:22
Mis confidencias…de la Toscana en Ibiza El fin de semana pensé en ti.. y te busqué. Joan estuvo bien, pero… sin comparar… me di cuenta de que el deseo que pueda tener por él no es el mismo qeu tengo contigo. Pasó por mi mente… que imagino estar enamorada de él… pero de otro él… no del que es ahora…y me sentí engañada por mí misma. Te imaginé y pude acariciarme y gozar pensando en ti, en la cama, cuando dormía Joan. Perdóname, mi vida, pero es lo que sentí…eso es lo que siento.

20-Culminación de la entrega

De:VirginiaLibre A:VirginiaLibre 10/05/10 10:46
Eres tan obstinada, tan tozuda como la realidad. Y yo estoy empezando a flaquear. Sea como quieres. La semana que viene o la siguiente, o nunca porque ya estuvimos, emprenderemos el viaje ya hecho a Marrakech. En el viaje de novios conoceremos todas las islas, todos los lagos, los ríos todos. Iremos a las tierras rodeadas de agua; a las aguas rodeadas de tierra iremos. Y volveremos al quehacer diario, a las cosas del día a día, a lo doméstico, a la vida vidinha y a lo íntimo. Y lo haremos, solo porque el mundo es redondo, y es redondo para que gire y nada en él se pare. Eu posso amar-te baixo o céu de qualquer país, em qualquer língua. Sea como queres. Te deseo y me deseas, me amas y te amo: Sea así. Quiero que digas las palabras más excitantes, que nombres los gestos sexuales con esos nombres que se derriten en tu boca y la llenan de esperma. En adelante tu piel y la mía, externa e interna, permanecerán en contacto. Pronto estarás sola, y levantaremos un paréntesis para amarnos. Pero no puedo esperar. Voy a poner las manecillas de todos los relojes de Palma en las trece horas y veinte minutos para que ya sea la hora de amarnos. Te deseo, mi sirena mediterránea, y voy a satisfacer mis deseos al satisfacer los tuyos. Lo quieres así y será como quieres, y lo será porque los dos lo queremos. Alea jacta est. Es el destino el que juega a los dados.

De:MonaG@yahoo.com A: Virginia63@hotmail.com PCespedes@hotmail.com 11/05/10 11:42
Querido Pablo, signora Virginia: Soy Mona Baccio, amiga de Amanda, y escribo para decirles que su secreto puede llegar al dominio público si no ponen fin a esa locura. Ustedes no están solos en el mundo, su relación no es inocente o inofensiva, afecta a otras personas. Amanda sospecha lo que tiene claro, porque es muy buena, y entre lágrimas y suspiros me confía sus temores. Yo pude ver tu nerviosismo si entraba sin avisar a tu cámara. Al llegar con Amanda del médico, fuimos a hablarte de la consulta, y la sorpresa fue visible. No podías hacer nada para ocultar la actividad que te ocupaba. Bajaste veloz la tapa del computador. Amanda pidió que fueras a comprar el antibiótico recetado por el médico. Con una mirada esquiva al portátil saliste contra tu voluntad. Con la escusa de apagar el equipo dejado encendido, mientras tu esposa se cambió de ropa, supe que estaba en lo cierto, la engañabas. Sin saber el tiempo disponible, leí algunas cartas de VirginiaLibre. Mi sorpresa fue grande y casi caí al suelo aturdida. Tomé la decisión de cambiar la clave de entrada y adueñarme del contenido. Podría leer cuanto quisiera y darlo a conocer si no obedecías. Tú perdías el correo, la posibilidad de engaño y las cartas guardadas. Ahora sabes la razón de no poder entrar en vuestro escondite. Mi propuesta es simple: acabar la locura o enfrentarse a Amanda y a Joan. Ellos pueden saber todo lo dicho, todo lo hecho por ustedes en este tiempo, y lo que pensaban hacer. En la delegación de gobierno de Illes Balears, encontraré al empleado Joan que se trasladó desde Barcelona, vive en la calle Sant Llàtzer de Palma de Mallorca y tiene una casita en Sant Elm, Andratx, padre de Ricard y Mireia. Mandaré algunas cartas y ellos sabrán. Sí, es un ricatto, un chantaje. Cumpliré mi amenaza si continúan escribiéndose. Virginia, le digo que lo sabrán los jefes de Barcelona, porque enviaré pruebas de su delirio.
Esperando verles recobrar la cordura, queda impaciente y muy atenta,
Mona Baccio.

De: Virginia63@hotmail.comA: PCespedes@hotmail.com
12/05/10
Ya ves, no fue en Moorea nuestro último encuentro como tú querías. No hubo último encuentro… pero lo habrá y te permitiré preñarme.
Mil años hace que eras pescador en Menorca, Ciutadella, Cala Blanca. Pobre pescador en una barca de vela. Echabas las redes…y nada. Un amanecer se agitaron las olas a babor. Mucho; como obra de un pez muy grande. Te siguió o seguiste la agitación. Paraste y paró. Asomó la cola de pez más bonita que habías visto. Se agitaba, entrando y saliendo. De pronto, girándose, asomó la cabeza. Cabellos de oro y el rostro de una virgen del cielo, pintada con mucha maestría y detenimiento. Era mujer y hablaba. Cómo te llamas?, dijo. Pablo; y tú? Virginia. Eres pez o mujer? Las dos cosas. Me gustas mucho. Y tú a mí. Ven, dame la mano, sube a la barca y te enseñaré mi mundo. No puedo estar fuera mucho rato, debo sumergirme para respirar. Dame la mano y ven conmigo al mar, te mostraré sus bellezas espléndidas. No puedo estar abajo mucho rato, tengo que salir a la superficie a respirar. Qué pena!, con lo bien que nos hubiéramos entendido.
Este fragmento pertenece al relato que acabo de escribir… primero de la serie que escribiré a partir de ahora. Lo presentaré a un concurso y me premiarán. Te lo prometo. Adiós, mi amado Pablo, mi corazón de niña permanecerá dentro de tu corazón enamorado; mi túnel del amor alojará a tu cetro mientras la vida terrenal aliente en nosotros.

De: PCespedes@hotmail.com A: Virginia63@hotmail.com
12/05/10
Así sea, mi querida niña. Te ruego que no te detengas. Cuando tengas ganas de mí, no pares, sigue excitándote, goza con el pensamiento, goza con el movimiento de muslos, de pelvis, goza, goza. Ese gozo es nuestro, nos lo debe la naturaleza, porque si no nos quería tan sensuales que no nos hubiera hecho tan sensuales. Y si no nos quería inseparables, que no hubiera cruzado nuestros caminos.
En agosto pasaré una semana con Luz, mi hermana, en Zaragoza. Los días once y doce estaré en Palma de Mallorca, y en el hotel Nixe Palace nos poseeremos. Sin otro aviso allí estaré, sin otro aviso allí estarás.
Baci mille umidi
de Pablo

Habilidades

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Publicado el

22/09/2016

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