Pasión, muerte y resurrección de la Señorita Salus

Contenido: Pasión, muerte y resurrección de la Señorita Salus, Premio Internacional Mario Vargas Llosa de Novela, con análisis crítico de la doctora y profesora Ester Abreu Vieira de Oliveira en portugués.

Con el título El dulce calvario de la Señorita Salus, esta novela, sucesivamente revisada y ampliada, recibió el Premio internacional de novela “Mario Vargas Llosa” de la Universidad de Murcia, en su cuarta edición. Concursaron 368 novelas de todo el mundo. El premio fue concedido por unanimidad. Publico aquí, la versión última y definitiva, como deferencia a mis lectores, antes de publicarse en papel.

El autor, Pedro Sevylla de Juana, Académico Correspondiente de la Academia de Letras del Estado de Espírito Santo en Brasil, nació en plena agricultura de secano, allá donde se juntan la Tierra de Campos y El Cerrato; en Valdepero, provincia de Palencia y España. La economía de los recursos a la espera de tiempos peores, ajustó su comportamiento. Con la intención de entender los misterios de la existencia, aprendió a leer a los tres años. A los nueve inició sus estudios en el internado del colegio La Salle de Palencia. En Madrid cursó los superiores. Para explicar sus razones, a los doce se inició en la escritura. Ha cumplido ya los setenta y uno, y transita la etapa de mayor libertad y osadía; le obligan muy pocas responsabilidades y sujeta temores y esperanzas. Ha vivido en Palencia, Valladolid, Barcelona y Madrid; pasando temporadas en Cornwall, Ginebra, Estoril, Tánger, París, Ámsterdam, La Habana, Villeneuve sur Lot y Vitória ES, Brasil. Publicitario, conferenciante, traductor, articulista, poeta, ensayista, editor, investigador, crítico y narrador; ha publicado veinticinco libros, y colabora con diversas revistas de Europa y América, tanto en lengua española como portuguesa. Trabajos suyos integran seis antologías internacionales. Reside en El Escorial, dedicado por entero a sus pasiones más arraigadas: vivir, leer y escribir. blog: http://pedrosevylla.com

Índice de capítulos

.- Análisis Crítico
.- Primera caída
.- Segunda caída
.- La demanda explica los hechos
.- Los afectos de la señorita Salus
.- Razones y emociones
.- El incendio
.- La demanda se va concretando
.- Rehén del destino
.- Una amiga muy especial
.- La demanda añade datos
.- Entre el temor y la esperanza
.- Sensualidad reprimida
.- Los demandados y sus modos arteros
.- El pasado llega en ayuda del presente
.- Las ilusiones crecen entre escombros
.- La obstinación de los hechos
.- El rencor se impone a la fe
.- La muerte baila alrededor
.- La ambición de los demandados
.- El egoísmo se opone a la amistad
.- Viaje soñado a Argentina y Tierra Santa
.- Reconocimiento de los hechos
.- Las asechanzas de la vejez
.- Examen de conciencia
.- La demanda se completa
.- Fin de la amistad
.- La ayuda llega tarde
.- El momento deseado de la Resurrección

El Análisis Crítico

A RESSURREIÇÃO DA SENHORITA SALUS
Ester Abreu Vieira de Oliveira

A história de Pasión, muerte y resurrección de la señorita Salus é narrada em 25 capítulos, cujos títulos resumem fatos que conformam a existência e a morte de Salus.
A senhorita Salus, uma octogenária de pele rosada, estatura mediana, calma, risonha, complacente com seus sofrimentos que a idade lhe trouxe, era firme, tenaz em seus objetivos; e vaidosa de suas mãos. Tinha o pescoço alongado e cabelos brancos presos com um coque. Usava uma bengala com um punho de bronze e uma imagem de uma águia. (p. 26-27)

Pedro Sevylla de Juana, autor de 25 livros (romances, ensaios, contos e poemas), escritor sensível, dá destaque em alguns de seus romances à mulher, à sua vida e a seus anseios.
Nessa obra, a mulher é Salustiana Caballero Niño, (Salus), de “caráter doce, agradável e inalterável” que mora no sexto andar de um edifício “situado no lado nobre do Triángulo de Oro.
Sua história se move entre os conflitos de mundos: o familiar, o dos amigos e o da religião, que obteve nas leituras de interpretações que faz de textos de Santo Agostinho, São Francisco de Sales, das Epístolas e dos Salmos; enfim de aleatórios textos dos Evangelhos bíblicos, nos ensinamentos maternos, e no convívio em colégio de religiosas. Em sua autoconsciência sente-se um caráter orgulhoso que tenta submeter-se a ensinamentos cristãos de amor ao próximo.

A sua vaidade e orgulho culminam com um alheamento total da vida exterior e uma concentração de desejos de presunção ao sublime. Nesta obra, o autor se vale de intertextos religiosos com mais frequência para não chocar o leitor com o momento de seu objetivo final: a ressurreição de Salus.
No último capítulo desta edição, “El momento deseado de la Resurrección”, a narrativa se revela como um conto de um conto, quando o leitor fica sabendo que Agripina, a amiga escritora de Salus, deixara uns apontamentos, realizando uma velha promessa à amiga: “Testificaré sobre tu vida trecho a trecho; así que, no lo olvides, vive tu tiempo conforme a los dictados de la conciencia, y mi testimonio dibujará un buen retrato”. (p. 234) Contudo, um novo narrador dará término ao romance: Alberto, o jovem neto de Agripina:
Es cierto, obligado a acabarla de manera que formara unidad, tuvo que olvidar su lenguaje jurídico y tomar el literario, a veces poético, de la muy leída literata Agripina. De modo que la forma de todo lo conocido hasta ahora desde la primera página, tiene como autora a la abuela, siendo lo que se puede leer hasta llegar a la última, exclusivamente trabajo imaginativo del joven. (p. 234)

A função da arte de transfigurar a realidade já foi vista por Platão, quando, na República (1956), Sócrates fala que os poetas trágicos são imitadores, que fazem simulacros de simulacros, cópia de cópia. Nesse sentido, a arte, por exemplo, apresenta um mundo invertido, num processo de identificação com o conceptual entre arte e vida. E a arte procura fazer crer que apresenta o real, o que, segundo Coleridge, tem como consequência a suspensão da incredulidade.
O estado onírico do escritor ao criar a sua obra é semelhante ao estado do sonho, do seu lembrar e recontar, que traz à tona estraçalhadas lembranças que, por contiguidade, se vão unindo. Contudo, o ficcionista ao relatar procura convencer e persuadir o hipotético leitor, tornando o sonho verossímil. Para isso, é preciso que a personagem, as situações por ela vividas tenham verossimilhanças. A narrativa proporciona ao escritor a oportunidade de modelar os seus personagens e dar-lhes sopro vital em maior tempo e espaço. E o escritor Pedro Sevylla de Juana dá vida a uma octogenária e, pouco a pouco, vai levando o leitor ao conhecimento da vida atual da “senhorita” Salus, tanto apresenta os seus problemas pessoais, por um físico já cansado e pela situação familiar com a perda de amigos e familiares, como o resultado de heranças mal solucionadas e apropriações indevidas de pessoas fraudulentas. Os 25 capítulos que conformam o romance servem ao leitor para tomar conhecimento do passado de Salus — sua infância e juventude— e de seu modo de pensar e personalidade. É no último capítulo que o leitor descobre que se trata de um romance memorial, produzido por Agripina que, dominando o ato de escrever como arte, recupera a história de sua amiga Salus. Ao resgatá-la, organiza a vivência de sua amiga-personagem, rememora-a, interpreta-a reconstruindo-a em flash. Os fragmentos da memória da personagem protagonista vão fornecendo os elementos que fazem parte de sua personalidade e genealogia e os que compõem suas dúvidas, seus tormentos e desejos. Na reunião dos cacos da memória de Salus os fios narrativos se entrelaçam na completude do romance.

Freud considera que as criações artísticas constituem realizações de desejos (inconscientes e recalcados) e, por isso, ele se pôs a lê-las como se fossem narrativas de sonhos, atos falhos e sintomas neuróticos. Segundo esse psicanalista, como a experiência da satisfação fica associada à imagem do objeto que a provocou, quando surge o estado de tensão, a visão do objeto que proporcionou a satisfação (o prazer ou desprazer) é reativada. Freud separa a energia psíquica em dois modos de circulação: a energia livre e a ligada. Esta corresponde o desprazer – função de defesa do ego, relacionado com o inconsciente. Sua descarga é retardada ou controlada, pendente do resultado de uma transformação do processo primário, que se apresentam nos sonhos, pois os secundários estão no pensamento da vigília, na atenção, no raciocínio e na linguagem. Nos sonhos, as conexões são absurdas, contraditórias e/ou estranhamente loucas. O que é recordado, graças ao esquecimento, é fragmentário, portanto desconexo. Logo, o sonho recordado é um substituto deformado de conteúdo inconsciente e, por isso, há no sonho dois registros: o sonho lembrado e contado pelo sonhador e outro oculto, inconsciente. E Pedro Sevylla de Juana nesta obra coloca a sua personagem Salus dentro desse processo onírico em suas últimas horas de existência e o leitor vai-se dando conta dos momentos de desprazer e prazer, de satisfação e de crítica da senhorita protagonista.

Na introdução de A poética do espaço, Bachelar (1989) observa que os valores imaginativos de um espaço amado, ou seja, de um espaço feliz, são positivos e levam ao devaneio. Nessa ótica, se refugiarmos num recanto agradável, ele provoca em nós um mundo onírico, um transbordamento de imagens e de lembranças. Assim, percebemos que tanto Freud, o psicanalista, como Bachelard, o filósofo, têm um ponto comum: a fragmentação do lembrado e a reorganização do mesmo por quantidade infinita de semelhanças.
O espaço familiar e onírico de Salus é o quarto de banho e dele, o propriamente mencionado para dar início a seu último desejo, para seus transtornos e glorias, é a banheira. Dentro dela os pensamentos de Salus se voltam para a sua infância, para a sua família, para o seu pai e sua bondosa mãe, a senhora Beremunda, figura que, depois de morta tornou-se parecida. Porém os que a retiraram da banheira e a vestiram não observaram essa semelhança: “nariz, ojos, labios, perfilados por idéntico dedo; frente ancha hasta llegar a un cabello de nieve y ceniza”. (p. 223)

Tal como Marcel Proust faz com Charles Swann, de Em busca do tempo perdido, rememorando o passado ao comer um biscoito (“madeleine”) molhado de chá, Pedro Sevylla de Juana provoca o desvendamento dos pensamentos de Salus em suas idas ao passado, molhada, ela própria, dentro de uma banheira.
A casa e suas dependências provocam sempre muitos sonhos em nós. Reportar-se a seu interior é natural, pois é em suas dependências que ocorrem a maioria dos acontecimentos diários. Por isso, a casa é a melhor informante do nosso estado e mostra como nos comportamos interior e exteriormente. A maneira de ser cuidada já serve para mostrar a personalidade de seu habitante. E os sanitários são lugares de desempenho muito importante na vida diária de uma pessoa. Dentro dele há o momento de isolamento do corpo, e o de maior individualidade. Mas, quanto à banheira, ela se assemelha ao útero, pela forma e por conter líquido, água, elemento primordial, ponto de partida do surgimento da vida.
Nos mitos encontramos associações de nascimento e renascimento na água: mar ou rio. Exemplo de nascimento, da vida e da salvação na água é Vênus e Mitra, na Mitologia Grega; Moisés e Cristo, na Bíblia; e Amadis de Gaula, na épica medieval.

Há também a associação com um mergulho no inconsciente o ato de entrar e sair da água e como mostra do lado obscuro da personalidade a entrada na água suja.
A água representa a profundidade materna e o lugar do renascimento e o inconsciente em seu aspecto positivo e negativo. Segundo a Mitologia grega, nas águas do Estige o sol desaparece para renascer. Ainda na mitologia grega, Caronte, o barqueiro de Hades, leva os mortos aos infernos de balsa. Para Bachelar (1989), Caronte é o guardião dos sonhos profundos das águas pesadas.
Contudo, enquanto a água suja simboliza aceitação por parte do ego dos aspectos obscuros de sua personalidade, a água limpa é purificação, é a imagem do perdão do pecado original, do batismo. A água limpa é símbolo de renovação e renascimento. Dessa forma o batismo cristão é entendido como uma limpeza, separação do pecado e expulsão dos maus. As emoções também se encontram representadas na água. O banho na banheira simboliza o inconsciente, ou como a imagem de um recipiente na alquimia. Assim há uma espécie de ritual no ato de Salus entrar na banheira:

Todo transcurre dentro de una normalidad cien veces repetida, minucioso suceder de los gestos, hasta que, terminada la ceremonia, fuera ya del recipiente, llega el crítico momento de secarme los pies con la toallita rosa que lleva mis iniciales bordadas en hilo trigueño. Felpa de puro algodón la compone, al igual que a la toalla de la cara o a la sábana de baño con las que forma conjunto. Sentada en el borde de la bañera desde el lado externo – por miedo a que la banqueta destinada a ese uso, rígido hierro de las patas sin funda, resbale sobre las baldosas como la semana anterior- alzo las manos que sujetan el pie derecho. Elevo las manos y el pie, hasta dar una posición descansada a la espalda, tan comodona que enseguida envía su protesta por medio de un dolor agudo. (p. 17- 18)

Quando Salus decidia tomar banho, era porque notava uma estranha sensação de sujeira que lhe surgia desde quando era criança. Para ela o banho era uma forma de batismo, de purificação, de redenção, de remissão dos pecados, de santificação. Nesse momento brotava o erotismo recalcado dessa personagem. Era todo um ritual que exercia até nos momentos de secar-se. Mas é no momento do banho que ela rememorava os momentos felizes e tristes, isto é, sua época de vida desde criança. O banho lhe servia para dar-lhe paz e continuidade ao passado e, também, fazia bem a seu físico relaxar-se.

Algún motivo habrá que no percibo, para que llegue a mí ese sentimiento en un viernes de rezos; misa en la mañana, y en la tarde rosario. Es como si una lluvia de barro -polvo fino desatado en agua- hubiera descargado blanda sobre mi cabeza y escurriera mansamente por el cuello hacia abajo. No es el azar quien nos escoge y nos une a mí y al desasosiego, razón ha de existir, pues estuve pensando en los míos. En una niña pequeña y bulliciosa, que era la alegría de la casa y tuvo una muerte trágica. Pensé en un pastorcillo que nos traía leche y cabritos, hijo del obrero que, cuando mis padres eran campesinos, llevaba el rebaño a los pastos. Pensé en mis abuelos, hechos ya el uno al otro como llave y candado cuando tuvieron que irse, llamados desde la eternidad por una voz que invitaba a la obediencia sumisa; luego llevé mi pensamiento hacia mis padres, tan dispares ellos como el día y la noche; y por fin hasta ellas, mis hermanas del alma, que me dejaron un encargo difícil. Nombrar las cosas ocurridas por su nombre, y rememorar las circunstancias que las rodearon, equivale a tomar posesión de ellas, a aceptarlas en el presente y comprometerse a darles continuidad: eso creo y eso digo: admito y consiento. Me baño los viernes cuando llega la noche, porque lo aconseja la experiencia; alternando el agua caliente y la fría se relajan mis músculos, y quedan laxos los miembros como si no fueran con ellos las órdenes de cambiar de postura. Arrebujada en el lecho consigo un sueño placentero que dura hasta la madrugada. Luego, en la penumbra de mi mente, nace y crece la inquietud. Comienzo a pensar en la marcha de la ofensiva que después de mucho sopesar inicié en solitario. (p. 14-15)

Quando o romancista realiza uma obra literária, ela se torna realidade no mundo e, narrador de um fato, ele dirige sua contemplação para um objeto, abstrai a sua essência e passa a considerá-lo como poderia ter sido concedido de acordo com a razão. Nessa (re) leitura do mundo, o “ninho” do homem não é fechado como o interior de uma concha, ao contrário, ele nunca acaba, pois a imaginação do escritor o prolonga. Assim, Pedro Sevylla de Juana apresenta sua personagem, num estado onírico, dentro de uma banheira divagando com todo o arsenal de sua vivência do que viu, ouviu e leu. Dessa forma, ainda que se guarde segredo de um fato ou situação, isto é, mesmo que não se fale dele, ou mesmo que não se pense nele de forma clara, ele forma no interior algo distante e vivo que renasce na imaginação, em determinada situação, com uma forte força absorvente, num avanço de vôos dos sentidos, com a força da magia. Assim ocorre com Salus. Todo o guardado, oculto há anos, chega-lhe a seu pensamento no momento em que está num demorado banho.

Quanto ao aspecto memorístico de Pasión, muerte y resurrección de la señorita Salus, procuramos na afirmação de Bergson (1989, p. 198) de que as coisas vêm à superfície (imagem presente), saindo das trevas, do inconsciente. A ida do presente ao passado se faz primeiro no passado geral para depois ir para uma determinada região do passado. Esses momentos são fugazes e para chegarem ao ponto crucial necessitam de uma atitude corporal. A recordação se faz imagem pela lei de semelhança, porque uma percepção evoca uma recordação por atração mecânica do semelhante. A recordação, segundo Bergson, se conserva na durée, no tempo real que a consciência dá e não no cérebro. Nosso passado, segundo esse filósofo, quase sempre permanece oculto para nós, porque está inibido pelas necessidades da ação presente. Porém vêm à nossa consciência nas situações de sonho. E Salus vai recordando partes de sua vida na sua família e no convívio com sua amiga Agripina, num momento de prazer corporal. Nessa hora procura reconciliar-se com Deus, com arrependimento por soberba, entre outros pecados.

Em contacto com a água, a sexualidade de Salus aflora e, erotizada, sua imaginação vai ao recanto mais profundo do seu ser e, pouco a pouco, recorda-se do mulherengo tio Dimas, nove anos mais velho que ela, de olhos negros e de um farto bigode; da impressão de volúpia que despertou nela; do abuso sofrido; e do silêncio, ou melhor, do segredo que guardou não revelando a seu pai o acontecido com o tio. Tinha 14 anos (p. 183-189) e mudava de roupa quando o tio entrou. Nesse dia a imagem que tinha de seu tio esfumaçou-se. Esse pecado da volúpia a acompanhou durante o resto de sua vida, apesar de várias confissões feitas. Essa brutalidade marcou-a. Foi uma ferida contra o amor suave.

[..] tío Dimas, el hermano pequeño de la madre de Salus, en cuanto se licenció de artillero de una mili cumplida en la propia ciudad. Guapo mozo que gustaba a las chicas y estaba mucho con ella. Lo admitió el señor Baldomero, y en casa fue huésped mimado. Andando el tiempo pasó Dimas a componer la mayor inquietud de la señorita Salus, ninguna había sobre la producida por el gallardo joven. Quizá tuviera algo que ver aquella tarde de tormenta en Salamanca, cuando su padre aún no había vuelto del trabajo y su madre atendía a la abuela en el pueblo, anciana expirante en el lecho de muerte; y ella, la nieta mimada, era una mocita que andaba ya por los catorce. (p. 36)

[…] Nada ha dicho sobre el señor Baldomero, […] lo ocurrido en su habitación de Salamanca cuando a los catorce años se cambiaba de ropa y entró su tío Dimas. (p. 183)
O contato da jovenzinha com o homem adulto não foi prazeroso, mas sensual. Por isso, fugiu para o quarto de roupas sujas. Esse foi o seu tormento de muitos anos: ter sido tocada por um homem de sua família. O remorso levou-a a confessar-se várias vezes e a afastar-se do ato sexual.
[..] Hubo voluptuosidad, pero lo noté y me opuse a tiempo, cuando a los catorce años, mi tío Dimas entró en la habitación donde me mudaba de ropa y descubrió mis intimidades; no hubo deleite en el contacto suave de su mano sobre mi piel acompañando a la blusa. Hubo sensualidad y, por eso mismo, salté como mordida por una culebra, corriendo medio desnuda hasta el cuarto oscuro de los trastos viejos. Hubo, y puso dolor en la memoria, haciéndose remordimiento profundo en cada uno de mis recuentos de culpas; hubo y lo confesé con desconocidos en iglesias distintas, convencida de que no me iba a ser perdonado. No merecía mi tío lugar de privilegio en mi corazón; no eran ciertas las virtudes con que yo lo vestía. Él no entraba a analizar el valor de las miradas, de las palabras suaves, el mensaje de las flores que traen la primavera; él no entendía el canto de los ruiseñores poblador de la cabeza efervescente de una muchacha recién llegada a los sueños. Hasta el cuarto oscuro de la ropa sucia, de los objetos caídos en desgracia, me siguió; y en él descubrí una forma de locura que yo desconocía. La actitud del hombre concreto, sus manos, su cuerpo, las palabras que contradecían a los ademanes, me presentaron un mundo adulto de hombres y mujeres que desdeñé para siempre. (p. 189-200)

No último capítulo “Momento deseado de la Resurrección.”, Alberto se encarrega da narrativa para concluir os apontamentos de sua avó Agripina sobre a vida de Salus. Esse é o momento da morte e da ressurreição de Salus.
O recurso técnico de um narrador acabar a obra de outro nos lembra obras como o Dom Quixote de la Mancha, em que Cervantes utilizou nela essa técnica de documentos narrativos encontrados e continuados por outro. Inicia-se o capítulo recordando o Evangelho segundo São Mateus, cap. 28:1, que narra a manhã do sábado, após a morte de Jesus, quando as duas Marias foram ao sepulcro visitá-lo e lá um anjo deu-lhes a notícia da ressurreição de Jesus. Parece que tal estratégia serve para reafirmar o que antes foi dito pela amiga Agripina, como constava nos apontamentos, que Salus era leitora de livros sagrados e que estes a marcaram muito. Das variadas leituras que Salus fazia dava uma própria interpretação, para satisfação pessoal. Assim, nas palavras do Evangelho de São João, 11, sobre a força da fé daquele que, ainda que morra, mas crê, viverá, Salus concluiu que assim sucederia com ela. E, ainda, segundo o narrador, ela tinha certeza da ressurreição: “cuando se la sabe en el convencimiento de que su vida última iba repitiendo la Pasión de Jesús, paso a paso. No es lógico que acabara en la muerte su imitación, debía llegar a la Resurrección […]” (226-227).

Sua decodificação de leitura nos lembra Alonso Quijano que, lendo os livros de aventuras de cavalaria, se fez cavaleiro em busca da gloria humana. Mas a Senhorita Salus difere do Dom Quixote, o Cavalheiro da Triste Figura que saiu em busca de aventuras para fazer o bem, na luta para o bem do Outro, ela reverte para ela mesma a gloria e a felicidade eternas.
Finalizando o capítulo, o segundo narrador, colore o desejo de Salus e acrescenta luz, sons e perfume de “sândalo” para descrever a sublime ressurreição da protagonista:

,[…] Dejando tras sí la mortaja en el sepulcro abierto, vestida con las mejores prendas que en su vida estrenó, y ocupando en cuerpo y alma el interior de la columna de ángeles, impulsada y atraída por ellos, hasta alcanzar, tímida y crecida, la mismísima antecámara del trono del Padre. (p. 224-228)

Na narrativa de Alberto percebe-se o insólito, no extraordinário acontecimento (“trascendental acontecimiento”), que demonstrará que o desejo de Ressurreição de Salus se realiza. O maravilhoso ocorreu em seu sepulcro com transformações de luz, cor, perfume e sons.

[…] el mármol rosado de Portugal, lápida destinada a cubrir y preservar la fosa terrena de la Señorita Salus, se fuera encendiendo e incendiando al atardecer con el fulgor fortalecido del sol poniente, de por sí lánguido y quebradizo; momento en que los ángeles apartaban la losa de su sepultura sin esfuerzo. […]la luz en su evolución paulatina desde el amanecer incruento, subiendo a la montaña luminosa del medio día, para descender luego, ladera de claridad abajo, hasta la sangrienta incertidumbre del crepúsculo, momento inmediatamente anterior a la llegada del melancólico gris oscuro final. De todos los tonos y matices se tomaría para el trascendental acontecimiento, el color rosado, dueño de la delicadeza carnal de los capullos de amapola, aparecidos de manera prematura al rasgar la cubierta verde. Amapola, flor que la Señorita Salus apreciaba por encima de cualquier otra, al atribuirla similitudes con su propio carácter. Se tomaría, también, el azul más puro de todos los celestes, nacido en el arco iris inaugural del firmamento, y escogido antes de que el blanco lo contaminara. […]. Debemos imaginar el olor a sándalo extendido por el entorno, y al espacio hinchiéndose, colmándose con los sones multiplicados de la trompetería triunfal y los cantos sobrehumanos de los monasterios al alcanzar su expresión máxima. Siendo asumida Salus, entonces y sólo entonces. Dejando tras sí la mortaja en el sepulcro abierto, vestida con las mejores prendas que en su vida estrenó, y ocupando en cuerpo y alma el interior de la columna de ángeles, impulsada y atraída por ellos, hasta alcanzar, tímida y crecida, la mismísima antecámara del trono del Padre. (p. 227-228)

Pasión, muerte y resurrección de la señorita Salus, como toda obra original, resulta de acoplação de textos assimilados pelo autor ao longo de sua vida. Pois cada texto é intercâmbio discursivo, é um resultado de polifonia de textos, segundo Mikhail Bakhtin (1981), isto é, produto da presença de outros textos dentro de um texto, causada pela inserção do autor num contexto que, previamente, o inclui em textos anteriores que lhe inspiram ou influenciam. A intertextualidade casual ou não, visível ou não, algumas vezes ocorre independente dos propósitos do autor, pois esse, com a bagagem cultural que traz vinda de outros textos, dará um novo enfoque e o leitor, por sua vez, pode encontrar intertextos despercebidos pelo autor. Esta é a provocação que fazemos ao leitor ao apresentar esta obra.
Em fim, esta obra de Pedro Sevylla de Juana oferece uma total fluidez pela técnica narrativa, qualidade da linguagem que se conciliam e se completam, dando prazer ao leitor ao longo do desenvolvimento da trama. A cada página encontra-se um estímulo para continuar a leitura e uma confirmação do talento desse escritor.
Recomendo a leitura deste romance pela habilidade do autor e pela qualidade da obra.

BIBLIOGRAFIA
BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. Trad. Antonio P. Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
———. A poética do espaço. Trad. de Antônio Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
______. A água e os sonhos. Ensaio sobre a imaginação da matéria. Tradução Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
______. Mitologias. Trad. Rita Buongermino e Pedro de Souza. 9. ed. Rio de Janeiro; Bertrand. 1993.
BEGSON, Henri. Matéria e memória. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. Petrópolis: Vozes, 1990. vol. 1 e 2.
CIRLOT, Juan-Eduardo. Dicionário de símbolos. Barcelona; Labor, 1981.
FREUD, Sigmund. Obras completas. Madrid: Biblioteca Nueva, 1981.
JUNG. C. G. Símbolos da transformação. Petrópolis: 1986.
PLATÃO. A República. Tradução de Albertino Pinheiro. 6. ed. São Paulo: Atena, 1956. vol. 37.
SEVYLLA DE JUANA, Pedro. Pasión, muerte y resurrección de la señorita Salus.

Biografía de Ester Abreu Vieira de Oliveira
Possui graduação em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória (1960), Especialização em Filologia Espanhola – Madri (1968) Mestrado em Lingua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba (1983), Doutorado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e Pós-Doutorado em Filologia Espanhola: Teatro Contemporâneo- UNED – Madri (2003). Atualmente é aposentada e Professor Efetivo – (Voluntário) da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES- CCHN- DLL-PPG Mestrado e Doutorado em Edtudos Literários. Foi professora e diretora de Pesquisa e Pós-Graduação (DIPEPG) do Centro de Ensino Superior de Vitória. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas, com estudos sobre a poesia, o teatro e a narrativa das literaturas hispânicas e literatura brasileira. É vice-presidente da Academia Espírito-santense de Letras, e presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, pertence ao Instituto Histórico, Geográfico do Espírito Santo, Associação Brasileira de Hispanista, Asociación Internacional de Hispanista, à AITENSO. Coordenou eventos e publicações de obras.

 

 

 Asunción de la Virgen, por Nicolas Poussin

La novela

Caída y pecado son sinónimos en el vocabulario piadoso de la Señorita Salus: No dice pequé, cuando se explica ante el confesor; dice caí. Caí en el primero, en el segundo, refiriéndose a los mandamientos de la ley de Dios. Caí en el cuarto, en el octavo o en el décimo.

Primera caída

En la mañana luminosa del domingo, la señorita Salus decidió caminar hasta el mercado de viejo desplegado en el vecino barrio de Tetuán. Suele llegar a él; más que nada por curiosear; única licencia que ha decidido permitirse, pues la atribuye una función terapéutica. Una curiosidad sana, como la suya, perfora una zarcera por donde se renueva el aire de la bodega angosta en que se ha convertido su mente. Se levantó animosa y preparó un vaso de leche bien cumplido; lo introdujo en el horno buscando elevar la temperatura unos cuantos grados, y mientras lo observaba girar, blanco como una conciencia sin mácula, advirtió que la tibieza configura su obsesión: ni calor ni frío pretende. No se ciñe la búsqueda del equilibrio al presente punto de los alimentos, que pudiera ser saludable, sino que invade todos los órdenes de la conducta. Vive huyendo de los extremos, convencida de que en el medio reside la virtud tan perseguida. Y puede hallarse en un error; instintivo, involuntario, ciertamente. Tal vez, en algún momento de un futuro impreciso, habrá de arremeter contra la ponderación disponiendo de todas sus fuerzas, tratando de llegar hasta el confín bueno, extremo de la virtud íntegra.
Los discípulos de Cristo no ayunaban como los de Juan: ella lo había leído. Y el mismo Jesús lo justifica: ¿Queréis hacer ayunar a los convidados a la boda, en la mesa del banquete y delante del esposo? Nadie remienda un traje viejo cortando un pedazo al traje nuevo. No lo entendía con claridad, y así se lo hizo saber al confesor. La boda es momento de fiesta y alegría, ya vendrán los momentos tristes, argumentó el ministro del Señor; y ella quedó conforme sin razón verdadera. La celebración del banquete es sinónimo del establecimiento final del Reino de Dios. El remiendo de lo viejo con lo nuevo, abunda en la idea de que todo tiene su tiempo y su lugar apropiado. Pues vaya, será así: pensó: ¿Estaré pecando de morigerada? Y no; no quería ella, en ningún caso, emendar la plana al Maestro, que quizá, como el Padre, escribía derecho con renglones torcidos.
Su director espiritual le acusaba de moderada en la fe, de indecisa en las relaciones con Dios; pero está convencida de que un día vendrá distinto y fijará la renovación del espíritu a su comportamiento. De esta manera se lo prometió al sacerdote cruzando los dedos índices, él lo vería:
-Llegará la muda en cualquier momento, y será el tiempo del fervor verdadero, encendido de pasión. Bendice mi alma la inmensa obra desarrollada y su firme e inexorable devenir, enfilado en un sentido que todavía no alcanzo a comprender. Llegará la muda y entonces saltaré la barrera que aún es obstáculo y me entregaré sin condiciones, pues sospecho que, ciertamente, las medias tintas no valen con el Redentor.
-Amén –terminó diciendo el sacerdote acosado por tal vehemencia orgullosa; y desvió su ataque hacia la soberbia, que mostraba el hocico feroz por entre las preciosas palabras- amén, hija mía, mas ten en cuenta que la vanidad es un perro rabioso que devora a su propio dueño. No olvides que sin el Señor somos el barro de que se sirvió para formarnos, la nada de que hizo el barro.
Mientras resolvía acelerar el proceso de entrega, tomó Salus pequeños sorbos del albo líquido a medio cocer, y rechazó, por escrúpulo de gula, una insípida mantecada industrial, distinta a las tantas veces recordadas en memoria procedente de la infancia. Cortando el hilo de su pensamiento, se le hicieron presente las mantecadas y rosquillas elaboradas por su abuela en la panadería del señor Gildos. Horno de leña que ardía a trechos -infierno humanizado por un imposible Lucifer doméstico- lanzando amenazadoras llamaradas y liberando aromas de roble y tomillo, de los que se beneficiaban las calles adyacentes. El pueblo de su memoria es Encinas de Esgueva, lugar donde tiene raíces tan profundas que ni el recuerdo de los más ancianos, ni el testimonio de los documentos alcanzan a ver: padres, abuelos, bisabuelos, tatarabuelos; y otros más lejanos, dueños de sus mismos ojos y un andar parejo; hasta llegar a Noé y al mismísimo Adán, obra divina, perfilada con intención de semejanza. Lo humano semejante a lo divino; lo divino semejante a lo humano. Preguntó al confesor y el hombre dijo: No te hagas tantas preguntas, alma de cántaro, deja que la fe se explique donde la razón no puede. Alma de cántaro: no supo si debía sentirse molesta por la expresión: hueca, vacía, tonta; o quizá confiada. Y lo dejó pasar sin mayor análisis.
De esa manera, tan animosa como se había levantado, con un vestido gris perla muy apropiado para su edad, se dirigió a la calle. Para hacer tiempo quiso recorrer previamente la Plaza de Castilla, ya que los puestos no terminan de formarse antes de las diez. Aunque, bien mirado, resulta entretenido presenciar el tejemaneje que se traen los propietarios al montar las mesas y los techos protectores. Barras de soporte, fundas y cubiertas; mercaderías variopintas extraídas de furgonetas que son como chisteras mágicas, como cuevas de Alí Babá. Se suman una asombrosa habilidad, una precisión, una economía de gestos, hijas, sin duda, de la reiteración. Dio la vuelta, y tomó Bravo Murillo hacia abajo pensando en sus cosas. Cuestiones recurrentes, aceptadas por insoslayables; la razón de su lucha diaria, de su avance en columna de uno con la espada en la mano, armadura de fe y esperanza, doncella de Orleans rediviva. A estos fantasmas reales sí se enfrenta, contra ellos se manifiesta impetuosa; nada de delicadeza en la lucha por la memoria de sus hermanas, nada de suavidad en la defensa de los intereses familiares.
Satisfecho de ella debiera sentirse el confesor que dirigía sus pasos inmateriales, su conducta de intenciones y objetivos. Sin embargo, en esta ocasión tan esencial, hablaba de ira el sacerdote, de venganza, de persecución; para definir lo que ella considera un deber afrontado con valentía y coraje. Recomendó un perdón verdadero, una especie de amnistía para los culpables del atropello; y Salus, una vez disparada como flecha, no pudo detenerse ni variar la trayectoria. Quizá, de ese modo particular que él tenía de ver las cosas de ella, vino el alejamiento. Se negaba a darle la absolución argumentando que el imprescindible arrepentimiento no estaba presente, y sucede que Salus no se consideraba en pecado. Varias veces resultó el sacramento una negociación infructuosa, terminada la cual abandonaba el confesionario respetuosamente, con los ojos bajos, pero herida, llena de desconfianza. Quizá del frecuente desengaño, de aquellas retiradas sin victoria, pero sin sometimiento, viene la separación paulatina hasta quedar en nada, en un olvido roto a intervalos. En esos momentos, poblando su mente aparece el hombre, elevada envergadura y rostro armonioso, cuarenta y ocho años bien cumplidos. En cierto modo parecido a su propio padre, en algunos aspectos semejante al hijo que hubiera querido tener, dotado de ciertas características del esposo que a veces pensó real y concreto: pecho velludo de hombre, brazos de hombre, manos fuertes de hombre, cara y boca de hombre, torso y piernas de hombre. Perdió un receptáculo de preocupaciones, y una fuente de veredas orientadas hacia la salvación de su alma, tan desamparada, tan necesitada de guía; y no ha pensado en sustituirlos, aun apesadumbrada como camina bajo esa carga excesiva de la que no sabe desprenderse. Vino bien recomendado, se dice a sí misma. Fue Agripina quien lo ponderó con énfasis, atribuyéndolo prodigios de santidad; razón bastante para que, teniendo a un paso la parroquia, recorriera media ciudad en su busca. ¡Qué modo tenía de pagar el ingrato!
Las inquietudes de la señorita Salus, son como los enemigos que toman una ciudad para pacificarla y, restablecido el orden, se quedan en ella, implantando sus costumbres y adueñándose, poco a poco, de la voluntad de los habitantes. Seguras de su dominio, las turbaciones se ausentan hacia otras correrías, dejándole una paz ambigua, situada entre la languidez y el desasosiego. Mas no deben de ir muy lejos porque retornan al poco; cansadas pero aguerridas, duchas, con el ánimo templado. Traen la memoria hiriente del árbol del ahorcado, valle alejado del pueblo, tronco calcinado y vástago partido: efecto de un rayo caído años después.
Llegó Salus a los inicios, y vio organizar el mercadillo como un campamento de soldados activos, independientes entre sí; y fue esta libertad de actuación y lo coherente del resultado lo que le llamó la atención. Tiene ella la idea arraigada de la planta necesitada de tutor para crecer erguida; y el ir y venir de varones y hembras de distintas edades sin un plan impuesto la admira. No ve el rodrigón que encauza, acompaña y protege; y esa ausencia la desazona durante breves momentos. Primero el suelo se cubrió de piezas, dejadas al azar, sin orden visible. Luego se alzó un esqueleto de barras metálicas, distintas en forma y en color. Le siguió un despliegue de lonas coloreadas que a modo de carne iban cubriendo los huesos. Recibieron éstas, por último, una avalancha de género procedente de los puntos más alejados del orbe: América y Asia, la Europa central y norteña; países exóticos cuyos nombres leía claramente o intuía con dificultad escritos en los envases, según fuera el idioma que los explicara.
Tres horas después sucedió el incidente. Había visto todo lo allí expuesto; supo descubrir las gangas y se atrevió a preguntar precios o a regatear sin franca intención de remate. Cansada como un perro miraba un puesto de ropa interior, fina seda de colores pálidos, exhibida sin decoro sobre un mostrador de tablas disimuladas por un cobertor rosa muy sobado. Se trataba de prendas sensuales convertidas en símbolo, en representación de lo que habitualmente ocultan, tan íntimas como la desnudez de las personas, como la secreta fisiología cuyo desarrollo acompañan. Esa visión, producida en lugar impropio, pudo ponerla en la pendiente del mareo. También pudo hacerlo la vacuidad del estómago. Se inclina más por la segunda. La debilidad arrastrada, producto de las comidas frugales de los últimos tiempos, la situaron en el deslizadero y su consciencia resbaló. Sufrió una bajada repentina de la tensión, una lipotimia, cualquier alteración del orden orgánico; vio todo oscuro y se sintió leve, ligera como una pluma que desciende a un pozo de negra dulzura. Cayó blandamente al suelo, y su cabeza dio en la esquina de un puesto que ella había visto disponer sin sospecha alguna de enemistad. De allí la recogieron los de la ambulancia, rodeada de transeúntes, sin aire apenas para llenar sus pulmones.
Ignora cuándo fue condenada a muerte, Primera de las catorce estaciones en el viacrucis de su particular pasión. Sospecha que le cargaron la cruz tras el primer azote y el irreprimible llanto. Algo especial verían en ella los sayones, en su pronta respuesta al cachete de bienvenida: rebeldía, sometimiento, quién sabe. Lo cierto es que la creyeron capaz de soportar el pesado leño, y llevarlo hasta la cima del monte Calvario; elegida entre miles, destinada a apurar hasta la última gota del cáliz que hizo a Cristo titubear. Labrador de Cirene, ella: voluntario forzado, personaje anónimo. A pesar de su esfuerzo por alejarse de la arrogancia, estaba convencida de enfrentarse a la Estación Tercera. Mantuvo sólo un instante la idea en ese punto, pues sabía que el pecado de orgullo nace de la inmodestia consentida.
Por fortuna la suerte estuvo de su lado, y del inquietante golpe recibido al caer -tras dos radiografías, unos análisis y cuarenta y ocho horas en observación- no quedó sino una puerta abierta a la desconfianza en sus inocentes pies, en sus piernas sin culpa. Una ventana que mira al descrédito de sus propias fuerzas, al recelo ante las nuevas salidas. Sí, en adelante iba a limitar la duración de los paseos, la longitud, acaso; rodeando la manzana, llegando, todo lo más, a la parroquia. Se expondría menos pero no reforzaría el desayuno, pues ahí, en la intemperancia, lo mismo que en la pereza, el demonio espera agazapado, embutido en piel de cordero.
Habita Salus el sexto piso de un edificio situado en el lado noble del Triángulo de Oro, junto a oficinas de alto precio y hoteles muy afamados. Su calle posee notoriedad por discurrir cercana a grandes avenidas que se abren a la ciudad y al país entero. Goza la vivienda de dos balcones y de unas vistas de envidia. Un ventanuco lateral domina callejas que no van a ningún lado, pues tras dar un giro mueren frente al desnivel insalvable. Tal desajuste es el resultado perceptible de los frecuentes cambios de un plan urbano, servidor de intereses que ella desconoce aunque sospecha aprovechados. Hay casucas al lado cuyo suelo posee más valor raso que sustentando un edificio; y los propietarios no reparan goterones ni recubren desconchados. Esperan que el Ayuntamiento declare en ruinas el inmueble, y la piqueta pueda dar paso a la especulación. Los inquilinos pagan con su incomodidad el provecho de los caseros, sabiendo que cuando el derribo llegue, a ellos, ancianos en su mayoría, les faltará un lugar adonde ir con su mísera pensión y su soledad enferma. Eso explica la clara discordancia del conjunto, pues al abrigo de construcciones espléndidas se acurrucan chamizos. Son locales alquilados a artesanos o pequeñas empresas, incapaces de pagar traspasos elevados. Imprentas, fotomecánicas, o cualquiera de las actividades diversas de las artes gráficas, metidas de lleno en la crisis, allí han fijado su sede. Se trata de un barrio cambiante, que ella recorre segura, porque cree saber donde han abierto una zanja o han cortado la calzada, porque cree conocer las alternativas posibles que, otros, más modernos allí, ignoran. A pesar de contar con esa ventaja en su haber, toma cuidado, cruza por los pasos de peatones cuando la luz verde indica que está permitido, y espera paciente frente al color rojo. Ancianos ha visto seguir su vacilante marcha sin observar previamente si vienen autos, fiados en la habilidad de los conductores; y algunos pagan la imprudencia con su frágil vida o con el quebranto de huesos que ya no admiten soldadura.
Conocen a la señorita Salus en los bancos, en las tiendas de ultramarinos, en los comercios de objetos del hogar; y aprecian su carácter dulce, apacible e inalterable. De los vecinos recibe muestras inequívocas de cariño. Pero donde la sueñan, asegura, es en la parroquia; y ese afecto constituye su mayor defensa frente al futuro. Piensa recoger la cosecha de los años de arada y de siembra, tiempos de la ayuda prestada por sus débiles brazos, de las cuantiosas limosnas entregadas en forma de dinero y ropa vieja, todavía en buen uso, que ella sustituía por otra de estreno. Allí, en el sótano de la catequesis, recibirá lo que pida, afirma. Pero, en realidad, no existen fichas de los benefactores, el párroco vino del seminario hace unas semanas y los feligreses se van renovando en las tareas de caridad. Así que pregunta por Juan en Burgos, como decían, cuando era niña, los de su pueblo en casos similares.

Segunda Caída

Está tan próximo mi desplome en la calle, víctima de un desvanecimiento que, el accidente de ahora, refuerza el daño sufrido. Temo haber iniciado mi propia Pasión, un Vía Crucis particular, y me veo imitando a Cristo en su andadura, pesada cruz al hombro y corona de punzantes espinas; tercera y séptima estaciones. Consciente de que estoy a punto de incurrir en un terrible pecado de soberbia, al instante rechazo el pensamiento, trazo una cruz en el aire, veloz como relámpago -situando los puntos culminantes en la frente, el pecho y los hombros- y hago profesión de fe, intentando alejar la tentación aquí presente.
El resbalón en la bañera sucede casi dos semanas más tarde, anochecer de viernes. Pasa la hora de las nueve y media de la noche, lo sé porque el telediario que suelo ver ya va por el pronóstico del tiempo. Decido bañarme, pues noto una extraña sensación de suciedad, que se repite desde niña cuando por cualquier razón debo reprenderme. Algún motivo habrá que no percibo, para que llegue a mí ese sentimiento en un viernes de rezos; misa en la mañana, y en la tarde rosario. Es como si una lluvia de barro -polvo fino desatado en agua- hubiera descargado blanda sobre mi cabeza y escurriera mansamente por el cuello hacia abajo. No es el azar quien nos escoge y nos une a mí y al desasosiego, razón ha de existir, pues estuve pensando en los míos. En una niña pequeña y bulliciosa, que era la alegría de la casa y tuvo una muerte trágica. Pensé en un pastorcillo que nos traía leche y cabritos, hijo del obrero que, cuando mis padres eran campesinos, llevaba el rebaño a los pastos. Pensé en mis abuelos, hechos ya el uno al otro como llave y candado cuando tuvieron que irse, llamados desde la eternidad por una voz que invitaba a la obediencia sumisa; luego llevé mi pensamiento hacia mis padres, tan dispares ellos como el día y la noche; y por fin hasta ellas, mis hermanas del alma, que me dejaron un encargo difícil. Nombrar las cosas ocurridas por su nombre, y rememorar las circunstancias que las rodearon, equivale a tomar posesión de ellas, a aceptarlas en el presente y comprometerse a darles continuidad: eso creo y eso digo: admito y consiento.
Me baño los viernes cuando llega la noche, porque lo aconseja la experiencia; alternando el agua caliente y la fría se relajan mis músculos, y quedan laxos los miembros como si no fueran con ellos las órdenes de cambiar de postura. Arrebujada en el lecho consigo un sueño placentero que dura hasta la madrugada. Luego, en la penumbra de mi mente, nace y crece la inquietud. Comienzo a pensar en la marcha de la ofensiva que después de mucho sopesar inicié en solitario. Contando con unas fuerzas que parecen huidas o en trance de iniciar la desbandada, acometo a quienes burlaron la confianza de mis hermanas buscando la toma en propiedad de sus bienes. La costumbre del baño es relativamente nueva, hasta hace cosa de un lustro me duchaba siguiendo indicaciones de mi confesor, que veía esta práctica más conveniente a la virtud; ignoro las razones que le asistían, porque nunca se explicó de suyo y yo no me atreví a preguntar.
Voy desnudándome en el dormitorio, acogedor a pesar de encontrarnos a mitad de un invierno seco de amaneceres fríos. Si el tiempo no muda su capricho, habré de encender la calefacción también en las horas tempranas. Está la alcoba hecha a mis necesidades, íntima, personal; mueble a mueble han ido encajando las piezas. A modo de adorno se suman los cuadros de las paredes, que no son otra cosa que estampas crecidas, religiosa recreación de las vidas extraordinarias de los santos más nombrados. San Antonio, con una cruz en la mano en tarea de escudo, recortado de una reproducción de la pintura de Dalí; una Inmaculada de Murillo rodeada de angelotes casi coritos. Y unas figuritas de porcelana que parecen descansar sobre los estantes vacíos de la librería, representando piadosas actitudes terrenales: la plegaria ante una imagen del Corazón de Jesús que unos niños depositan como si se tratara de un óbolo, el ayuno de un anacoreta en paraje desértico, espacio rasgado por un tronco hueco que sirve al eremita de morada.
Prenda a prenda, descubro el cuerpo de la anciana que lo ha respetado como al Tabernáculo que es, depositario testimonial de la alianza con el Todopoderoso. Dejo deslizar el delicado raso de mi ropa íntima, que cae manso a mis pies descubriendo el cíngulo de esparto sobre las caderas, verdugo moderado de aspereza soportable. Desuno el cordón y aparece -testigo de su efecto- una rojez que tira a morada en su asiento de piel. Observo el contraste que ofrecen mezclados sobre el taburete raso y esparto, y me veo morigerada, en efecto, pero sin duda también voluptuosa. Y es que la contradicción integra mi identidad: raso y esparto soy. El barro y un soplo divino originaron al género humano, y no iba yo a ser excepción a regla tan extensa. Raso y esparto serían más llevaderos si se unieran, si se mezclaran, contrarrestándose. Quisiera ser el Centurión que pidió a Jesús la salvación de su siervo. El Centurión decía a cualquiera de sus soldados: haz esto, y el soldado lo hacía. Así quisiera ordenar calma a mis pasiones, así quisiera doblegarlas.
Deseando evitar una primera impresión desagradable, mediada la bañera de agua tibia, introduzco la pierna derecha hasta tocar el fondo resbaloso, esmaltado de un color blanco contaminado de amarillo por causa del goteo del grifo. Al apoyarme en las espitas, observo la irregularidad dominante: círculo rojo en la que corresponde al agua fría y azul en la destinada al chorro caliente; orden universal nacido de algún convenio aquí burlado. Una vez más sonrío movida por la broma o el yerro del operario encargado de su instalación, y tomo impulso del asidero, evitando forzar el comienzo rígido del tubo flexible de la ducha. Logra alcanzar la pierna izquierda a su compañera, y un suspiro de alivio se escapa de mis pulmones por la puerta entornada de la boca. Recostada en la muralla que contiene la líquida tibieza en su seno, observo el hacer y deshacer de la espuma, los continuos disimulos o apariciones de las manos, guías de una esponja respetuosa con los territorios íntimos de mi piel.
Todo transcurre dentro de una normalidad cien veces repetida, minucioso suceder de los gestos, hasta que, terminada la ceremonia, fuera ya del recipiente, llega el crítico momento de secarme los pies con la toallita rosa que lleva mis iniciales bordadas en hilo trigueño. Felpa de puro algodón la compone, al igual que a la toalla de la cara o a la sábana de baño con las que forma conjunto. Sentada en el borde de la bañera desde el lado externo -por miedo a que la banqueta destinada a ese uso, rígido hierro de las patas sin funda, resbale sobre las baldosas como la semana anterior- alzo las manos que sujetan el pie derecho. Elevo las manos y el pie, hasta dar una posición descansada a la espalda, tan comodona que enseguida envía su protesta por medio de un dolor agudo.
Es en ese instante preciso, cuando, resultado del esfuerzo, mi cuerpo se inclina hacia atrás y recibo un peligroso golpe en la nuca. De resultas, quedo encajada en el hueco de acero esmaltado que poco antes estaba mediado de agua jabonosa; cálido flujo que andará recorriendo túneles y alcantarillas, buscando, a través del río, el mar caudaloso repleto de una vida millones de veces renovada. No sé porqué mi imaginación hace ese mismo viaje, no sé porqué se enreda en esa búsqueda del final temido, inicio de la vida auténtica.
Mi mente se aturde buscando la salida de algún laberinto. Un dolor rojizo, originado en la parte superior de las vértebras cervicales, punza el interior impalpable y va penetrando en los tejidos, sea cual sea el lugar de su asiento. Permanezco inmóvil durante un rato indefinido en los bordes, inconcreto en su duración, tras el cual intento incorporarme sin resultado práctico. Quizá, moviendo lentamente las piernas y colocándolas por entero dentro de la bañera, sería posible izarme, impulsar el cuerpo hacia arriba. Lo ensayo sin conquista, aunque logro, eso sí, reactivar la circulación sanguínea en los conductos angostos, privados de caudal, y miles de puntitos burbujean en los pies produciéndome un desagradable efecto acumulado. Quiero izarme apoyando las manos en el fondo, tratando de girar. Mas pronto me doy cuenta del peso excesivo que opongo a mis débiles fuerzas, porque apenas me muevo. Rechazo de corazón mi cuerpo cargante: los frágiles e inocentes huesos soporte del lastre que representa la carne; porque ésta -ávida de atenciones como una gata sensual que necesitara caricias y deleites- va frenando mi intento de pureza y salvación.
Sin cuerpo me hubiera preferido; alma sola: vaporosa, etérea, para ir y venir rauda, flotando en el aire. Impalpable: tendría contacto intelectual con los otros; entrelazándonos sin peligro de pecado, amándolos con un amor virginal e inmarcesible. Espíritu puro sería, al que entrara por ósmosis el saber del universo al completo: Cielo e Infierno y sus diferencias esenciales. En simple deseo queda la pretensión.
De nuevo me enfrento al reposo, ensayando posturas variadas, algunas insólitas, sin encontrar la buena. Fatigada, abandono los tanteos infructuosos, y en postura de quietud extrema, me dispongo a analizar el percance y sus consecuencias. Trato de atrapar una luz que ilumine pensamientos útiles, provechosos principios de la física, hijos del raciocinio práctico y de la experiencia. Al no acertar con la idea apropiada que coloque erguido el tronco –adobe agrietado sobre quebradizos pies de barro- poco a poco me invade la consciencia de estar sumida en una desgracia inevitable. Con la misma lentitud me desengaño de la confianza excesiva puesta en mis propios medios, anciana desvalida que ni marido tiene, ni hijos animosos que la socorran.
En trances parejos el ser humano se descubre diminuto en su insignificancia. Conoce que forma parte de un todo en interrelación permanente; donde es tolva que recibe de los otros y arcaduz que devuelve transformado. Su grandeza es la grandeza de la creación, microbios y planetas junto a los intermedios; mezclándose con ellos, homogeneizándose y tendiendo, al mismo tiempo, hacia la individualidad.
Los sueños del faraón veían siete vacas hermosas metidas en carnes, paciendo en la orilla del río entre juncos. Y veían otras siete vacas feas y demacradas, que llegaron hasta las vistosas y se las comieron. Las vacas son años, explicó José, protegido de Dios. Y si sucediera que he vivido los tiempos buenos, muchos porque soy anciana, y ahora se presentaran los malos…Si así fuera, siete años en esta bañera…No podría aguantarlos.
¡Pero qué me digo! Salen de la boca frases hueras, aprendidas de memoria en las lecturas santas; verdades que me fueron llegando despacio y reposan en el mismo granero. Altero la verdad impulsada por el temor a quedar atrapada, por el fuerte deseo de rescate. La desconfianza fue una constante en mi sentimiento, una línea recta que forzó la conducta. El auxilio pasa, en este momento, a representar la única esperanza; y mi voluntad se entrega. Debo aceptar, aunque carezca de práctica, lo que venga de los vecinos, de los desconocidos incluso, pues ahora sé que el rechazo de ayuda es una manera sutil de egoísmo y soberbia. La caridad me dice que hasta de los enemigos he de admitir y, aún a riesgo de perder la vida, dos excepciones establezco: de ellos no: madre e hijo, forzadores de la voluntad de mis hermanas, torcedores de su deseo: de ellos ni el pan, ni la sal, ni el aire siquiera.
Transcurre la primera hora sin una clara estimación de mi caudal de posibilidades. Sesenta minutos sin hallar el verdadero perfil de las ocasiones propicias, y sin diseñarlo nítido, coherente con la realidad. Intento eludir el abatimiento como si de un avispón negro y amarillo se tratara. Me acecha con sus ojos compuestos, en orden de combate el aguijón venenoso, alerta sus patas repletas de gérmenes tomados de muladares cercanos, dispuesto a contagiar enfermedades incurables: el paludismo, el mal del letargo. Temo el sueño esquivo, la bendita dormición; buscados con ahínco durante los últimos tiempos, y mutados en hostiles por las circunstancias. No he de dormirme, no; debo estar atenta al menor indicio que suponga una presencia humana: el roce de los pasos en la baldosa fría, la palabra suelta, escapada de labios mudos, el tintineo de las llaves, el timbre de la puerta o del teléfono.
Las pantorrillas blanquecinas, los tobillos y los pies insensibles, van tomando un color azulado y un tacto gélido hasta donde llegan las manos y las yemas de los dedos. Dobladas por la rodilla, las piernas van dejando de pertenecerme. El progresivo agarrotamiento me sitúa en trance de comprender a los paralíticos, a los lisiados; me hago por un momento unidad indivisible con ellos y, compartiendo el tormento y la necesidad de favor, les dedico una oración que aprendí de párvula en el colegio de Medina del Campo. Es una loa al Creador, rimada en asonante, que cantábamos agradecidas por habernos dado la libertad de servirle con la suma de nuestras potencias; capacidades todas ellas recibidas de Él.
Un molesto hormiguillo me llega después de cada vibración instintiva; evolución aceptada como un triunfo sobre el árbol que permanece estático en mí; sobre la piedra que, atrofiándome, descubro intrínseca en mi ser. Agua y minerales soy, impulsos eléctricos, reacciones químicas y un soplo divino que lo pone todo a funcionar, siguiendo una norma estricta, perfeccionada a lo largo de millones de años. Aunque cada célula de mis extremidades inferiores explote en diminutas estrellas punzantes, y suponga una tortura, las sé irrigándose, recibiendo oxígeno, alejándose de la gangrena; y esta apreciación me llena de gozo. Retrocede entonces mi pensamiento hacia instantes lejanos que creía olvidados del todo y para siempre. Va creando, una tras otra, inéditas situaciones y, en mi modestia, no es protagonista, lo más testigo y relator.
Quien ama al padre más que a mí, y quien ama a la madre más que a mí; no son dignos de mí. Y quienes aman al hijo o a la hija más que a mí; tampoco son dignos de mí. Y aquel que no carga su cruz y me sigue; no es digno de mí: dice Jesús. Cumplí en cada caso. Ni al padre amé suficiente para considerarme indigna de Jesús; ni a los hijos que no tuve. Cargué la cruz que me correspondió, cuando fue preciso; la pesada carga familiar inclusive, representada en las hermanas idas. Amé a la madre, sí; pero sin llegar al exceso dotado de peligro.

La demanda explica los hechos

Don José Martín Velarde, Procurador de los Tribunales, en nombre y representación de Salustiana Caballero Niño, de conformidad con lo que acredita la escritura de cesión de poder a mi nombre, que recibo, acepto y acompaño; ante el Juzgado, comparezco y digo:
Que vengo a interponer demanda de juicio ordinario con el objeto de que sean declarados nulos los testamentos otorgados por Mapálica Caballero Niño en fechas, 6 y 30 de marzo de 1.993, e incapaces para suceder, por causa de deshonor, a José María Pérez González e Inés Pérez González, domiciliados a efectos de notificaciones en Toledo.

HECHOS

PRIMERO: Que mi mandante, Salustiana Caballero Niño, es hermana de Mapálica Caballero Niño, fenecida en Madrid el día 25 de julio de 1.993, festividad de Santiago Apóstol, a los 83 años de edad. Siendo la causa de su extinción un paro cardíaco producido por insuficiencia respiratoria, neumonía e infección generalizada; según consta en el Certificado de Defunción expedido por el Registro Civil.
La causante, Mapálica, dictó testamento pocos meses antes de morir, concretamente el 30 de marzo, ante el Notario de Madrid Don Fidel Rubio, nombrando herederos a Inés Pérez González y José María Pérez González; siendo las cláusulas testamentarias del siguiente tenor literal:
“Primera: Con derecho a acrecer entre ellos, instituye por herederos a partes iguales, a Inés y a José María, madre e hijo respectivamente, ambos vecinos de Toledo y solteros de estado civil, que comparten el domicilio situado en la calle de la Ribera del Tajo sin número”.
“Segunda: En previsión de que los citados herederos la premueran, establece por beneficiaria a su hermana Gumersinda Caballero Niño”.
Este testamento tiene como derivación, que los demandados, herederos universales, lo son en añadido de una vivienda sita en Madrid, calle Fernández de la Hoz, cada uno en la proporción de un entero y veinticinco centésimas, de diez enteros indivisos.
Del mismo modo, días antes, Mapálica otorgó otro testamento, en concreto el 6 de marzo, ante el notario de Madrid don Enrique del Corral, cuyas disposiciones testamentarias nos son desconocidas en su redacción, habida cuenta de que no nos ha sido facilitado por la notaría al no figurar mi mandante como heredera.

Los afectos de la señorita Salus

Arrastra la señorita Salus una pesada carga de desvelos, que pudo evitar de haberlo querido, pues tiene caudales suficientes para resistir veinte años. Pero ella, en su intención de proporcionar tarea a la Virgen del Perpetuo Socorro y al Cristo de Medinaceli -de los que es devota- se adjudicó las obligaciones. A sus ochenta años cumplidos, enarbolando el sable y la bandera de la independencia familiar, se halla comprometida en la defensa de ciertos derechos que individuos débiles no suelen pretender. Las muertes de los padres, separadas cuatro meses entre sí; y las de cinco hermanos, contando a la pequeña, fueron enlutándole la vida. Al color negro de los vestidos y al dolor propio del fallecimiento, se añadieron las complicaciones de las herencias. Avenencias y discrepancias provocaron, a más, tres fastidiosos conflictos: el primero pasado por alto al suceder en el interior de la familia, y los dos últimos, los de Paly y Gumersinda, atendidos en tiempo y forma contra extraños, siguen un lento divagar por los recodos impredecibles de la justicia ciega y, por lo visto, cachazuda.
Aproniano, que así se llama el hermano pequeño, al que no se le halló adecuado diminutivo ni apócope biensonante, aún vive y podría echarle una mano en las gestiones. Pero residiendo en Buenos Aires, y carente de descendencia, le interesa poco la lucha lejana; y de eso sabe, pues según confiesa fue algo bandido en sus primeros tiempos del puerto, cuando hizo el dinero raíz de su actual patrimonio. Ahora, con el corazón averiado, está exento de aventuras; no será ella quien le facilite lanza y armadura obligándole a armarse caballero, ni quien tense el arco para que él lance los dardos.
Menos aún espera del sobrino que vive en Burgos, llamado Patricio como su padre, hijo único, descartado por sinvergüenza. Sólo está interesado en las mandas que le puedan llegar, o en dar aire a la recibida de Paz con malas artes. De manera que metida de lleno en la vejez, Salus se encuentra tan sola como siempre temió. Han ido muriendo sus hermanas del alma, dueñas de las manos que tomaban las suyas, cuando, medrosas, salían a la calle. Sujetas así, daban un corto paseo para entregar recados a conocidos del padre, o con la intención de cumplir un encargo de compra en alguna de las tiendas donde las fiaban al tener crédito abierto. Favor solicitado por la madre a los tenderos, en contra de sus arraigados usos de pago inmediato, precisamente para evitar a las niñas perder los billetes o las monedas. Habían sido bien advertidas por la madre, acerca de la intención aviesa de la gente que busca beneficio en las niñas solas. Habían sido prevenidas en el temor al padre si ocurría un percance por confiar en la gente. Han ido muriendo sus hermanas y la han dejado sola, terriblemente sola frente a sus miedos más profundos.
La señorita Salus es dulce y apacible, serena y calma. Acepta de conformidad y en silencio sus pesares, y los padecimientos de la salud deteriorada; actitud que ha contribuido a labrarle ese gesto afable en el rostro, un rictus delicado y risueño. Las manos, finas, delicadas, constituyen su orgullo desde que siendo adolescente le dijeron, a modo de cumplido, que eran apropiadas para el ejercicio del piano. Su cuello, de cisne distinguido, no se queda atrás en la valoración. Ha debido de ser guapa, piensa quien la ve por vez primera, pues aún conserva una cara limpia y rosada, enmarcada en un cabello blanco, bien moldeado, sumador de un toque de edad muy digno que ella cultiva. Rebajan su estatura mediana, la inclinación leve de testuz y un ligero doblegar de hombros, gestos justificados por el uso de un bastón con empuñadura de bronce, copia fiel de una cabeza de águila. Tímida, modesta, sencilla y reservada: así es la señorita Salus. Tenaz, también; y altiva. Conjugación de opuestos que liman, a través de los tiempos largos de una vida disciplinada y rectilínea, las aristas cortantes. De confiada ha pasado a ser recelosa; duda de buena parte de las personas que la rodean y motivos acopia sobrados. Cuando niña paraban en burlas las buenas intenciones aparentes, y en los últimos años todos los acercamientos que ha alentado han sido egoístas, ávidos de recibir. Buscaban dinero en una u otra forma quienes se ponían a su lado simulando el ritmo de su paso. Y esta generalización reza incluso para familiares muy cercanos; ahí está el sobrino Patricio como prueba fehaciente.
En presencia de personas amigas, y hay pocas, su ánimo le muestra un sendero orientado a levante. Lo malo empieza cuando se queda sola, y el eco de sus reflexiones choca con las cuatro paredes reverberando gritos de angustia. Entonces se desploma sobre ella el tejado. Cubierta de musgo fino resistente a la sequía, sobre una fina capa de tierra de tres o cuatro granos de grosor. Se precipitan sobre su cabeza las vigas de pino, sujeción de las tablas de chopo sobre las que se asientan las tejas en un lecho de barro. Van tras ellas los caballetes del desván, aplastando en su marcha cachivaches inútiles: la cuna donde se mecieron todos los hermanos, el caballo balancín, la muñeca de los ojos saltones, el rompecabezas de seis posibilidades y una inocente ratonera que nunca atrapó, por algún defecto de su mecanismo interno, ni el más incauto de los roedores.
Se desploman los muros sobre los cimientos formando un montón informe de ladrillos rotos, adobes quebrados, astillas finas como agujas. Y ella se encuentra, enterrada bajo los escombros, a la búsqueda angustiosa de respiro. Luego, como ninguna posición humana es eterna, retorna el ánimo y ve, a través de los cristales tomados, que el sol pugna por escapar de las nubes para deshacer la densidad de la niebla.
Confía en la Providencia, pero solo a medias. Ve los desaguisados del mundo, los oye, comprueba a diario los rotos sin compostura, y la duda entra por ellos. Jesús pide confianza en la Providencia; y ella la tiene en lo que respecta a sí propia. Sabe lo que cenará, que habrá en la nevera alimentos para el día siguiente. Está convencida de que la vida es algo más que alimentos y vestido, más que acaparar como hormigas para un invierno crudo. Los lirios del campo como ejemplo, y las aves del cielo. Buscad primero el Reino de los Cielos y su Justicia, y todo lo demás se os dará por añadidura: dice el Señor. Baste a cada día su afán: el Señor añade. Pero ella, en su interior, enfrenta la actitud de las hormigas con la perteneciente a las aves que cruzan los campos de trigo sin mirarlos; y no sabe a qué carta quedarse.
El futuro es para la señorita Salus el inicio del siguiente siglo, horizonte que tiene al alcance de los dedos, tan sólo a un palmo. ¡Ah!, pero sabe que puede encontrar dificultades para cruzar la divisoria, amenazas muy concretas, barreras ya insuperables: la muerte súbita, el infarto de miocardio, la tercera caída, y cuarenta y siete maneras distintas de cáncer. Así lo afirma un doctor en su espacio de divulgación científica, que ella oye en la radio nocturna intentando engañar al insomnio. Sabedora de que toda frontera es una ficción, un espejismo, una raya marcada por nosotros los humanos para frenarnos o para darnos ánimos, quiere cruzar el secular trazo cuanto antes.
Desamparada, víctima miserable de cualquiera de los naufragios, varada en la playa donde las olas la abandonaron; usa la treta de las metas parciales para obtener la sensación de avance. Horizonte detrás del horizonte, realidad tan antigua como la existencia humana, aún a sabiendas, quiere traspasar la línea imaginaria -Ecuador, Meridiano o Paralelo- sin retraso. Vislumbra el siglo veintiuno todavía borroso, desenfocado por reverberaciones confusas. Pero la ilusiona la posibilidad tangible de ser protagonista: el segundo milenio terminado por ella, por ella iniciado el tercero. Se imagina inaugurándolo, cortando la cinta de colores patrios, para que la vida entre y siga su curso imparable. Sólo pide llegar hasta entonces, enero del dos mil uno, para mirar como por una ventana la vista que desde allí se abarca: pasaje de la ciencia y las costumbres, pensamientos que llegan y pasan, ideas que vienen y se instalan; y hacer conjeturas sobre lo que sucederá de ahí en adelante.
Aparece en su mente, sin llamarla, la Parábola de la Cizaña, pronunciada por Jesús junto al Lago ante los apóstoles y algunos de los seguidores más próximos; ausente ya la multitud curiosa. El Reino de los Cielos es semejante a uno que sembró en su campo una semilla excelente. De noche, cuando él y los suyos dormían, llegó el enemigo para sembrar cizaña en el trigo. Creció el trigo y encañó fuerte; entonces apareció la cizaña. No quiso el dueño extirparla como sugerían los obreros, pues temía que al hacerlo, arrancaran también algunas espigas de trigo. Quisiera ser la Señorita Salus, testigo del final de los terremotos y huracanes devastadores, de las sequías que llevan la pobreza y la hambruna a las tierras olvidadas de África, del fin de las guerras crueles, de la agonía del egoísmo, del triunfo del bien y el regreso del Cordero; un Cristo triunfador del mundo sometido a sus consignas. Y aunque no lo confiesa a cualquiera, cizaña y sólo cizaña, quisiera ver sus pleitos resueltos, y a los culpables de los atropellos castigados como es de justicia: madre e hijo indigentes y en la cárcel.
La consciencia que arracima los hechos y los envuelve en papel de aluminio, no guarda memoria exacta de las fechas, ignora el momento preciso, se contamina de referencias espurias que llegan de fuera con mucho aparato. La historia personal -y a veces la otra, la trascendente- se escribe a partir de esas fuentes dudosas, vacilantes. No obstante, se le concede un crédito alto. En aquellos años iniciales, a menudo evocados, la señorita Salus se hace las primeras reflexiones tiernas, crédulas, idealistas; ya es consciente del entorno y está convencida de que su familia tiene fallas. No necesita comparar con otras, es clara la desarmonía, se palpa; y aunque los gritos salen de una sola garganta, hay gritos. Algo más tarde comprende que las conductas son origen y consecuencia unas de otras; hechos posteriores de una misma voluntad están enraizados en alguno previo, todo va entretejido y no hay nada sin compañía.
El progenitor, alto, delgado e inquieto, usa traje de pana recia con chaleco a juego, y una gorra de visera de aspecto ferroviario. Gasta barba bien cuidada de un negro azabache, y pelambre tozudo de crecimiento arbitrario que él encauza de manera conveniente. Rígido, austero, comprometido con la causa del ahorro, servidor del orden en una sola dirección, manda colocar en fila a los hijos y pone a Beremunda, la mujer, en cabeza, como uno más, inicio de la hilera. Baldomero se llama. Labrador y ganadero, hijo y nieto de agricultores amantes de la tierra y de lo que él dice las buenas costumbres; labra setenta fanegas y manda cuidar un rebaño saneado de sesenta y tres ovejas. Está subscrito al Norte de Castilla y lo lee cada noche de cabo a rabo. La historia le interesa, y las fronteras precisas que conforman naciones; el equilibrio surgido entre bloques después de las batallas, y el difícil reparto del mundo en áreas de influencia. Así ve en la Iglesia una fuerza poderosa, empeñada en torcer el discurrir natural de personas y naciones; que actuando con doblez las convierte en rebaños y cierra en rediles de piedra y doctrina.
Posee una teoría equivocada del equilibrio social y, con ese baremo, mide hasta los hechos más elementales de la vida, incluso la conducta de los animales: perros, gatos, gallinas y conejos. Del todo a las partes su análisis camina a buen ritmo, sin mirar a los lados ni dar marcha atrás. Los demás atributos, integrantes de su manera de ser, aquellos que forjan el carácter en sus causas últimas, ni se ven ni se conocen.
Antes de atesorar una memoria estimable, se va Salus del campo tras los suyos, de las laderas grises que entregan espigas ralas, de allá donde las tres provincias comparten un llano y se yergue altiva la encina solitaria que da nombre al pueblo. Abreviatura se hace el lugar de Valladolid, Palencia y Burgos, gozando de las peculiaridades cerrateñas: valles fértiles y parameras pedregosas salpicadas de encinas. Entregadas las tierras a un vecino, para labrarlas yendo a medias en los gastos y en los beneficios; tras vender las ovejas al alcalde de Castrillo de Don Juan, muda el señor Baldomero el traje de pana por el mono de obrero del Estado.
Inicia así un éxodo que comienza en la capital de la provincia, sigue por Medina del Campo y Salamanca, para llegar, por último, a la urbe cabeza del Reino, poderoso imán. Lleva el padre sobre los hombros a Mapálica, y le siguen, la fabuladora Gumersinda, una Paz que no es nada aún, y la lengua de trapo de Salus. Salus, espantadiza, se oculta tras las faldas de su madre, en cuyo regazo llora la pequeña Beremunda, que lleva ignorante y confundida el nombre materno. Camina la esposa prolífica, amparada en las directrices del marido, y el marido avanza a duras penas, llevando al costado derecho un lastre que es a la vez estímulo: cinco hijas y un vientre del que aún espera dos varones, anhelo encaramado a todos los otros.
El campesino de nombre sonoro, al liberarse de las servidumbres de la tierra, quiere estimular en los hijos disposiciones de las que carece, profundizando en las heredadas. Desea que tomen los suyos una actitud clara y decidida frente a los caminos del mundo, y entra en comparaciones de los unos con los otros, haciendo de la casa un campo de batalla. Buscando el estímulo que los proyecte más allá de ellos mismos, encuentra el rencor que los coloca fuera de sí. Un padre intransigente puede ser el principio de los males comunes. Genera una tensión insoportable, y la lucha invade los rincones, las puertas, el techo y las paredes. Tomada la vivienda, el interior se atormenta día y noche: espadas surgen del techo y las paredes.
Los hijos pelean, hermano contra hermano, por un puesto a la diestra de la consideración paterna. De esa misma refriega, la mayor, Paly -Mapálica es muy largo y suena a persona mayor- sale reforzada; consigue hacerse independiente de los otros y ejerce con los demás una autoridad que es reflejo de la que sufre en sí misma. La madre -casada temprano, cuando otras empezaban a mirar a los mozos con interés creciente, dieciocho o diecinueve años- fue dotada de un arranque en verdad débil. Anduvo ayudando al cura en los asuntos considerados femeninos de la iglesia: ensayos del coro, bordado de casullas, lavado y almidonado de roquetes, limpieza del suelo, provisión de velas y cirios. Por eso consultó la joven Beremunda al menos indicado sobre la conveniencia del noviazgo; aquel que dirigía su formación religiosa y le prestaba los libros sagrados para la lectura pautada. Pensó el sacerdote, y así se lo dijo a ella: Esa será la misión de tu vida, convertir en creyente a ese ateo.
Se somete ya de novia a los dictados del macho. Acaso le gusta de ese mozo viejo -en doce años la aventaja y en tres o cuatro amores- la apostura de su estampa, la fuerza de carácter, la firmeza de su única palabra. Es él quien escoge los nombres de los hijos, imitación del suyo en la rareza, y acompaña una justificación que no pasa de pretexto: el santo del día, un familiar lejano, o el intento de hacer a sus hijos seres definidos y diferenciados del conjunto. Y esto último lo consigue de largo.
El universo que la casa constituye, posee abrumadora mayoría femenina. La madre -grávida una y otra vez en busca del varón que se haga cauce de los logros paternos- engendra sin apenas descanso. Y el señor Baldomero está, al menos en este sentido, orgulloso de ella y, para decirlo con justicia, agradecido. Pues a sus años -cuarenta y tres cumplió el día en que ella le comunicó el último embarazo- ya no es frecuente engendrar vástagos.
El señor Baldomero desconocía el futuro inmediato, porque lo que se veía venir llegaba embozado y no daba la cara; pero sabía que las gotas avanzan mejor dentro de la corriente principal, y más aprisa aún si se sitúan en el centro. Intuía que las oportunidades de progreso no pasaban por la labranza, y estuvo un tiempo dando vueltas a la idea de aprovechar los impulsos que le quedaban, porque, ya en la madurez, cada día le iba a costar más decidirse. Tras este proceso de desarrollo mental, dio por concluido el período duro de Encinas de Esgueva, sin buscar el acuerdo de su esposa, que acababa de parir a la última de las niñas, la breve Beremundita, Dita para los hermanos. Dejó las tareas de cultivo y pastoreo, horizonte asido al trabajo y a las privaciones, y siguiendo el llamado del desarrollo producido en la ciudad, abandonó el campo.
Por aquellas fechas el señor Baldomero dirigía la manada como un macho animal, como el hombre primitivo que era; y la condujo a Valladolid siguiendo el señuelo de un trabajo de futuro: la instalación de líneas telefónicas a través de las sucesivas llanuras onduladas y de las laderas yermas, atravesando ríos que eran como arroyos, y arroyos que se secaban en verano. Sería un rescoldo de amor aventado por las emociones del traslado y de la nueva vida, sería el agua o la alimentación manipulada de la urbe, el caso es que la madre quedó, una vez más, preñada; y en su seno tuvo el tiempo preciso a un varón que fue la alegría del padre, cercano horizonte de la dicha. Se abrió un desconocido paréntesis de felicidad y la señora Beremunda, que sabía efímera la bonanza, esperaba con temor la arribada de la tormenta que cerrase el corchete en cualquier instante. Amoldado el matrimonio a lo que había, grata fue la primera infancia de Patricio, y dichosos para las niñas los tres años que duró la estancia en la ciudad.
Pensaba la señorita Salus que su padre era el demonio y tenía razones sobradas. Cuando subía de la capital al pueblo, pisaba hileras de hormigas con intención y aplastaba escarabajos girando con saña la suela del zapato. Perseguía a los ratones por las paneras vacías de los abuelos o en la cuadra deshabitada, dejando venenos a la entrada de los escondrijos y, si salía de caza, disparaba a cualquier bicho viviente que se cruzara en su camino. Deshacía los nidos obrados por las golondrinas en el sotechado, sin reparar en la existencia o no de crías indefensas. Y todo, pese a que es bien sabida su labor meticulosa destinada a librar de espinas la frente del Crucificado. Blasfemias contra los nombres más sagrados oyó de sus labios sucios. Sucedió una tarde en la que remachaba un clavo con el martillo y, por torpeza, se machacó el dedo pulgar, encargado, con el índice, de la sujeción recta. Si se derrumbara la iglesia con la torre y la nave central, a su padre no le atraparían los escombros; pues sólo en los días solemnes -tres o cuatro al año- o con ocasión de bodas o entierros, asistía a los oficios. La reprensión de la clerigalla no iba con él, ni las amenazas referidas a la otra vida; conocía las mañas de los curas y estaba de vuelta de todo.
Excepciones aceptadas eran las prédicas de los oradores sacros de las fiestas de la Asunción, San Mamés y San Roque, quince, dieciséis y diecisiete de agosto; a quienes admiraba su buen decir. El modo de subir las escaleras del púlpito, revestidos con roquete y estola, adelantaba ya su categoría. Escuchaba estático y silente el señor Baldomero, poniendo cara de entendido. Se sumergía en la corriente del discurso para seguir los meandros y, perdiéndose en los rápidos y las cascadas, alcanzaba pocas veces la desembocadura. Si alguien de médula le preguntaba su parecer, señalaba con certeza el lugar de la parva por donde se escapaba el agua del predicador, el sitio exacto donde yacía la mentira de su decir maestro, de su charla florida, atenta a las formas, pero ajena al fondo de las verdaderas razones.
De ser cierto, como creía Salus, que el demonio se encarga de las vilezas mayores, su padre habría de ser un lacayo o un aprendiz de los que ensayan hasta la perfección. Cuestión de tiempo venía a ser el logro de su propósito emulador. No obstante, quizá influjo de su madre, lo quería; se apiadaba de él, y hubiera dado gustosa -segura de cumplir con su deber filial de cristiana- la vida joven que la agitaba de inquietudes, a cambio de la conversión paterna a la fe verdadera, esa que respeta la vida y no reniega del Creador ni de sus ministros. La señora Beremunda vio en la pequeña Salus un carácter afín, y quiso hacerla partícipe de su enorme misión sin mencionarla: muestras de cariño especial y enseñanzas piadosas. Por eso, a pesar de lo dicho y visto en contra del padre, era Salus consciente de que algo de bondad albergaba el alma del progenitor en el interior oscuro, pues si venía a mano, daba labor a quien se lo pidiera con razón de necesitado.
En su propio tajo colocó al tío Dimas, el hermano pequeño de la madre de Salus, en cuanto se licenció de artillero de una mili cumplida en la propia ciudad. Guapo mozo que gustaba a las chicas y estaba mucho con ella. Lo admitió el señor Baldomero, y en casa fue huésped mimado. Andando el tiempo pasó Dimas a componer la mayor inquietud de la señorita Salus, ninguna había sobre la producida por el gallardo joven. Quizá tuviera algo que ver aquella tarde de tormenta en Salamanca, cuando su padre aún no había vuelto del trabajo y su madre atendía a la abuela en el pueblo, anciana expirante en el lecho de muerte; y ella, la nieta mimada, era una mocita que andaba ya por los catorce.

Razones y emociones

La hora que es, pasadas ya las once de la noche, no se presta a confiar demasiado en un rescate inmediato, así que me predispongo a una espera prolongada. Soy paciente, y esta nueva cualidad -pulida día a día la agitación que me dominaba- se sitúa ahora a mi lado, camina conmigo favoreciendo el logro de los propósitos tanto tiempo rumiados. Presto atención a los ruidos que proceden de la calle porque me parece oír gritos, y advierto en el corazón más que en los sentidos, la petición de socorro que lanza desesperada una voz femenina. Espero, aguanto la respiración, escucho, y entonces entiendo las palabras confusas que responden a una agitación extrema. Sí, es una mujer; la golpean, quizá la asaltan, violentan su intimidad, huellan su virtud. Trabaja de noche y su recorrido se cruza con el derrotero que los desalmados llevan en su afán de negocio o placer. Marido o amante la apalea como a burro de carga de su propiedad, dependencia largo tiempo aceptada.
Sucede con frecuencia. A la emisora de radio que escucho de madrugada, llaman algunas mujeres para contar su caso. Ocultan su identidad y hablan despacio, como si fueran pensando las palabras, temerosas de que él o ellos las oigan. De una u otra manera los hechos se relacionan con la violencia ejercida sobre criaturas indefensas; y son muchas. Las hay extranjeras, más vulnerables; cuya dificultad aumenta por el conocimiento incompleto del idioma y las costumbres. Otras se animan al hablar, fiadas del anonimato que asegura el programa, y denuncian hechos que la ley condena. Unas cuantas repiten, un día y otro, la llamada; para desahogar la angustia al explicar los últimos actos de su drama. Las menos, quieren dejar constancia del buen trato recibido de personas con las que vivieron algún episodio común. Son pocas, pero demuestran que hay de todo en la viña del Señor.
Se oye una carrera, unos pasos precipitados. y un sonido como de botella de vino espumoso que se destapa de pronto. Puede que no sea nada, hechos sin ninguna relación entre sí, inconexos; los gritos separados de la carrera, y la galopada ajena al descorchar de la botella. Alguien que llama a un coche de punto o grita a un amigo. No; sé que busco endulzar el mensaje que me envía la intemperie, donde el débil está a merced del fuerte, y éste depende del ambicioso que lo dirige todo amparado en la sombra. Jungla ciudadana, poblada de una fauna de predadores noctívagos y de sus víctimas, apremiadas a salir de las covachas en busca de sustento; unos y otros entienden que han de ser más fuertes y más rápidos que los demás para sobrevivir, más astutos que el resto. Es la noche de las pocilgas que salpican los alrededores, espacios de pecado y diversión grosera. Mandan la viscosa soledad, el hambre de afectos, la falta irremediable de objetivos.
A menudo me confortan los rezos, las reflexiones piadosas. Inician mis labios una oración de San Agustín que repito a mi manera cuando no veo las cosas nítidas, cuando el deslizar de los acontecimientos no presenta claridad, y digo con él: “Sedme propicio Dios mío, y aplacad vuestro enojo nacido en las culpas de la humanidad. Soy una transgresora de vuestros dictados, lo sabéis, pero si os invoco tendréis misericordia de mí y de los demás arrepentidos, porque hicisteis al hombre a vuestra imagen pero sois ajeno al pecado. Sedme propicio en esta hora amarga, Dios mío”. Repetirla resulta como un bálsamo que deleita y detiene el avance del dolor. Es su efecto como el de un puente colgante que me aproxima a la orilla libre de enemigos, y cuando me encuentro allí, alza hasta la vertical sus fauces abiertas, impidiendo a los perseguidores el paso y la captura. Veo oposición en los términos: “hecho a vuestra imagen y semejanza”, y “pero sois ajeno a su pecado”. Pero no la habrá, porque la deshace alguna explicación sencilla.
Pese a la quietud llegada con los rezos, conozco que atraviesa una prueba difícil mi fe, la aceptación del sacrificio sin queja. La voluntad divina es mi voluntad, su deseo es mi camino, su sendero mi deleite; y sus discordancias son mis contradicciones. Voy dejando de notar las extremidades, se hacen de corcho por momentos. Esa pérdida de sensibilidad anuncia, acaso, que la columna vertebral está herida. Temo, con alarma inusual, una inmovilidad dilatada; una pausa que vaya más allá del rescate, llegando hasta el fin de mis días. Tiemblo; reconozco que no me resigno a esa hipótesis. Sería incapaz de ofrecerme resignada a la inmolación, incapaz de dar el divino testimonio que se me pide. No podría ser yo el cordero a sabiendas, por más que me lo propusiera día y noche. No; no seguiría sumisa al sacerdote por trochas y desfiladeros hasta llegar a la cima del monte, elevación destinada al altar del sacrificio. Deseo que Dios, ante tal adversidad, me llame a su Seno adelantando mi hora última. Nada puedo hacer aquí en favor de la continuidad de su Obra, nada para salvaguardar la naturaleza, nada que incremente la ayuda al prójimo. Más aún, necesitada yo de asistencia, transformada en rémora, de una manera imperceptible retrasaré la marcha del conjunto. Sin embargo…
Suena el teléfono y me estremezco de modo involuntario, al margen del deseo. Me agito lo justo para observar con alegría que mi cuerpo reacciona a los impulsos. Pero no hay dicha completa y, a la par, descubro inalcanzables auricular y micrófono, unidos y complementarios. Su repiqueteo me trae, discontinuo, el contacto ansiado con el exterior, permaneciendo mi brazo, no obstante, a kilómetros de distancia; señuelo que, por lo imposible de alcanzar, hiere. Suena y resuena en un intento consciente de procurar margen de reacción a una anciana de oído y pies torpes, descubriéndome el verdadero estado de postración. Deja de restallar el toque, alentador y desesperante a un tiempo, y el silencio se oye de una forma innegable, romo; semejando el sonido de los golpes dados por una barra de hierro sobre la madera del tronco grueso de un árbol. Y ese vibrar silente resulta ser una clave que llama a los recuerdos; en ellos me refugio buscando ocupación y consuelo que distraigan mi pena.
“Velad pues”, dice Jesús, “ya que no sabéis cuando vendrá vuestro Señor”. Hemos de estar preparados y prevenidos, porque a la hora menos pensada llegará el Hijo del hombre. La noche es el momento propicio para el robo y el pecado. Temo por ello a la noche. Mi casa, la que creí fuerte, está hecha en realidad de barro y ramaje. Yo soy la dueña de la casa y a la vez mi servidora, y a veces sucede que la servidora que soy no es leal, no es fiel a la dueña de la casa, que vive tranquila confiando en su servidora. No entendía la expresión del “Hijo del hombre”, y pregunté su significado a mi confesor, que parecía saberlo todo. Se refiere a la profecía de Daniel, me dijo. Y yo me quedé tan ayunas como estaba; dando por terminada la consulta para no incomodarlo. No lo dejé ahí: buena soy cuando algo se me resiste. El Hijo del hombre es el Mesías, y Jesús, al decirlo, se estaba atribuyendo ese título. Pero ocurre que en los libros sagrados Dios llama al profeta Ezequiel “hijo de hombre” con el sentido de simple ser humano. Así que la búsqueda me alejó del conocimiento metiéndome de cabeza en el barrizal de la duda. A ti, qué te va en ello, hubiera respondido mi director espiritual de haber insistido yo en la pregunta; ¿no tienes fe?, pues, entonces, cree.
Enferma de calenturas cayó mi madre, y pensé en Santa Mónica, el cauce bendito de San Agustín, a quien ella imitaba en secreto. Del mismo modo, fue ella quien me dio a conocer al Doctor de la Iglesia, que es desde entonces mi modelo de vida, mi ejemplo de lucha laboriosa para entrar en el aprisco eterno. Sufría desmayos como la santa, y pensando en una muerte inmediata y cierta, tuvo lucidez suficiente para entregar a sus hijos los consejos finales, destinados a ordenar nuestra vida en el sentido inequívoco del Cielo. Nos pidió, sin esperar respuesta, el cuidado de los unos a los otros durante el resto de nuestros días. Era su tono imperativo y de ruego a partes iguales, y supe que había contraído yo un compromiso profundamente entroncado con mi propia salvación. Me habló a solas, después, como si fuera la elegida entre los demás. Acababa de aceptar una atadura irrompible que me ligaba a los hermanos, y sumó una tarea esencial, añadida a las ya abundantes y, de por sí, dificultosas, que me serán demandadas a la hora de mi presentación en el Paraíso. Se trataba de la conversión de padre; que en mi mente ya había asumido
Fueron veinte días amargos, de penosa agonía, de altibajos que nos metían de pronto en la confianza, sumiéndonos al momento en la desesperación. Deliraba, y en su desvarío repetía frases de una gran hondura que no he podido olvidar. Yo os engendré, de mi útero sois. Amaos los unos a los otros como yo os he amado: llegó a decir. Alrededor de su lecho, de rodillas, conscientes de lo irremediable, pedíamos los hijos su curación tocados de una fe sobrehumana. Vagaba nuestro padre por la casa como un poseso, mezcladas en su ánimo inquieto una rebeldía muy suya y una mansedumbre ajena que no conocíamos. Una mañana, al levantarnos, vimos con sorpresa que el sol nos enviaba sus rayos a través de los negros nubarrones; y la muerte comenzó un retroceso que iba dejando espacio a la vida. Intensos cuidados médicos y una alimentación adecuada, colaboraron en su restablecimiento con el enorme deseo de vivir que aportaba ella, con la intención manifiesta de sacar adelante a sus venerados hijos.
Más el temor a que ocurriera al fin y al cabo el temible hecho, nos tuvo en lo sucesivo sobre ascuas; y al menor síntoma de enfermedad temblábamos. Un simple catarro era motivo de preocupación, y lo preveníamos abrigándola en exceso cuando no tenía más remedio que salir, porque el objeto de su diligencia no estaba a nuestro alcance. La hicimos niña convirtiéndonos en madres; y fuimos más lejos que ella en el temor y en el cuidado. El tiempo fue desmintiendo la fragilidad atribuida y en unos meses se liberó de nuestras preocupaciones infundadas. La imagen de un padre desasosegado por la enfermedad de la esposa se nos hizo querida, y a ella se aferraba nuestro deseo en espera de la continuidad que no se produjo.
Si tuviera a mano el transistor hallaría tolerable la permanencia obligada en la ergástula; más llevadero se haría, sin lugar a dudas, el retraso del rescate. Atenta a las vicisitudes de quienes se comunican con la emisora para contar sus penas, apartaría las mías hasta disminuir la intensidad del sufrimiento. En horas nocturnas suelo escuchar a una jovencita, necesitada ella de un buen consejero que le dé indicaciones precisas para mejorar su papel en el programa. No sabe indagar las razones verdaderas de los comunicantes, ni sugerir cambios de conducta sin lesionar al que llama, desconoce cómo se encauza al oyente por derroteros provechosos, ignora la manera de poner sedante en las heridas; en suma, desperdicia la oportunidad de orientar a quien no encuentra el Norte. Puede que la inexperiencia en los peliagudos asuntos que ha de tratar, propia de la edad temprana, dificulte su intención de auxiliar a los necesitados. También llaman hombres. Algunos de ellos desvergonzados si he de decir lo que pienso. Porque buscan poner a la chica en aprieto, planteando cuestiones masculinas que ella resuelve con una osadía rayana en el impudor. Dios mío, qué bien lo haría mi confesor. Su voz de terciopelo, su palabra medida, su temperamento ajustado al consejo, pondrían un faro en la noche. Me atrevería a llamar para pedirle ampliación de las contestaciones cortas que me da en el confesionario, su plaza fuerte. Pero no; no me atrevería; ni sé para qué lo digo.
Oigo con menor continuidad a un señor que ha de frisar los cincuenta, y dirige sus consejos por derroteros más eficaces que la conductora del otro programa. Ordinariamente son personas mayores quienes consultan, y los asuntos que tocan son los nacidos de la soledad y la privación de cariño, o los que desembocan en aislamiento y olvido. Me gustaría encontrarme en el lugar de los conductores de tales espacios radiados, y dirigirme a los ancianos sometidos al insomnio opresor. La moral cristiana, y las enseñanzas de madre en los valores puestos de manifiesto por los santos padres, me servirían de cauce. Todo mi empeño pondría en deshacer los nudos vitales de los confundidos. En enderezar los recovecos de su sendero, recomendando una paulatina vuelta a las creencias de la niñez. Porque ahí descubro el talón de Aquiles de los que padecen abandono y ausencia de afectos. Instintos y pasiones usurpan el trono que han de ocupar por derecho la fe y la mortificación. Se alejaron los desgraciados en su juventud, no ya de la Santa Madre Iglesia, que sería menos arriesgado, también de Jesucristo y de su amantísima Madre; y no recurren a ellos buscando consuelo.
La práctica de la religión proporciona un beneficio irremplazable en estos casos: da sosiego y esperanza a quienes han perdido capacidades tan valiosas, y compañía a quien ve en Dios al padre comprensivo y al amigo entregado. Gran parte de las contrariedades que acechan a los humanos, mitigarían sus efectos si fuéramos consecuentes con la existencia de la Vida Eterna, al lado de la cual, la estancia en este mundo cobra una nueva dimensión desprovista de la trascendencia que erróneamente le concedemos.
Pienso, mientras espero una liberación pronta, en los tiempos de recolección. En la vendimia, niña yo en el pueblo; en las vendimiadoras derrochando alegría, en los sacatarreros ágiles; canciones y bromas. Odiaba los lagarejos, porque nosotras las hembras éramos de nuevo el blanco. Pienso en la era, al atardecer, días de bielda, cuando quedaba todo quieto mientras merendaban los agosteros. Me veo junto al montoncito de trigo recién liberado de la paja odiosa; suave, moldeable, bello. Los niños jugábamos a rodearlo en corro, hasta que alguno caía sobre el grano y padre nos echaba con cajas destempladas. Me gustaba ver los corderos de pocos días, acariciarlos detenidos, sentirlos huir temerosos de mis afectos. Los gatos de la camada reciente, mamando, cuatro o cinco, y hasta seis o siete, me tenían tiempo y tiempo de observadora. No me acercaba al rebaño en los corrales, la multitud me da miedo. Los carneros con su facha imponente, orgullosos, dominadores, luchando entre sí, testuz contra testuz, me producían espanto. Las gallinas subiendo al gallinero al atardecer, como a son de corneta, me maravillaban; el día del breve eclipse, repitieron el gesto a las dos de la tarde. Recuerdo mi corta estancia en Encinas de Esgueva, añadidos sin separación posible los relatos oídos, como una escuela de la Vida; eso que resumían luego los libros en cuatro fases unidas, principio y fin, aquí y ahora: nacen, crecen, se reproducen y mueren.

El incendio

En la época primera de Medina del Campo, la etapa triste de la señorita Salus, sucedió que a su muñeca, la única que tuvo, le sacó los ojos de alfiler su hermana Paly. Los clavó sobre el pelo en el cogote, donde no existe juguete que lleve la mirada; asegurándole que, de esa forma original, vería lo que nadie ve al andar, conociendo las traiciones antes de producirse. La prohibición concreta de volverlos a su asiento originario, tornó en extravagante a la figurilla de trapo hasta el incendio que inflamó los tejidos de sus cuatro faldas superpuestas, de su blusita bordada, de su cabeza deforme adornada de tirabuzones rubios de cordón trenzado, de sus piernas lacias, incapaces de rigidez; de sus pies calzados con lona burda de color marrón claro.
Entregada de lleno a la tristeza se identificó con esa muñeca distinta a las de su condición, y durmió abrazada a ella, protegiéndola y protegiéndose, hasta que el asunto infortunado del habla, que la hacía tan desdichada, tomó mejor cariz. Los tallos quebrados de las flores, el hocico escaldado del gato forzado a beber la leche hirviendo, y el pelo de un niño cortado a trasquilones, eran obra de Paly; y por lo que se le oía explicar, exhibía una carencia total de arrepentimiento, condición imprescindible para alcanzar el perdón y recibir al Señor en la Forma Sagrada, Pan cotidiano de los Ángeles.
Paly se iba a condenar sin remisión, pues comulgaba carente del arrepentimiento necesario, y sin haber cumplido la penitencia ordenada en la confesión anterior. Seguidora de Satán con probabilidad muy alta, se burlaba de la caridad, de la paciencia, de la tristeza condolida; nada sacro tenía en cuenta, siendo por aquellos días de infeliz memoria rematadamente mala, perversa incluso. Interior y exterior, fondo y forma, espíritu y materia; todas y cada una de las células, palpables e impalpables, debían de ser taimadas en esa etapa torcida de la niñez, que de natural es inocente. Era de sospechar, no obstante, la existencia de algún resquicio en su alma, dispuesto para que la bondad del Señor entrara en tan malvada persona, hija suya al fin y al cabo; hecha a su imagen y semejanza. La realidad del origen divino de Paly, incuestionable, permitía albergar esperanzas de enmienda; pues siendo obra del mismo Creador, alguna similitud había de tener con las demás personas, y un mínimo aprecio al conjunto de la creación.
Soportaba la señorita Salus los efectos de una royega interna que mordía corazón y cerebro; y cuando recapacitaba sobre tan desagradable asunto, hallábase culpable de pasividad. Algo debía hacerse y ella lo haría. Con ese fin concreto habló un par de veces a Paly; fueron reflexiones muy breves desencadenantes de una burla cruel que ponía las cosas en su justo término, un término injusto alejado de la cordura. Ejemplos de vidas santas entregadas a los demás, promesas de felicidad eterna en el Cielo, amenazas de fuego inextinguible en las calderas de Pedro Botero. Para todas las razones tuvo Paly una emoción de burla e insulto. Pero Salus no desistió; era su obligación salvarla y la salvaría.
Romero, espliego, salvia, tomillo, geranios, rosas: dentro del cercado heredado por los abuelos en el valle abierto del río Esgueva, la señorita Salus encontraba, de trecho en trecho, colonias de plantas aromáticas y flores de colores variados. Abejas se posaban en ellas. Malvarreales de grandes corolas adornaban los rincones, luciendo unas varas largas dotadas de cofres donde el polen se ofrecía tentador. Romero teñido de oloroso añil. Compactas flores de tomillo, ásperas, recias, sobrias, resistentes. Insectos de inquietante belleza descendían majestuosos, libando y moviéndose impacientes, deteniéndose un segundo en cada flor, como recolectores temerosos de la meteorología adversa. Caían delicados para luego elevarse al modo de los equilibristas de circo, de los valientes artistas del trapecio. Niña asustadiza, avispas y avispones hacían correr a Salus. El peligro quedaba evidenciado por las bandas amarillas pintadas en la espalda, por la mancha roja de la parte anterior. Pesados abejorros, aparentando enormes zánganos peludos, zumbaban amenazadores. Iban tomando posesión de los tallos de espliego, doblándolos, arqueándolos, agitándolos en vaivén. Tenues mariposas dibujaban acuarelas etéreas en el aire cálido. Cigarras, tábanos, moscas, mosquitos y algún saltacapas se entremezclaban yendo cada uno a lo suyo. Pájaros de trinos largos y vuelos cortos, pardales, ruiseñores, mirlos, volaban desde la copa de los árboles hasta las tapias, buscando grano, frutas en sazón, orugas. Allí conoció la señorita Salus la naturaleza en plena actividad, la vida en su perfecta intersección colaboradora, dirigida sin saberlo al fin que el Creador pretende.
Son vivencias guardadas con cariño, memoria salvada del menoscabo que el tiempo comete; una isla soleada en medio del océano cuajado de brumas, un hilo del que se hubieran cortado trozos dejando el vacío entre los fragmentos intactos. Durante años, viviendo ya en otras ciudades, volvió a aquel paraíso cerrateño a principio de verano, antes de que la vida del cercado comenzara a atolondrarse. En esa propiedad -libre y a sus anchas- le gustaba a Salus pasar las vacaciones con algún hermano de los más pequeños, solícita de sus necesidades, crecida en la responsabilidad, madurando.
Cayó ella al arroyo que riega los fértiles cañamares, -patatas, frutas, hortalizas, algún canterón de alfalfa- cuando llevaba puesto el vestido nuevo de volantes que su madre había compuesto dominando el oficio. Después de acostarse toda la familia, la señora Beremunda cortó el tejido con meritoria precisión, y sobre el hilván efímero trazó un cosido recio, destinado a perpetuarse. Tela de tono azul claro, el agua del arroyo la oscureció al instante. Era el día de San Mamés, en las fiestas de su pueblo, hogar de los abuelos, mediado el verano. Los agosteros interrumpían la siega del trigo, concluida ya la trilla de cebada, confiando acaso en el apoyo del santo patrón, quizá impetrando su asistencia para evitar el pedrisco o las lluvias. Acudían a la misa mayor luciendo trajes de gala con gran embarazo. Al llegar al Sanctus, la misa paraba, y la dulzaina y el tamboril movían los pies ágiles de los danzantes, iniciando la vuelta al pueblo entre piruetas y coplas piadosas, recorriendo las calles delante de la imagen portada en andas por los cofrades. Los seguía un público numeroso formado de adultos, niños y ancianos; unos, vecinos y otros, forasteros, llegados ex profeso. Subían las escaleras de piedra hasta el recinto del atrio, entraban en la iglesia y reanudaban la misa, tomándola en el pasaje exacto donde la dejaron, momento en que el acólito hacía sonar la campanilla tres veces.
Finalizada la ceremonia, las mujeres, una vez más diligentes, se apresuraban a disponer la comida, extraordinaria en materias primas y de elaboración muy esmerada. Caldo de gallina, merluza en salsa verde y lechazo asado, difusor de efluvios culinarios sin parangón. Disponían la mesa con mantel, cubiertos y platos guardados en el aparador. Los hombres -desde los más mozos a los más ancianos- caminaban charlando hacia las bodegas. Una vez allí, trajinando lo mínimo para no mancharse: del carral empezado sacaban un jarro de vino burbujeante, abrían latillas de anchoas saladas y cortaban lonchas de jamón bien curado. Sentados al fresco de las escaleras o en la piedra del umbral, hablaban de sí mismos y de los otros, intercalando gustosos bocados y algunos tragos de vino. Quedaban las niñas en el juego de pelota dando puntapiés a un pedazo de teja, haciéndolo ir y venir por las parcelas de una campana pintada en el suelo con el yesón encontrado en las inmediaciones. Cuando el juego perdía el atractivo inicial, impregnándose de tedio, subían al Castellar para ver la agitación que dominaba las calles, o se acercaban a la carretera despacio, exhibiendo sus prendas recién estrenadas. Sólo los chavales osaban, en un día así, encaramarse a los muros del castillo, tomar la senda de Canillas o aproximarse al arroyo, para arrancar juncos con los que trenzar vergajos ofensivos. Sólo ellos se atrevían a tentar al destino de esa forma, pues volverían irremediablemente sucios de barro y verdín, y en el peor de los casos, con un jirón en forma de siete prendido en la pechera de la camisola.
En un día tan señalado, que aún se repite, Paly incitó a Salus a seguirla con el fácil pretexto de un nido avistado, y en él, pajarillos desnudos aborrecidos por la madre. Quiso la compasiva Salus -y Paly conocía el deseo de antemano- recogerlos y envolverlos en vedijas de lana hasta que tuvieran plumas; quiso llevarlos a casa y alimentarlos con pedazos pequeños de gusanos, granos partidos de trigo, hasta que recibieran la facultad de volar. Una vez más, su hermana mayor llevó la acción a la maldad innata, aprovechando debilidades ajenas; cariños, cesiones. Allí llegadas, al pie del árbol mentido, bajo los huérfanos inexistentes, orilla de la corriente apacible, empujó a Salus sin disimulo y se echó, campo a través, hasta llegar al pueblo y alcanzar la plaza, descontenta del vestido rosa que estrenó el año pasado.
Hazañas de índole idéntica se pueden contar, si no cientos, decenas. Con propios y extraños Paly actuaba de un mismo modo, y la fama de mala se colocaba en su contra. Los padres de otros niños de su misma edad no la querían junto a sus hijos, por lo que era habitual verla sola -puede que tramando fechorías- sin importarle la opinión de los otros. Utilizando una piedra puntiaguda agujereó la tela rosa de su propio atuendo, en el lugar exacto donde el dobladillo acaba y empiezan los dibujos acanalados. Buscaba eludir el castigo acusando del estropicio a su hermana, quien, todavía impresionada, llegó hipando hasta la madre. No triunfó la mentira, así que, por dos diabluras enlazadas, se quedó Paly sin su preciada ración de flan de huevo. Castigo teórico, no del todo cumplido, pues perdida la forma del molde, la resultó fácil sustraer varias cucharadas sin que llegara a notarse.
El incendio que devastó la casa de los abuelos, privó a Salus del mundo primero, sedoso y cálido. Perdió la niña de entonces mucho más que paredes y tejas, más que el balcón de la alcoba enfrentado al frontón, más que un jardín de frescura y fragancias. Extravió la parte venturosa de su niñez, desvaneciéndola, elevándola a la altura de las nubes, del ennegrecido azul infinito. El negro sometió a su imperio los colores pastel. Consumió el fuego la vida de la pequeña, un angelillo que Salus cuidaba como de sí misma. Dita, le decía ella, siguiendo el dictado de la ley del mínimo esfuerzo; burlando el capricho del padre, quien le puso el Beremunda heredado que nadie decía. Hubo en la evolución del nombre un momento intermedio, dueño del diminutivo, imposible por largo. La apócope ideada por la hermana cuidadora hizo fortuna y se generalizó.
En una brasa, en un tizón se mudó el cuerpecito tierno que la inconsolable Salus -sintiéndose, en alguna medida, causante- quiso trocar por el suyo entre alaridos desgarradores. Se ofreció al Cielo a cambio de que su hermana volviera al respiro, se agitara del susto, pálida, desmayada; sin mayor consecuencia. Ardieron objetos valiosos: la muñeca de trapo de ojos traseros, juguetes, papeles de colores, cintas, cuadernos, pequeñeces. Se abrasó un perrillo que jugaba con todos -incluso a Mapálica hacía fiestas- un cachorro juguetón atado en el pajar para que no importunara durante la comida; se fue convirtiendo en carbonizó y sus aullidos desgarraban el alma.
Paly colocó el brasero eléctrico debajo de la mesa en la sala de estar, y como si fuera frío invierno, lo dejó encendido. Las faldillas prendieron por contacto en sus espirales rojas, y a las cortinas contagiaron las llamas; allí dormía la infanta adorada, y cuando hubo reacción era toda una tea encendida. Los vecinos acudieron al toque de quema, y después del esfuerzo quedó un paisaje de escoria y ceniza: restos del ajuar doméstico, pedazos de vigas, marcos de ventanas, ruinas de muros ahumados, el hierro retorcido de las rejas. Así lo recuerda y lo sufre la señorita Salus, culpándose aún de haber desatendido a su hermanita.
Se representa a sí misma, riendo entre tanto con el tío Dimas -hermano pequeño de su madre- un muchacho ocurrente, y con sus abuelos, alrededor de la mesa situada en el sotechado umbrío. Tiempo después imagina las llamas rojas y amarillas, anaranjadas, lamiendo la cuna de pino con su lengua seca, incandescente; la carne vivaz alcanzada, borbotones y ampollas surgiendo de la piel, el cabello chamuscado, el rebullir infructuoso de la niña entre gritos desesperados. Recuerda, imagina, y la herida se abre de nuevo poniendo su corazón al rojo vivo. Hombres, mujeres y niños, sin excepción alguna, lo intentaron todo. Paly, también. El agua sacada de los pozos corrió de mano en mano dentro de calderos de chapa pesada, chorreantes, generosos del líquido salvador. Mientras, en las vertiginosas bajadas y en las subidas rápidas, las sogas humeaban polvo de esparto a su paso por las ruedas de las poleas chirriantes.
Cubrieron con piezas de fieltro múltiples hogueras aisladas, ahogándolas. Hicieron semejante labor las mantas parduscas del ganado de tiro, salpicadas con manchas de sangre reseca, en los lugares de contacto con las mataduras que mulas y machos sufrían por causa del roce con los aperos: collerones, colleras, cadenas. También los densos mantones de estameña heredados de abuelos. Escarbaron tierra las azadas que las palas arrojaban sobre los objetos llameantes. Unidas, las herramientas rompieron muros de adobe, golpearon piedras renegridas, cortaron caminos a un fuego que avanzaba imparable. La señorita Salus quiere con un amor de hermana, de madre, a la gente del pueblo, por aquello; al conjunto de los habitantes está agradecida, aunque uno a uno todavía los tema.
Ocuparon los abuelos la vivienda que su padre cerró al abandonar la labranza, pero la antigua memoria se quedó en los escombros, y su vida ya no fue la misma. Un temor sin sentido la habitó hasta la muerte. Y en la mente de Salus la desconfianza puesta en las personas extendió su causa a la naturaleza entera, repleta de fuerzas indomesticables: tormentas, ventarrones, riadas; seísmos, derrumbes y el fuego destructor que todo lo consume con sus infinitas lenguas inasibles.
Paly, la hermana perversa, se atribuyó siempre la autoría del incendio. “He sido yo, ¡qué pasa!”, exclamó retadora. “Busqué el infiernillo y lo encendí para verlo rojo. Dita, Dita, todos pendientes de ella, y a mí que me zurzan”, dicen que dijo. Algo de verdad habría, pues era cierto que le gustaba el fuego con delirio. Las hogueras que en las plácidas tardes de septiembre convocaban a los muchachos, la tenían de espectadora en los rastrojos. En una ocasión quiso aportar las cerillas y acabó, según parece, tomando la iniciativa. Contaba detalles que sólo el autor podía conocer, daba increíbles razones y aseguraba haber sentido piedad del retozón cachorrillo, del perrillo que le hacía fiestas a ella a pesar del trato malintencionado que le procuraba. Para salvarle quiso ayudar en el esparcido del agua, parece que añadió.
Acostumbrados como estaban todos a sus fantasías delirantes, nadie prestó atención a la palabrería inculpatoria; mas en momentos de pozo negro y amargura, llega la señorita Salus a convencerse de la veracidad del relato, segura de que su hermana resultaba muy capaz de cometer esa vesania llegada al más alto grado de despecho. Para entender un carácter tal ha de pensarlo heredado del abuelo, el ahorcado aquel del árbol visto en el valle, vástago quebrado por un rayo. Suposición que explica la forma de ser inhóspita del señor Baldomero, conducto del desasosiego y la rabia.

La demanda se va concretando

SEGUNDO. Que la ya dicha Mapálica, dictó testamento en el año 1.990, nombrando como legítimas herederas a sus dos hermanas, Salustiana y Gumersinda Caballero Niño y, en su defecto, señalaba a un tercer beneficiario en la persona de su hermano Patricio (actualmente fallecido).
Se refuerza de esta manera la ya patente voluntad de Mapálica, deseosa de hacer de sus hermanas, Gumersinda (también fallecida) y Salustiana, sus herederas ciertas.
A la muerte de Patricio, Mapálica otorgó nuevo testamento, concretamente el día uno de marzo de 1.992; por el cual instituyó, una vez más, a sus hermanas como beneficiarias. Actitud que denota en Mapálica, desde 1.990, una voluntad permanente y reiterada de que Gumersinda y Salustiana fueran sus herederas universales e indiscutibles.

Rehén del destino

Como si de gelatina estuviera formado, se va haciendo mi cuerpo a la hechura del molde -carne fría de color pálido azulado, piel lacia de tono rosa desvaído- insensible si no ejerzo esfuerzo sobre las extremidades, el tronco o la cabeza. Llega a mi mente la certidumbre de estar en la Segunda Caída, en la séptima estación de la Pasión Redentora; y me olvido de la parcela anexa destinada al sentimiento de culpa. Cedo al orgullo, y me refocilo en él, considerándome en todo merecedora de la inmolación de Cristo, premiada con una segunda versión sucedida en mí. Ausente mi confesor, sus censuras no rigen. Acepto al deleite que se extiende por todas mis células, la progresiva tranquilidad de ánimo, la serenidad que me invade, cuando, sin disimulo, miro mis manos para ver en las palmas el desarrollo de heridas sangrantes, efecto de los clavos de sujeción al madero. No hay rastro; y eso me tranquiliza inquietándome. La luz, aunque es hermosa y deseable para nuestros ojos, como destaca san Francisco de Sales, los deslumbra al llegar cuando han permanecido largo tiempo en las tinieblas.
Caen de mi frente gotas rojizas que nacen de los arañazos infligidos por la corona de espinas. Luego, regresada la normalidad, me arrepiento y rezo un Señor mío Jesucristo, repitiendo con San Agustín: ¿Quién podrá hacerme rememorar los pecados de mi infancia?, y añado: ¿Quién se pondrá de mi lado frente a las tentaciones de la juventud? Porque allí, en la segunda puericia, adolescencia recién alcanzada, primera mocedad, está una de las claves de mi existencia, herida abierta, motor de mis acciones futuras. La desconfianza se abrió entonces en ese espacio estrecho, donde deben encontrarse la mujer y el varón para que la humanidad prosiga. En esa coincidencia física imprescindible, tiene su origen la sospecha de propósitos indecentes en quien se me acerca profiriendo palabras de amor; la suposición de intenciones dobladas en quien me promete afecto sin fin. Contradicción terrible y dolorosa, porque cuando la duda se va trasformando en certeza, escava de golpe el precipicio separador. Renuncia repetida una y otra vez a la felicidad fugitiva.
Me duelen las plantas de los pies. Es como si alguien las agujerease o hiciera en ellas una incisión profunda, un corte que abre en canal la carne viva sirviéndose de una hoja mal afilada. Puede ser que el clavo –remachado a medias por el zapatero- cuyo extremo puntiagudo atraviesa la suela, haga de las suyas perforando la piel y llevando a la otra planta un dolor imaginario y reflejo. Puede que hayan comenzado a manifestarse los síntomas de mi portentosa mutación en pasionaria. Puede que así sea, elegida al azar, con independencia de mis pocos merecimientos, pues no son tantos que deba ser yo señalada por ellos. El pensamiento va alejándose presuroso del lugar y del tiempo, y duración y espacio, anclados al edificio, a la ciudad y al mundo, no aciertan a darle alcance.
Se dirige mi iniciativa tras algunos recuerdos que den sustento al porvenir, si es que alguna vez llega; mas se pierde en distancias cercanas. Insiste el teléfono en su intento de ayuda, en su deseo de comunicación y la respuesta se repite inexistente, dañando mi confianza en los hechos favorables, disminuyendo su posibilidad de éxito. Quiero y no quiero ser rescatada, porque la realidad destruye cualquier expectativa, y la espera dolorosa sigue siendo mi mejor baza, mi consuelo. En este lecho deforme, duro y frío, gano tolerancia con la vida; me hago solidaria de todos los que sufren, soy incapaz de pecado, y mis méritos aumentan. ¡Qué mejor cilicio! Sin embargo, tengo miedo del dolor que ha de traerme el minuto siguiente, y el desespero de los momentos finales. A mí misma me temo, débil yo y desorientada, sometida a la reacción de la mente enferma. Ella, sin otra ayuda, puede dar al traste con los reconocimientos acumulados en mi panera de méritos. Así que, una vez más, la duda me desgaja.
Tengo la sensación de haber cruzado la media noche como un arroyo desbordado, y de iniciar un lento descenso hasta la madrugada, camino del alba salvadora. Vendrán; quienes quieran que sean los que llaman por teléfono, vendrán. Alarmados por no obtener respuesta se acercarán a comprobar mi estado. Pero ¿quiénes?, si no tengo a nadie, si estoy sola en el mundo. Aproniano, el menor de los chicos, enraizado ya en Buenos Aires, uno de allí, seguro; buen socorro representa a más de un día de viaje entre avión y preparativos. Contando, además, con la realidad opuesta de su estado; gravemente enfermo de una dolencia coronaria, que desaconseja ese medio rápido de venir junto a su hermana, presa en el interior de la bañera. Acaso la esposa, a quien no tengo el gusto de conocer más que en fotos, le oculta los sinsabores de la vida para acercarle a una longevidad sosegada. Está, pero como si no estuviera, mi sobrino, hijo de Patricio, del que no espero nada tras el inicuo proceder mostrado con Paz, y el intento de repetir la jugada conmigo. Ha dado de sí todo lo que es, un aprovechado, un egoísta de otra ralea; probablemente sale a la madre que, al poco de nacer el hijo, se desvió de mi hermano.
Doce años cabales llevaba sin ver al hijo de mi hermano; en concreto desde el entierro del padre, muerto en el instante justo en el que empezaba a vivir, ya jubilado. No pudo el pobre adaptarse al ocio completo, al olvido de los compañeros, de los influyentes amigos, de los conocidos por mediación de su cargo en el Gobierno Civil. Doce años sin ver al sobrino, y el hijo de mi hermano arrojó mi clemencia a los cerdos; a los puercos entregó mi olvido de las ofensas anteriores; y lo mismo hizo con mi llamada, hecha tras mucho meditar, porque al fin y al cabo era mi pariente más próximo. Y mira si me molesté buscando el número de teléfono; Dios y ayuda me costó encontrarlo al no saber más que el nombre y el primer apellido. Por fin me puse en contacto con él llena de alegría, como quien echa un cabo al pasado y va abriendo una puerta cuyos goznes rechinan. Tendí los brazos, a través de su hijo, a mi hermano Patricio, del que fui niñera hasta que comenzó a ir al colegio. Estábamos el infante y yo la mitad del santo día juntos, y dormíamos abrazados en la noche oscura que traía el miedo; le cogí por ello un cariño muy rico que se cobija aún en la memoria. A tenor de los resultados, sin objeto ni sentido se tomó el jovencito la molestia del viaje; esa vez supe defenderme. Vino el día de San José aprovechando que en Burgos era fiesta y no perdía labores. Desconociendo el aspecto físico en que había desembocado su evolución natural, hube de sacarlo por los rasgos familiares: la frente despejada, la nariz aguileña y los ojos marrones. Es como si lo estuviera viendo; tan grabado me quedó. Lo acompañaba su madre, la misma arpía; más vieja, más taimada que el día de la boda si cabe, más irritante. Tan falsa como la tarde del funeral, cuando vertió lágrimas forzadas y pronunció exclamaciones de falso dolor, por el marido que poco a poco fue arrinconando.
Traían con ellos a un notario alquilado, pues al dictado de mi voz marchita –confusa yo, sin saber qué impulsos seguir de los muchos que me invadían, tan contradictorios- forzando mi deseo iban a nombrar heredero universal al sobrino, querían hacerle dueño de mis bienes. Salimos a la calle como en un paseo, y nos acercamos a los bancos, abiertos en Madrid por ser día hábil, y puse las cuentas corrientes a nombre de ambos, ignorando a Aproniano, que me escribe con cierta frecuencia. Insomne, las noches eternas me trajeron la herida del remordimiento; penaba por haber privado a mi hermano de lo que en justicia le pertenece, los bienes terrenales que me puedan sobrar. No adelantó nada el caradura, pues en menos de un mes, arrepentida de lo hecho, todo volvió a su ser natural, como antes estaba. Y otra vez el mutismo y la ignorancia, reforzada la barrera por un resentimiento creciente.
Guardaos de los falsos profetas, dijo el Señor a quienes le seguían; esos profetas falsos que vienen a vosotros revestidos de ovejas, más por dentro son lobos feroces. ¿Por ventura se cogen uvas de los espinos o higos de los abrojos? Describe el Señor a mi sobrino como si lo conociera. Todo árbol bueno da excelentes frutos; y el mal árbol da frutos perversos. No se puede sacar de donde no hay, lo he aprendido bien.
Tampoco vendrá mi entrañable amiga Agripina, interna en una residencia de ancianos, abuela viuda de una edad pareja a la mía, dominada por las cataratas que la van cegando, y por otros achaques que habitan dentro de su cuerpo. Apenas sale de su reclusión, y es para ir a los médicos. Suele hacerlo en coche cuando alguno de los hijos se presta a llevarla. Desde los tiempos amargos del colegio me llama señorita: señorita Salus me dice. Nos seguimos queriendo con fuerza, dos almas en una somos, dos mitades de la misma persona. Le envío largas misivas relatando mis pasos uno a uno; y son de agradecer sus cuatro letras, porque en su estado han de costarle un ímprobo esfuerzo, ya que se está quedando sin ojos. Tengo el deseo de abrazarla. Me dije, de este fin de semana no pasa; y proyecté el viaje en coche de línea a Bocigas, donde tenía su albergue. La pereza, el frío, y el irlo dejando para más adelante, habían retrasado la visita; y metidos de lleno en el invierno crudo, cada vez me hubiera resultado más difícil. Pero ahora la han llevado muy lejos. Por eso estoy segura de que no vendrá, a pesar de creer, como creo, en los milagros diarios.
Si ellos no, ¿quién podrá acercarse? Los de la parroquia, acaso; son gente buena y tienen tiempo de sobra para hacer visitas. Aunque, pensándolo bien, el fin de semana resulta poco propicio. Estuve a punto de acompañarlos de casa en casa, dando consejos, haciendo compañía, acortando las horas de tedio, dejando retazos de ilusión; y por dejadez me fui apartando. Sé que los días de fiesta no hacen visitas. Si supero con bien este percance que me retiene cautiva, prometo dedicarme de lleno a las obras de caridad; pero será en primavera, al regreso del buen tiempo, cuando los días son más largos. De salir de este aprieto, si el frío que va llegando a mis huesos no acaba conmigo, ofrezco darme por entero a los necesitados del barrio.
¡Ladrones!, han de ser ladrones; llamaron por teléfono y al no obtener respuesta suponen la casa vacía. Vendrán en sigilo cuando esté abismada en el sueño y se llevarán el dinero y las joyas; y las hay de mérito: unas mías y otras salvadas del atropello hecho a mis hermanas. Vendrán y me encontrarán despierta, les atraerán mis gritos hasta el cuarto de baño, y viéndome indefensa proseguirán con su robo. No debo dormirme, he de estar despierta para hacerles frente y afearles su conducta. Bien pensado, será mejor que me duerma, robarán de igual modo y no sufriré sobresalto. Gracioso estaría; sería una broma que fueran los ladrones quienes me ayudaran a salir de este atolladero. Pero estoy desnuda y casi prefiero que roben sin verme, ignorantes del cuarto de baño, buscadores de objetos de valor en las alcobas.
Todavía habré de resistir -debo hacerme a la idea- pues hasta el lunes no llega Alberto, el nieto de Agripina. Para tomar experiencia en la conducción de litigios, viene él a diario ahí cerca, al despacho de la abogada que me lleva los pleitos. Trae el almuerzo, lo deja en el refrigerador, se va a sus quehaceres y vuelve a medio día. Sobre mi mantel devora el contenido de su fiambrera, y sólo la fruta acepta de mí, pues no quiere ocasionarme incomodidades. Viendo desaparecer los trozos de carne o pescado con tal rapidez, víctimas de ese apetito joven, espontáneo, que descubre; sintiendo su vehemencia contenida, la urgencia de sus actos; me entran ganas de comer y me acometen impulsos de vida. Hablamos en la sobremesa y me animo. Siento de pronto un interés desusado por lo circundante: los hechos y sus relaciones anejas. Se trata de coloquios breves pues tiene poco tiempo y, como no es hablador, he de ser yo quien saque a colación los asuntos. Refiriéndose en concreto a la religión -materia que abordo para sondearle- me señala esencias que no alcanzo a discernir. Es cristiano de un Cristo hombre, de un Cristo filósofo, conductor moral de las masas oprimidas, porque en cuestión de creencias se considera agnóstico. Intuye en los políticos un lazo invisible que los reúne en casta, al margen del pueblo, sirviendo a intereses personales bajo disfraz de altruismo. Le interesa sobremanera el mundo natural, minerales, animales y plantas; conoce el porqué de muchos comportamientos, y respeta en lo que le incumbe las reglas universales. Desea una sociedad equilibrada: necesidades y recursos en permanente búsqueda, reduciendo las distancias, alcanzándose, dándose la mano. “El esfuerzo del hombre, su cotidiano trajín”, me explica, “ha de contribuir a la armonía; entendiendo las razones del distante, mostrando los motivos de sus actos, y caminando con la buena voluntad en bandolera”. Es comedido y prudente en sus dichos, amable y cariñoso en el trato, a cualquiera encuentra virtudes y confía sinceramente en las personas. Optimista, piensa que avanzamos, y abre al futuro la puerta atribuyéndole las buenas intenciones que yo no veo. Sin pretenderlo, porque es modesto, me descubre que escribe poemas y da forma de historias fingidas a la realidad que transcurre a su lado; se ve que sigue los derroteros que inició su abuela. Con Alberto recupero memoria y un tiempo precioso que creí perdido definitivamente. Le cuento mis penas de vieja, la parte de las preocupaciones que entiende un muchacho -es sabido que los jóvenes de ahora están en lo suyo- pero él es distinto y estoy convencida de que comprende mi lamento. Me da su opinión sobre la andadura de mis demandas, y es, en cierta medida, optimista acerca del resultado final.
La Compostela que cuelga de la pared en un cuadrito; recibida en un peregrinaje del que guardo recuerdos muy gratos, me facilita la decisión de hablar, al nieto, de su abuela. Conoce que deseo visitarla, pero ignora aún la manera de llegar al nuevo albergue, y me ha prometido que, cuando él vaya, me lleva. Si adivinara el muchacho mi estado, tierra y cielo removería en remedio de mi desgracia, pues me tiene afecto. Lo sé, construyo quimeras, dibujo espejismos; pues he de esperar a la mañana del lunes para que eso ocurra. Él usa la llave que le entregué, y no he de abrirle la puerta. Avanza mi fatiga y sucumbo al adormecimiento de mis párpados, cerrándolos a cal y canto. Ladrones, ya podéis venir, estoy desfallecida.
Van pasando las horas como procesión de Semana Santa, parsimoniosas, llenas de misterio, algo lánguidas, monótonas. Comprendo con su paso que el silencio es una invención crecida en el deseo de los ajetreados; realmente no existe. La noche está poblada de ruidos que nacen de la actividad reducida. Crecen, se multiplican, se rompen y disgregan; se unen, se restan, se transforman y van degenerando en sonidos más tenues que tornan a alargarse hermanados, a acortarse de improviso, a renacer más allá prolongando su juego. Un mar de olas múltiples semeja el ruido de la noche. Oleaje que se arrastra y se eleva a intervalos medidos, formando estribaciones de equilibrio inestable. Da miedo, reconforta, y todo en clara dependencia del eco que encuentra en la mente, de la predisposición del ánimo. Percibo nuevos gritos y carreras. Contengo el respiro y son insultos lo que oigo, amenazas a la vida. En la casa alguien se levanta, abre una puerta que necesita aceite para sus bisagras, y poco después provoca el descenso en cascada del agua, que se va presurosa recorriendo angostas tuberías, arrastrando detritus, inmundicias y cientos de secretos, colector adelante, a la depuradora y al río; entrando de lleno en el eterno ciclo que domina su caminar interminable.
No veo el rodar de los minutos persiguiéndose, pero los imagino reptando como lombrices de tierra fuera de su ambiente húmedo. Miro el brazo izquierdo, y aunque me quité el reloj para bañarme, lo busco en la muñeca. Suelo retirarlo para evitar que se empañe el cristal como me ocurrió en un olvido; se veían borrosos los números y las manecillas jugaban al escondite, al modo en que se comporta el sol los días cubiertos, cuando sale y se oculta a intervalos. Lo dejo descansar durante el tiempo que dura mi aseo; yace entonces de bruces, con los brazos de la pulsera abiertos y la esfera asentada sobre la ménsula del lavabo. Para mi desgracia cerré la puerta, ganando mi pudor excesivo al miedo a quedar inmóvil, tal vez por creerlo remoto. De haber procedido como me aconsejan, irían mis ojos directos a la pared de la cocina. Cuelga de ella, a manera de adorno, un plato de cerámica que, sujeto al dorso, oculta el mecanismo motor de dos manecillas negras y otra roja, más larga, encargada de mostrar el paso diligente de los segundos. Si hubiera hecho caso a los que me quieren bien, pese a la distancia, dado su singular tamaño mi vista lo dominaría.
La luz de la bombilla disimula el débil resplandor que llega por la ventana de cristal traslúcido, pues viene de un patio pequeño y, sobre el mío, aún hay otro piso. Apoyándome en indicios tan vagos me dispongo a esperar al alba ya inminente, voy numerando el tiempo, minuto a minuto, como si se tratara de los abalorios de mi rosario, misterios dolorosos. Ahora oigo rumores de pasos y murmullos de diálogos mínimos. Me alcanza el miedo en dos zancadas, representación de facultades antiguas de las que en el presente carezco, y quiero cubrir mis vergüenzas, taparme la cara, la piel rosada y blanquecina de los muslos, la azulada de las piernas, el frente entero y las intersecciones ocultas. Décima estación adelantada a su tiempo, en un zigzagueante Viacrucis cuajado de vaivenes. Deseo ocultarme de prisa, víctima de zozobra, inquietud y sofoco; temiendo la entrada de un hombre dispuesto a auxiliarme. Me sobrecoge que, asomado a la puerta, haya de verme corita antes de entregar su ayuda y tomarme en los brazos, alzándome con tiento hasta colocar mis pies insensibles sobre las baldosas verdes y blancas, tratando de enderezar mi cuerpo tullido, rojo de pudor y recato.
No, no es nada, en unos instantes lo sé, al desvanecerse el ruido de los pies que se arrastran y de los labios que musitan sílabas cortas que, aun siendo, apenas son. Pero sucederá lo que temo y ansío en contradicción flagrante, sucederá cuando el lunes llegue Alberto y me encuentre de esta traza: con el pelo revuelto y desvestida. Volveré a sentir una vergüenza terrible, sin acertar a oscurecer las partes íntimas; y él, tan buen mozo y tan retraído, permanecerá decoroso en el quicio sin atreverse a mirarme ni a echarme una mano. Pediré que llame a la vecina, y ella, adelantada, me cubrirá con el albornoz de felpa rosa, bordado en marrón con mis iniciales; y de esa manera, entre los dos, podrán incorporarme y llevarme a la cama. Acabará el frío que me tiene aterida, los carámbanos de hielo de mis pies se irán entibiando y, rodeada de la cálida lana de las mantas de Palencia, volverá a circular la sangre por mis venas. Un caldo de gallina, hirviente, me darán a beber; y mi estómago alcanzará su tono vital. Relataré mi peripecia, gozosa de que haya pasado, y quizá me ría. Alberto -puede que lo haga por entenderlo de interés general- escribirá unas páginas que cuenten la derrota final de la desgracia, y las unirá a las que sobre mí acumula su abuela Agripina.
Un reflejo pálido inicia su andadura por las habitaciones, se desprende de la calle y acarrea sonidos diferentes, entrelazados en una mezcolanza que el día sostiene con su ajetreo. Viene de fuera la luz y me trae recuerdos: murió el zagalejo que llevaba a la casa de los abuelos, como un presente ofrecido a la hija del antiguo amo, jarras colmadas de blanca leche cubierta de dos dedos de nata, y un chivillo nacido fuera de tiempo. Tenía dieciséis años el mozuelo, y parece ser que yo le gustaba, que era cosa suya la ofrenda. La gente del pueblo murmuraba que la enfermedad, con el fin de robarle la sangre, le sajaba las venas por dentro. En su lugar era agua lo que inyectaba, decían hombres y mujeres en sus tristes confidencias supersticiosas. No sucedería así, es lo seguro; habrían de ser hijos de la ignorancia los dichos, pero yo le veía languidecer y morirse minuto a minuto, y me daba una pena tan grande que también me moría.
Me alargo por los afectos, me deslizo por la suave pendiente, recorro los meandros dulces de ese río. Sucedió en Valladolid, en la plaza que llaman de la Fuente Dorada, y si cierro los ojos lo veo. Pasaba por allí cada día, y descubrí, instalado en los soportales, a un barquillero dichoso, dueño de su almena disminuida, torre roja del castillo inconcluso. Era señor de la fortuna orientada, azar representado en una fuerte lengüeta de acero flexible. Se alojaba el fleje en el centro móvil de la tapadera del bombo, y cual mariposa fugaz, girando y girando, tocaba las cien columnas que cerraban el círculo de la corona. Parábase en una, elegida de antemano, ligeramente combada hacia adentro, ofreciendo mayor resistencia, facilitando un premio menor. Rodaba y rodaba la ruleta impulsada por las débiles manos de los escolares, portadores de la pesada cartera y monedas de a real, pues ese era el precio de cada tirada. Números repetidos con intención, símbolos fáciles de retener, aparecían custodiados por los topes dorados, balaustres grises de un tono metálico mate en el lugar lamido por la cimbreante membrana acerada. Caminaba yo despacio bajo el techado de la plaza, y permanecía un buen rato mirando a los chavales satisfechos que, tras probar su suerte, devoraban barquillos y obleas de color caramelo; matiz recibido de una tenue capa de miel y vainilla que los impregnaba de su delicioso aroma. Era un hombre joven quien dirigía el concierto, de anchas espaldas a las que ataba con correas el cilindro mágico repleto de misterio y delicadas golosinas. De esa guisa le veía marcharse, Duque de la Victoria adelante, las veces contadas en las que llegué tarde a la cita. No tenía yo dinero y se notaba; permanecía a distancia, mirando la escena con unos ojos que debían de ser pedigüeños, porque una fría mañana de sol, llegada tras una semana de niebla, el hombre me llamó con un gesto amable y una sonrisa. Puesta a su lado, apuntaban mis ojos al suelo sin verlo. Alzándome la cara me preguntó él mi nombre y de donde venía, y como premio a mi ininteligible respuesta me entregó una oblea que me supo a gloria. En adelante sucedió cada día el milagro, hasta que tomé confianza y era yo quien le tiraba de la chaqueta reclamando el premio. Por carecer del permiso oficial, dos guardias se lo llevaron una preciosa tarde de la primavera recién nacida; y ese día, pidiendo gracia a los celadores, me dio dos barquillos y un beso. A la fecha de hoy, tanto tiempo pasado, todavía represento el azar en una ruleta trucada, que tiene su asiento en la tapa del bombo rojo donde la felicidad anida.

Una amiga muy especial

Del abuelo, padre de su madre, lleva la señorita Salus, a través de los tiempos, una memoria sólida. De él recibió la niña un trato más cariñoso que de su propio padre; lo que convierte al señor Baldomero, en cierto modo, en un segundón, casi un extraño. Amaba la niña también a la abuela, pero de modo distinto: justo pago de la adoración que la anciana sentía por la nieta. Pasaba largas temporadas en el pueblo a su cuidado, pues desde Valladolid -entregada como un bulto a alguna persona conocida- el coche correo la remitía a Encinas de Esgueva en poco más de una hora. El viaje se le hacía un guiño, observando -con la nariz pegada al cristal de la ventana- el trajín agricultor de la gente laboriosa del Valle. A pesar de ser mayorcita, desde Medina no le dejaban ir sola, por lo del transbordo. Temían la dificultad que supone para una chicuela, recorrer las calles que van de la estación a la entrada de la Huerta del Rey, donde tiene la parada el coche de línea. “¡Ya ves!, un trecho de nada”. Además, ella conocía un atajo que cruzaba el Campo Grande. No, de nadie aceptaba golosinas, negaba la mano a cualquiera de los transeúntes que se ofreciera a llevarla, y a ninguno descubría su itinerario o su destino final.
Un mal día se murió la abuela, y al poco el abuelo, quien, aislado y a merced del viento, no supo abrir nuevo sendero a la vida. Hay momentos cuajados, íntegros, que ella evoca con el tono sepia característico de las fotos antiguas. Rescatada del fondo de la mente, donde la acción oxidante del tiempo la empujó, la señorita Salus dibuja la búsqueda de setas, intentada en las tardes festivas del final de octubre y comienzo de noviembre, cuando las lluvias propician el brote de las talofitas disimulado entre yerbajos y hojarasca. Está la tarde fresca, pero va bien abrigada, y sigue al centímetro las indicaciones del experto. Laderas arriba recorre veredas apenas marcadas, pasos paralelos al camino del páramo; desciende a las vaguadas, monte bajo, praderas, tras las botas de cuero que la preceden, tras la mirada escrutadora a la que nada se escapa. Su abuelo y ella cruzan Canillas, intuyen las casas de Hérmedes, ven de cerca Castrillo de don Juan y llegan hasta las calles de Piñel de Arriba, dibujando una O mal trazada con pulso de niño. Las hojas caducas muestran sus tonos marrones, los infinitos ocres; una liebre emprende la huida cuando la presencia de niña y anciano la sorprende lejos de la gazapera. Pedregales, tierra seca, musgo crecido en la vertiente norte, zarzas, matojos, robles y, donde menos se espera, disimulado desde hace unas horas, un día a lo sumo -su vida es muy breve- aparece el carpóforo como dice el abuelo, sacado el término de un libro que muestra a los hongos dibujados en su color exacto, y descubre en cuatro palabras las características más llamativas. La señorita Salus conoce dos variedades muy concretas: una de ellas, suculenta, carnosa, de un color marrón claro y un olorcillo que siempre anda buscando; y otra pálida, blanquecina, sobre la que su abuelo advertía -en prevención del peligro extremo- que era tóxica y de efecto letal. Quisiera distinguir como él las partes del hongo con sus nombres científicos, valorar el color y textura, saber cortar el talo facilitando el regreso al otoño siguiente y, al llegar a casa, guisarlas, sabrosas, a la manera sencilla de su abuela.
En tales caminatas se hizo inevitable que Salus conociera el yeso en su estado natural. Servíase el mineral de múltiples destellos para reclamar la atención de la niña desde las cuestas, y logró despertar en el interior ingenuo un interés creciente. Al principio le atrajo su aspecto festivo, alejado de la monotonía de las piedras, de la greda áspera con las que se mezcla sin reserva. Pero luego halló más; le fueron reveladas la nobleza de la materia, la diáfana tersura emparentada con la poseída por las gemas, y una esencia indefinida, el débil latido de lo inerte. Quiso liberar el iris vislumbrado en su interior, atrapado entre las finas láminas casi transparentes de su hechura que, una sobre otra, consiguen simular. Deseaba gustar, oler; aprehender, de una u otra forma, el cálido tono de miel diluida o de sol inicial que recibe el conjunto al distanciar la mirada. Llevó, por indicación del anciano, varios pedazos a casa, alargados y de extremos aguzados, comparables a remates de lanza o puntas de flecha. Los metió en la lumbre cuando sólo era ascuas y, al volver, un rato más tarde, la aparente transubstanciación se había producido. Acompañaba al trastoque íntimo el milagro de una verdadera mutación de la forma, el color y la textura. Desapareció el cristal por alguna razón misteriosa que la ciencia explica con todo detalle, y en su lugar se presentó un clarión de tamaño similar. Molidos los trozos sin aparente esfuerzo, vinieron a dar en espeso polvillo y, sirviéndose de él y de un poco de agua, a Salus le demostró el abuelo que la evolución provocada por la industria del hombre, llevaba la sencilla belleza del cristal primario a transmutarse en práctica argamasa o en revestimiento de paredes.
De manera tan simple comprendió lo que, de la ciencia, las monjas trataban de enseñarle por camino distinto. La naturaleza muestra sus secretos, a quien tiene intención de conocerlos y pone constancia bastante al servicio de la indagación. Desdibujaban ellas ese principio con una valoración religiosa que la muchacha aceptaba a pies juntillas: El hombre, despreciando los planes del Creador, interroga a la naturaleza en su propio beneficio. Cuidado con la investigación, porque puede llevar aparejados los pecados de orgullo y soberbia. No debemos conocer más allá de lo que nos cuentan, porque cuando Dios quiera que lo sepamos, nos lo revelará. La revelación es el único camino del conocimiento.
La recolección de la uva, practicada en esas fechas, es otro recuerdo que reposa intacto en la mente de la señorita Salus, granero de cosecha cumplida; y lo suele contar con mayor o menor detalle. ¡Cuánto sol se acumula en los racimos repletos de jugo, cuántas gotas de lluvia, qué de afanes se ven por fin recompensados! Los mayores van como siempre, afanosos, a sus cosas; pero esos días, lo hacen llenos de alborozo, felices. Ella, sus hermanas y los primos -jugando por entre las cepas, estorbando a las vendimiadoras y a los sacatarreros- se escondían, se buscaban, se perseguían y hacíanse, los unos a los otros, lagarejos de lo más inocente: cuatro o cinco uvas que desgarraban el hollejo, derramando su pegajoso mosto en las mejillas rosadas y en la frente esquiva. Distantes, estos juegos ingenuos, de los bocetos sensuales que los chicos pintaban con uvas tintoreras, sangrantes, en la piel de las chicas bajo blusas y faldas. Salus lo veía barbarie, violencia del macho contra la hembra sometida; y ni andando el tiempo entendió ese lenguaje de los hechos, mucho más directo que las palabras hurtadas a la lengua por la timidez. Cientos de sueños callados, vehementes deseos apenas contenidos rompían el dique y afloraban, desbordándose, esos días. Seguían los jóvenes un rito de miradas furtivas, de risas sin causa, de gestos nerviosos. Y cuando las temidas probabilidades de ser rechazado se desvanecían, el mozo iba exultante tras la moza. Iniciaba ella una torpe carrera buscadora de un alejamiento suficiente del grupo, un círculo de intimidad; pues no deseaba ser vista cuando el racimo, pletórico de substancia, vistiera de color granate su desnudez pálida. Entre gritos de entusiasmo generalizado y medias frases alusivas al atractivo recíproco, varón y mujer regresaban juntos, dueños de un andar lánguido, integrándose orgullosos a la vida en común que quedaba al acecho de otro asalto. Merced a esos atrevimientos primitivos surgieron numerosos noviazgos que luego cuajaron. De regreso a casa, relataba Salus con su media lengua lo que la parecía de mayor oportunidad, y su madre y hermanas escuchaban divertidas.
San Lucas no vivió durante la vida de Cristo, no fue testigo de los hechos que narra. Lo advierte en el prólogo, para que nadie se lleve a engaño. Pero investiga de manera muy escrupulosa; y nada dice de lo que no esté convencido. Preguntó y escuchó a los que lo vieron. Contrastó los testimonios de los unos con los de los otros. Investigó en los principios del Cristianismo, ministros de la palabra, coetáneos y coterráneos de los apóstoles, gente que le seguía de lugar en lugar. Investigó la verdad, la supo y la escribió. Fue Salus a las monjas con el ejemplo del Evangelista, para demostrar que el conocimiento se adquiere, también, buscándolo. Y las monjas quisieron convencerla de que el saber de Lucas, nació mediante una de las formas que escoge el Señor para revelarnos la verdad. San Lucas fue un instrumento de la revelación. La mocita tuvo que aceptarlo y callar.
La anécdota que a veces cuenta Salus, debió de suceder también en aquel tiempo. Ignoro los motivos, pero sé que existían, para que la chiquilla levantara una piedra plana que descansaba, tras su larga y laboriosa formación, sobre una ladera orientada al Sur. Era más que una lasca, sin duda, pues medía dos palmos de ancha y medio de grosor, y por su forma de cuña permitía imaginarla formando parte de una roca mayor, desprendida de ella por mediación de un pico o de la reja del arado. La superficie blanquecina presentaba dos o tres agujeros rellenos de una tierra grisácea. Bajo la piedra, oculta y protegida, enroscada como la cuerda de un reloj, sorprendiéndose sorprendió Salus a una víbora. Retiró la mano derecha con rapidez, con toda la premura de que un acto reflejo es capaz. La pequeña cabeza triangular de la serpiente se movió, asimismo, siguiendo los dictados de su instinto defensivo, y mordió la mano infantil en el arco que forman los dedos índice y pulgar. Seguramente la destreza del ofidio obedecía al mayor ensayo, o a una previsión fundamentada en la herencia de los de su especie. Una y otra vez el abuelo succionó el veneno introducido en la herida, para escupirlo a continuación sobre una mata de tomillo que, al lado, prosperaba olorosa. Le fue administrado un antídoto en Esguevillas por un médico que reprendía sus quejas; y en adelante las piedras del campo se vieron rodeadas sin que osara tocarlas.
Medina del Campo ya fue otro cantar; sin vacilación alguna, más triste. Al parecer se cerró el paréntesis de bonanza y lo hizo de una manera muy próxima a la temida por la señora Beremunda. No sabían el porqué, aunque sospechas hubiera. El desencadenante pudo ser el incendio de la casa de los abuelos, verdugo de la pequeña Dita, un ángel terreno. Pudo ser, pero no sería sólo la quema en cuya extinción participó todo el pueblo, hasta los refractarios; vecinos enfrentados al padre desde que llevaba el carro y las mulas por carriles trazados sobre sembrados de otros, en razón de encontrarse el camino cruzado de hoyos y cárcavos.
Probablemente no era sólo eso; debiera añadirse que al señor Baldomero se le subieron los humos al ser nombrado capataz. Exhibiendo un poder que no poseía, mandaba a los obreros con dominio exagerado; habitantes del pueblo inclusive, a quienes facilitó el empleo. Les exigía forcejear sosteniendo el esfuerzo durante las ocho horas laborables, seis días a la semana: precaria conquista de los obreros unidos durante años y años. Obligándoles, con cualquier pretexto, a comenzar antes o terminar más tarde, sin complementar el salario de manera conveniente. Añadiremos que se quedó, por ese procedimiento tan ruin, sin los pocos amigos que había logrado juntar a lo largo del tiempo. Se le agrió el carácter, y acabó desquitándose con los de casa, pues ellos, por costumbre, no se oponían a su decir aunque estuviera equivocado.
Gumersinda, Salus y Paz, diez, seis y ocho años -la pequeña en medio- salían del portal de la casa cogidas de la mano; tres vestidos lucían hechos por su madre de la misma tela. Quizá se excediera en la compra, quizá encontró un buen retazo a precio de saldo, ya que eran dos los que cada año cortaba; al resto le servía un arreglo de líneas y vuelos que los adecuara a la moda. Se unían las niñas en las horas huecas de la media tarde, o en los días de fiesta, para jugar a alcanzarse entre la gente que transitaba la plaza, persiguiendo, escapando, desde la casa de Isabel la Católica a la entrada de la Colegiata. Pendientes, eso sí, de los movimientos bruscos, de los encontrones, temerosas de mancharse los trajecitos recién lavados. Paly, que en el verano dio un estirón, era una muchacha bien desarrollada, un poco chicazo, y a sus trece años no solía custodiar a las pequeñas, renuentes a su compañía.
Un día de fiesta, el señor Baldomero llevó a sus hijas al ferial de ganado. Resultó inolvidable. Miles de corderos, de ovejas, de lechazos envueltos en lana esponjosa, se agitaban balando en busca de una libertad no bien conocida, en procura del pasto o de la ubre turgente. ¡Cuánto deseó Salus tener uno de los más pequeños -seis, siete kilos pesaban, le dijo su padre- en los brazos! Podía con él, ¡vaya si podía!, y le hubiera dado leche en una botella cerrada con tetina de caucho. Pudo acariciarlos, pasarles la mano por el lomo; porque los dueños, embebecidos en sus tratos, no prestaban atención a una niña que se mezclaba con los animales. Ovejas churras, merinas, castellanas, aguasís; su padre les explicó la diferencia con visible agrado, pero las hermanas no prestaban atención y querían marcharse. Dentro del corazón sensible de la señorita Salus, quizá la visita al mercado esté valorada como uno de los acontecimientos más felices de una niñez escasa en momentos de esos; pues a más de corderos descubrió a un padre afectuoso y hasta efusivo, que premió su interés con una caricia y un beso.
Perdida la ilusión que representaba Dita, y llegado Patricio, primer varón, colmo de las aspiraciones del padre, la familia consideró el nacimiento del pequeño Aproniano como un añadido; un inmerecido regalo del Cielo, a quien todas las hermanas deseaban atender, pretendiendo, de hecho, jugar a las moñas con un muñeco de carne rolliza. Era Paly quien llevaba en este caso la responsabilidad al concierto -quién iba a decirlo- la que desempeñaba las tareas más delicadas: mecerlo, darle los biberones oportunos y en el debido grado de temperatura, cambiar pañales, bañarlo. Había que verla, delicada, henchida de gozo, rodeada de las demás, obedientes ellas a sus mandados, colaborando en armonía al mismo fin: la atención esmerada del niño-regalo.
La modestia de la señorita Salus se enraíza en los evangelios. Leía en San Mateo las palabras de Jesús a propósito de los escribas y fariseos. Atan pesadas cargas sobre los hombros de los demás, pero ellos no mueven un dedo para llevarlas. Todas sus obras tienen por fin ser vistas y alabadas. Y si sucediera, se decía a sí misma, que ella estuviera obrando así a los ojos del Maestro…Gustan de los primeros asientos en los banquetes, y de las primeras sillas en las sinagogas. Les encanta que les llamen rabi. Pero vosotros tenéis un solo Maestro y sois hermanos. No llaméis padre a nadie porque uno solo es vuestro Padre, y está en los Cielos. Que no os llamen doctores, porque uno solo es vuestro Doctor, y es Cristo. El que se ensalce será humillado, y quien se humille será ensalzado. Durante medio curso, esas palabras de Jesús, leídas con un cierto temor, dieron vueltas y vueltas en su cabeza. ¿No estaría quien las pronuncia, cayendo en el pecado que trata de denunciar? Pero no; él era el verdadero Mesías, hijo de Dios y segunda persona de la Santísima Trinidad; no solo puede acusar, es que debe acusar y marcar el camino. Llegada a esa conclusión, decidió humillarse a sí misma, para ser ensalzada por los demás. Y esa máxima fue una constante en su vida.
En esos tiempos de Medina del Campo, como no hace amistades asiduas y el señor Baldomero regresa cuando ya ha anochecido, la señora Beremunda cose demasiado. Se está dejando los ojos detrás de la aguja y de los tejidos oscuros; lo ve Salus y se lo dice a Paz y Gumersinda con pena. Empuja el día con fuerza, sin descuidar por ello las demás labores. Está atendido el esposo a su gusto, crecen los niños sanos y van las niñas primorosas -muestra para las vecinas- y eso lleva su tiempo. Más todo es posible a costa de robarle horas de sueño a la noche. Salus toma de su madre la afición a la costura. Observa el movimiento de las manos laboriosas, de los dedos hábiles; los mira configurando patrones, los sigue tras el corte exacto de la tijera, deslizar de filos enfrentados mordiendo la marca de jabón. Va tras ellos cuando toman la aguja y entrecruzan con pericia las hebras. Voluntaria, aprende bastante de festones y zurcidos. En adelante, reciben la colaboración de manos tan predispuestas -si no los pantalones y faldas, que son prendas delicadas y difíciles- rodeas, paños, cortinas y el ajuar diario: servilletas, sábanas, y hasta almohadones.
Esa ocupación no la libera de fregar cacharros, del encerado de baldosas, del lavado de la ropa. Por ésta y las otras afinidades de siempre, continúa Salus al lado de su madre. Tiene muy presente la grave enfermedad que estuvo en un tris de dejarle huérfana, y la conversación mantenida creyendo que iba a ser la última. La admira y le toma el ejemplo, imagen de paciente resignación y de calma. Hablan de las lecturas de las vidas ejemplares de los santos, de los evangelios y de los progresos, mínimos, en la conversión del padre.
Si hubo algún eje indestructible, lo fue el formado por Paz y Salus. No se trataba de un sedal resistente, no; tampoco era una cadena de eslabones gruesos; las unía un barrote de acero. Se daban coincidencias absolutas que reforzaban el cariño dispuesto al sacrificio. Una emprendía la senda, y la otra colocaba sus pies sobre las huellas primeras. Unidas trataban de atraer a Gumersinda, Sinda, que habitaba un mundo ficticio, producto de tan fértil imaginación que, en ocasiones, ponía a la familia en dificultades con los conocidos. A mis padres les ha tocado un pellizco del gordo; afirmaba: Paly se casa en primavera con un capitán de artillería. Tomando, al ser descubierto el enredo, un desvío hacia lo frívolo y sin substancia, eludiendo su responsabilidad.
Frente a las hermanas se sitúa Paly, que al margen de las atenciones prodigadas a Aproniano, sigue siendo la misma, no nos engañemos. Intransigente y mandona, va persiguiendo en lo que puede los pasos del padre. Razón por la que ocupa su lugar en la mesa cuando él come fuera; y aunque, consecuencia de sus barrabasadas, recibe los castigos más duros, hace como si no concediera importancia a tal hecho, o lo tuviera a gala por considerarlo testimonio de predilección.
Entre el señor Baldomero y la hija mayor, sin acuerdo manifiesto, dominan a la madre bondadosa y a las otras muchachas; quienes, no sabiendo que partido tomar, desarrollan vínculos de protección desfigurados por la blandura del gesto. Salus y Paz soportan órdenes y prohibiciones como pruebas que el cielo envía a los devotos elegidos. Rezan, piden a Dios un prodigio, y usando la religión como refugio, la oración hace de verdadero tejado. Sinda va acostumbrándose a los gritos, y los oye como si oyera llover.
En el colegio de monjas de Medina, la señorita Salus vestía uniforme verde y marrón. Es por esas fechas una niña muy vergonzosa, de un hablar tan raro que casi nadie entiende; a no ser Agripina, la amiga de la cara quemada que cobija en ella el rechazo sufrido. La chiquilla menuda que parece su sombra, ha nacido en un pueblo situado casi al límite de la comarca, por eso está interna y llora de noche en la penumbra del lecho. Van juntas como dos hermanas siamesas aún no separadas, y las niñas malas murmuran acerca de amistad tan firme, dejando entrever una conducta perversa que las vuelve curiosas y las incita a ensayar.
De día tiene Agripina a la señorita Salus como contrafuerte, pero cuando llega la hora de apagar las luces del dormitorio, se desata la jauría de lobas y las más cercanas se convierten en enemigas. Por eso queda vigilante hasta que el sueño la vence. Son bromas pesadas las que sufre dormida, trastadas de crías crueles; desde retirarle la ropa de abrigo: colcha y manta en pleno invierno, hasta arrojarle a la cara un vaso de agua. Salus y Agripina, juntas, medran; haciéndose más fuertes. Influencia clara de los estudios religiosos que cursan, previstos para desarrollar otras habilidades, las compañeras de los últimos cursos y alguna monja joven, se burlan de ellas y les dicen, con sorna, las querubines. Pues sabido es que estos seres celestiales, como mensajeros y emisarios que son del Señor, gozan del privilegio doble de una voz armoniosa y un rostro agradable.
Quisiera Salus ponerlas en aprieto, llegar con alguna acción hostil hasta el punto límite, un minuto extremo que les obligara a solicitar la piedad que ella tiene en demasía. Se siente desnuda ante ellas, vuelta del revés, desgraciada. En esa humillación se apoya su odio al mundo, adolescentes y personas mayores; en ese desdén se sustenta el empuje con que irrumpe en los Trabajos Artísticos, en el estudio de Gramática y en el de Aritmética. Desde ese lugar elevado divisa la playa salpicada de caracolas vacías y conchas nacaradas, la verde pradera donde pacen un ternero y un potro; y ve desde esa atalaya la luz transparente al final del túnel opaco. Ahí cifra su triunfo inmediato, en el suceso insólito de ser cuanto antes la primera en esas materias, en recibir la felicitación de la Sor Directora, cuando, clase por clase, vaya leyendo -mañanas de los sábados- las calificaciones.
Sin quererlo, sin darse cuenta, se atraganta con las palabras más largas, las que presentan recovecos oscuros. A veces le falta el aire e interrumpe las frases donde no corresponde, da una cadencia desusada y, nerviosa, acaba invirtiendo el orden de las sílabas, deformándolas, suprimiendo alguna y confundiendo unas letras con otras. En momentos así, su escritura alcanza los mismos defectos; y los exámenes resultan confusos. Se esfuerza, pone el mayor interés en hacer las cosas como todo el mundo, pero ella es distinta. Hasta los seis años no ha ido al colegio y, en casa, recibe un sopapo del padre a cada error cometido; y son tantos, que no lleva la cuenta de las bofetadas. Por eso Agripina y Salus, dos gatitos abandonados bajo la lluvia, se entreveran hasta hacerse una sola, sincerándose del todo, ofreciéndose, abiertas como alacena, la una a la otra. Se cuentan las experiencias mínimas, las ideas que creen originales. Hasta el significado oculto de sus sueños se confiesan.
Del cielo llega sor Dolores, o así se lo parece a Salus. Se trata de una jovencita afable -novicia avanzada en ejercicio de suplencia- que estudia una disciplina llamada logopedia, y sirve de refuerzo a las alumnas más necesitadas. Con la meritoria aprende Salus a respirar, pues resulta que ese acto reflejo, tan sencillo en apariencia, para ella no es tal. Practica la dicción clara de palabras difíciles, y escribe dictados plagados de trampas, tan variadas, tan juntas, que no parecen reales si no pensadas a propósito para que tropiece. Su esfuerzo en el estudio obtiene resultados, mejoran las notas y se coloca entre las más destacadas. La vida es distinta desde ese momento, se anima y alienta a la pobre Agripina que, con tal de no verse, no se mira en el espejo al peinarse y lleva unos pelos que provocan jolgorio. La hermana Dolores convence a Agripina de una verdad que conforta: debajo de la piel encendida, plagada de arrugas y cicatrices que todos ven, existe otra, tersa y sonrosada, henchida de atractivo. Días vendrán en que los cirujanos expertos, eliminando con sumo cuidado la de arriba, dejen al descubierto la oculta; y en ese instante todos verán un semblante tan armónico como lo es su interior cuidado, su atrayente manera de ser.
Al finalizar los tres cursos que dura la estancia en Medina del Campo, apenas se le nota a Salus el habla rara; su padre cuando la castiga tiene otras razones que no necesita nombrar. Agripina, la niña del rostro abrasado, que sacaba nueves en redacción, mientras espera el día feliz de su metamorfosis, quiere hacerse escritora y poeta. Con palabras ajustadas dejará constancia de cuanto suceda a su lado y le llame la atención. Seguro que va a conseguirlo, pues emplea tanto tiempo en leer que la escritura ha de ser cosa rodada. Posee Agripina imaginación suficiente, es muy observadora y, por si fuera poco, ha desarrollado la cualidad imprescindible de la constancia. Se enviarán una carta diaria, aseguran muy convencidas, elevando la promesa a compromiso jurado. Dos veces al día hablarán por teléfono, se verán a menudo, y la una sabrá de la otra las preocupaciones. A las diez en punto de cada noche, la una pensará en la otra, y sirviéndose del pensamiento se darán apoyo. Así lo acordaron en el adiós, y para rubricarlo unieron la sangre de los dedos pulgares heridos con un alfiler, mientras formulaban una frase mágica sacada de un cuento; tan críptica, que ni ellas conocían el verdadero significado. Mezclaron en un beso la propia saliva; prueba máxima de fusión entre personas, testimonio de identidad única.
La señorita Salus, desde que ocurre el prodigio, va narrando a la amiga el desarrollo de su Viacrucis particular, una Pasión paralela a la de Cristo. Caminará ella, un paso detrás de otro, hasta llegar al monte Calvario; y Agripina y el mundo deben saberlo. Nada le esconde, y menos aún los sentimientos íntimos, las sospechas fundadas. Le ofreció Agripina recoger su experiencia en una historia algo mística, retratándola piadosa y entregada a la causa de la fe; lo que es cierto y bien cierto. La señorita Salus no olvida la promesa, y para dar materia a la amiga, y verse en tales páginas, le manda apuntes de los libros que lee y relee, algunos cien veces, como las confesiones de San Agustín, su predilecto. Vidas ejemplares, biografías de santos: la de Santa Teresa, que no va a la zaga de nadie; San Juan de la Cruz, San Gregorio Taumaturgo, San Francisco de Sales, Santa Clara de Asís, Santa María Egipciaca; e Ingunda, esposa del rey Leovigildo, que aún no ha sido canonizada. Actúa a derecho por amor a los necesitados; y persigue que el ejemplo perdure en los que lean el relato de sus merecimientos, escrito con pormenor por su única amiga.

La demanda añade datos

TERCERO: Que, en el mes de enero de 1.993, Mapálica entra en contacto con los presumibles herederos legítimos, José María Pérez González e Inés Pérez González. En la citada fecha se inician los acontecimientos que dan base y sostén a esta parte demandante, para considerar que los testamentos otorgados por doña Mapálica, los días 6 y 30 de marzo de 1993, carecen de validez y eficacia. De la misma manera aprecia en los demandados indignidad para suceder, y solicita que así sean declarados. Pasamos a exponer los hechos acaecidos, de forma ordenada en el tiempo:
1. En enero del año 1.993, Mapálica, como consecuencia de haber sufrido una caída, precisaba ayuda para incorporarse de la cama, asearse o comer; así como de los cuidados que una persona tan mayor requiere, y que sus hermanas Gumersinda y Salustiana, de edades también avanzadas, no podían facilitarle.
Para tal auxilio buscó asistencia preguntando a unos y a otros, tenderos y compañeros de la parroquia. Por mediación de unos vecinos del barrio, logró Mapálica el conocimiento de Pérez González, hijo. Éste, no siendo médico ni enfermero, sin ejercer profesión alguna en aquella temporada, comenzó a prestarle los servicios de colaboración indicados. Fueron fijadas como pago las cantidades de seis mil pesetas los días laborables y diez mil los festivos.
2. El día 6 de marzo de 1.993, Doña Mapálica otorga ante notario un testamento cuyas disposiciones ignoramos. Pretendemos también su nulidad. Pasados quince días, el 21, al anochecer, la anciana es trasladada por los citados José María Pérez y su madre, Inés Pérez, al domicilio de ambos en Toledo. Es de destacar que llevan a cabo el tránsito sin el conocimiento previo de sus hermanas, socapa de facilitarle una atención más esmerada. En la residencia de los señores Pérez González no le permiten a Mapálica tener contacto ni directo ni telefónico con sus hermanas. No saben ellas a quien recurrir, sumidas como están en la angustia, debido al deterioro que sufre la salud de la enferma y la carencia de noticias.
3. A partir de la salida de su casa para quedarse en el domicilio de José María y su madre, Mapálica realizó diversas disposiciones que afectaban a su patrimonio:
a) El 27 de marzo, seis días después de la llegada al domicilio de los demandados, otorgó poder tan amplio que facultaba a José María para administrar y disponer de todos sus bienes sin ningún tipo de limitación. Dicho poder fue utilizado al día siguiente para comprar una vivienda en la calle Desengaño de Madrid, por un valor de doce millones. El piso pasa a ser nuda propiedad de los demandados, reservándose Mapálica el usufructo; y lo paga íntegramente a pesar de no comparecer en el acto de compraventa, pues tiene ochenta y tres años y no se vale por sí misma.
b) El 30 de marzo, únicamente nueve días después de llegar al domicilio de los demandados, y a tres días tan sólo de conferir tan amplio poder, otorgó nuevo testamento a favor de los señores Pérez González, que entendemos nulo.

Entre el temor y la esperanza

Disminuido el ajetreo y llegado el olor de los guisos, entiendo que ya es medio día. Los pocos que trabajan en sábado y los que salieron de compras, regresan con apetito envidiable, predispuestos para la colación o el banquete, preparados con cariño en su ausencia. Siendo excepción dolorosa los que vivimos solos; los que, por desgracia, no compartimos mantel. Nosotros debemos cocinar los alimentos, aunque lleguemos cansados, o calentar los preparados ayer en abundancia, con la intención de alcanzar para hoy. Después lo engullimos de tres cucharadas en un silencio vacío; y si hablamos en voz alta, con nosotros mismos lo hacemos, relatándonos nuestras propias penas bien sabidas, buscando un consuelo engañoso. Siento en la boca del estómago, a intervalos disímiles, unas punzadas tolerables; por eso estoy segura de que no es aún el hambre, esa sensación de vacío que muerde por dentro de la que hablan los pobres desnutridos. Lo mío es más bien una ligera molestia, que ahora, cuando los olores a comida conquistan la casa, se agudiza. El timbre suena, otra vez me reclama el teléfono inútil. No, en esta ocasión el sonido es más largo y menos hiriente; comprendo que se trata de la puerta y la alegría me invade. Quiero decir a quien sea, que estoy aquí, imposibilitada para abrir, necesitada de socorro; pero no me salen las sílabas que forman las palabras, no surgen las vibraciones que se hacen voces inteligibles al llegar a los oídos cercanos. Oigo con claridad la sucesión de un sonsonete más largo y una voz que pronuncia mi nombre con fuerza. Ahora sí, de mi garganta ha salido un grito de animal herido, que no es sino una vocecilla de anciana que llega, todo lo más, al recibimiento; incapaz de atravesar la gruesa puerta de madera y acero, blindada para que los canallas cejen en su empeño ladrón. Por favor, le pido a la cancela, filtra sólo a las malas personas; si quien llama es la vecina de abajo o cualquier otra alma de bien, que insista, que espere.
Renuevo el grito, poniendo en él todo mi aliento. Trato de sostenerlo en el aire como aprendí de la hermana Dolores, de mantenerlo en alto hasta que la voz resuene en el descansillo de la escalera, sobrepasando las planchas entreveradas que acorazan y amurallan la entrada. Es sólo un propósito, en realidad mi quejido no sale al pasillo, queda prendido en el aire húmedo que me rodea. Insiste, insiste, le insto a quien llama. Por la manera de cortar la señal, remachando los toques prolongados con dos pinchazos breves, estoy convencida de que es la vecina, ¡seguro! Chillo, me esfuerzo por elevar mi cabeza, mi boca, mis labios, mis cuerdas vocales; voy desgañitándome hasta llegar a comprender que no me ha oído, porque a los pocos minutos, con el eco de la penetrante llamada, se desvanece la esperanza de ser socorrida.
Se va de mi lado el Cirineo sin poder tomar, como pretendía, parte de mi cruz; y sé, sin lugar para la incertidumbre, que cruzo en este instante el umbral de la Quinta Estación. La tensión decae y una nube de sueño me envuelve. Es una verdadera lástima que la voz no responda a mi voluntad, que los sonidos agudos no surjan con fuerza. He tenido a unos metros de distancia a quien me hubiera puesto a salvo de la soledad y de la angustia, y he desaprovechado la ocasión. Era la vecina; así lo entiendo sin prestarme a otras conjeturas, porque la forma peculiar de sus toques resulta inconfundible. Habita ella el piso situado debajo del mío, y dos días a la semana me trae del mercado la compra. Se da un aire a mi madre, y me la recuerda siempre que la veo. Sé que añade al precio del puesto un recargo mínimo, que se cobra el favor, pero es comprensible: sus ingresos no le llegan a final de mes y debe echar mano a los ahorros menguados. Convalece el marido de una larga enfermedad de los nervios, que le viene de cuando se quedó sin trabajo, y cuenta con un subsidio que resulta insuficiente para mantener la casa y allegar las viandas imprescindibles. No han tenido hijos de los que esperar ayuda, y esta circunstancia inocente, es una carga añadida que llevan en silencio entre ambos sin jamás nombrarla. A pesar de todo parecen felices; comparten la desdicha que los une y la dominan en vez de sufrirla.
Invitó un fariseo a comer a Jesús, y entrando en su casa lo sentó a la mesa. Lo recoge San Lucas en su Evangelio de manera parecida. En aquello llegó una mujer pecadora, de las que ejercían su oficio indecente en la ciudad. Y la mujer se arrojó a los pies del Maestro, descalzándolos, besándolos, bañándolos con sus lágrimas y secándolos con sus cabellos. Luego los ungió con ungüento. Dudó el fariseo en su interior más íntimo de la personalidad del invitado, pues si fuera quien decía ser, sabría de antemano la calaña de la mujer que así lo trataba. Como respondiendo, refirió el Maestro en ese instante la parábola del prestamista y los dos deudores: uno de quinientos denarios y otro de cincuenta, diez veces menos. No pudiendo pagar ninguno, perdonó a los dos. Y el Señor pregunta al anfitrión quién de ellos debe estar más agradecido. La respuesta del fariseo satisface al Jesús, pero le reprocha no haber hecho lo que la mujer acababa de hacer con el Mesías verdadero. Por eso, porque la mujer obró mejor que el fariseo, le perdonó todos sus pecados. Tu fe te ha salvado, dijo a la mujer como explicación y despedida. A veces no entiendo el comportamiento humano de Jesús. Y esta es una de ellas. Serían las costumbres distintas. Pero aun así. Pretender que llegara la gente a conocer su divinidad y que le agasajara por ella, no entra en mis pensamientos de lo que debió ser la conducta adecuada. Temo ser yo, por albergar dudas de este calibre más hipócrita que los fariseos sin pertenecer a su secta. Y de ello me acuso y me arrepiento.
Salvo el frío que, bajo la piel, hará su trabajo; hasta ahora la salud no se ha resentido de modo grave. Ni siquiera un mareo, una disminución de la presión arterial, tan propensa yo a esas menudencias. A intervalos percibo la irrigación sanguínea -sístoles y diástoles de mi corazón encogido- y la noto disminuir a poquitos el ritmo frenético de los primeros instantes. Aurículas y ventrículos llevan su agitación a la normalidad. La insensibilidad crece: no me pertenecen los pies ni los muslos, y me es ajena la parte que se mantiene en contacto con el acero esmaltado, tibio a costa de la disminución de mi propia temperatura. Puede que las piernas obedezcan a otra persona: a un aventurero abandonado a su suerte en la travesía del casquete polar, intentando el Norte; dudando entre los dos posibles, el magnético y el geográfico, y muriendo congelado a una distancia equidistante de ambos. Puede que cumplan las órdenes de un tullido en su último esfuerzo por lanzarse a la Piscina Probática, demasiado alejado para lograr su deseo. A los estornudos reiterados respondo ¡Jesús!, creando a mi oído la ilusión de compañía. No es alergia al polvo ni al polen de las gramíneas, me estoy acatarrando y esas sacudidas constituyen síntomas claros. Si no es más que eso, un enfriamiento, me daré por complacida.
Culmina el sábado, y en este anochecer confuso se diluye el día que llegó con retraso a la calle, trayendo una laguna de repartidores, un vacío de los coches que otras mañanas van al trabajo. Aumentando, por el contrario, la intensidad del sonido en las cañerías, delator de más gente en las casas; los ruidos difusos del vapor en la cocina, gritos juveniles, voces altas de madre exasperada, la música insistente de varios transistores. Ajena yo a esos signos de vida en común, me encuentro sola fuera de mi voluntad. Pienso que la madre del Señor estaba sola en su habitación, cuando el ángel llegó a saludarla para anunciarle la maternidad divina. ¿Vendrá el ángel a saludarme?, ¿me sacaría de la bañera si se presentara? No puedo imaginarlo siquiera; me daría un soponcio. Se haría visible encarnándose en humano, y no acierto a imaginar con qué figura. Bello, esbelto y armonioso. ¿Hombre o mujer? Prefiero mujer en estos momentos. Leí que San Rafael Arcángel dijo a Tobías, al identificarse después de pasar una jornada juntos: Me veis comer y hablar, pero solo es apariencia. Así y todo, me vendría bien una simple charla con persona conocida. De antes o de ahora, pero si me dan a elegir, prefiero a la abuela.
Pero, ¿quién va a venir a verme en fin de semana, quién va a intentar una respuesta mía concreta, fuerte, inequívoca, que revele mi estado angustioso? Nadie, seguro; las visitas de cumplido cesaron hace tiempo, y de renovarse alguna, lo hará en la tarde del domingo. Las llamadas telefónicas, carentes de respuesta, no producirán alarma; en festivo ya se sabe, abundan las ocasiones de salir: la misa, la novena, una escapada al hogar de las vecinas, el habitual paseo con las compañeras de parroquia, alguna promesa debida a Santa Gema en trance de cumplir, y cualquiera puede, además, imaginar otras variantes.
De conocer el estado lamentable en que me encuentro, esas personas que nombra mi deseo de compañía, esas almas de bien, se compadecerían y vendrían a socorrerme. Como dice San Pablo: ¿Quién se siente enfermo sin que yo enferme? Empatía y solidaridad, esas son las virtudes que quiero encarnar en los otros, careciendo acaso de ellas. Sí, ayudo a los pobres con unas monedas que me sobran. Pero, ¿qué y cuánto cambian en su vida unas monedas de vez en cuando? ¿No estaré afirmando mi egoísmo al ejercer lo que llamo caridad? Pienso: el bien que hago en este mundo, me será devuelto con creces; y no sólo en la otra vida, también en esta. Si no puedes sacar al pobre de su pobreza, recomienda San Francisco de Sales a Filotea, hazte pobre como él; incluso más pobre que él. Pero yo me pregunto: ¿Cómo podré ser de alguna utilidad no teniendo nada que ofrecer? ¡Qué empinada es la cuesta que sube a la perfección! Orgullo y soberbia, diría mi director espiritual: Dios no te pide la perfección, alma de cántaro.
Han pasado treinta horas lo menos y tengo sed; el hambre aún es llevadera, pero, en cambio, soy tierra reseca abierta en grietas ávidas de agua. Se esponjan los labios bajo la saliva salvadora, endurece mi lengua en el acto de mojarlos, abatido perro de San Bernardo que corre en socorro del descaminado. Mojo las comisuras y se secan al instante, quedando, lengua y labios, ásperos y rugosos. Es una sensación de travesía del desierto, producto de un sol que se desploma sobre mi cabeza. No está la aridez de mi garganta proporcionada a su razón, hay un exceso que no explican las condiciones ambientales. Un clima extremado gobierna mi voluntad; el frío glacial abarca toda la epidermis y me sofoca la sed del más extremo de los veranos.
Una gota se desliza del grifo inalcanzable, culebrea por un meandro ya hecho que aparece amarillento, y llega hasta el fondo corriendo hacia abajo, tomando la salida que dejé abierta al quitar el tapón con ruido hueco y no poco esfuerzo. Sin dominar una explicación satisfactoria, observo que al paso de mi dedo marcando un canal asciende el agua unos centímetros. Dedico un supremo esfuerzo a atraparla; inútil intento, aún queda un tramo final, un trecho mínimo imposible de reducir. Sólo son tres o cuatro centímetros, que para el efecto de neutralizar mi exigencia de líquido lo mismo podían ser palmos, pies o leguas. Me agito, miro al techo a la manera de los que recapacitan; no pienso, pero inicio el ademán, apunto una postura fingida como a veces hago en presencia de extraños. Doy una imagen de inteligencia clara, de magín despierto, desde el primer instante; pero que va, nunca he sido muy lúcida; de otro modo, a qué viene meterme en estos enredos.
Descubro a mi izquierda, asequible, la esponja de frotar la piel, y con gran batalla la tomo entre las yemas del pulgar y el índice; resbala, cae hasta el fondo, y se para junto al muslo blanquecino, corito, impúdico. La mano izquierda y la derecha colaboran, se pasan el objeto absorbente una a otra, y esta última, la más próxima, se acerca al hilillo líquido que es succionado por la masa suave en visible expansión, hinchándose de aire y de las escasas gotas que tanto necesito y deseo. Espero hasta el límite de mi impaciencia y, al final, la acerco a la boca y la estrujo. Noto sobre la lengua el tacto de las chispitas que llevan al paladar y a las encías un gusto extraño, a jabón en polvo disuelto, a suciedad epidérmica. Mi piel, tan aseada como parece, qué sabor salado guarda, qué impresión de desagrado ocasiona, qué indefinible efecto grosero. Sí, la sensación es acre, pero me libera de la angustia de estar abismada en la inmensidad de arena o de agua, me rescata del temor angustioso del condenado a la horca, del abandonado a su desgracia en un medio hostil.
Aquietada con una serenidad momentánea la sed, el más apremiante de los apetitos, llega a la memoria, aún sensible, el recuerdo de la señora Beremunda, mi madre. Años y años de cariño y dedicación se resumen en esta comparecencia. La veo mermada, dirigiéndose hacia mí, su hija predilecta, relevo en la tarea de la conversión del incrédulo, educada en la religión por ella para ese fin supremo. Me tiende la mano tímida, mirando a Baldomero, su señor, en busca de aquiescencia para la ayuda; atisbando luego, por el ángulo extremo del ojo, a Paly, segunda autoridad, intentando interpretar su mueca. Veo a ésta -hermana reacia a toda colaboración- negar con la cabeza, espantar el gesto bueno, propicio, con otro de desprecio. Observo a mi madre indecisa, pusilánime, irresoluta, quedar en cuclillas a la espera de la autorización expresa, clara, indubitable; y sufro por la mujer que ha sido cauce de nuestra vida, deseosa de ayudar y privada de la precisa determinación. Padezco más por ella que por mí misma; me angustia más el amparo no prestado que el socorro no recibido. Y en ese preciso instante caigo en la cuenta de un hecho excepcional; comprendo, con una clarividencia extraordinaria, que la imagen materna que se compone ante mí no es producto del azar, sino que viene a cuento de mi propia trayectoria. Jesús en la cuarta estación encuentra a su amantísima Madre, imposibilitada para impedir la Pasión decidida en instancias más altas, con los ojos llorosos y la mueca entristecida, hembra sensible y doliente, al fin y al cabo.
El frío nocturno va extendiéndose a brochazos toscos desde el horizonte por donde el sol se fue; cae sobre el tejado, invade la casa, una habitación tras otra, y se precipita encima de mi cuerpo desnudo como lo hace la nieve, copo a copo, sobre la tierra yerta. Es transparente la túnica que me cubre, hielo perpetuo de los glaciares más elevados. El inconfundible son de la fiesta pagana, descreída, disminuye. En cuanto se apaga el zumbido constante, se queda en estridencias aisladas que me atemorizan. La destemplanza de ahora trae latigazos de pavor; son gritos que proceden de la alegría engañosa, de una aflicción peor que la mía. Lo llaman diversión, y tiene de eso tan sólo una pátina somera; en cuanto se rasca da entrada a una tristeza flaca que viene acompañada de amargura sin color, tintada en blanco y negro. Se me desploma la cabeza a intervalos sobre el cuello y el mentón cae en el hueso duro, haciendo lecho de él, yacija incómoda.
A pasos quedos se aproxima el sueño benefactor –mínima mariposa intangible- me acaricia la frente con sus manos incorpóreas, cierra delicado mis párpados y, cuando ya inicia el sopor su labor beneficiosa, en tono brusco se abre la consciencia y el dolor penetra sin piedad en los ojos, en las sienes, en el cerebro sensible. La inquietud, nacida y asentada en mi espíritu, posicionada con estrategia, me impide por igual el pensamiento y el letargo. El tormento de acero y su efecto hiriente se hacen por momentos uno, conjunción dominadora e insoportable. Dejo en su mínimo término la atención debida al entumecimiento de las piernas, al picor de la cintura; hago a un lado a la sed y al frío, me quedo transpuesta, y cuando creo que han pasado horas desde que dormí, no han sido sino algunos minutos, pues la secuencia de ruidos así lo indica. La memoria recita, de forma espontánea: “Apenas llegué a Roma me sorprendió el recibimiento, pues fui castigado con el azote de una enfermedad corporal; me iba a los infiernos llevando conmigo todos los pecados cometidos contra Vos”. Viene al pensamiento, sin buscarlo, este párrafo de “Las Confesiones” de San Agustín, porque mi situación se aproxima a la suya; y si muero en este trance, sin contrición, estaría condenando toda mi eternidad, soñada de júbilo celeste, a la penitencia más penosa, la privación de la presencia divina: Ser y Estar. Me produce un pavor extraordinario el veredicto. Pues viene después de una vida esforzada en la salvación, pero imperfecta por su carácter humano. Trato de mostrar arrepentimiento, una contrición firme para todos los actos levantados contra el Creador y su Doctrina. Episodios nacidos en mi cabeza arrogante, capaz de concebir las peores ingratitudes: abofetear a quien me da la mano y su movimiento preciso, insultar a quien arregló mi lengua y mi voz sirviéndose de sor Dolores, la novicia buena, y de sus conocimientos, de Él emanados, inspirados por Él.
En ejercicio sugerido por el director espiritual, para evitar tentaciones; ocupo la mente en imaginar el Infierno, fantasía dolorosa que practico a menudo. Lo pienso bien surtido de aparatos de tortura, muy activo, incapaz de averías que disminuyan o pierdan la capacidad dañina. Sospecho calderas donde, el tiempo sin fin de la eternidad, se ocupa de cocer los cuerpos con sus almas, hogueras en las que se asan sin descanso los troncos, sus vísceras y los íntimos hálitos de vida. Aguijones de hierro al rojo vivo destinados a perforar a perpetuidad la carne y, simultáneamente, el espíritu. Veo cuchillas de filo cortante convirtiendo en picadillo las extremidades magras, el vientre huero, el pecho abrazado a su sentir y la cabeza poblada de pensamientos intangibles. Potros de tortura que contraen los huesos dentro de sus carnes hasta conseguir una masa informe; y luego, a continuación, o a un tiempo, los estiran hasta el desgarro inclemente, sin pausa, per saécula saeculórum.
Se resiste mi mente a concebir semejantes atrocidades, pero mi voluntad se esfuerza en pensar de ese modo los huesos, la carne y la sangre, inseparables del espíritu: principio, substancia, esencia de todo el movimiento, de todo pensar. Y los presiente molidos, amasados, bregados y al fin vueltos a su ser para comenzar de nuevo. Advierto que el temor al tormento físico coloca en mi corazón abatido un espanto insufrible, pero que representa una insignificancia al lado del miedo a su duración indefinida. Sumadas la viveza del tormento y su carencia de desgaste, minuto a minuto, a través de la eternidad entera, originan una angustia que me sobrecoge incapacitándome para el sosiego.
La estancia en el Cielo ha de acontecer en otro confín, allá donde no pueda resultar contaminada por elementos extraños. Según me lo figuro, es el Paraíso un prado de esponjosas nubes blancas cruzado por un arroyo fresco y rumoroso, corriente calma de flores, mariposas, y avecillas. Sus márgenes se diluyen en suaves oteros de música; melodía nacida de caramillos y arpas que tañen con singular maestría los ángeles. Percibo la imagen de la Gloria crecida dentro de un cuadro, acuarela de pinceladas tenues. Refleja la pintura una extraordinaria placidez, y entre sus motivos se inquietan de felicidad unos pececillos, resbaladizos e inasibles, que me saltan al regazo para mecerse en mi falda y arrullarse en mi cántico. Corderos y palomas hacen corro de danza a mi alrededor, mientras corceles y flamencos de estampa admirable pastan y picotean trocitos inacabables del maná, sabroso alimento carente de despojos. En la alegoría, exentos de padecimientos de ningún origen, las almas y los cuerpos cubiertos de túnicas blancas se deleitan en la esencia del Señor, Dios verdadero, representado por una luz que no deslumbra y un calor que no quema. Tan límpida luminaria da origen al prodigioso estado de beatitud que disfrutan, durante toda la indefinida perennidad, los fieles allí admitidos. Pasando a ser este punto, el de la persistencia, el más tranquilizador; puesto que no es posible perder ni durante un solo segundo la condición de que se goza, a lo largo del transcurrir inacabable de la eternidad.
Pamplinas sin fundamento son aquellas que explican a la envidia incrementando el pesar o el gozo. Bastará, dicen, que los que penan sin esperanza y los que disfrutan sin temor se vean los unos a los otros, para que la intensidad de su estado se incremente en todos ellos. Pero no; resulta terrible la distancia existente entre el premio y el castigo. Finalizado el postrero de los juicios nada intermedio existirá. Los que abrazaron el bien y los que estrujaron el mal, estarán situados tan distantes que nada sabrán unos de otros. Qué será de los tibios, me pregunto, de los que nadaron entre dos aguas. Y Jesucristo me da su respuesta divina: “Quien no está conmigo sin reservas, está contra mí sin reservas”. Esta frase memorable me hace dudar de la compasión divina, de su enorme amor al hombre, hecho a su imagen y semejanza. Al instante reacciono como picada por la víbora, y me digo: La justicia ha de estar por encima de la conmiseración; y Dios es, antes que nada, Justo. Dios es la Justicia.
Se entristece mi ánimo y mi voluntad determina tomar resuelta el camino del sacrificio abandonando la hipocresía y el recelo, losas enormes que amortiguan el ardor. De forma circular o elíptica percibo a lo eterno, a lo interminable; y en su superficie sin aristas coloco a la vida como en un sendero plagado de altibajos y dificultades, salpicado de piedras agudas y cardos punzantes, bordeado de espinas que sólo son elementos de una prueba larga, larga, larga. Superada la experiencia con mérito -fe, esperanza y caridad- se allana el camino alfombrado de una vegetación tanto más suave y olorosa cuanto más se acerca al Creador -Principio y Fin de todo- Mayestático, Providente y Uno con el Universo. Y los tibios, los falsos, los desconfiados; arrepentidos de la conducta que cosecha espigas sin grano, uvas en agraz, purgaremos nuestras culpas hasta el fin de los tiempos, momento crucial designado por el Señor para decidir si nos rechaza o nos acepta a su lado. Terrible expectativa.

Sensualidad reprimida

Cuando la esperanza iniciaba su retroceso en los empeños del padre: el rígido señor Baldomero, por igual anhelante y desconfiado; el nacimiento de los chicos rompió la sólida rutina y desveló, paso a paso, el futuro. Se interesó por ellos como no lo había hecho por las muchachas, y miró al frente con ojos cargados de disposiciones que ya daba por perdidas. Se hizo el propósito de ser ejemplo y cañada para quienes llegaban tras él necesitados de orientación, y se supo capaz de tal esfuerzo. No miró dentro de sí buscando grietas y fisuras, en su carácter áspero, en su corazón endurecido; fue en el exterior donde persiguió las referencias. Medrar en el trabajo había supuesto hasta entonces su empeño constante, porque la penumbra envolvente le permitía ver nítido el lugar de llegada, un punto luminoso en la lejanía. Pero los varones nacidos consiguieron, sin saberlo, que el progreso laboral se hiciera para el hombre llamarada surgida del mismísimo Sol, de su ígnea masa, de sus vaharadas radiantes e incandescentes.
Desde el abandono de la agricultura donde era su propio amo, pero carecía de servidores, un imán potente representó para el señor Baldomero el poder conseguido por mediación del cargo, en la empresa. Obedecía en los comienzos al modo de los sumisos, seducido por la voz de mando, por el ademán enérgico de quien daba las órdenes. Tras su nombramiento de capataz puso en práctica el proceder aprendido en la observación constante de los jefes que más le atrajeron, aquellos que no admitían disculpas a las faltas ni réplicas a la recriminación. Deseaba que entre el acto de expresar su deseo y la diligencia de los peones no tuviese el tiempo rendijas, que ambos puntos formaran parte de una misma línea recta muy breve. Poseía el mando un atractivo desmesurado, y llegó a obsesionarle con una fuerza tan nefasta, como la que lleva a las mariposas confundidas a inmolarse en la llama. Fue creciendo en empuje a pesar de que la energía menguaba, porque la corriente de hierro fundido que recorría sus venas le venía de más allá de los brazos fuertes, del otro lado del pecho intrépido; llegaba de una voluntad indómita cargada de razones egoístas que el tiempo había curtido. El paso de una a otra categoría se convirtió en inacabable carrera, tenaz persecución de horizontes sucesivos desde los que se dominaban nuevos valles cerrados por cuestas renovadas.
Donde muchos compañeros desistían llenos de hastío por lo estéril del intento, él seguía adelante con los ojos cerrados, y los ascensos le llegaron uno tras otro como peldaños de una escala interminable. Si buscaba a sus pies el abismo del que provenía, hallaba un barranco poblado por gente sin aspiraciones que giraba siguiendo órdenes imprecisas dictadas por él. Endureció el trato, exigió mayor esfuerzo y le resultó agradable que en los antiguos compañeros naciera la inquina. Papa o rey se juzgaba, y su palabra se hizo entonces la ley de los estados, el breve terminante de los pontífices. No fueron los hijos el desencadenante, todo lo más le dieron oportunidad de crecer en ambición. Con el pretexto de asegurar su bienestar se propuso ganar más dinero; y el sueldo y el poder venían de la mano.
De Encinas de Esgueva a Valladolid y, de allí, a Medina del Campo. Terminada la estancia en la industriosa población de tan nombrada historia, de tan afamadas ferias, efímera o sobrada según el juicio personal de cada uno, la señorita Salus y los suyos -en un viaje que iba siendo el discurrir de su vida- llegaron a la ciudad de Salamanca. El casco antiguo conquistó a la joven ya en sus primeros paseos: los monumentos y la vitalidad juvenil que mostraba, los estudiosos provenientes de todo el mundo que hablaban entre sí lenguas para ella ininteligibles. Ciudad de ciudades superpuestas: románica, gótica, plateresca y barroca; de unirlas a todas en una sola, seductora, se ocupaba la piedra dorada de Villamayor.
Ganaron un patio en la mudanza; no era el corral de los abuelos, pero abría puertas a la memoria, obligaba a añorarlo. La insignificancia de su espacio, aunque abrazaba la casa, lo hacía a tres metros de los muros, sirviéndose de paredes que un hombre mediano, alzándose de puntillas, sobrepasaba con la mirada. En él criaban un gato con vistas a enfrentarlo a los ratones llegado el momento. Lo había rescatado Salus de un secuestro que caminaba todo seguido hacia la muerte inmediata, pues un chaval de su edad arrastraba al felino sirviéndose de una cuerda anudada al pescuezo. Afeó la conducta al golfillo y, bien porque lograra ablandar su indiferente corazón, bien porque de pronto le aburriera maltratarlo, se lo cedió.
Anduvo el animal unos días algo cohibido, pero pasados éstos se amoldó al nuevo sitio tomando iniciativas. Era juguetón por joven, y siendo travieso no paraba de subir y bajar, de ir y venir; corría tras las lagartijas hasta atraparlas, al lado de las mariposas, delante de moscones y abejorros. Se daba maña para saltar al jardín de una vecina cultivadora de florecillas de temporada, violetas, prímulas, pensamientos, petunias. Escarbaba el gatito la tierra suelta con la intención higiénica de ocultar los excrementos allí depositados. Loable proceder estima cualquiera, mas la señora de al lado, que esperaba con el desarrollo de las plantas la floración de su edén particular, no era capaz de apreciar el aspecto social de tal conducta. A voces reiteradas explicaba al gato -intentando claramente que la dueña se aplicara el cuento- el sentido último de la tapia, protectora de dos propiedades bien diferenciadas. Salus, amable por naturaleza con los animales, pese al recelo que el mordisco de la víbora opuso a su deseo de convivencia, comprendía mejor el comportamiento del intruso que el de la invadida. Pensándolo, aún se ríe de la anécdota, al imaginarse a sí misma frente al animal, incapaz de hacerle comprender la cuestión importante del derecho a la propiedad exclusiva, al uso y al abuso que entre los humanos tiene tanto arraigo. A él con esas pamemas, a él, que consideraba el espacio abarcado por sus ojos usufructo de todos los seres que por allí apareciesen; a él, que veía en los alimentos satisfacción de quien tuviera hambre y los tomara. Del mismo modo conocía el felino que la tierra removida es idónea para ocultar detritus, que enterrados de esa manera dejan de oler y fertilizan; o que atendido el cuerpo en sus necesidades elementales lo demás ha de ser juego y retozos. ¡Oh!, si las personas aprendieran esos saberes y copiaran esos comportamientos, qué distinta sería la vida sobre la Tierra.
Crecen los infantes, ya reinan en segunda línea tras el padre. Soberanos son de un mundo de mujeres que aprenden desde muy niñas a servir, a facilitar la vida a los varones, nacidos de pie, bienaventurados. Ellos gozarán en toda época y lugar de un ramal más distendido. Se debe estar en casa a las nueve, a las diez acaban todos de cenar, media hora después queda la cocina recogida. Y seguido, muy seguido, las camas abren sus colchas estampadas, sus sábanas pulcras: la bajera, lisa; bordada la encimera; para recibir a los padres y a los hijos. Duermen en habitaciones de dos camas, separadas por un feble tabique; de modo que los cuchicheos forzados y los murmullos prohibidos, a menudo cruzados de señales indicadoras de peligro, se permiten de no alcanzar su intensidad los oídos paternos. En tal caso, se comentan quedamente los deseos insatisfechos, las pequeñas coincidencias de los afanes con la realidad, las expectativas prudentes. Hasta que Paly acusa a las que musitan palabras que no acierta a descifrar, y el padre impone la recta horizontal del silencio a tortazos.
No se puede leer más allá de cuatro páginas, porque la luz se apaga al cuarto de hora; y por si fuera poco, se trasmite la idea de que los libros son caros y su lectura, las más de las veces, resulta una pérdida de tiempo. Se permite hojear el “Norte” si se desea; existen números atrasados, faltos de noticias, fotos, opiniones, que el padre, primer lector, ha recortado por el interés o para impedir su conocimiento a las niñas. A la señorita Salus le agrada sumergirse en historias alejadas de la suya, pobladas de héroes majestuosos y arriesgados, de villanos grotescos y acomodaticios; en cuyas páginas, las doncellas, a punto de perder la honra, son salvadas por el joven amado, dueño de una indómita tenacidad. Para ella pocos modos hay tan placenteros de ir desde la tarde a la noche; y contados, que la satisfagan tanto. Amores profundos vecinos de pensamientos elevados y un subsuelo de tristeza y privaciones, no son exclusivos de los libros; contenidos tales, si bien más descarnados y ordinarios, los puede encontrar en el periódico cuando logra anticiparse al padre.
No es absoluta la rigidez del señor Baldomero en el asunto del horario, una hora se retrasa el programa nocturno en los días animados que anteceden a las fiestas; excepción tan estricta como la regla madre, pues ninguno de ellos despunta. La norma rige lo mismo en el Jueves Santo que en la Noche Vieja, cuando la gente recibe al año con los ojos bien abiertos, intentando adivinar si la cesta que trae al brazo viene cargada de esperanza. Completa, por compendiar a las anteriores, la última noche del ciclo anual, sabia al aprovechar las mañas tomadas de las otras, no se parece a ninguna. Ribera del trajín final y de la calma que se inicia, a caballo de dos años, esa noche disfrutan de una cena opípara. No se privan de nada: sopa de mariscos, merluza en salsa y lechazo muy tierno; cierran el desfile un postre de frutas y turrones, un vasito de sidra y las uvas. Una, dos, tres, cuatro, cinco; hasta doce golpes da el cuchillo en la botella de anís, manejado por el padre marcando la cadencia. Todos engullen las uvas a ese ritmo y, agotado el ritual, se van a la cama. Al rato, las bombillas se apagan siguiendo una inercia que transita carriles profundos; sin embargo, hay más tolerancia en los cuchicheos, tanta, que les encuentra despierto el reloj de la iglesia al dar, una hora más tarde, las doce campanadas auténticas, las que abren de verdad la puerta principal al año inexperto.
En esa época florida de Salamanca, la señorita Salus recibe clases en el Instituto. Geografía, Historia y Ciencias Naturales se convierten en terreno roturado donde entierra la semilla; porque en la realidad del presente, satisfactoria y sugestiva, ve un sólido anticipo del futuro imaginado. Sabe que la curiosidad es motor de progreso, y es curiosa de la naturaleza y de la marcha de la humanidad. Se acuerda de Agripina con frecuencia, echa de menos su tierno interior compasivo, la alegría mustia, los silencios taciturnos y la adhesión sin condiciones. Ninguna compañera se parece a su amiga, por eso no halla a nadie a su gusto. La quería, la quiere. Se escriben, no todos los días como habían prometido, pero sí dos veces por semana; hablan a hurtadillas por teléfono y no decrece la afición de la una por la otra. Desde luego, la voz de Salus ha cambiado y nadie encuentra su antiguo defecto, pues el esfuerzo corrigió los tonos más ásperos. Hace amistades con una facilidad que a ella misma sorprende, pero es recelosa y se queda casi siempre en el vestíbulo de la intimidad. Ha sufrido ímprobos tormentos llegados de fuera, originados por apariencias mentidas, buscadoras de chanza; para que ahora, a la primera, estime limpia y desinteresada cualquier aproximación.
Van pasando los años, y es ya una mocita muy espabilada, que a más de adelantar en los estudios secunda a su madre en la costura. Por el contrario, Paly, Sinda y Paz, cada una por un motivo diferente, son negadas para el corte de telas y la confección. Ellas, hermanas, hijas de los mismos padres, estimuladas por el ejemplo común, siguen los estudios sin llegar a nada y se ven forzadas a realizar las labores más duras del hogar.
Agripina, la dulce Agripina, la arisca; conserva aún el rostro desfigurado por el agua hirviente. Ocurrió la desgracia cuando ella contaba trece meses y aún gateaba. El contenido de una olla cayó desde la lumbre que atizaba una chica del pueblo, servidora en la casa. Agripina, la sensible, la huraña; con su amor propio, con su resentimiento, desde el colegio de Medina no se estuvo quieta. A Salus, su única amiga, le ha ido confiando durante estos años, inacabables pero acabados, paso por paso todos sus desvelos. Salió del colegio y marchó a Valladolid con la intención de licenciarse en Letras. Independiente, batida en el yunque, llena de energía; no le importó que allí le esperaran las burlas, porque eran las mismas de siempre, pero solapadas. A fuerza de ignorar las afrentas, y de mostrarse amable con todos, tardó cuatro meses en conquistar a los más refractarios. Cultivaba con denuedo su desenvoltura poética y narrativa, insistiendo una y otra vez en un aprendizaje que sospechaba sin fin. Seguía leyendo con fruición, y de los clásicos apenas le quedaba tarea pendiente. Tuvo la fortuna innecesaria de ganar algún concurso local, y fue convirtiéndose, sin búsqueda, en el centro de un corro como ella aficionado a la escritura. Y Salus que quiere a Agripina como no ha querido a nadie, cuando lee sus cartas se alegra y se entristece. En ocasiones, recita a solas un poema, que escribió su amiga para que lo aprendiera de memoria y lo llevara en el corazón:

Cuando hablo de amistad
hablo de intimidad.
Y cuando hablo de mi intimidad,
de esa intimidad
que sólo tú conoces,
incorruptible;
me refiero al núcleo:
lo que en la Tierra es níquel y hierro
en su mayor parte,
pero también oxígeno y azufre.

Y todo ello a 6700 grados
de temperatura constante.

Pero, ¿cómo entraste?,
¿cómo resististe ahí?
en ese interior ardiente
donde vive la niña amurallada
sin postigo ni lucernario.

Esa niña que te explicaba
de pe a pa todos sus secretos
aclaratorios de la personalidad
que querías comprender.

Esa niña es el infante
que nos lleva de la mano por la vida.
Y en mí está secuestrada
preservada por la mujer adulta,
para que nadie más le haga daño,
porque mucho sufrió
del daño recibido.

Sólo tú conoces a esa niña.
Sólo a ti
esa niña ha contado lo suyo
cuando entraste a preguntar
movida por una amistad
también
incorruptible.

Por aquel tiempo del poema, debió de suceder lo de su viaje a pie por la Ruta Jacobea. Salus y Agripina, solas porque a nadie más necesitaban, se tomaron todo un mes, el de agosto de un año Santo, para hacer el recorrido. Estaban ya cada una en lo suyo, pero seguían manteniendo en común una ternura que iba más allá de los recuerdos. No era sólo que hubieran compartido un antiguo dolor, transformado por el tiempo en tristeza, origen de la actual melancolía; existían en ellas unos resortes secretos que lo actualizaban todo, activados por sí mismos cuando estaban juntas
Se acortaban los días de manera imperceptible tomados de dos en dos, uno de ellos y el consecutivo; pero comparados con los de final de junio, se les notaba encogerse. Comenzaron en el lugar en que el Camino penetra en la provincia de Palencia, en Boadilla del Camino, y lo hicieron sin prisa. Algo de piedad había, sin duda, en su gesto, pues eran caritativas y estaban dispuestas a compartir espacio con algún leproso cubierto de pústulas que buscara el milagro de su curación. Sí, algo de piedad había en su intento, pero era el deseo de estar juntas el que primaba.
Hablaban caminando y, sentadas a la sombra de algún chopo, cansadas como perros, seguían una charla sin fin cuyo verbo nacía deseoso de originar el eco vecino. Bebieron agua de bruces en los manantiales, y en botijos que los atareados labradores les entregaban. Comieron sopas de ajo con ellos y caldo de convento en los hospitales de acogida. Durmieron tendidas encima de las esteras que ellas mismas portaban, sobre el duro suelo del interior de los albergues o bajo el cielo raso, según se terciara. Caminaban a intervalos irregulares deteniéndose ante cualquier paisaje, objeto, edificio o persona que despertara su interés. En las noches pasadas a la intemperie cálida, Agripina observaba las estrellas extasiándose ante tanta grandiosidad y belleza; y Salus guardaba silencio para no romper el encanto. No se aburrieron ni un solo instante; de manera que al llegar al Monte do Gozo las tomó una pena enorme: vislumbraban Santiago, fin del recorrido. Consiguieron la ansiada Compostela, y cada una escribió en el dorso de la suya una reflexión sobre el viaje, para luego entregarla a la otra.
Subida a la atalaya de la edad provecta, distingue la señorita Salus su juventud como en un sueño nuboso, perforado en dos ocasiones por los rayos del sol. Algún día hubo de cumplir los dieciocho, pero como las lluvias han sido tan copiosas desde entonces, no dejaron rastro y las remembranzas se han debilitado. Los diecinueve sí que los recuerda, y los catorce terribles, pero no los dieciocho. Se aferra a los diecinueve su memoria, porque los cumplió aquel año triste que dicen las gentes, con pesar, el treinta y seis; poniendo en la voz un deje de amargura y pesimismo. Le queda de aquel tiempo un vacío que engulle la memoria de los alrededores, donde han de estar por fuerza mezclados los insubstanciales dieciocho, que son paradigma de gracia y juventud en las chicas.
A punto de alcanzar los catorce, que le salen al encuentro en Salamanca, descubre dentro de la habitación compartida -al pie de las camas: la suya y la que acomoda a su hermana Paz- un espejo que por aquel entonces se hizo del todo compañero. En la alcoba luminosa asomada al patio de la casa, formando unidad con un armario de madera del que era puerta pesada y crujiente como en cuento de miedo, estaba el vidrio de espalda bañada en azogue. Inquiría ella, con insistencia, sobre el grado de la hermosura recién albergada en su cuerpo; alcanzando por toda respuesta, reflejada, la imagen florecida de una joven grácil que, vanidosa, ensayaba combinaciones de vestidos y chaquetas, peinados de uno u otro modo, las blusas y las faldas que van bien a los zapatos nuevos, al bolso, al broche o a la diadema. Libertades se tomaba con su atuendo, valentías, desnudeces que el reflejo devolvía osadas, caricias que eran plumas en la piel abierta al roce suave. Ahí concluía el atreverse, ahí acababan las iniciativas coquetas; hasta allí iba la lisonja dirigida al Creador por la obra satisfecha de sí misma. Allí se detenía, ante un río caudaloso e indomable; allí hacía un alto forzado, porque un poco más adentro, un poco más profundo, la corriente discurría avasalladora y aleteaba el pecado como un pez de voracidad sospechada.
Hasta mucho después no fue consciente de la marcha de su inocencia de niña a algún lugar alejado. Sucedió de pronto, al observar inquieta que la confesión de sus pecados ya no era la misma retahíla de nimiedades, sabida de memoria desde la primera comunión. Elementos nuevos se agregaban remisos; era necesario repasar los actos más escondidos, los pensamientos disimulados; debía anotar las mínimas cesiones, las debilidades consentidas con reiteración. Comenzó la tortura representada por la búsqueda del progreso, por el perfeccionamiento de su proceder. La explosión de los catorce está grabada con estrías permanentes en el recuerdo, y su tío Dimas, nueve años mayor que ella, aparece ahondando las muescas, subido al encanto de sus ojos negros y el bigote poblado. En el joven pariente encarnó el amor que revoloteaba etéreo alrededor de su cabeza alocada, confundiendo los razonamientos, mudando el color de las mañanas, ocultando las nubes, poniendo en las flores un carmín muy vivo, un ocre arrebatador y un verde dispuesto a arrastrar tras sí a la naturaleza entera. Veía músicas cuando la sonrisa de él se abría en la mañana; oía paisajes fantásticos, valles y montañas si pronunciaba su nombre con mimo. Chiquilladas eran, primicias, que hubiera superado sin ayuda; ilusiones listas para ser trasladadas a otro sujeto más adecuado, pues sabía de sobra que el parentesco anula las iniciativas.
Paz iba adquiriendo el rostro que tuvo su madre de joven, pero ¿quién se acordaba de los rasgos maternos sin retratos que los hubieran fijado a la época? El mismo gesto gastado, la misma mirada dolida. Paz, niña o moza, daba limosna y ayudaba en casa a quien lo necesitara; de continuo se encontraba dispuesta a ser de los otros, a dar, a perjudicarse si de eso se derivaba algún provecho, conociera o no al favorecido, le fuera o no devoto. No tenía muchas luces, es la verdad; lo dijo la maestra de primaria y lo sabían en casa y en el barrio; Paz lo aceptaba con resignación, sin intentar nada, sin perseguir ningún bien para sí misma. En el fondo, su propia limitación le resultaba un alivio, pues nadie tenía derecho a pedirle cabriolas ni juegos malabares, y nadie lo hacía.
Paz era, de hecho, el único nombre que el señor Baldomero puso con cuidado, presuponiendo la conducta posterior de la recién nacida. No lloraba en las noches y, más adelante, esperaba la llegada regular del biberón succionando la chupeta, agitando el sonajero o ensayando gorjeos prematuros. De modo que el padre no la tasó alto por apocada, porque el rincón era siempre su sitio, la fila de atrás o lo oscuro. Paz se confiaba a Salus, le refería su pesar por los vagabundos que duermen al sereno, por los niños que trabajan, piden o roban; por los jóvenes demacrados y sin horizonte, por las mujeres rotas que en las calles malas fingen sonrisas.
Cuenta de Paz una historia la señorita Salus, que lo es a la vez de sí misma. Un día de agosto, en el séptimo y último año de estancia en Salamanca, le dice Paz como quien confiesa un tormento sufrido en secreto, que a sus escasos veinte abriles desea ser monja, ir a misiones para dar la poca energía que tiene. Es una decisión meditada en profundo, y si el padre se opone, le dirá, enérgica y respetuosa, que ante Dios su autoridad no es nada; que, por encima del derecho de los padres a torcer la voluntad caprichosa de los hijos, se sitúa el derecho de los hijos a seguir su destino. En Burgos tenía su asiento una orden religiosa que enviaba hermanas al África, a la lejana América, al Asia extraña. Se las arreglan Paz y Salus para iniciar el camino sin que el padre sospeche; ponen por pantalla a una amiga y, en sigilo, toman un tren económico en la noche del sábado. Emprendieron una senda que, en cierto modo, llevaba al pasado; guiándolas la memoria en el retroceso evidente. De Salamanca hasta Medina del Campo hablaron poco y pensaron mucho, de forma que se les hizo llevadero el camino. No sospechaban que en Medina iban a hacer una larga parada, y aprovecharon ese tiempo muerto para razonar lo suyo asomadas a una ventana sin paisaje, abierta a una tapia renegrida. En el trecho que va de Medina a Valladolid, las ruedas giraban despacio porque estaba en obras la vía; al parecer andaban mudando las traviesas consumidas por los tizones del carbón arrojado. En Valladolid estuvieron una hora esperando a otro tren que traía demora; sólo alcanzaron a ver unas luces mortecinas que podían ser de cualquier calle menos de la suya. Pero fueron de su barrio, de su misma esquina, del piso donde la felicidad debió de quedarse olvidada. Recordaron lo imaginado mil veces, y poniéndose de acuerdo hasta en los detalles, inventaron día por día los años allí disfrutados. De Valladolid a Venta de Baños el viaje duró un suspiro. Mucho más se prolongó la espera en la bifurcación; tanto, que descubrieron la ciudad de Burgos al claror de la amanecida.
Habían cruzado cien pueblos poco más o menos, y en cada uno de ellos vieron bajar soldados. Alguna vez el tren se detuvo en el campo raso, donde las sombras toman figura de animales temibles, de personas siniestras. Al viajar en esas condiciones, superado el sueño por las inquietudes, se oyen pláticas ajenas, que son las propias calladas. De pie, en el largo pasillo, acodadas ambas sobre el marco de la ventanilla, Salus explica a Paz que el país entero es tierra de misiones; la ciudad, con sus desigualdades, es terreno propicio a la entrega; la casa, tal como ambas la conocen, es territorio que requiere, imprescindibles, sus fuerzas. Le suplica compasión fraterna porque no quiere desprenderse de su compañía: la necesita más que nadie y una y otra vez le implora que no la abandone. Salus sabe tocar la fibra sensible del corazón afectivo, y Paz se rinde a la evidencia; es irreemplazable, en su propia familia hace falta. No salen de la estación, se quedan sin ver la catedral, la Cartuja o las Huelgas como tenían previsto. Toman un tren de regreso, más rápido y de precio más alto, y están en casa para la comida sin que el padre se muestre ofendido. Han gastado los ahorros nacidos de sisas y recompensas, que guardaban para hacerse, la una a la otra, un regalo. Y ya se lo han hecho.
Sinda vivía en el tejado de la torre señalando el origen del viento, como una veleta. Estaba con las menores, pero en cuanto se descuidaban ya era de Paly. A Sinda le interesaba el bullicio, la fiesta, el lucimiento, la holganza, los vestidos nuevos. Príncipes y princesas compartían con ella su carroza camino de la recepción real, su jauría de perros en la jornada venatoria. Por entonces descubrió a los chicos y puso el afán en gustarlos; no a uno o a otro en concreto, a todos. La cabeza de Sinda era una verbena, y ni Paz la recuperaba con sus reflexiones; los consejos apenas servían de arreglo. Paly no estaba para ella, para nadie estaba, claro; pero a Sinda le soltaba unos sopapos soberbios cuando la mayor se sentía infeliz. Callaba Sinda, se sorbía las lágrimas al llegar a la altura de los labios, y como un perrillo se dejaba acariciar por las otras, que permanecían al lado esperando el momento.
Para un observador atento, la rígida estructura familiar presenta indicios flexibles. Las esquinas se doblan como si pertenecieran a las páginas rayadas de los cuadernos, el tejado se alza para permitir que se airee la vivienda. Buscan los mozos escapatorias con resultado positivo, ya que la calle los tolera más y el padre consiente lo que en las hermanas corrige. Pasan los días iguales desgranándose uno tras otro del enorme racimo, dando la sensación de que no restan a un total muy amplio. Monotonía. Y al llegar la edad conveniente y convenida, salen de paseo, forman cuadrilla de amigos y nunca les falta un duro en la cartera; eso sí, para hacer alarde, sin gastarlo. Ocurre que el padre va perdiendo fuerza: su intrínseca energía, el proverbial rigor; o que la tolerancia puesta ante el caminar de los hijos es una indulgencia tendida a sí mismo, hombre igual que ellos de cualquier modo. De ser esto último como parece desprenderse del minucioso análisis -ya que el carácter del señor Baldomero resulta inmutable- acaso se base su conformidad con los hechos, padres de la discriminación que relega a las hijas, en la creencia extendida de que los muchachos, por su naturaleza, están expuestos a menor peligro. Las hijas así lo creen, desde luego; y la madre comparte el convencimiento. No albergan, por ello, la esperanza de que el desahogo las alcance.

Los demandados y sus modos arteros

CUARTO. La única conclusión que esta parte alcanza a la vista de los sucesos expuestos, es que, los Pérez González, desde el inicio de su relación con Mapálica, una anciana enferma que precisaba cuidados constantes, se comportaron con una afectividad inusual y falsa. Sirviéndose de tan ladino medio se granjearon, primeramente, la confianza y agradecimiento y, más tarde, la sincera amistad de la desvalida. Perseguían el lucro material -así lo desvelan los hechos resultantes- y con esa conducta fingida llevaron a la voluntad de Mapálica suficiente engaño para que, apoyándose en una relación intensa en apariencia, en muy poco tiempo dispusiera el patrimonio a favor de ellos.
Alcanzaron los demandados su objetivo, ya que Mapálica realizó actos de disposición sobre su patrimonio, que les ha permitido acceder a la totalidad de los bienes por dos vías distintas:
1. Por una parte, Mapálica, a sus 83 años de edad, y siendo ya propietaria de la vivienda que habitaba, invirtió doce millones de pesetas en la compra de una casa sita en Madrid, calle del Desengaño, de la cual se reservó para ella el usufructo vitalicio, y madre e hijo, se adjudicaron la nuda propiedad.
Habiendo fallecido Mapálica el 25 de julio de 1.993, los Pérez González solicitaron el 2 de agosto de 1.993 (ocho días después), al Registrador de la Propiedad de Madrid, la cancelación y extinción del usufructo de dicha adquisición, aportando los documentos precisos, que les probaban como únicos propietarios.
2.. Por otra parte, Mapálica otorgó dos testamentos en un intervalo de 24 días de marzo de 1993, nombrando, en el último de ellos, herederos a los demandados, en contra de la voluntad que había venido manifestando en los testamentos otorgados antes de 1.993.
Queremos resaltar que el desplazamiento del patrimonio de Mapálica en favor de los Pérez González, se llevó a cabo en cuestión de poco más de dos meses, ya que ésta los conoció a primeros del año 1.993, en marzo otorgó los testamentos que estamos impugnando, y a mediados de mayo se adquiere la vivienda de la calle Desengaño, con el dinero de Mapálica.

El pasado llega en ayuda del presente

¿Por qué estás triste alma mía, y por qué me entristeces? Tú recibes la luz del Señor que ilumina mis pasos. Aguanta firme hasta que se vaya la noche oscura, territorio de los malvados. Resiste y facilita mi aguante, alma mía, obra directa de Dios. Sonríe, ríe, hazme reír. Dios mío, ¿dónde estás? Quiero descargar en ti mi alma de pesares, quiero desahogarme de esta tristeza pesada que me asedia. Algo parecido leí a San Agustín, y lo repito para recibir consuelo. Alma mía, creada inmortal para recibir sin límite de tiempo el premio o el castigo que merezca, descansa en el Señor y tranquiliza mi ánimo.
Propicia mi mente la llegada de pensamientos piadosos, de los de médula religiosa y verdadera trascendencia. Doy vuelta a los consejos de mi director espiritual, los que me ayudan a evitar al maligno en la flaqueza, y a vencerlo en períodos de serenidad. Si soy prudente, humilde y perseverante, ganaré la batalla contra el ángel rebelde, precipitado por su soberbia a un abismo; al que, por todos los medios, trata de arrastrarme. En la carne, más aún que en el espíritu, estuvo mi debilidad; Aunque en los dos tuve algún punto débil. De ellos debí cuidarme más, me digo a mí misma. Creo haber dormido aprovechando que la bombilla se cegó, esta vez de manera definitiva. Quizá se haya fundido su filamento cansado de tanta incandescencia, fatigado al emitir en vano un fulgor sin descanso. Ha debido de durar mi letargo un buen trecho de noche porque, sin luz eléctrica, veo más preciso el avance del día. Ha de ser el domingo quien viene, el día del Señor, y si Él no lo remedia me veré privada del consuelo de la Santa Misa.
Rechaza San Agustín por vacías y engañosas las predicciones de los adivinos. Y yo, no hace tanto, siguiendo las indicaciones de la vecina de abajo, llamé a esos teléfonos tan caros, para saber lo que sólo Dios sabe. Me costó decidirme y lo intenté varias noches, pues de día no me hubiera atrevido. Quería conocer si mis hermanas estaban ya en la Gloria, y si iba yo a reunirme con ellas algún día. También pregunté la fecha de ese día. Recibí una respuesta positiva a cada pregunta, y una fecha que me aseguraba la vida hasta casi los cien años. Sé que trataban de complacerme, y en ese momento me complacieron.
Las anginas acumulan el frío que les llega por cauces que sólo los enfermos conocemos. Sube desde la espalda desnuda, desde las posaderas, desde los carámbanos en que se han convertido mis pies. Expuesta a las corrientes e inmóvil como me encuentro, incrustada en la bañera al igual que el corcho en la botella, poco puedo hacer por abrigarme. Siento punzadas finas al tragar las gotas que la esponja me cede. A la garganta doliente, mi talón de Aquiles desde pequeñita, se habrá sumado el pecho, porque me sacuden espasmos de una tos agarrada a los bronquios, a los pulmones; y respiro con dificultad creciente.
¡Señor, os ofrezco este sacrificio y, si preciso fuera, mi vida! Aceptadlos, pues deseo dar utilidad a mi dolor. Lo añado a los padecimientos de los enfermos sin cura, que esperan la muerte en cualquier lecho: duras tablas o colchones mullidos. Sirvan juntos para mitigar el padecer de los desheredados, de aquellos que sufren hambre y sed de justicia diseminados por todo el mundo; niños de la calle faltos de familia y escuela, esclavos en los campos de café o impulsados a la delincuencia y al robo; carne sometida por los inmorales a su disfrute desequilibrado.
Sirvan mis males contra las batallas, que como caballos de ajedrez saltan de un lugar a otro del globo, llevando el odio entre hermanos, enfrentándolos sin motivos de fuste, más allá de las banderas diferentes o las distintas creencias; dinero que quiere acumular más dinero. Quiero contribuir a su alivio porque so pena de tormento o corriendo a la busca de un bien ficticio, en los conflictos armados que asolan regiones enteras, los débiles ponen los brazos y la vida al servicio de los perversos; quienes, deseando la guerra porque anula las reglas sociales, la provocan, aprovechándola luego para medrar más aprisa.
En mis lecturas y relecturas de los Evangelios, encontré pasajes en los que Jesús actúa o dice, como si sus hechos o palabras tuvieran el fin inmediato de cumplir las predicciones de los profetas. No es que eso disminuya mi fe en el Maestro como Mesías, pues según me explicó el director espiritual, esa misión de libertador, rey descendiente del Rey David, que los profetas prometieron al pueblo hebreo; no resta una pizca a la misión de Mesías cristiano, hijo de Dios y redentor, enviado por el Padre para salvar a la humanidad del pecado, y darnos ejemplo de vida. Vino a servir, no a ser servido; vino a enfrentar no a armonizar. Así que mi duda es natural y lógica; y es la duda la que me hace pensar y creer con fundamento. Así me lo explicó el confesor, y así lo creo.
Aquí, en este destierro donde Dios me ha puesto para probarme: bañera de acero esmaltado que ya es mi prolongación; indigna yo de Él, voy perdiendo toda esperanza, como quien entra en cualquiera de los nueve círculos del Infierno, privado de escapatoria. Puede que la cavidad que habito en contra de mis deseos, sea el lugar de mi purgatorio particular y, en ese mismo sentido, deba permanecer en él un largo período, en consonancia con la cuantía de mis faltas. Es posible que haya muerto y lo ignore, pues el tiempo se desliza despacio, reptil precavido.
Si es verdad que un médico anónimo, de los que estampan una firma ilegible al pie del certificado, me reconoció cadáver, y algunos vecinos me dieron sepultura, lo siento en verdad. Esperaba terminar mis pleitos con ventaja y que los jueces me dieran la razón, poniendo a la justicia del lado de mis hermanas, confusas e indefensas. Hubiera querido darme cuenta, y observar el comportamiento de los conocidos en el velatorio, advertir si hubo o no lágrimas de pesar verdadero, para ordenar una nueva lista de amistades, más cercana a la realidad de la estima. Tenía ya dispuesta, desde hace tiempo, la ropa de cama y la mortaja que habría de ser mi último vestido; me habrán colocado cualquier cosa por estar más a mano y pareceré un espantajo. Pensaba dejar recogida la casa y los asuntos de mi herencia ordenados, y todo habrá quedado manga por hombro, ¡cómo si lo viera!
Me llegan indicios que, por su abundancia, descubren errada la sospecha de haber fallecido. Estoy viva y bien viva, de modo que queda en un mero aviso, en una advertencia, lo que durante un rato presentaba visos de realidad. Debo aprovechar este corto lapso complementario que se me concede, y reaccionar con presteza sin dar tiempo al tiempo por si no está de mi parte. Aunque atravieso un período de ánimo débil, no estando segura de ser rescatada, debo examinar mi conciencia y procurar la contrición. Soy egoísta en cuanto me descuido. Noto que habita mi interior una tendencia espontánea a aprovechar los acontecimientos en beneficio propio, y debo oponerme con toda la energía de que he sido dotada. No estoy sola en el mundo, formo con los demás una unión que vale la suma de lo que cada uno entrega, porque de ese cúmulo los necesitados toman lo preciso. He sido avara de bienes terrenales, de méritos del espíritu; busqué para mí la abundancia, y si incluí a los míos entre los beneficiarios: Sinda, Paz, mis hermanos, mi madre, mi abuelo, el resto del mundo me fue indiferente.
Acumulo y conservo más bienes de los necesarios, y no doy cuanto poseo a los pobres para seguir a Cristo. Despilfarro el agua del grifo, la energía eléctrica, arrojo a la basura restos de comida que podrían alimentar a los pobres con los que me cruzo a diario. Recelo de todo y de todos; la desconfianza sigue siendo mi mayor suplicio. Piedras, plantas y animales; y no digamos las personas; me cercan amenazadoras, dispuestas a lanzarse sobre mí, a hacerme daño, a arrebatarme lo conseguido. Es pecado grave suponer taimados a todos los que vienen con intención de ayuda. ¡Señor, cuánto sufrirán mi prevención exagerada!
Un terreno firme me falta, una base donde fijar mis pies con seguridad, sin temor al hundimiento. Necesito cimientos que me mantengan erguida sobre el duro suelo. Disimulo mis defectos, aparento ser mejor de lo que soy, finjo tener una conciencia más proclive a la alarma, a la inquietud por la conducta torcida, por las obras contrarias a la creación, por los actos enfrentados al Hacedor Divino. Soy religiosa, pero ni punto de comparación con la ferviente apariencia mostrada. La vanidad nubla mi cielo, enturbia mi manantial, oscurece mis amanecidas, mancha mi figura. ¡Ah!, la envidia: la infantil pelusa; los amorosos celos: enfermedad sí, pero también pecado; compañera ha sido inseparable. Si es cierto que dominé la lujuria, ocurrió porque la naturaleza lo dicta, más consentí cuando la sangre corría por mis venas como potro salvaje, desperdiciando ejemplos como los de Santa Eulalia, Santa Inés, o Santa María Goretti, quienes lo dieron todo, la vida inclusive, por la pureza y la castidad. Hice promesa de virginidad al Altísimo si fijaba una voz de ángel a mis gruñidos de perro. Escuchada por Dios, nada hice de más si soporté un cuerpo acuciado por las necesidades.
Advierto la turbación de mis pensamientos; necesito descansar y la inquietud me lo impide, preciso ejercicio y soy incapaz de moverme. Me ayudarían las treinta flexiones de rodillas de cada mañana, el movimiento acompasado de brazos y piernas, la respiración completa que llena del todo los pulmones y poco a poco los vacía. Sufro lo indecible y desfallezco; no logro mantener la calma precisa para llevar a buen puerto el examen de conciencia. Interrumpo la búsqueda atropellada de faltas, tratando de seguir el método que recomienda mi confesor.
A través del tortuoso hilo telefónico, con repiqueteo incansable, una nueva llamada me sobresalta como picadura de avispa o de escorpión. Recibo otra expectativa de socorro cuando ya, ensimismada en mis recuerdos, he olvidado donde me hallo, carro atestado en la pecina, cuerpo aventurero sumergido en un hoyo repleto de arenas movedizas. Oigo la llamada como quien oye llover, pues me sé incapaz de levantar el auricular. Sostenida por muestras sobradas me pienso otra vez en el Purgatorio, muerta y bien muerta, situada en este ataúd de pena y castigo. Conozco por creencia firme que no se goza o se pena en común, que a cada uno, en función de las circunstancias personales, le amenaza el castigo o le sonríe la beatitud en una dimensión propia de su vida terrena. Ansiando comprobar la veracidad de la hipótesis, movida por el repicar repetido, ensayo un movimiento que se queda en simple intento sin resultado práctico, pues mis músculos revelan cierta dejadez a la hora de obedecer los envites cerebrales. El desasosiego me envuelve; penetra por los resquicios, naciente y poniente, norte y sur; invade la estancia como riada imparable, eleva el nivel hasta inundar mi cuello, la barbilla, los labios, los huecos de la nariz y los ojos. Me ahoga, me ciega, y lo de menos es que suene el teléfono y no pueda atenderlo para pedir socorro; sin duda estoy penando, cien horas han de haber pasado desde que caí de espaldas y ya nadie puede volver atrás lo ocurrido.
La parroquia habrá estado completa de fieles: niños con sus padres, jóvenes y personas mayores, más el grupo de ancianos a los que conozco bien. La mayoría cumpliendo el precepto, y algunos sobrecogidos de fervor. Habiendo comulgado y, con la paz recibida en un abrazo, volverían satisfechos, cargados de armonía, a su tarea correspondiente. La televisión, como es costumbre, difundiría la misa para los enfermos, para los impedidos que tienen esperanza y fe. Yo, miserable de mí, me he visto privada de ambas, con la circunstancia agravante de que me acucia una necesidad inacabable de consuelo. Sin embargo, de sobra conozco, o creo conocer, cómo se habrán desarrollado las dos ceremonias.
Imagino una basílica remota cargada de tradición, una de esas románicas que a mí tanto me gustan, sencilla y recia, antiquísima. Entre las paredes de piedra y el techo de arcos robustos, oigo a un sacerdote de prestigio recitar un sermón de los que admiro: a medias reproche y halago para los fieles; subida y descenso, nudo enroscado y desenlace abierto. Mi mente repite silenciosa las palabras oídas al predicador, vocalizando con claridad inequívoca cada frase. Desarrollo la reflexión constante del contenido, dando gracias a la Providencia divina por consentir el milagro de que mi garganta suavizara el vibrar de sus cuerdas. Feligreses vestidos de fiesta, en consonancia con el lugar que visitan, la Casa del Padre, siguen atentos los pasos contados que han de darse poniendo intención en los gestos. Los cantos del coro, comedidos; cada nota en su punto de altura, cada inflexión en su momento adecuado, todas las voces conscientes de lo necesario que es buscar el conjunto.
En la parroquia la ceremonia resulta diferente, menos preparada, más natural, más ingenua. Las paredes pintadas de blanco parecen desnudas, pues por toda imagen se ve un crucifijo situado donde habría de hallarse el altar mayor; ¡qué digo un crucifijo!, trátase tan sólo de una cruz a la que le falta el Cristo. El cura nuevo concluye el Sacrificio en media hora, como si fuera una tarea penosa que debe terminar cuanto antes; sin dar tregua a las almas necesitadas de mucha meditación y algún reposo. Unos jóvenes optimistas y divertidos, acompañándose de guitarras, cantan canciones profanas disminuyendo el fervor a los que ya somos viejos. Cualquiera habrá ocupado mi lugar en el centro del primer banco, y mis cinco duros ayudan muy poco; por esa calleja no siento pesar, ni por la del obligado cumplimiento del rito. Mas no he recibido la Sagrada Forma, y siento en el alma el hueco que ella me llena.
Hablo de comulgar, de recibir la Sangre y el Cuerpo de Cristo en la Hostia Sagrada. Milagro diario de la transustanciación, miles y miles de veces repetido como lo más normal y corriente. A veces lo pienso, en esos instantes de recogimiento, arrodillada en el banco. Lo pienso y se inquieta mi interior. No es solo ver al Redentor, hecho de por sí inimaginable. No es entablar con Él una charla sobre su vida de niño a cargo de San José y de la Virgen María. No, es alimentar mi organismo impuro, mi alma de pecadora, por un instante purificados y en gracia. Es tener en la boca y bajar por el esófago las células, los tendones, los nervios, los fluidos internos del Hijo de Dios, segunda persona de la Santísima Trinidad.
Sí, eso es comulgar. Y estar en gracia es estar a bien con una misma y con los demás, con todos los demás; no tener resentimiento alguno en vigor. Lo dice Jesús: Si vas a presentar una ofrenda y recuerdas que tu hermano tiene algo contra ti, deja la ofrenda ante el altar, reconcíliate con tu hermano, vuelve y entrega la ofrenda. Muéstrate conciliador con tu adversario. Y yo, que sigo detestando a quienes abusaron de mis hermanas, comulgo todos los domingos. No voy a tener más remedio que revisar esa cuestión tan peliaguda.
Del patio interior llegan los aromas de un sabroso estofado, punzando el estómago en el punto exacto donde siento un ligero vacío; mas aún soy capaz de soportarlo sin poner gran empeño. Me preocupa que pueda estropearse la pescadilla que saqué de la nevera para descongelarla. Las manzanas reinetas que como ralladas o en compota, ya están en las últimas; tendré que decir a la vecina que vaya al mercado. De paso, que traiga papel higiénico y sal; pues del primero quedan dos rollos, y de la segunda una pizca pegada al cristal del salero.
De mi voluntad se apodera un deseo insufrible de elevar un grito, un ansia inaguantable de sostenerlo en el aire hasta ser oída. No me refiero a un gorjeo armónico, ni a un melodioso cantar, no; hablo de un grito primitivo y salvaje. Sé que puedo hacerlo, pero algo me frena; la prudencia o la discreción me detienen y, no obstante, mi garganta podría lograrlo. Creo haberlo dicho, fue la hermana Dolores, aún novicia, quien lo hizo posible; y el ansia de rugidos se somete a su recuerdo al instante. “Dios no es sordo y conoce de sobra tu lamentable posición”: me imagino oírla advertirme bajito. Resulta que yo no sabía respirar; ella lo dijo. Apenas tomaban aire mis pulmones; insuficiente volumen para prolongar el temblor de las cuerdas. Se agitaba el pecho y el vientre permanecía inmóvil. Debía inflar el abdomen al máximo con aire tomado a través de la nariz, retenerlo todo lo posible y, más tarde, proceder a la paulatina expulsión por la boca apenas abierta.
Me enseñó a utilizar el aire en el habla, repitiendo en voz alta las vocales y después sílabas y palabras completas; prolongando al máximo la permanencia del aire en los pulmones antes de su fuga. No sé que hubiera sido de mí sin ella, no sé que hubiera sido de Agripina sin su asistencia. Dos pajarillos, Agripina y yo, débiles y asustados, permaneceríamos aún en el nido sin alzar el vuelo. La ayuda y el ánimo de la novicia enérgica nos hizo elevarnos, nos puso a la altura de las enemigas y desde entonces guardaron silencio o firmaron la paz con nosotras.

Las ilusiones crecen entre escombros

Cuando la situación se iba encarrilando en Salamanca para la familia, y los proyectos tenían visos de hacerse realidad, la orden de traslado del padre resultó un mazazo fuerte que removió los cimientos sobre los que asentaban el futuro. Al señor Baldomero, que tras varios ascensos ya era jefe de zona con una paga razonable, los que deciden asuntos de otros le promovieron a un puesto vacante en Madrid, donde la vida resultaba más cara. No supone aumento de sueldo el traslado, le dicen, pero la plaza gana en trascendencia. A esas alturas no consiguen engañarle; sabe a ciencia cierta que habrán de acomodar la economía de la casa a las necesidades nuevas. El cambio parece un castigo, y si nos atenemos a los resultados, en efecto, lo es. Las discrepancias habidas con la Territorial propiciaron esa designación dañosa. Demontres de padre y del carácter endiablado que siempre ha tenido; diantre de su cabeza orgullosa tocada de sombrero arrogante, belcebú de sus manos que llevan las riendas a su entender incorrecto, y empujan a todos por el mismo sendero; arimán de los lazos que los unen invisibles sin poder ser separados uno a uno. Malhaya el Señor Baldomero y dé cuenta cuanto antes al Padre Eterno de su tiranía.
La camioneta que transporta los enseres, por el mismo precio lleva a las personas. Los padres van en la cabina, y la señora Beremunda, con los ojos bien abiertos, aprecia los cambios que sufre el paisaje. Viajan los hijos en la caja entoldada; y Salus se acomoda entre las sillas de la cocina y la mesa desarmada del comedor, sentándose sobre un taburete sin respaldo. Con maña y paciencia ha hecho un agujero en la lona. Por él ve pasar el mundo, que llega a bandazos, a vaivenes bruscos: prolongadas llanuras y cuestas empinadas, chopos solitarios y grupos de pinos. A su lado, las hermanas escuchan la forma del terreno que ella describe, el color de la tierra, los cultivos que se van sucediendo; y de cuando en cuando no tiene más recurso que ceder su sitio para no perderlo. Mas lo temido sucede al no poder idear algún escape eficaz; enfurecidas por la mortificación que la incómoda postura impone durante las largas horas de marcha, irritadas a causa del tedio crecido en la oscuridad del espacio, todas se enfrentan a ella y le arrebatan la prerrogativa que ha sabido buscarse. Se invierten los términos, y es ella quien presta oídos a Sinda o a Paly, al relato encendido que hacen de la gran ciudad. Dibujan calles bordeadas de comercios, plazas arboladas y unas avenidas tan anchas que parecen no tener orillas. Oye incrédula lo que ellas explican, pues supone que el camión no cruzará el centro activo, y después de confrontar lo escuchado con la impresión que recibe, lo corrige a la baja imaginando suburbios modestos, pues sabe a las hermanas por demás fantasiosas.
Sólo con la buena disposición que la familia ha demostrado a lo largo de los años frente a lo que llega, se puede decir que el piso de Madrid es muy sencillo. Encaramado a la sexta planta de un edificio de ocho, muestra desde la terraza un barrio a medio hacer: todavía quedan calles sin cubrir de asfalto, y se levantan obras allá por donde mires. No son lo que se dice ciudad los espacios libres, ni tierra de labor como la que Salus conoce; están formados por numerosas cargas de greda que una apisonadora dejó apelmazada, a la espera de que alguien dé la orden de reanudar la tarea. Pobres hierbajos crecen próximos a los adoquines de granito que bordean aceras de cemento; espigas silvestres y raquíticas amapolas intentan una existencia cautiva entre residuos de cartón y material plástico. Han perdido el patio, que era un espacio absoluto: arriba las estrellas o el azul y, abajo, la tierra toda hasta la profundidad de las raíces, allá donde surge el caudal profundo del pozo.
Está el poblado lejos de la verdadera villa, apartado de todo lo que la ilusión dibujó cuando en Salamanca conocieron la nueva del traslado: tiendas bien surtidas, cafés elegantes, parques cuajados de flores y amplias aceras en las que la gente se entrecruza apresurada. Mas el aspecto dañino que su primera impresión descubrió, se confirma: una urbe que se extiende por todos los confines y junta gente de cualquier parte, ha de tener el peligro acechando. Se perciben más abiertas las conductas y una libertad amparada en el anonimato. Las personas no tejen con esmero su fama ni la asean a cada instante; los actos son independientes unos de otros y no suman ni restan a un acervo hijo del empeño. Impresiones ambas que convidan al padre a extremar la vigilancia, a redoblar el resguardo. Las hijas permanecen solteras y el hecho no es casual. Lo que es predestinadas, no están; pero si se saltan las barreras en algún intento afortunado, otras más altas aparecen. Los pretendientes han de pasar por un tamiz estrecho, y no se permiten las muestras de cariño: nada de venir a casa a buscarlas, nada de tomarles la mano. Y en los días de fiesta, tan esperados, no se ha de confiar como ya sabemos: su frontera traen, su límite rígido y cercano. Lo cómodo, en situación tan restrictiva, es tener amigas que sean poquita cosa y vivan los días sin aspiraciones; chicas que se crean por debajo de una, y en tal creencia te consideren y se subordinen. Sus amistades siguen esa pauta; carentes de estudios, admiran en las hermanas sus modales esmerados y los atribuyen a una ascendencia privilegiada.
Y en tan adversas circunstancias se enamora; la señorita Salus se lo cuenta a su amiga Agripina con detalles de cierta intimidad. Cuatro o cinco veces sueña con casarse y tener hijos, llevando una vida emancipada fuera del yugo y los arneses; pero el compromiso de su antigua promesa la tiene sometida. En una de las ocasiones el chico, guapo, tímido, buen mozo, es seminarista; juega al balón con una pelota de cuero tan recosida por los cuatro costados que de esfera apenas tiene nada, y habla latín con dulzura cuando la madre le pide que exhiba su saber. Va a verlo cada semana siguiendo a dos amigas; una de ellas lleva la muda a su hermano, a quien ya da por perdido para el mundo y sus pompas. Él no sabe que en el aprecio de Salus representa un hito, pero le agrada verla acompañando a su hermana cuando ésta le entrega la blanca bolsa de ropa limpia, que exhibe bordado en azul un número alto de alumno. Le gusta tanto la joven tímida que acaba renunciando a la eternidad de su sagrado ministerio, dispuesto a torcer la vocación y el camino emprendido. Salus se enfada consigo misma, porque procuró que no se le notara el amor que albergaba su pecho, viernes a viernes, creciente; más candoroso y tibio cada semana. No quería influir en el muchacho, se había hecho el propósito de no incitarle al abandono; pero el estudiante de teología, misacantano a medias, a un paso de ser tonsurado como quien dice, toma la vereda de en medio y, si ella no le hace caso, se va del seminario con la otra amiga, entre relamida y lacia, tercera en discordia, que trabaja en un taller de costura y no opone tantos remilgos.
Otras veces las cosas llegan más lejos, al instante y momento donde los besos se acumulan en los párpados y las promesas cuelgan del aire. Aprende lo que es sufrir por causa de los celos, lo que es ser feliz en razón de una sonrisa o de una mirada a la que se atribuye más interés del que lleva. Se enteró de la vida poco a poco, la tomó en dosis muy pequeñas -aceite de ricino, áloe amargo- por eso se hizo tan prudente y tan educada, tan laboriosa, tan austera, tan indiferente y tan esquiva.
Recuerdo imborrable de anciana, una quebrada, una grieta de profundidad inacabable se abría en su vida torciendo el sendero ideado. Estaba referida al tiempo aquel de vasta congoja, cuando iba por los diecinueve años y estalló la Revuelta, inhumana contienda entre iguales. Las vidas todas y la suya adentro, cambiaron de rumbo; y lo que iba a seguir un sentido se inclinó por otro. Su padre los reunió en casa después de la cena, y les habló de un general sublevado contra la República al que seguían muchos militares; el mapa de España estaba siendo troceado e iban a pintarse los pedazos de rojo o azul, dependiendo de quién disparara más tiros. Eso y poco más era la guerra, que traía aparejadas sus consecuencias inmediatas: el hambre, el retroceso, el dolor, el abandono y la muerte. Ganara quien ganara no habría vencedores, pues el dolor del cazado alcanzaría al cazador. El señor Baldomero se empeñó en ser neutral, anhelante del fin de las dificultades. Por un lado, le había empleado el gobierno legalmente constituido, y por el opuesto, gustaba del orden y la disciplina atribuidos al bando fascista. La familia no tenía clara la opinión y la ambigüedad acabó por imponerse. De aquellos días de aceras levantadas, rugir de aviones y estallar de bombas, la señorita Salus rememora, más vivo que el racionamiento de víveres o el cuidado de los heridos, un ámbito festivo que profana el recuerdo de dolor tan amargo. Trátase de un baile celebrado tres calles más abajo de su vivienda, en un almacén que los dueños, de otras ideas, habían abandonado en su escapada. Era persuadida por Sinda, cuyos pies seguían el ritmo oído ya en la calle. Más no iba del todo forzada, algo de travesura, de evasión, de olvido, proporcionaba la orquesta formada por dos ciegos y una señorita que ponía una voz de terciopelo recién cepillado.
Acompañando a Sinda, Salus se hacía seguir por su hermana Paz y Derita, la amable vecina. Acercábanse los chicos vistiendo uniformes de diferentes cuerpos de la milicia -alguno aún con vendajes de heridas recientes- solicitaban pieza, y ellas eran las que determinaban la conducta. Sinda aceptaba a todos, por no desairarlos, mentía; no podía estar quieta mientras los demás danzaban. Un muchacho que se vencía un poco al andar, entre caricias y besos le decía cervatilla a Salus con su voz ronca; y golondrina, y arcoíris. Ella se dejaba llevar por los agraciados y, en los bailables lentos, cuando los jóvenes se acercaban más de lo debido, con un gesto entre enérgico y grave, se soltaba y se iba molesta a ocupar su lugar en el banco. Qué lejos estaban ellas de Líster, de Modesto y del Campesino. Qué lejos de los asesores rusos y de los brigadistas internacionales. Cuán ajenas vivían a los estados mayores, a los planes secretos, a las tácticas de acción ofensiva. Cuán olvidadas tenían las trincheras, ataque y defensa, origen de miles y miles de cadáveres. Muertos innúmeros que recibían unas paladas de tierra allí donde doblaban, haciéndose origen de nuevos planes, ofensivas y contraofensivas. Estaban cerca, quizá demasiado, del hambre, del sufrimiento, de las bombas caídas del cielo, de las balas perdidas y de las ejecuciones sin juicio, para que dieran importancia a lo que no palpaban con sus manos incrédulas. Todo en Madrid era confuso, desgarrado y efímero.
Suele pensarse que entre explosiones y desastres no puede haber alegría, y no es del todo cierto. Sinda vivió en esas terribles circunstancias sus días más felices. El remedo de baile en el barracón destartalado, los pocos vestidos vueltos del revés, la monotonía de los platos que su madre, de puro milagro, lograba preparar cada día, no pudieron neutralizar su entusiasmo. Veía la vida de color rosa nítido, y se sentía dichosa al notar en el pecho el respiro pausado y los latidos animosos del corazón. Llevaba la juventud esplendente allá donde fuera: calles acribilladas, interminables filas para adquirir lo imprescindible o misas a escondidas de los anticlericales declarados, a las que asistía tocada con un pañuelito blanco en sustitución del velo. No atraía su mirada el futuro que los otros se empeñaban en perseguir, no venía del pasado ingrato, por eso recibía del presente un reflejo luminoso que a veces se situaba más allá de la niebla. En el sentir de sus padres y hermanos, una nube u otra oscurecían el horizonte; pero ella ni se inmutaba.
Por el tiempo en que suceden los hechos, convertidos luego en recuerdo imborrable, la señorita Salus se hizo a sí misma operadora de grandes centralitas; pues nada podía esperar del azar si ella no ayudaba saliendo a buscarlo. Había que verla luciendo, como un galardón, la diadema de auriculares que aplastaba su peinado. Había que verla atendiendo peticiones vitales de comunicación urgentísima, siendo puente de plata entre inquietos hombres de negocios o enamorados demasiado impacientes; poniendo y quitando clavijas sus manos ágiles, estableciendo con habilidad las conexiones y, también, desconectando. La educación del padre, tan contestada y adversa, consiguió, en esa parcela al menos, el fin perseguido. Una vida de ahorro, escatimando lo que no fuera imprescindible, y una dedicación a lo suyo exhaustiva; -doblaba el turno cuando lo pedían sus jefes, hacía guardias sin ningún compromiso, entregaba días de fiesta o noches de sueño- una existencia sin pausas para la holganza ni el gasto, le permitieron atesorar las reservas actuales que ella, acostumbrada a las privaciones, valora muy por encima de su valor real de compra, pues los precios han subido lo suyo y no se da cuenta.
Agripina, llegada la edad en que el semblante se convierte en el alma, no sólo en su espejo; años de juventud durante los cuales, más que en el resto de la existencia, gustar resulta imprescindible; pidió a su padre un pequeño milagro. La luna le hubiera dado el hombre, las cataratas del Niágara, la Antártida fría o el Paraíso Terrenal de haberlos pretendido la niña. Bien es verdad que hubo en la vida paterna un tiempo desbordado por el ansia de un hijo, pero era torpe y egoísta el deseo, y pronto lo supo. Aceptada la idea de no tener en su sangre quien dirigiera el negocio de la lana, pensaba en un yerno emprendedor y precavido. Uno que aprendiera a distinguir calidades, a tratar con los ganaderos la compra del producto de cada esquilado y, una vez limpios y cardados los vellones, los vendiera a buen precio a los fabricantes de telas. Llevaría tiempo la enseñanza, pero estaba dispuesto a mostrarse paciente con el principiante.
Para disgusto del padre pasaba lejos de allí el camino de Agripina; no mostraban esas aficiones los jóvenes que podían atraerla. Embutida en un cuerpo tan débil se sabía resistente, y seguía empeñada en su intento de ser escritora. Deseaba que fueran libros todos los regalos, o dinero contante y sonante con el que hacerse dueña de los preferidos. Los leía y, al paso, fue juntando una biblioteca más que elemental. En sus escritos se notaba indudable progreso, y encabezando un grupo de escritores noveles, fundó una sobria revista -cuatro hojas cosidas con lañas- que andando el tiempo sería el germen de un movimiento literario rompedor del presente ambiguo, nacido del pasado imperfecto. Los olvidados de la vida, los apartados por los poderosos al borde del sendero, y de ellos, los que no se resignan a permanecer en la orilla, tomaban protagonismo en sus cuentos. Sus poemas son íntimos fotogramas en blanco y negro. Solamente al final, en los versos que cierran contenido, aparece el color como una promesa, como una posibilidad más entre tantas y tantas.
Cataluña, Valencia, Castilla, León, Extremadura, La Mancha; de un lado a otro iba el comerciante y, sin esposa –muerta de unas fiebres cuando la niña contaba ocho años- Agripina creció con su abuela. Así que un milagro no era nada imposible si su hija única lo necesitaba. Pensó mucho en ello, hizo preguntas a los especialistas y siempre le dieron la misma respuesta: no es conveniente operar antes de alcanzar el crecimiento completo. Ya era una mujer desarrollada; había que ir a Roma para que el famoso cirujano borrara cicatrices y recompusiera el rostro estropeado; había que ir a Roma y se iría. Es más, se vería al Papa; se traería una bendición que incrementara y fortaleciera los beneficios de la técnica quirúrgica.
La familia de la señorita Salus formó unidad indisoluble mientras los hijos fueron pequeños; luego acortaron éstos distancias con los padres y se hicieron críticos. Patricio, el mayor de los varones, al comenzar el conflicto, andaba cerca de los dieciséis y estuvo en un tris de ser llamado a filas, cuestión de meses. Dominando cuentas y escritura, el muchacho seguía de noche estudios de humanidades con un sacerdote desertor. En ese concepto le tenían en casa; pero el señor Baldomero, basándose en que no consagraba a diario ni se metía en política, lo aceptó sin trabas.
Enseñaba a alumnos de valía y, si no había dinero, no cobraba. Daba consejos a quien se los pidiera, repartiendo comestibles y ropa por las chabolas desahuciadas. Alguna vez concedió la última partida de naipes a tahúres a punto de morir. Se decía del padre, primero que era tal de un niño rubio hijo de una extranjera sin pareja; y segundo, que llevaba consigo una pistola y un crucifijo, utilizando el uno o la otra en clara dependencia del modo que tuviera la dificultad de presentarse. Sin conceder ventaja a los adversarios, es cierto, Patricio iba de aquí para allá desempeñando fugaces empleos de aprendiz mal pagado, por lo que al conseguir una plaza de botones en una compañía de seguros, se creció sobre su orgullo de contribuyente al sustento, y tuvo sus más y sus menos en casa.
Progresaba la batalla nacional, los pedazos rojos del mapa se reducían a ojos vistas ante el avance de los azules, y el deterioro de lo dañado se acentuaba por momentos. Puentes, carreteras, líneas de ferrocarril, edificios estratégicos y alguna que otra fábrica, sintieron en su propia materia la labor sigilosa de la aviación enemiga y de los fanáticos dinamiteros. En días tan desfavorables, tras una desavenencia de gran alcance con su progenitor, tomó Patricio algo de ropa, todo el ánimo que pudo, las provisiones que reunieron sus hermanos, y lleno de miedo se aventuró a cruzar de noche las líneas del frente. Tras un azaroso viaje en camiones de reparto –a punto estuvo de ser hecho prisionero o alistado sobre la marcha- y desvencijados coches de línea, pasando por Burgos y Palencia llegó a Valladolid.
Era la ciudad el lugar de su nacimiento y territorio de una infancia reconstruida en la mente -quizá sobre los relatos de la madre y hermanas- con auténtica pasión. Allí la realidad era muy otra, se comía tres veces al día: llegaban provisiones de los pueblos; y la vida gozaba de una decorosa normalidad. Entró a trabajar en un taller de imprenta propiedad de un sobrino del abuelo materno, sujeto sui géneris por su apariencia bárbara, contradictoria con el afable trato prodigado tanto a conocidos como a extraños. Había hecho religión del papel, la tinta y el golpeteo repetido de las máquinas, y como sacerdote máximo oficiaba. Tuvo Patricio que situar a un lado la prometedora profesión de escribiente desempeñada en Madrid, y enfrentarse a un rápido adiestramiento llevado de la mano por un oficial esmerado y meticuloso. Ponía un gran empeño en ser cajista, mas hubo de interrumpir su entrega al nuevo oficio para incorporarse a un ejército triunfante que ya cantaba la victoria final.
En favor del señor Baldomero conviene decir que fue adelantado en el abandono del campo, y lo volvió a ser frente al trabajo femenino. Cuando Mapálica y Salus hicieron mención de colocarse, les facilitó un empleo; a la pequeña en una empresa suministradora y a la mayor, en la propia Telefónica, donde había de resolver reclamaciones. Bastaba para el puesto una persona de carácter, y Paly encajó a la perfección, pues en cuanto se alargaba la discusión más de la cuenta, era capaz de cortarla despidiendo al exigente con cajas destempladas.
Tuvieron su término lógico los males bélicos, pero quedaron las no menos temibles secuelas, penosas y prolongadas. Dejaron de oírse los tiros en las calles, mas no del todo, pues los del amanecer continuaron alevosos. Al poco se extendieron los disparos por media Europa, de modo que las dificultades de avituallamiento proseguían. En este entorno se movía la familia cuando el Señor Baldomero -doliente aún de la herida dejada por el desleal Patricio- hubo de hacer cara a la marcha del pequeño. Partida, justo es decirlo, respetuosa de las formas, cumplidora de los procedimientos exigidos en sociedad; lo que no quita para que el padre imaginara su imperio reducido a escombros, desmoronado sobre los cimientos. Aproniano, al volver de la mili y obtener de su padre permiso para fumar -aunque no gastaba, porque lo intentó dos veces cuando era poco más que un chiquillo y se sintió mareado- el benjamín -¡cómo pasa el tiempo!- cumplidos los veintiuno, hízose emigrante y cruzó el Océano Atlántico, el célebre charco, en un paquebote que partía de Cádiz.
Después de mil aventuras, que mirándolo bien no eran tales pero a Aproniano se lo parecieron, llegó a la Argentina enorme, a su excesiva capital. Calles iguales, casas iguales, árboles iguales. Geometría delineada sobre la misma pampa; hormigueada de tiendas en los bajos de los edificios. Pisada por italianos, españoles y judíos, que la hacían vital y emprendedora; por ingleses, franceses, alemanes, norteamericanos, que le daban diversidad y consistencia. Una cosa le llamó la atención, la magnitud desproporcionada de la naturaleza; desmesura en conflicto con lo que él conocía en dimensión reducida: el vasto cauce de los ríos, por ejemplo. Acababa de ver el Río de la Plata, un mar sin orillas. También las tormentas -presenció una magnífica, inenarrable sobre Montevideo al avistar la ciudad desde cubierta- terribles, excesivas; las negras nubes eran iluminadas por relámpagos grandiosos, y el fragor de los truenos destacaba en medio del diluvio. Allá llegado, vagó por los muelles y, al no encontrar otra ocupación, fue estibador: un trabajo muy duro que anhelaba dejar en cuanto tuviera unos pesos guardados. Se acomodó en una pensión económica, atestada de emigrantes, y comía en fondas de marineros unos platos a los que le costaba hacerse.
Los gastos ahogaban al ahorro y, para prosperar más aprisa, se integró en un grupo bandido que retiraba de noche mercaderías ocultadas de día al recuento del barco; supuestas entregas no recibidas en destino que se daban por no embarcadas o echadas a perder. Cuando tuvo los pesos que creyó indispensables para el inicio, huyendo como alma que lleva el diablo, entró en calidad de socio oportuno en una zapatería mal gestionada que caminaba a la deriva. Acortó el largo camino hacia la prosperidad y la independencia, por el atajo del matrimonio con la hija del dueño, una joven no mal parecida, pero de gesto adusto que le sacaba cuatro años. En la gestión del negocio llegó a sustituir al suegro con ventaja, pues el anciano le tenía ley y permitía que el emigrante hiciera y deshiciera.
Pronto pudo abrir tienda en Rivadavia y Lavalle y comprar firmes dólares, situándose a salvo de la carestía creciente, a resguardo de peores tiempos y de la vejez inerme. Zapatero bien acomodado y marido aceptable, Aproniano se fue alejando en todos los aspectos de los parientes que dejó en la península europea. Primero envió dos cartas muy seguidas, relatando de modo prolijo la arriesgada aventura del viaje y los inconvenientes iniciales; después, nada de nada, hasta comunicar que se emparejaba con una porteña ajena a los tangos, animada en parte por un noble caudal de sangre española. No dio hijos a la desganada esposa, pero acrecentó su acomodo, mejorándolo hasta donde ella nunca hubiera pensado. Por la distancia o porque era mezquino, debido a lo caros que resultaban los pasajes, o quizá porque no le tiraba la familia, el caso es que nunca regresó. Estuvo solo y, como su esposa no reclamaba gestos amorosos, se hizo de piedra.
Fueron ellos, los que mejor vivían, aquellos que dentro de las limitaciones podían considerarse libres, quienes levantaron el vuelo y dejaron el nido del todo. Uniendo la escapada previa de Patricio y la posterior de Aproniano, estableciendo continuidad, haciendo hilera, Mapálica, al borde de los treinta, se fue a vivir cerca de la oficina del nuevo destino. Trasladada por la fuerza inquebrantable de las órdenes escritas, a un edificio de reciente construcción ubicado al otro extremo de la ciudad, sin comunicación directa, prolongaba horas su jornada antes y después del trabajo. Es probable, que con su mudanza quisiera ganar tiempo; aunque es de creer que buscaba reposo en la estéril lucha por un puesto fijo, por una posición permanente dentro de la familia. No es que pretendiera ponerse al margen de todo lo anterior e intentara una nueva conducta, que ella era como era y no admitía renovaciones, simplemente necesitaba sosiego. Avalando lo expuesto, las visitas al hogar paterno efectuadas los días festivos mostraban una Paly inmutable. Paz, Gumersinda y Salus tuvieron habitación propia, y fue una conquista que, una vez tomada, valoraron por encima de cualquier otra; disgustos de hondura costaba a la hermana mayor recuperar su espacio cuando volvía. A pesar de la independencia ganada, en las noches de tormenta confluían las tres en la alcoba grande, o cuando al padre le venía el cierzo de frente y su boca arrojaba blasfemias.

La obstinación de los hechos

QUINTO. Que dada cuenta de los impedimentos de Salustiana para saber de Mapálica y, en definitiva, estando muy preocupada por el aislamiento en que los Pérez González la tenían, comentó las inquietudes con su hermana Gumersinda, a fin de buscar una solución que sacara a Mapálica de la casa de los demandados.
Cuando Salustiana refirió este y otros asuntos a Gumersinda, ésta le comunicó que José María se había ofrecido a cuidarla a cambio de que le vendiera el piso sito en Coslada, vivienda habitada por ella, donde había establecido su domicilio. Añadió, seguidamente, con temor a la crítica, que ya era un hecho la venta; habiéndose reservado para sí el usufructo vitalicio. No advirtió a su debido tiempo sobre esta resolución a Salustiana, porque así se lo hizo prometer José María, quien no tenía muy buena opinión de la hermana y esperaba su oposición.
Gumersinda Caballero Niño, al igual que su hermana Mapálica, dispuso los bienes a favor de José María Pérez González. Le transmitió en marzo de 1993 la propiedad del piso de Coslada por la cantidad de tres millones de pesetas, nunca cobradas; y a su vez otorgó testamento el día 6 de marzo de 1.993, nombrando herederos a Mapálica y, en su defecto, a José María y a su madre, eliminando del mismo a Salustiana.
Meses después falleció Mapálica, y es entonces, cuando ambas, Gumersinda y Salustiana, decidieron poner el asunto en manos de un abogado; iniciándose así un proceso penal por presunto delito de estafa y hurto contra José María Pérez y su madre, que se está tramitando en el Juzgado de Instrucción de Madrid, siendo objeto del mismo, las compraventas realizadas por las hermanas Gumersinda y Mapálica, y la sustracción de joyas propiedad de Mapálica, que ésta guardaba en su domicilio.
En dicho proceso judicial, Gumersinda (hoy fallecida), declaró ante el Juez de Instrucción:
a) Que, desde el primer momento de su relación, recibió del querellado (Pérez González) muestras de profundo afecto. Fueron tan bellas las palabras, tan halagadoras las promesas de cariño, tan convincentes los regalos y las llamadas telefónicas, que por fuerza hubo de pensarse querida como nadie lo había sido antes.
b) Que donó el piso a instancias del propio José María Pérez, quien, conociendo las limitaciones de su salud, le propuso cambiar la propiedad del inmueble por los cuidados de cualquier índole que ella necesitara. Ofreciéndole hasta el final de sus días un trato tan amable y complaciente como el que, hasta ese momento, le venía dispensando. Dándole, por último, la posibilidad de ser acogida en su domicilio de Toledo, para vivir juntos, si ella lo deseaba.
c) Que el día 6 de marzo de 1.993 le vendió la vivienda, sita en Coslada, sin recibir ni una sola peseta que la resarciera, y sin firmar ningún documento. Se utilizó esa figura de la venta fingida porque según la opinión experta de él, se trataba de la mejor manera de cumplir con la ley vigente.
d) Que del testamento excluyó a Salustiana, debido a que José María así se lo pidió, pues era notorio para ellos, que su hermana se llevaba mal, tanto con él como con Inés, la madre. Los motivos de esa oposición, había que buscarlos, según aseguraba él mismo, en unos celos irracionales que la consumían.
e) Que fue su hermana Salustiana quien le abrió los ojos, y le hizo ver clara la situación de ambos, sus diferencias notables, y las intenciones reales del querellado, que seguramente actuó del mismo modo con Mapálica.
f) Que en cuanto conoció el demandado la anulación del testamento donde aparecía como favorecido, al ser sustituido por otro posterior en el que no se le nombraba, y sí a su hermana Salustiana, insultó y amenazó por teléfono a ambas, cesando en sus visitas y en cualquier otra forma de trato.

El rencor se impone a la fe

Debe de ser la tarde del domingo la que se desliza pesada y rugosa. Ella ha de ser si atiendo en el cálculo al recuento de instantes, de tiempo transcurrido desde el momento fatal de la caída; cómputo fijado en trazos del todo imaginarios, que mi mente dibuja insegura sobre la superficie del techo. Ahora lo veo, la pintura blanca ya está deslucida; necesita un buen enjalbegado. Un sudor frío baja de la frente siguiendo los meandros que las arrugas, irregulares, fuerzan. Ciega mis ojos, y me obliga a desear un pañuelo que llevo en la bata, destinado a aliviarme. Es la esponja, sin embargo, lo que alzo con esfuerzo hasta mi rostro y me sirve de bálsamo; áspero sustituto del tejido suave que no está a mi alcance.
Caída en la cuenta de las similitudes, el contento me llega colmando mi pecho de aspiraciones, quizá vanas; saturándome de complacencia. La paridad existe en los hechos por más que trate de soslayarlo, huya o no por modestia de la realidad evidente. Discurro y entiendo como consecuencia, que trata este pasaje de la estación sexta en el Vía Crucis de la Pasión que sufro o gozo; cuando, en el Calvario divino, la Verónica enjuga el sudor frío y la sangre que mojan el semblante demudado de la Ofrenda. No voy buscando simetría en mi recorrido y, sin embargo, aparece con reiterada tenacidad, clara, alentadora, inequívoca.
Ya no recuerdo cuando cené por última vez. Y jamás probé pan sin levadura, de ese que se comía en la semana de Pascua en tiempos de Jesús. El primer día de los ácimos, tuvo lugar la última cena. En un momento, seguramente muy tenso, el Maestro anunció que uno de ellos lo iba a entregar. Imagino a todos preguntando ¿Acaso soy yo, Señor? No era para menos, pues estaba escrito: Desdichado de aquel por quien el Hijo del Hombre será entregado; mejor le fuera no haber nacido. ¡Terrible! El que mete la mano en el plato conmigo, me entregará: dijo Jesús. Y Judas osó preguntar, ¿Soy acaso yo, Rabí? Y oyó que el Maestro respondía: Tú lo has dicho.
Me he preguntado muchas veces si eligió Judas el papel de traidor, o fue elegido para ese papel. Porque ignoro si su forma de morir lo explica. Si yo muero en este trance, ¿qué explicará mi muerte sobre mi vida, acerca de mi comportamiento? Pude ser yo quien entregara al Maestro; sí, el miedo me empujaría a hacerlo. Aunque bien mirado, lo haría para salvarme, sólo para salvarme; paradoja de solución improbable. Lloro por esa posibilidad un desconsuelo atroz. Lágrimas saladas llegan a mi boca, que las sorbe para calmar la sed. Lo sé: puede que no salga de esta situación con bien, que la debilidad me impida abastecerme de agua, que no pueda llevar a mi boca sedienta las gotas precisas, y la agonía se acorte. ¿Explicaría eso que pude ser quien le entregara?
Hice bien en dictar nuevo testamento, pues deseo que me digan Misas Gregorianas hasta el importe de dos tercios del dinero que deje. Grupos de treinta misas anuales sin interrupción, que servirán para recibir el fruto especial de los sufragios y aliviar mi pena en el Purgatorio; si ocurre que al final voy allí. Quizá no sea posible, pero me gustaría que los frailes de Silos, sólo en la misa de córpore insepulto y en la del primer cabo de año, cantasen el Introito: Réquien aeternam dona eis, Dómine; la epístola: In diebus illis; el Ofertorio: Jesu Christe, Rex gloriae, libera ánimas ómniun fidélium defunctórum de paenis inférni et de profúndo lacu. Lux aetérna luceat eis, Dómine. Misesére mei, Deus.
He repetido desde jovencita estas palabras sin tener una idea muy clara de su significado, pero el tono inconfundible de su piedad y tristeza, trae una gran placidez a mi espíritu, un deseo amoroso de las causas divinas. Quizá se agarre ahí mi voluntad, puede que esté ahí el origen de ese deseo tan complejo como inexplicable. Estando de cuerpo presente, pido que me canten los himnos de difuntos unas voces recias, y a la par devotas, hechas a madrugar en razón de sus plegarias, mortificadas por las tentaciones superadas. Unas voces de frailes y monjas, de esas voces acostumbradas al sacrificio sacrificándose a diario.
Hasta hace poco no confiaba en el beneficio de la oración. La veía más bien como consecuencia que como causa. Como agradecimiento más que como petición. Pedid y se os dará. No veía directa esa relación y desconfiaba. Es necesaria la fe, alma de cántaro, me respondía el confesor. Enséñanos a orar, piden al Maestro los discípulos. Será eso, pensé, mi ignorancia es supina. Has de perseverar. Sí, pero ¿cuánto? Sin fin. Ora y labora. Quizá sea ese el secreto. Adiós rogando y con el mazo dando, he oído a menudo. Ahora sé que la oración obedece a una disposición, y es esa disposición la que ayuda en verdad. Ahora lo sé, y todo queda claro. Orar para resistir la tentación. Eso es. Orar para persistir, para tener fe, para ser sincera, para amar al Señor y a los demás. A todos los demás. Y yo, orgullosa, impongo una excepción. Ahí está mi fallo. Esa es la razón de no obtener lo que pido.
Quedo laxa, descansada como el pecador arrepentido que se ha confesado, siendo absuelto de todas sus maldades. Se hará como he dicho mientras dure el dinero destinado a ese fin; cuantía que, por desgracia, verán los herederos agotarse mucho antes de recibir yo el resto del tormento que ha de purgar mis culpas. Pretendo, además, que figure en una cláusula de efecto inexcusable, la obligación adquirida por los beneficiarios, acerca del fiel cumplimiento de mi deseo de descansar bajo una lápida de mármol rosado, que dé realce y proteja mi sepultura. En su superficie, con letras hendidas y tintadas de azul suave, deben escribir el siguiente epitafio tomado de las Meditaciones de San Agustín: “¡Oh tú, que amas al mundo, mira bien adónde vas! El camino que llevas es peligroso y lleno está de muerte. Entra dentro de tu corazón y desecha todo lo que no sea Dios”.
De ocurrir antes mi ida que su solución, espero que los derechohabientes, vaya palabreja, clara influencia del joven Alberto, nieto de Agripina; espero que los beneficiarios se comprometan a seguir con los pleitos emprendidos. Sé de lo que hablo; tres años hace que inicié el proceso penal por delito de estafa y hurto, el primer letrado me sacó las perras: más de tres millones, sin darme siquiera recibo; y el fiscal no califica los hechos probados, dice que es enrevesado el asunto y se toma su tiempo. Al servicio de la demanda civil, recién presentada -la abogada lo asegura- debería haberse incluido la calificación del fiscal, pues serviría de prueba, en el caso -esperado por lógico- de ser favorable. Parece llevar la galga echada mi carro en este recorrido, y son de temer los recursos, cualquiera que sea el sentido del fallo.
Así que, por muy bien que me vayan las cosas, no veré el final ni sabré el desenlace. Y no es sólo eso, persigo que mis hermanas tengan justicia y sus burladores castigo. Con ese encargo introduje a Agripina en la herencia. Es tan grande su dedicación a mis fines, que pensé en ella como sucesora en la lucha: seguiría mis afanes con eficacia y los llevaría a feliz término. Comprendo con tristeza que ya no es posible -va dando tumbos de una a otra residencia de ancianos- pero se lo ha encargado al hijo que vive en Madrid y a su nieto Alberto. Por eso van los tres incluidos en la testamentaría en calidad de favorecidos, pues no será mi hermano desde Buenos Aires, con un pie en la tumba; ni el sobrino, hecho al beneficio fácil, quienes den cumplimiento a mis aspiraciones más ardientes.
Ya ves que tontería, no me acuerdo de cuando cené, y me viene a la memoria mi antigua afición a la zarzuela. Cosa de la radio de entonces; todo el santo día prendida, como decía nuestro padre al arrancar enfadado el cordón del enchufe. Representaciones vi muy pocas; oía la música y las canciones, alegrándome la mañana y hasta la tarde. Me aficionó nuestra madre, gran aficionada. Decía ella que era creación genuinamente española trasladada a América, y que había piezas de categoría. Las otras hermanas la oían, pero no la escuchaban. Y no era cosa solo de la gente baja, llegaba a las alturas sociales, decía madre, explicándome lo que oíamos. Había sátira y crítica en las letras, y ayudó a que las mujeres dejáramos de sentirnos obligadas al hombre. Aún en estos tiempos últimos, a veces me descubro tarareando algunos fragmentos que revuelan en mi cabeza sin yo saberlo. Es la que más me gusta, y vi dos de las tres películas que hicieron sobre su texto. Pero ni punto de comparación; la radio ayuda a imaginar las escenas y a vivirlas mejor que la fotografía.
Nunca quise alojarme en un asilo; recelo de los extraños, desconfío de los más próximos, y la situación de Agripina, sometida a las normas escritas y a las no escritas, proporciona fuste a mi rechazo. Tampoco estoy dispuesta a juntarme con ancianos que contagian vejez y esperanza de muerte. Quiero seguir a quienes conocen adonde van, aunque no sepan muy bien de donde vienen. Ellos pueden guiar mejor mis pasos; jóvenes siempre que puedo. Mientras me valga por mí misma, no iré a un sitio de esos, donde se oyen lamentos constantes y los orines dispersos de los incontinentes se acumulan en un mar nocturno que todo lo invade. No iré allí donde el rancho, guisado en común, emite sus efluvios identificables desde lejos, quitando el apetito. Donde las confidencias, las íntimas incluso, se hacen en alto; y se comparten cientos de secretos. Mientras pueda valerme quedaré en mi casa, colocando a la soledad en el balcón para que se airee, o frente al televisor para que se sienta arropada; sin que nadie me indique el recorrido y marque el horario de mis pasos.
Tengo sed, tengo hambre, tengo frío; estoy cansada y no siento el cansancio. Ni siquiera sé si mi cabeza piensa a derechas o desvaría. Apenas me queda esperanza y la poca que me queda es sólo ilusión. Seré una virgen necia y me dormiré antes de que llegue el esposo. La lámpara ya se ha apagado, y no tengo aceite para encenderla de nuevo. Seré la higuera estéril de la parábola. Vendrá el Señor a mí, hambriento, y no tendré fruto que ofrecerle. No es tiempo de higos, pero en su ira santa, el Señor me secará para siempre. Así es el Hijo del Hombre, capaz de maldecir a la higuera inocente, y de mandar al viento quietud para que no zozobren las barcas y queden a salvo sus discípulos. Debo seguirlo, aunque a veces no comprenda sus gestos. No todo aquel que dice, Señor, Señor, entrará en el Reino de los Cielos; sino el que hace la voluntad de mi Padre Celestial.
La suavidad de la piel y el agradable olor que desprendía la cara de padre, me llevaba a frotar mi mejilla con la suya recién llegado de la barbería. Sucedía en Medina del Campo y aunque rechazaba mis intentos, saltaba yo a sus brazos y a veces me aupaba. Le daba besos mientras sentado en su sillón leía el periódico, y me sentía afortunada. Luego llegaron las máquinas eléctricas, yo me iba haciendo mayor y nada fue lo mismo. Su cólera, sí; ella continuó aterrándome durante mucho tiempo. En clara premonición de lo que me aguarda impaciente, materia y espíritu se disocian en mí. Queda mi cuerpo líquido aceptando la forma de la cavidad que lo acoge, y mi mente se eleva hacia el techo, atravesándolo; cruza las nubes rutilantes de rayos nacidos de un sol moribundo situado ya en occidente, y se dispersa por los cuatro confines del universo.
Acompaña mi pensamiento en su recorrido a los tonos suaves del color ocre, a los matices marrones de cualquier otoño, y al verde esmeralda que inicia la vida. Abarca un bosque caduco que oculta laderas grisáceas, mueve una campana en lo alto de una torre en ruinas y, siguiendo los dictados de la grave voz de los océanos, se pone en presencia del Padre en la colina más alta del cielo. Es su ofrenda una melodía compuesta por los trinos de las avecillas, el agitar acompasado de las alas de los colibríes, las vibraciones del viento al cruzar las estrechuras del bosque, el tintinear distante de multitud de luceros enormes y el rumor del agua que baja entre peñas. Cuando la sabe aceptada, solicita permiso para retirarse y le es concedido. Regresa mi mente a través de las nubes, cruzando el tejado y se une a mi cuerpo dormido. La creación entera se refugia entonces en mi corazón liberando débiles latidos, borbotones de sangre marchita. Ya soy el león, ya soy la gacela, ya soy la crecida yerba del pasto, ya soy el tembloroso estanque, ya soy la piedra y su eterna quietud, la campana y la torre, el horizonte rojizo que se tiñe de oscuro al anochecer; ya soy la persona que era.
Vengo a ser la señorita Salus, la niña tímida, la adolescente temerosa, la mujer madura y la anciana que avanza prevenida; quien a duras penas dominó sus pasiones: galerna del océano, simún de arena, huracán indómito, seísmo. Vengo a ser la amantísima esposa del Cordero, apartada con ingentes sacrificios de los amores humanos que suelen inflamar la entrega al marido y los hijos, abriendo cauce a los quehaceres cotidianos. Columna fuerte vengo a ser, testimonio elevado del Padre Eterno.

La muerte baila alrededor

Alcanzó Agripina en Valladolid el cenit de su irregular existencia. Era por entonces la ciudad una urbe provinciana donde lo intelectual discurría en dos vertientes antagónicas, que si habían de converger en algún punto lo harían en una tercera recién aparecida: el grupo innovador que ella encabezaba. Conjunto ajeno a cualquier compromiso de síntesis y, sin embargo, aglutinador de los contrarios. Abrigada por los suyos, llevó la palabra convencida y convincente a las aulas de la Universidad e hizo religiosos adeptos. Descendió a las tabernas con la intención de declamar su verso puro ante los obreros francos de servicio -plancton de la tierra- y consiguió un resultado alentador. Salió a la calle y, en torno a su decir sincero, se aglomeraron gentes muy diversas que desbordaban las aceras, las plazas ajardinadas y los parques. Tras muchos afanes logró la joven publicar un poemario primerizo, y un libro de relatos que le procuraron imagen de seria y profunda, preocupada por las grandes cuestiones que la vida, desde su inicio, no ha sabido respondernos.
Su voz era limpia como corriente de arroyuelo brotado en las cumbres, donde cualquier fuente es origen de ríos, comprendidos aquellos de caudal copioso. ¡Qué espontánea sonaba! ¡Cuánta ingenuidad contenían sus versos, cuánta lozanía su prosa! Había imperfecciones manifiestas, pero a su edad ¿quién domina el lenguaje? Leía en abundancia e iba a conseguirlo. Si no alcanzaban sus escritos el éxito tangible, traían un viento nuevo, una brisa que renovaba el aire viciado de los salones palaciegos, entre cuyas paredes repintadas la cultura se había ido refugiando poco a poco. Con otras palabras, más refinadas, el decano de los críticos escribió en el periódico local algo semejante; y bastó para que le nacieran a la maravillada Agripina algunas adhesiones y cuantiosas discrepancias.
En su apariencia de muchacha dotada a un tiempo de dureza y fragilidad –diamante humanizado- influían no poco su figura delicada, el tono pálido de la piel y la mirada penetrante, surgida de unos ojos negros, luminosos, enigmáticos, atareados en no revelar del todo el contenido exacto de alegría y tristeza de la mezcla. Contribuían a la impresión contradictoria la timidez dubitativa de su marcha resuelta, el carácter inquieto e inquisidor y la conducta consecuente con los propósitos expresados en los escritos. Sin hermosura, las facciones lograban una laboriosa armonía, ya que el restaurador de su piel, buscando la composición originaria del rostro, había conseguido una naturalidad atractiva. Como si se tratara de pinturas valiosas liberadas de posteriores añadidos sin fortuna, afloraron los rasgos auténticos, los que daban cuenta de la personalidad más genuina. En suma, confesaba, porque estaba convencida de ello, que el doctor había logrado descubrir a la joven que hubiera sido de no haber mediado el fatal accidente.
Con todo, seguía atesorando en el interior su encanto más valioso. Así lo veían dos jóvenes que, contándose entre los acompañantes asiduos, pasaban por ser los preferidos: un autor dramático que había estrenado una tragedia muy apreciada por familiares y amigos, y un poeta ganador de los juegos florales de Laguna de Duero. Nadie, como se ve, que pudiera ocuparse de la compraventa de lanas, tranquilizando al padre sobre la continuidad de su ardua tarea y de la obra conseguida. Mas ¿quién sabe algo del caprichoso destino, de los misterios ocultos en el corazón de las enamoradas, de los senderos recónditos que el amor transita hasta llegar a concretar las aspiraciones? Dio alas Agripina a un escribiente de la oficina paterna, que no las hubiera obtenido por sí mismo. Jamás confesó las razones que la impulsaron y nunca se supieron; pues de no manifestarse voluntarias, no era cuestión de andar investigando para conocerlas. A la vista estaban en el novio la nobleza de carácter, la prudencia y su simpatía despierta. La relación avanzó como las nubes empujadas por el viento, y en poco más de seis meses, de pretendiente serio, pasó el contable, a poner a los pies del patrón sus saberes y haberes formalizando el compromiso.
Los años movedizos que, muerte a muerte, descomponen la familia ya desgajada –primero los padres, el uno tras la otra mediando un corto intervalo; Paz, cuatro lustros más tarde- van aislando a la señorita Salus del mundo. Y en los momentos tristes, que abundan en su vejez prolongada, se empeña en recordar las ausencias que le han ido haciendo mella honda. Se extinguió la señora Beremunda como se apaga la llama del pabilo al acabarse el aceite del candil; enjuta mujercilla, apenas una sombra limpiando habitaciones, cosiendo a la luz filtrada por la ventana. El padre, el enérgico y rígido señor Baldomero, doce años mayor, hecho a una esposa enmudecida que en parte era su obra; descubrió en el interior un cariño que ni por asomo sospechaba, y en cuestión de meses se murió de una pena enmascarada a conciencia.
La fuerza centrífuga que el señor Baldomero frenó tanto tiempo, sin aquel valladar, hízose imparable. Como la bola de barro que en cada giro va perdiendo pellas, así se fueron alejando de la casa las hijas. Había ido Salus entregando dinero a una inmobiliaria a cuenta de un piso y, cuando estuvo terminado, deseó tomar posesión de su propiedad. Ansiaba disponer a su gusto los muebles, salir con libertad plena, regresar a cualquier hora. Sentía una necesidad imperiosa de realizar, después de tantas restricciones, todo lo que le fue impedido. Sinda, sin la tutoría de la hermana, se encontró perdida; encerrada en un pozo profundo, desorientada. Mas a los pocos meses ocupó Derita el hueco dejado por Salus; Sinda y ella eran uña y carne desde que vivieron próximas y salían juntas los domingos.
Ilustraba la joven Derita los monumentos de Madrid con una voz clara y armoniosa de guía consumada. Movida por la gracia de las anécdotas que su amiga contaba, empezó Sinda a prestar atención a actividad tan divertida. Pronto estuvo dispuesta a echarle una mano, eligiendo los viajes cuyo destino le contentaba más. Terminó ocupando el tiempo sobrado yendo y viniendo con su amiga, seguidas ambas por un grupo cambiante de turistas alegres, deseosos de escuchar -surgidas de una u otra boca, que se van alternando en el relato- las historias pequeñas que llenan, conformándola, esa gran Historia que sirve de pretexto. Transformada la distracción en un oficio que le viene como anillo al dedo, e imitando a Salus, encuentra Sinda razones suficientes para ocupar su propio nido. Paz quedó en la casa de todos, incapaz de mudanza, cosiendo para la clientela que el fallecimiento de su madre dejó desasistida.
Debieron permanecer juntas, se reprocha a sí misma la señorita Salus, pero eran tan independientes las hermanas que cada una tomó su trote, acompasado a la forma de ser que de natural tenían. Se juntaban en una casa o en otra por temporadas; se cruzaban, se entrelazaban a modo de cintas de colores que, en los desfiles de carrozas, arrojan desde los balcones quienes contemplan su paso. Pero en ciertos momentos estaban mejor solas. Así se explican muchas de sus dificultades, pues a la vida retirada corresponden los enigmas añadidos a las muertes. Misterios hay para los que Salus tiene explicación sensata que la justicia, tan meticulosa en la persecución de evidencias, aún no acepta. Tal es una mancha en la frente de Mapálica, apreciada cuando estaba de cuerpo presente, nunca antes surgida; y le da en la nariz que se debía a un veneno. O el habla forzada, percibida la única vez que logra hablar con la hermana en casa de los vigilantes, arrastrando las palabras a modo de pesados grillos carcelarios, inconexas, viscosas, como pronunciadas por una voluntad que ha sido dormida a la fuerza.
Si dependiera de ella, el cautivador -sabe lo que se dice al utilizar esta palabra, la miró en el diccionario y encaja en varias acepciones- el secuestrador de la voluntad de las hermanas, estaría a estas alturas preso y bien preso, y su ánimo tranquilo lograría el reposo ansiado que rechazan las preocupaciones. Se conforma con poco, tres años le pide de presidio, ¡ah! y devolver lo que no es suyo. Por eso buscó un abogado e interpuso una querella criminal contra los canallas; y si se equivocó de letrado no debe echársele la culpa a ella, pues halló la consulta cercana a su casa y apreció en el despacho gran actividad. Por fortuna pudo rectificar después de un alto costo de tiempo y dinero, y la joven enérgica que tomó el caso allá donde el abandono lo había dejado, es de una honestidad ejemplar y tan hábil, que a la señorita Salus no le queda duda de que meterá a los demandados en una vereda estrecha.
Paz, si por ella fuera, les hubiera absuelto de su acción abominable, madre e hijo los hubiera perdonado; tan desamparados, tan unidos, apoyándose el uno en el otro desde que el padre se hubo negado a afrontar las obligaciones, en vísperas ciertas de la boda imposible. Y no es que se lo haya sonsacado a ellos en un mínimo instante. No, imagina la historia desgraciada; concibe un relato de seducción y abandono, y se lo cree a pies juntillas. Joven y enamorada piensa a Inés Pérez González, dada por entero a un señor ya maduro sin saberlo casado, bizarro militar de uniforme impecable. Recibe dinero en el momento del parto, y no mucho, para rehacer la vida. Queda advertida sobre el futuro silencio, y amedrentada por palabras tan duras, que la amenaza de muerte se desprende de ellas. Ama al hijo indefenso, y le pone por nombre José María, como el padre, debiendo compartir madre e hijo un patronímico familiar de lo más corriente. Después, con el paso cansado del tiempo, se hizo tan dura, tan mala, que pretendía vengarse en cuantas personas pasaban a su lado creyendo resarcirse del sino implacable.
Nació el niño sin el calor del hogar, con los malos ejemplos como único molde. Madre e hijo debieron cambiar de refugio con frecuencia, miedosos de que su historia fuera conocida. No ignoran, ¡infelices!, que al llevar los mismos apellidos son permanente reclamo de la curiosidad insana. Paz imagina otras historias por igual ingratas, construidas con ligeras diferencias: un señor del comercio es el padre, o un marqués disoluto; ella, una sirvienta forzada. Paz hubiera hecho la vista gorda al desafuero por caridad cristiana o por inercia, porque es más fácil quedarse de brazos cruzados. Salus, no; ella llegará hasta el fin si es posible, o dejará decidido quien alcance la meta en su nombre. Estaría bueno que escaparan de vacío: repite en un tono que une a justicia y venganza en la sola expresión.
Murió Paz como había vivido, en silencio, sin eco. Pero también sin rencores, sin un pensamiento egoísta. Fue una noche destemplada del mes de diciembre, una madrugada cargada de frío bajo un cielo salpicado de estrellas, sereno. Tuvo unas palabras de alivio que alcanzaron a Salus en su interior ya duro. Un mes antes apareció el sobrino Patricio, y tras cinco días de ajetreo dejó todos los documentos en regla; una regla hecha a su acomodo que llevaba siempre a mano en el portafolios atestado de papeles. Con ella tomó las medidas pertinentes que le alzaban como único dueño de la herencia de Paz. Con ella, con sus milimetradas muescas espera Salus que sea medido el sobrino en el Juicio Último, y arrojado al infierno hasta la purga íntegra de sus faltas graves, divina justicia sufrida en lugar de la humana. No, no era de iglesias Paz, ni de besamanos; pero caminaba por el centro de la calle para ceder a los demás las aceras. Poseía pocas luces y se colocaba detrás, no tenía opinión sobrada de sí y las buenas maneras, por ellas mismas, las elegantes formas carentes de contenido, no le decían nada. No seguía la liturgia en todos sus detalles, es bien cierto; puede que no aceptara el dogma de principio a fin, mas a pesar de caer en el olvido de cumplir por Pascua, sin duda tiene un sitio reservado junto a Jesús, y lo habrá ocupado sin tardanza, desde el instante preciso en que afrontó su comparecencia ante el Padre.
Entre los lances que narra la señorita Salus -y viene ahora a colación- está el infortunado entierro de la intrigante Paly, hermana mayor, trasunto del padre. Nubes negras se acercaban desde la mañana al horizonte próximo, que se iba ensombreciendo de manera apreciable; mientras tanto, los pájaros, inquietos, planeaban en círculo sin llegar a posarse. Gumersinda y ella oteaban un horizonte de presagios por la ventana abierta cuando les llegó el aviso del traidor, mentido cuidador de Mapálica. Tan sólo una voz espesa reptaba por el hilo, una voz alargada, sin médula; la misma que en esos días de la reclusión engañosa, respondía invariable: “Doña Paly duerme y no debemos importunarla”. Se acercan las hermanas al hospital nada más recibir el recado, lamentando no haber sido advertidas de su ingreso a tiempo, padeciendo el extremo, nunca esperado, de no haberla visto viva. En el tanatorio montan guardia, custodiando un cadáver de frente veteada que saben suyo a pesar de todo; restos olvidados por raptores inhumanos, incapaces de prestarle atención una vez concluida la obra maligna.
Un taxi que la empresa de pompas fúnebres pone a disposición de la familia, las guía tras el furgón donde va la difunta. El calor se ensaña con el día llegado apenas sin rocío; pica la piel sometida a su influjo, y ya son las seis de la tarde. Comienza a chispear en el momento de subir la primera cuesta ajardinada, inicio del otero donde los cipreses marcan el suelo sagrado del cementerio. Al evaporarse las gotas, el asfalto despide un calor suyo -acopio exhaustivo del oscuro manto de brea- y un vaho denso se eleva imprimiendo irrealidad al entorno. El responso completa la pobre despedida religiosa: breve oración y cuatro hisopazos, que tienen la virtud de perlar el ataúd de escarcha. Faltó una misa para poner a la difunta a bien con el otro mundo, ceremonia redentora de almas de un valor infinito; una misa ¡qué menos!, pues ni eso tuvo, como si no diera para más la expoliación. La estructura intrincada de patios y pasajes y, dentro de cada uno, la semejanza entre sí de los cuarterones, de los octavos, de los entramados polígonos regulares, de la estética simetría, hacen difícil el recorrido exacto, sin divagar, en busca del objeto de la visita: un duelo que se disolvería presto.
Llueve con ímpetu desacostumbrado, y cruzan el techo ennegrecido de la ciudad, multitud de culebrinas chasqueadoras de luz. Desde la capilla inicial, paso forzado de todos los difuntos, dos empleados de la funeraria empujan el féretro colocado sobre una plataforma rodante que chirría por falta de unto. El incondicional cortejo, compuesto por las escasas veinte personas que exige la decencia como acompañamiento mínimo, camina por el laberinto, confiado. Ve a los dirigentes consultar un mapa en las encrucijadas, y ese acto le infunde ánimos. Llegados a un punto donde esperan dos operarios del Ayuntamiento portadores de una escalera metálica, los unos entregan a los otros el testigo y los primeros se retiran. Último de la fila, vacila indeciso el sacerdote revestido de gala: casulla, estola y bonete. Va flanqueado por dos monaguillos muy jóvenes -ambos lucen roquete almidonado sobre manteos rojos- uno encargado del hisopo y el otro custodio de la cruz plateada. Titubea el cura y, por fin, decide regresar a la sacristía, más acogedora.
Arrecia el chaparrón; burbujas dejan las gotas abultadas sobre los charcos ya crecidos. La hilera interminable de nichos que cubre las paredes, es discontinua en la plazoleta por aparecer allí un hueco entre las lápidas de mármol gris o negro. Están grabadas con nombres tan parecidos unos a otros como si pertenecieran a una misma rama familiar. La oquedad, que destaca como un claro en el bosque, como un plantío en el desierto, es la residencia reservada al cadáver. Se encuentra la difunta, a salvo de la fatiga ocasionada por el trayecto, libre de las inclemencias atmosféricas, embutida en la caja sencilla, pino recubierto con láminas elementales de madera más noble. El interior va acolchado de telas pálidas, sedas imitadas sin demasiado empeño. ¡Para lo que sirve…!: pensó práctica Salus.
Los empleados municipales, facultados para colocar el cuerpo en la celdilla, reciben indiferentes el agua vertida con fuerza sobre sus cabezas. Cae aplomada, inclemente; se la ve transitar las vestiduras o resbalar por la piel hasta depositarse en las botas de goma, desbordándose y originando charcos sobre charcos ya hechos a admitir. Los observadores guarecidos bajo paraguas de inarmónico colorido -se percibe falta de acuerdo en este aspecto- musitan jaculatorias cortas, breves impetraciones. Apretujados como están, los más elevados recogen el agua que les corresponde y, a través de las varillas metálicas, -imitando a esas fuentes ornamentales colocadas por los ayuntamientos en parques recoletos- se la entregan a los menos robustos, quienes, haciendo de concha intermedia, inundan impasibles a los compañeros pródigos, en asignación devuelta sobre hombros y espaldas, a lo largo de faldas o pantalones resbaladizos.
Progresa el aguacero de manera palmaria; disminuye el espacio entre gotas: hermanadas, unidas. Dejado el ataúd en el lugar a él destinado, enyesada en su perímetro la tapa interior provisional, menos presentable; los albañiles, ante la imposibilidad física de continuar el sellado de la lápida, la apoyan con cuidado en la pared y se alejan con paso rápido hacia el campamento de apoyo. Ha de ser la señal que los demás esperan, porque comienzan a dispersarse, ansiosos, buscando la salida. Recovecos, pasillos, patios, plazoletas, se hacen uno solo repetido en mil espejos.
Desasistidos por los empleados de la empresa de pompas fúnebres, portadores del plano de regreso, y por los municipales, dueños de la experiencia itineraria, van y vienen desorientados los acompañantes, atribuyéndose, sobre los demás, la sabiduría del camino recto.
A cántaros se derraman las nubes repletas, rayos y centellas cruzan de oriente a poniente el cielo morado, a cañonazos replican los truenos. El diluvio y el viento inutilizan los paraguas, invirtiendo la tela, rasgándola, doblando las varillas. Sus propietarios los abandonan sobre las tumbas emergentes cual restos de una batalla o de un naufragio. Gumersinda y Salus hallan un hueco en el muro, que la lluvia, copiosa, ha descubierto al desprender dos piedras sujetas con argamasa soluble.
Salen juntas del laberinto sin mirar a los desorientados que cruzan y entrecruzan sus pasos, cercana la penumbra del anochecer, próxima la oscuridad de una noche sin luna. Abiertas las compuertas del cielo, caen de golpe todas las reservas.
Tres días estuvieron cuidándose la una a la otra el resfriado. Y fue Salus quien cayó en la cuenta de que un entierro así discurrido, pudo ser obra póstuma de Paly, su última broma.

La ambición de los demandados

SEXTO. Consideramos que poseen en sí mismas, facultad esclarecedora, y se hacen interesantes para el conocimiento del caso que nos ocupa; por esa razón resaltamos algunas de las declaraciones vertidas por José María Pérez y su madre ante el Juzgado de Instrucción. A nuestro juicio acreditan el ánimo de lucro desorbitado que les movía en sus actos ante las hermanas Caballero Niño, anulando definitivamente cualquier motivación altruista que hubieran podido tener en los inicios de la relación. Entendemos que muy pronto olvidaron los móviles humanitarios y generosos, si es que en un primer momento los hubo; lo que les convierte en indignos para suceder a la causante.
a) José María Pérez González declaró, respecto a sus relaciones con Mapálica, lo siguiente:
-A la pregunta que se interesaba por saber si cuando comenzó a cuidar a la impedida cobraba alguna cantidad, contestó que le eran pagadas seis mil pesetas diarias. A cambio le daba penosamente la comida, cucharada a cucharada, y le ordenaba la cama después de vestirla y levantarla. Todo ello suponía un gran esfuerzo para él e insalvable para la madre; pues la enferma se encontraba débil y, en contraposición, metida en carnes, haciéndose arduo el ejercicio de incorporarla, izarla o colocarle la ropa.
-Preguntado si recibió alguna otra cantidad, responde que, dada la lejanía de los hechos, no se acuerda; seguramente sí, añade a continuación, porque ella era desprendida con los que se portaban bien. Tenía muy presente, por otro lado, que a partir de llegar Mapálica al piso compartido por él y su madre, acordaron que, a cambio de atenderla, recibirían una colaboración para la compra de una vivienda sita en la calle Desengaño. Propiedad que por circunstancias comerciales favorables se podía adquirir a buen precio, constituyendo una interesante inversión para ellos y, en igual medida, para la finada.
Referente a la razón de representar a Mapálica en la adquisición del piso, cuando ya habían llegado a ese acuerdo y ella podía actuar por su propia cuenta, contesta que tenía un poder ante notario y no era necesario molestarla.
Le es demandada explicación acerca de la fórmula empleada en el abono del piso de la calle Desengaño, y contesta que los doce millones íntegros se pagaron con dinero de una libreta de ahorro de Mapálica. Su madre y él mismo lo sacaron de la cuenta una vez obtenido el acuerdo y la autorización de ella, que estaba muy ilusionada con la transacción, ya que el piso está próximo a la Gran Vía y, por la descripción hecha, le agradaba el salón dotado de balcones. Su satisfacción era lógica y estaba fundamentada en el usufructo vitalicio que ella, según lo convenido, conservaba; lo que le iba a permitir ocuparlo algún tiempo.
Interpelado José María por los motivos que llevaron a la anciana Mapálica -con ochenta y tres años y siendo ya propietaria de una vivienda- a invertir doce millones en otra, de la que, por lo demás, no era dueña; contestó que ella sabía lo que estaba haciendo: el dinero en el banco apenas produce y si se presenta un buen negocio, una oportunidad tan ventajosa como aquella, había que aprovecharla. A las razones y motivos de la donación, los supone –ya que ella nunca lo dijo con claridad- provenientes del agradecimiento por las atenciones observadas con ella. Por otra parte, había pensado trasladarse al nuevo en fechas próximas, ya que presentaba comodidades de las cuales el piso de Fernández de la Hoz carecía; sobre todo, más luz, por ser del todo exterior. Lo impidió el repentino empeoramiento.
Se pregunta a los demandados si Mapálica otorgó poderes y testamento en el domicilio del señor notario o si éste, llamado por ellos, se desplazó al lecho de la enferma, y éstos responden que el fedatario fue a la cabecera de la cama y allí recogió sus deseos ya conocidos.

El egoísmo se opone a la amistad

A pesar de la extraña costumbre de apagarse a intervalos, demostrada hasta que se apagó del todo; echo de menos la luz de la bombilla. Me había hecho a la extravagancia de su comportamiento y aceptaba con resignación los períodos lóbregos. No es cosa de magia, tiene una explicación bien sencilla que paso a referir. La lámpara que, sobre mi cabeza, iluminaba con detalle la bañera, está formada por un casquillo de plástico negro, y por mediación del calor se dilata e interrumpe el contacto. Al enfriarse vuelve a su ser, y la luz se hace como en el principio de la creación, cuando el fíat se convirtió en la primera orden dada y recibida, previa a la miríada de disposiciones que vinieron después invadiendo el mundo, enfrentadas las unas a las otras. Ahora, fundido el filamento por el uso excesivo, la penumbra dibuja misterios intuidos y la oscuridad los confirma.
La obscuridad, amenaza espantosa, aterradora; ya no me da miedo. Imagino oscuro al Gehena, leído en la Biblia, donde será el suplicio y el crujir de dientes. Confundo y mezclo significados. El Gehena es el purgatorio judío, según creo, donde los pecadores muertos lavan sus pecados. También he leído que es un valle cercano a Jerusalén. Es posible que fuera un vertedero donde se quemaban las basuras, imagen del infierno por ello. Todo es, ahora, muy confuso en la panera de recuerdos: paladas arriba y abajo, paladas a derecha y a izquierda lo han desordenado. Vendrán gentiles y comerán con Abraham. Mientras que los hijos del reino serán echados a las tinieblas de fuera. Allí será el llanto y el crujir de dientes. Son frases de Jesús. Algo así como de fueran vendrán con más méritos que tú, y tendrás que irte de tu casa por no haber espabilado. Tinieblas, pues, son condenación. La oscuridad es penosa. A mí no me inquieta, pero echo de menos las intermitencias de la luz en la bombilla.
La temida noche del domingo, áspera como lengua de felino, resbala dócil hacia el alba poniendo a mi disposición un tiempo precioso, destinado a reavivar el examen de conciencia interrumpido, con el que espero poner mi alma en el concierto siempre deseado. Procedo con orden y método, conforme a la práctica en la que me han instruido; y me sumerjo de lleno en un profundo análisis de cada precepto. Los pecados capitales han dejado a su paso escombros que deben señalar a quien juzga, la acción o inacción de la marcha, las huellas borradas en el trayecto que va de la cuna a la tumba. Orgullo, aquí sí que me encuentro pillada; socapa de modestia y mansedumbre llevo escondida la serpiente de la soberbia, el deseo de ser más que nadie: preferida, inteligente, virtuosa; convertida por mi propio esfuerzo en criatura merecedora de la Gloria Eterna. Egoísmo lleva consigo el orgullo aparejado; y un cierto desprecio a los demás.
No cabe más que esperar el perdón del Eterno, del Todopoderoso, de otro modo los años de purgatorio serán muy prolongados. Con las misas gregorianas inclusive. La avaricia es un pecado del que soy bien culpable; llamémosle ambición, aunque bien mirado no sé si existe diferencia entre ambas. Ya de niña me empeñaba en ganar una y otra vez jugando al paso del siete, a la brisca, al tute o la lotería, cuando en la casa de Medina apostábamos todos en las noches de invierno, y eran humildes garbanzos lo que componía la puesta. Tenía que ser la primera en el pasatiempo infantil de la campana o saltando a la comba. En las historias ficticias que representábamos los niños junto a las tapias recias del castillo de Encinas, o en las eras cercanas al camino de Piñel; mi papel debía ser principal, princesa o reina, para que participara con gusto. O el de la más bella esclava de quien se enamora el mismísimo emperador y la alza a su lado; señora del mundo, a quien los súbditos obedecen sin pensarlo.
Y todo ello en silencio, sin traslucir ansiedad. Amor propio, orgullo, ¿dónde está el deslinde? Primos hermanos son de la soberbia y el orgullo. A pesar de no tener necesidad de mayor salario, cuando en Madrid comencé a trabajar, sumé horas extras a la jornada común. Buscaba un incremento de la ganancia, y acepté un trabajo complementario para sábados y domingos, extendiéndolo luego a las noches duras de las vísperas de fiesta, hurañas, desatendidas. Acumulé un patrimonio valioso, acervo minúsculo si lo ponemos al lado de los que forman la clase media en estos tiempos de bonanza económica, pero capaz de situarme en la seguridad confortante. Intacto queda, por otra parte, al no repartir ni un ápice con los que no tienen donde caerse muertos, y vencer cada día mi voluntad a los caprichos.
La ambición religiosa que me impulsa hacia la Vida Eterna en primer plano y con protagonismo, ¿no será una forma de egoísmo y codicia? Envidia, ¿quién se libra de ella? La llamamos de muy diversas formas para suavizar su efecto, pues al partirse en pedazos disminuye la culpa contraída. Siendo emulación, es honesta, útil para el progreso de la gente, para el avance de los pueblos. Pero si se desea, como es mi caso, ser querida por el padre a la manera de Paly, o recibir el mismo trato que las demás niñas de la clase, las del habla clara, entonces es pelusa infantil y principianta. Son celos si el amor que se desea es el del hombre que se ha decidido por otra, y sucede entre adultos en la mayoría de los casos. Sin embargo, el pecado es uno solo cualquiera que sea el nombre recibido, seamos o no, con él, tolerantes. Y yo le he sido y, acaso, aún lo soy.
¡Señor, sufro por causa de la sed! Tened piedad de esta pecadora que aún no se ha arrepentido del todo. ¡Señor, sufro por causa del hambre! Apiadaos de mí, incapacitada como estoy para arrepentimiento total. ¡Señor, sufro por causa del frío! Mostraos compasivo con esta pecadora sin enmienda completa. Señor, oíd la oración que mi temor al infierno acaba de improvisar. Haced que la razón de mi rezo no sea el miedo, sino vuestro amor.
Ha pasado la noche sigilosa, de puntillas para no interferir en mi pensamiento crítico. Hace un buen rato que la alborada iluminó a medias el cuarto. Fueron creciendo nítidos a mis ojos los objetos con sus detalles. Por eso sé que soy yo, y sé que estoy aquí. Ejercicio de reconocimiento que me vi obligada hacer muchas veces a lo largo de mi existencia. Ya es la mañana del lunes, se nota en los ruidos abundantes y reiterados, ese ajetreo ciudadano impulsado por la inercia. Se aprecia en las respuestas desabridas; transparentes porque están contenidas en voces alzadas y los tabiques son del papel en que imprimen la Biblia.
La gente se mete en faena como es de obligación,
iniciando la andadura semanal, esa unidad temporal repetida hasta el hartazgo. Reiterada hasta el abatimiento y la muerte paulatina de las ilusiones. Suceso trivial, vano, casi insignificante, imperceptible; que borra las huellas más dolorosas de la sensibilidad de manera inconsciente. Apenas me queda algo de resuello y acelero el respiro; me abandonan las fuerzas necesarias para acarrear el agua con la esponja, trayecto alargado que va desde el tortuoso hilillo a la boca tan necesitada. Debo de tener fiebre; así lo supongo porque la frente me arde y las sienes saltan como si se tratara del dado encerrado en el bote del almendrero.
¿Porqué y para qué estoy aquí?, me acometen las dudas de siempre. Causa y efecto. Substancia y objetivo. A continuación me pregunto si las respuestas recibidas me satisfacen. El calor del cuerpo, el hálito de vida, el fluir de la sangre en las venas, las facultades de imaginar y pensar, y por encima de todo la capacidad de acción consecuente; evidencian un fundamento. ¡Qué simple es esa contestación tan compleja! La mirada comprensiva, la acción interesada en los demás, la donación, la aceptación de los resultados visibles e invisibles; todos ellos, complementándose, lo reafirman. Un objetivo superior moviendo nuestros pasos, pero ¿y eso basta? No, no es suficiente; además de para ser, se necesita una razón esencial para estar y para ir. El Creador con su energía única de las que todas las demás se nutren, el Demiurgo, sólo Él facilita la causa imprescindible. Yo soy en el Padre o no soy, soy en Cristo o no soy, existo en el Espíritu Santo o no existo. Pero, y los ateos, ¿no existen acaso? Entiendo que soy en la divinidad como la luz de la bombilla existe en la energía eléctrica. Y eso vale también para los ateos; créanlo o no. Es mi voluntad quien da beneficio a las otras potencias del alma, es el afán de servir a la Obra del Creador la que facilita a mi existencia carta de naturaleza y destino.
Quiero, luego soy; podría decir sin miedo a equivocarme. Podría decirlo, pero no lo digo. Me aterra la certidumbre de frase tan corta. Tres palabras que sitúan mi muerte en tiempos lejanos. Moría un poco cada vez que una burla hacía presa en mi voz, cada vez que un sopapo encontraba mi cara, cuando la víbora cerró sus fauces pequeñas sobre mi mano. La puntilla me la dieron los ladrones de lo que me pertenecía, madre e hijo; el abogado traidor, los encargados de la justicia perezosa. Pequeño es mi amor, y le ahogan la desconfianza y el egoísmo fundidos en un solo comportamiento que se alimenta y respira por sí mismo y para sí.
Un desierto de escrúpulos se tiende a mi paso, mas confío en su próximo término. No tardará en llegar Alberto, abrirá con su llave y me prestará la ayuda imprescindible. Tendré que guardar cama, seguro; el doctor lo ordenará por mor de cuidar el enfriamiento contraído, el entumecimiento de los músculos, la falta del riego sanguíneo correcto. Alberto vendrá y esta postración dará paso al lento caminar de mis pies cansados, viajeros sin destino manifiesto. Vendrá y traerá la alegría. Vendrá y me hablará de sus cosas, más yo llevaré el interés de la charla hasta su abuela; le preguntaré por la salud de la anciana y le haré un relato minucioso de los aspectos que él desconoce.
Estuve en la boda de Agripina con aquel mozo honrado que fue el escribiente de su padre. Su aspecto, vestida con arreglo a la moda de entonces, está recogido en las fotos y no es necesario rescatarlo de la memoria infiel. Conozco, y de eso no hay fotos posibles; las dudas que sitiaban su corazón, encogiéndolo. Ayudaba yo a vestirla y ella estaba ausente, como quien tiene su pensamiento en otros asuntos de mayor substancia. Para una novia que en una o dos horas se convertirá en esposa, no ha de haber, entendía mi razón, otro propósito de más envergadura. Luego se trata de eso, me dije, de que no las tiene todas consigo y algún temor la impide estar a lo que corresponde en presente.
Pedí que nos dejaran solas y vertiendo lágrimas que ni ella sabía dónde hallar su raíz, me confesó que llegado el instante esperado, ni el hombre ni el matrimonio mismo le parecían convenientes a su carácter complejo; a su individualidad hecha a avanzar la primera. No había ido en las efusiones con el novio más allá de besos y caricias superficiales, y no se creía dispuesta a llegar hasta el fin, sin transcurrir un tiempo razonable, que dependía de la confianza desarrollada. Por otra parte, no deseaba renunciar en modo alguno a su función en el grupo literario ni a su quehacer intelectual. Temía, y el recelo ocupaba su pensamiento íntegro, su discurrir absoluto. Prometí traer un compromiso firme del enamorado que zanjara ambas cuestiones, y en media hora estaba de vuelta con la palabra inquebrantable de quien no tenía otra. Recobró la sonrisa el rostro de mi amiga, y durante la ceremonia y el convite posterior, fue una novia que iba y venía disponiéndolo todo, atenta, juiciosa, y feliz de haber dado el paso.
Pero no, este secreto, como otros muchos, no llegará a los oídos de Alberto desde mi boca; sea su abuela quien lo cuente si quiere. Dibujaré en su lugar la impresión que yo recibí aquella tarde de invierno sombría, en que asistimos juntas a la recepción de un premio otorgado a escritora tan penetrante. Era ya de noche, aunque no pasaba la hora de las seis de la tarde, y las gotas frías que mojaban nuestros rostros llevaban algo de nieve en su interior. Buscando guarecernos de una intemperie así de áspera y desapacible, y para hacer tiempo hasta el comienzo del acto, visitamos una iglesia que abría sus puertas a mujeres de luto. Poco después, recogida en un viejo caserón bien conservado, contemplamos una exposición de pintura. La integraban los cuadros que la selección de expertos distinguió en el correspondiente certamen. Conocimos a los artistas y hablamos con algunos de ellos: imitadores de la realidad o sus inventores; entrando en su mundo de búsquedas íntegras y hallazgos parciales, y en la persecución del reconocimiento personal, imprescindible en algunos de los casos.
Un salón rectangular, mediado de asistentes, acogía la entrega de recompensas literarias; y en la consagrada a narraciones cortas, Agripina hubo de explicar su trabajo. El relato premiado expresaba, por boca de un preso inocente, la defensa imposible de los atormentados a quienes todas las apariencias señalan como autores de crímenes ajenos a sus actos. En aquella sociedad sin fisuras, carente de garantías legales, se producían errores que recluían a personas sin nombre; y condenados de antemano, incapacitados para pagarse una defensa eficaz, no lograban librarse.
Aceptó mi amiga la placa que la acreditaba como ganadora del premio, y entregó la dotación dineraria: varios miles de duros; a una sociedad filantrópica. Recibidas ella y yo por el secretario de los organizadores, permanecimos un buen rato charlando y tomando el tentempié que habían preparado. Qué satisfecha me sentí de Agripina, cuánto se envanecía mi orgullo al presentarme a concejales, alcalde y miembros del jurado como su mejor amiga.
No quedó en simple amistad nuestra relación, por estrecha que fuera. Había pasado a mayores en ocasiones distanciadas, pero capaces de aferrarse con uñas y dientes a la memoria: besos y caricias de lo que pensábamos amor prohibido sin serlo. Tardamos tiempo en descubrirnos ajenas al pecado.
En boca de Agripina, en su propio recuento, ante presentes y ausentes, ocupaba yo la mismísima cabeza del desfile de amistades. Era la señorita Salus, la más amada; y el triunfo de Agripina me descubría en lugar relevante, enalteciéndome, convirtiéndome también en vencedora. Ya desde el colegio aposté por quien tenía potencias ocultas. Yo la impulsé, yo la di ánimos y la puse tan arriba. Tal sentimiento, inconfesable por estar formado de egoísmo, nació en aquella sencilla ceremonia. El pequeño éxito, aprovechado por ella para hermanarse conmigo; a mí me sirvió para relegar su cariño al plano de las relaciones interesadas, de esas que buscan compensación y ganancia en los actos. Orgullo que es soberbia, y rivalidad que es envidia pura.
Es posible que en el acontecimiento de la premiación quedara sepultado el amor generoso que había sentido por ella. Sí, pudo ser allí; salón de ceremonias, despachos y pasillos, donde el aplauso y las palmadas en la espalda venían a pagar a Agripina sus desvelos por la escritura. Gratificándome, de paso, la compañía entregada en los momentos difíciles, cuando ella era una niña maltratada buscando mi regazo y mis alas abiertas para cobijarse, pajarillo carente de un nido cálido. Allí enterré, en una medida que no alcanzo a precisar, la afición primitiva, la que estaba siempre alerta, indagando necesidades y deseos para satisfacerlos. Allí retrocedió la voluntad que había compartido penas enormes y migajas de alegría.
Señor, me acuso de estos pecados jamás descubiertos a mi director espiritual y, solo ahora, cuando he visto las orejas al lobo y he temido morir, confieso. Dios lo sabía, no era necesario que diera tres cuartos al pregonero. No hubo confesión, pero el arrepentimiento fue grande e inmediato.

Viaje imposible a Argentina y Tierra Santa

A la señorita Salus le hubiera costado lo indecible llevar una vida monacal. Estuvo diez días compartiendo celda con su amiga Agripina, en la austera hospedería que ocupa parte de un convento. Iban a ser quince, pero a los diez claudicó. Las madres Cistercienses de Calatrava, en penuria económica, han abierto al exterior esta puerta de ingresos. Como escasean las vocaciones y el cenobio es grande, tienen cabida en él las personas desasosegadas que buscan sosiego. Han de hacer, eso sí, una jornada de monjas que comienza en maitines, y transcurre despacio, interrumpida por rezos que llevan los nombres de las propias horas a las que corresponden; para terminar con la oración que culmina la cena, una colación frugal de sopa de verduras y dos lonchas de queso, que por carecer de grosor casi son transparentes. Silencio, contemplación y plegaria; las personas que llegan buscando momentos proclives a la reflexión, allí caben. Fueron la señorita Salus y la amiga Agripina a unir sus soledades tras una separación muy larga, y Agripina supo que la señorita Salus no estaba preparada para llevar una vida de mortificación y sacrificio: introdujo de matute alimentos de refuerzo y hablaba a escondidas. Lo cuentan ambas entre risas, sin voluntad de secreto.
Fue breve la enfermedad de Sinda, tres meses escasos desde que dio la cara. Por fortuna sucedió en una temporada de aquellas en que las hermanas estaban juntas. De esa manera Salus pudo asistirla con delicada aplicación, poniendo en el empeño toda su capacidad de socorro; paciente entrega a la desvalida. Otra ventaja añadió la coincidencia entre la concordia fraternal y la indisposición de Sinda. Puso en evidencia el peligro al que estaba expuesta. Pudo frenar Salus la acción de los ladrones de voluntades, y poner coto a las fechorías que tramaban confiados; manteniendo a los arteros, madre e hijo, firmes y distantes con su sola presencia. Por ello, cuando todo hubo concluido y nada reclamaba atención, sintió ella la tranquilidad de espíritu de quien ha ido en su deber más allá de lo obligado.
Lo saben en la parroquia y en la agencia de viajes de la plaza de la Remonta, donde ha preguntado las condiciones: prepara la señorita Salus un viaje largo, doce horas de avión hasta Argentina, estuario del río de la Plata, vasta ciudad de Buenos Aires. Tiene el dinero apartado en una cuenta del banco; donde también lo saben. Es clienta desde mucho antes de la fusión, y conoce a uno de los escribientes desde que era botones y le abría la puerta.
En región tan remota vive su hermano, menor que ella, y casado sin haber conseguido la descendencia que lo herede. Un fervor entrañable es la fuerza que anima a Salus a viajar tan lejos. Sueña día sí día no, con ver a Aproniano antes de expirar; como si con ello diera observancia a un mandato ancestral. Lo es la obligación adquirida con la señora Beremunda, que en el lecho de muerte le pidió vigilancia para el niño y cuidados de madre. Ver al hermano, conocer la realidad de su estado de salud, calibrar el alcance de la enfermedad cardíaca, valorar su situación económica y, después, regresar. Retornar y, a la manera de las olas en la playa, morir.
Caminará un trecho por la calle Corrientes, verá el puerto y el Teatro Colón, recorrerá en coche la interminable calle Rivadavia, y se interesará por los gauchos templados. Peregrinará al santuario popular de la Plaza de Mayo, y rezará -pegada a la Pirámide de la Libertad, frente al Palacio del Gobierno, la célebre Casa Rosada- un día de concentración; rodeada de madres dolientes, de valientes mujeres. En ese lugar tan lleno de sufrimiento y de fuerza, rogará al Ser Supremo que en lo sucesivo no existan seres elevados sobre los cadáveres de los discrepantes, de los que piensan y actúan de modo distinto.
Iniciará amistad con la cuñada a la que ha visto en fotos y, acompañada de ella, se presentará en las zapaterías para evaluar la marcha de las cuatro tiendas, y deducir la conveniencia de hacer una manda a Aproniano en el testamento. Entregará buenas horas a la charla con el niño mimado a quien nadie puso cortapisas; tratará de rememorar otros tiempos con el joven aquel que llevaba en la cartera un billete grande cuando iba a las fiestas, al que ningún otro había de hacer de menos por expreso deseo del padre. Se fundirá con el hombre que día a día se fue haciendo viejo, tan alejado de ella, tan alejado de las propias raíces o, nada más, tan alejado. Serán horas de hermano y hermana, ellos dos solos, sin extraños que interfieran recuerdos, apartando por un momento a la esposa. Periplo debido a la conciencia, deseado, soñado; viaje íntimo adeudado a la madre, que expresando su voluntad última le pidió atención permanente. Trayectoria, en suma, a través de los mares, de los peligros ciertos, que su responsabilidad le exige como imprescindible antes de morir. Esas y otras cosas suyas, explica al párroco, sentados ambos en la sacristía.
Desde que comenzó a trabajar como telefonista y oía fragmentos de conversaciones ajenas, a la señorita Salus le entró el gustó de imaginar mudas profundas en su vida quieta. Cambios de familia, de ocupación, de ciudad y hasta de país. Con todo y con eso, su existencia siguió los dictados de una inercia invariable; ni el peinado modificó a pesar de los vaivenes de la moda.
Sueña desde hace diez años con una cumplida peregrinación a Tierra Santa, por eso acumula libritos de reclamo e historias auténticas, vividas y escritas por alguien que fue, vio, y vino entusiasmado. Relatos contados por personas piadosas que sacaron provecho del viaje. Ella, que es tan religiosa, piensa, “ver Belén y morir, entrar en Jerusalén y morir, cruzar el río Jordán y morir.” Pero no es la muerte sino la Vida lo que busca en la tierra de Jesús. Morirá a los asuntos del mundo y nacerá al Amor, viendo lo mucho de interés que yace diseminado por toda la geografía árida. Dará un adiós definitivo a la tibieza, se rendirá al Señor sin condiciones.
Podría llegar más allá, iniciando, libre de ataduras, los difíciles caminos de la mística, y entrar en íntima unión con Jesús, amoroso de su alma rehabilitada. Tiene presente ejemplos de mujeres que, partiendo de una vida sencilla, por algún suceso insólito, tocadas de la gracia divina, hicieron deliberada renuncia del barro y, viviendo desde aquel instante supremo en el orden de los espíritus puros, alcanzaron la santidad. Ese viaje podría ser la piedra de toque, el catalizador necesario.
Visitará en Belén la Iglesia de la Natividad, la Gruta de la Leche y el Campo de los Pastores; en Jerusalén, El Santo Sepulcro, La Vía Dolorosa, el huerto de Getsemaní, la Tumba de María, el Cenáculo, la Iglesia de la Dormición. Luego irá a Samaria, a Nazaret y al lago Tiberiades, el llamado Mar de Galilea; caminará paso a paso hasta que los pies se le vuelvan llagas. Se sueña peregrina a lomos de un burro, cruzando países bárbaros que atacan a la expedición, y se alegra de ser degollada, de recibir el martirio por causa de su fe. Pero en cuanto puede lleva la aventura onírica por derroteros tranquilos, y se arrodilla, por fin, en el desierto de Judea, dispuesta a someterse a un ayuno purificador que le permita, inocente como un niño, entrar en la Tierra Prometida.
Habrá de renunciar, para ello, a las pompas de las ciudades, a su boato, a las enormes diferencias consolidadas y crecientes entre pobres y ricos; y recorrer esos lugares que tienen nombres de la Historia Sagrada, de los Santos Evangelios, donde es tan fácil alcanzar el último estadio de la virtud. Pasará de puntillas, como quien pisa sobre alfombra de ascuas encendidas, por ciudades como Corazaín, Betsaida y Cafarnaún, que no reaccionaron del modo debido a los prodigios obrados en ellas, pues basta caminar los senderos detrás del Señor, oír las Parábolas y poner en práctica sus enseñanzas, para situarse a la diestra del Padre; ejemplo dado por Tiro, Sidón, Naím, Jericó, en las cuales se detendrá más tiempo. Un año de estos la parroquia preparará ese viaje, y ella se apuntará la primera; ya se lo ha dicho al párroco.
Volará durante cinco horas a once kilómetros de altura, en compañía de otros cien ancianos, pero sola con sus pensamientos; y en suave descenso se posará en el aeropuerto Ben Gurión. A la higuera estéril de la parábola verá ofrecer un fruto sabroso después de abonada; enriquecido de fronda verá al árbol de la mostaza que no hace tanto fue semilla minúscula; a la hija dormida de Jairo verá, a los mercaderes arrojados del templo. Para recorrer la Betania, donde la fe de las piadosas hermanas resucitó a Lázaro cuando ya hedía, descalzará los pies, culpables de haber torcido el itinerario de su larga existencia. Tocará el vuelo de la túnica de aquellos tullidos curados por la fe puesta en Cristo, que dejaron los apoyos para correr –según fuera el natural de cada uno- a ocuparse de sus asuntos más urgentes, o a dar gracias al Salvador por el milagroso alivio. Bajará al Mar Muerto, el verdadero suelo del mundo, muy por debajo del nivel de nuestro mar Mediterráneo -trescientos noventa y cuatro metros más hondo, dice el fascículo- y subirá, a continuación, a Masada, sobre cuyas ruinas le contarán el desenlace fatal del asedio romano, la sutil argucia encontrada para que el suicidio no lo pareciera, salvo en el último caso.
Rezará ante el Santo Sepulcro después de haberlo hecho frente a la estrella que marca el sitio exacto del nacimiento de Cristo; los dos puntos terrenos que fueron claves de una vida dedicada a los demás, ejemplo para el género humano y su propia salvación. Verá el desierto donde Jesús, tentado por el diablo, ayunó durante cuarenta días completos. Volvía del río Jordán y estaba lleno del Espírtu Santo; pero, al final, tuvo hambre.
La hora de la verdad la encontrará sentada en la ladera del valle Josafat, muy cerca del Padre Eterno, esperando que suceda ese final avisado por las diez mil trompetas turbadoras. Imagina el momento y es, en su mente, una tormenta de gran aparato que sobrecoge al género humano allí reunido: pobres y ricos, armónicos y desajustados, de rostro hendido por cien cicatrices o límpidas mejillas, los que hablan con fluidez y los torpes de palabra. La negrura del firmamento amenaza con tinieblas indisolubles, pero cruzan la bóveda luminosos relámpagos que van de una estrella a otra estrella en un terrible enfrentamiento universal, combate previo a la calma beatífica y resplandeciente que convertirá la noche eterna en día sin fin.
En ese instante magnífico los quejidos de arrepentimiento salen de todas las gargantas agrandados por el valle en un eco irrepetible, rumor alzado hasta el séptimo cielo, donde el trono de Dios dispersa unas palabras de consuelo, acariciadoras y tibias como la manera de ser perseguida por la señorita Salus desde que tiene clara conciencia de su comportamiento. Callan los truenos que siguen a cada rayo destructor, y una trompetería que viene de todos los confines anuncia al Verbo. Otra vez el Verbo parece estar solo como al principio de los tiempos, y se concreta en el aviso del sufrimiento sin fin: “¡Ay! de los malvados que no tuvieron arrepentimiento, ¡ay! de los sordos que no quisieron escuchar, ¡ay! de los tibios”.
El eco del desfiladero retumba esa admonición por encima de todos los horizontes, corriendo con la presteza de la claridad hasta diluirse en callada mesura a los bordes mismos del infinito. Salus se arrepiente de su conducta templada, equidistante de la virtud y el pecado, y espera que le sea revelado el verdadero camino para recorrer por él los últimos metros. Quiere abandonar la intuición allí mismo, y seguir las exigencias marcadas en las tablas de la ley, mandatos que el propio dedo del Dios que la va a juzgar escribió sobre piedra, para que los dotados de ojos los leyeran, y los que tuvieran voluntad los pusieran en práctica, sirviendo de ejemplo a los demás. Se sobrecogen los espíritus dentro de los cuerpos, la luz va ganando la partida a las tinieblas, y el Eterno aparece sobre una nube de mármol -Padre, Hijo y Espíritu Santo- transparente como el cristal de los arroyos, ligeramente azulado como el hielo frío de las montañas y de los glaciares.
En ese lapso que es ínfimo y a la vez inacabable, pues el cuerpo no pesa ni padece, la Trinidad Una, con voz sonora que alcanza el círculo final y regresa, se manifiesta unificando pasado, presente y futuro, lo que se halla cerca y lo imaginado lejos, lo de arriba y lo de abajo. Lo hace en una lengua que todos entienden porque es la misma que los padres emplean con sus hijos, el habla de los amantes, de las personas unidas por la afinidad; se trata del idioma universal y eterno llamado Amor, que por vez primera se pronuncia en su prístina esencia. El Dios Uno y Trino se dirige a las personas de todas las edades y naciones, de aquí y de allá, sin distingos, en ese lenguaje que todos quisieran haber dominado en sus relaciones, porque ablanda la pétrea corteza que los faltos de corazón presentan, y torna transparentes las valvas de los apocados ocultos en su propia concha.
En tono apacible pronuncia la Divinidad unas palabras vigorosas, y sabe Salus por ellas que todos están perdonados y se clausuran, para siempre, no sólo el Purgatorio, cuyo término cabía esperarse, sino el Infierno con todos los suplicios ideados por las mentes perversas. De modo que millones de almas en ellos recluidas: apóstatas, herejes, cismáticas, disidentes, rebeldes, insurrectas, y las contrarias a las reglas y normas de todo tipo, abandonan su reclusión y, tomando un sendero alfombrado de florecillas, descienden a un valle fértil que resulta ser el Paraíso. A la señorita Salus le hubiera gustado que la amnistía estableciera excepciones. Y de no ser posible, grados; ciertos escalones que diferenciaran a los que se esforzaron como ella, viviendo entre cilicios y renuncias; y los que estrujaron la ubre de la vida, gozando a su antojo, valorando en poco el momento siguiente, como Gumersinda; o aquellos, aún más infames, que sorbieron con delectación el cáliz de las pasiones, desde las primeras gotas hasta las heces impuras, tal como les fue ofrecido por los enemigos del alma: el demonio, el mundo y la carne. Nada ha dicho el Eterno sobre la perversidad de Paly, sobre sus conquistadores malvados, sobre el abogado que fue dando largas a su pleito mientras pedía dinero, sobre el sobrino que quiso de ella lo accesorio después de dilapidar lo obtenido de Paz.
Nada ha dicho sobre el señor Baldomero, propietario de sus hijos y de la esposa sometida, al igual que de las sesenta y tres ovejas y de las setenta fanegas de tierra. No menciona, y sin embargo lo sabe, lo ocurrido en su habitación de Salamanca cuando a los catorce años se cambiaba de ropa y entró su tío Dimas. La ilusión descubierta un mes antes en su pecho adolescente, el amor recién inventado a partir de unos aleteos muy suaves, un piar dulcísimo, un trajinar de abejas en busca de polen; y de un desasosiego que se torna por momentos quietud para luego abrirse a la sensación contraria, una inquietud que agujerea el corazón o lo inflama; el amor, tan viejo y tan nuevo como el mundo, día a día renovado, brotes verdes renacidos de las hojas secas, el amor recién descubierto en su voluntad ilusionada, acogido con temor y esperanza, se rompió como un jarrón de porcelana preciosa en el choque brutal con los hechos ciertos, con la realidad verdadera. El Supremo Juez conoce este episodio, por eso el valle del Juicio Final le da miedo, y cree no tener valor suficiente para visitarlo, cuando por fin sea un hecho su peregrinación a Tierra Santa. Si es que algún día llega a serlo.

Los demandados reconocen los hechos

b) Declaración de José María Pérez González respecto a sus vínculos con Gumersinda. El interpelado aseguró:
* Ser cierto que Gumersinda le vendió la nuda propiedad de la casa de Coslada en tres millones de pesetas, reservándose ella el usufructo.
* Que Gumersinda pedía al declarante la acogida de Mapálica en su casa de Toledo, y le ofreció la venta del piso a modo de compensación.
* Acerca del otorgamiento testamentario de Gumersinda a su nombre y al de su madre, que la interesada insistió sobre el asunto hasta que ellos aceptaron, ya que tanto ella como su hermana tenían motivos sobrados de agradecimiento y cariño, y ellos no querían disgustarlas.
* Que por el inmueble de Coslada él no había pagado dinero alguno en ningún concepto.
* Que Gumersinda le nombró heredero porque deseaba ver a su hermana Mapálica bien atendida y manifestaba, con frecuencia, que, no habiendo tenido hijos por ser célibe, le consideraba a él como tal.
En relación con la cuestión del pago desproporcionado a los servicios: que le pareció estar bien pagado con todo lo recibido y lo que recibiría a la muerte, pero sin creerlo excesivo pues el celo era el preciso y su dedicación exhaustiva. Pensaba, de todo corazón, que el afecto profesado no puede ser pagado con dinero, y él puso todo su cariño en el cuidado. No pensó, al recibir las propiedades y mandas, en que perjudicara a nadie, ya que ellas no causaban inquietud a los familiares, y éstos no se interesaron por las enfermas en ningún momento; ni el hermano de Argentina, ni el sobrino de Burgos. Únicamente Salus preguntaba, pero movida por el egoísmo, envidiosa de los frecuentes regalos, disgustada por haber sido desplazada del trato y del testamento.

Las asechanzas de la vejez

La realidad cambiante quedó anclada a la geografía; la película tantas veces vista, desgastados sus engarces de la orilla, se hizo sucesión de fotos fijas, inmóviles. El mundo, tan vasto que la bola que lo representa ha de ser girada sucesivas veces con el dedo, para que muestre todas las facetas de sus caras múltiples, se hizo pequeño de repente. El globo terráqueo, habitado por seis mil millones de seres humanos incógnitos, al comienzo del verano se convirtió, de la tarde a la noche, en un espacio reducido. Las tierras rugosas y los mares extendidos encogieron.
Setenta personas mayores -de una edad cercana a los ochenta- colonizaban veintitantas alcobas, cinco o seis pasillos y la sala de estar completa de divanes: ni uno más hallaría acomodo sin perder su armonía el conjunto. En ese archipiélago de individualidades, la densidad de población era alta, y no se hallaba intimidad aun persiguiéndola; paraje desprovisto de desiertos y zonas despobladas. Olvidos, afanes, prevenciones: eran islas unos y otros residentes; por los cuatro costados limitaban con la falsa protección de los recelos, librando una lucha sorda que al anochecer ya era cruenta y sin circunloquios: burbujas, pompas de jabón y globos cautivos. La casa tenía algunos aspectos de prisión: paredes altas y enrejado de hierro.
Poeta por encima de todo, entre la vulgaridad reinante, Agripina descubrió, en diez minutos de búsqueda insistente, un patio donde dormitaban dos gatos, pequeño jardín acogedor de tres árboles frutales, hierba verde rodeando una roca de las que crían musgo, y el agua de un estanque habitada por seis peces rojos, tres negros y una tortuga cóncava que agitaba las patas. A ambos lados de un corredor central abierto por dos ventanales enfrentados, se transformaba en paisaje una muestra cautiva del campo. Muestras elegidas en los tres reinos, se reunían allí para parlamentar, bajo un cielo azul que evidenciaba, con el color puro, su existencia; prueba irrefutable para los descreídos.
No era su casa, no; no era la casa del padre de Agripina. Cuadras, cobertizos, salas de cardado y la vivienda, dependencias que hasta entonces sirvieron al comercio de lanas ejercido en su pueblo, fueron ofrecidas a quien pudo pagarlas para saldar las deudas acumuladas, y comprar el piso de Valladolid. Vivienda vendida más tarde, a instancias de la necesidad perentoria, con su contenido íntegro. los muebles de estilo y los libros. La obra de muchos autores ordenados por el apellido, de la primera A hasta la última Z. Las grandes epopeyas antiguas, el pensamiento griego, el saber latino, los clásicos españoles, franceses, rusos, alemanes; los americanos modernos y las influencias de todos ellos. Perdida sin remedio la rica biblioteca, vino la falta de vista a apartar a Agripina de la lectura para siempre.
La fastidiosa derivación de su enfermedad: células óseas que van degenerando, plaquetas destruidas que no se renuevan; le privó de la esperanza de volver a lo de antes. Tras una larga temporada en hospitales, llegó Agripina al archipiélago humano que ha ido descubriendo en su exploración. Después de treinta meses acercándose a la naturaleza por la espalda, estimulada por una enfermera santa y sabia de nombre Úrsula, que ella en sus adentros llama sor Dolores en memoria de la novicia aquella de Medina, recobró con la alegría la confianza, con la confianza las ganas de vivir y, con las ganas de vivir, la vida.
Cuando murió el esposo -una caída sin fortuna desde lo alto de la camioneta, encaramado a las sacas de lana- quedó sola, y su corazón estuvo a merced del viento y de la escarcha, se le resintieron los huesos aflorando dolencias ocultas. Ahora la salud está incompleta, mas si alguna deficiencia le acucia, quizá lo sean las cataratas, que aumentan de grosor y van cegando. La operación será cosa de tiempo, ya le han dicho en la Seguridad Social: al pie de un año; hay otros esperando y no es ninguna urgencia. Los médicos aseguran que la cirugía avanza a pasos de gigante en este campo. De hecho, en las clínicas privadas la intervención es inmediata y emplean, además, métodos tan modernos como el rayo láser, que reduce el riesgo y el suplicio.
Las novedades la asustan lo indecible: se defiende asegurándolo; no quiere prestarse a experimentos, argumenta. Si los que entienden se equivocan, o la técnica encuentra variaciones no previstas, sus ojos serán los perjudicados. Eso dice, pero en verdad sucede que, en su interior más recóndito, domina un sentido heredado del ahorro, de evitar el despilfarro: luz que no se necesita, escasa agua del cántaro, comida sobrante que origina nuevos platos, ropa remendada que pasa a los hermanos más pequeños. Resulta que el administrativo con quien matrimonió no entendía el negocio de las lanas como el suegro, o eran los tiempos muy otros, menos propicios; el caso es que sacaban lo justo para continuar al paso, un paso bien medido y calculado.
Muerto el esposo, las dificultades se unieron frente a ella, y es sabido que, del relato breve, de los poemas salidos del corazón y de la mente a un tiempo, no se vive. Volcada día tras día en los hijos, le parece que utilizar sus ahorros en sí misma, es, en cierto modo, resarcirse y cobrarse la dedicación. Al fin y al cabo, a su edad provecta, pocos sueños se materializan reclamando miradas.
La muerte, resulta ser contradictoria como ella sola: camina siempre al costado, a un palmo sólo; y parece tan alejada que ni se la vislumbra ni se la intuye. Como tiene horas de sobra y le vienen grandes los días -mangas que los brazos no llenan, vuelo del vestido que barre las baldosas- a veces, sin hacer especial énfasis, busca las respuestas a las preguntas reiteradas: ¿por qué sigo aquí? ¿para qué? Está convencida de que los actos no justifican su existencia; no viene su sendero de sitio alguno de interés ni va a ningún punto cardinal. La vida le tuvo sumida en desconcierto, y a estas alturas aún no comprende quién o qué azuza su paso.
Desde el balcón, adornado de geranios, ha visto desfilar un siglo casi entero; precioso uniforme viste y porta un estandarte cuyo simbolismo ignora. Sus manos vacías presentan los dedos separados; por las aberturas debió de deslizarse la arena. Tras honda reflexión formula dos cuestiones: “¿En qué consiste exactamente el encargo que me hicieron?, ¿de cuántos caudales dispuse para llevarlo a cabo?” Rematan su meditación incursiones por terrenos fronterizos, y una melancolía, semejante a la lluvia menuda, va empapando la ropa.
Fingió, inventó, dio vida a personajes –literarios, eso sí, o por si fuera poco- que sin ella no hubieran mostrado su decir encallecido por la experiencia. Desconoce lo que sintieron los lectores: si se sirvieron de los textos, de las frases, de las dudas, de las afirmaciones; para vivir mejor el día a día. A su juicio resultan pequeños el recuento y los hallazgos. Acaso aparezcan omisiones volviendo otra vez desde el principio. Nuevo ensayo; y el olvido de un hecho o la confusión de la realidad con la simple aspiración, disminuyen la suma y, en consecuencia, el mérito.
¡Qué memoria!, a poco pasa por alto la actividad más ejercida: fue madre; de los días hizo sala de espera, portal que cuelga ilusión en las paredes, cauce del rio interminable. Los restantes hechos, si los hubo, se difuminan en la niebla; imagen vaga sin identidad posible, sin certeza de su existencia limitada. Vivió carente de un esconce donde agonizara la incertidumbre, de un recodo hostil a la sospecha; y asegura haber aprendido, al fin y al cabo, la lección: larga lista de artículos tomados de reglamentos ajenos; pues tras una resistencia dolorosa, terminó por observar sumisa los dictados como si fueran propios o buscaran su beneficio. Secante veteado de tinta reseca, se encuentra culpable en su interior, del acatamiento de la realidad sin condiciones, de su rendición última tras una lucha insuficiente. Y termina el recuento y el análisis sin saber si fue más importante lo dicho en los momentos de valentía o lo callado por temor.
Isaac, víctima dispuesta a sabiendas, camino del monte Moriah acompaña a su amado padre hasta el altar. Intuye la voluntad de Yavé, la de su fiel servidor y disculpa ambas. Considera el destino inevitable y se perdona a sí mismo la actitud pasiva, la subordinación a otras voluntades. Isaac, las piernas cercenadas, un tronco en una silla de ruedas, maneja su cuerpo con soltura sirviéndose del concurso imprescindible de sus fuertes brazos, de sus hábiles manos, de sus sensibles dedos, de su cabeza serena. Subido a la arrogante pequeñez, sonríe Isaac a la existencia misma, que sin él saber la causa frunce el ceño cuando se encuentran.
Matías, que hubo de ser buen mozo en la agitada juventud, bailarín incansable cuando seguía impertérrito las fiestas comarcales -si se ha de tomar por buena la diversa relación de sus andanzas- lleva con parsimonia el cuerpo encorvado sobre la agarradera móvil, dependiente del andador mecánico. Se le oye llegar profiriendo lamentos sin razón aparente, y maldiciones algo rebuscadas. Su presencia de matasiete conmueve, pero en el fondo es frágil; los bigotes agresivos ocultan un carácter sensible en la comisura de los labios.
Elisa, abandonada por lo de cerca y lo de lejos, no recibe visitas ni tiene quien pague sus facturas. Los lirios del campo no tejen, y aceptan de la Providencia vigilante las vestimentas más bellas. Las avecillas que trenzan sus nidos al remanso de fríos gélidos y garras afiladas, no siembran; pero disponen de la cosecha necesaria para alimentar a los polluelos. Sus parientes vendieron la casa que les dejó en herencia prematura, y emigraron a la ingratitud, a la insensibilidad y al egoísmo.
En el archipiélago, la ropa de cada uno tarda tres semanas en ser comunitaria. ¿Quién sabe después de los lavados distinguirla?, ¿quién lleva el difícil control de la propiedad originaria si los dueños son desmemoriados? Y más aún, ¿qué hemos de hacer -se preguntan las chicas- cuando alguien necesita camisa limpia, carece de reserva, y no se puede cerrar el armario vecino rebosante de prendas nunca usadas? Mientras duren las vitaminas ya adquiridas, que la Seguridad Social dejó de recetar sin pago, serán fondo común.
Tomás, noventa años y antiguo corredor detrás de las perdices, arrastra sus pies, pasajeros en grandes zapatones, por los pasillos cien veces recorridos. Habitual devorador de galletas tostadas, hoy come mandarinas; las pela a mordiscos incompletos y arroja las cáscaras, buscando que no estorben, a los rincones menos transitados. A su esposa se la llevó, hace años, la invisible cuchillada que abría y reabría una nuera desnaturalizada, al negarle la visita del nieto más pequeño, hijo de su hijo; y Tomás aún busca a la esposa por los intrincados corredores de la residencia.
Sea una hora u otra, pronto o tarde, Jacinto pregunta, porque en verdad lo desconoce, el nombre del pueblo en que se encuentra. Al oír la respuesta, se levanta invariablemente y hace ademán de colocar un morral sobre sus hombros, dirigiéndose después hacia la puerta con intención de irse. Recuerda que quedó con un sobrino a la entrada de la iglesia en la misa de las once. Diez veces al día repite la misma ceremonia.
Fermín, Agapito y Roque buscan un voluntario para jugar al tute. José está enfermo y ha descabalado las parejas. Se enfrentan de palabra defendiendo a sus pueblos respectivos y no pueden separarse. Cantar las cuarenta, veinte en bastos o juntar tute de reyes, son triunfos que atribuyen a Villamediana, Esguevillas, Puras o Carbonero el Mayor, territorios de sus hazañas memorables libradas siendo quintos.
Desde hace más de medio siglo Consuelo y León son matrimonio. Eran novios precoces cuando la quinta del biberón fue llamada a filas, ya iniciada la guerra. Durante siete años perteneció él al ejército y, en ese tiempo, los jóvenes se vieron en contadas ocasiones. Licenciado León, contrajeron matrimonio y prometieron a la Virgen -cuyo nombre tomaron los padres para ella- no volver a separarse. Los hijos les ayudan en el pago de la mensualidad y, juntos, tienen la sensación de no haber levantado la casa.
Arsenia escribe poemas apoyando el cuaderno en la mesa de la esquina; tacha, rectifica, pasa a limpio, recita en voz alta, y cuando se considera preparada se dirige a los demás. Declama sus versos sentidos con son monocorde, pero pinta paisajes idílicos poblados por personas felices, de modo que no le falta quien preste atención. Hasta tiene una alumna que quiere aprender a versificar como ella, y le pide un apoyo imposible porque Arsenia no sabe enseñar.
-Hay dos auxiliares de baja, una más se ha despedido y han venido otros seis viejos; los fines de semana son agotadores. -Contesta Candelas sin intención de queja, cuando abre la puerta y le preguntan por la marcha de las cosas, ignorante de que ha dado a su respuesta una extensión inesperada.
-Consorcia, te lo advierto por última vez: Si sigues desnudándote no te volveré a vestir. -Amenaza la directora poniendo orden en la blusa y la chaqueta de la mujer de luto, delgada y triste, que va dejando sus prendas colgadas de todos los salientes.
La expresión pausada de una nueva, denuncia su bisoñez.
-Por favor, señorita, déjeme la llave, pues mis hijos no saben dónde estoy y sufrirán preocupación.
-Eloisa, te lo he dicho en siete ocasiones lo menos: han sido tus hijos, los tres, quienes te trajeron; y si no vienen a verte será por un motivo difícil de cambiar.
Al iniciar la visita familiar, uno cualquiera de los sábados, presenta Agripina su propuesta:
-Hijo, quiero irme de aquí; no te digo hoy ni mañana. En este sitio estoy a disgusto, tú lo sabes. No me hago con los compañeros, pierdo mucha vista y avanzo a cambio de superar los tropezones. Ya no soy lo que fui, debéis ir pensándolo.
Se esfuerza en su alegato el heredero, convencido de que sus verdades no serán entendidas:
-No te imaginas lo dura que es la vida en Madrid. Nada que ver con vivir en Valladolid o en el pueblo. Todo es caro; la vivienda, la comida, la ropa y los colegios. Sabes que Matilde trabaja. Gracias a ello podemos seguir con la vida que llevamos. El piso, además, es pequeño; ¿dónde ibas a dormir? No podemos; es imposible: tú necesitas un cuidado especial. –Hay en la expresión de su argumento trazas de amargura-. No estás sola. Nos tienes a nosotros. Mis hermanos, Alberto o yo mismo, venimos todas las semanas. Sabes bien que no nos detienen ni la lluvia ni el frío. Pero ¡di algo! ¿Por qué callas? ¿No tienes nada qué decir? Conscientes de que la residencia es un lugar cerrado, donde todo se concentra y empequeñece, salimos fuera para ampliar tu espacio vital. Tratando de ejercitar la memoria, hablamos de sucesos antiguos, los ocurridos en los mejores tiempos. Cuando formabas una pareja feliz con nuestro padre. Paseabais hablando de la marcha de las cosas, celebrando las travesuras de los hijos dóciles, el generoso beneficio de la lana recién vendida. ¿No lo recuerdas?
-Sí, ¿cómo no iba a acordarme? Veinte veces cada día, treinta, acaso. ¿Sabes tú dónde estamos? Pues, yo no; ni me hago una idea.
-Estamos en Bocigas; a las afueras, en la pradera que está junto a la charca.
-Sí, veo una yegua girando alrededor de la estaca de hierro a la que está sujeta. Soy yo, encadenada.
-Hay más. Piafa la madre, relincha, lanza al aire coces; se la ve contenta de estar junto al potrillo. Descubrimos gansos persiguiendo libélulas, moscas y mosquitos; y ranas tratando de alcanzar a los mismos insectos. Observamos el vuelo incansable de las golondrinas sobre nuestras cabezas; esperamos el paso del tropel de ovejas y corderos, ordenado por los perros en rebaño que avanza balando. Contemplas con agrado la evolución de las palomas. Tus ojos gastados las esperan mientras beben, o picotean briznas de yerba, semillas y lombrices. Las sigues, sobresaltada, cuando el menor indicio de peligro les incita a volar hacia la torre, donde anidan en buena vecindad con las cigüeñas.
Sí, es cierto. Pero. ¿y los niños? No he visto más de tres; y no es día de escuela.
Falto de una respuesta que abra nuevo cauce, calla el hijo; se sume en un mutismo que causa pesar al noble corazón de la madre, convencida la buena mujer de que las circunstancias del mundo, una vez más, se ordenan en su contra.
Un mal día Agripina se descubre enferma: la sacuden escalofríos continuos, un dolor anónimo punza su costado, tiene algo de fiebre, ya no come, está deshidratada. Agripina, que a primeros de año se pondrá en ochenta y uno, ha de ser ingresada en el hospital de Medina del Campo. Rodeada de la blancura aséptica de techo y paredes, sufre el mordisco de la soledad triste y vacía, que en las noches de insomnio se hace insoportable. La cama lindante está habitada por la muerte. Observa el trajín de los doctores sumida en pensamientos tristes. Conoce que la muerte no es delgada; tiene carne pálida en los huesos y una hija maestra que enseña a leer a los niños de Ataquines. El pensamiento la lleva en volandas cerca del principio, y si no llega al instante fatal del infortunio -trece meses contaba cuando el descuido de la cocinera propició el desdibujo del rostro- le permite al menos deslizarse hasta el preciso instante en que su madre muere, y la confía, a sus ocho años, al cuidado maternal de la abuela.
Derrama lágrimas en los rincones y humedece el embozo de la sábana tibia. Se acerca voluntaria a los libros escasos, y la lectura, en las tardes quietas, libera las historias guardadas. Suma, escuchados a los labios de la anciana, los sucesos insólitos que vivió o le explicaron; y el mundo de Agripina se expande y engrandece. Mas en aras de su porvenir la internaron en el colegio de Medina. Ha debido hacer un redondel de su vida, piensa, para venir a dar al mismo sitio tras los años transcurridos. Llegó al pueblo grande, capital de la comarca, e ingresó en un colegio de monjas donde la felicidad -tan frágil- se rompió en mil añicos por la burla de las compañeras. Algunos fragmentos lograron reunir nuevamente la señorita Salus y ella, ayudadas por la hermana novicia sor Dolores; y con esa ventura recompuesta ha vivido hasta ahora.
Los hijos, y su nieto Alberto más que ninguno, continuadores de la estirpe, vienen a verla con frecuencia; los parientes de su edad se han ido quedando en los inviernos, y por cautela le ocultan su agonía. El silencio es ejecutor callado de la tortura, su acción deja secuelas, hay una herida que no recibe cicatriz y nada será igual en los meses venideros. Catorce días en el lecho, trece noches; ha contado las horas una a una, y a falta de papel y lápiz repasa la cuenta en la cabeza.
Le han dado el alta y retorna de nuevo a la rutina; la vida inapelable continúa, y por ella los hechos se deslizan enlazados. Oye Agripina con una cierta complacencia los sones cotidianos, y la tela de sus ojos, cada vez más turbia, le permite apreciar contornos conocidos. Rumores y cuchicheos forman una hablilla que va a más, ensanchando su alcance al pasar de bocas entrecerradas a oídos bien abiertos. La alarma hiere al penetrar en las mentes más sensibles; las otras rechazan el oleaje intermitente, y se acercan a la orilla persiguiendo la dulzura del engaño o del olvido. Agripina no interpreta con claridad, su mente se esfuerza, pero lo hace en vano; ha de ser asunto de los hijos: a ellos las noticias inquietantes, a ellos la realidad arisca, a ellos los problemas.
Cierran la Residencia según dicen las voces más advertidas; la tapian a cal y canto, ciegan las escasas puertas y ventanas, tapan sus chimeneas renegridas, la clausuran sin dejar resquicios, sellan las rendijas con esparadrapo resistente. Se desprende de las conversaciones que la dirección adeuda un pico considerable al dueño de la finca, y no paga cada mes la renta prometida. Lo dicen las palabras cautas, lo repiten las voces carentes de circunspección y se hace un clamor que angustia los corazones sanos.
-Hijo, entérate bien de lo que hablan; no vayan a tener fundamento los temores, y suceda que por no prestar oídos nos sorprendan los hechos.
-Recibí ayer una carta que confirma los cuchicheos; en ella dicen que nos dan una semana para buscarte otro sitio. No mencionan las razones del cierre ni justifican la urgencia. El promotor asegura que es tan sólo una bravata. El dueño, rico hombre, posee agarraderas fuertes en las altas instancias; puede que algún funcionario amigo, siguiendo sus instrucciones, amenace a los familiares tratando de vaciar la casa de inquilinos molestos. No se atreverán a cerrar la residencia, carecen de motivos: el precio resulta adecuado para la generalidad de las familias, las chicas son de trato amable, os bañan cada día, las habitaciones están limpias, hay servicio médico y alimentación bastante. No te debes atormentar con miedos infundados; las aguas volverán donde solían.

Examen de Conciencia

Ha debido de entretenerse Alberto; otros días llega más temprano. El metro quizá esté en huelga, o puede que lo hayan cortado debido a un accidente. A intervalos se me va el pensamiento, la concentración necesaria de la mente; mi cabeza toma derroteros que yo no domino, y me cuesta un esfuerzo ímprobo traerla de nuevo, para seguir el examen de conciencia iniciado, el recorrido sincero y último por los pecados capitales. Estoy en la abominable lujuria; aunque no lo parezca debido al disimulo, he sucumbido a su influjo y tengo pecado abundante en esa ladera pronunciada del instinto. Es en mí la sensualidad una pasión ya menos pujante, pues el decaer de la carne que el tiempo propicia, el hecho de ablandarse la piel como en manzana mustia, hace, sin mérito alguno, a la intención, más virtuosa. Sufrí estímulos insistentes que fueron derrotados a días. Estuve en un tris de caer en numerosas ocasiones; y cuando caí, el remordimiento sentido pagó con creces el precio atribuido al deleite.
El demonio no encontró desguarnecido este flanco, pues, siendo propensa a la voluptuosidad, opuse el cilicio y la disciplina, instrumentos de templanza que me mantuvieron erguida en mi intención, e incólume, a salvo de la temida podredumbre las más de las veces. No hubo insano afán en mi afición por Agripina: besos y caricias recorrían los caminos trazados por dos almas gemelas habitantes de cuerpos mellizos. Fiestas y agasajos sensuales reforzaron nuestro espíritu debilitando la carne; y si la carne cedió lo hizo sin consciencia alguna de pecado.
Carecieron de deseo carnal las relaciones con el sacerdote que dirigía mis pasos; era un amor sublimado, divino, llevado más allá de la pasión. Era admiración, agradecimiento y clara necesidad de obtener soporte y guía. Su físico guardaba atractivo y exhibía un carácter enérgico; me gustaba, no voy a negarlo, pero él jamás se dio cuenta. Me entregué a él, pero sólo en espíritu, muy lejos estaba la concupiscencia; y si hubo tentación, que puede que la hubiera, se impuso en el instante el rechazo. Acaso le convertí en mi dios terrenal, mi juez en el mundo, y lo elevé tan alto que algo de idolatría había en mi manera de mirarlo, subido al pedestal que yo construí con mi ciega mirada.
El amor ocupa el primer lugar entre las pasiones del alma: dice San Francisco de Sales a Filotea: es el guía de todos los movimientos del corazón. Todo lo hace depender de él, y nos asemeja a lo que amamos. No todo amor es amistad. Se puede amar sin ser amado. El amor y la voluptuosidad, a mí me parecen inseparables; la una consecuencia del otro.
Hubo voluptuosidad, pero lo noté y me opuse a tiempo, cuando a los catorce años, mi tío Dimas entró en la habitación donde me mudaba de ropa y descubrió mis intimidades; no hubo deleite en el contacto suave de su mano sobre mi piel acompañando a la blusa. Hubo sensualidad y, por eso mismo, salté como mordida por una culebra, corriendo medio desnuda hasta el cuarto oscuro de los trastos viejos. Hubo, y puso dolor en la memoria, haciéndose remordimiento profundo en cada uno de mis recuentos de culpas; hubo y lo confesé con desconocidos en iglesias distintas, convencida de que no me iba a ser perdonado. No merecía mi tío lugar de privilegio en mi corazón; no eran ciertas las virtudes con que yo lo vestía. Él no entraba a analizar el valor de las miradas, de las palabras suaves, el mensaje de las flores que traen la primavera; él no entendía el canto de los ruiseñores poblador de la cabeza efervescente de una muchacha recién llegada a los sueños. Hasta el cuarto oscuro de la ropa sucia, de los objetos caídos en desgracia, me siguió; y en él descubrí una forma de locura que yo desconocía. La actitud del hombre concreto, sus manos, su cuerpo, las palabras que contradecían a los ademanes, me presentaron un mundo adulto de hombres y mujeres que desdeñé para siempre. Agripina abrió para mí su refugio cuando las palabras ásperas me salían de dentro; detersorias, cauterizadoras; arrastrando inmundicia y cicatrizando por unos pocos momentos la herida.
La gula no hizo mella en mí; apenas los dulces escasos que mi madre cocía en el horno del señor Gildos, el panadero: mantecadas, rosquillas, pastas; o el arroz con leche de los días de fiesta, en su punto de dureza y blandura, moreno de canela, algo contaminado de un ácido saborcillo a corteza de limón. Agua clara fue mi bebida dominante, cuenco de las palmas dobladas, fuentecillas del campo, arroyuelos, vasos transparentes colmados del grifo situado en la cocina. Me gustaba el lechazo asado, el conejo puesto a dorar sobre brasas de encina, y unas lentejas estofadas que mi madre preparaba con esmero; un tembloroso flan de huevo moteado de agujeros oscuros, tentador bajo el caldo deslizante de azúcar fundido.
Eso es todo lo que referido al pecado del estómago recuerdo; en el presente hay un manjar que no es nada y, a mi pesar, me deleita: se trata de las aceitunas que aliñan en Camporreal; su sabor me incita a comprarlas y como no me hacen mal, una tras otra, las acabo en un periquete. Este mediodía que se escurre como anguila, intentando pasar desapercibido para que no me dé cuenta de la ausencia de Alberto, no ha de pertenecer al lunes de mi esperanza, ha de formar parte del lunes bastardo nacido de un domingo pagano y un martes de carnaval, beodos y lascivos; en él no ha de llegar mi liberación, en él no pongo ya mi esperanza.
Digo con San Agustín: A cuento de qué viene mi intento de interrogatorio personal, cuando sólo Vos, Señor, sabéis cabalmente de mí. A qué viene el examen de los actos, hijos de mi voluntad; el estudio de su intención última, de su culpabilidad o rectitud. A santo de qué el ejercicio si no es necesario porque ninguna luz añade a la Vuestra. Sé que os amo, y lo sé desde el interior profundo, desde la mirada cóncava que abarca mi alma y la escruta en cada uno de los recovecos. Sé que soy vuestra, Señor, y por esa razón conozco cuales de mis obras son dignas, no ya de la Divinidad que encarnáis, que sería vano intento, sueño fatuo, sino de la humanidad a la que pertenezco. Confío en la memoria que relata y recuenta las acciones, confío en el entendimiento que las califica, porque a ellas les fue encomendado por Vos potenciar mi espíritu.
El ejercicio de confesión es necesario, para que yo me dé cuenta de si la voluntad participó en los actos, y en que grado; de modo que pueda arrepentirme exactamente de lo que a mi juicio sucedió. Dios lo sabe, pero el saberlo yo califica los hechos de una manera u otra, y el arrepentimiento debe estar en consonancia con mi valoración. Dando curso a estos pensamientos me dispongo a acomodar mi mente en lecho de sábanas blancas, acunando con lentitud al cansancio como a recién nacido, meciéndolo, dejando en su oído un arrullo liviano, un aterciopelado ronroneo, hasta lograr que como corderillo se duerma.
Quisiera estar errada sobre el tiempo transcurrido durante mi somnolencia, pero no es así. He permanecido atolondrada un buen trecho. Taimado anochecer de lunes ha de ser el que encaro, vespertino crepúsculo que alarga sin motivo mi prisión, tendiéndome largos puentes de cuerda, bamboleantes pasarelas sobre el abismo. El frío, el hambre, la sed y la desesperanza me llevan al desconcierto. Es ya oscuro, y ni el teléfono ha insistido en su aviso, ni la vecina ha vuelto a llamar al timbre de la puerta dispuesta a escuchar mis lamentos. Yo hablé a Agripina de una visita que a la postre no hice, y ese comentario sin importancia habrá jugado en mi contra. Indudablemente me supone rindiendo culto a la amistad y al cariño; por lo que comprobada mi ausencia no repetirá sus llamadas. Me preocupa Alberto, algo le habrá impedido venir. A él, que es tan cumplidor, cualquier mal ha de tenerlo aferrado. Una enfermedad de las que obligan a guardar cama y silencio: gripe con extrema afonía, una infección de garganta. Un percance en el coche por culpa de otro, pues es muy prudente. Una agresión en la calle para robarle lo suyo; se habrá opuesto y, siendo más los ladrones, lo dejarían herido. Pero no voy a ponerme en lo malo, tengo que ser confiada. Tendría un examen, es posible, estamos en la época, pero es muy juicioso y me habría prevenido. No, ha de ser algo inesperado. Pienso que cualquiera de las llamadas, de las varias que me trajo el teléfono, sería la suya, de advertencia oportuna.
Convencida por primera vez de la ausencia de una compostura para mi encierro, cierta de que aquí todo concluye, he de seguir el análisis minucioso de lo acontecido en mi vida, larga vereda que bordea el mar, lisa, ininterrumpida y sinuosa. Entorno los ojos y percibo una luz diáfana, límpida, transparente. En el centro del haz descubro, pergeñado con sus propios destellos, un rostro familiar. Un semblante de varón que es de por sí luminoso, no iluminado; origen del resplandor, no receptor de la claridad; estrella que proporciona a los planetas la luz que reflejan. Posee una sonrisa amable y confortadora que anima a seguirle. Gasta una barba rubia como la miel, y un pelo sedoso y brillante; impregnados de gotas de rocío, del aroma de las flores silvestres. Sus ojos me miran trayendo un mensaje esperanzado, y su boca me habla sin pronunciar voz alguna; hay en mí una disposición de inteligencia con él que yo ignoraba. Me torno gozosa porque identifico a Jesús en ese rostro sereno de Soberano Celeste.
Me pide fe en el afán redentor de su Pasión, en la madre que intercede humilde ante su Divina Piedad, y en el premio reservado a los múltiples seguidores de la Cruz -entre los cuales me encuentro- caminantes hasta la expiración del Gólgota, y más allá de ella: sepulcro y resurrección. Abro los ojos y allí, donde estaba el rostro, percibo un halo resplandeciente que disminuye a ojos vistas, y ya es sólo un azulejo más claro que el resto. Me arropa una armonía interna, una tranquilidad cristalina y prosigo el recuento inmersa yo en ese ánimo, consciente de estar ya al pie de la octava estación, camino del Monte Calvario.
En el territorio de la mente me dirijo a mi Señor Jesucristo, Dios de bondad, Padre de misericordia, y me presento ante su Esencia con el corazón humillado y contrito para encomendarle mi última hora y lo que después de ella me espera. Pido a mi hermana Paz su mediación ante el Redentor, convencida de que habiendo llevado una existencia tan santa, se encuentra en estos momentos en su compañía, gozando la eterna recompensa de la presencia del Padre.
A mi pesar la cólera se hizo conmigo, dominándome. Acepté enfados que se resolvieron difundiendo sopapos a niñas y niños de mi edad, reacciones que superaban con creces la violencia debida al estímulo. La cólera causó mis mayores movimientos, mis acciones más resueltas. Frente a mi sobrino interviene la cólera, frente a los embaucadores que durmieron el sentir natural de mis hermanas interviene la cólera, contra el daño recibido de Paly, contra el primer abogado y su sangría de dinero a cambio de nada. El rencor nace en mí una vez mitigada la ira; no diré que es odio, pero guarda cierto parentesco y dura lo suyo. Furia, rabia y enojo dirigieron con insistencia mis actos, y una vez idos, quedó un poso de animadversión que me mueve a venganza.
Conocido su peligro, dominé a la pereza desde que tengo memoria. De ese pago soy dueña. Me levantaba de la cama en cuanto los ojos se abrían a la consciencia y el pensamiento tomaba derroteros resbaladizos, proclives a iniciar a los sentidos en la misteriosa danza de los siete velos; consumada la cual, tomaban de mí el cuidado y dirigían la acción a sus turbios intereses. Por defender mi voluntad del asedio a que le sometía la holganza, tomé la diligencia entre mis costumbres, exageré el trajín en cuantiosas ocasiones, y la
vivacidad, agitada, me causó desarreglos.
Tengo fiebre. Sí, este calor de la cabeza ardiente, es fiebre. Ha de agradarme la fiebre, pues es obra de Dios, y como dice San Agustín, debe agradar a los buenos lo que a Dios agrada. Aunque, agradándome y todo, trae un inconveniente consigo, una dificultad que ahora cuenta. Mi mente se pone a delirar, y en este estado puede que equivoque mi arqueo, ignorando lo principal de mis faltas, aunque atine en lo insignificante. No obstante, el tiempo apremia, y sumida en el penar y el titubeo he de seguir el inventario.
Falta contra Dios resulta ser, en este recuento, la tibieza sobre la que tanto mi confesor me previno; ausencia de una enérgica toma de bandera, indecisión. Serán también opuestos a la devoción debida al Padre, el disimulo de las convicciones, el aceptar y repetir las preces sin pensar, sin aceptar al completo su contenido. Por adversos a mis semejantes se han de tener muchos de mis actos, de mis disposiciones: fui indócil para quienes se ocuparon de mi educación, capaz de tratar con frialdad y desprecio a las personas que no se sometieron a mi capricho, negada para el afecto y la misericordia.
Acaté la autoridad que me acogotaba movida por el miedo, carente del convencimiento que me impulsara a seguir sus dictados. No sentí mío el bien común si no para tomarlo en propio beneficio. Enfrentada a mí y, por tanto, enemiga de Dios y del prójimo, se mostró la impaciencia; deseosa de llegar desde el instante mismo de la salida, acortando en fraude las fases intermedias de todos los procesos. Mi vanidad relegó a los demás a un plano accesorio, sin importarme la licitud de los medios empleados.
Uno a uno doy lectura mental a los mandamientos de Dios y a los de la Santa Madre Iglesia y, terminada la comparación entre lo que es y lo que debió ser mi vida, me arrepiento de todo corazón de mis debilidades, y exclamo: “Señor mío y Dios mío, que te ofendes con el pecado y te aplacas con la penitencia, he aquí una oveja descarriada que vuelve al redil; acéptala en tu Seno por toda la eternidad, pues su voluntad estuvo puesta a Vuestro servicio. Débil como la hiciste, renunció al mundo y sus deleites mentidos aceptando la dura brega de tus operarios. Señor, a Vos llega esta alma atormentada que recibió suplicio siguiéndoos en el camino del Calvario, reviviéndolo íntegro excepto en la tercera caída, innecesaria. Aceptadla, Señor. Os lo suplico por mediación de vuestra Madre y del bien amado discípulo Juan”.
Nada queda sin hacer de lo que debió hacerse. Un profundo y placentero sueño me invade progresando. El sopor me arropa colmando mi hambre y mi sed y un suspiro prolongado sale de mi pecho sin pasar por la garganta, sin cruzar el arco que los labios trazan en la boca. Un olor a romero y jazmines, a lejano sándalo, a cedro, a tierra húmeda y pan recién cocido invade progresivamente la estancia. Un sonido suave que ha de tener su origen en violines, se mezcla con toda una orquesta indiferenciada, produciendo una melodía que tiene sobre mí un efecto sedante y revitalizador a un tiempo. Me doy cuenta, soy consciente del momento.
Se enseñorea de mi mente una claridad concreta, que me permite ver el mundo y entender sus misterios. Una nube de algodón imperceptible me rodea en cálido abrazo, y traslada mi cuerpo al horizonte más lejano de todos los posibles, lugar del nacimiento del Sol, momento inicial del Universo, donde los colores se funden en uno nunca percibido y las medidas de los objetos desaparecen: altura, grosor, longitud; situadas en otra dimensión inapreciable, un punto ínfimo que se confunde con la ausencia de materia.

La demanda se completa

c) Testimonio de Inés Pérez González respecto a las causas y consecuencias de su relación con Mapálica y Gumersinda:
* Inés Pérez González declara que apenas tuvo contacto ni trabó amistad con Gumersinda, quien le fue presentada por Mapálica en una visita al piso de Fernández de la Hoz, donde coincidieron.
* No hubo roce, pues no llegó a vivir con ellos y era su hijo quien la visitaba. Sin embargo, habló con ella dos o tres veces, sacando la impresión de que se trataba de una mujer de mucha conciencia, que se mostraba agradecida a su hijo por todo el bien que estaba haciendo a las hermanas. Y de haber llegado el caso la hubiera acogido y asistido, pues de confirmarse, como era de esperar, el carácter bondadoso y sencillo, cabía la posibilidad de que congeniaran.
* Por el contrario el trato con Mapálica fue muy intenso, estableciéndose una confianza de hermanas, pues las verdaderas no se hacían, dado su desapego, acreedoras.
* Mapálica le confesó en una ocasión que, al conocerla, se le abrieron las puertas de los cielos, pues se encontraba muy sola y falta de cariño. Desde ese momento se llevaron bien y le ilusionaba la idea de ir a vivir con la declarante a su casa, más aún al estar situada en Toledo, ciudad por la que sentía predilección.
* Reconoce Inés que antes del traslado cobraba seis mil pesetas diarias, por darle de comer, y vestirla; que la comida era pagaba por la enferma y la cocinaba su hijo. Así sucedió tras el cambio de domicilio; pues ella tuvo que ir a tomar las aguas a un balneario en dos ocasiones, buscando restablecer su salud precaria.
* Mapálica confió una inversión a José María, hijo de la interpelada, pues tenía dinero infructuoso y pensaba que su vida iba a ser más larga de lo que en realidad fue. Buscaba un beneficio próximo y una seguridad de futuro, y se decidió por una operación inmobiliaria cumplidora de ambas condiciones. El hecho de mandarles a ellos la propiedad no cambiaba las cosas, pues de haberla necesitado Mapálica, se habría vendido poniendo el importe a su disposición.
* Frecuentemente expresaba Mapálica que José María era para ella como un hijo, y que estaba siendo tratada con todo mimo y cariño. Si estuvo algunas veces sola la enferma fue con el fin de que descansara; de todos modos, siempre tenía el receptor de la televisión encendido, porque en algunos programas hallaba distracción, y otros la distendían y relajaban llegando a dormirla.
* El periodo de acogida a la enferma tan sólo duró tres meses. Es rigurosamente cierto. Por desgracia empeoró hasta tal punto que hubo de ser ingresada en el hospital, falleciendo dos días más tarde. En estas circunstancias el precio pagado se puede considerar alto; es razonable y no tienen nada que objetar. Pero la valoración es, de necesidad, muy otra, si se tiene en cuenta que su intención y la del hijo eran la de atenderla hasta el final, ocurriera éste en los citados tres meses o en diez años. Longitud de la existencia, por otra parte, carente de exageración dada la actual esperanza de vida para la mujer, y las abundantes y adecuadas atenciones que la anciana recibía.

Fin de la amistad

Una semana escasa después de recibido el único aviso a los familiares de los internados, sin indicar la fecha de aplicación ni explicar las razones, en la Residencia de Ancianos, vecina del Consistorio, se notaba un inusual revuelo. Las chicas dejaban en el portal de la casa, metida en bolsas, la ropa de los armarios; y unos extraños se agitaban inquietos dando órdenes al personal y buscando la aquiescencia de una dama enjuta, vestida de gris, que permanecía en silencio y se expresaba con gestos tajantes.
A media mañana, un fragor de ambulancias y coches de la fuerza pública, violentó el sosiego habitual de la considerada como plaza Mayor. Irrumpieron los vehículos bruscamente, se detuvieron alrededor del jardín, descendieron sus ocupantes y, denotando práctica, cada uno de ellos se ocupó con premura de su cometido. Entraron los enfermeros dentro del caserón, y debían de estar ya dispuestos los residentes, porque en seguida se hicieron cargo de ellos, y salieron portando a unos en brazos y a otros sobre camillas. Una vez en la calle, sin excesivo esmero –era evidente que primaba la celeridad- introdujeron a los viejecitos en los distintos furgones. Los guardias, en número considerablemente menor que el de ancianos, permanecían alerta; no hubo resistencia y resultó innecesaria su intervención.
Podía ser que esperaran la discrepancia de los parientes, pero al no haber comunicado ni el día ni la hora del traslado, nadie llegó con esa expectativa. Un ulular de sirenas huidizas dio fin a un desahucio tan preciso, tan correcto, tan rápido, que a los vecinos del pueblo -en su mayoría personas mayores- testigos casuales de la maniobra, no les dio tiempo a librarse de la sorpresa.
Horas después del desalojo, día nublado, hosco, poco grato. Alberto, el nieto de Agripina, en su visita semanal se encontró clausurada la Residencia; la puerta candada y el timbre, falto de corriente, mudo. Las persianas, extendidas, de los ventanales situados en la planta superior, resaltaban oscuras tras los retazos de sábanas colgados de los balcones. Los lienzos ralos mostraban, compuestos con letras negras, reproches dirigidos al dueño del edificio y a los funcionarios. Sin duda eran obra de unos empleados solidarios con la dirección que les procuraba trabajo; y con los ancianos a los que atendían. El asombro de Alberto fue mayúsculo: faltaba una comunicación previa que concretase motivos, fecha y hora; nadie había requerido su aquiescencia, y ningún aviso aparecía fijado a la puerta explicando lo ocurrido. El factor sorpresa resultaba imprescindible, para que los autores cometieran tamaña alevosía.
El vecino de la puerta de al lado, un hombre mayor que se servía de muletas para andar, colmado de rabia y amargura, detalló a Alberto la tropelía por él presenciada. Se le saltaron las lágrimas cuando se quedó sin palabras para continuar el relato. Recurrió el nieto al cuartelillo en busca de una asistencia que le indicara el paradero de Agripina, y ante su enojo manifiesto, el cabo defendió la acción ordenada por la juez. “Malos tratos habían de darse para tomar tal medida”: dijo; “alimentación inadecuada y otras posibles infracciones, no sé, no conozco el sumario de cargos; más yo mismo comprobé que los olores de los guisos llenaban los pasillos, y la puerta de la calle permanecía cerrada para los internos”. Al destacar Alberto que la retirada se hizo sin avisar a los familiares, el guardia fue contundente: estas cosas se hacen así o no se hacen. Imagine setenta u ochenta parientes airados oponiéndose, y tendrá la respuesta que me pide.
Calmados los ánimos, el cabo enteró al reclamante del destino de su abuela: la Sierra de Gredos, donde la provincia de Ávila toca a la de Toledo y acaba la Comunidad de Castilla y León.
Está Agripina conmovida cuando llega Alberto al nuevo albergue, cercano al Castillo. Lleva el nieto una luz de la que está necesitada. Con la fuerza de los rayos solares, el día se abre por entre jirones prietos; la mañana surge e inaugura la normalidad. Por fin conoce la anciana que el mundo sigue prendido de lo alto, pues en su ignorancia del suceso temió que se hubiera precipitado a los abismos llevándola consigo. De madrugada los prepararon para una excursión. Sorprendidos y, hasta contentos, permanecieron esperando la llegada de los coches. Sin desayunar para no marearse. No todos fueron a ese sitio. Pero hasta allí, en dos ambulancias, viajaron veintiséis impedidos, corderos conducidos a un incógnito lugar siguiendo designios hostiles; lo relata la abuela entre sollozos: la mitad de la carga en cada una de las furgonetas. Caídos en el piso, hacinados, recibiendo y dando vómitos, olores naturales de orines y excrementos, incontinencia propia de personas mayores asustadas.
Apartada de los suyos, Agripina se creyó secuestrada por desconocidos malvados, y preparábase a morir en Cristo. Los compañeros de viaje ven en el nieto de Agripina al hijo o al sobrino, y se abrazan a él retrasando su paso. Cada uno suma al relato una palabra, una frase, un párrafo -dependiendo del estado mental- y Alberto elabora con todo ello una teoría, si no de los hechos, sí de sus consecuencias.
Trata el joven de disimular la pena que le invade, y para mitigar la de su abuela le muestra los alrededores. Los pies torpes y los ojos velados no permiten ir más allá de los paseos en coche y las charlas con vecinos. Conocen, en una fría tarde que ha firmado en esos momentos exactos la paz con el tiempo adverso, aspectos señalados del pueblo hospitalario; villa que se llamó hace siglos Colmenar de las Ferrerías, y que por obra de don Beltrán de la Cueva, valido del rey, pasó a ser el Mombeltrán escrito en los carteles.
Apenas logra conmover a su abuela la historia de amor vivida por el caballero con la reina su señora, ni el posterior nacimiento de la niña Juana que dio origen a una guerra. Observan el castillo movidos por un interés decreciente; la plaza, las casas levantadas con voluntad de permanencia y, sobre todo, la arrogante montaña que se alza lindante. Tras la merienda, en la que la anciana se esfuerza por tomar algún sorbo del tazón para satisfacer al nieto, tiene este que despedirse, y la abuela, a su pesar, lo acepta. Pero los otros se agarran a la ropa del joven, y no quieren dejarlo marchar.
Ido Alberto, agudiza la soledad sus aristas en el extremo más puntiagudo; y Agripina, con suficientes rencores que oponer al destino, la reconoce como compañera inseparable y habitante de su corazón, venero de todos los escritos alumbrados. Qué lejos queda la época gloriosa, tramo de la existencia ya arrinconado, en que se reconocía su nombre en el interior de los despachos públicos, y la reverenciaban devotos incondicionales. Aquellos libros tan trabajados –hijos mayores de su ingenio, en los que pocos lectores habrán hallado la intención completa puesta por la autora- presumiblemente olvidados en anaqueles cubiertos de polvo, constituyen ahora los restos del naufragio.
Aliado y enemigo, el reposo la convierte en vigilante del desvelo. Las nubes negras que se han ido citando en ese lugar preciso desde las cuatro esquinas, añaden sombras, justifican prevenciones. Acecha Agripina al relámpago que penetra a través de la rendija de sus ojos, ventana mal cerrada o insuficientemente abierta. Aguarda al trueno inmediato del chispazo, revelador de una proximidad preocupante. A pesar de que sabe al ruido inerme, cuando resuenan los cielos teme al trueno encaramado a los vientos que están sobre el tejado. Echa en falta la vela a medio consumir, rescatada del Monumento en la Semana Santa, sagrado talismán que aleja los nublos más congestionados, aquellos que van repletos de peligro. Quiere echarse un rato, y nadie se percata de lo que su voluntad dispone.
En su nueva habitación, prevista para tres personas, tendida sobre la manta -pues pone buen cuidado en apartar la colcha para no arrugarla- con los ojos abiertos escudriña el torrente de grisura que inunda la estancia. Percibe el borde trasero de la cama, el armario que la corresponde, la puerta de salida y el perchero, donde la bata permanece descansando, mirando a la pared y dándole la espalda; a ella, que es la dueña y la compró en unas rebajas. El último trueno ha sido horrible, el mundo retumbaba y retumbaba, parecía inmediato el fin de todo; el rayo ha debido de caer muy cerca: en la cima del monte, sobre los árboles desnudos de la ladera inclinada, sobre la veleta de la iglesia. Es entonces cuando piensa unirse a los demás en la sala, porque acompañada se cree más segura.
Inquietudes antiguas, el miedo irracional y una excitación creciente invaden su cerebro que, exaltado, no obedece directrices lógicas. Con mucho cuidado y un esfuerzo ímprobo consigue erguirse a medias. Inclinada hacia adelante se desliza muy despacio. Las manos se adelantan, escapan de los brazos como antenas detectoras, asistentes de las pupilas casi ciegas. Tropieza en una zapatilla, pierde el equilibrio y se da de bruces con las duras baldosas que dibujan rombos en el pavimento.
Terminó la tormenta su festival de luces y sonidos. Anochecer velado, el dolor lo enturbia todo; Agripina no percibe imágenes ni escucha ningún ruido. Se abandona a un blando sentimiento de impotencia. No grita; si gritara alguien la oiría. Nadie viene y el miedo la apoquina, anciana y sola, alejada de los hijos, de las nueras, de los nietos, sin marido. Acude la sangre a la salida inexistente, se queda a flor de piel y amarillea. Oscurecen la frente, la sien izquierda, el ojo de ese mismo lado, la nariz y el pómulo saliente. Parece un heccehomo, un peergynt, un nazareno.
Ejecutando bellas evoluciones de una suavidad tranquilizadora, envueltos en un silencio manso, como mariposas blancas se deslizan los copos desde las nubes circundantes; albeando las cuestas empinadas y el pétreo castillo. Es raro el fenómeno atmosférico que acaba de ocurrir, tormenta de enorme aparato eléctrico, y a su término la llegada de la nieve.
Agripina permanece en el suelo sin quejidos ni lamentos; el dolor agudo del principio poco a poco se adormece. Dentro de la desgracia cabe aún la suerte, puede que todo esté previsto: alguno de los hijos habrá tenido en cuenta la eventualidad de su percance. Entra en la fase de sosiego, siente oleadas de alivio, la cubre una sensación profunda de vacío cercana a la felicidad. Siente expandirse el aire en los pulmones y oxigenarse la sangre de las venas. El suelo está acolchado, un pozo sin fondo, un abismo de plumas y regazos acogedores espera su cuerpo para acunarlo. Un manto inmaculado de esponjoso armiño cubre el valle, desde el pie de las montañas hasta las altas cumbres; enharina las calles, enjalbega las plazas y la pendiente leve de los tejados.
Las nuevas chicas entran con sigilo. No viene Alicia en quien fiaba todo; se retiró a cuidarse de la malaria traída de Guinea, y una vez curada quedó sacando adelante la casa, madurando frutos, frágil amapola, fuerte lirio, infantes adorados. No vienen Sonia y Noelia, que tanta paciencia derrochaban en el aseo cotidiano, en las comidas prolongadas; perderían el trabajo al cerrarse el centro de Bocigas. Pasan las chicas de la Residencia nueva, y la encuentran en el suelo, hecha un ovillo de huesos y de piel, dormida; cuerpo y mente dormidos. Un leve calor que se va debilitando, el respiro inexistente, y todas las constantes que aprendieron a medir en el cursillo, indican que está muerta.
El médico, llamado con urgencia, nada puede hacer más allá de certificar el fin de las dificultades. Los hijos van llegando, siguiendo un orden que impone la distancia, desde los respectivos domicilios. Alberto regala a Clemen y a Serapia, dos compañeras llegadas con su abuela desde Bocigas, las cuatro prendas sobrantes del indumento de su abuela; y reserva para sí un cuaderno de pastas amarillas, continente de apuntes con los cuales, al parecer, la anciana pensaba componer la historia triste de su amiga Salus. Resulta cierto que está todo previsto; la Aseguradora El Crepúsculo dispone un ataúd adornado con herrajes de latón y crucifijo dorado, las flores frescas, el furgón que transporta a la finada y las exequias todas; siguiendo una secuencia dominada por aquellos a quienes la edad invita a otros entierros.
En las condiciones de la póliza se acuerda una parada en la iglesia de su villa natal; y allí la colocan: frente al altar mayor dedicado a la Virgen, retablo de madera de un gran valor escultural. Nunca estuvo en tal parte del templo, teatro de las sacras ceremonias, territorio de los hombres, bancos cercanos al sagrario misterioso; lugar reservado a los concejales del ayuntamiento, a los niños de primera comunión, y al catafalco del día de difuntos. Acostada en esa posición, mirando al cielo, ve los arcos valientes que sujetan la techumbre, la balaustrada labrada del coro, la capilla de los Santos Mártires, y los restos del órgano salvados por la luz de la mañana que ahuyentó, sin darles tiempo para completar su acción maligna, a los desconsiderados ladrones por encargo.
Se celebra, buscando el eterno descanso de su alma, una misa de cuerpo presente: sacrificio, réquiem y responso. Se oyen latines recitados con un soniquete preñado de melancolía, que ponen la tristeza en la mirada empobrecida por el recogimiento, en los labios mustios y en el ceño fruncido de todos los presentes. Contribuyen sobremanera a crear la atmósfera de aflicción precisa, el plañido intermitente de las campanas recias -entrechocar del bronce con el bronce- el chisporroteo saltarín de los cirios, y la visión del bonete invertido recibiendo limosnas.
Sus cuatro hijos la portan a hombros. Dos delante, a los pies; dos detrás, a la cabeza. Cuatro varones; no había parado mientes en la utilidad de ese detalle: no han hecho falta extraños. En lenta procesión que agota el largo repertorio de jaculatorias, paso a paso acercan la caja de madera al cementerio, siguiendo un camino salpicado de cruces. Los sembrados de las cuestas pardas, los que rodean al pueblo y los cercanos al arroyo, respondiendo a lo esperado comienzan a nacer: despuntan las verdes hierbecillas, ralean tenues pinceladas. Es el final de un enero mohíno, el preciso día en que hubiera cumplido los ochenta y uno, e hizo aparición la carta portadora del aviso: Tengo el placer de comunicarle que, llegado el turno para eliminar la tela de sus ojos, el día seis de febrero deberá presentarse en ayunas: dicho con una redacción más técnica. Habrá que poner sobre aviso a los que operan, para que no pierdan el tiempo y pasen al siguiente enfermo.
El camposanto abre sus puertas de hierro con agudos chirridos, quejas dilatadas que se sostienen en el aire imitando lamentos de doliente. Las flores dejadas como ofrenda en noviembre, son tallos resecos sobre las lápidas grabadas con breves epitafios. Ante las tres cruces del paseo central, representación del Gólgota, el señor cura inicia un padrenuestro. Continúan Micaela y Batilda, amigas en los días de charlas y costura, Vicenta, Encarna, Fidel y Fortunato; pronto es un clamor que llena el aire. Descendido con tiento al hoyo de la sepultura, el arcón recibe una lluvia de tierra, pequeños tabones recogidos en la pala reluciente, estrenada para el trance por los Melgos, albañiles ellos por la fuerza del destino.
Las coronas de flores, los colores mezclados de los ramos, cubren la tumba unificada de la mujer y del marido. A Alberto le resbala una lágrima. En los labios de otro nieto florece incompleta una sonrisa. Bulliciosos se persiguen, de los tejados de la ermita a los chopos del plantío, macho y hembra, dos pardales. Un almendro aguarda su pronta floración en la ladera.

La ayuda llega tarde

La llegada del joven Alberto a la casa de la señorita Salus, tan esperada que una estrella podía haberla anunciado, no tuvo lugar el lunes como estaba previsto antes de que el destino mudara los planes. Sucedió que los acontecimientos se precipitaron en torno a la abuela Agripina, y las circunstancias dieron a su actuación un indudable protagonismo. Quiso advertir a la anciana, pero la anciana no debía de encontrarse en casa.
En la madrugada del martes aparece el cielo, como si de un presagio fatal se tratara, teñido de oscuro añil; y a las diez menos cuarto de la mañana, al igual que sucede cada día de trabajo, un ruido de llaves se aprecia, previo al leve quejido de la puerta al abrirse. Ha de tratarse por fuerza del nieto de Agripina, ese mozo serio que no encuentra trabajo después de un año de haber terminado la carrera, y prolonga unas prácticas en la notaría de enfrente. Viene a dejar el almuerzo en el refrigerador: sabrosas viandas cocinadas por su madre, que logran el difícil encargo de incrementar el apetito ya despierto.
Nombra a la dueña de la casa como de costumbre, y al no obtener contestación, levanta la voz y repite: ¡Salus!, ¡Salus!, ¡Salus!, mientras va abriendo una tras otra las puertas que recibe el pasillo. Sobre la mesa redonda de la cocina descubre un vaso de leche, y lo relaciona al instante con el horno que en la encimera de la cocina permanece abierto. Al lado, espera turno, es de pensar, una fuente plana, decorada con amplias elipses azules y rojas; continente de dos rodajas de un pescado blanquecino, que comienza a descomponerse sumergido en su propio jugo.
Desatendiendo la sospecha que siente crecer en su corazón, piensa a la anciana trajinando en el dormitorio, y a él se dirige. Le lleva cauto la precaución tímida y devota del mozo que se acerca a un santuario femenino. Repite de nuevo el nombre de la anciana: ¡Salus!, ¡Salus!, ¡Salus!, enfrentando el temor a no obtener respuesta con la esperanza empeñada en conseguirla. Titubea en el umbral frente a los ramales de su conducta inmediata, y permanece unos instantes tratando de escuchar algún sonido que delate movimiento. Nada revela una situación bien definida, y herido por la incertidumbre penetra en el Sancta Sanctórum donde observa con alarma que la cama no ha sido deshecha. En el ángulo izquierdo un sillón acoge la ropa de calle doblada; vestido y chaqueta flanqueados por el bastón y un bolso de piel algo rozado. Este hallazgo le lleva al cuarto de aseo, y otra vez exclama: ¡Salus!, ¡Salus!, al aproximarse; obteniendo por toda réplica un silencio que a esas alturas resulta elocuente.
Con aprensión indefinida que obedece a cien causas mezcladas, empuja la hoja de madera de pino que él mismo barnizó, y va viendo, a medida que ésta se abre, una combinación de seda y otras prendas íntimas dejadas sin concierto encima de un taburete. En fuerte contraste con la suavidad del rayón, de un pálido tono rosa, enroscado como una serpiente resalta un rudo cilicio de esparto. Entra por completo y allí, dormida, descubre a Salus; una anciana pálida, doblada, hecha a la forma de la bañera que contiene su cuerpo desnudo, desnudez anciana, dos veces desnuda. A causa de la vergüenza se retrae un momento; musita unas palabras vacilantes, y al no responderle voz alguna se aproxima medroso. Teme un vahído, un mareo de aquellos a los que es tan propensa. Se coloca al costado, tiende la mano temblorosa, y levanta la cabeza mustia que apoya en el pecho su peso. Al soltarla -barbilla roma, labios purpúreos, nariz blanquecina y ojos cerrados- cae inerte de nuevo. A pesar de que nota el tacto cálido, se apodera la alarma de su interior afligido, pues no percibe el aliento y empieza a creer que se trata de un mal que va más allá del desmayo.
Alcanza el pasillo y se precipita, escaleras abajo, hacia la vivienda de la vecina. Toca el timbre, y pasado un minuto intenso y largo, abre la puerta el marido, quien dibuja en el rostro una franca sonrisa y le ofrece hospitalario la entrada. En raudo aluvión relata el descubrimiento, y cuando va por la mitad de una historia confusa, aparece la mujer deshaciéndose de un delantal sujeto al cuello por una cinta granate. Mientras ascienden los escasos peldaños, ella le refiere su creencia de que Salus estaba pasando unos días con Agripina; por ello no sintió alarma cuando llamó al timbre sin obtener fruto alguno. No informa Alberto, en esos momentos tan inadecuados, acerca del penoso traslado que tuvo su abuela, madre de su padre; de la confusión de su mente revuelta, y de la caída que dio término a una larga existencia a medias luminosa y sombría.
Sin pérdida de tiempo penetran en el cuarto de baño, y con los cinco sentidos puestos en la observación, obtienen la certeza de que la vida, al marcharse, ha dejado vacío de energía ese cuerpo. Ambos opinan que se ha consumado la desgracia hace sólo unos instantes, un lapso muy corto; y que de haber adelantado Alberto la venida, tal vez hubiera habido algún remedio. Entonces sí; quizá por justificar su tardanza involuntaria, el muchacho relata a la vecina los hechos dolorosos que la ocasionaron.
Llega el futuro inmediato y se desenvuelve conforme a los deseos de Salus, siguiendo el rumbo que su voluntad dictaba en el escrito testamentario. Si no puede ser Agripina, situada más allá del espacio y del tiempo, más allá de los afanes humanos, quien dé cumplimiento al mandato ineludible e inalterable, lo serán Alberto y su padre, beneficiarios comprometidos, junto a la abuela, de la mitad de la herencia y de todas las cargas. Ellos convocan al orbe a un sepelio que la liturgia de los cánticos convierte en multitudinario.
Estaban presentes en el templo los conocidos de Encinas de Esgueva y Valladolid, de Medina del Campo y Salamanca, sumados a los vecinos de los barrios madrileños donde Salus residió. La acompañaban los amigos de los padres y hermanos; los compañeros de los diversos trabajos, en los que se mostró en extremo cumplidora y fiel; quienes tuvieron relación directa o indirecta con la finada y muchos otros que apenas oyeron alabar sus virtudes: honradez, modestia, y templanza.
Sí, habían de estar presentes todos ellos, unidos por el deseo de tributar un homenaje merecido a la señorita Salus, para que se viera el templo tan atestado, de forma que los últimos en llegar abarrotaran las puertas abiertas, desbordando las aceras.
Es posible que no vinieran de lejos, ni movidos por las esquelas publicadas en las poblaciones que fueron testigos de su itinerario. Quizá se tratase sólo de curiosos que escucharon, al pasar, los cantos gregorianos, en un momento quizá irrepetible; pues los discos grabados por los monjes de Silos, puestos de moda, se vendían a lo ancho del mundo. El caso es que no se vio en el barrio funeral más numeroso, a no ser el de algún personaje de fama extendida. Si la señorita Salus pudo contemplarlo desde algún lugar del Cielo, si desde el Purgatorio le permitieron, como un favor, ese privilegio, será feliz durante los siglos de los siglos.
Por ampliar sus muchos conocimientos colabora Alberto con el notario que lleva la testamentaría de Salus. Acompaña al escribano en las visitas a las oficinas del juzgado, a los registros de la propiedad, a la recaudación de la Hacienda Pública, y a la Compañía que procede a la enajenación de los bienes de la difunta. Por medio de una entidad bancaria que tiene en Buenos Aires oficina abierta, envían a Aproniano su parte y le libran de cualquier compromiso; pues dado el grave padecimiento de su corazón y la enorme distancia, Salus, aconsejada por la razón, así lo dispuso.
Dando mayor aplicación a los veneros recibidos, mandan colocar la lápida de mármol rosado portugués, que es un sol naciente para el lúgubre cementerio cuando su superficie bruñida refleja los rayos primeros del día. El breve epitafio gravado, sentencia inspirada y solemne, comprometida con la causa eterna, posee la virtud de fijar la piedra a la tierra, pues de otro modo se iría elevando hora tras hora hasta alcanzar el cenit y desaparecer por el poniente.
Ordenan, padre e hijo, las misas repletas de cánticos tristes, salvoconducto del alma en la encrucijada fronteriza que da entrada a la Gloria, Redoblan el esfuerzo puesto en los pleitos, consiguiendo que los malvados violadores de la última voluntad de las hermanas fueran condenados, entregando en la parroquia para ser repartidos entre los necesitados, los bienes que van recuperando de la expoliación.
Todo se hace como ella quería y, de uno u otro modo, los caudales íntegros se emplean en la reducción de su tiempo de estancia en el Purgatorio. Sin embargo, las dos personas que recogieron su cuerpo exánime del lugar de expiración –Alberto y la vecina- no fueron conscientes de la equimosis rojiza aparecida en las plantas de los pies y en las palmas de las manos; y a Salus le hubiera satisfecho saber que existían testigos del prodigio.
Tampoco apreciaron el gran parecido de la mujer que tomó en sus brazos el cadáver, con la señora Beremunda, la madre mesurada; nariz, ojos, labios, perfilados por idéntico dedo; frente ancha hasta llegar a un cabello de nieve y ceniza. No, no se dieron cuenta, en suma, de que estaban pasando ante las últimas estaciones del vía crucis, las que dan fin a la Pasión soportada por ella, las que agotan el largo calvario que ha sido la existencia de la señorita Salus.

El momento deseado de la Resurrección

Alberto, nieto de la poeta y escritora Agripina, encontró una libreta de apuntes entre las pertenencias de su abuela, cuando la anciana falleció en la Residencia de Mombeltrán, adonde fue llevada arrastras. Parece ser que Agripina anotó todo lo que supo o imaginó de la Señorita Salus, para cumplir con lo prometido a la amiga del alma: “Testificaré sobre tu vida trecho a trecho; así que, no lo olvides, vive tu tiempo conforme a los dictados de la conciencia, y mi testimonio dibujará un buen retrato”. Parece una sentencia bíblica, pronunciada, lo más seguro, para afirmar y reafirmar el comportamiento metódico de la amiga.
Al encontrar ese texto, en cierto modo heredado, Alberto se vio distinguido por el dedo de la abuela para continuar la narración. Es cierto, obligado a acabarla de manera que formara unidad, tuvo que olvidar su lenguaje jurídico y tomar el literario, a veces poético, de la muy leída literata Agripina. De modo que la forma de todo lo conocido hasta ahora desde la primera página, tiene como autora a la abuela, siendo lo que se puede leer hasta llegar a la última, exclusivamente trabajo imaginativo del joven.
El Evangelio según San Mateo dice: Pasado el sábado, al amanecer del primer día de la semana, María Magdalena y la otra María fueron a visitar el sepulcro. De pronto, se produjo un gran temblor de tierra: el Ángel del Señor bajó del cielo, hizo rodar la piedra del sepulcro y se sentó sobre ella. Su aspecto era como el de un relámpago, y sus vestiduras eran blancas como la nieve. Al verlo, los guardias temblaron de espanto y quedaron como muertos. El Ángel dijo a las mujeres: «No teman, yo sé que ustedes buscan a Jesús, el Crucificado. No está aquí, porque ha resucitado como había dicho. Vengan a ver el lugar donde estaba, y vayan en seguida a decir a sus discípulos: «El Maestro ha resucitado de entre los muertos, y llegará antes que ustedes a Galilea: vayan y allí lo verán». Esto es lo que tenía que decirles».
La señorita Salus, movida por la propia madre, leyó cuanto libro sagrado llegaba a sus manos; más que nada los Evangelios. El ejemplar deslucido que los contenía fue su libro de cabecera; y leía un rato largo cada noche antes de conciliar el sueño. Advirtió, por tanto, las concordancias y discordancias surgidas entre los evangelistas. También ligaba unos pasajes con otros, y sacaba consecuencias que la sirvieron para formar su opinión del momento; y hasta las ideas religiosas que tuvo y mantuvo.
Leyó Salus en San Juan que Jesús dijo: Yo soy la resurrección y la vida. El que cree en mí vivirá, aunque muera; y todo aquel que vive y cree en mí, no morirá jamás.
Resulta fácil inferir de las palabras de Jesús, que los muertos en la fe, resucitan; porque morir, lo vemos a diario, si que mueren. Murieron los numerosísimos fieles creyentes que desde entonces han sido, y los actuales siguen muriendo. Una forma de explicar la veracidad de las palabras divinas, es pensar que el Hijo del Hombre se refería en ellas a que los creyentes, al morir, resucitan para no volver a morir jamás.
Salus, pues, pudo llegar a esa misma conclusión y aplicarse la creencia a sí misma. Más aún, cuando se la sabe en el convencimiento de que su vida última iba repitiendo la Pasión de Jesús, paso a paso. No es lógico que acabara en la muerte su imitación, debía llegar a la Resurrección, quizá el hecho que justifica y ensalza los demás.
La Resurrección del Señor, tal como había prometido en sus prédicas, vista por los ojos abiertos de la Señorita Salus, era un simple paso hacia la Ascensión a los Cielos para reunirse con el Padre, hecho que debía ocurrir una vez cumplida la misión terrenal encomendada. De ahí, que ella, para sí misma no la deseara de otra manera.
De hecho, la estampa que le servía de marcapáginas, señalando los párrafos a los que deseaba volver en sus lecturas, no era otra que la reproducción de un cuadro del gran pintor francés del siglo XVII, Nicolas Poussin. Se trata de una escena en la que se ve a la Virgen ascendiendo entre nubes a los Cielos, elevada por catorce angelitos, colocados en forma de columna irregular que parte del sepulcro recién abandonado. Es importante el hecho de que fueran los ángeles quienes la impulsaran: Asunción; y no subiera por su propia acción como Jesucristo: Ascensión. Hay en María, una actitud pasiva que es simple obediencia, desde que, aceptando su destino, respondió: Hágase en mí según tu palabra.
La Asunción de la Madre del Señor a los Cielos está entre los dogmas de fe definidos por la Iglesia. Fue proclamado por el Papa Pío XII, el 1º de noviembre de 1950, en la Constitución Munificentisimus Deus. El preámbulo y el texto dicen así: Después de elevar a Dios muchas y reiteradas preces y de invocar la luz del Espíritu de la Verdad, para gloria de Dios omnipotente, que otorgó a la Virgen María su peculiar benevolencia; para honor de su Hijo, Rey inmortal de los siglos y vencedor del pecado y de la muerte; para aumentar la gloria de la misma augusta Madre y para gozo y alegría de toda la Iglesia, con la autoridad de nuestro Señor Jesucristo, de los bienaventurados apóstoles Pedro y Pablo y con la nuestra, pronunciamos, declaramos y definimos ser dogma divinamente revelado que “La Inmaculada Madre de Dios y siempre Virgen María, terminado el curso de su vida terrenal, fue asunta en cuerpo y alma a la gloria del cielo”.
Que la Señorita Salus pensó para sí en el ejemplo de María y no en el de Jesús, se corresponde, seguramente, con el hecho diferenciador que muestra al Hijo obligado con la continuidad de la vida pública, a la que debía dar fin dejando las últimas enseñanzas a los apóstoles y a los numerosos seguidores. La Virgen, como la propia Salus, debían ser modelo para los demás humanos, porque todos resucitaremos, según ella creía, de ese mismo modo, siendo elevados hasta alcanzar la Gloria y la Felicidad eternas en la Presencia de Dios.
Por eso, no resulta difícil imaginar que el mármol rosado de Portugal, lápida destinada a cubrir y preservar la fosa terrena de la Señorita Salus, se fuera encendiendo e incendiando al atardecer con el fulgor fortalecido del sol poniente, de por sí lánguido y quebradizo; momento en que los ángeles apartaban la losa de su sepultura sin esfuerzo.
Sería dado a los espectadores apreciar la luz en su evolución paulatina desde el amanecer incruento, subiendo a la montaña luminosa del medio día, para descender luego, ladera de claridad abajo, hasta la sangrienta incertidumbre del crepúsculo, momento inmediatamente anterior a la llegada del melancólico gris oscuro final. De todos los tonos y matices se tomaría para el trascendental acontecimiento, el color rosado, dueño de la delicadeza carnal de los capullos de amapola, aparecidos de manera prematura al rasgar la cubierta verde. Amapola, flor que la Señorita Salus apreciaba por encima de cualquier otra, al atribuirla similitudes con su propio carácter. Se tomaría, también, el azul más puro de todos los celestes, nacido en el arcoíris inaugural del firmamento, y escogido antes de que el blanco lo contaminara.
Llegado el instante preciso, se oirían los sones de dulzaina y tamboril recorriendo en procesión las calles enramadas de todos los pueblecitos en fiesta, cohetes lanzados desde los atrios de las iglesias románicas en su transición al gótico. Se verían vivísimos fuegos de artificio rompiendo las noches de verbena. Caerían aquellos confites y peladillas que los padrinos lanzaban a los niños, desde la pila bautismal hasta el portal de la casa, en los domingos de bautizo.
Debemos imaginar el olor a sándalo extendido por el entorno, y al espacio hinchiéndose, colmándose con los sones multiplicados de la trompetería triunfal y los cantos sobrehumanos de los monasterios al alcanzar su expresión máxima. Siendo asumida Salus, entonces y sólo entonces. Dejando tras sí la mortaja en el sepulcro abierto, vestida con las mejores prendas que en su vida estrenó, y ocupando en cuerpo y alma el interior de la columna de ángeles, impulsada y atraída por ellos, hasta alcanzar, tímida y crecida, la mismísima antecámara del trono del Padre.